Venda de seguro chega a US$ 4,3 tri em 2010

Em 2010, o volume global de prêmios apresentou um vigoroso aumento impulsionado pelo crescimento econômico, repercutindo em capital e solvência Os países emergentes continuaram a ganhar em importância – a China tornou-se o sexto maior mercado de seguros e o retorno dos investimentos sofreu com as baixas taxas de juros.

Essas são as principais conclusões do tradicional estudo sobre as vendas mundiais de seguros, realizado pela Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo. De acordo com o estudo, as vendas de seguros chegaram a US$ 4,3 trilhões em 2010, crescimento real (já descontada a inflação) de 2,7% acima do resultado de 2009.

Para 2011, o cenário é de incertezas. Os principais riscos para o panorama futuro referem-se a uma escalada da crise da dívida soberana em euros ou a uma grave escassez de petróleo causada por tumultos nos principais países produtores de petróleo.

Em 2010, os prêmios do segmento de vida cresceram 3,2%, para US$ 2,5 trilhões, e de ramos elementares avançaram 2,1%, para US$ 1,8 trilhão. De acordo com o estudo, o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes se acelerou. O setor apresentou melhora de capital e solvência, enquanto as baixas taxas de juros abalaram o retorno dos investimentos. No Brasil, os prêmios chegaram a US$ 60 bilhões e a penetração no PIB situou-se em 3,1%, bem abaixo da media mundial de 6,9%.

A indústria do seguro retoma seu crescimento, como mostra a avaliação anual da Swiss Re para os mercados globais de seguros em 2010. O volume de prêmios cresceu em três quartos dos 78 mercados da mostra. O crescimento teve particular vigor nos mercados emergentes. Ao mesmo tempo, o capital e a solvência do setor de seguros apresentaram uma forte melhora, mas as baixas taxas de juros ainda tiveram impacto negativo sobre a lucratividade.

O crescimento foi mais intenso nos mercados emergentes asiáticos,e robusto em alguns dos grandes mercados europeus. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, os prêmios diminuíram, embora em um ritmo mais modesto do que em 2009. Apesar do impacto negativo das baixas taxas de juros sobre a lucratividade das seguradoras de vida, elas contribuíram para uma forte melhora da posição do capital contábil do setor por aumentarem o valor das carteiras de títulos das seguradoras de vida.

Daniel Staib, um dos autores do novo estudo sigma, comenta: “O cenário predominante mostra uma indústria retomando a tendência de crescimento no longo prazo. Em realidade, em alguns países da Europa Continental, o crescimento no ano passado poderia ser considerado acentuado, pois o faturamento de produtos de prêmio único com garantias relativamente atraentes apresentou forte crescimento.”

Nos mercados emergentes, os prêmios do segmento de vida subiram 13%. A Ásia Meridional e Oriental formou a região com mais forte crescimento, alcançando 18%, tendo à frente a China, com grande demanda tanto por produtos tradicionais quanto por produtos vinculados a investimentos. A América Latina e o Caribe não ficaram muito atrás, com 12%, liderados pelo Brasil.

Em 2010, os prêmios do seguro de ramos elementares aumentaram 2,1% em nível mundial. Nos países emergentes e recém- industrializados da Ásia, a vigorosa retomada econômica fez crescer a demanda por cobertura de seguro. O volume de prêmios aumentou também na Europa e nos Estados Unidos. O capital do setor prosseguiu em seu desenvolvimento positivo e atingiu um nível recorde em 2010.

Os resultados da subscrição se deterioraram, em geral, nos Estados Unidos e ficaram negativos nos grandes mercados europeus; no último caso, devido aos péssimos resultados do seguro de automóveis. Nos oito maiores mercados, pelo segundo ano consecutivo, a receita de prêmios não conseguiu cobrir completamente as liquidações de sinistros e outros custos. “O índice combinado médio desses principais mercados degenerou para 103%, comparado com 101% em 2009.

Diante dos recentes eventos de sinistros catastróficos, éevidente que os resultados globais das subscrições irão piorar ainda mais em 2011. Isto indica que os preços estão inadequados. Em alguns mercados, tais como Itália e Reino Unido, os índices começaram a subir, particularmente nos seguros de automóveis, sinalizando que o ciclo de subscrição estáfinalmente começando a mudar de direção”, afirma Staib.

Apesar da persistente incerteza, em 2011 a recuperação econômica deverá seguir seu curso e estimular o crescimento de prêmios nos setores de vida e ramos elementares em nível mundial. Entretanto, o retorno dos investimentos, tanto no setor de vida quanto de ramos elementares, vai permanecer fraco, pois as taxas de juros apresentarão, quando muito, apenas uma lenta subida.

“Em relação aos mercados maduros, o crescimento do seguro de vida deverá se tornar positivo nos Estados Unidos, enquanto na Europa Ocidental o aumento de prêmios poderá apresentar ligeira desaceleração, uma vez que as crescentes taxas de juros deixarão as apólices de vida com garantia de taxa de juro menos atrativas”, observa Staib.

