Brasil estará no centro de discussões globais e locais em 2025, segundo corretores de seguros

Um ano excelente. Assim, 2024 é definido pelos principais porta-vozes de seguradoras, resseguradoras e corretores de re/seguros em todo o mundo. O otimismo para 2025 é grande. A tendência das negociações aponta para uma leve estabilização de preços no segmento de riscos corporativos, após um longo período de aumento acentuado. Apesar de algumas reduções modestas nos índices gerais, como o relatório da Marsh, que indica uma queda média global de 1% no último trimestre, ainda há variações significativas entre regiões e linhas de negócios.

O mercado de Property & Casualty (P&C), influenciado por eventos climáticos e mudanças nas práticas de resseguro, tende a permanecer mais estável. Linhas de longo prazo, como responsabilidade civil e D&O, trazem incertezas devido a tendências complexas, como litígios em massa e eventos sistêmicos. A disponibilidade de dados mais robustos tem ajudado o setor a manter disciplina na precificação, evitando oscilações abruptas. O foco permanece em equilibrar adequação de preços e rentabilidade sustentável, adaptando-se às constantes mudanças nos riscos e condições do mercado.

No Brasil, Stephanie Zalcman, sócia e diretora na corretora Wiz Corporate, acredita que o mercado de seguros brasileiro em 2025 estará no centro de discussões globais e locais, especialmente diante de questões como mudanças climáticas, avanços tecnológicos e pressões econômicas. “A realização da COP 30 no Brasil simboliza uma oportunidade de colocar o país como protagonista nas soluções para riscos climáticos. No entanto, a lacuna entre o discurso e a prática ainda é evidente. Apesar da urgência, a baixa demanda por produtos voltados para riscos ambientais e a falta de incentivos fiscais dificultam a expansão desse segmento. Por outro lado, há um potencial inexplorado em setores como o agronegócio e a infraestrutura, que poderiam se beneficiar de soluções inovadoras, como seguros paramétricos e parcerias público-privadas”, comenta.

Segundo ela, a inflação moderada em 2025 traz alívio ao mercado, mas o impacto no custo de sinistros ainda será um desafio, especialmente nos setores automotivo e de saúde. Para responder a essa dinâmica, as seguradoras precisam inovar na precificação, explorando tecnologias de big data e inteligência artificial para personalizar produtos e otimizar custos. “O avanço do seguro cibernético, por exemplo, reflete uma tendência global que começa a ganhar força no Brasil. Com o aumento dos ataques digitais e a pressão regulatória, empresas de todos os portes estão percebendo a importância de mitigar riscos cibernéticos, abrindo espaço para um crescimento acelerado nesse nicho.”

Outro ponto crucial para o setor em 2025, segundo Zalcman, será a transformação digital e a competição acirrada com novos entrantes, como insurtechs e players internacionais. A necessidade de agilidade e inovação pressiona as seguradoras tradicionais a adotarem estratégias digitais robustas e centradas no cliente. Além disso, a guerra por talentos permanece, especialmente em áreas técnicas e tecnológicas. Empresas que investirem em capacitação, programas de ESG e políticas flexíveis de trabalho terão uma vantagem competitiva. Em suma, 2025 será um ano de grandes oportunidades para seguradoras que souberem unir tecnologia, sustentabilidade e personalização em suas estratégias, posicionando-se como parceiras indispensáveis na gestão de riscos.

Leo Dale, CEO da OneGlobal no Brasil, também destacou no planejamento de 2025 o tema mudanças climáticas: “A crescente preocupação com os riscos associados às mudanças climáticas pode levar a uma reavaliação das coberturas e ao aumento dos prêmios, especialmente em setores vulneráveis.”

A tecnologia segue entre as prioridades da corretora. “Corretoras e seguradoras seguirão investindo em tecnologias digitais para melhorar a eficiência e a experiência do cliente. Isso inclui a utilização de inteligência artificial e análise de dados para personalizar as ofertas”, afirma.

A cibersegurança que já vem ocupando um lugar de destaque há pelo menos uns cinco anos, continua no topo da lista de oportunidades de negócios. “Com o constante aumento das ameaças cibernéticas, a demanda por seguros que cubram riscos digitais deve crescer. As seguradoras devem desenvolver produtos mais robustos para atender a essa necessidade”, afirma.

Além de atender às demandas já existentes, Dale destaca a importância de criar produtos e serviços para riscos emergentes, com foco também na sustentabilidade. “A identificação e a cobertura de novos riscos, como pandemias e crises geopolíticas, serão cruciais. O mercado deve estar preparado para evoluir de acordo com esses desafios, sem esquecer da sustentabilidade, uma demanda crescente por práticas empresariais sustentáveis.”

Junto Seguro afirma estar “mais preparada do que nunca” para crescer em garantia em 2025

A Junto Seguros, seguradora líder em seguro garantia no Brasil, planeja avanços importantes nos segmentos de Seguro Garantia e Fiança Locatícia para 2025. O CEO Roque de Melo está otimista com o desempenho do segmento em que atua para o próximo ano, quando a seguradora completa 30 anos de dedicação ao seguro garantia. “A Junto está mais preparada do que nunca para continuar liderando e transformando o mercado”, afirmou ao portal Sonho Seguro.

