Copa pode aumentar PIB em 1,5 ponto percentual, diz Ilan Goldenfajn

* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014

A Copa de 2014 no Brasil vai acontecer em 12 estados, que passam por ampla reforma para receber milhões de turistas no maior evento esportivo do mundo. Como isso irá impactar o Brasil? Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco, apresentou números divulgados pelo Ministério do Esporte. São previstos mais de US$ 26 bilhões em investimentos e um incremento de um ponto percentual no PIB brasileiro com a realização da Copa no Brasil, citou durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, palco montado pela FIFA para a realização do sorteio das eliminatórias, que acontecerá no sábado.

O economista cita como efeito Copa a criação de 250 mil empregos com carteira assinada, incremento de 3 milhões a mais de turistas, que vão gastar US$ 3 bilhões a mais no país, além de um avanço de 30% nas exportações. Enfim, são números impressionantes e apenas estimados com base no que já aconteceu em outros países. A grande preocupação dos jornalistas presentes no evento da FIFA, no entanto, era se o Brasil realmente estará pronto para o mundial, uma vez que as obras nos estádios estão apenas na fase inicial. “Muitos investimentos já começaram, graças às garantias financeiras apresentadas ao Comitê Organizador Local (COL)”, disse Rodrigo Paiva. “Agora é uma questão de engenharia, pois o investimento já nos foi apresentado”, afirmou o membro do COL.

Boa parte dos investimentos vem do governo. Segundo o economista do Itaú, o setor privado tem se juntado ao setor público para viabilizar projetos em diversas áreas, como turismo, transporte, consumo entre outros segmentos vitais para deixar o país pronto. “A nossa previsão de investimentos está na ordem de 23% do PIB em 2014. Estava em 19% do PIB, mas acho que podem chegar a 23% considerando-se todos os investimentos necessários para sustentar o crescimento da economia em geral e não apenas só pela Copa”, disse Goldfajn.

Há um grande empenho para deixar tudo pronto para a Copa das Confederações, que acontece de 15 a 30 de julho de 2013. Segundo Paiva, sete estádios estarão prontos para a realização dos eventos que antecedem em um ano o mundial esportivo. Um prazo que deixa muita gente com dúvidas se realmente dará tempo. A FIFA garante que sim, com base no acompanhamento diário que faz junto ao cronograma das obras, diz Paiva. Dentro deste contexto, há uma série de riscos que precisam ser mitigados. Uma das formas de reduzir o risco para tornar o custo do financiamento mais acessível e garantir que as obras serão finalizadas no prazo, mesmo diante de imprevistos, é o seguro.

Algumas obras, desde os estádios como também infraestrutura de transporte, hotelaria e gastronomia já estão definidas. Outras não. Mas uma coisa é certa. Todas elas contarão com um amplo programa de seguros, razão que levou o grupo Liberty Mutual a investir no Brasil nos últimos anos. “O Brasil é a bola da vez no mundo em razão do crescimento da economia, que apresenta indicadores macroeconômicos sólidos. E nós queremos ajudar a construir uma história de sucesso, oferecendo à sociedade programas de seguros sob medida para garantir a sustentabilidade financeira de tantos projetos, sejam pessoais como corporativos”, diz Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014.

A expectativa da indústria de seguros é vender R$ 4,5 bilhões em seguros que envolvem os mundiais esportivos. Mas esse número é apenas uma estimativa grosseira, levando-se em conta os principais investimentos já divulgados pelo governo em obras de infraestrutura. “Todos desejam que a Copa 2014 seja um sucesso e com certeza será. A equipe Liberty trabalha para garantir a segurança e a realização deste que é o maior evento esportivo do mundo”, finaliza Maurette.

Conheça alguns tipos de seguros que um evento como a Copa do Mundo da FIFA 2014™ precisa para que seja um sucesso:

No show

Essa apólice garante despesas causadas pelo cancelamento ou de adiamento do evento por conta de imprevistos. A FIFA já comprou cobertura para “no show” para a Copa de 2014, juntamente com o pacote que garantir o mundial realizado na África. Devido a cláusulas de confidencialidade, porém, detalhes financeiros do contrato não podem ser revelados.

Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Seguro garantia

Essa apólice assegura que o cumprimento do contrato entre as partes para que o empreendimento seja entregue. Caso uma das empresas envolvidas venha a falir, por exemplo, a seguradora assume a obra para finalizá-la dentro das condições acordadas. Afinal, a Copa tem data certa para começar e tudo tem de estar pronto para a realização desse grande evento.

Responsabilidade civil

Garantir o pagamento de indenizações a terceiros é praticamente uma obrigação hoje em dia. Entre as principais coberturas contratadas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Riscos de engenharia

Essa apólice é comprada geralmente pelos consórcios responsáveis pela construção de grandes empreendimentos, como estádios, hidrelétricas, rodovias, ferrovias. O contrato cobre riscos que envolvem erros de projetos e execução, bem como incêndio e roubo de materiais.

Seguro transporte

Garante o vai e vem de mercadorias em trânsito para que todo o circo seja montado, seja de um transformador para uma hidrelétrica ou os equipamentos de tecnologia para a montagem do centro de imprensa, entre outros usados pelos organizadores.

