Prudential do Brasil tem novo vice-presidente financeiro

André Lauzana assume a vice-presidência Financeira da Prudential do Brasil a partir deste mês e passa a integrar o comitê executivo da companhia. Com uma sólida carreira nos mercados de seguros e financeiro, Lauzana retorna à Prudential após quase duas décadas. Ao longo de sua trajetória profissional, André esteve à frente de posições executivas na Icatu Seguros e Sulamérica e tornou-se sócio e membro do comitê executivo do Banco Modal.

“André Lauzana fez parte do início da nossa história e agora retorna à Prudential após uma trajetória de sucesso e realizações por mais de mais de 20 anos no mercado segurador e financeiro. Ele conhece muito bem o nosso setor, propósito e modelo de negócios. Tenho certeza de que fará contribuições importantes para um crescimento ainda mais forte e sustentável da companhia no país”, diz a CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas.

Rafaela Silva e Raíssa Machado são as novas embaixadoras da MAG

A MAG, empresa especializada em vida em previdência, anunciou nesta segunda-feira (3) o patrocínio às atletas Rafaela Silva – medalhista olímpica e bicampeã mundial de judô – e Raíssa Machado – medalhista paralímpica e campeã parapanamericana de lançamento de dardo. As atletas, que no ano passado foram medalhistas em Paris, são as novas embaixadoras da marca.

Helder Molina, CEO do Grupo MAG, destacou que a parceria reforça o compromisso da companhia no incentivo ao esporte. “Acreditamos no poder do esporte como agente de transformação da sociedade. Por isso, estar ao lado de atletas como a Rafaela e Raíssa, que escreveram suas histórias com tanta determinação, é motivo de grande orgulho para nós.”

Campeã olímpica nos Jogos do Rio, em 2016, e bronze em 2024 nas olimpíadas de Paris, Rafaela Silva foi a primeira brasileira campeã mundial de judô, em 2013. Cria da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, a carioca deu seus primeiros passos no judô no Instituto Reação, projeto social liderado pelo ex-judoca Flávio Canto. Rafaela destaca a alegria em ser a nova embaixadora da MAG e a importância de ter ao lado um parceiro que possui os mesmos valores.

“É importante para o atleta ter parceiros que acreditam, que apoiam e entendem a força e o poder do esporte. Fico muito feliz em ser embaixadora da MAG em ver que compartilhamos dos mesmos propósitos, objetivos e valores. É motivo de orgulho ter essa marca comigo, me apoiando para seguir em frente em busca de novas conquistas no tatame”, comenta Rafaela.

Duas vezes medalha de prata consecutivas, nas paralimpíadas de Tóquio e Paris, Raíssa Machado foi também campeã parapanamericana em 2019, nos jogos de Lima. Conhecendo o esporte na juventude, Raíssa também conquistou medalhas no Parapan de Toronto, em 2015, além dos mundiais de Paris (em 2013), Doha (2015) e Dubai (2019). A atleta do lançamento de dardo destaca como o apoio da MAG pode contribuir para o ciclo paralímpico, visando os Jogos de Los Angeles, em 2028.


“É uma honra fechar essa parceria com a MAG, uma empresa com uma história de 190 anos, que acredita no esporte de forma genuína e apoia também o paralímpico. Com esse patrocínio, eles estarão comigo em todas as competições deste ano, o que me dará muito orgulho”, comenta Raíssa.

O anúncio do patrocínio também foi divulgado nas redes sociais da MAG. No decorrer do ano, novas ações em parcerias serão realizadas.

MAPFRE integra informações de seguros à carteira digital dos sistemas iOS e Android

A MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, dá mais um passo em sua estratégia de digitalização de serviços ao lançar a integração da carteirinha de seguros à Carteira Digital (Wallet) disponível para celulares com sistemas iOS e Android. Inicialmente, a funcionalidade estará acessível para novos clientes e para aqueles que renovarem suas apólices ou solicitarem alterações nos produtos Auto Individual e Residencial.
 

Essa inovação visa proporcionar aos clientes um acesso mais rápido, prático e seguro às informações da apólice, incluindo formas de contato direto com a seguradora, especialmente importantes para a solicitação de assistências e/ou comunicação de sinistros. A Carteira Digital permite que o cliente armazene a carteirinha da companhia diretamente no celular, eliminando a necessidade de guardar ou carregar documentos físicos e modernizando o processo de consulta.
 