Durante a conversa, Roque destacou avanços alcançados pela empresa e pelo mercado de seguros, assim como as metas para o próximo ano. “Seguiremos contribuindo com a CNseg, confederação das seguradoras, e com a Fenaber, federação de resseguros, para popularizar o seguro e aproximar o mercado dos diferentes players, promovendo um ambiente de segurança e transparência. “Clientes e parceiros podem esperar muitas novidades e uma abordagem diferenciada nos negócios no próximo ano”, afirmou.

O CEO avaliou 2024 como um ano excelente para a Junto Seguros. Apesar de enfrentar um mercado altamente competitivo, a empresa se reinventou ao utilizar sua capacidade técnica e a tecnologia como diferenciais. Como resultado, a seguradora registrou um recorde de produção e crescimento em linhas importantes, além de traçar uma estratégia para resultados ainda mais promissores nos próximos anos. Em relação ao mercado, Roque apontou que o setor manteve um crescimento constante, acima de dois dígitos, especialmente em linhas como Garantia e Fiança Locatícia, demonstrando resiliência e boas perspectivas futuras.

Ao abordar a ampliação da participação do setor no PIB brasileiro, Roque destacou o trabalho da CNseg e da Fenseg na aproximação do mercado segurador com o público. Segundo ele, iniciativas como o seguro catástrofe representam importantes avanços para popularizar o seguro e oferecer garantias a parcelas vulneráveis da população, especialmente em eventos catastróficos como os ocorridos no Rio Grande do Sul. Apesar de reconhecer que esse é um tema complexo e de longo prazo, ele afirmou que o mercado está empenhado em promover um ambiente mais seguro, transparente e acessível para todos.

Roque ressaltou que as reformas e os investimentos públicos anunciados pelo governo, de R$ 1,7 trilhão para o PAC, impulsionaram o crescimento do setor. Ele destacou avanços em concessões e o aumento de contratos públicos como fatores que movimentaram positivamente a economia do país, contribuindo para o crescimento do mercado segurador.

Entre janeiro e agosto deste ano, o ramo de seguro garantia alcançou R$ 3,3 bilhões em arrecadação. A expectativa é crescer 29,1% em relação a 2023, quando somou R$ 4,3 bilhões. O crescimento das vendas deste segmento foi impulsionado por fatores como a retomada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os investimentos em infraestrutura do Governo Federal; a vigência da Lei de Licitações, e a Lei do Carf (Conselho Administrativo de Recurso Fiscais).

 A nova Lei de Licitações prevê que o percentual do seguro garantia, quando exigido, suba dos atuais 5% para até 30% do valor do contrato, viabilizando a inclusão da cláusula de retomada nas apólices. Essa mudança permitirá que as seguradoras possam garantir a efetiva conclusão das obras na hipótese de a empresa contratada não cumprir sua obrigação. Hoje, aproximadamente 40% das obras públicas no Brasil estão paralisadas. “Para os próximos anos, temos expectativa de uma utilização mais efetiva da cláusula de retomada nas contratações públicas, o que pode gerar um impacto ainda mais significativo no setor.”

A digitalização e a inovação foram apontadas como pilares do desempenho da Junto Seguros em 2024. Atualmente, 99% das apólices da empresa são emitidas de forma digital, o que, segundo Roque, tem sido fundamental para a automatização, a proximidade com os clientes e a melhoria na experiência do usuário. Ele também destacou o potencial crescente de modalidades como seguros cibernéticos, considerados indispensáveis para empresas de diferentes portes. Para 2025, a expectativa é de avanços tecnológicos que tragam melhorias e oportunidades para o mercado.

F/Seguros avança no projeto transformar morador de favelas em empreendedores

A F/Seguros, iniciativa fruto da parceria entre a MAG Seguros e a Favela Holding, participou da Etapa Nacional da Expo Favela 2024, realizada entre os dias 6 e 8 de dezembro no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reuniu líderes, empreendedores e moradores de favelas para discutir inovação e promover negócios no ecossistema das comunidades brasileiras. Durante o evento, executivos da MAG Seguros compartilharam os avanços e desafios da F/Seguros em entrevista ao portal Sonho Seguro.

Ronaldo Gama, head da F/Seguros, destacou a importância de envolver os moradores das favelas no desenvolvimento de soluções financeiras. Ter a oportunidade de conversar com quem vive diariamente a realidade das favelas é entender suas necessidades para que possamos desenhar soluções que levem o nosso negócio para quem mais precisa. Queremos mostrar que temos uma seguradora feita entendendo as necessidades da favela, para que a favela seja assistida, com o oferecimento de produtos que sejam aderentes à realidade desse público. A F/Seguros busca transformar moradores das favelas em microempreendedores de seguros. A fase piloto do projeto está em andamento, com representantes em comunidades como a Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis. A meta é expandir para outras regiões nos próximos meses.

