Provisão reduz ganho da SulAmérica

A SulAmérica divulgou lucro líquido do segundo trimestre de R$ 30 milhões, em termos recorrentes, apresentando redução de 40,3% em relação mesmo período de 2010. Esta queda no resultado é conseqüência de um incremento de R$ 76,5 milhões que uma subsidiária da companhia fez na provisão ligada à carteira de vida devido a decisão em processo judicial no qual a subsidiária é parte e está relacionado à adaptação de apólices de seguro de vida em grupo promovidas em 2006. Com isso, o lucro do semestre, que foi de R$ 131,9 milhões, com queda de 2,7% comparado ao primeiro semestre de 2010, teria sido de R$ 185 milhões, com alta de 36,% sobre o mesmo período do ano anterior. A rentabilidade do patrimônio anualizada foi de 9,4%.

Em vendas, no entanto, o grupo registrou avanço, com R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre do ano, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Saúde e odontologia, que responde por 66% dos prêmios da companhia, acumulou receita de R$ 2,9 bilhões, com crescimento de 18,9% em relação ao primeiro semestre de 2010. Os prêmios de seguros de automóveis, que representam 24% da receita, somaram R$ 1,1 bilhão, crescimento de 16% entre os semestres comparados.

Thomaz Cabral de Menezes, presidente da SulAmérica, comenta em nota divulgada à imprensa que o significativo crescimento de receita é resultado direto da reestruturação ocorrida na companhia que a tornou ainda mais próxima de corretores e clientes. Ele informa que boa parte do bom desempenho é fruto do investimento na ampliação da presença nas principais regiões do país, com estrutura de atendimento composta por 54 sucursais e filiais. “Também aumentamos a rede de Centros Automotivos de Super Atendimento (C.A.S.A.), que segurados do SulAmérica Auto. Toda a companhia está focada em oferecer ainda mais serviços e em melhorar a agilidade no atendimento. Esta atuação engajada já está sendo percebida pelos nossos clientes”.

A sinistralidade total da SulAmérica no segundo trimestre foi de 78,2% e o índice combinado ficou em 103,9%. O resultado dos investimentos não vinculados às carteiras de VGBL e previdência totalizou R$ 131,9 milhões no segundo trimestre com rentabilidade equivalente a 102,9% do CDI. Nos seis primeiros meses do ano, esta carteira produziu resultado de R$ 270,9 milhões com rentabilidade de 106,9% do CDI. A companhia encerrou o período com ativos totais de R$ 12,7 bilhões.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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