“A Carteira Digital (Wallet) elimina a complexidade dos processos e oferece ao segurado a tranquilidade de ter tudo o que ele precisa na palma da mão, permitindo uma experiência mais ágil e segura. Integrando a carteirinha do seguro à Carteira Digital, além de facilitar o acesso às informações essenciais, também promove mais confiança na nossa relação com os segurados”, afirma o diretor-geral de operações da MAPFRE, Roberto de Antoni.
 

A iniciativa faz parte da estratégia da MAPFRE de digitalizar seus serviços e proporcionar mais conveniência aos clientes. Com 98% da população brasileira possuindo smartphones, a solução está ao alcance da maioria dos segurados, permitindo acesso imediato às informações do seguro. Em caso de sinistro ou necessidade de assistência, o cliente pode acionar a MAPFRE rapidamente pelo aplicativo ou WhatsApp, garantindo um atendimento ágil.

MDS Brasil e Grupo Multiplica anunciam aliança para a comercialização de seguros

A MDS Brasil fechou um acordo com o Grupo Multiplica. O acordo garante à MDS a exclusividade, em conjunto com a Multiplica Seguros – corretora do Grupo Multiplica – na distribuição de seguros à sua base de clientes, pelo período de 10 anos. A operação alcançou R$30 Milhões em prêmios no ano de 2024 e a expectativa é que, durante o período do acordo, seja superada a marca de R$ 500 Milhões em prêmios comercializados.

Essa iniciativa é parte do sólido plano de expansão da empresa que, entre outras ações, realizou 14 aquisições nos últimos seis anos, consolidando a MDS Brasil como uma das líderes do setor no país. A parceria com o Grupo Multiplica, uma boutique de crédito e investimentos com mais de R$ 15,5 bilhões em ativos sob gestão (AuM), representa um passo estratégico fundamental. Com essa aliança, a MDS Brasil terá acesso privilegiado aos canais de distribuição do Grupo Multiplica, ampliando significativamente sua base de clientes e fortalecendo sua atuação no mercado de seguros brasileiro.

“A forte expansão da MDS no Brasil nos últimos anos é resultado de uma estratégia que combina o crescimento orgânico e o inorgânico e seguiremos com essa abordagem pelos próximos anos. A parceria com o Grupo Multiplica representa mais um passo importante nessa direção, disponibilizando à MDS o acesso à uma ampla e qualificada base de clientes – a quem passaremos a oferecer toda a nossa gama de produtos e serviços, complementando a oferta atual. A operação reforça a nossa estratégia de investimento, que além da aquisição de corretoras e carteiras, passa também pela incorporação de canais de distribuição. Acreditamos muito no sucesso dessa parceria e na capacidade de juntos gerarmos valor real para os clientes do Grupo Multiplica”, afirma Ariel Couto, CEO da MDS Brasil, em nota.

“Reestruturamos a área de Consumer na companhia há um ano por perceber a crescente necessidade dos Canais de distribuição de serviços financeiros em oferecer a seus clientes produtos de seguros através de soluções de tecnologia que ampliam seu portifólio e por consequência o engajamento e relacionamento com sua marca. Além disso, ao se conectar com a MDS, os parceiros contam com a relevância da companhia no mercado segurador para ter acesso as principais soluções de seguros para seus clientes. Depois de parcerias consolidadas no último ano com no setor bancário, o acordo com o Grupo Multiplica evidencia nosso compromisso em estar presente onde o consumidor necessita e permite que mais clientes tenham acesso a soluções de seguros de forma integrada e eficiente. Seguimos ampliando nossa presença de forma inteligente e estratégica, sempre focados em oferecer produtos que agreguem valor real para nossos clientes”, explica Thomaz Tescaro, CEO da MDS Consumer.

“Essa parceria marca um novo patamar para a Multiplica Seguros. Com a expertise e o suporte operacional da MDS, passamos a oferecer um portfólio ainda mais completo e robusto para nossos clientes, garantindo acesso a soluções personalizadas, eficiência e um atendimento ainda mais ágil e especializado. Esse movimento fortalece nosso compromisso em entregar excelência e inovação no mercado de seguros”, ressalta Fernando Martinez, sócio diretor da Multiplica Seguros.

Já Mickael Paolucci, Sócio-fundador da Multiplica, finaliza: “A parceria com a MDS representa um marco na trajetória da Multiplica. Unimos forças com um dos principais players do setor para ampliar nossa oferta de serviços e reforçar nossa capacidade operacional. Essa aliança não apenas valida o trabalho que temos desenvolvido, mas também cria um ecossistema ainda mais sólido para atender nossos clientes com soluções estratégicas e diferenciadas”.

