A Aon Corp divulgou lucro líquido de US$ 258 milhões no segundo trimestre do ano, bem acima dos US$ 153 milhões do mesmo período do ano anterior. No semestre, o lucro avançou 52%, para US$ 504 milhões. O faturamento avançou 48% no segundo trimestre, para US$ 2,8 bilhões. No semestre, 47%, para faturamento de US$ 5,6 bilhões. A área de gerenciamento de risco, comissões e fees representou US$ 3,3 bilhões do faturamento total.
É preciso lembrar que o grupo adquiriu a Hewitt Associates, por US$ 4,9 bilhões, em 2010, o que ajudou a melhorar o resultado do período. Nesta semana, a Aon adquiriu a Westfield Financial Corporation e sua subsidiária, a Ward Financial Group, e se consolidou como a maior corretora mundial, atuando em 120 países e responsável pelo maior volume de prêmio emitidos mundialmente, de US$ 80 bilhões.
A corretora Jardine Lloyd Thompson (JLT) divulgou lucro antes dos impostos de £ 76,4 milhões no primeiro semestre deste ano, 9% acima do resultado obtido no mesmo período do ano passado. O faturamento da corretora avançou também 9%, para £ 411,3 miihões.
*a jornalista viajou à convite da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014
75% da população brasileira acha que o Brasil tem muita chance ser campeão na Copa de 2014, segundo pesquisa da FIFA, divulgada hoje durante coletiva de imprensa realizada hoje na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, onde a federação montou o palco do sorteio das eliminatórias que acontece no sábado, a partir das 15 horas.
“Isso por si só é uma pressão e tanto no técnico Mano Menezes e nos jogadores da seleção”, comentou Rodrigo Paiva, diretor de comunicação do COL-2014 e com o mesmo cargo na CBF. “Bem, a pressão não é somente no técnico e na seleção. E sim em todos aqueles que participam deste mega projeto”, Luciano Calheiros, diretor de linhas comerciais da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014 e que participa do evento promovido pela FIFA.
Segundo Calheiros, a Copa do Mundo demanda muitas obras de infraestrutura, desde envolvendo a logística como aeroportos, portos e metro, como em hotéis e estádios. Além disso, os eventos relacionados ao mundial, como a Copa das Confederações, sorteios das chaves, entre outros, exigem uma grande estrutura de apoio e de logística, com inúmeras empresas envolvidas nos serviços de execução e transmissão televisiva dos eventos. O fluxo de turistas também traz oportunidades para o seguros de pessoas, como seguros de acidentes pessoais e viagem.
“Todos esses investimentos realizados geram oportunidades para o mercado segurador. A Liberty, por exemplo, está preparada para atender as demandas dos clientes e corretores com produtos diferenciados e especialistas em subscrição e gestão de riscos. Existem inúmeras novas oportunidades a serem exploradas com um evento da magnitude da Copa”, diz.
Assim como há oportunidades, temos também ameaças que precisam ser contornadas. Por exemplo, como a Liberty se prepara para enfrentar os riscos decorrentes da pressa em deixar o Brasil pronto para a Copa de 2014? “Uma forma é ofertar produtos desenhados sob medida”, conta. No caso de atrasos do cronograma que sejam decorrência de algum dano físico causado à obra, o segurado conta com a apólice de Riscos de Engenharia tenha coberturas adicionais de ALOP (Advanced Loss of Profits) ou Despesas Extraordinárias, Tais coberturas indenizam o segurador pelas perda de receita e despesas extras incorridas.
Por outro lado, obras com cronogramas apertados tem probabilidade maior de sofrerem acidentes e neste sentido é necessário um trabalho intenso de prevenção de perdas e mitigação de riscos. “Como Seguradora Oficial da Copa do Mundo 2014, o Grupo Liberty quer contribuir com sua experiência em gerenciamento de riscos e seguros, para fazer desta Copa a melhor de todos os tempos e para deixar um legado positivo para o Brasil em questões de segurança”, acrescenta.
* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014
A Copa de 2014 no Brasil vai acontecer em 12 estados, que passam por ampla reforma para receber milhões de turistas no maior evento esportivo do mundo. Como isso irá impactar o Brasil? Ilan Goldfajn, economista chefe do Itaú Unibanco, apresentou números divulgados pelo Ministério do Esporte. São previstos mais de US$ 26 bilhões em investimentos e um incremento de um ponto percentual no PIB brasileiro com a realização da Copa no Brasil, citou durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, palco montado pela FIFA para a realização do sorteio das eliminatórias, que acontecerá no sábado.
O economista cita como efeito Copa a criação de 250 mil empregos com carteira assinada, incremento de 3 milhões a mais de turistas, que vão gastar US$ 3 bilhões a mais no país, além de um avanço de 30% nas exportações. Enfim, são números impressionantes e apenas estimados com base no que já aconteceu em outros países. A grande preocupação dos jornalistas presentes no evento da FIFA, no entanto, era se o Brasil realmente estará pronto para o mundial, uma vez que as obras nos estádios estão apenas na fase inicial. “Muitos investimentos já começaram, graças às garantias financeiras apresentadas ao Comitê Organizador Local (COL)”, disse Rodrigo Paiva. “Agora é uma questão de engenharia, pois o investimento já nos foi apresentado”, afirmou o membro do COL.
Boa parte dos investimentos vem do governo. Segundo o economista do Itaú, o setor privado tem se juntado ao setor público para viabilizar projetos em diversas áreas, como turismo, transporte, consumo entre outros segmentos vitais para deixar o país pronto. “A nossa previsão de investimentos está na ordem de 23% do PIB em 2014. Estava em 19% do PIB, mas acho que podem chegar a 23% considerando-se todos os investimentos necessários para sustentar o crescimento da economia em geral e não apenas só pela Copa”, disse Goldfajn.
Há um grande empenho para deixar tudo pronto para a Copa das Confederações, que acontece de 15 a 30 de julho de 2013. Segundo Paiva, sete estádios estarão prontos para a realização dos eventos que antecedem em um ano o mundial esportivo. Um prazo que deixa muita gente com dúvidas se realmente dará tempo. A FIFA garante que sim, com base no acompanhamento diário que faz junto ao cronograma das obras, diz Paiva. Dentro deste contexto, há uma série de riscos que precisam ser mitigados. Uma das formas de reduzir o risco para tornar o custo do financiamento mais acessível e garantir que as obras serão finalizadas no prazo, mesmo diante de imprevistos, é o seguro.
Algumas obras, desde os estádios como também infraestrutura de transporte, hotelaria e gastronomia já estão definidas. Outras não. Mas uma coisa é certa. Todas elas contarão com um amplo programa de seguros, razão que levou o grupo Liberty Mutual a investir no Brasil nos últimos anos. “O Brasil é a bola da vez no mundo em razão do crescimento da economia, que apresenta indicadores macroeconômicos sólidos. E nós queremos ajudar a construir uma história de sucesso, oferecendo à sociedade programas de seguros sob medida para garantir a sustentabilidade financeira de tantos projetos, sejam pessoais como corporativos”, diz Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014.
A expectativa da indústria de seguros é vender R$ 4,5 bilhões em seguros que envolvem os mundiais esportivos. Mas esse número é apenas uma estimativa grosseira, levando-se em conta os principais investimentos já divulgados pelo governo em obras de infraestrutura. “Todos desejam que a Copa 2014 seja um sucesso e com certeza será. A equipe Liberty trabalha para garantir a segurança e a realização deste que é o maior evento esportivo do mundo”, finaliza Maurette.
Conheça alguns tipos de seguros que um evento como a Copa do Mundo da FIFA 2014™ precisa para que seja um sucesso:
No show
Essa apólice garante despesas causadas pelo cancelamento ou de adiamento do evento por conta de imprevistos. A FIFA já comprou cobertura para “no show” para a Copa de 2014, juntamente com o pacote que garantir o mundial realizado na África. Devido a cláusulas de confidencialidade, porém, detalhes financeiros do contrato não podem ser revelados.
Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.
Seguro garantia
Essa apólice assegura que o cumprimento do contrato entre as partes para que o empreendimento seja entregue. Caso uma das empresas envolvidas venha a falir, por exemplo, a seguradora assume a obra para finalizá-la dentro das condições acordadas. Afinal, a Copa tem data certa para começar e tudo tem de estar pronto para a realização desse grande evento.
Responsabilidade civil
Garantir o pagamento de indenizações a terceiros é praticamente uma obrigação hoje em dia. Entre as principais coberturas contratadas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.
Riscos de engenharia
Essa apólice é comprada geralmente pelos consórcios responsáveis pela construção de grandes empreendimentos, como estádios, hidrelétricas, rodovias, ferrovias. O contrato cobre riscos que envolvem erros de projetos e execução, bem como incêndio e roubo de materiais.
Seguro transporte
Garante o vai e vem de mercadorias em trânsito para que todo o circo seja montado, seja de um transformador para uma hidrelétrica ou os equipamentos de tecnologia para a montagem do centro de imprensa, entre outros usados pelos organizadores.
Directors & Officers (D&O)
A apólice de D&O tem por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.
Property ou danos patrimoniais
Protege o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos usados para a realização do evento.
Seguro de vida e de acidentes pessoais
O seguro de vida e de acidentes pessoais geralmente é comprado pelos organizadores para proteger atletas e a equipe contratada e terceirizada com o objetivo de indenizar familiares ou mesmo o titular do bilhete de seguro por morte, invalidez e despesas médico-hospitalares.
* a jornalista viajou a convite da Liberty Seguros, a seguradora oficial da Copa 2014
Poucos pensam em seguro, mas vou contar uma boa. Só depois dos corretores, seguradoras e resseguradores terem dado o “ok” para o seguro garantia da construção do estádio do Corinthians é que a cidade de São Paulo pode ser confirmada no maior mundial esportivo do mundo. No entanto, ninguém ainda fala sobre esse seguro, que cabe dentro dos contratos automáticos fechados entre seguradoras e resseguradoras. Somente após o fechamento do contrato, com todos os envolvidos, é que teremos notícias sobre a estrutura do financiamento para a construção do estádio.
Fora isso, boas notícias hoje para quem está trabalhando nos seguros da Copa. A data foi definida: acontecerá entre 13 de junho a 13 de julho de 2014, informou hoje o presidente da FIFA, Joseph Blatter. Jerôme Valcke, secretário geral da FIFA, confirmou também que a Copa das Confederações acontecerá entre 15 a 30 de junho de 2013, durante coletiva realizada hoje na Marina da Gloria, no Rio de Janeiro.
Segundo os executivos, uma recente reunião com o comitê organizador trouxe confiança de que toda a infraestrutura necessária para a realização da Copa 2014 ficará pronta. “Acreditamos que tudo ficará pronto em cima da hora, como na África, mas estamos confiantes de que o Brasil apresentará um grande evento”, afirmou Blatter.
Segundo Valcke, ontem membros da FIFA e do Comitê Organizador Local (COL).tiveram as confirmações de que as garantias financeiras para a construção do estádio do Corinthians, em São Paulo, foram obtidas, o que confirma a participação de São Paulo no maior evento esportivo do mundo.
A decisão em quais estádios acontecerão os Jogos das Confederações só será tomada depois de uma reunião em outubro. Até lá, a FIFA terá mais detalhes do andamento da infraestrutura das cidades sedes e com base nisso será possível escolher os locais dos jogos, disse Valcke. “Podem ser quatro ou sete estádios. A decisão será tomada na próxima reunião do comitê organizador”, afirma. O preço dos ingressos também só será definido após a FIFA ter mais definições dos estádios para saber ao certo a capacidade de cada arena. “Teremos ingressos a preços acessíveis como ingressos VIPs, como aconteceu na África”, afirmou Valcke.
