Allianz e Munich Re divulgam perdas com Grécia

Os mercados acionários continuam em pânico nesta sexta-feira, depois de ter amargado ontem o pior dia desde setembro de 2008, com a falência do Lehman Brothers. Neste cenário de incertezas, onde todos buscam um lugar seguro para aplicar, as seguradoras e resseguradoras divulgam seus balanços do segundo trimestre, com o acumulado do primeiro semestre. A tendência é de uma piora no segundo semestre, em razão das perdas na carteira de investimentos, em razão da atual instabilidade. A indústria de seguros tem uma carteira de investimento superior a US$ 23 trilhões, com boa parte dos recursos aplicados em títulos soberanos.

Em geral, o desempenho revelado pelos balanços financeiros é favorável, principalmente se considerarmos que o setor pagou indenizações volumosas aos segurados que tiveram perdas com as catástrofes naturais ocorridas neste ano. Para se ter uma idéia, as enchentes na Austrália registraram perdas econômicas de US$ 7,3 bilhões, dos quais as seguradoras pagaram indenizações de US$ 2,5 bilhões.

Pelas chuvas e tornados nos EUA em maio, com danos econômicos de US$ 7 bilhões, o mercado de seguros já acumula pedidos de indenizações de US$ 4,9 bilhões. Em abril, pelo mesmo motivo nos EUA, os danos causados geraram perdas econômicas de US$ 7,5 bilhões, sendo que US$ 5 bilhões tinham cobertura de seguro. Na Nova Zelândia, as enchentes deixaram perdas econômicas de US$ 20 bilhões, sendo que US$ 10 bilhões contavam com apólices de seguros. E a mais catastrófica de todas, o terremoto seguido de tsunami no Japão, em maio. As perdas econômicas chegaram a US$ 200 bilhões, sendo que a indústria de seguros arcou com cerca de US$ 30 bilhões, segundo dados da Munich Re.

O resultado líquido da Allianz, maior seguradora do mundo, recuou 7,4%, para 1 bilhão de euros no segundo trimestre deste ano, abaixo dos 1,28 bilhão do segundo trimestre do ano anterior, principalmente pela perda de marcação a mercado dos títulos gregos, com impacto de 326 milhões de euros. Apesar do recuo, o CEO do grupo alemão, Michael Diekmann, informou em nota que os resultados são sólidos, tendo em vista o elevado volume de indenizações pagas no período decorrentes de catástrofes naturais.

O faturamento do grupo alemão também recuou 3,2%, para 24,6 bilhões de euros no segundo trimestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo comenta Diekmann na nota, a diversificação geográfica e também de negócios do grupo ajudou a manter os resultados fortes, mesmo diante da instabilidade em diversos mercados. Ele reafirmou a expectativa de lucro operacional para 2011 entre 7,5 bilhões de euros e 8,5 bilhões de euros.

A Munich Re divulgou resultados penalizados pela marcação a mercado, com impacto no segundo trimestre de 125 milhões de euros. O lucro líquido avançou para 738 milhões de euros, pouco acima dos 709 milhões de euros. No semestre, no entanto, a Munich Re apresentou perdas de 210 milhões de euros, comparado a lucro de 1,2 bilhão de euros no primeiro semestre de 2010. Os prêmios avançaram para 25 bilhões de euros no semestre, alta de 10% comparado ao mesmo período do ano anterior.

O índice combinado chegou a 133%, muito acima dos 106% do primeiro semestre de 2010, impactado, principalmente, pelo terremoto no Japão e enchentes na Nova Zelândia. Nikolaus von Bomhard, presidente do Consellho da Munich Re, comentou que apesar do semestre ter registrado um número excepcional de catástrofes, tendo as seguradoras e resseguradoras como meio de reconstruir muito do que foi destruído, os resultados da indústria continuam fortes. A boa notícia é de que a previsão é de uma temporada de baixa ocorrência de furações nos EUA. O executivo também afirmou que a previsão de prêmios de resseguros para o ano de 2011 é de 26 bilhões de euros (U$ 36,7 bilhões). Em seguros, a previsão tem um intervalo maior, de 17 bilhões de euros a 18 bilhões de euros.