Seguro auto deve ser um dos primeiros ramos a ser regulamentado

Por Jamile Niero, do Infomoney

A regulamentação da Lei 15.040/2024, conhecida como Lei do Contrato de Seguro ou Marco Legal dos Seguros, é um dos temas prioritários que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) vai tratar em 2025, segundo o plano de regulação para o ano aprovado pela autarquia federal responsável por fiscalizar o mercado de seguros no país. Após anos de debate, a lei foi sancionada no apagar das luzes de 2024 e agora o foco está na regulamentação, que será conduzida em etapas ao longo do ano.

De acordo com o superintendente, Alessandro Octaviani, o novo marco legal visa equilibrar as relações no setor e garantir maior transparência para consumidores e empresas. Entre as principais mudanças, ele destaca a definição de prazos para regulação de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro) e pagamento de indenizações, o que, segundo Octaviani, representa uma “revolução copernicana” no setor.

Entre os desafios da regulamentação, Octaviani destaca que a lei cria um microssistema jurídico específico para os contratos de seguro, tornando as regras mais claras e afastando interpretações divergentes. “Saímos daquele ambiente geral do Código Civil, com alguns pouquíssimos artigos referentes ao contrato de seguro, para uma lei muito mais robusta e específica”, diz o superintendente.

Próximos passos

Para garantir a adequação do mercado à nova legislação, a Susep irá revisar sua regulamentação, adaptando normas sem criar exigências extras. O processo será realizado por etapas, priorizando os temas que demandam maior adaptação do mercado.

Segundo a diretora da autarquia, Jéssica Bastos, a etapa atual é a de planejamento, ou seja, identificar o que será necessário mudar. O que deve entrar na ‘primeira leva’ da regulamentação, ou seja, das normas que deverão ser adaptadas à nova lei, são as que envolvem o mercado de seguro automóvel – um dos maiores segmentos do setor.

“Estamos fechando o planejamento do ano, mas entendemos que em alguns casos o mercado precisaria de mais tempo para se adaptar, como o seguro auto, por exemplo. Para mexer na norma de auto, precisamos mexer primeiro nas normas de seguros de danos, que são um pouco mais gerais, antes de ir para as específicas. É uma verdadeira orquestra que vamos ter que conduzir esse ano na Susep para fazer todos os instrumentos funcionarem ao mesmo tempo”, diz a diretora.

No caso do ramo de seguro automóvel, há também outra novidade: a recém sancionada lei das cooperativas de seguros. Essa nova legislação traz para dentro do guarda-chuva de fiscalização da Susep as associações de proteção veicular, aumentando a “concorrência” legal no segmento, e que também precisará de uma regulamentação que converse com as demais normas.

Apenas para se ter uma ideia, de janeiro a novembro de 2024, as receitas do mercado segurador totalizaram R$ 394,16 bilhões, um crescimento de 12,3% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados da própria Susep. 

Só o seguro auto arrecadou R$ 53,20 bilhões no mesmo período, linha de negócios responsável por 42,4% dos prêmios (valor pago pelo consumidor à seguradora ao comprar o seguro) dos seguros de danos no ano até o mês de referência. E isso porque o mercado estima que apenas 30% da frota automotiva brasileira tenha algum seguro.

Outro exemplo de nova exigência que o mercado precisará se adaptar é a divulgação de decisões arbitrais. Segundo Octaviani, no Brasil há uma regra na lei que determina como vão ser feitas as arbitragens envolvendo o mundo do seguro e do resseguro, que obriga que os termos das decisões sejam tornados públicos. 

O papel da Susep será reunir as partes envolvidas no processo de arbitragem – seguradoras, segurados, resseguradores e as entidades que oferecem serviço – para informar que, a partir de agora, os contratos de seguro podem prever arbitragem em determinados termos e, especificamente, sobre a sua decisão final, “ter uma disciplina jurídica da publicidade”.

“Isso tudo é muito relevante porque senão, como aconteceu em outros países, as decisões vão sendo tomadas em arbitragem e não vão sendo conhecidas. O conhecimento sobre aquilo é muito importante, só que ao mesmo tempo nós temos que garantir o sigilo sobre aquelas partes e sobre pedaços daquele negócio. Isso só dá para ser feito chamando as entidades de arbitragem e organizando isso com eles”, acrescenta o superintendente.

Desafios

Para o advogado Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), a regulamentação deve reforçar os avanços da lei e garantir que ela seja aplicada de forma eficaz. 