No longo prazo, o fato de a nossa sociedade estar envelhecendo e necessitar cada vez mais de reservas para a velhice,continua sendo um aspecto positivo para as seguradoras de vida. No segmento de ramos elementares, a tendência é de um maior crescimento de prêmios em 2011. Esta tendência se fortalecerá com as taxas de prêmios começando a ser ajustadas para cima.

A participação dos países emergentes no mercado global, atualmente de 14%, deverá continuar aumentando vigorosamente nos próximos dez anos. É provável que a China se torne o segundo maior mercado de seguros dentro de uma década (em 2010 era o sexto maior).

O estudo completo está disponível em http://media.swissre.com/documents/sigma2_2011_en.pdf

BB Mapfre: começa a disputa pelos consumidores

BB Mapfre e Mapfre BB, as duas holdings que consolidam as operações de seguros gerais, vida, rural e habitacional do maior banco do país com a maior seguradora da Espanha começaram efetivamente a operar neste segundo semestre. A Susep deu uma pré-autorização para a fusão de 14 companhias, após um aporte de R$ 300 milhões do BB na semana passada. Agora o grupo tem seis empresas e no futuro deverão somar quatro ou duas.

A fusão traz grandes significados, mas um deles é prioritário: os consumidores vão começar a sentir no bolso os efeitos da concorrência entre as maiores seguradoras do país neste segundo semestre, período das principais renovações de apólices individuais e corporativas. Isso porque a BB Mapfre nasce como o segundo maior grupo segurador do país, superado pelo grupo Bradesco Seguros quando consolidamos todos os segmentos: seguros gerais, vida e previdência, capitalização e saúde.

No entanto, como BB não atua em saúde, é preciso tirar o segmento das contas. Mesmo assim, o Bradesco continua na liderança. Mas quando o assunto é somente os ramos de seguros gerais, BB passa a ser o maior. Em automóvel, perde apenas para a Porto Seguro, sócia do Itaú. Já em vida, tem a liderança. Em VGBL, a disputa esta acirrada. Em março, a Brasilprev deteve a liderança, mas em abril e maio o posto voltou para a Bradesco Vida e Previdência. Vamos ver como será o balanço consolidado do resultado do primeiro semestre, que será divulgado em agosto.

Esse sobe e desce torna a busca pela liderança totalmente inócua. Para o consumidor, pouco importa quem é o maior em vendas. A seguradora ser tradicional e solvente, ou seja, ter patrimônio suficiente para honrar seus compromissos, conta pontos. Para os acionistas, a liderança do ranking também pouco importa. A companhia tem de ser influente para poder traçar políticas estratégicas do setor. Faturamento importa quando vendas maiores significam redução de custos e poder de barganha para negociar com fornecedores. Nos bancos, por exemplo. O que conta é o lucro e não a receita de intermediação financeira.

Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos, países da Europa e no Japão, onde se concentram as maiores seguradoras do mundo, sendo boa parte delas com ações negociadas em bolsa, o faturamento nem é citado na divulgação do balanço. O que importa mesmo é o lucro operacional, o retorno sobre o patrimônio, a valorização da ação, os dividendos pagos. Um dia chegaremos lá. No Brasil, temos apenas a Porto Seguro e a SulAmérica com ações em bolsa, além de duas corretoras de seguros, a Brasil Insurance e a Qualicorp, bem como algumas operadoras de saúde.

O que realmente importa ao consumidor: preço, inovação, facilidades de compra, atendimento e um pagamento rápido da indenização dentro do combinado no contrato. Para o acionista, uma empresa que traga rentabilidade acima do que ele pode conseguir aplicando seus recursos em títulos de renda fixa e que agregue valor no longo prazo é o atrativo mais razóavel. Por isso, esses são os maiores desafios dos presidentes das duas holdings criadas na associação BB e Mapfre.

Durante coletiva de imprensa realizada hoje com jornalistas em São Paulo, os dois presidentes apresentaram a composição do grupo e os desafios que a parceria promete para os próximos anos. De cara, anunciaram três novidades. Um novo seguro rural, tropicalizado da Espanha e que garante a renda do agricultor, a busca por um parceiro em grandes riscos para aproveitar a demanda por seguros gerada pelos milionários projetos de infraestrutura e a contratação de 1 mil pessoas para o call center.

“Os investimentos estão concentrados em tecnologia, call center e campanha publicitária que tem início no próximo dia 10”, conta Marcos Eduardo Ferreira (foto, a esquerda), presidente da Mapfre BB, responsável por seguros gerais e parcerias com redes de varejo, segmento conhecido como “affinity”.

O grupo nasce com 4 mil funcionários, 17 mil pontos de vendas e 25 milhões de clientes e deverá encerrar o ano com prêmios totais de R$ 9,2 bilhões, 7% acima dos prêmios das duas empresas registrados em 2010, de R$ 8,6 bilhões. A meta no médio prazo é crescer bem acima do setor, que projeta avançar 14% em 2011, em razão da base de clientes do BB estar ainda praticamente inexplorada quando o assunto é seguro. O uso das marcas vai ser determinado pelo canal de distribuição. Para produtos comercializados nas agências do BB, a marca sera BB Seguros. Já para a venda de produtos por intermédio dos corretores, a marca Mapfre prevalecerá.