Ontem, a Swiss Re divulgou seus resultados, onde praticamente não relatou impactos da renogociação da dívida da Grécia. O lucro líquido chegou a US$ 960 milhões no segundo trimestre de 2011, alta de 18%, com retorno sobre o patrimônio de 15,6%. Segundo informa a nota divulgada à imprensa, a volatilidade dos mercados financeiros em virtude dos recentes problemas que envolvem a dívida soberana na Europa continua a preocupar. Após começar a dar passos decisivos no final de 2009, visando reduzir a exposição, a dívida soberana de títulos públicos europeus não classificados como AAA, a Swiss Re detém agora apenas US$ 78 milhões em dívidas soberanas emitidas por países periféricos da zona do euro. A exposição da empresa a dívidas soberanas da Grécia é nula.

Provisão reduz ganho da SulAmérica

A SulAmérica divulgou lucro líquido do segundo trimestre de R$ 30 milhões, em termos recorrentes, apresentando redução de 40,3% em relação mesmo período de 2010. Esta queda no resultado é conseqüência de um incremento de R$ 76,5 milhões que uma subsidiária da companhia fez na provisão ligada à carteira de vida devido a decisão em processo judicial no qual a subsidiária é parte e está relacionado à adaptação de apólices de seguro de vida em grupo promovidas em 2006. Com isso, o lucro do semestre, que foi de R$ 131,9 milhões, com queda de 2,7% comparado ao primeiro semestre de 2010, teria sido de R$ 185 milhões, com alta de 36,% sobre o mesmo período do ano anterior. A rentabilidade do patrimônio anualizada foi de 9,4%.

Em vendas, no entanto, o grupo registrou avanço, com R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre do ano, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Saúde e odontologia, que responde por 66% dos prêmios da companhia, acumulou receita de R$ 2,9 bilhões, com crescimento de 18,9% em relação ao primeiro semestre de 2010. Os prêmios de seguros de automóveis, que representam 24% da receita, somaram R$ 1,1 bilhão, crescimento de 16% entre os semestres comparados.

Thomaz Cabral de Menezes, presidente da SulAmérica, comenta em nota divulgada à imprensa que o significativo crescimento de receita é resultado direto da reestruturação ocorrida na companhia que a tornou ainda mais próxima de corretores e clientes. Ele informa que boa parte do bom desempenho é fruto do investimento na ampliação da presença nas principais regiões do país, com estrutura de atendimento composta por 54 sucursais e filiais. “Também aumentamos a rede de Centros Automotivos de Super Atendimento (C.A.S.A.), que segurados do SulAmérica Auto. Toda a companhia está focada em oferecer ainda mais serviços e em melhorar a agilidade no atendimento. Esta atuação engajada já está sendo percebida pelos nossos clientes”.

A sinistralidade total da SulAmérica no segundo trimestre foi de 78,2% e o índice combinado ficou em 103,9%. O resultado dos investimentos não vinculados às carteiras de VGBL e previdência totalizou R$ 131,9 milhões no segundo trimestre com rentabilidade equivalente a 102,9% do CDI. Nos seis primeiros meses do ano, esta carteira produziu resultado de R$ 270,9 milhões com rentabilidade de 106,9% do CDI. A companhia encerrou o período com ativos totais de R$ 12,7 bilhões.

Queda das bolsas pode reduzir capital das seguradoras

As bolsas de todo o mundo estão despencando hoje e os investidores não afastam a hipótese da BM&F acionar o Circuit Breaker, um sistema de segurança para dar um tempo aos negociadores de ações respirarem e entenderem como agir diante do pânico dos investidores. Até as 14h30, a bolsa brasileira registrava forte queda. Apenas duas seguradoras negociam papéis na bolsa, Porto Seguros e SulAmérica, e duas corretoras de seguros, Brasil Insurance e Qualicorp.

Segundo estudo realizado pela Economática a pedido do blog Sonho Seguro, boa parte das empresas ligadas a indústria de seguros dos Estados Unidos e América Latina registrou queda neste ano, até o dia 2 de agosto. Hoje, com certeza, esse quadro deve sofrer uma sensível piora.

