De cada dez pessoas que conversam com Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros no Brasil, dez perguntam se o grupo alemão vai comprar alguma seguradora local. “Para responder a essa pergunta, passo a palavra ao meu chefe”, brincou Thiermann, passando o microfone a Enrico Cucchiani, membro do Comitê Executivo da Allianz Global e responsável pelos países do Sul da Europa e América do Sul, ontem, durante coquetel oferecido para corretores e clientes na Casa Cor, em São Paulo, evento que tem a Allianz como seguradora oficial.
Cucchiani, que veio ver de perto o desempenho da unidade local e também da subsidiária argentina, comentou a atual crise financeira, dividindo o mundo em dois blocos. “Temos Estados Unidos e alguns países europeus que enfrentam desafios, como Portugal e Grécia. No outro bloco temos países que aproveitam oportunidades, como China, índia e Brasil. O Brasil, um exemplo de país. Há poucos anos, grandes problemas. Hoje, uma economia forte, elevados investimentos em infraestrutura e profissionais fantásticos”, disse.
Conversa vai, conversa vem, e todos esperando uma resposta para a pergunta que não quer calar. “A unidade brasileira vem tendo um excelente desempenho. Ultrapassou € 1 bilhão em faturamento no ano passado. Um crescimento significativo”, disse. Segundo Thiermann, a Allianz tem um plano ambicioso de crescimento em 2011, que já se confirma pelos resultados dos primeiros cinco meses do ano.
Mas para os acionistas, o resultado pode ser sempre melhor. “Estamos no começo de uma grande jornada no Brasil. Meu sonho agora é de que a unidade local chegue a € 3 bilhões e tenho certeza de que conseguiremos realizar esse desejo, pois temos pessoas fantásticas no grupo e vocês como parceiros”, disse ele, sempre esbanjando simpatia, encerrando o seu discurso e agradecendo a presença de todos.
Hoje, Cucchiani tem uma agenda cheia e um dos principais compromissos será conversar com um grupo de funcionários da subsidiária brasileira. Ao ser questionado por Max Thiermann se ele iria parabenizar a equipe pelo bom resultado ou cobrar ainda mais empenho, Cuchiani respondeu que faria as duas coisas. “Afinal, com os olhos do mundo no Brasil, a concorrência exige atenção redobrada de todos.”
Atenção inclusive dos empregadores para reter e atrair talentos num momento de completo apagão de profissionais especializados. A Allianz é um dos alvos preferidos dos concorrentes por treinar vários empregados em outras unidades do grupo e por grande parte deles falarem inglês fluentemente. Para contornar o problema, chegou até mesmo a trazer funcionários que estavam em outros países, uma vez que faltam profissionais no mercado brasileiro em razão do intenso ritmo de crescimento. A Allianz busca atualmente um diretor comercial. “Estamos tentando preencher essa vaga. Quem souber de alguém, por favor, me fale”, comentou Max com todos. Ou seja, treinar mão de obra qualificada é um grande desafio da indústria de seguros, que apresentou crescimento de 15% no primeiro quadrimestre do ano.
O procurador federal Luciano Portal Santanna acaba de assumir o comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Veja abaixo o algumas diretrizes da sua gestão à frete do órgão responsável pela regulação e fiscalização da indústria de seguros, com faturamento previsto em R$ 200 bilhões em 2011. Mestrando em Direito Regulatório pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Direto da Regulação pela Fundação Getúlio Vargas e diretor para agências reguladoras da Associação Nacional dos Procuradores Federais (ANPAF), Santanna foi chefe de gabinete e coordenador-geral da Procuradoria-Geral Federal, coordenador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE/INSS), coordenador da Procuradoria Federal junto à Agência Nacional do Petróleo (PF/ANP) e Procurador-Chefe da Procuradoria Federal junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (PF/CNEN).
Veja abaixo, os principais trechos da entrevista concedida ao Blog Sonho Seguro.
Quais são as prioridades da sua gestão?
Pretendo aprimorar as normas e práticas voltadas à tutela dos interesses dos consumidores de planos de previdência, seguros e capitalização, que são a razão de ser da atuação estatal. Redução de custos, a fim de viabilizar o acesso a tais produtos a camadas mais baixas da população, e maior proteção do consumidor serão prioridades. Para isso teremos que repensar a gestão interna. A redução dos prazos dos processos sancionadores, hoje superior a seis anos, para menos de doze meses, com um comando que determine o efetivo cumprimento do contrato, é um exemplo concreto disso.