No mês passado, como fruto da parceria, o BB lançou um seguro rural que dá garantia também a renda do produtor. “Ter um parceiro internacional nos ajuda a trazer para o Brasil várias soluções mundiais”, diz Roberto Barroso (foto, à direita), presidente da BB Mapfre, responsável por vida, rural e habitacional.

O call center tem a prioridade de um coração para os grupos. “Vamos fazer o atendimento aos clientes, pois esse momento de contato é prioritário para o sucesso da operação”, comentou Barroso. A primeira etapa visa a contratação de mil pessoas até o final deste ano. Num segundo passo, o grupo tentará consolidar as operações em um único local. Hoje são cinco prédios, o que eleva o custo administrativo e reduz o poder de competitividade.

Um ponto destacado por ambos foi a gestão compartilhada. O contrato assinada há quase dois anos prevê exclusividade pelo prazo de 20 anos, renovável de acordo com o desejo das partes. Barroso explicou que a Mapfre terá o controle acionário, para que as empresas sejam privadas e assim livrem o BB da burocracia de uma empresa estatal.

A principal carteira da nova empresa é o seguro automóvel, com 15% de participação de mercado. São mais de 2 milhões de veículos segurados. Segundo Barroso, seu maior desafio será desenvolver o seguro rural. “Somos o maior país do mundo em vários segmentos agrícolas e menos de 10% da safra conta com apólice de seguro”. Já para Ferreira, o desafio está na integração das equipes e dos sistemas.

Pelos cálculos dos acionistas, os dois CEOs terão na verdade o grande desafio de manter a rentabilidade da operação em um cenário de concorrência nunca antes visto no mercado de seguros, principalmente de automóvel. Além de novos concorrentes, os consumidores estão mais exigentes e contam com o apoio da internet para comparar preços e serviços. Sem revelar valores, o grupo mostrará aos consumidores numa nova campanha que nasce um novo conceito de seguros e uma nova geração de produtos e de atendimento.

O Banco do Brasil e o grupo Mapfre, o maior segurador da Espanha, aguardam bons retornos. O BB quer aumentar de 15% para 24% a participação de seguros no lucro do banco até 2013. É um índice menor do que os 30% apresentado pelo Bradesco, mas maior do que os 10% do Itaú. Mas ainda falta entrar nessa conta o polpudo dividendo pago pelo IRB Brasil Re, maior ressegurador local, que em breve será comandado pelo BB em parceira com Bradesco e Itaú. Vai ser uma briga de gigantes muito interessante de acompanhar. Ainda mais se a Susep fizer um aperto nas regras de solvência, o que estimulará mais uma onda de aquisições.

Cuidado, é arapuca – Jornal Estado de São Paulo

Antonio Penteado Mendonça, advogado, consultor e jornalista, escreveu um artigo muito interessante hoje no jornal Estado de São Paulo. Como este blog tem o objetivo de ser uma fonte de consulta, vou coloca-lo aqui para quem quiser entender mais porque as associações que se passam por seguradora são uma “arapuca”, como diz Mendonça.

Segue a íntegra do artigo:

Já foram identificadas mais de 100 seguradoras na mais absoluta ilegalidade. Elas prometem preço inferior, mas são correntes da felicidade que um dia vão estourar Pior do que saber que é uma arapuca é cair nela. E é isso que ameaça milhares de brasileiros que imaginam que estão fazendo um grande negócio, sem perceberem que estão à mercê de gente sem qualquer compromisso com as obrigações assumidas.

O tema não é novo, mas nos últimos tempos vem tomando proporções sérias, ao ponto de já terem sensibilizado o Ministro da Fazenda, que ordenou à SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) que aja com o máximo rigor para coibir sua proliferação.

Já foram identificadas mais de cem seguradoras, ou hipotéticas seguradoras, atuando na mais absoluta ilegalidade. Estas organizações prometem proteção para seus clientes por um preço muito inferior ao custo de um seguro equivalente. Só que o fazem sem levar em conta nenhum dos pressupostos que transformaram o seguro na melhor forma de proteção social desenvolvida pelo ser humano.

Como elas não são registradas, nem existem formalmente, a primeira grande vantagem que lhes permite oferecer preço muito mais baixo é que não pagam os impostos, taxas e contribuições que praticamente dobram o custo das empresas formais.

Mas elas vão muito além. A operação de seguro é baseada num princípio chamado mutualismo, onde cada segurado contribui proporcionalmente ao seu risco para a constituição de um fundo destinado a pagar os prejuízos causados pelos eventos predeterminados e cobertos pela apólice que atinjam seus integrantes.

Para a definição do preço de um seguro a seguradora leva em conta leis matemáticas e fórmulas atuariais, que lhe permite determinar com bastante exatidão o custo do negócio.