As maiores quedas nos EUA foram registradas por seguradoras ligadas aos mercados de crédito, imobiliário, vida e previdência, como o PMI Group, com forte atuação em hipotecas, cuja desvalorização da ação chegou a 74%. A AIG acumulava no ano, até o dia 2, perda de 42%. Entre as brasileiras, o estudo da Economatica apontou desvalorização de 27,9% nos papéis da Porto Seguro e de 9,7% nas Units da SulAmérica.

Já entre as seguradoras ligadas a saúde estão entre as principais altas nas bolsas americanas e latinas que constam no estudo da Economática, como a Health Care e Humanas, ambas negociadas na NYSE, com valorização de 32% até o último dia 2. No entanto, como os mercados acionários desabaram hoje, as seguradoras devem sofrer ainda mais. Não só com a desvalorização de seus papéis, mas também com os investimentos. Elas são consideradas um dos principais investidores institucionais no mundo, com uma carteira de investimento que supera US$ 23 trilhões, segundo estudo da Geneva Association.

Boa parte dos investimentos das empresas de seguros está em títulos dos governos, que até então era uma das aplicações mais seguras e conservadoras do mundo. No entanto, hoje tudo está diferente, principalmente depois que os Estados Unidos chegou a beira do abismo para declarar moratória.

Hoje quem derruba as bolsas é o pânico sobre o efeito de Espanha e Itália sucumbirem a crise financeira sem poderem contar com recursos do FMI. Boa parte foi para socorrer a Grécia, que usou nesta última rodada de negociações mais de 160 bilhões de euros.

Um estudo da Moody’s, divulgado no início da semana, dizia que as seguradoras pouco seriam afetadas com a renegociação da dívida da Grécia, uma vez que as companhias concentravam suas aplicações em países como Inglaterra, Alemanha, Espanha e Itália. Com a situação dos mercados hoje, o estudo da Moody’s perdeu a validade.

Diante deste cenário de pânico e falta de confiança em economias que eram consideradas risco zero, os investidores correm para oportunidades de negócios na China, onde já há muito dinheiro, e para o Brasil, onde o governo luta para calibrar gargalos macroeconomicos para receber os investidores não apenas como capital especulativo, mas para que eles ajudem a financiar os projetos de infraestrutura necessários para o país crescer com sustentabilidade.

O Circuit Breaker é acinoado quando o Ibovespa atingir limite de baixa de 10% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na BM&FBovespa, em todos os mercados, serão interrompidos por 30 minutos. Reabertos os negócios, caso a variação do Ibovespa atinja uma oscilação negativa de 15% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os negócios na BM&FBovespa, em todos os mercados serão interrompidos por uma hora.

Raios elevam pedidos de indenizações, afirma corretora

Raios em São Paulo elevaram em 82% o volume de pedidos de indenização na corretora Vila Velha Seguros, responsável por administrar o seguro de cerca de 12 mil edifícios em São Paulo. Em 2010 foram 107 casos, em 2011 o número de pedidos de indenização para seguradoras passou para 195, somente no 1º trimestre. Os danos causados por vendavais também tiveram um aumento considerável: 41 sinistros, no 1º trimestre de 2010, contra 59, no mesmo período de 2011.

Para o diretor da área de Condomínios da Vila Velha Seguros, Ivanor Montanhana, esses resultados refletem nas taxas de seguros. “Acompanhamos a todo o momento as condições climáticas, pois isso influencia diretamente no valor do prêmio dos edifícios. Além disso, não há nenhum outro fator – como falta de manutenção periódica – que indique este tipo de aumento nos sinistros”, informa o executivo em nota divulgada.

Segundo o estudo da corretora, reclamações originadas por vendavais (ventos com velocidade acima de 60 km p/h) tiveram um aumento de 44% se comparado ao primeiro semestre de 2010. Mas nem todos os sinistros podem ser creditados a variações bruscas do clima. Um exemplo são os danos elétricos causados pelas chuvas. No primeiro trimestre deste ano foram 172 ocorrências, contra 160 sinistros no mesmo período de 2010.

Os principais equipamentos danificados nos edifícios no primeiro trimestre do ano foram: elevadores, bombas de água/recalque, portões de garagem e circuitos internos de filmagem. O Seguro de Condomínio garante o conserto ou ressarcimento desses tipos de sinistros, mas é preciso lembrar que em edificações com mais de 12 metros de altura o uso de para-raio é obrigatório.