Na próxima sexta-feira, dia 29, às 8 horas, o prefeito Eduardo Paes receberá membros da FIFA para ser assinado um termo de compromisso para que a cidade do Rio de Janeiro receba o Centro Internacional de Transmissão, de onde serão geradas as imagens da Copa do Mundo para serem distribuídas para todo o planeta, e a sede do Comitê Organizador da Copa do Mundo (COL). Estarão presente o presidente da FIFA, Joseph Blatter, o secretário da entidade, Jerome Valke, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Trabalhar em um grande projeto é algo único. A equipe da Liberty está com o coração a mil preparando as ações do primeiro evento oficial da FIFA no Brasil, ou seja, o sorteio dos grupos eliminatórios da Copa 2014. Ainda bem que anos de dedicação ao mercado de seguros me deu o privilégio de ter sido convidada para cobrir o evento in loco e deixar todos bem informados sobre as novidades do maior evento esportivo do mundo.
Realmente será uma experiência única proporcionada pela Liberty. Não entendo muito de futebol, porém conto com amigos que sabem tudo do assunto e poderão me ajudar. Mas de uma coisa tenho certeza. Os leitores e jornalistas de esportes reunidos no Marina da Gloria, no Rio de Janeiro, vão descobrir uma nova faceta da indústria de seguros em razão da Liberty ser a seguradora oficial da Copa 2014. Esta é a primeira vez no Brasil que uma seguradora patrocina a Copa e a segunda no mundo. A primeira foi uma alemã, na Copa de 2006.
Fico imaginando a cara dos colegas de esporte, durante uma coletiva, ao ouvir uma pergunta direcionada aos membros da FIFA: gostaria de saber quais são os seguros que a FIFA precisa ter para garantir uma Copa segura? Poucos ainda pensam nisso no Brasil. Mas a cada dia as pessoas percebem a importância do seguro para garantir a realização de um projeto, seja ele algo único como a Copa ou a formatura de um filho.
“Queremos mostrar a todos o quanto a Liberty está comprometida como o sucesso deste que é o maior evento do futebol mundial”, afirma Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros. O evento, que reunirá mais de 2 mil pessoas dos quatro cantos do mundo, contará com shows e grandes personalidades do futebol. No total, 166 associações-membro participantes, afiliadas das seis confederações continentais de futebol (África, Ásia, Europa, América do Norte, Central e Caribe e Oceania), irão descobrir quem se enfrentará na disputa pelas 31 vagas disponíveis na Copa do Mundo da FIFA 2014™.
O sorteio, com duração de 90 minutos, com início previsto para as 15h, será transmitido para 150 países. As seleções serão sorteadas com base em suas localizações geográficas. Duzentas e três nações se inscreveram no evento. O Brasil, que é anfitrião, fica de fora do sorteio por já ter sua vaga garantida no torneio. Em paralelo ao Sorteio, a FIFA proporciona aos públicos participantes uma série de oportunidades de interação e de networking. No dia 30, a Liberty, os demais patrocinadores e as cidades sedes terão estandes institucionais em área reservada ao público do evento.
Na noite que antecede o evento, a FIFA oferece aos participantes um grande Banquete de abertura, que contará com a participação das delegações, personalidades do futebol e patrocinadores. A Liberty será representada por Luis Marette, presidente e CEO da Liberty Seguros e Paul Alexander, Vice-Presidente Sênior de Comunicações do Grupo Liberty Mutual, Luciano Calheiros, Diretor Commercial Lines, e Adriana Gomes, nova diretora de Marketing da Liberty Seguros.
Durante toda a semana que antecede o evento, a companhia terá representantes em mesas-redondas, eventos de mídia e imprensa em momentos de verdadeira imersão no universo FIFA. Vários guinchos da Liberty com adesivos em alusão à Copa do Mundo da FIFA 2014™ desfilarão pelas principais ruas e avenidas no trajeto entre o Aeroporto Santos Dumont e o Leblon para anunciar que a Copa do Mundo da FIFA 2014™ já começou no país.