Directors & Officers (D&O)

A apólice de D&O tem por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

Property ou danos patrimoniais

Protege o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos usados para a realização do evento.

Seguro de vida e de acidentes pessoais

O seguro de vida e de acidentes pessoais geralmente é comprado pelos organizadores para proteger atletas e a equipe contratada e terceirizada com o objetivo de indenizar familiares ou mesmo o titular do bilhete de seguro por morte, invalidez e despesas médico-hospitalares.

Fifa define mundial e Copa das Confederações

* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014

Poucos pensam em seguro, mas vou contar uma boa. Só depois dos corretores, seguradoras e resseguradores terem dado o “ok” para o seguro garantia da construção do estádio do Corinthians é que a cidade de São Paulo pode ser confirmada no maior mundial esportivo do mundo. No entanto, ninguém ainda fala sobre esse seguro, que cabe dentro dos contratos automáticos fechados entre seguradoras e resseguradoras. Somente após o fechamento do contrato, com todos os envolvidos, é que teremos notícias sobre a estrutura do financiamento para a construção do estádio.

Fora isso, boas notícias hoje para quem está trabalhando nos seguros da Copa. A data foi definida: acontecerá entre 13 de junho a 13 de julho de 2014, informou hoje o presidente da FIFA, Joseph Blatter. Jerôme Valcke, secretário geral da FIFA, confirmou também que a Copa das Confederações acontecerá entre 15 a 30 de junho de 2013, durante coletiva realizada hoje na Marina da Gloria, no Rio de Janeiro.

Segundo os executivos, uma recente reunião com o comitê organizador trouxe confiança de que toda a infraestrutura necessária para a realização da Copa 2014 ficará pronta. “Acreditamos que tudo ficará pronto em cima da hora, como na África, mas estamos confiantes de que o Brasil apresentará um grande evento”, afirmou Blatter.

Segundo Valcke, ontem membros da FIFA e do Comitê Organizador Local (COL).tiveram as confirmações de que as garantias financeiras para a construção do estádio do Corinthians, em São Paulo, foram obtidas, o que confirma a participação de São Paulo no maior evento esportivo do mundo.

A decisão em quais estádios acontecerão os Jogos das Confederações só será tomada depois de uma reunião em outubro. Até lá, a FIFA terá mais detalhes do andamento da infraestrutura das cidades sedes e com base nisso será possível escolher os locais dos jogos, disse Valcke. “Podem ser quatro ou sete estádios. A decisão será tomada na próxima reunião do comitê organizador”, afirma. O preço dos ingressos também só será definido após a FIFA ter mais definições dos estádios para saber ao certo a capacidade de cada arena. “Teremos ingressos a preços acessíveis como ingressos VIPs, como aconteceu na África”, afirmou Valcke.

Na próxima sexta-feira, dia 29, às 8 horas, o prefeito Eduardo Paes receberá membros da FIFA para ser assinado um termo de compromisso para que a cidade do Rio de Janeiro receba o Centro Internacional de Transmissão, de onde serão geradas as imagens da Copa do Mundo para serem distribuídas para todo o planeta, e a sede do Comitê Organizador da Copa do Mundo (COL). Estarão presente o presidente da FIFA, Joseph Blatter, o secretário da entidade, Jerome Valke, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Liberty faz ações no 1º evento na Fifa no país

Trabalhar em um grande projeto é algo único. A equipe da Liberty está com o coração a mil preparando as ações do primeiro evento oficial da FIFA no Brasil, ou seja, o sorteio dos grupos eliminatórios da Copa 2014. Ainda bem que anos de dedicação ao mercado de seguros me deu o privilégio de ter sido convidada para cobrir o evento in loco e deixar todos bem informados sobre as novidades do maior evento esportivo do mundo.

Realmente será uma experiência única proporcionada pela Liberty. Não entendo muito de futebol, porém conto com amigos que sabem tudo do assunto e poderão me ajudar. Mas de uma coisa tenho certeza. Os leitores e jornalistas de esportes reunidos no Marina da Gloria, no Rio de Janeiro, vão descobrir uma nova faceta da indústria de seguros em razão da Liberty ser a seguradora oficial da Copa 2014. Esta é a primeira vez no Brasil que uma seguradora patrocina a Copa e a segunda no mundo. A primeira foi uma alemã, na Copa de 2006.

Fico imaginando a cara dos colegas de esporte, durante uma coletiva, ao ouvir uma pergunta direcionada aos membros da FIFA: gostaria de saber quais são os seguros que a FIFA precisa ter para garantir uma Copa segura? Poucos ainda pensam nisso no Brasil. Mas a cada dia as pessoas percebem a importância do seguro para garantir a realização de um projeto, seja ele algo único como a Copa ou a formatura de um filho.

