Corretora de seguros It’sSeg mira expansão na América Latina com soluções digitais para clientes

Thomaz Meneses

As metas para 2025 incluem avanços em diversas frentes, segundo Thomaz Menezes, CEO da corretora de seguros It’sSeg, empresa do grupo Acrisure. Para 2025, a empresa planeja expandir o portfólio com produtos mais conectados às necessidades de mercados específicos e fortalecer a área de produtos de afinidade, desenvolvendo soluções digitais e ampliando a distribuição. “Queremos fortalecer ainda mais nossa cultura de centralidade no cliente, avançar na transformação digital e expandir nossa presença no Brasil e na América Latina.

O executivo destacou o papel estratégico da Acrisure na região, que permitirá à empresa acessar novos mercados e oferecer soluções globais aos clientes locais. “Para manter o ritmo de crescimento necessário para atingir as metas de participação no PIB até 2030, será essencial continuar investindo em tecnologia, capacitação das equipes e inovações que aproximem os seguros de um público mais amplo e diversificado”, contou em entrevista ao Sonho Seguro.

O desempenho da empresa e do setor de seguros em 2024 foi marcado por consolidações e avanços significativos, Ele destaca que a companhia registrou crescimento expressivo, alavancado pela abertura de novas geografias em Minas Gerais e Ceará, com a chegada da SIMgular Corretora e Montpelier Consultoria. “Tivemos a chegada de novos diretores, que trouxeram uma energia renovada à gestão”, afirmou.

A empresa também implementou mudanças estratégicas na unidade de seguros individuais e massificados, além de criar uma área de canais de parcerias com o mercado. “Estamos liderando uma transformação cultural com foco em centralidade do cliente, em parceria com a Fundação Dom Cabral, o que tem sido fundamental para alinhar processos, tecnologias e treinamento”, ressaltou.

A expansão do acesso ao seguro também foi um ponto central em 2024. A empresa diversificou canais de distribuição para alcançar públicos menos atendidos, como populações de baixa renda, e simplificou produtos e processos para torná-los mais acessíveis. “Estabelecemos uma parceria estratégica para oferecer telemedicina, telepsicologia e telenutrição para empresas corporativas, como uma possibilidade de acesso à cuidados de saúde física e mental”, explicou Menezes.

As reformas e os investimentos públicos anunciados pelo governo tiveram impacto moderado no setor em 2024, de acordo com o executivo. Ele apontou preocupações com o aumento da taxa de juros, inflação e dólar, que afetam o consumo de seguros de maneira geral. “O setor ainda enfrenta desafios relacionados à conscientização sobre a importância do seguro em diferentes segmentos da população”, afirmou. A empresa investiu em inovação, capacitação e tecnologia para mitigar os impactos do cenário econômico e aproveitar as oportunidades existentes.

A inovação foi outro destaque de 2024, com investimentos em digitalização, novos produtos e canais de venda. “Abrimos uma área de seguros cibernéticos, trazendo novos profissionais para o nosso time e nos aproximando da Acrisure, que possui uma unidade específica de cyber e que está nos apoiando com tecnologia e conhecimento internacional”, comentou.

Grupo HDI reforça atendimento de assistência durante a alta temporada

Fonte: HDI

Com a chegada da alta temporada, marcada pelo aumento no uso de veículos e residências durante as férias, o Grupo HDI – um dos principais conglomerados seguradores do Brasil – reforça uma série de mudanças que ocorreram ao longo do último semestre, em relação à assistência para as marcas HDI, Yelum e Aliro, com o objetivo de tornar o atendimento mais eficaz nesse período, garantindo uma experiência ainda mais ágil, eficiente e intuitiva para clientes e corretores, bem como reforçar o compromisso da empresa em oferecer soluções inovadoras e simplificadas.

Com a mudança da operação de assistência de todos os segurados do Grupo HDI para a Fácil Assist e unificação da experiência, o atendimento durante os meses de alta temporada se torna ainda mais ágil, com equipes exclusivas e dedicadas aos serviços, frota própria de guinchos personalizados, pátios reservados para veículos segurados, maior preparo dos prestadores e gestão contínua da qualidade e processos padronizados de ponta a ponta.