“É importante que a lei não sofra diáspora semântica nesse momento, que mantenha a unidade tal como já vem e que ainda os direitos do segurado que são garantidos como regime geral sejam ainda mais bem especificados conforme o caso”, comenta o advogado.

Na avaliação de Tzirulnik, a regulamentação da Susep deverá olhar primeiro para normas ligadas aos questionários das seguradoras, pagamentos e prazos da regulação de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro, como um acidente ou roubo do carro, por exemplo), além de resoluções sobre os ramos de seguros de pessoas, automóveis e grandes riscos também. 

“Terá que ser feito com muita rapidez e no primeiro semestre, porque as seguradoras precisarão de um tempo para se adaptar e a lei foi generosa dando o prazo de vacância de um ano”, aponta o advogado.

Para Jaqueline Suryan e Marcella Hill, advogadas sócias de Seguros e Resseguros do escritório Campos Mello, a nova lei pode representar desafios para o setor. 

“Nos preocupa o fato de que a lei não distingue claramente os seguros massificados dos grandes riscos. O comprador de um seguro de grande risco é muito diferente do comprador pessoa física”, alega Hill, o que pode engessar o mercado e aumentar os custos operacionais. “Esperamos que essa nova lei não traga empecilhos para a continuidade do desenvolvimento do mercado brasileiro”, complementa.

Na análise de Suryan, apesar de a lei ser bastante protetiva com o consumidor, deixou um ponto relevante sem aprofundamento, que é a responsabilização também do corretor de seguros no esclarecimento do que é vendido ao consumidor.

Isso porque, diz Suryan, muitas vezes a pessoa física acaba não compreendendo direito o que está adquirindo. “O que vemos muitas vezes, principalmente em questionamentos perante o judiciário, é uma subscrição não esclarecida das pessoas, que não sabem exatamente o que estão contratando ou achavam que tinha cobertura e não tinham. A responsabilidade de tudo isso nunca foi partilhada com o corretor”, observa a advogada.

O Globo: Com alta de roubos de carros, valor do seguro sobe no Rio

Fonte: O Globo

Uma ação articulada pelo Comando Vermelho que levou pânico a motoristas com 798 roubos de veículos em apenas quatro dias também provoca impacto no bolso de quem tem carro no Rio. O preço do seguro dos automóveis ficou mais alto em algumas áreas da Região Metropolitana, segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), devido ao incremento de 39% desse tipo de crime no ano passado no estado. Caso se estenda por um período mais longo, a explosão de casos nos últimos dias poderá deixar as apólices ainda mais caras. As seguradores explicam que os valores são calculados com base nos dados dos últimos 12 meses.

De quinta-feira a domingo, foram registrados, em média, 200 roubos de veículos por dia no estado. O número representa um crescimento de 175% em relação à média de 2024. Segundo a polícia, traficantes estariam agindo nas ruas para pressionar pelo fim das operações em comunidades controladas pela facção criminosa.

— Na hora que começa a ter uma tendência de sinistros (roubos) numa região, o interesse pelo seguro aumenta e, quanto mais aumentar a frota segurada, esse custo também é pulverizado. Mas, sim, tem uma tendência de aumento de preço de seguro em relação ao roubo e ao furto. Não tem o que fazer, a conta não fecha — explicou Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da Fenseg.

CEP interfere no valor

A Fenseg não revelou o percentual médio de aumento, mas informou que o valor do seguro é calculado levando em consideração o endereço do proprietário do veículo — baseado no Código de Endereçamento Postal (CEP) — e o histórico de sinistros registrados pela seguradoras na região. Por isso, o seguro é mais caro onde a violência é maior.

José Varanda, professor e coordenador acadêmico da graduação em Gestão de Seguros, da Escola de Negócios e Seguros (ENS), afirmou que o valor médio do custo das apólices de seguro aumentou no Rio. Segundo ele, a alta pode estar ligada aos índices de criminalidade.

— Embora não haja uma estimativa exata do impacto específico desse aumento da violência nos preços dos seguros, um levantamento da Minuto Seguros (infomoney.com.br) indicou que, em dezembro de 2024, o valor médio das apólices aumentou 47,2% para homens e 37,8% para mulheres, em relação ao mês anterior. As seguradoras ajustam os valores das apólices com base no nível de risco de cada região e na frequência de sinistros. Com o crescimento de 39% nos roubos de veículos em 2024 em comparação com 2023 e a continuidade dessa tendência nos primeiros meses de 2025, observa-se um aumento nos preços dos seguros, especialmente em áreas com maior incidência de crimes — disse o especialista.