Geraldo Coelho, líder de Relações Institucionais da F/Seguros, apontou que a inovação não se limita a avanços tecnológicos. A inovação precisa ser pensada como um processo colaborativo, envolvendo os próprios moradores na criação das soluções. Isso garante que os produtos financeiros e de seguros não apenas atendam às demandas das favelas, mas também sejam ferramentas para fortalecer sua autonomia e resiliência. Ele também destacou que metodologias como educação financeira comunitária com rodas de conversa e oficinas práticas, tecnologias digitais de baixo custo, como aplicativos que não consomem muitos dados móveis, microcrédito e microseguros personalizados adaptados às necessidades locais, redes de líderes locais capacitando agentes comunitários e modelos de economia solidária, como cooperativas financeiras, são essenciais para impulsionar a adesão a produtos financeiros nesses territórios.

Patrícia Campos, diretora de Gente e Gestão da MAG Seguros, enfatizou que a iniciativa busca superar desafios culturais e econômicos para expandir o acesso ao mercado de seguros. Sabemos que uma expressiva parte da população que vive em favelas não possui reserva financeira e, por isso, evita o comprometimento com dívidas longas. Nesse contexto, o seguro surge como uma ferramenta essencial para restabelecer o equilíbrio financeiro em momentos de imprevisto. A estratégia da MAG Seguros está baseada em dois pilares: acessibilidade aos produtos, com soluções simples e acessíveis, e proximidade, com representantes locais treinados para atuar como agentes de venda. Quando incluímos quem faz parte do contexto local, ele se torna uma ponte de confiança e facilita o processo de adesão.

Douglas Rocha, gerente de projetos da MAG Seguros, explicou que a capacitação dos moradores é essencial para fomentar o empreendedorismo. Ao capacitar moradores como consultores de seguros, a iniciativa cria oportunidades de trabalho dentro das favelas, fortalecendo a economia local e proporcionando uma fonte de renda para os participantes. O projeto piloto tem mostrado resultados positivos, com foco em reduzir a vulnerabilidade econômica e promover a inclusão financeira. Segundo Rocha, as seguradoras precisam adaptar seus produtos e processos para atender às especificidades desses territórios, considerando desafios como a informalidade e intermitência de renda.

Marina Alexandrino, analista de Gente e Gestão da MAG Seguros, abordou questões relacionadas à diversidade e inclusão no mercado de trabalho. Empresas que desejam promover mudanças sociais significativas devem criar uma cultura de apoio e reconhecimento, onde todos os colaboradores se sintam valorizados e ouvidos. Isso pode ser feito através de capacitações sobre vieses inconscientes e programas de desenvolvimento de liderança inclusiva. Ela também ressaltou que, ao abordar questões como a síndrome do impostor, é possível criar um ambiente de trabalho mais inclusivo e inovador. Ao criar um ambiente onde a diversidade é celebrada e a inclusão é praticada, as empresas não só fortalecem suas equipes, mas também impulsionam a inovação e o sucesso organizacional.

Ney Dias, da Bradesco Seguros, assume a Fenseg, ligada à CNseg

Após três anos à frente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Antonio Trindade, membro do conselho da seguradora Chubb, passa o cargo para Ney Dias, CEO das operações de Automóvel e Ramos Elementares na Bradesco Seguros. A FenSeg, que representa 76 seguradoras dos segmentos de Danos e Responsabilidades, elegeu seus novos dirigentes para o triênio 2025–2028. A chapa única, eleita nesta terça-feira (10), toma posse em fevereiro de 2025.

Um fato curioso para executivos do setor é que o comando deixou de ser das seguradoras estrangeiras e passou a ser de uma seguradora brasileira. No entanto, é bom lembrar que a Swiss Re Corporate Solutions, subsidiária da Swiss Re, o maior grupo ressegurador do mundo, tem uma joint venture com a Bradesco Seguros há seis anos e só se faz crescer a cada ano.

“Nesta gestão termos importantes debates, que vão exigir muito trabalho conjunto da diretoria e comissões da Fenseg, com demandas desafiadoras, como o novo marco legal de seguros, que mexe bastante com os segmentos em que as associadas atuam. Temos também o Projeto de Lei Complementar 143/24 – de autoria do então deputado Lucas Vergilio – que regulamenta o funcionamento de cooperativas de seguro e de grupos de proteção patrimonial mutualista”, citou o executivo

A pauta da Fenseg é importante e longa. Os impactos das mudanças climáticas no Brasil e no mundo também está entre os prioritários. “Temos de nos aprofundar nas discussões, que também pautam o setor de seguros no mundo, sobre como as seguradoras devem buscar melhorias em todos os segmentos para levarmos proteção para a sociedade e assim elevar a resiliência das pessoas e das empresas diante de imprevistos”, comentou Dias em entrevista ao blog Sonho Seguro.

A FenSeg ampliou o número de integrantes da Diretoria, que passará de 18 para 25. As novas vagas serão preenchidas por meio de votação em nova AGE, a ser marcada após a posse da nova Diretoria.