Basicamente são considerados a sinistralidade média, os custos comerciais e administrativos, a carga tributária e a margem de lucro esperada. Além disso, a seguradora tem um limite máximo para reter riscos. Vale dizer, dependendo do seguro, ela é obrigada a transferir a parte de sua responsabilidade que ultrapassa seu limite legal de retenção para outra seguradora, quando faz o cosseguro, ou para uma resseguradora, através das diferentes formas de resseguro.

Para funcionar, uma seguradora é obrigada a ter capital mínimo, além de ativos suficientes para garantir a totalidade de suas obrigações, caso interrompa subitamente suas atividades. Mas a regulamentação para a operação das seguradoras não termina aí.

Elas são ainda obrigadas a constituir reservas técnicas para cada seguro comercializado e que devem ser diferidas ao longo do tempo, enquanto durar sua obrigação de indenizar. Estas reservas atualmente são praticamente equivalentes ao faturamento da companhia.

Ou seja, a operação de seguro é um negócio altamente regulamentado e fiscalizado pelo governo, projetado para dar certo, permitindo à seguradora que se desenvolva no tempo e, aos segurados, que recebam as indenizações a que têm direito, quando sofrem um sinistro.

Quando alguém faz uma operação parecida com seguro, destinada a pagar determinadas perdas dos componentes do grupo, sem levar em conta as premissas acima, o negócio pode funcionar durante um certo tempo, mas em algum momento fará água, como acontece com todas as correntes da felicidade.

Como estes negócios não se baseiam em cálculos sofisticados, nem têm reservas calculadas para fazer frente às indenizações, mas se pautam apenas pelo “olhômetro”, do “esperto” que o cria, as chances de dar com os burros n”água são muito grandes. E, o que é pior, aumentam exponencialmente na medida em que a corrente cresce.

Com certeza, as primeiras perdas serão indenizadas. As contribuições costumam ser suficientes para repor os poucos bens afetados no início da operação. Além do quê, sem isso, não há como o negócio crescer e a “organização”, “clube” ou tenha lá o nome que tiver, se desenvolver.

O problema é que não há como ela se sustentar e não é questão de sorte, é matemática pura. As correntes da felicidade sempre estouram e quem perde é quem entra por último, atraído pelo bom negócio feito pelo amigo.

Julho, principal mês de renovação, começa com boas perspectivas

*matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Julho marca um período de grande renovação de contratos de resseguro, que devem ser concluídos com preços estáveis, segundo relatório da Willis divulgado hoje pela manhã. O capital das resseguradoras para resseguros de catástrofes, diz o estudo, situou-se em US$ 165 bilhões no primeiro trimestre, com baixa de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, com dados ainda a serem contabilizados, a expectativa é de que o capital disponível para os contratos de seguros permaneça estável. Países com histórico de perdas elevadas, como Austrália, Nova Zelândia e Japão, há menos capacidade. Já para países emergentes, como o Brasil, há abundância de recursos.

Um outro estudo da Aon Benfield revela que a temporada de tornados e ciclones nos EUA, entre maio e junho, deve somar indenizações acima de U$ 15,5 bilhões, um valor que representa três vezes a média para todo o ano nos últimos 20 anos. As perdas econômicas foram estimadas em US$ 21,6 bilhões. De acordo com o levantamento da Aon, uma das maiores corretoras do mundo, nos últimos 20 anos os Estados Unidos teve uma média de pouco mais de US$ 5 bilhões em perdas anuais por mau tempo. A expectativa agora é com a temporada de furacões, que se estende até setembro.

No primeiro semestre, oito eventos, sendo que cinco geraram mais de US$ 1 bilhão em perdas, representaram a maior parte dos custos. Em 22 de maio, o tornado em Joplin, Missouri, e os eventos de 27 de abril em Tuscaloosa, Alabama, agora figuram como os tornados mais caros da história. Caso a temporada de furações venha com força, a expectativa é de elevação das taxas de resseguros, uma vez que o setor já acumula perdas significativas no início do ano com as inundações na Austrália e terremoto no Japão ocorrido em maio.

Grécia, risco elevado para empresas, diz Aon

A crise na Grécia está cada dia pior e elevando o risco e o custo do país para o mundo. Por enquanto, a Grécia foi o único país da União Européia considerado de alto risco pela no Mapa de Terrorismo editado pela Aon, uma das maiores corretoras de seguros e consultora de risco do mundo. Portugal, Irlanda e Espanha foram classificados como risco médio. Ou seja, as empresas ainda não pagarão um preço maior pelo seguro ou ficarão sem cobertura nesses países. Mas é bom começar a gerenciar o risco de perto, pois quando a situação começa a ficar insustentável, as seguradoras passam a não aceitar mais o risco, que se torna praticamente certo.