Segundo informações do Inpe, a urbanização tende a concentrar os raios em razão do alto índice de poluição atmosférica. A incidência de raios em São Paulo chega a 17 por quilômetro quadrado ao ano, enquanto atinge 15 na Flórida e no norte da Itália, respectivamente as áreas de maior ocorrência na América do Norte e na Europa. Os raios provocaram 230 mortes entre 2000 e 2009 no Estado de São Paulo. Uma forma de minimizar os prejuízos econômicos decorrentes de raios e tempestades, como os provocados pela queda de árvores em São Paulo, é o plantio de árvores mais resistentes.

Lucro da Swiss Re avança 18%, para US$ 960 milhões

O grupo Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 960 milhões no segundo trimestre de 2011, montante acima dos US$ 812 milhões do mesmo período do ano passado. O CEO da Swiss Re, Stefan Lippe (foto), avaliou positivamente os resultados.”O desempenho do grupo no segundo trimestre foi vigoroso. Todos os segmentos – Ramos Elementares, Vida e Saúde e Gestão de Ativos – contribuíram para tal performance. Além disso, a perspectiva de crescimento da Swiss Re foi acentuada pela nossa forte renovação em 2011, durante a qual nos beneficiamos da solidez gradual da determinação dos preços nos Ramos Elementares”, declarou ele. O retorno sobre o patrimônio subiu para 15,6%, comparado aos 13,4% no período correspondente ao ano passado.

Imprevisto sob controle durante sorteio da FIFA

* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros

Tem coisas que ninguém fica sabendo. Seja porque ninguém viu ou porque os assessores abafaram. Mas nesse eu estava lá e vou contar. Como sou especializada na indústira de seguros, sempre percebo riscos que poucos notam.

A FIFA deu o pontapé inicial na Copa 2014 com o sorteio das eliminatórias, evento realizado no Rio de Janeiro, no último sábado. Eu estava lá a convite da Liberty Seguros, para contar aos corretores de seguros e clientes as notícias do evento. Segundo Ricardo Teixeira, dirigente da CBF, a previsão era de que 600 milhões de pessoas, em mais de 200 países, assistiriam o sorteio. Nenhum desses telespectadores percebeu que um risco ameaçava aquela festa, que custou aos cofres do governo estadual e municipal R$ 30 milhões, com exclusividade de ser televisionado pela Globo.

Durante toda a semana aconteceram vários eventos, mas o principal seria no sábado. Uma grande tenda foi montada na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, para ser o palco do sorteio. O risco de protestos foi controlado com a ação da polícia, que afastou os manifestantes que reclamavam da forma como eram desalojados e das baixas indenizações pagas para deixarem o local às obras.

Sem problemas para chegar a Marina da Gloria, mais de mil convidados, incluindo personalidades como a presidente Dilma Russeff, Pelé e Neymar, Ronaldo, Zico, Zagalo, políticos e empresários se acomodavam na grande tenda armada para o sorteio das bolinhas de 166 nações que disputaram 31 vagas (1 já é do Brasil). Animados com a festa e encantados com a presença de tantas celebridades, poucos perceberam os estragos que um vendaval causava do lado de fora.

Eu, acostumada a pensar em risco de tanto cobrir a indústria de seguros, olhava para o teto e para os executivos da Liberty, a seguradora oficial da Copa 2014. Eles olhavam para o teto e escutavam. Nossos olhares acompanhavam o corre-corre de funcionários de um lado para o outro e também para cima e para baixo da estrutura da grande tenda. Luciano Calheiros, diretor de linhas comerciais da Liberty, levantou e foi saber o que estava acontecendo. Para alívio geral de todos que estavam atentos ao risco. Uma pequena parte do telhado foi pelos ares em razão dos fortes ventos, típicos em uma marina. Segundo os meteorologistas, era um vendaval. Com um pedaço da estrutura solta, tudo começou a balançar, fazer barulho e assustar.