A equipe de atendimento também foi ampliada para oferecer suporte imediato aos clientes no momento em que mais precisam, por meio de canais digitais disponíveis 24 horas por dia, permitindo que os clientes solicitem ajuda de forma rápida e prática, reduzindo o tempo de espera.

Dicas de prevenção para viagens tranquilas 

Como parte da campanha de alta temporada, o Grupo HDI também listou algumas recomendações para orientar clientes e corretores com informações práticas para evitar imprevistos. São elas: 

  • Residências: conferir o funcionamento dos sistemas elétricos e hidráulicos, desligar aparelhos não essenciais e comunicar vizinhos ou síndicos antes de viajar.
  • Veículos: realizar revisões periódicas, verificar pneus e fluidos, e certificar-se de que a documentação está em dia.

“Estamos sempre inovando para garantir o melhor atendimento aos nossos clientes e facilitar a experiência dos nossos parceiros. As melhorias implementadas, aliadas à nossa operação digital, permitem que enfrentemos os desafios da alta temporada com eficiência e agilidade, garantindo tranquilidade para todos,” afirma Luciane Merli, COO da Fácil Assist.

Mapfre impacta 244 mi de visualizações no CONMEBOL Libertadores’

Fonte: Mapfre

A Mapfre concluiu o seu primeiro ano como patrocinadora oficial da CONMEBOL Libertadores celebrando resultados positivos em visibilidade da marca e relacionamento com públicos estratégicos. A companhia aproveitou o alcance do maior torneio de clubes de futebol das Américas para ir além da exposição de sua identidade, investindo em ações de aproximação com corretores de seguros, clientes e torcedores.

Com a decisão entre Botafogo e Atlético Mineiro, que garantiu o sexto título consecutivo para uma equipe brasileira, a competição chegou ao ápice de sua audiência. Mais de 60 mil pessoas lotaram o Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, e a transmissão se consagrou como a partida de futebol mais assistida na TV brasileira em todo o ano de 2024. Foi o fechamento de uma temporada que representou o maior patrocínio global de sua história e uma oportunidade de amplificar sua conexão com os valores do esporte e com o público brasileiro apaixonado por futebol. 

“A CONMEBOL Libertadores proporcionou uma plataforma incomparável para nos conectarmos com nossos públicos de forma direta e em massa. Este ano, conseguimos entregar experiências marcantes para nossos parceiros e segurados, reforçando o vínculo da Mapfre com os valores do futebol, como superação, paixão e trabalho em equipe”, afirma a diretora de comunicação e marketing, Tatiana Cerezer.

FenaCap elege nova diretoria para o mandato 2025-2028   

A Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) realizou eleições para a escolha de sua nova diretoria. A votação, feita em Assembleia Geral pelos representantes da instituição, ocorreu com chapa única. O novo mandato abrangerá o período de 7 de fevereiro de 2025 a 6 de fevereiro de 2028.

O atual presidente da entidade, Denis Morais, foi reeleito para seu segundo mandato. Com quase 40 anos de experiência nos setores de seguros e capitalização, Denis tem como missão assegurar condições para que o segmento, que opera no país há 95 anos, mantenha sua trajetória de crescimento.

“Estou muito honrado com este novo mandato. Vamos continuar unindo esforços e trabalhando em parceria com as associadas em prol do desenvolvimento do setor e, consequentemente, da economia do país”, afirmou o presidente reeleito e também vice-presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

A posse da nova diretoria ocorrerá em fevereiro de 2025.

Veja, a seguir, a chapa vencedora:

Presidente:

Denis dos Santos Morais – Brasilcap Capitalização S/A

Vice-Presidentes:

Alexandre Petrone Vilardi – Icatu Capitalização S/A

Américo Pinto Gomes – Bradesco Capitalização S/A

Marcio Coutinho Teixeira de Carvalho – Capemisa Capitalização S/A

Wallace Behrend Harchbart – Brasilcap Capitalização S/A

Diretores:

Diego Zugno Kulczynski – Aplicap Capitalização S/A

Eduardo Nogueira Domeque – Cia Itaú de Capitalização

Gustavo Pimenta Germano Santos – XS4 Capitalização S/A (CaixaCap)