Presidente: Ney Ferraz Dias (Bradesco Auto/Re)

Vice-presidentes:

Eduard Folch (Allianz)

Felipe Nascimento (Mapfre)

José Rivaldo Leite da Silva (Porto Seguro)

Rafael de Gouveia Ramalho (HDI)

Diretores:

Alfredo Lalia Neto (Sompo)

Amauri Aguiar de Vasconcelos (Brasilseg)

Carlos Frederico Ferreira (Austral)

Edson Morikazu Toguchi (Berkley)

Eduardo Nogueira Domeque (Itaú Seguros)

Fabio José Pereira Leme (Zurich Minas)

Guilherme Perondi Neto (Swiss Re)

João de Lima Géo Neto (Pottencial)

Luis Antonio Nagamine (Mitsui Sumitomo)

Luciano Alves Santos (Chubb)

Marcelo Goldman (Tokio Marine)

Roque Junior de Holanda Melo (Junto)

Saint’Clair Pereira Lima (Bradesco Auto/Re)

Membros titulares do Conselho Fiscal:

Bruno de Almeida Camargo (Fairfax)

Cristina dos Santos Domingues (Starr)

Joaquim Alfredo da Cruz Filho (XS3)

Suplentes:

Fernando Correa Soares (Suhai)

Filipe Bonetti Alves (Essor)

Gustavo Genovez (180 Seguros)

AXA no Brasil lança a campanha “Virada de Sucesso”

Fonte: AXA

Dando mais um passo na valorização de seus parceiros, a AXA no Brasil lança a campanha “Virada de Sucesso”, uma iniciativa criada para alavancar as vendas dos corretores no último mês do ano. A ação, válida até 31 de dezembro, oferece uma mecânica de pontuação e premiação que visa recompensar o desempenho de corretores que atuam nos Seguros Condomínio, Empresarial e Auto Frotas.

Os participantes acumulam pontos com base em dois critérios: 

  • A cada apólice emitida com prêmio acima de R$ 5.000, o corretor acumula 1 ponto. 
  • A cada R$ 10.000 em prêmio, o corretor soma mais 1 ponto. Para ficar claro: uma apólice de R$ 700.000 de prêmio = 1 ponto da apólice + 70 pontos pelo prêmio emitido, totalizando 71 pontos. 

Para participar, é necessário emitir, no mínimo, 5 apólices e alcançar um acumulado de R$ 200.000 em prêmios emitidos. Os três melhores colocados receberão prêmios em cartão presente: R$ 5.000, R$ 3.000 e R$ 2.000, respectivamente.

“A AXA entende que o corretor é peça-chave no mercado de seguros e, com iniciativas como esta, buscamos estimular resultados oferecendo ferramentas concretas para impulsionar e reconhecer a atuação dos nossos parceiros. Nosso compromisso é entregar soluções que gerem valor e contribuam para o sucesso de cada um”, destaca Danielle Fagaraz, Diretora de Gestão Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil. 

A “Virada de Sucesso” foi lançada em um momento estratégico para garantir um fechamento de ano com bom desempenho para os corretores e complementa outras ações da seguradora, como a campanha “Emitiu, Ganhou”, que também fica no ar até o dia 31 de dezembro.

Bradesco Seguros aposta em crescimento orgânico e está de olho em aquisições, parcerias e até IPO para 2025

O Grupo Bradesco Seguros, responsável por mais de 30% do resultado do Banco Bradesco e detentor de 25% de participação no mercado de seguros, acompanha diariamente o crescimento orgânico das vendas e também está de olho em parcerias, joint venture e até mesmo tem como um IPO como avaliação permanente na estratégia do grupo, contou Ivan Gontijo, presidente do maior grupo segurador da América Latina, em coletiva de imprensa nesta terça-feira, em São Paulo.

Durante o evento, executivos do grupo destacaram resultados robustos obtidos até setembro de 2024 e as estratégias para 2025, incluindo crescimento em todos os segmentos de atuação, por meio das empresas controladas pela holding: Bradesco Saúde, Bradesco Vida, Previdência e Capitalização, Bradesco Auto RE (seguro de bens e responsabilidades), Atlântica Participações e BSP Empreendimentos Imobiliários.

O ano de 2024 foi classificado como “excelente” pelos executivos, com aumento de vendas, queda nos índices de sinistralidade e ganhos financeiros em alta diante de juros elevados que remuneram a carteira de investimentos avaliada em R$ 450 bilhões. A receita do grupo alcançou R$ 90 bilhões, enquanto o lucro somou R$ 6,5 bilhões até setembro, relembrou Roberto Chamberlain, diretor geral da Bradesco Seguros.

O presidente destacou a bem-sucedida evolução da área comercial. “Há dois anos dividimos a área comercial, e isso nos deu um ganho de escala muito grande, possibilitando o crescimento em termos de faturamento. Saímos de um faturamento de R$ 6 bilhões ao mês para R$ 10 bilhões ao mês. Um resultado expressivo que aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”. Segundo Gontijo, os investimentos em tecnologia, digitalização, novos produtos e parcerias são pilares para o crescimento futuro.

Gontijo também ressaltou o foco em parcerias estratégicas e inovação. Exemplos incluem a Atlântica D’Or, uma joint venture com a Rede D’Or para construção e operação de hospitais, e a parceria com a Swiss Re na área de grandes riscos desde 2017. Recentemente, o grupo também fez uma parceria com o banco digital C6 Bank para venda de seguros residenciais, fortalecendo sua atuação em canais digitais e parcerias financeiras.