Segundo levantamento obtido pelo GLOBO, as áreas com mais registros de roubos de veículos entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro foram São Gonçalo, com 120 casos, Méier, com 96, Irajá, com 83, e Duque de Caxias, com 82.

A origem dessa recente onda de roubos de veículos foi descoberta pela polícia após um adolescente, de 16 anos, ser detido, na Zona Norte do Rio, com um Jeep Renegade roubado. Ao ser ouvido pelos policias, ele contou ter roubado outros dois carros naquele mesmo dia e que estaria obedecendo a uma ordem de traficantes dos complexos da Penha e do Alemão. A determinação teria se espalhado para outras comunidades do Comando Vermelho, gerando uma escalada de ataques a motoristas.

Mil reais por carro

Suspeito de participar da Equipe do Ódio, grupo de adolescentes do CV especializado no roubo de veículos, o jovem detido revelou ainda que recebia uma recompensa de mil reais por cada carro roubado e que ficava com os pertences das vítimas. Os traficantes também tinham interesse em ficar com alguns modelos de celular.

A Polícia Civil descobriu que essa ordem teria partido de Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do Complexo da Penha, após a operação no último dia 24, em que cinco pessoas morreram e nove ficaram feridas nos complexos.

Alper Seguros lança Alper Network para impulsionar negócios em seguros

A corretora Alper Seguros lança a Alper Network, uma iniciativa que visa fortalecer sua rede de parceiros por meio de maior transparência, eficiência e suporte operacional. A Alper Network reúne as já estabelecidas Alper Partners, Alper Associados e Alper International, consolidando a estratégia da companhia de expandir sua presença no mercado de seguros e aprimorar a experiência de corretores e clientes.

Segundo nota da empresa, com a Alper Network, a empresa aposta ainda mais em processos modernizados, refletindo o compromisso com a inovação. Como parte desse esforço, a companhia investiu R$ 600 mil em tecnologia para gestão financeira. Por meio do Alper One, os parceiros poderão acompanhar, de forma completa, as indicações de negócios. Além disso, o sistema oferece controle detalhado das contas, comissões e processos de renovação, garantindo mais previsibilidade e segurança nas operações.

“Acredito demais nessa integração e em todas as mudanças que estão sendo feitas na área. Fico muito feliz ao ver o quanto a Alper está investindo e atuando nesse canal. Nesses quatro anos já vi muitas mudanças e todas para melhor”, ressalta Ana Paula Lemos, integrante da Alper Associados, em nota.

Atualmente, a Alper Partners e Alper Associados já contemplam mais de 500 parceiros. A Alper Partners é destinada a pequenas corretoras, enquanto a Alper Associados foca em profissionais com bom network que indicam negócios para a companhia. A Alper International atende empresas brasileiras que buscam colocação de risco fora do país. Com a integração desses três braços de negócio, a Alper expande sua rede de parcerias e aprimora a experiência de corretores e clientes.

Para Daniel Rocha, Diretor de Partners e Associados da Alper Seguros, a novidade representa um passo importante na consolidação da empresa como uma das mais inovadoras do setor. “A Alper Network é mais do que uma marca; é um compromisso com nossos parceiros. Buscamos oferecer soluções que tornem a experiência deles mais ágil, confiável e eficiente. Acreditamos que, ao trazer mais transparência e suporte, fortalecemos nossa rede e impulsionamos o mercado de seguros como um todo”, destaca Rocha.

Com o olhar voltado para 2025, a Alper fortalecerá ainda mais sua rede de negócios. A empresa está focada em consolidar-se como líder em parcerias no setor, adotando um modelo único de atuação. “Pensando em Alper Network, o nosso objetivo é aumentar a qualidade dos negócios e a receita em cerca de 20% em relação a 2024”, afirma Daniel Rocha.

A criação da Alper Network acompanha o crescimento da Alper em diversos segmentos. No mercado global, a Alper expandiu sua atuação com a unidade Alper International, que tem capacidade de atender clientes em mais de 100 países. No Brasil, a Alper segue sua trajetória de expansão, com 21 aquisições realizadas sob a atual gestão e crescimento orgânico constante.

“Tecnologia é nosso diferencial competitivo. Estamos apostando no crescimento sustentável e fortalecimento da marca Alper no Brasil”, finaliza Daniel Rocha, diretor de Partners e Associados da Alper Seguros.