Hilca Gonçalves Vaz de Matos – Mapfre Capitalização S/A

Luciano Graneto Vieira – Kovr Capitalização S/A

Marcos Roberto Loução – Porto Seguro Capitalização S/A

Renato Bueno Terzi – Liderança Capitalização S/A

Rodrigo Monteiro de Barros – Zurich Brasil Capitalização S/A

Thiago Reus Rosa Lopes Estevem – Via Capitalização S/A

Vivian Freire de Oliveira – Santander Capitalização S/A

Conselho Fiscal

Efetivos:

Vinicius Marinho da Cruz – Bradesco Seguros S/A

Elida Cristina Cassunde dos Santos Lopes – Capemisa Seg Vida e Prev S/A

Anderson Alves Bastos – Icatu Seguros S/A

Suplentes:

Gustavo Genovez – 180 Seguros S/A

Katiene Keller Pereira – Kovr Seguradora S/A

Valor: CVM condena por unanimidade ex-CFO do IRB à multa máxima de R$ 20 milhões; ex-CEO é absolvido 

Fonte: Valor

Em sua última sessão de julgamento do ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou por unanimidade o ex-vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores do IRB, Fernando Passos, à multa máxima de R$ 20 milhões por manipulação de preços de ações em 2020. Já José Carlos Cardoso, ex-diretor-presidente da companhia, foi absolvido, também por unanimidade, da acusação de descumprimento do dever de diligência.

O relator, o diretor da CVM Daniel Maeda — que fez nesta quinta-feira sua última sessão de julgamento, já que deixa o cargo no fim de dezembro — afirmou em seu voto que é incontestável a tese de que Passos foi a origem da informação falsa de que o fundo Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, iria adquirir fatia relevante do IRB. A notícia levou as ações a uma valorização 13,2% em dois dias.

“A meu ver, a existência do dolo é evidente”, afirmou Maeda, que apontou que a motivação para a disseminação da informação falsa foi a vantagem financeira que obteria com o Programa de Superação, aprovado pelo Conselho de Administração do IRB. O plano de premiação garantiria à diretoria “importâncias milionárias caso as ações atingissem determinado patamar ou o superassem até maio de 2021.”

O relator afirmou que os bons antecedentes do ex-CFO permitiriam a aplicação de um atenuante de 15% do valor. No entanto, acrescentou outros 15% pelo “agravante de dano à imagem do mercado de valores mobiliários pela prática de manipulação de preço.” Permaneceu, portanto, a multa máxima de R$ 20 milhões.

Já em relação a Cardoso, Maeda votou pela absolvição por não ver indícios de má-fé diante dos “artifícios ardilosos criados por Passos”. Os diretores Otto Lobo e João Accioly acompanharam o relator sem ressalvas.

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, também seguiu o voto de Maeda, e fez questão de fazer comentários complementares. Entre eles, o de que Cardoso deveria ser absolvido porque “confiou nas demonstrações de Passos” e ressaltou que CEOs não conseguem participar de todos os processos e podem delegar poderes. A decisão sobre o ex-CFO ainda pode ser alvo de recurso no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).

O caso foi tema de investigação no Departamento de Justiça americano, que aceitou que o IRB pagasse US$ 5 milhões para encerrar o assunto. A primeira vez que o megainvestidor Warren Buffett foi associado a uma possível compra de fatia do IRB foi em 2017, com a divulgação de notícias que citavam uma suposta negociação para depois do IPO. Três anos depois, em 26 de fevereiro de 2020, quando as ações da empresa estavam em queda, outra notícia circulou reacendendo a possibilidade de Buffett entrar na empresa. Desta vez houve reação positiva do mercado, e o papel subiu 13,2% em dois dias.

A eventual compra de fatia do IRB por Buffett teve desdobramentos nos dias seguintes, que seguiram tendo impacto positivo nas cotações. Em 2 de março daquele ano, em teleconferência com analistas, Passos teria afirmado que a Berkshire Hathaway já detinha ações da empresa e teria aumentado a posição, inclusive com indicação de uma representante no conselho fiscal. Naquele momento, Cardoso não contestou a informação.

Após pedido de esclarecimentos da CVM, porém, a companhia respondeu que o fundo de Buffett não era acionista com mais de 5%. E, em 3 de março, a Berkshire Hathaway informou em nota oficial que não era e não tinha intenção de se tornar acionista do IRB.