De acordo com o economista e cientista político, Diretor de Comércio e Investimentos Internacionais da companhia, Keith Martin, apesar do voto de confiança no governo da Grécia, o risco de comoção civil e greves continuará alto, devido às medidas de austeridade. “Qualquer investimento a curto prazo na Grécia ou nos outros “PIGS” (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) precisa ser avaliado minuciosamente e deve ter um retorno maior para justificar o risco”, explica ele.

O setor de seguro sofrerá com a crise da Grécia?

Provavelmente não, afirmam seguradores e resseguradores entrevistados pelo blog Sonho Seguro. A maioria dos executivos questionados não tem a resposta a essa pergunta. Mas garantem que, pelas conversas de bastidores da indústria, é pouco provável o registro de perdas relevantes.

O argumento é que as seguradoras praticamente deixaram de operar com seguros de “default”, ou Credit Default Swap (CDS), desde a crise de 2008, quando a AIG, a maior seguradora do mundo na época, precisou ser socorrida com mais de US$ 180 bilhões pelo governo americano para evitar uma quebradeira sem precedentes.

O governo americano socorreu a AIG porque ela precisava honrar os seguros comprados por bancos de investimentos contra inadimplência do pagamento de títulos públicos e privados. Apesar da área de CDS representar um pequeno departamento do grupo americano em faturamento, chegou a gerar mais de um quarto do lucro do conglomerado antes da explosão da crise.

Se não honrasse os compromissos assumidos em derivativos, a quebradeira seria muito maior, uma vez que os bancos precisariam contabilizar em seus balanços as perdas geradas pelo não recebimento do seguro. Se os bancos perdessem patrimônio e rating, haveria uma corrida ao saque dos recursos e haveria um pânico total. Por isso foi melhor injetar recursos na AIG e em outras instituições problemáticas.

A conta paga pelo setor de seguros foi grande, da qual participaram também outras seguradoras que atuavam com esse tipo de ativo, como Ambac e MBIA, por exemplo. No entanto, não houve quebra de seguradoras ou de contratos, pois as companhias de seguros são obrigadas a fazer reservas para cada prêmio de risco que assumem e contratam resseguro, instrumento financeiro que possibilita a pulverização do risco em várias empresas, de diferentes países.

Praticamente a mesma situação acontece agora com a Grécia. Se o governo da Grécia resolvesse dar um calote – hipótese ainda remota diante dos resultados positivos das negociações em andamento –, os bancos que compraram os títulos do governo grego e também das empresas privadas do país vão buscar o ressarcimento das garantias que compraram antes de conceder os créditos aos tomadores que apresentarem “default”.

Esses seguros são negociados no mercado financeiro por bancos de investimentos e também por seguradoras. Conhecidos como CDS, esse instrumento financeiro é comprado por investidores que querem se proteger de eventual calote, seja em títulos de governo, títulos privados e até mesmo pela variação de moedas, onde os derivativos são os mais conhecidos.

A informação de quanto há desses títulos no mercado talvez seja divulgada em uma nova série de filmes no estilo “Wall Street”, tendo como enredo as reuniões entre os bancos centrais e as instituições financeiras, numa guerra fria de distribuição de culpas, multas e divisão de prejuízos. O que se sabe hoje é que há uma lista grande de bancos de investimentos americanos operando com CDS, o que faria a crise voltar ao governo de Barack Obama.

A hipótese dessa crise atingir fortemente as seguradoras e as resseguradoras é remota, pois depois das perdas de 2008 as poucas companhias que operavam com esse seguro optaram por rever a atuação, reduzindo suas exposições. Além dos CDS, a indústria de seguros pode sofrer perdas com a carteira de investimentos, caso tenha aplicado recursos em títulos que venham apresentar forte desvalização.

Um nicho específico da indústria de seguros, as seguradoras de crédito, pode também sofrer um abalo, caso o esforço do FMI e Comunidade Europeia de se fazer uma restruturação ordenada do risco de inadimllencia de títulos do governo e dos títulos privados gregos não dê certo. Se tudo correr bem, o risco das perdas em seguros será quase que eliminado. Simples assim. Agora se isso não for feito e a crise chegar na França e na Espanha, por exemplo, países onde o seguro de crédito e de garantia é relevante, ai a situação ficará complicada. Não só para as seguradoras. Mas para todos.

Educação: prioridade que levará à liderança

Não foi só o mundo que mudou. A indústria de seguros também. Quem poderia imaginar que algum concorrente teria a ousadia de chegar perto da Bradesco Vida e Previdência, que por anos precisava de um telescópio para enxergar seus concorrentes. Em março deste ano, um susto: BrasilPrev despontou como líder do ranking de captação de VGBL.

“A Brasilprev obteve crescimento de 65% no primeiro trimestre em arrecadação de PGBL e VGBL”, orgulha-se Sérgio Rosa, presidente da empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil em parceria com a americana Principal. No mesmo período, a média do setor foi de 19%. Ou seja, um crescimento e tanto. Fruto de uma reestruturação geral no braço de seguridade do banco, que começa a render resultados. Até então ela estava atrás do Itaú. Bem atrás, aliás. Mas agora vem com força total, como mostram os números registrados em 2010 e primeiros meses deste ano.