*texto extraído do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O balanço do primeiro semestre da Mapfre, maior seguradora da Espanha, traz muitas novidades. Para começar, uma foto da sede do grupo no Brasil ilustra o material de divulgação dos resultados. Um sinal claro da importância que a subsidiária brasileira ganhou dentro do grupo.
O Brasil também é um dos principais destaques dos resultados semestrais, com o início das operações do grupo com o Banco do Brasil, após uma aprovação prévia dada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Segundo nota, a partir de junho de 2011, a parceria passa a operar sob o nome Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, o que gerou aumento de 15% no patrimônio líquido do conglomerado.
Outro destaque da publicação vem da joint venture criada entre Mapfre e Euler Hermes, uma das maiores seguradoras de crédito do mundo, controlada pela alemã Allianz. A nova empresa vai atuar em vários países, incluindo América Latina, região que tem o Brasil como o principal mercado.
O lucro líquido chegou a 543,2 milhões de euros, avanço de 8,6% no primeiro semestre, impulsionado pelo crescimento na América Latina. Os prêmios brutos chegaram a 9,7 bilhões de euros, crescimento de 6,7%. As vendas de seguros patrimoniais avançaram 7,2%, para 7,2 bilhões, e o faturamento com seguros de vida teve incremento de 5,2% para 2,4 bilhões de euros.
As operações internacionais responderam por 58% do faturamento e as operações na Espanha por 42%. Quase a totalidade vem da venda de seguro, ficando o resseguro com apenas 12% do total do faturamento.
A Mapfre, maior segurador da Espanha, e a Euler Hermes, subsidiária do grupo alemão Allianz e uma das principais seguradoras de crédito e garantia do mundo, anunciaram aliança estratégica para atuarem juntas no seguro de crédito e garantia na Espanha, em Portugal e na América Latina.
Cada um dos grupos terá 50% na joint venture, que nasce com prêmios de 200 milhões de euros, valor que lhe confere a primeira e segunda colocação no ranking de crédito dos países onde vai atuar, incluindo o Brasil. A previsão é de que a nova empresa comece a operar no final deste ano, após a aprovação dos órgãos reguladores.
Em uma iniciativa inédita no Brasil, a Bradesco Seguros premiará, a partir deste ano, trabalhos voltados para o tema Longevidade. Tratam-se dos Prêmios Longevidade Bradesco Seguros, que estão sendo lançados em âmbito nacional, com o apoio da Bradesco Vida e Previdência. A iniciativa está dividida em três Prêmios: Jornalismo, Meio Acadêmico e Histórias de Vida, informa o release divulgado hoje.
Eu e Gigi vamos fazer uma reportagem em video com o longevo mais fofo que conhecemos para participar deste concurso e se ganharmos o levaremos para pescar na Patagônia em fevereiro de 2012. Esse ai da foto é o Mario Bueno, que fará 81 anos em novembro. Ele tem muiiiiiitaaassss dicas sobre como ter qualidade de vida. A principal, já vou avisando, é não se meter na vida do outro.
Os primeiros colocados de cada categoria receberão premiação em dinheiro, de até R$ 10 mil, e Troféu desenvolvido por um artista plástico brasileiro. A cerimônia de entrega será durante a realização do VI Fórum da Longevidade, que reunirá especialistas internacionais em outubro, na cidade de São Paulo.
“Os Prêmios Longevidade Bradesco Seguros têm por objetivo estimular o estudo mais aprofundado, a disseminação das informações e a contextualização da longevidade no dia-a-dia do indivíduo, promovendo o diálogo e a troca de experiência entre gerações”, comenta Lúcio Flávio de Oliveira, Diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência na nota distribuída. “Os Prêmios reforçam outras ações que já desenvolvemos, no intuito de conscientizar e despertar a sociedade para esta nova realidade, de maior concentração de pessoas longevas em nossa população”.