O mercado segurador pleiteia alguns aperfeiçoamentos nas regras de Solvência II, sobretudo para evitar que as pequenas e médias percam fôlego financeiro para cumprir os aportes de capitais. O senhor pretende reavaliar as regras de prudência?
As regras do Solvência II aprimoram de forma significativa a governança e aplicação dos recursos da poupança popular. De outra parte, é preciso atenção para não estimularmos uma concentração de mercado que diminua a competição, justamente num momento em que a economia do País requer um aumento da capacidade securitária. Neste sentido, faremos sim um estudo para verificar a necessidade de alguma alteração normativa. De toda forma, pretendo introduzir na Susep um instrumento regulatório da maior eficácia e que já vem sendo utilizado com sucesso por outras entidades reguladoras, a exemplo da PREVIC, CVM e ANS. Trata-se do termo de compromisso de ajustamento de conduta, que permitirá a redefinição de prazos a partir de casos concretos específicos, considerando a capacidade e dificuldades de cada empresa. O sistema de regimes especiais adotado pela Susep é um remédio demasiado amargo, com sérios efeitos colaterais e de eficácia limitada para proteção do consumidor, que raramente vê seus direitos satisfeitos. Precisamos intervir com racionalidade e de forma preventiva para induzir a correção de condutas e a adaptação das empresas às novas regras de prudência.
Qual será a sua linha de atuação nas várias esferas da Susep, como fiscalização, regulamentação e administrativa?
Nossa atuação nas áreas de regulação e administrativa será pautada pelo diálogo com os agentes do mercado, representantes dos consumidores e os servidores da autarquia. A Susep tem um quadro de pessoal de excelente qualidade técnica, fator determinante para o sucesso de qualquer política regulatória. Especificamente em relação à fiscalização, preocupa-me a atuação de agentes sem autorização da Susep, que desrespeitam de forma sistemática todas as regras técnicas que visam o correto cumprimento dos contratos. O consumir está exposto a demasiado risco. Teremos uma atuação mais enérgica neste segmento. Também daremos mais ênfase à fiscalização do DPVAT, que tem elevados custos administrativos, um número expressivo de demandas judiciais e ainda sofre com a atuação ilícita de alguns intermediários.
Qual será o critério da escolha da sua diretoria e seus coordenadores?
O critério será técnico. Obviamente deverá haver harmonia com a política regulatória a ser implementada e, fundamentalmente, com as diretrizes do Ministério da Fazenda, órgão ao qual estamos vinculados.
Pode citar algum diferencial ou novidade que deseja implementar na Susep, seja internamente ou externamente?
Esperamos realizar parcerias com entidades autorreguladoras do mercado de corretagem, um projeto concebido na gestão anterior, e que possibilitará maior eficiência na fiscalização dos corretores, com uma atuação seletiva da Susep. Hoje temos mais 60 mil corretores. Com um quadro de cerca de 430 servidores e atuação nas áreas de seguros, resseguros, capitalização e previdência complementar aberta, a autarquia não dispõe de meios para fiscalizar de forma adequada o segmento da corretagem. Esse projeto viabilizará uma atuação estatal seletiva da atuação, de forma que os principais fiscalizados serão as entidades autorreguladoras. A inserção das entidades voltadas à proteção do consumidor no processo regulatório, o aprimoramento da legislação, a informatização dos meios de controle e a revisão de exigências burocráticas aos agentes, por vezes desnecessárias, estão na nossa pauta.
Outro release na íntegra só para deixar os internautas informados. Ainda estou atolada de matérias atrasadas para entregar e sem tempo para notícias tão bacanas como essa. Sorry about that…segue….
Comunicado oficial da Zurich
A Zurich, multinacional de origem suíça que serve clientes em mais de 170 países e teve um lucro operacional global de US$ 4,9 bilhões em 2010, anunciou durante o evento Zurich Corporate Conference 2011 que, com a aprovação e suporte da matriz, irá abrir uma Resseguradora Local no Brasil. O Grupo Zurich tem grande capacidade de retenção de riscos, já possuindo no Brasil autorização para operar uma Resseguradora Admitida e uma Eventual. “O Grupo Zurich, o terceiro maior do mundo, tem uma forte base de capital e uma das melhores classificações de risco (AA- Stable). Desta forma, oferecemos, além de tradição, solidez e conhecimento técnico, uma grande capacidade de retenção de riscos, tanto que, em um espaço de tempo relativamente curto, já fizemos o seguro de grandes obras como a construção das Usinas de Jirau e Santo Antonio e de três estádios que irão abrigar jogos da Copa do Mundo 2014, utilizando a capacidade de resseguro do grupo”, afirma Marcus Vinicius Martins, CEO Brasil de Auto e Seguros Gerais da Zurich.