No VGBL, BrasilPrev encerrou o primeiro trimestre com R$ 2,75 bilhões e Bradesco com R$ 2,676 bilhões. Itaú vem em terceiro lugar, com R$ 2,14 bilhões e a Caixa com R$ 1 bilhão em captaão de VGBL até abril. Somente os três maiores detém 70% das vendas de VGBL. No entanto, no dia da divulgação do resultado da liderança em março, os números de abril foram publicados e nova surpresa. O Bradesco encerrou o quadrimestre com R$ 3,66 bilhões em captações de VGBL e a BrasilPrev com R$ 3,56 bilhões, segundo a resenha mensal elaborada pela consultoria Siscorp, com dados da Susep.

“Somos os líderes em abril e tivemos um crescimento significativo em maio”, informa Lúcio Flávio Conduru de Oliveira (foto), presidente da Bradesco Vida e Previdência. No semestre, promete, o grupo atingirá a meta estabelecida no orçamento anual, de crescimento de 25% na captação de PGBL e 30% na de VGBL. Segundo ele, a meta está próxima de ser atingida, principalmente porque desde o início da venda desses produtos, há quase dez anos, o Bradesco prioriza o conceito de previdência. “Fazemos campanhas de vendas em todas as épocas do ano e não só quando há alguma data, como fim de ano ou dia das crianças, pois poupar é hábito”.

O ranking do VGBL é importante porque o produto representa a maior fatia das vendas de previdência aberta no Brasil. Segundo a Fenaprevi, a arrecadação da previdência privada aberta total acumulou R$ 15,6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2011, com alta de 14%, totalizando 10,6 milhões de contratos. O VGBL representa R$ 12,6 bilhões desse total, o PGBL R$ 1,9 bilhão e os planos tradicionais R$ 1 bilhão das captações acumuladas até abril deste ano.

A Bradesco liderou o ranking geral de arrecadação no primeiro quadrimestre de 2011, com 29,18% do total, seguida pela BrasilPrev (27,10%); Itaú Vida e Previdência (21,78%); Caixa Vida & Previdência (7,32%); Santander Seguros (4,69%); HSBC Vida e Prev. (3,98%); Icatu Seguros (0,89%); Safra Vida e Prev. (0,85%), Sul América (0,85%); Porto Seguro Vida e Previdência (0,57%). As demais entidades somam, no total, 2,80% da arrecadação.

Bradesco aposta nos produtos tradicionais, com aplicações nos ativos com melhor rendimento no momento e de acordo com o perfil do cliente. Atualmente, com taxas de juros elevadas e bolsa em queda, a recomendação é apostar em renda fixa. A Brasilprev tem grande simpatia pelos fundos conhecidos como ciclo de vida, plano onde os investimentos em renda fixa e variável são calibrados de acordo com o período de vida do investidor. Quanto mais jovem, mais ações. Mais próximos da idade de se aposentar, maior a aposta na renda fixa.

Bem, concorrência à parte, a verdade é que vender plano de previdência vai muito além da disputa pela liderança do setor. É uma questão de educar a sociedade sobre a necessidade de ter uma reserva para arcar com as despesas futuras, seja para bancar gastos com saúde, seja para usufruir a longevidade viajando ou abrindo o próprio negócio. Assim pensam os dois executivos que comandam as duas principais empresas de previdência aberta do Brasil. Ainda bem.

Com estratégias diferentes, porém estimulada por um acirrada concorrência tanto em vendas individuais como corporativas, as líderes têm em mãos um grande poder de ajudar a elevar a poupança interna do Brasil, um dos pontos cruciais para que o crescimento siga sustentável. Para ambos, a prioridade não é a liderança do ranking e sim a venda bem feita. “A liderança será uma conseqüência”, diz Conduru.

Para o presidente da Bradesco Vida e Previdência, a aposta está na qualificação dos profissionais que fazem a venda. Além de milhões de reais e de horas em treinamentos, a Bradesco investe no monitoramento do pós venda. “Ligamos para o cliente para saber se ele realmente sabe o que comprou. Se ele pretende usar o dinheiro aplicado em previdência no prazo de um ano, devolvemos os recursos, explicamos que a previdência é um investimento de longo prazo e recomendamos que o corretor que efetuou a venda volte para os cursos de treinamento”, afirma.

Na BrasilPrev, além do treinamento de consultores que atendem clientes e dão apoio aos gerentes, cresce a cada dia o programa de educação financeira para os planos corporativos. Em 2011, foram realizadas em média 30 palestras, com cerca de 50 pessoas em cada evento. São cursos voltados para noções básicas de economia e de orçamento doméstico, idealizados para enriquecer a cultura financeira de funcionários das empresas clientes. Mais de 7 mil pessoas já passaram pelos cursos e a idéia é levar os conhecimentos a um número bem maior de pessoas, conta Sérgio Rosa.