Ele revelou que a possibilidade de abertura de capital (IPO) de subsidiárias é um tema em permanente avaliação. “Essa decisão depende de oportunidades criadas pelo mercado. Se fizer sentido, estamos prontos para estruturar algo mais concreto”, afirmou. Atualmente, o braço de seguridade apresenta seus resultados juntamente com o banco Bradesco, já listado em Bolsa de Valores. No entanto, concorrentes como Banco do Brasil e Caixa já realizaram IPO de suas unidades de seguros.

Carlos Marinelli, presidente da Bradesco Saúde, anunciou investimentos em customização de produtos e inteligência artificial para melhorar a experiência dos beneficiários. “Estamos desenvolvendo produtos regionais, como um novo modelo de saúde no Centro-Oeste, focado em competitividade e excelência no atendimento”, explicou. Com mais de 1,6 milhão de atendimentos anuais e um NPS de 76, a Bradesco Saúde mantém a liderança no segmento corporativo e vê potencial de crescimento em pequenos grupos. Marinelli destacou ainda a expansão de parcerias, programas personalizados e maior aproximação com beneficiários e prestadores.

Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência, celebrou os R$ 8 bilhões de captação líquida em previdência até setembro, impulsionados por uma carteira diversificada de mais de 110 produtos e a ampliação do canal de vendas com a adesão de centenas de corretores de seguros ofertando previdência e vida. “Estamos investindo na proximidade com o cliente e em parcerias externas para capturar oportunidades fora da rede Bradesco”, disse. Na área de seguros de vida, Nasser destacou o potencial de crescimento com novos produtos que oferecem benefícios em vida, como assistência e seguros personalizados. Ele também enfatizou a importância das parcerias, incluindo iniciativas com grandes bancos digitais, para ampliar o alcance da capitalização e previdência.

Ney Dias, presidente da Bradesco Auto RE, contou que o segmento de seguros automotivos enfrentou desafios com redução de taxas, mas manteve a lucratividade e o mercado. Entre as novidades, Dias destacou o Selo Diamante e Ouro, criado para reconhecer oficinas de alta performance, garantindo qualidade nos serviços. “2024 foi um ano de lançamentos importantes, como produtos para motos, residenciais e empresariais e 2025 já começa com inovações planejadas para o primeiro semestre que contaremos a medida que forem saindo do forno”, afirmou.

Rodrigo Barcellar, head da Atlântica Hospitais e Participações, reforçou a importância de 2024 para a Atlântica Hospitais, que concluiu a aquisição de 20% do Grupo Santa e inaugurou quatro hospitais com a Rede D’Or. Para 2025, a empresa planeja abrir quatro centros de tratamento oncológico em parceria com a Beneficência Portuguesa e o Fleury. “Nosso objetivo é levar saúde de qualidade a mais brasileiros”, afirmou.

“Investimentos em tecnologia, novos produtos e parcerias estratégicas são elementos-chave para o crescimento. Estamos preparados para capturar as oportunidades de mercado e fortalecer nosso compromisso com clientes, corretores e parceiros”, resumiu Gontijo.

Marco Legal de Seguros: equilíbrio e modernização

Gontijo comentou que o novo marco legal de seguros sancionado pelo presidente Lula ontem (9), após 21 anos em discussão, consolida diversas leis esparsas que datavam, em alguns casos, da década de 1960, dentro de uma estrutura moderna e alinhada com a jurisprudência dos mais altos tribunais do país. “O novo marco legal é uma codificação que reúne legislações antigas em uma estrutura única, aproveitando a experiência e a jurisprudência acumulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Isso garante que ele já nasça atualizado, incorporando as melhores práticas e interpretações jurídicas”, destacou o executivo.

Gontijo enfatizou que o código não é apenas uma consolidação de normas, mas uma atualização significativa que reflete a evolução do mercado e da sociedade. “Ele surge com um alinhamento moderno, o que facilita a adaptação de todos os atores do setor, desde empresas até consumidores. Essa atualização traz clareza e um nível de previsibilidade que beneficia tanto os operadores do mercado quanto os clientes finais”, explicou.

Outro ponto destacado pelo presidente do Grupo Bradesco Seguros foi o potencial do novo marco para equilibrar as forças entre as empresas que oferecem produtos de seguros e os consumidores. “O código visa proporcionar um carregamento mais objetivo das responsabilidades, criando um ambiente de maior transparência e equilíbrio. Isso não apenas melhora a confiança dos consumidores, mas também traz segurança jurídica para as empresas, o que é essencial para o crescimento do setor”, afirmou.

Gontijo também avaliou que a modernização legislativa pode impulsionar a demanda por produtos de seguros, à medida que consumidores e empresas ganham mais confiança em um ambiente regulatório atualizado e equilibrado. “O mercado de seguros, que já vem crescendo de forma consistente, deve se beneficiar diretamente desse novo marco. Ele promove um diálogo mais objetivo entre as partes e reforça o papel estratégico do setor na economia brasileira”, concluiu.