“Queremos mostrar a todos o quanto a Liberty está comprometida como o sucesso deste que é o maior evento do futebol mundial”, afirma Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros. O evento, que reunirá mais de 2 mil pessoas dos quatro cantos do mundo, contará com shows e grandes personalidades do futebol. No total, 166 associações-membro participantes, afiliadas das seis confederações continentais de futebol (África, Ásia, Europa, América do Norte, Central e Caribe e Oceania), irão descobrir quem se enfrentará na disputa pelas 31 vagas disponíveis na Copa do Mundo da FIFA 2014™.

O sorteio, com duração de 90 minutos, com início previsto para as 15h, será transmitido para 150 países. As seleções serão sorteadas com base em suas localizações geográficas. Duzentas e três nações se inscreveram no evento. O Brasil, que é anfitrião, fica de fora do sorteio por já ter sua vaga garantida no torneio. Em paralelo ao Sorteio, a FIFA proporciona aos públicos participantes uma série de oportunidades de interação e de networking. No dia 30, a Liberty, os demais patrocinadores e as cidades sedes terão estandes institucionais em área reservada ao público do evento.

Na noite que antecede o evento, a FIFA oferece aos participantes um grande Banquete de abertura, que contará com a participação das delegações, personalidades do futebol e patrocinadores. A Liberty será representada por Luis Marette, presidente e CEO da Liberty Seguros e Paul Alexander, Vice-Presidente Sênior de Comunicações do Grupo Liberty Mutual, Luciano Calheiros, Diretor Commercial Lines, e Adriana Gomes, nova diretora de Marketing da Liberty Seguros.

Durante toda a semana que antecede o evento, a companhia terá representantes em mesas-redondas, eventos de mídia e imprensa em momentos de verdadeira imersão no universo FIFA. Vários guinchos da Liberty com adesivos em alusão à Copa do Mundo da FIFA 2014™ desfilarão pelas principais ruas e avenidas no trajeto entre o Aeroporto Santos Dumont e o Leblon para anunciar que a Copa do Mundo da FIFA 2014™ já começou no país.

Lucro mundial da Mapfre avança 8,6%

*texto extraído do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

O balanço do primeiro semestre da Mapfre, maior seguradora da Espanha, traz muitas novidades. Para começar, uma foto da sede do grupo no Brasil ilustra o material de divulgação dos resultados. Um sinal claro da importância que a subsidiária brasileira ganhou dentro do grupo.

O Brasil também é um dos principais destaques dos resultados semestrais, com o início das operações do grupo com o Banco do Brasil, após uma aprovação prévia dada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Segundo nota, a partir de junho de 2011, a parceria passa a operar sob o nome Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, o que gerou aumento de 15% no patrimônio líquido do conglomerado.

Outro destaque da publicação vem da joint venture criada entre Mapfre e Euler Hermes, uma das maiores seguradoras de crédito do mundo, controlada pela alemã Allianz. A nova empresa vai atuar em vários países, incluindo América Latina, região que tem o Brasil como o principal mercado.

O lucro líquido chegou a 543,2 milhões de euros, avanço de 8,6% no primeiro semestre, impulsionado pelo crescimento na América Latina. Os prêmios brutos chegaram a 9,7 bilhões de euros, crescimento de 6,7%. As vendas de seguros patrimoniais avançaram 7,2%, para 7,2 bilhões, e o faturamento com seguros de vida teve incremento de 5,2% para 2,4 bilhões de euros.

As operações internacionais responderam por 58% do faturamento e as operações na Espanha por 42%. Quase a totalidade vem da venda de seguro, ficando o resseguro com apenas 12% do total do faturamento.

Espanhola Mapfre e Euler Hermes, controlada pela alemã Allianz, se unem para disputar crédito

A Mapfre, maior segurador da Espanha, e a Euler Hermes, subsidiária do grupo alemão Allianz e uma das principais seguradoras de crédito e garantia do mundo, anunciaram aliança estratégica para atuarem juntas no seguro de crédito e garantia na Espanha, em Portugal e na América Latina.

Cada um dos grupos terá 50% na joint venture, que nasce com prêmios de 200 milhões de euros, valor que lhe confere a primeira e segunda colocação no ranking de crédito dos países onde vai atuar, incluindo o Brasil. A previsão é de que a nova empresa comece a operar no final deste ano, após a aprovação dos órgãos reguladores.

Bradesco cria prêmio “Longevidade”

Em uma iniciativa inédita no Brasil, a Bradesco Seguros premiará, a partir deste ano, trabalhos voltados para o tema Longevidade. Tratam-se dos Prêmios Longevidade Bradesco Seguros, que estão sendo lançados em âmbito nacional, com o apoio da Bradesco Vida e Previdência. A iniciativa está dividida em três Prêmios: Jornalismo, Meio Acadêmico e Histórias de Vida, informa o release divulgado hoje.

Eu e Gigi vamos fazer uma reportagem em video com o longevo mais fofo que conhecemos para participar deste concurso e se ganharmos o levaremos para pescar na Patagônia em fevereiro de 2012. Esse ai da foto é o Mario Bueno, que fará 81 anos em novembro. Ele tem muiiiiiitaaassss dicas sobre como ter qualidade de vida. A principal, já vou avisando, é não se meter na vida do outro.