Previdência privada avança 15,3% em 2024, para R$ 196,1 bilhões

Os planos de previdência privada arrecadaram R$ 196,1 bilhões em 2024, um crescimento de 15,3% em relação a 2023, de acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Os recursos sob gestão dos planos somavam R$ 1,6 trilhão, crescimento de 14,4% em relação ao final do ano anterior. Ao todo, a captação líquida, resultado da subtração dos resgates do volume de aportes, foi de R$ 60,8 bilhões, aumento de 41,2% em um ano.

“Fechamos 2024 com resultados muito positivos, fruto de um trabalho de conscientização da população em relação à necessidade de proteção previdenciária e securitária”, diz o presidente da Fenaprevi, Edson Franco, em nota. Ele destaca ainda a aprovação de leis favoráveis ao setor, com mudanças de regras que simplificaram a contratação.

“Esperamos para 2025 a manutenção de um ambiente favorável, onde prosperem todas as iniciativas que buscam ampliar a proteção da população brasileira e a formação de poupança de longo prazo”, afirma ele. “Para tanto, será fundamental proteger, modernizar e garantir a segurança jurídica e previsibilidade quanto ao tratamento tributário aplicável aos produtos comercializados pelas sociedades seguradoras, especialmente os voltados à proteção financeira, que hoje beneficiam todas as camadas sociais.”

No ano passado, os planos do tipo VGBL lideraram os aportes, com R$ 178 bilhões, ou 91% da captação bruta. O restante ficou dividido entre os planos PGBL, com R$ 15 bilhões, e os planos tradicionais, com R$ 3 bilhões. O número de planos ultrapassou os 14 milhões, que pertencem a 11,2 milhões de pessoas, ou 7% da população com 18 anos ou mais.

CNseg apresenta projetos do setor segurador para mitigação de riscos climáticos à ministra Marina Silva

O setor segurador pode ser um importante aliado do Ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) no enfrentamento e mitigação dos riscos climáticos, afirmou a ministra Marina Silva em reunião nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, em Brasília, com o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira.

Na reunião, entre os temas apresentados pela CNseg, Dyogo destacou os estudos que a Confederação está realizando para melhorar o banco de dados sobre localidades onde os incidentes climáticos se dão com mais frequência, além da proposta encabeçada pelo setor de um seguro social contra catástrofe.

“A gente já tem capacidade de criar esse conhecimento, incorporar essas análises e continuar oferecendo o seguro para todo o país. Mas temos que trabalhar muito o conhecimento sobre os incidentes que acontecem no país. Além disso, o setor é importante e pode ser uma parte da solução [para mitigação climática]. Inclusive, estamos com uma proposta política dentro da agenda do seguro social de catástrofes. O Brasil hoje tem uma reação às catástrofes bastante frágil, bem debilitada e cara, e ao final não atende as pessoas, não atende a infraestrutura e não resolve o problema”, afirmou.

Para a ministra, o governo federal vem dialogando com diversos atores do setor produtivo para somar esforços para diminuição dos frequentes problemas causados pelas mudanças climáticas. Segundo Marina Silva, iniciativas como as apresentadas pelo setor segurador podem auxiliar, haja vista que a Pasta vem trabalhando para a criação de um novo marco legal para emergência climática, que deve reunir diversos esforços interinstitucionais para mapear regiões que são frequentemente atingidas por incidentes climáticos.

Na reunião, que contou com a presença do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, também estiveram presentes o diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, o diretor interino de Sustentabilidade, Alexandre Leal e do superintendente executivo de Gabinete, Gustavo Brum e demais representantes do gabinete ministerial.

COP 30

Durante o encontro também houve espaço para a apresentar à ministra as iniciativas da CNseg durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 30, onde foi apresentada a “Casa do Seguro”, que será instalada em Belém (PA).

O projeto inovador faz parte da estratégia da CNseg de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima. A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil.

Ameaça cibernética e mudanças climáticas assustam gestores de seguros

Incidentes cibernéticos, como violações de dados e ataques de ransomware, e apagões de TI, como o incidente recente da empresa de segurança digital CrowdStrike, são a maior preocupação para as empresas em todo o mundo em 2025, de acordo com o Allianz Risk Barometer. 

Mais uma vez, a interrupção de negócios também é uma das principais preocupações para empresas de todos os portes, ocupando a 2ª posição. Depois de mais um ano intenso de catástrofes naturais em 2024, esse perigo permanece em 3º lugar, enquanto o impacto de um ano de supereleições, o aumento das tensões geopolíticas e o potencial de guerras comerciais significam que as mudanças na legislação e na regulamentação são um dos cinco principais riscos, em 4º lugar.