Fausto Dorea é o novo executivo regional Norte e Nordeste da doc24

por Karem Soares

A doc24, empresa de saúde digital, líder na América Latina, com mais de 17 milhões de usuários, anuncia Fausto Dorea como novo executivo regional Norte e Nordeste. A meta é expandir os serviços da healthtech na região, com foco na inovação e na eficiência por meio de soluções digitais personalizadas. 

“O propósito desse novo desafio profissional é democratizar o acesso à saúde no Brasil, levando oportunidade para os que dependem do SUS ou do INSS, e infelizmente, não têm o acesso adequado. É preciso colaborar com a diminuição da sinistralidade no Brasil, oferecendo um produto de saúde que gere fácil acesso a toda a sociedade”, explicou Dorea.

É formado em Administração de Empresas. É pós-graduado em Gestão financeira e MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas.  Possui mais de 40 anos de experiência na área comercial, com foco em venda consultiva, relacionamento com clientes, marketing, desenvolvimento de negócios, parcerias, planejamento estratégico em vendas e pesquisa de mercado. É presidente do Clube dos Seguradores da Bahia. O executivo possui passagens pelo Banco Bradesco, MAG Seguros, Previsul Seguradora, Logo Seguros e Assessoria e SUDASEG Seguradora.

HDI e Yelum aprimoram seguro de Vida com iniciativas transformadoras

Fonte: HDI

Durante os meses de novembro e dezembro, o Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, realizou uma série de iniciativas voltadas à ampliação e ao fortalecimento do portfólio de produtos de seguro de Vida das marcas HDI e Yelum. As ações buscaram não só engajar corretores, parceiros e colaboradores, mas também conscientizar o público sobre a relevância desse tipo de proteção.

Como parte dessas iniciativas e com o objetivo de oferecer uma oportunidade de troca de experiências, alinhamento de estratégias e relacionamento com os profissionais da região,  a empresa promoveu encontros presenciais nas cidades de Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Caxias, no Rio Grande do Sul, com corretores e parceiros locais para apresentar as novidades do portfólio de seguro de Vida das marcas do grupo, que visam promover, principalmente, um atendimento mais personalizado e eficiente aos clientes.

Complementando os encontros, no mês de novembro, o Grupo HDI lançou a campanha “Cresça com o Vida” para evidenciar os diferenciais do portfólio da companhia, criando oportunidades de negócio e oferecendo um robusto programa de incentivo aos parceiros. Com vigência até o final de janeiro, a campanha reconhecerá os corretores e times comerciais que se destacarem na comercialização dos produtos Vida das marcas HDI e Yelum, com o objetivo de valorizar ainda mais o desempenho dos profissionais do setor.

Cresça Cast 

Outra ação de destaque foi o Mesa Cresça Cast, uma edição especial do Cresça Cast – podcast idealizado pelo Grupo HDI, que integra o programa Cresça com o Digital, também promovido pela companhia – lançada no dia 28 de novembro no YouTube, que abordou o seguro de Vida de forma leve e descontraída. Inspirado em mesas redondas de futebol, o episódio contou com a participação do diretor de Produtos Vida, Habitacional e Afinidades do Grupo HDI,Alexandre Vicente, do especialista da região São Paulo Capital, André Vieira, além de corretores e cliente convidados, em um debate que trouxe diferentes visões sobre o tema. 

Patrocínio do “Minha Vida Protegida”

Pelo segundo ano consecutivo, a HDI Seguros e a Yelum foram patrocinadoras do movimento “Minha Vida Protegida”, que busca conscientizar a população sobre a importância do seguro de Vida. Além disso, no dia 4 de dezembro, em parceria com a iniciativa, foi realizada uma palestra online com o tema “O Seguro de Vida e as Coberturas para Doenças Graves”, ministrada também por Alexandre Vicente, Tainara Zagnolo, gerente de Produto Vida do Grupo HDI e Ronan Santos, especialista de Vida da região São Paulo Interior, que contribuíram com informações valiosas para o público.

“No Grupo HDI, temos o compromisso de fornecer soluções que realmente fazem a diferença para os clientes. Por isso, estamos constantemente aprimorando nosso portfólio para atender às necessidades do mercado e promovendo ações que destacam a importância desse tipo de proteção e promovem um atendimento mais personalizado e eficiente”, explica Alexandre. “O seguro de Vida vai muito além de sua função tradicional de proteger os beneficiários em caso de morte, pois também possui benefícios concretos em vida – como assistências de Telemedicina, Telepsicologia e até mesmo cobertura para doenças graves –, que ajudam a aliviar a demanda sobre os sistemas de saúde. Nosso compromisso é ampliar essa consciência, reforçando que essa segurança é uma ferramenta para viver com mais tranquilidade e bem-estar, hoje e no futuro.”

Brasilprev testa venda de previdência via WhatsApp com lançamento previsto para 2025

Angela Assis CEO Brasilprev

Em coletiva realizada hoje, a presidente da Brasilprev, Ângela Assis, destacou o lançamento de um modelo inédito no mercado: a contratação de planos de previdência complementar diretamente pelo WhatsApp. A iniciativa, pioneira no setor, busca democratizar o acesso à previdência privada, especialmente para as classes C e D, e posicionar a Brasilprev como referência em inovação e inclusão financeira.