Os primeiros colocados de cada categoria receberão premiação em dinheiro, de até R$ 10 mil, e Troféu desenvolvido por um artista plástico brasileiro. A cerimônia de entrega será durante a realização do VI Fórum da Longevidade, que reunirá especialistas internacionais em outubro, na cidade de São Paulo.

“Os Prêmios Longevidade Bradesco Seguros têm por objetivo estimular o estudo mais aprofundado, a disseminação das informações e a contextualização da longevidade no dia-a-dia do indivíduo, promovendo o diálogo e a troca de experiência entre gerações”, comenta Lúcio Flávio de Oliveira, Diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência na nota distribuída. “Os Prêmios reforçam outras ações que já desenvolvemos, no intuito de conscientizar e despertar a sociedade para esta nova realidade, de maior concentração de pessoas longevas em nossa população”.

Desde 2006 a seguradora tem direcionado parte de sua estratégia à realização de ações voltadas à divulgação e conscientização da sociedade com relação à longevidade e o envelhecimento do Brasil – seus desdobramentos, impactos e a importância de preparar-se para o futuro. Nesses cinco anos, o Grupo, apoiado pela Bradesco Vida e Previdência, criou o Fórum da Longevidade, que em 2011 terá a sua sexta edição; o Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade, que já realizou 46 edições, com mais de 132 mil participantes; e o Programa Porteiro Amigo do Idoso, lançado em 2010, no bairro de Copacabana (RJ), com o objetivo de capacitar os porteiros a oferecerem melhores serviços aos idosos.

E quem se importa com o resseguro…

Tão raro ficar à toa, mas hoje eu fiquei. Estava de plantão para tirar dúvidas, caso a editora da matéria precisasse de mim. Geralmente numa situação dessa corro para a academia, onde tem wi-fi livre. Enquanto aguardo, pratico saúde. Dou uma corrida, faço uma musculação, uma ioga ou nado.

Hoje, como estou tomando antibiótico para sarar de uma sinusite, fiquei sem fazer nada. Com a mente livre. E um pensamento não me sai da cabeça. Resseguro. Kkkk (risos). Sério. Vou explicar. Resseguro é um tema árido. Concordo. Mas o que está acontecendo com ele tem a mesma lógica que levou a AIG ou o Lehman Brothers à falência ou da escova progressiva, que faz milagres hoje pelas mulheres que possivelmente no médio prazo ficarão sem cabelos.

Fiquei matutando porque o governo mudou a regra do resseguro no final de 2010, depois de tudo tão discutido e aprovado em anos de estudos, análises, pareceres jurídicos e técnicos. Depois de ter recebido mais de 50 CEOs mundiais dispostos a investir no Brasil e fazer do país o Centro Internacional de Resseguros da América Latina.

Sem mais nem menos, mudou a regra sem consulta. Ok. A justificativa é que muitas seguradoras estrangeiras encontraram uma brecha na lei e começaram a repassar contratos para a matriz, com um preço bem menor, em detrimento dos resseguradores locais, como o IRB, que por quase 70 anos deteve o monopólio no Brasil e não aproveitou o momento favorável para se tornar o “the best”. Vale lembrar que o IRB é uma economia mista, controlado pelo Tesouro e pelas maiores seguradoras privadas brasileiras.

Bem, se as seguradoras repassaram o contrato do resseguro para a matriz por um preço menor e cláusulas mais abrangentes de cobertura, bom para o consumidor, que pagou menos pelo produto. Bom também para o país, pois no caso de um acidente, quem terá de bancar a indenização é o mercado internacional.

Os técnicos do governo poderiam apenas ter corrigido a brecha na regulamentação e pronto. Mas não. Decidiram fechar o mercado novamente. Além da exposição internacional, uma vez que a atitude foi rotulada como falta de seriedade do governo, a ação foi tomada de forma inconstitucional. Ok, considerando-se a polêmica de que está certo ou errado, constitucional ou não, pois o mercado irá se ajustar de uma forma ou de outra, o que importa é a atitude, pois temos países com resseguro totalmente aberto e outros com restrições que funcionam perfeitamente. O que é diferente é a seriedade de se tomar uma atitude dessa. Ela visa o bem do país ou o interesse de minoritários?

Ao que tudo indica, optou-se por passar esse vexame internacional — mais de 20 entidades internacionais já enviaram carta ao governo brasileiro lamentando o retrocesso e pedindo a revisão das regras — apenas para estancar a derrocada do IRB Brasil Re. Até maio de 2011, os prêmios totais de resseguro foram de R$ 2,3 bilhões, sendo quase R$ 841 milhoes ficaram com os resseguradores locais, ou seja, 38%. Desse total dos locais, o IRB ficou com 57%. Do mercado total de resseguros, o IRB ficou com 22%. Há dois anos tinha 100%.

Mesmo com um market share bem reduzido, o IRB continua tendo os mesmos 500 funcionários efetivos e outros tantos tercerizados. Ou seja, inviável. Ai, para piorar, com um mercado interno prá lá de aquecido pelos milionários contratos de financiamentos para deixar o pais pronto para os mundiais esportivos, o IRB resolve buscar riscos na Argentina e na África, se nem mesmo conseguiu renovar alguns de seus contratos automáticos, para os quais precisou pedir prorrogação para resseguradores estrangeiros. Sim, esses mesmos que o governo alega que são “espertos” por terem achado uma brecha na lei de flexibilização do resseguro.