As ações iniciaram trajetória de queda e, no dia 4 de março, foi anunciada a renúncia de Passos e Cardoso e informado que o Conselho de Administração da empresa instalou procedimento interno para apurar a divulgação de ações ao mercado. Na investigação, o IRB informou à CVM que em investigação interna descobriu que Passos teria adulterado eletronicamente uma troca de e-mails entre Cardoso e um representante da Berkshire Hathaway.

Em depoimento à CVM, Passos admitiu “ajustes” em um arquivo com a base acionária da companhia “para verificar qual seria o tamanho da Berkshire Hathaway no ranking de acionistas, na hora em que aparecesse a compra daquele volume de ações”. Segundo a argumentação da área técnica da CVM, até mesmo a suposta indicação da representante do conselho foi “uma manobra” de Passos “para dar um ar” de veracidade à história.

Procurada, a defesa de Passos não se manifestou.

Stone e Zurich anunciam parceria na oferta de seguros

Sidemar Zurich Seguros

Fonte: Stone

A Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro em tecnologia e serviços financeiros, lança, em parceria estratégica com a Zurich Seguros, uma das maiores seguradoras globais, três novos produtos voltados às necessidades dos empreendedores brasileiros.

Entre eles está o Seguro Renda Protegida Ton, que oferece proteção aos clientes em caso de acidentes ou doenças que afetem sua capacidade de gerar renda, ajudando-os a manter o pagamento de suas contas. O produto agrega valor à oferta de credenciamento do Ton – solução da Stone voltada para autônomos e microempreendedores -, pois, com essa proteção, o cliente pode planejar melhor suas finanças diante de imprevistos que o impeçam de trabalhar. O valor da indenização do seguro pode ser utilizado para cobrir contas de consumo, como, por exemplo, água, luz e internet.

A solução responde a uma das maiores preocupações desse público: a perda de renda. Além disso, o seguro contempla benefícios adicionais, como descontos de até 85% em farmácias e participação em um sorteio mensal de capitalização no valor de R$ 10 mil.

Além do Renda Protegida Ton, a parceria entre a Stone e a Zurich também contempla o Seguro Prestamista, que tem como objetivo garantir o pagamento de prestações de crédito ou compras, caso o cliente não consiga pagar a dívida devido a impossibilidade de exercer sua atividade profissional como, por exemplo, em casos de invalidez.

Outro produto da parceria é o Seguro para Cartões com Pix que oferece proteção contra perda, furto ou roubo e para transações realizadas sob coação ou sequestro. Esta cobertura se aplica a cartões emitidos por diversas instituições, incluindo a Stone, o Ton e outros bancos, garantindo segurança adicional para os clientes em todas as suas transações financeiras.

“O Renda Protegida Ton foi pensado e desenvolvido para microempreendedores e autônomos, que não podem se dar ao luxo de parar de trabalhar, especialmente quando as contas continuam chegando no final do mês. Agora, eles têm à disposição um produto que oferece suporte nesses momentos difíceis, de maneira simples e sem burocracia, garantindo apoio em casos de perda de renda”, explica Alex Korner, Head de Seguros da Stone. O executivo ainda ressalta que novos produtos estão sendo desenvolvidos em parceria com a Zurich, com o objetivo de apoiar e proteger os empreendedores brasileiros em todas as suas necessidades.

Sidemar Spricigo, diretor de parcerias da Zurich Seguros, destaca que a parceria com a Stone reafirma o compromisso da companhia em oferecer ao mercado soluções adequadas a diferentes perfis de consumidores. “Por meio da parceria com a Stone, conseguimos ampliar ainda mais o alcance de nossos produtos e passamos a oferecer proteção de forma efetiva a um público muito importante e com necessidades específicas, que são os empreendedores”, diz.

Estadão: Câmara revoga lei que previa volta da cobrança do seguro obrigatório

senado avalia dpvat

Fonte: Estadão

Na votação do pacote fiscal, ontem, a Câmara dos Deputados retomou um dispositivo que revoga a lei complementar de 2024 que instituía o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT), substituto do antigo DPVAT, extinto em 2020. Na prática, se mantida pelo Senado, essa alteração manteria os motoristas livres dessa nova cobrança.

O trecho havia sido incluído anteontem pelo relator do projeto, deputado Átila Lira (PPPI) em sua proposta para os deputados, mas foi retirado de última hora. Agora, foi retomado em emenda aprovada nesta quarta-feira.