“A longevidade traz desafios importantes para o futuro. Precisamos cuidar da saúde física, mental e, principalmente, financeira dos brasileiros. Com essa nova jornada, oferecemos uma solução acessível, direta e segura para milhões de pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de se planejar financeiramente”, ressaltou Ângela Assis.

O WhatsApp da Brasilprev, que já acumula cinco anos de experiência em conversas e conta com mais de 1,1 milhão de usuários, é o primeiro canal do mercado a permitir a contratação de planos de previdência diretamente pelo aplicativo. Atualmente em fase piloto, a iniciativa abrange produtos como PGBL, VGBL e o plano júnior, voltado para filhos e netos, com uma contribuição mínima de R$ 100.

“A contratação via WhatsApp elimina a necessidade de interação com bancos ou consultores, algo fundamental para atender públicos de menor renda que tradicionalmente enfrentam barreiras para acessar a previdência. Apesar de ser uma experiência nova, já observamos bons índices de conversão, especialmente considerando que estamos no que chamamos de ‘venda em mar aberto’”, explicou Ângela.

Um dos principais pontos de fricção no modelo atual é o método de pagamento, hoje restrito a boletos. A empresa planeja implementar o Pix recorrente quando for lançado pelo Banco Centroa, previsto para março de 2025, o que promete simplificar ainda mais o processo.

Atualmente, a Brasilprev oferece a contratação de planos individuais, tanto na modalidade PGBL quanto VGBL, por meio do WhatsApp, com uma contribuição mensal mínima de R$ 100,00. O modelo disponibiliza cinco fundos de renda fixa, com taxas de 1,50%, e 12 fundos multimercado, com taxas que variam de 1,40% a 2,40%. Além disso, com o uso de inteligência artificial, a empresa identifica o perfil do cliente e oferece uma carteira sugerida, personalizada e adequada às suas necessidades financeiras.

Campanha digital “Seu futuro te agradece”

Como parte da estratégia para promover o novo canal e reforçar a importância do planejamento financeiro, a Brasilprev lança a campanha digital “Seu futuro te agradece”, que provoca as pessoas a refletirem sobre o futuro. “Temos a intenção de provocar a geração Z a pensar em previdência, algo que está a 30 anos de distância. Esse é um grande desafio”, afirmou Ângela.

A presidente também destacou que não existem casos de sucesso de venda de previdência privada online no Brasil ou no mundo, muito menos por meio do WhatsApp, uma rede que tem forte adesão no Brasil, mas não em outros mercados. “As subsidiárias da nossa sócia Principal ficam curiosas para entender o uso explosivo do WhatsApp aqui no Brasil. Em outras partes do mundo, como na América Latina, os clientes e consultores não têm tanta adesão a essa ferramenta”, observou.

Além da inovação no WhatsApp, a Brasilprev investe em inteligência artificial para oferecer uma experiência personalizada aos clientes. Um chatbot com suporte avançado utiliza AI generativa e analítica para atender mais de 2 mil clientes e já impulsionou negócios que somam R$ 12 bilhões. A estratégia digital da empresa também foi responsável por 32% das transações financeiras em 2024, movimentando mais de R$ 2 bilhões.

A presidente destacou que o lançamento do canal via WhatsApp é um passo essencial para democratizar o acesso à previdência, especialmente em um país com baixa educação financeira e marcado por desigualdades. “Estamos construindo uma relação direta e segura com nossos clientes, algo que nunca foi feito no setor. É um exemplo de como a Brasilprev inova para transformar a previdência em algo mais acessível e relevante para a sociedade”, concluiu Ângela.

O plano piloto do WhatsApp será ampliado a partir de janeiro de 2025, com campanhas e suporte especializado para atrair novos públicos. A empresa acredita que esta iniciativa terá um impacto significativo na inclusão financeira e no planejamento para o futuro dos brasileiros.

Presidente Lula sanciona PL de Seguros após 21 anos de debates

Após mais de duas décadas de intensos debates e ajustes, o Brasil agora conta com um novo marco regulatório para o setor de seguros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (09) o Projeto de Lei nº 2597/2024, também conhecido como Marco Legal dos Seguros, que reformula as regras do setor e promete trazer maior transparência e eficiência às relações contratuais entre segurados e seguradoras. A nova lei será publicada nesta terça-feira (10 de dezembro).

O projeto, originalmente apresentado em 2004 sob o nome de PL 3555/2004, foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes de ser encaminhado para sanção presidencial no mês passado. Com a publicação da nova lei, o Brasil adota um modelo dual: uma Lei de Contrato de Seguro, que complementa a atuação regulatória da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A iniciativa alinha o Brasil a países como Inglaterra, Alemanha, Japão e Bélgica, que recentemente revisaram suas legislações sobre seguros, impulsionando o crescimento econômico do setor.