Atualmente, a BrasilPrev monitora o resultado de um curso online de educação financeira. O projeto piloto foi implementado em quatro empresas e após os ajustes necessários será ampliado. “É importante que as pessoas saibam o quanto importante é poupar e os efeitos benéficos da acumulação de recursos no longo prazo”.

O país será o grande vencedor dessa disputa, com mais poupança interna, uma sociedade mais organizada financeiramente e também mais preparada para fazer escolhas consciente diante da diversidade de produtos financeiros que chegam diariamente por todos os lados, seja pelo bom amigo carteiro ou pelo ágil SMS.

Brasil Insurance compra Graciosa, no Paraná

O apetite da Brasil Insurance continua feroz. Desta vez o ataque foi no Paraná, onde comprou 99,98% do controle da Graciosa Corretora de Seguros. Segundo comunicado enviado a BM&F, o valor do negócio foi fechado por R$ 11 milhões. A corretora paranaense atua em vida, saúde e ramos elementares e movimentou prêmios de R$ 17 milhões no ano passado.

A holding Brasil Insurance, única corretora com ações negociadas na BM&F, conta agora com 32 corretoras administradas. As ações da empresa apresentaram queda com a troca de comando, em maio, saindo Carlos Alberto Trindade e assumindo Bruno Padilha, que antes era o diretor financeiro. A grande preocupação das seguradoras é na integração da operação, pois envolve muitos corretores, de diferentes segmentos, cultura e regiões. Segundo o último relatório divulgado pela HSBC, a recomendação é de compra, com preço-alvo em 12 meses projetado em R$ 2,63 mil, avanço de de 48,6%.

Susep terá nova diretoria em julho

Ontem, tomou posse o novo titular da Susep, Luciano Santanna. Ele entregará ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, um plano de trabalho da Susep para os próximos três anos. A entrega vai ocorrer após a nomeação da nova diretoria do órgão, o que deve ocorrer entre 15 e 20 dias. O setor de resseguros é o que mais demandará especialização do corpo técnico da Susep, pois a abertura do segmento é muito recente. Santanna disse que quer reduzir os prazos dos processos administrativos que resultem em algum tipo de sanção.

Segundo matéria divulgada na Agência Câmara, combater as cooperativas que vendem proteção veicular, concorrendo com o seguro de carro, é uma das prioridades da nova gestão. “Eu diria que são os camelôs do segmento. Além de não oferecer produtos adequados, acabam afetando o mercado, porque representam uma concorrência desleal, na medida em que têm custos mais baixos, justamente por não atender a essas normas que garantem, por exemplo, provisões técnicas”.

Segundo Santanna, informa a Agência Câmara, a Susep vai entrar com ações civis públicas na Justiça, pedindo a suspensão imediata das atividades dessas empresas do segmento pirata. “Nós já temos uma série de ações que a nossa Procuradoria Federal preparou e, nos próximos dias, estaremos ajuizando [a ação]. Acredito que essas duas medidas concretas surtirão efeito”.

O seguro pirata tem, atualmente, grande penetração no segmento de seguro para veículos automotores, por meio de cooperativas e associações que são criadas com o objetivo de atender a determinados profissionais e acabam comercializando os produtos para a população em geral. De acordo com o superintendente, a oferta do produto é feita “sem apresentar garantias de que esses contratos, no futuro, serão cumpridos. Isso pode se tornar uma bola de neve, além de atrapalhar o mercado”.

Devido ao tamanho dos mercados que regula, entre os quais seguro, resseguro, capitalização e previdência complementar aberta, a Susep pretende, na nova gestão, estabelecer parcerias com entidades autorreguladoras. Segundo Santanna, isso permitirá maior eficiência na fiscalização dos mercados. São mais de 130 seguradoras, 74 resseguradoras locais e eventuais e mais de 60 mil corretores.

A ideia, revelou o titular à Agência Câmara,, é fiscalizar a atuação dessas entidades, que irão funcionar também como auxiliares da Susep, com poder para impor multas às empresas que cometerem infrações. Nas entidades cuja atuação não estiver adequada, os dirigentes estarão sujeitos a sanções disciplinares, além de multas, suspensão e inabilitação.

Santanna quer adotar na Susep o modelo que já mostrou eficiência no mercado de capitais. “A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebe o auxílio da Bolsa de Valores e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). E me parece o sistema mais racional para atuação do Estado. Em vez de aumentar o quadro de funcionários, para chegar no ponto ótimo de atuação, a gente busca o apoio do próprio mercado”, informa a Agência Câmara.

Outra prioridade será a disseminação da cultura do seguro entre outros segmentos sociais. Segundo Luciano Santanna, a Susep apoia a ampliação da cultura do seguro porque significa uma inserção desses segmentos no sistema de segurança”.