O Novo DPVAT foi aprovado no Congresso em maio e sancionado no mesmo mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a legislação, a taxa começaria a ser cobrada em 2025. Os valores ainda não haviam sido definidos, mas deveriam ficar entre R$ 50 e R$ 60.

Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia responsável pela regulação e fiscalização do mercado de seguros no País, a arrecadação é necessária para pagar indenizações às vítimas de acidentes no trânsito.

Mas alguns Estados – entre eles, São Paulo – ameaçavam não adotar a cobrança. O governo paulista rejeitava operacionalizar a cobrança pelo Detran-SP em convênio com a Caixa. Isso porque a proposta do governo federal oferecia 1% do valor aos cofres do Estado, que disse que o porcentual não seria suficiente para custear as operações. Goiás, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, além do Distrito Federal, também decidiram não aderir ao modelo de cobrança conjunta.

A controvérsia chegou a causar discussões entre motoristas nas redes sociais. Isso não significava, porém, que os proprietários do veículo podiam ficar isentos de pagar o SPVAT em alguns Estados.

Para resolver o problema com os Estados, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) criou uma solução. De acordo com o órgão, os proprietários de veículos deveriam emitir a guia de pagamento diretamente nos canais da Caixa. Ainda segundo a Susep, essa arrecadação seria essencial para garantir o pagamento de indenizações a vítimas de acidentes de trânsito, incluindo motoristas dos Estados que não fizeram acordo.

A Caixa também se pronunciou, esclarecendo que, apesar da ausência de convênio com alguns Estados, os motoristas não receberiam dispensa do pagamento em 2025. O não pagamento resultaria em multa de R$ 293,47, além de 7 pontos na CNH do proprietário do veículo. Caso o proprietário não regularizasse a situação, haveria remoção do veículo. Só em São Paulo, por exemplo, cerca de 125 mil veículos sofreram apreensão por falta de pagamentos de autuações de trânsito no ano passado.

O DPVAT foi extinto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2020. Na época, a Susep argumentou que dados apontavam baixa eficiência do seguro, que também era alvo de processos movidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de outras ações judiciais.

Prudential projeta crescimento da rede franqueada, de parcerias e investimento em educação financeira

A Prudential do Brasil projeta um crescimento significativo no mercado de seguros e metas ambiciosas para ampliar sua presença no país em 2025. Patricia Freitas, CEO da companhia, destaca que o próximo ano será marcado pela continuidade da expansão da rede franqueada, pelo fortalecimento de parcerias estratégicas e pelo investimento em educação financeira para ampliar o acesso à proteção. “O cenário para 2025 é muito positivo, com projeções da CNseg apontando crescimento acima de 10% e participação de 6,4% do PIB. Nosso desafio é continuar atendendo às necessidades de um público diversificado e desmistificar os produtos para alcançar novos consumidores”, afirmou.

Em 2024, a Prudential registrou resultados expressivos, como o crescimento de 16% em prêmios emitidos, totalizando R$ 5,1 bilhões de janeiro a outubro, além de atingir a marca de 5 milhões de vidas protegidas. “Esse desempenho reflete um setor forte e em transformação. Na Prudential, consolidamos nossa liderança entre seguradoras independentes no Seguro de Pessoas e nos destacamos no segmento de doenças graves, com quase 50% do mercado de seguros individuais”, explicou Patricia.

Os avanços no portfólio de produtos e na diversificação de canais de distribuição também foram essenciais para impulsionar o desempenho. Em 2024, a companhia fortaleceu sua presença digital por meio de parcerias com plataformas como 123Seguros e Mercado Pago, oferecendo seguros de vida e coberturas acessíveis. “Essas iniciativas são cruciais para alcançar populações de baixa renda e simplificar o acesso à proteção financeira. Precisamos garantir que mais brasileiros estejam preparados para enfrentar imprevistos com segurança”, enfatizou a CEO.

Outro destaque do ano foi o foco em soluções que acompanham o cliente em diferentes fases da vida, como o Prudential Vida e Saúde, que oferece cobertura vitalícia para doenças graves. “Nosso portfólio é pensado para atender às cinco gerações que convivem atualmente, desde produtos mais simples até os mais sofisticados. Além disso, lançamos Fully, um benefício que promove bem-estar físico, mental e financeiro, reforçando nosso compromisso com a proteção em vida”, disse Patricia.