O maior aumento no Allianz Risk Barometer deste ano, que se baseia nas percepções de mais de 3,7 mil profissionais de gerenciamento de riscos de mais de 100 países, é a mudança climática, que subiu da 7ª para a 5ª posição, alcançando a posição mais alta de todos os tempos em 14 anos de pesquisa.

Brasil

No Brasil, o cibercrime é a nova preocupação central. Catástrofes naturais (3º lugar) e incêndios (5º lugar) subiram de posição em comparação ao ano anterior, enquanto mudanças no mercado (6º lugar) e apagões elétricos (9º lugar) são novos destaques no top 10 dos principais riscos. 

Confira a lista 10 maiores riscos para os negócios no Brasil em 2025

1.      Incidentes cibernéticos: 41% (classificação em 2024: 2ª posição – 31%) ↗

2.      Mudanças climáticas: 38% (em 2024: 1ª posição – 35%) ↘

3.      Catástrofes naturais: 36% (em 2024: 4ª posição – 28%) ↗

4.      Interrupção de negócios: 32% (em 2024: 2ª posição – 31%) ↘

5.      Incêndios, explosões: 19% (em 2024: 6ª posição – 18%) ↗

6.      Desenvolvimentos de mercado: 12% (novo risco em 2025)

7.      Mudanças em legislação e regulamentação: 11% (em 2024: 7ª posição – 16%) →

8.      Roubo, fraude, corrupção: 11% (em 2024: 5ª posição – 19%) →

9.      Apagões de infraestrutura crítica: 10% (novo risco em 2025)

10.  Perda de reputação ou valor de marca: 10% (em 2024: 9ª posição – 12%) →

Para a diretora de subscrição comercial da Allianz, Vanessa Maxwell, “2024 foi um ano extraordinário em termos de gerenciamento de riscos e os resultados do nosso Allianz Risk Barometer  refletem a incerteza que muitas empresas em todo o mundo estão enfrentando no momento. O que se destaca este ano é a interconectividade dos principais riscos. Mudanças climáticas, tecnologias emergentes, regulamentações e riscos geopolíticos estão cada vez mais interligados, resultando em uma complexa rede de causa e efeito. As empresas precisam adotar uma abordagem holística para o gerenciamento de riscos e se esforçar consistentemente para aumentar sua resiliência a fim de lidar com esses riscos em rápida evolução.”

Riscos cibernéticos continuam a aumentar com o avanço rápido da tecnologia

Os incidentes cibernéticos (38% das respostas gerais) são classificados como o risco mais importante globalmente pelo quarto ano consecutivo – e com uma margem maior do que em outras edições do levantamento (7% pontos). Esse é o principal perigo em 20 países, incluindo Brasil, Argentina, França, Alemanha, Índia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Mais de 60% dos entrevistados identificaram as violações de dados como a exposição cibernética que as empresas mais temem, seguidas pelos ataques à infraestrutura crítica e aos ativos físicos, com 57%.

“Para muitas empresas, o risco cibernético, exacerbado pelo rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA), é a grande ameaça que se sobrepõe a todas as outras. É provável que continue a ser um dos principais riscos para as organizações no futuro, dada a crescente dependência da tecnologia – o incidente do CrowdStrike no verão de 2024 mais uma vez destacou o quanto todos nós dependemos de sistemas de TI seguros e dependentes”, diz Rishi Baviskar, diretor global de consultoria de risco cibernético da Allianz Commercial. 

A interrupção de negócios está fortemente interligada a outros riscos

A interrupção de negócios (BI, business interruption em inglês) ficou em primeiro ou segundo lugar em todos os Termômetros de Risco da Allianz na última década e mantém sua posição em segundo lugar em 2025, com 31% das respostas. Ela é normalmente uma consequência de eventos como desastres naturais, ataques cibernéticos ou apagões, insolvência ou riscos políticos, como conflitos ou distúrbios civis, que podem afetar a capacidade de uma empresa de operar normalmente.