Tal aventura de internacionalização foi feita no passado e até hoje o IRB amarga perdas com os escritórios de Londres e Estados Unidos. Parece seguir o mesmo caminho agora. Afinal, por que usar o patrimônio aceitando riscos no exterior, um mercado que não conhece e onde enfrenta concorrentes com um custo administrativo de 5% enquanto o dele supera dois dígitos, se tem tanto para fazer aqui? Para aumentar o valor patrimonial do IRB dizendo que ele é internacional? Os gringos já passaram da fase de ingenuidade do passado, quando tinham pouca experiência com fusões e aquisições pois só pensavam no próprio umbigo. Agora eles estão mais flexíveis e checam se há coerência entre o discurso e a realidade.

Ok. Uma saída vai ser entrar o dinheiro do Banco do Brasil, que aguarda o BNDES definir o valor das ações do Tesouro para que ele possa comprar a fatia do governo e gerenciar o ressegurador com o Bradesco e Itaú. Essa jogada vai tornar o IRB um ressegurador privado, o que lhe trará agilidade na tomada de decisões e também poderá fazer demissões para reduzir seu custo. Será que vale a pena tudo isso só para garantir o valor do IRB para os acionistas? Ou aceitar um contrato de resseguro barato para depois tirar a diferença com outros contratos do governo?

Dá na mesma. Atrasa o crescimento do Brasil da mesma forma. Eleva o custo Brasil e não traz o retorno esperado pelo acionista, que opta por investir em outro lugar, com menos risco. E ai o Brasil fica com esse volume de investimento de 15% do PIB enquanto em outros países ele é no mínimo acima de 40%. Ai o dinheiro que entra só serve para valorizar o real, desvalorizar o dólar e lá se vão as reservas do Brasil para equilibrar o fluxo de capitais. Além das reservas, se algo der errado com as obras em andamento, lá vai o patrimônio público. Primeiro porque quem tem colocado dinheiro nas obras é o governo, por meio do BNDES, do Banco do Brasil, com resseguro da BB Mapfre, e do IRB em muitos casos.

Com a atuação estrangeira limitada a 40% dos contratos para as matrizes, os locais podem abocanhar o resseguro para garantir contratos de infraestrutura, que já estão atrasados e precisarão ser cumpridos num prazo recorde. Ou seja, um risco enorme. Afinal, a Copa tem data para começar. As chances de acidente e desembolso de indenizações são grandes. E quem vai pagar? Quem assumir o risco. E quanto vão cobrar para assumir um risco tão grande? Será que um preço bem menor do que os resseguradores internacionais?

Quando a plataforma da Petrobras afundou em 2001, quem pagou foi o mercado internacional. Quando os aviões da Tam e Gol acidentaram-se, matando uma grande quantidade de pessoas, quem pagou a maior parte das indenizações foi o mercado internacional, pois o risco estava pulverizado no mundo. Ou seja, se o IRB concentrar os contratos, vai ter de concentrar os pagamentos.

Como a Susep regula os resseguradores, não será possível fazer tantas peripécias com o IRB, como no passado recente, na época do Mensalão. Talvez ressuscitem a Segurobrás, como uma agência, assim aqueles que tem necessidade de fazer coisas irregulares podem ficar mais livres. Só que hoje temos a liberdade trazida pelas mídias sociais. Me lembro que a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dona de 19% dos votos válidos na última eleição presidencial, conseguiu mudar o rumo do Código Florestal ao postar no twitter que o deputado federal Aldo Rebelo apresentou um texto diferente do acordado com o governo para a votação.

Tenho comentado sobre essa angústia, mas só o que ouço é .. tudo bem, sempre foi assim…ninguém se importa com seguro…quem pagará a conta no final serão os contribuintes… lembra do Banespa e de todos os outros bancos federais e estaduais na década de 80….Que triste isso, pois pode ser diferente sem muito esforço. Afinal, o Brasil tem tudo a seu favor atualmente. Temos hoje apenas três bancos públicos e os três podem ser símbolo de riqueza no longo prazo. Claro que se houver uma crise os bancos privados — destaque no ranking de lucro mundial do setor — vão ajudar. Afinal, eles tem em suas carteiras de investimentos bilhões de títulos públicos e não interessa ver o Brasil quebrar.

Vejam a Grécia. Boa parte da dívida começou na preparação do país nas Olimpíadas, em 2004. Sem infraestrutura e poupança interna, endividaram-se para fazer tudo a toque de caixa. E olha só no que está dando. E aí não adianta querer achar culpados, pois o sofrimento de toda a nação já está instalado.