Aos poucos, o barulho foi diminuindo, o vento dentro do salão cessando e quando Luciano voltou à sua cadeira, ao meu lado, para assistir ao primeiro evento oficial da Copa 2014 no Brasil, perguntei: “E aí? “Tudo sob controle”, respondeu. E ficamos lá, tranqüilos, ouvindo os discursos. Enquanto o presidente da Fifa, Joseph Blatter, dizia que confia no país e no sucesso da Copa, Jerome Valke, secretário geral da entidade comentou que o país tem muito a fazer até a Copa das Confederações. A presidente Dilma Rousseff deu o tom final: “Estamos fazendo a nossa parte para que a Copa seja a melhor de todos os tempos. Estejam certos de que esse novo Brasil estará pronto para encantar o mundo em 2014”.

Quando terminou o sorteio, sai e procurei a segurança para saber o que tinha acontecido. Me contaram que alguns funcionários ficaram segurando a lona de cobertura durante todo o evento. Se não tivessem feito isso, o vento faria um rasgo maior no teto, o que inviabilizaria a transmissão do evento em razão da claridade no local. A luz do dia prejudicaria a qualidade da imagem transmitida pela Globo para o mundo. Porém, pior do que a Globo perder o investimento na transmissão, seria deixar Dilma sem teto.

Realmente, estava um dia lindo. Sem uma nuvem no céu, que ficou sem aviões durante o período do evento. O aeroporto Santos Dumont foi fechado para não atrapalhar a transmissão com o barulho das turbinas das aeronaves. Depois do ocorrido, imagino que eles poderiam fazer muito mais vento na marina. Ou não. De qualquer forma, de uma coisa eu tenho certeza: Deus é brasileiro.

Bem, tudo deu certo porque uma equipe soube lidar com imprevisto e gerenciar o risco, evitando perdas a todos. Fica ai uma lição: é preciso ter mais do que um bom programa de seguro. É preciso ter gerenciamento de risco 24 horas, antes, durante e depois. Por sigilo contratual, nem Liberty, nem Fifa, nem CBF falam de seguro. Pelo contrário. Emudecem. Mas toda a indústria sabe que muitos seguros são obrigatórios para eventos desse porte.

Conheça alguns tipos de apólices contratadas em eventos esportivos:

No show

Essa apólice garante despesas causadas pelo cancelamento ou de adiamento do evento por conta de imprevistos. A FIFA já comprou cobertura para “no show” para a Copa de 2014, juntamente com o pacote que garantir o mundial realizado na África. Devido a cláusulas de confidencialidade, porém, detalhes financeiros do contrato não podem ser revelados.

Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Seguro garantia

Essa apólice assegura que o cumprimento do contrato entre as partes para que o empreendimento seja entregue. Caso uma das empresas envolvidas venha a falir, por exemplo, a seguradora assume a obra para finalizá-la dentro das condições acordadas. Afinal, a Copa tem data certa para começar e tudo tem de estar pronto para a realização desse grande evento.

Responsabilidade civil

Garantir o pagamento de indenizações a terceiros é praticamente uma obrigação hoje em dia. Entre as principais coberturas contratadas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Riscos de engenharia

Essa apólice é comprada geralmente pelos consórcios responsáveis pela construção de grandes empreendimentos, como estádios, hidrelétricas, rodovias, ferrovias. O contrato cobre riscos que envolvem erros de projetos e execução, bem como incêndio e roubo de materiais.

Seguro transporte

Garante o vai e vem de mercadorias em trânsito para que todo o circo seja montado, seja de um transformador para uma hidrelétrica ou os equipamentos de tecnologia para a montagem do centro de imprensa, entre outros usados pelos organizadores.

Directors & Officers (D&O)

A apólice de D&O tem por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

Property ou danos patrimoniais

Protege o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos usados para a realização do evento.

Seguro de vida e de acidentes pessoais

O seguro de vida e de acidentes pessoais geralmente é comprado pelos organizadores para proteger atletas e a equipe contratada e terceirizada com o objetivo de indenizar familiares ou mesmo o titular do bilhete de seguro por morte, invalidez e despesas médico-hospitalares.

Começa a Copa 2014, tendo a Liberty como uma das apoiadoras

Tudo pronto para o começo oficial da Copa do Mundo de 2014. Os organizadores dão a última checada em tudo. Um detalhe bobinho como o pneu do Cadenza, da Kia, uma das patrocinadoras do evento, não passou batido aos atentos olhos da equipe do Comitê Organizador Local (COL). Estacionado no local de estandes do evento, a marca teve de ser coberta com fita isolante pois não era Continental.