A inovação tecnológica também desempenhou um papel fundamental. A Prudential desenvolveu um aplicativo que permite aos clientes gerenciar suas apólices com autonomia e adotou inteligência artificial para personalizar experiências e melhorar a eficiência operacional. “Estamos implementando um assistente virtual que usa IA para interagir com clientes e parceiros, promovendo uma experiência digital humanizada. Isso faz parte da nossa estratégia de hiperpersonalização, um diferencial importante em um mercado cada vez mais competitivo”, comentou a executiva.

Apesar dos avanços, Patricia reconhece que há desafios significativos, como ampliar o acesso ao seguro e promover a educação financeira. “Hoje, apenas 18% da população brasileira possui seguro de vida, e 9% tem plano de previdência. É fundamental simplificar a linguagem e diversificar os canais de distribuição para alcançar mais consumidores. Também precisamos de políticas públicas, como a Política Nacional de Acesso ao Seguro, que está sendo desenvolvida pela Susep”, afirmou.

Com quase 27 anos de atuação no Brasil, a Prudential segue fortalecendo seu compromisso com a proteção e o legado para futuras gerações. “Em 2025, nosso foco será ampliar a presença no mercado por meio da expansão da rede franqueada e novas parcerias comerciais. Continuaremos ouvindo nossos clientes e parceiros para implementar melhorias e criar soluções inovadoras. Estamos confiantes de que alcançaremos nossos objetivos e ajudaremos a construir um futuro mais seguro para todos”, concluiu Patricia Freitas.

Icatu Seguros projeta expansão com foco em inovação, inclusão e crescimento sustentável para 2025

Luciano Soares CEO da Icatu Seguros
Divulgação

A Icatu Seguros planeja intensificar sua atuação em 2025 com metas de crescimento e iniciativas voltadas para inovação, inclusão financeira e fortalecimento de sua presença no mercado. Segundo Luciano Soares, CEO da empresa, os esforços estarão concentrados em ampliar o acesso à proteção financeira, promover educação sobre planejamento e desenvolver soluções tecnológicas para potencializar o trabalho dos corretores. “Nosso objetivo é crescer em dois dígitos em todas as linhas de negócio e garantir que mais brasileiros estejam protegidos”, afirmou.

A expectativa da empresa é que a inovação continue sendo um dos principais motores de transformação, com destaque para a expansão das aplicações de inteligência artificial e o lançamento de novos produtos que agreguem valor para clientes e parceiros.

O ano de 2024 trouxe resultados sólidos e avanços importantes para a Icatu Seguros, com destaque para o crescimento em diversas frentes. Segundo Soares, o desempenho reflete o compromisso em proteger mais vidas e oferecer soluções relevantes para clientes, parceiros e corretores. “Fecharemos o ano com mais de R$ 5 bilhões em prêmios retidos em Vida. De janeiro a setembro, alcançamos R$ 3,67 bilhões, com destaque para o Vida Individual, que cresceu 92%, superando o desempenho do mercado, que foi de 23% no mesmo período”, explicou.

Além do crescimento em Vida, Soares destacou outros resultados relevantes. “Registramos R$ 4,5 bilhões em contribuições de Previdência e R$ 55,5 bilhões em reservas, um aumento de 9%. Na Capitalização, alcançamos R$ 2,06 bilhões em faturamento, impulsionados por produtos como o Icatu Garantia de Aluguel”, afirmou. Ele atribui esses avanços a uma estratégia voltada para a democratização do acesso ao seguro e à diversificação de canais de distribuição.

Sobre as iniciativas para alcançar populações de baixa renda, Soares reforçou o compromisso da Icatu com a inclusão. “Operamos a maior plataforma de microsseguros do país, oferecendo produtos acessíveis por menos de R$ 4 por mês a milhares de brasileiros. Além disso, firmamos parcerias com bancos digitais que permitem contratar seguros a partir de R$ 5,60 com apenas um clique”, ressaltou. Ele também destacou a flexibilização nos produtos de capitalização e a expansão do marketplace de fundos de previdência como exemplos de ações para reduzir barreiras de acesso.