Agora, imagina que pena perder a oportunidade de crescer de forma sustentável em detrimento de pequenos interesses? Quando estive na Argentina há dois anos, observando a frota de veículos tão antiga, fiquei imaginando que tristeza daquele povo ter vivido um momento próspero e agora sofrer com as conseqüências da recessão. Realmente, será uma pena se o governo Dilma perder a chance de mudar um pais só para privilegiar tão poucos e por tão pouco tempo. Afinal, isso não vai durar porque não é sustentável. Assim como a AIG quis ser a maior a qualquer custo não durou. Assim como o Lehman quis lucrar a qualquer custo e não durou. Assim como querer ter um cabelo que não é seu não vai durar.

É isso. Acabou meu tempo de ócio. Agora tenho de correr para o quinto round do dia porque realmente me importo em construir um país melhor a cada dia.

Uns poupam, outros gastam e muitos se endividam

Interessante as notícias da semana. A caderneta de poupança teve retirada líquida de R$ 3,007 bilhões no primeiro semestre, o pior resultado desde o primeiro semestre de 2006, quando as retiradas superaram os depósitos em R$ 8,169 bilhões. Dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostra que a inadimplência subiu 4,25% e as vendas avançaram 5,05% em relação ao primeiro semestre de 2010.

Apesar dos dados acima sinalizarem que um cenário de maior endividamento dos consumidores em 2011 tem reduzido a capacidade de poupança do investidor, a previdência privada aberta continua numa boa. Segundo dados da Fenaprevi, a captação de planos VGBL e PGBL registrou seu melhor maio desde 2004 e bateu a marca de R$ 4,7 bilhões em arrecadação. Os novos depósitos no período são 47,34% superiores aos verificados em maio do ano anterior, quando R$ 3,1 bilhões ingressaram no sistema. No resultado acumulado (jan/mai) de 2011, o mercado de previdência privada aberta arrecadou R$ 20,3 bilhões, alta de 20,32% na comparação aos R$ 16,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

Segundo o presidente da Fenaprevi, Marco Antonio Rossi, a ascensão de uma parcela de consumidores para a classe média e o aumento da expectativa de vida estimulam o crescimento do mercado de previdência complementar. No mês de maio, por exemplo, o número de contratos de planos ampliou para 10,7 milhões (alta de 4,93%) e um total de 100,9 mil pessoas já usufrui de benefícios. “A estabilidade econômica e o aumento da renda propicia disponibilidade de dinheiro para a economia e investimento de longo prazo”, afirma o executivo em nota distribuída à imprensa.

Ou seja, uns poupam, outros gastam, poucos investem e muitos se endividam.

Venda de seguro chega a US$ 4,3 tri em 2010

Em 2010, o volume global de prêmios apresentou um vigoroso aumento impulsionado pelo crescimento econômico, repercutindo em capital e solvência Os países emergentes continuaram a ganhar em importância – a China tornou-se o sexto maior mercado de seguros e o retorno dos investimentos sofreu com as baixas taxas de juros.

Essas são as principais conclusões do tradicional estudo sobre as vendas mundiais de seguros, realizado pela Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo. De acordo com o estudo, as vendas de seguros chegaram a US$ 4,3 trilhões em 2010, crescimento real (já descontada a inflação) de 2,7% acima do resultado de 2009.

Para 2011, o cenário é de incertezas. Os principais riscos para o panorama futuro referem-se a uma escalada da crise da dívida soberana em euros ou a uma grave escassez de petróleo causada por tumultos nos principais países produtores de petróleo.

Em 2010, os prêmios do segmento de vida cresceram 3,2%, para US$ 2,5 trilhões, e de ramos elementares avançaram 2,1%, para US$ 1,8 trilhão. De acordo com o estudo, o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes se acelerou. O setor apresentou melhora de capital e solvência, enquanto as baixas taxas de juros abalaram o retorno dos investimentos. No Brasil, os prêmios chegaram a US$ 60 bilhões e a penetração no PIB situou-se em 3,1%, bem abaixo da media mundial de 6,9%.

A indústria do seguro retoma seu crescimento, como mostra a avaliação anual da Swiss Re para os mercados globais de seguros em 2010. O volume de prêmios cresceu em três quartos dos 78 mercados da mostra. O crescimento teve particular vigor nos mercados emergentes. Ao mesmo tempo, o capital e a solvência do setor de seguros apresentaram uma forte melhora, mas as baixas taxas de juros ainda tiveram impacto negativo sobre a lucratividade.

O crescimento foi mais intenso nos mercados emergentes asiáticos,e robusto em alguns dos grandes mercados europeus. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, os prêmios diminuíram, embora em um ritmo mais modesto do que em 2009. Apesar do impacto negativo das baixas taxas de juros sobre a lucratividade das seguradoras de vida, elas contribuíram para uma forte melhora da posição do capital contábil do setor por aumentarem o valor das carteiras de títulos das seguradoras de vida.

Daniel Staib, um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “O cenário predominante mostra uma indústria retomando a tendência de crescimento no longo prazo. Em realidade, em alguns países da Europa Continental, o crescimento no ano passado poderia ser considerado acentuado, pois o faturamento de produtos de prêmio único com garantias relativamente atraentes apresentou forte crescimento.”