Vários exemplos de 2024 destacam porque as empresas ainda veem o BI como uma grande ameaça ao seu modelo de negócios. Os ataques dos Houthi no Mar Vermelho levaram a interrupções na cadeia de suprimentos devido ao redirecionamento de navios porta-contêineres, enquanto incidentes como o colapso da ponte Francis Scott Key em Baltimore também afetaram diretamente as cadeias de suprimentos globais e locais. As interrupções na cadeia de suprimentos com efeitos globais ocorrem aproximadamente a cada 1,4 ano, e a tendência é aumentar, de acordo com a análise da Circular Republic, em colaboração com a Allianz e outras empresas. Essas interrupções causam grandes prejuízos econômicos, que variam de 5% a 10% dos custos dos produtos e impactos adicionais de tempo de inatividade.

“O impulso para o avanço tecnológico e a eficiência está afetando a resiliência das cadeias de suprimentos. A automação e a digitalização aceleraram significativamente os processos, que às vezes sobrecarregam os indivíduos devido ao ritmo acelerado e à complexidade da tecnologia moderna. No entanto, quando implementadas de forma eficaz, essas tecnologias também podem aumentar a resiliência, fornecendo melhor análise de dados, percepções preditivas e recursos de resposta mais ágeis. É por isso que criar e investir em resiliência está se tornando fundamental para todas as empresas do mundo”, diz Michael Bruch, diretor global de serviços de consultoria de risco da Allianz Commercial.

Mudança climática atinge novo recorde

Estima-se que 2024 tenha sido o ano mais quente já registrado. Foi também um ano de terríveis catástrofes naturais, com furacões e tempestades extremas na América do Norte, enchentes devastadoras, como a do Rio Grande do Sul no Brasil, e na Europa e na Ásia, secas na África e na América do Sul. Depois de cair na classificação durante os anos de pandemia, pois as empresas tiveram que lidar com desafios mais imediatos, a mudança climática subiu duas posições e está entre os cinco principais riscos globais, em 5º lugar em 2025, sua posição mais alta, enquanto o perigo intimamente interligado de catástrofes naturais permanece em 3º lugar, com 29%, embora mais entrevistados também tenham escolhido esse risco como um dos principais ano após ano. Pela quinta vez consecutiva, em 2024, as perdas seguradas ultrapassaram US$ 100 bilhões.

Em todo o mundo, as catástrofes naturais são o risco número um na Áustria, Croácia, Grécia, Hong Kong, Japão, Romênia, Eslovênia, Espanha e Turquia, muitos dos quais viram alguns dos eventos mais significativos de 2024. Na Europa Central e Oriental, bem como na Espanha, as enchentes tiveram um impacto dramático sobre as pessoas e as empresas, enquanto o Japão enfrentou um terremoto na Península de Noto, que resultou em perdas seguradas de US$ 3 bilhões, com perdas econômicas que chegaram a US$ 12 bilhões. No Brasil, em que esse tema está na 3º colocação do relatório, as enchentes do RS de 2024 causaram prejuízos de R$ 3,32 bilhões ao varejo.

Geopolítica e protecionismo permanecem no radar

Apesar da contínua incerteza geopolítica e econômica no Oriente Médio, na Ucrânia e no Sudeste Asiático, os riscos políticos e a violência caíram uma posição, passando para 9º lugar em relação ao ano anterior, embora com a mesma parcela de entrevistados de 2024 (14%). No entanto, esse é uma ameaça mais preocupante para as grandes empresas, subindo para a 7ª posição, ao mesmo tempo em que é uma nova entrada no top 10 de riscos para empresas menores, na 10ª posição.

O medo das guerras comerciais e do protecionismo está aumentando e a análise da Allianz e de outras empresas mostra que, na última década, as restrições à exportação de matérias-primas essenciais quintuplicaram. As tarifas e o protecionismo podem estar no topo da lista do novo governo dos EUA, mas, por outro lado, há também o risco de um “velho oeste regulatório”, principalmente em relação à IA e às criptomoedas. Enquanto isso, os requisitos de relatórios de sustentabilidade estarão no topo da agenda na Europa em 2025.

“O efeito das novas tarifas será praticamente o mesmo da regulamentação (excessiva): aumento dos custos para todas as empresas afetadas”, diz Ludovic Subran, diretor de investimentos e economista-chefe da Allianz. “Entretanto, nem toda regulamentação é inerentemente ‘ruim’. E, na maioria das vezes, é a implementação de regras que dificulta a vida das empresas. O foco deve ser não apenas o número de regras, mas também uma administração eficiente que facilite ao máximo a conformidade. Uma digitalização completa da administração é urgentemente necessária. No entanto, também em 2025, provavelmente ainda estaremos esperando em vão por uma estratégia digital correspondente. Em vez disso, as guerras comerciais estão chegando. A perspectiva não é animadora.”