Sobre o impacto das reformas econômicas e regulações no setor, o CEO avalia que as reformas anunciadas pelo governo em 2024 trazem sinais positivos, mas ainda há espaço para avanços na agenda econômica. “A reforma tributária e o novo arcabouço fiscal são movimentos importantes para criar um ambiente mais estável, impactando diretamente a percepção sobre proteção e planejamento financeiro”, disse. Soares destacou as mudanças na previdência privada, como a inclusão automática de participantes, como iniciativas que podem ampliar a conveniência para os clientes.

A inovação foi outro ponto central em 2024, com o lançamento de novas tecnologias para os corretores da Icatu. “Introduzimos a A.V.I., nossa assistente virtual integrada ao WhatsApp, que realiza cotações de Seguro de Vida em 40 segundos, reduzindo o tempo médio em 85%. Desde agosto, ela já gerou milhares de interações, otimizando o trabalho dos corretores”, destacou.

CEO’s da Swiss Re projetam tendências que moldarão o setor de resseguros em 2025

Os líderes das unidades de negócios da Swiss Re destacaram, em uma visão conjunta, os principais temas que devem influenciar a indústria de seguros e resseguros em 2025. O setor enfrenta um cenário marcado por instabilidade geopolítica, tensões sociais e incertezas econômicas, fatores que prometem aumentar a frequência e gravidade dos sinistros.

Perdas por catástrofes naturais em alta
De acordo com o Swiss Re Institute, 2024 foi o quinto ano consecutivo em que as perdas seguradas por desastres naturais superaram a marca de US$ 100 bilhões. Não há indícios de desaceleração dessa tendência, o que reforça a urgência de medidas mais robustas de proteção e gestão de riscos.

Inflação social no radar
A chamada “inflação social” continuará a preocupar seguradoras e resseguradoras em 2025. Dados do Swiss Re Institute mostram que os sinistros de responsabilidade civil nos Estados Unidos aumentaram 57% na última década, com um crescimento consistente no número de “vereditos nucleares” – sentenças acima de US$ 10 milhões.

Seguro de vida lidera crescimento global
Com taxas de juros ainda elevadas, o seguro de vida deverá ser o principal motor do crescimento dos prêmios globais em 2025 e 2026, com projeção de aumento de 3% ao ano. O cenário permanece favorável para a rentabilidade das seguradoras, apesar da moderação na inflação.

Urs Baertschi, CEO de Resseguros P&C – “O papel da indústria de seguros é proteger mais pessoas quando elas mais precisam, e isso continua sendo vital. Em meio a incertezas geopolíticas e tensões territoriais, os riscos estão se tornando mais severos. Políticas comerciais protecionistas devem desacelerar o crescimento global, aumentando a inflação e provocando potenciais rupturas nas cadeias de suprimentos. Ao mesmo tempo, esperamos perdas crescentes por catástrofes naturais e litígios elevados. À medida que a incerteza aumenta, a necessidade de proteção também cresce. Nesse contexto, as seguradoras precisam do suporte dos resseguradores além da transferência de risco tradicional, com insights, ferramentas e conhecimento que aprimorem a gestão de riscos.”

Paul Murray, CEO de Resseguros L&H – “Seguradoras de vida e saúde continuarão a crescer de forma constante em 2025 – talvez não nos níveis recordes de 2024, mas acima da média histórica. Com os rendimentos de renda fixa ainda robustos, as perspectivas de lucratividade permanecem sólidas, mesmo com a inflação moderada. Vejo também mais oportunidades para as seguradoras de vida otimizarem seus balanços e impulsionarem novos negócios com o uso do resseguro, especialmente à medida que muitas avaliam os impactos da adoção do IFRS.”

Ivan Gonzalez, CEO de Soluções Corporativas – “No segmento de seguros comerciais, três temas-chave moldarão o próximo ano: em primeiro lugar, as corporações continuarão a adaptar sua gestão de riscos às tendências de perdas intensificadas por mudanças climáticas e inflação social. Em segundo, com os preços em patamares atrativos, as seguradoras precisarão encontrar formas inovadoras de apoiar seus clientes. Por fim, o equilíbrio entre seguros primários, resseguros e soluções alternativas de transferência de risco será crucial para fortalecer a resiliência de seguradoras e empresas.”