Desde 2006 a seguradora tem direcionado parte de sua estratégia à realização de ações voltadas à divulgação e conscientização da sociedade com relação à longevidade e o envelhecimento do Brasil – seus desdobramentos, impactos e a importância de preparar-se para o futuro. Nesses cinco anos, o Grupo, apoiado pela Bradesco Vida e Previdência, criou o Fórum da Longevidade, que em 2011 terá a sua sexta edição; o Circuito de Corrida e Caminhada da Longevidade, que já realizou 46 edições, com mais de 132 mil participantes; e o Programa Porteiro Amigo do Idoso, lançado em 2010, no bairro de Copacabana (RJ), com o objetivo de capacitar os porteiros a oferecerem melhores serviços aos idosos.
Tão raro ficar à toa, mas hoje eu fiquei. Estava de plantão para tirar dúvidas, caso a editora da matéria precisasse de mim. Geralmente numa situação dessa corro para a academia, onde tem wi-fi livre. Enquanto aguardo, pratico saúde. Dou uma corrida, faço uma musculação, uma ioga ou nado.
Hoje, como estou tomando antibiótico para sarar de uma sinusite, fiquei sem fazer nada. Com a mente livre. E um pensamento não me sai da cabeça. Resseguro. Kkkk (risos). Sério. Vou explicar. Resseguro é um tema árido. Concordo. Mas o que está acontecendo com ele tem a mesma lógica que levou a AIG ou o Lehman Brothers à falência ou da escova progressiva, que faz milagres hoje pelas mulheres que possivelmente no médio prazo ficarão sem cabelos.
Fiquei matutando porque o governo mudou a regra do resseguro no final de 2010, depois de tudo tão discutido e aprovado em anos de estudos, análises, pareceres jurídicos e técnicos. Depois de ter recebido mais de 50 CEOs mundiais dispostos a investir no Brasil e fazer do país o Centro Internacional de Resseguros da América Latina.
Sem mais nem menos, mudou a regra sem consulta. Ok. A justificativa é que muitas seguradoras estrangeiras encontraram uma brecha na lei e começaram a repassar contratos para a matriz, com um preço bem menor, em detrimento dos resseguradores locais, como o IRB, que por quase 70 anos deteve o monopólio no Brasil e não aproveitou o momento favorável para se tornar o “the best”. Vale lembrar que o IRB é uma economia mista, controlado pelo Tesouro e pelas maiores seguradoras privadas brasileiras.
Bem, se as seguradoras repassaram o contrato do resseguro para a matriz por um preço menor e cláusulas mais abrangentes de cobertura, bom para o consumidor, que pagou menos pelo produto. Bom também para o país, pois no caso de um acidente, quem terá de bancar a indenização é o mercado internacional.
Os técnicos do governo poderiam apenas ter corrigido a brecha na regulamentação e pronto. Mas não. Decidiram fechar o mercado novamente. Além da exposição internacional, uma vez que a atitude foi rotulada como falta de seriedade do governo, a ação foi tomada de forma inconstitucional. Ok, considerando-se a polêmica de que está certo ou errado, constitucional ou não, pois o mercado irá se ajustar de uma forma ou de outra, o que importa é a atitude, pois temos países com resseguro totalmente aberto e outros com restrições que funcionam perfeitamente. O que é diferente é a seriedade de se tomar uma atitude dessa. Ela visa o bem do país ou o interesse de minoritários?
Ao que tudo indica, optou-se por passar esse vexame internacional — mais de 20 entidades internacionais já enviaram carta ao governo brasileiro lamentando o retrocesso e pedindo a revisão das regras — apenas para estancar a derrocada do IRB Brasil Re. Até maio de 2011, os prêmios totais de resseguro foram de R$ 2,3 bilhões, sendo quase R$ 841 milhoes ficaram com os resseguradores locais, ou seja, 38%. Desse total dos locais, o IRB ficou com 57%. Do mercado total de resseguros, o IRB ficou com 22%. Há dois anos tinha 100%.