Nos mercados emergentes, os prêmios do segmento de vida subiram 13%. A Ásia Meridional e Oriental formou a região com mais forte crescimento, alcançando 18%, tendo à frente a China, com grande demanda tanto por produtos tradicionais quanto por produtos vinculados a investimentos. A América Latina e o Caribe não ficaram muito atrás, com 12%, liderados pelo Brasil.

Em 2010, os prêmios do seguro de ramos elementares aumentaram 2,1% em nível mundial. Nos países emergentes e recém- industrializados da Ásia, a vigorosa retomada econômica fez crescer a demanda por cobertura de seguro. O volume de prêmios aumentou também na Europa e nos Estados Unidos. O capital do setor prosseguiu em seu desenvolvimento positivo e atingiu um nível recorde em 2010.

Os resultados da subscrição se deterioraram, em geral, nos Estados Unidos e ficaram negativos nos grandes mercados europeus; no último caso, devido aos péssimos resultados do seguro de automóveis. Nos oito maiores mercados, pelo segundo ano consecutivo, a receita de prêmios não conseguiu cobrir completamente as liquidações de sinistros e outros custos. “O índice combinado médio desses principais mercados degenerou para 103%, comparado com 101% em 2009.

Diante dos recentes eventos de sinistros catastróficos, éevidente que os resultados globais das subscrições irão piorar ainda mais em 2011. Isto indica que os preços estão inadequados. Em alguns mercados, tais como Itália e Reino Unido, os índices começaram a subir, particularmente nos seguros de automóveis, sinalizando que o ciclo de subscrição estáfinalmente começando a mudar de direção”, afirma Staib.

Apesar da persistente incerteza, em 2011 a recuperação econômica deverá seguir seu curso e estimular o crescimento de prêmios nos setores de vida e ramos elementares em nível mundial. Entretanto, o retorno dos investimentos, tanto no setor de vida quanto de ramos elementares, vai permanecer fraco, pois as taxas de juros apresentarão, quando muito, apenas uma lenta subida.

“Em relação aos mercados maduros, o crescimento do seguro de vida deverá se tornar positivo nos Estados Unidos, enquanto na Europa Ocidental o aumento de prêmios poderá apresentar ligeira desaceleração, uma vez que as crescentes taxas de juros deixarão as apólices de vida com garantia de taxa de juro menos atrativas”, observa Staib.

No longo prazo, o fato de a nossa sociedade estar envelhecendo e necessitar cada vez mais de reservas para a velhice,continua sendo um aspecto positivo para as seguradoras de vida. No segmento de ramos elementares, a tendência é de um maior crescimento de prêmios em 2011. Esta tendência se fortalecerá com as taxas de prêmios começando a ser ajustadas para cima.

A participação dos países emergentes no mercado global, atualmente de 14%, deverá continuar aumentando vigorosamente nos próximos dez anos. É provável que a China se torne o segundo maior mercado de seguros dentro de uma década (em 2010 era o sexto maior).

O estudo completo está disponível em http://media.swissre.com/documents/sigma2_2011_en.pdf

BB Mapfre: começa a disputa pelos consumidores

BB Mapfre e Mapfre BB, as duas holdings que consolidam as operações de seguros gerais, vida, rural e habitacional do maior banco do país com a maior seguradora da Espanha começaram efetivamente a operar neste segundo semestre. A Susep deu uma pré-autorização para a fusão de 14 companhias, após um aporte de R$ 300 milhões do BB na semana passada. Agora o grupo tem seis empresas e no futuro deverão somar quatro ou duas.

A fusão traz grandes significados, mas um deles é prioritário: os consumidores vão começar a sentir no bolso os efeitos da concorrência entre as maiores seguradoras do país neste segundo semestre, período das principais renovações de apólices individuais e corporativas. Isso porque a BB Mapfre nasce como o segundo maior grupo segurador do país, superado pelo grupo Bradesco Seguros quando consolidamos todos os segmentos: seguros gerais, vida e previdência, capitalização e saúde.

No entanto, como BB não atua em saúde, é preciso tirar o segmento das contas. Mesmo assim, o Bradesco continua na liderança. Mas quando o assunto é somente os ramos de seguros gerais, BB passa a ser o maior. Em automóvel, perde apenas para a Porto Seguro, sócia do Itaú. Já em vida, tem a liderança. Em VGBL, a disputa esta acirrada. Em março, a Brasilprev deteve a liderança, mas em abril e maio o posto voltou para a Bradesco Vida e Previdência. Vamos ver como será o balanço consolidado do resultado do primeiro semestre, que será divulgado em agosto.

Esse sobe e desce torna a busca pela liderança totalmente inócua. Para o consumidor, pouco importa quem é o maior em vendas. A seguradora ser tradicional e solvente, ou seja, ter patrimônio suficiente para honrar seus compromissos, conta pontos. Para os acionistas, a liderança do ranking também pouco importa. A companhia tem de ser influente para poder traçar políticas estratégicas do setor. Faturamento importa quando vendas maiores significam redução de custos e poder de barganha para negociar com fornecedores. Nos bancos, por exemplo. O que conta é o lucro e não a receita de intermediação financeira.

Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, países da Europa e no Japão, onde se concentram as maiores seguradoras do mundo, sendo boa parte delas com ações negociadas em bolsa, o faturamento nem é citado na divulgação do balanço. O que importa mesmo é o lucro operacional, o retorno sobre o patrimônio, a valorização da ação, os dividendos pagos. Um dia chegaremos lá. No Brasil, temos apenas a Porto Seguro e a SulAmérica com ações em bolsa, além de duas corretoras de seguros, a Brasil Insurance e a Qualicorp, bem como algumas operadoras de saúde.

O que realmente importa ao consumidor: preço, inovação, facilidades de compra, atendimento e um pagamento rápido da indenização dentro do combinado no contrato. Para o acionista, uma empresa que traga rentabilidade acima do que ele pode conseguir aplicando seus recursos em títulos de renda fixa e que agregue valor no longo prazo é o atrativo mais razóavel. Por isso, esses são os maiores desafios dos presidentes das duas holdings criadas na associação BB e Mapfre.

Durante coletiva de imprensa realizada hoje com jornalistas em São Paulo, os dois presidentes apresentaram a composição do grupo e os desafios que a parceria promete para os próximos anos. De cara, anunciaram três novidades. Um novo seguro rural, tropicalizado da Espanha e que garante a renda do agricultor, a busca por um parceiro em grandes riscos para aproveitar a demanda por seguros gerada pelos milionários projetos de infraestrutura e a contratação de 1 mil pessoas para o call center.

“Os investimentos estão concentrados em tecnologia, call center e campanha publicitária que tem início no próximo dia 10”, conta Marcos Eduardo Ferreira (foto, a esquerda), presidente da Mapfre BB, responsável por seguros gerais e parcerias com redes de varejo, segmento conhecido como “affinity”.

O grupo nasce com 4 mil funcionários, 17 mil pontos de vendas e 25 milhões de clientes e deverá encerrar o ano com prêmios totais de R$ 9,2 bilhões, 7% acima dos prêmios das duas empresas registrados em 2010, de R$ 8,6 bilhões. A meta no médio prazo é crescer bem acima do setor, que projeta avançar 14% em 2011, em razão da base de clientes do BB estar ainda praticamente inexplorada quando o assunto é seguro. O uso das marcas vai ser determinado pelo canal de distribuição. Para produtos comercializados nas agências do BB, a marca sera BB Seguros. Já para a venda de produtos por intermédio dos corretores, a marca Mapfre prevalecerá.

No mês passado, como fruto da parceria, o BB lançou um seguro rural que dá garantia também a renda do produtor. “Ter um parceiro internacional nos ajuda a trazer para o Brasil várias soluções mundiais”, diz Roberto Barroso (foto, à direita), presidente da BB Mapfre, responsável por vida, rural e habitacional.

O call center tem a prioridade de um coração para os grupos. “Vamos fazer o atendimento aos clientes, pois esse momento de contato é prioritário para o sucesso da operação”, comentou Barroso. A primeira etapa visa a contratação de mil pessoas até o final deste ano. Num segundo passo, o grupo tentará consolidar as operações em um único local. Hoje são cinco prédios, o que eleva o custo administrativo e reduz o poder de competitividade.

Um ponto destacado por ambos foi a gestão compartilhada. O contrato assinada há quase dois anos prevê exclusividade pelo prazo de 20 anos, renovável de acordo com o desejo das partes. Barroso explicou que a Mapfre terá o controle acionário, para que as empresas sejam privadas e assim livrem o BB da burocracia de uma empresa estatal.

A principal carteira da nova empresa é o seguro automóvel, com 15% de participação de mercado. São mais de 2 milhões de veículos segurados. Segundo Barroso, seu maior desafio será desenvolver o seguro rural. “Somos o maior país do mundo em vários segmentos agrícolas e menos de 10% da safra conta com apólice de seguro”. Já para Ferreira, o desafio está na integração das equipes e dos sistemas.

Pelos cálculos dos acionistas, os dois CEOs terão na verdade o grande desafio de manter a rentabilidade da operação em um cenário de concorrência nunca antes visto no mercado de seguros, principalmente de automóvel. Além de novos concorrentes, os consumidores estão mais exigentes e contam com o apoio da internet para comparar preços e serviços. Sem revelar valores, o grupo mostrará aos consumidores numa nova campanha que nasce um novo conceito de seguros e uma nova geração de produtos e de atendimento.

O Banco do Brasil e o grupo Mapfre, o maior segurador da Espanha, aguardam bons retornos. O BB quer aumentar de 15% para 24% a participação de seguros no lucro do banco até 2013. É um índice menor do que os 30% apresentado pelo Bradesco, mas maior do que os 10% do Itaú. Mas ainda falta entrar nessa conta o polpudo dividendo pago pelo IRB Brasil Re, maior ressegurador local, que em breve será comandado pelo BB em parceira com Bradesco e Itaú. Vai ser uma briga de gigantes muito interessante de acompanhar. Ainda mais se a Susep fizer um aperto nas regras de solvência, o que estimulará mais uma onda de aquisições.