Hoje, às 12 horas, começa o “welcome cocktail”. As portas do salão onde acontecerá o sorteio serão fechadas as 14h15 e o Draw show Starts tem inicio às 14h30 com a presença de personalidades, como a presidente Dilma Rousseff e o ex Lula, Pelé, Neymar, Zagallo, Ronaldo, Zico, Bebeto, o presidente da Fifa, Joseph Blatter; governadores dos 12 estados que sediarão os jogos e os prefeitos das cidades-sede também confirmaram presença. Também estão presentes executivos da Liberty Seguros, como o Luis Maurette, presidente e CEO da Liberty Seguros e Paul Alexander, vice-presidente Sênior de Comunicações do Grupo Liberty Mutual, Luciano Calheiros, diretor Commercial Lines, e Adriana Gomes, nova diretora de Marketing da Liberty Seguros.

O evento começará com uma breve apresentação da Copa do Mundo, contando com imagens de todos os Mundiais da Fifa. O sorteio, que será assistido por mais de 600 milhões de pessoas em todo o planeta terá transmissão ao vivo da TV Globo a partir de 14h45. Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no torneio. O sorteio começa as 15 horas e tem duração de 90 minutos. Será transmitido para 150 países. As seleções serão sorteadas com base em suas localizações geográficas. Duzentas e três nações se inscreveram no evento. No total, 166 associações-membro participantes, afiliadas das seis confederações continentais de futebol (África, Ásia, Europa, América do Norte, Central e Caribe e Oceania), irão descobrir quem se enfrentará na disputa pelas 31 vagas disponíveis na Copa do Mundo da FIFA 2014™.

Fifa e governo confiam no sucesso da Copa 2014

* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, seguradora oficial da Copa 2014

Se depender dos membros do governo brasileiro e da Federação Internacional de Futebol (Fifa), bem como dos patrocinadores, a Copa do Mundo de 2014 será uma oportunidade e tanto do mundo conhecer um novo Brasil. “O sucesso deste evento é certamente uma amostra do que o Brasil vai oferecer ao mundo nos próximos anos”, disse Ricardo Teixeira, o presidente do comitê organizador da Copa, durante coletiva de imprensa na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, palco do sorteio das eliminatórias, evento que será visto por mais de 600 milhões de pessoas neste sábado, a partir das 15 horas.

O clima de insegurança que cercava boa parte dos integrantes da FIFA semanas atrás em razão do atraso de boa parte das obras de infraestrutura necessária para preparar o país para o maior evento esportivo do mundo virou para um céu de brigadeiro durante o evento que dá o pontapé inicial na Copa 2014 no Brasil. “É importante ressaltar que as 12 cidades-sede já estão com suas garantias financeiras aprovadas pela FIFA. Todos os projetos estão aprovados. Os cronogramas estão dentro dos prazos estabelecidos com o Comitê Organizador. E continuamos trabalhando em silêncio, como sempre fizemos, para oferecer uma Copa do Mundo da FIFA de excelente qualidade”, afirmou Ricardo Teixeira durante coletiva. Boa parte dessas garantais veio da indústria de seguros local e internacional.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, sentado ao lado de Teixeira, disse ser natural a preocupação da federação com o cumprimento do cronograma de entrega das obras. “Todos no governo estão conscientes dos desafios que o país tem para superar e empenhados em mostrar ao mundo o que estamos construindo. Temos muitas melhorias a fazer em infraestrutura e estamos focados em oferecer as melhores condições durante o mundial da Fifa”.

Entre os principais desafios, o ministro citou os aeroportos, uma vez que são doze cidades num país continente, o que estimula a mobilidade por meio do transporte aéreo. O ministro afirmou que o tema transporte está na pauta do governo como prioridade, citando a criação do Ministério da Aviação Civil, o projeto de concessões dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos e a mudança no comando da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Após a coletiva de imprensa, os políticos, membros da Fifa e jornalistas de várias partes do mundo se dirigiram para o local onde foram montados os estandes das doze cidades sedes e também dos patrocinadores, entre eles a Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014, para conhecerem mais detalhes sobre o esforço de todos para que o mundial seja realmente um sucesso.. “Todos desejam que a Copa 2014 seja um sucesso e com certeza será. A equipe Liberty trabalha para garantir a segurança e a realização deste que é o maior evento esportivo do mundo”, diz Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros.