Mesmo com um market share bem reduzido, o IRB continua tendo os mesmos 500 funcionários efetivos e outros tantos tercerizados. Ou seja, inviável. Ai, para piorar, com um mercado interno prá lá de aquecido pelos milionários contratos de financiamentos para deixar o pais pronto para os mundiais esportivos, o IRB resolve buscar riscos na Argentina e na África, se nem mesmo conseguiu renovar alguns de seus contratos automáticos, para os quais precisou pedir prorrogação para resseguradores estrangeiros. Sim, esses mesmos que o governo alega que são “espertos” por terem achado uma brecha na lei de flexibilização do resseguro.
Tal aventura de internacionalização foi feita no passado e até hoje o IRB amarga perdas com os escritórios de Londres e Estados Unidos. Parece seguir o mesmo caminho agora. Afinal, por que usar o patrimônio aceitando riscos no exterior, um mercado que não conhece e onde enfrenta concorrentes com um custo administrativo de 5% enquanto o dele supera dois dígitos, se tem tanto para fazer aqui? Para aumentar o valor patrimonial do IRB dizendo que ele é internacional? Os gringos já passaram da fase de ingenuidade do passado, quando tinham pouca experiência com fusões e aquisições pois só pensavam no próprio umbigo. Agora eles estão mais flexíveis e checam se há coerência entre o discurso e a realidade.
Ok. Uma saída vai ser entrar o dinheiro do Banco do Brasil, que aguarda o BNDES definir o valor das ações do Tesouro para que ele possa comprar a fatia do governo e gerenciar o ressegurador com o Bradesco e Itaú. Essa jogada vai tornar o IRB um ressegurador privado, o que lhe trará agilidade na tomada de decisões e também poderá fazer demissões para reduzir seu custo. Será que vale a pena tudo isso só para garantir o valor do IRB para os acionistas? Ou aceitar um contrato de resseguro barato para depois tirar a diferença com outros contratos do governo?
Dá na mesma. Atrasa o crescimento do Brasil da mesma forma. Eleva o custo Brasil e não traz o retorno esperado pelo acionista, que opta por investir em outro lugar, com menos risco. E ai o Brasil fica com esse volume de investimento de 15% do PIB enquanto em outros países ele é no mínimo acima de 40%. Ai o dinheiro que entra só serve para valorizar o real, desvalorizar o dólar e lá se vão as reservas do Brasil para equilibrar o fluxo de capitais. Além das reservas, se algo der errado com as obras em andamento, lá vai o patrimônio público. Primeiro porque quem tem colocado dinheiro nas obras é o governo, por meio do BNDES, do Banco do Brasil, com resseguro da BB Mapfre, e do IRB em muitos casos.
Com a atuação estrangeira limitada a 40% dos contratos para as matrizes, os locais podem abocanhar o resseguro para garantir contratos de infraestrutura, que já estão atrasados e precisarão ser cumpridos num prazo recorde. Ou seja, um risco enorme. Afinal, a Copa tem data para começar. As chances de acidente e desembolso de indenizações são grandes. E quem vai pagar? Quem assumir o risco. E quanto vão cobrar para assumir um risco tão grande? Será que um preço bem menor do que os resseguradores internacionais?
Quando a plataforma da Petrobras afundou em 2001, quem pagou foi o mercado internacional. Quando os aviões da Tam e Gol acidentaram-se, matando uma grande quantidade de pessoas, quem pagou a maior parte das indenizações foi o mercado internacional, pois o risco estava pulverizado no mundo. Ou seja, se o IRB concentrar os contratos, vai ter de concentrar os pagamentos.