Com Travelers, JMalucelli passa a atuar em vários ramos

Mais uma companhia para ofertar vários tipos de seguros para a sociedade brasileira. Trata-se da JMalucelli, que até então atua com seguro garantia, sendo uma das maiores do mercado, e que passa a operar também com riscos de engenharia, seguro patrimonial e seguro de responsabilidade civil, inclusive de administradores (Directors & Officers – D&O) com a parceria com a seguradora americana Travelers, Veja abaixo o comunicado sobre a atuação dos grupos, distribuído na sexta-feira passada, após a aprovação da parceria pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Comunicado oficial da JMalucelli e Travelers

O Paraná Banco e a Travelers Companies, Inc., uma companhia americana líder em seguros de ramos elementares (Property and Casualty – P&C), concluíram o contrato para investimento, por uma subsidiária da Travelers Companies, Inc. (“Travelers Brazil”), na JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, companhia holding de seguros controlada pelo Paraná Banco (“Companhia” ou “Holding de Seguros”).

Após aprovação prévia da Susep, a parceria estratégica tem início com a subscrição e integralização de 191.651.225 ações ordinárias de emissão da Holding de Seguros pelo valor total de R$ 657,1 milhões (R$ 625 milhões, corrigidos pelo CDI desde 01 de janeiro de 2011 até a data do fechamento da operação, nos termos do Contrato de Subscrição, celebrado pelas partes em 3 de novembro de 2010) o que torna a Travelers Brazil titular de 43,4% do capital votante da Companhia.

Ainda nesta data, foi celebrado um Acordo de Acionistas entre o Paraná Banco e a Travelers Brazil que regulará os direitos das partes enquanto acionistas da Holding de Seguros, incluindo seus direitos políticos com respeito à Companhia e suas subsidiárias (a JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito) responsáveis pelas operações de seguro do grupo JMalucelli . Nos termos do acordo, foi conferida à Travelers Brazil a opção de, pelo prazo de 18 meses após a data de fechamento, aumentar sua participação total para até 49,9% do capital votante da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros.

O fluxo do capital investido aumentará o capital social da JMalucelli Seguradora em R$ 80,0 milhões, da JMalucelli Resseguradora em R$ 492,1 milhões e da JMalucelli Seguradora de Crédito em R$ 85,0 milhões. Após a distribuição de dividendos das seguradoras ao Paraná Banco no valor de R$ 110,0 milhões, o patrimônio líquido da JMalucelli Seguradora com base no resultado do 1T11 passará a ser de R$ 162,3 milhão, o da JMalucelli Resseguradora de R$ 574,3 milhões e o da JMalucelli Seguradora de Crédito de R$ 101,8 milhões, perfazendo o patrimônio líquido da Holding de Seguros, com base no 1T11, em R$ 838,4 milhões. O investimento da Travelers possibilitará a JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito uma alavancagem operacional com ganhos estratégicos em diversos ramos de seguros.

De acordo com o novo organograma as diretorias estratégicas (administrativo, compliance, financeiro e planejamento estratégico) ficam abaixo da Holding de Seguros, enquanto as diretorias técnicas (subscrição, comercial, e sinistros) abaixo de cada seguradora. As empresas controladas pela Holding de Seguros passam ainda a apresentar suas marcas de forma conjunta com a da Travelers, aliando a força de duas marcas de reconhecimento nacional e internacional à nova operação.

Além da capitalização, potencializando uma maior retenção de prêmios de seguro, a parceria agora concluída fortalece as operações de seguro garantia no Brasil, possibilita a exploração do mercado de resseguro garantia na América Latina, bem como o ingresso das companhias de seguro JMalucelli no segmento de ramos elementares (Property and Casualty – P&C). Neste último segmento a estratégia daqui para frente será, no curto prazo, explorar as necessidades dos clientes atuais da JMalucelli Segurada com a intenção de oferecer produtos relacionados ao seguro garantia, tais como riscos de engenharia, seguro patrimonial e seguro de responsabilidade civil, inclusive de administradores (Directors & Officers – D&O).

A estruturação da nova área operacional de P&C está sendo desenvolvida em conjunto com a Travelers, agregando todo o conhecimento que esta renomada seguradora pode oferecer. A nova área terá suas operações centralizadas em São Paulo, e a expectativa é lançar os primeiros produtos em curto prazo.

SOBRE A JMALUCELLI PARTICIPAÇÕES EM SEGUROS E RESSEGUROS

A JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros é uma holding controlada pelo Paraná Banco e detentora do conglomerado de seguros formado pela JMalucelli Seguradora, a JMalucelli Resseguradora e a JMalucelli Seguradora de Crédito.

Atualmente as operações da JMalucelli Seguradora e da JMalucelli Resseguradora estão concentradas no ramo de seguro garantia, do qual a JMalucelli Seguradora é líder na América Latina e no Brasil de acordo com dados da SUSEP de abril de 2011.

SOBRE A TRAVELERS

Sediada nos Estados Unidos, a Travelers Companies, Inc. (NYSE: TRV) é uma das líderes no mercado de seguros norte-americano para os segmentos de ramos elementares para automóveis, residencial e negócios. Com ações integrantes do índice Dow Jones Industrial Average, a Companhia tem mais de 30.000 colaboradores e gerou receitas de aproximadamente USD 25 bilhões em 2010. Para mais informações visite o site: www.travelers.com