Atualmente regido pelo Código Civil e pelo Decreto-Lei 73/66, o setor de seguros brasileiro será completamente reformulado. A nova lei, que entra em vigor um ano após sua publicação, é descrita como um divisor de águas por especialistas.

Segundo Ernesto Tzirulnik, advogado e idealizador do projeto, a lei representa um avanço histórico. “Foram 21 anos de luta sem trégua, mas o importante é que a nova regulamentação melhorará substancialmente as relações contratuais securitárias, criando um mercado mais robusto e garantindo maior proteção aos segurados”, destacou em recente entrevista.

O texto aprovado também reflete o trabalho conjunto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e de Alessandro Octaviani, titular da Susep. Para Octaviani, o novo marco é parte de uma Política Nacional de Acesso ao Seguro, que busca ampliar o alcance do mercado segurador no Brasil.

Impacto no mercado e nos consumidores

A diretora jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Glauce Carvalhal, afirmou que a nova lei trará maior clareza às relações jurídicas e maior transparência aos contratos. “Compreender os desafios iniciais é natural, mas o marco regulatório possibilitará uma evolução significativa no setor, consolidando solvência e sustentabilidade”, explicou.

O diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, ressaltou que o equilíbrio nas relações entre segurados e seguradoras fortalecerá o setor. “O texto busca amadurecer o mercado, promovendo a competitividade e ampliando os direitos do segurado”, disse em entrevista quando o PL foi aprovado no Congresso. .

No entanto, pontos controversos foram amplamente discutidos. Um dos temas mais sensíveis foi o prazo de 120 dias para a regulação de sinistros, que especialistas como Luciana Dias Prado, sócia do Lefosse, consideram curto para casos complexos, como seguros de grandes riscos.

Para as seguradoras, o novo marco traz desafios operacionais, incluindo a adaptação de sistemas e processos para atender às novas exigências. “O impacto será substancial, mas trará maior eficiência na regulação de sinistros e maior segurança jurídica”, afirmou Cássio Gama Amaral, sócio do Machado Meyer, em recente entrevista.

O setor de resseguros também precisará se adequar, com regras que equilibram o interesse de seguradoras brasileiras e a atratividade do mercado para resseguradoras internacionais.

Com a nova lei, espera-se um aumento no consumo de seguros no Brasil, ainda subdesenvolvido em relação ao seu potencial econômico. “Somos uma das dez maiores economias do mundo, mas ocupamos apenas a 20ª posição no mercado de seguros. Esse marco é um passo fundamental para mudar essa realidade”, concluiu Octaviani.

ENS e Fenacor

Os presidentes da Fenacor e da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Armando Vergilio e Lucas Vergilio, tiveram participação direta e decisiva em todo o processo de tramitação e aprovação no Congresso Nacional do projeto de lei que estabelece normas gerais em contratos de seguro privado. Ambos foram, inclusive, em períodos distintos, relatores da matéria na Câmara dos Deputados. Por fim, articularam junto com o Ministério da Fazenda e a Susep para que o projeto fosse aprovado no Senado e sancionado sem vetos pelo presidente Lula.

Com a nova Lei, o Brasil passará a caminhar no mesmo sentido das recentes reformas de países como a Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Japão, que promulgaram ou reformaram suas leis específicas para o contrato de seguro, experimentando crescimento econômico do setor.

Segundo Armando Vergilio, o Brasil tem, a partir de agora, uma lei clara sobre o contrato de seguros, seguindo os modelos adotados pelos países desenvolvidos, que proporcionará muito mais garantias, tranquilidade e segurança ao consumidor, sobretudo aqueles das classes de menor poder aquisitivo. “A Fenacor buscou o pleno entendimento com lideranças políticas e dos demais segmentos do mercado de seguros para a aprovação do melhor texto possível. A federação se empenhou a fundo em todo o período de tramitação da matéria. É uma grande conquista, sobretudo para os consumidores”, salienta Vergilio.

A nova lei impõe limitações como a proibição de cláusula para extinção unilateral do contrato pela seguradora além das situações previstas em lei. Outro dispositivo relevante refere-se ao pagamento do sinistro. A seguradora terá prazo de30 dias para pagar indenizações parciais ou se manifestar sobre a cobertura solicitada, sob pena de perda do direito de recusa. Documentos complementares poderão suspender esse prazo por até duas vezes, com exceções para seguros de veículos e valores menores que 500 salários mínimos.

A lei estabelece ainda que, se a seguradora não identificar beneficiário ou dependente do segurado em até três anos após sua morte, o valor do seguro será transferido para o Fundo Nacional para Calamidades Públicas (Funcap).

Principais avanços e controvérsias resolvidas

  • Aprovação prévia de produtos: A exigência inicial de aprovação pela Susep foi flexibilizada, permitindo maior agilidade para o lançamento de produtos.
  • Inovações tecnológicas: O texto inclui disposições para o uso de inteligência artificial e outras tecnologias no setor.
  • Flexibilidade contratual: Ajustes foram feitos para garantir maior liberdade nas negociações, especialmente em seguros de transporte e responsabilidade civil.
  • Harmonização com o Código Civil: O texto foi adaptado para evitar conflitos com as normas civis, garantindo coerência jurídica.