Como a Susep regula os resseguradores, não será possível fazer tantas peripécias com o IRB, como no passado recente, na época do Mensalão. Talvez ressuscitem a Segurobrás, como uma agência, assim aqueles que tem necessidade de fazer coisas irregulares podem ficar mais livres. Só que hoje temos a liberdade trazida pelas mídias sociais. Me lembro que a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, dona de 19% dos votos válidos na última eleição presidencial, conseguiu mudar o rumo do Código Florestal ao postar no twitter que o deputado federal Aldo Rebelo apresentou um texto diferente do acordado com o governo para a votação.
Tenho comentado sobre essa angústia, mas só o que ouço é .. tudo bem, sempre foi assim…ninguém se importa com seguro…quem pagará a conta no final serão os contribuintes… lembra do Banespa e de todos os outros bancos federais e estaduais na década de 80….Que triste isso, pois pode ser diferente sem muito esforço. Afinal, o Brasil tem tudo a seu favor atualmente. Temos hoje apenas três bancos públicos e os três podem ser símbolo de riqueza no longo prazo. Claro que se houver uma crise os bancos privados — destaque no ranking de lucro mundial do setor — vão ajudar. Afinal, eles tem em suas carteiras de investimentos bilhões de títulos públicos e não interessa ver o Brasil quebrar.
Vejam a Grécia. Boa parte da dívida começou na preparação do país nas Olimpíadas, em 2004. Sem infraestrutura e poupança interna, endividaram-se para fazer tudo a toque de caixa. E olha só no que está dando. E aí não adianta querer achar culpados, pois o sofrimento de toda a nação já está instalado.
Agora, imagina que pena perder a oportunidade de crescer de forma sustentável em detrimento de pequenos interesses? Quando estive na Argentina há dois anos, observando a frota de veículos tão antiga, fiquei imaginando que tristeza daquele povo ter vivido um momento próspero e agora sofrer com as conseqüências da recessão. Realmente, será uma pena se o governo Dilma perder a chance de mudar um pais só para privilegiar tão poucos e por tão pouco tempo. Afinal, isso não vai durar porque não é sustentável. Assim como a AIG quis ser a maior a qualquer custo não durou. Assim como o Lehman quis lucrar a qualquer custo e não durou. Assim como querer ter um cabelo que não é seu não vai durar.
É isso. Acabou meu tempo de ócio. Agora tenho de correr para o quinto round do dia porque realmente me importo em construir um país melhor a cada dia.
Interessante as notícias da semana. A caderneta de poupança teve retirada líquida de R$ 3,007 bilhões no primeiro semestre, o pior resultado desde o primeiro semestre de 2006, quando as retiradas superaram os depósitos em R$ 8,169 bilhões. Dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostra que a inadimplência subiu 4,25% e as vendas avançaram 5,05% em relação ao primeiro semestre de 2010.
Apesar dos dados acima sinalizarem que um cenário de maior endividamento dos consumidores em 2011 tem reduzido a capacidade de poupança do investidor, a previdência privada aberta continua numa boa. Segundo dados da Fenaprevi, a captação de planos VGBL e PGBL registrou seu melhor maio desde 2004 e bateu a marca de R$ 4,7 bilhões em arrecadação. Os novos depósitos no período são 47,34% superiores aos verificados em maio do ano anterior, quando R$ 3,1 bilhões ingressaram no sistema. No resultado acumulado (jan/mai) de 2011, o mercado de previdência privada aberta arrecadou R$ 20,3 bilhões, alta de 20,32% na comparação aos R$ 16,9 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior.
Segundo o presidente da Fenaprevi, Marco Antonio Rossi, a ascensão de uma parcela de consumidores para a classe média e o aumento da expectativa de vida estimulam o crescimento do mercado de previdência complementar. No mês de maio, por exemplo, o número de contratos de planos ampliou para 10,7 milhões (alta de 4,93%) e um total de 100,9 mil pessoas já usufrui de benefícios. “A estabilidade econômica e o aumento da renda propicia disponibilidade de dinheiro para a economia e investimento de longo prazo”, afirma o executivo em nota distribuída à imprensa.
Ou seja, uns poupam, outros gastam, poucos investem e muitos se endividam.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.