Corretoras Aon e JTL apresentam bons resultados

A Aon Corp divulgou lucro líquido de US$ 258 milhões no segundo trimestre do ano, bem acima dos US$ 153 milhões do mesmo período do ano anterior. No semestre, o lucro avançou 52%, para US$ 504 milhões. O faturamento avançou 48% no segundo trimestre, para US$ 2,8 bilhões. No semestre, 47%, para faturamento de US$ 5,6 bilhões. A área de gerenciamento de risco, comissões e fees representou US$ 3,3 bilhões do faturamento total.

É preciso lembrar que o grupo adquiriu a Hewitt Associates, por US$ 4,9 bilhões, em 2010, o que ajudou a melhorar o resultado do período. Nesta semana, a Aon adquiriu a Westfield Financial Corporation e sua subsidiária, a Ward Financial Group, e se consolidou como a maior corretora mundial, atuando em 120 países e responsável pelo maior volume de prêmio emitidos mundialmente, de US$ 80 bilhões.

A corretora Jardine Lloyd Thompson (JLT) divulgou lucro antes dos impostos de £ 76,4 milhões no primeiro semestre deste ano, 9% acima do resultado obtido no mesmo período do ano passado. O faturamento da corretora avançou também 9%, para £ 411,3 miihões.

Copa apresenta oportunidades e desafios para seguradoras

*a jornalista viajou à convite da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014

75% da população brasileira acha que o Brasil tem muita chance ser campeão na Copa de 2014, segundo pesquisa da FIFA, divulgada hoje durante coletiva de imprensa realizada hoje na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, onde a federação montou o palco do sorteio das eliminatórias que acontece no sábado, a partir das 15 horas.

“Isso por si só é uma pressão e tanto no técnico Mano Menezes e nos jogadores da seleção”, comentou Rodrigo Paiva, diretor de comunicação do COL-2014 e com o mesmo cargo na CBF. “Bem, a pressão não é somente no técnico e na seleção. E sim em todos aqueles que participam deste mega projeto”, Luciano Calheiros, diretor de linhas comerciais da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014 e que participa do evento promovido pela FIFA.

Segundo Calheiros, a Copa do Mundo demanda muitas obras de infraestrutura, desde envolvendo a logística como aeroportos, portos e metro, como em hotéis e estádios. Além disso, os eventos relacionados ao mundial, como a Copa das Confederações, sorteios das chaves, entre outros, exigem uma grande estrutura de apoio e de logística, com inúmeras empresas envolvidas nos serviços de execução e transmissão televisiva dos eventos. O fluxo de turistas também traz oportunidades para o seguros de pessoas, como seguros de acidentes pessoais e viagem.

“Todos esses investimentos realizados geram oportunidades para o mercado segurador. A Liberty, por exemplo, está preparada para atender as demandas dos clientes e corretores com produtos diferenciados e especialistas em subscrição e gestão de riscos. Existem inúmeras novas oportunidades a serem exploradas com um evento da magnitude da Copa”, diz.

Assim como há oportunidades, temos também ameaças que precisam ser contornadas. Por exemplo, como a Liberty se prepara para enfrentar os riscos decorrentes da pressa em deixar o Brasil pronto para a Copa de 2014? “Uma forma é ofertar produtos desenhados sob medida”, conta. No caso de atrasos do cronograma que sejam decorrência de algum dano físico causado à obra, o segurado conta com a apólice de Riscos de Engenharia tenha coberturas adicionais de ALOP (Advanced Loss of Profits) ou Despesas Extraordinárias, Tais coberturas indenizam o segurador pelas perda de receita e despesas extras incorridas.

Por outro lado, obras com cronogramas apertados tem probabilidade maior de sofrerem acidentes e neste sentido é necessário um trabalho intenso de prevenção de perdas e mitigação de riscos. “Como Seguradora Oficial da Copa do Mundo 2014, o Grupo Liberty quer contribuir com sua experiência em gerenciamento de riscos e seguros, para fazer desta Copa a melhor de todos os tempos e para deixar um legado positivo para o Brasil em questões de segurança”, acrescenta.