O executivo explica que o principal objetivo da empresa com esta iniciativa é atender às necessidades de seus clientes corporativos. “A economia brasileira deve crescer em 2011 cerca de 5%, mantendo este nível de crescimento para os próximos anos. Estima-se que o mercado segurador, incluindo aqui a área de resseguros, deve crescer entre 10% e 15%, tendência que também deve se manter. Desta forma, a demanda por proteção também irá crescer. Com a Resseguradora Local, queremos garantir aos nossos clientes o pleno acesso às capacidades de resseguro, oferecendo uma solução completa de programa de seguros”, disse. O leque de obras que demandam resseguro é amplo e variado: arenas, equipamentos esportivos, estradas, portos, aeroportos, saneamento básico, transporte (incluindo o Trem de Alta Velocidade) e outros projetos de infra-estrutura. “Estão previstos no Brasil para os próximos cinco anos mais de R$ 1 trilhão em investimentos. Essa é uma ótima janela de oportunidade para o mercado segurador”, afirma o CEO.
Antonio Cássio dos Santos, recentemente contratado pela Zurich para assumir a posição de CEO de Seguros Gerais para a América Latina, ressaltou ainda que “a abertura de uma Resseguradora Local é mais um forte indicativo da importância do Brasil e da confiança que o Grupo vem seguidamente demonstrando nos seus últimos movimentos. A Zurich está presente no Brasil há quase 30 anos, mas nos últimos cinco anos a unidade local vem ganhando importância. Neste período, houve a aquisição da Minas Brasil e a parceria com o Grupo Santander. De fato, o Brasil é o foco do Grupo na América Latina, tanto que recentemente transferiu de Miami para São Paulo sua base regional para América Latina”.
A Zurich iniciará os procedimentos legais e operacionais para a abertura da Resseguradora (incluindo as aprovações regulamentares necessárias), acreditando que o processo será rapidamente aprovado pela Susep.
A CNSeg lançou no encerramento da 5ª Conseguro, sexta-feira passada, o Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga, em homenagem ao líder empresarial que sempre incentivou o desenvolvimento do mercado segurador brasileiro, mais conhecido por Braguinha pelos mais íntimos. O prêmio visa reconhecer as melhores e mais inovadoras ideias desenvolvidas pelo mercado brasileiro no relacionamento com o consumidor, informa o presidente da CNseg, Jorge Hilário.
“O objetivo é estimular as iniciativas inovadoras no mercado segurador, com a adição de novas ideias sobre processos, produtos e relacionamento com o consumidor”, disse. Poderão participar colaboradores das seguradoras, corretores de seguros e estudantes de graduação da Funenseg.
Braguinha teve uma importante atuaçãoa em seguro. Foi dono de uma das maiores seguradoras do Brasil, a Atlântica Seguros, empresa que originou o grupo Bradesco Seguros. Segundo a Wikpedia, a biblioteca virtual, no acordo de incorporação, Braguinha ficou com um imenso volume de ações do Bradesco, o que lhe proporcionou a direção da instituição. Acabou saindo do banco devido a desentendimentos com o seu maior acionista, Amador Aguiar.
Ao sair do Bradesco, Braguinha montou seu próprio banco, o Banco Icatu, mas logo passou a administração dos seus negócios aos seus filhos e aposentou-se. Braguinha foi um dos maiores investidores das bolsas brasileiras dos anos 1980. Atualmente ele divide seu tempo entre sua Quinta Penalva (Sintra, Portugal) e sua casa do Condomínio Lyford Cay (Nassau, Bahamas), freqüentando o circuíto mundial de tênis e o de Fórmula 1. É amigo do ex-piloto Emerson Fittipaldi, foi grande amigo de Ayrton Senna, além de outras pessoas influentes do esporte, como o tenista Gustavo Kuerten e o ex-dirigente de futebol João Havelange.
Ainda segundo a Wikpedia, é um grande amigo e parceiro da família Marinho, proprietária das Organizações Globo. Na época do Natal ao carnaval costuma estar no Brasil, onde se divide entre seu apartamento de Ipanema, na Rio de Janeiro, e sua casa em Angra dos Reis.
A Susep soltou hoje um interessante comunicado sobre o avanço do debate e da regulamentação sobre Solvência II no Brasil. Como estou atrasadíssima com a entrega de várias matérias, vou colocar aqui o release na íntegra, apenas para informar os leitores, com a nota oficial, sobre os acontecimentos. Mas prometo fazer uma matéria ouvindo todo o mercado em breve.
Segue o comunicado oficial da Susep
A implementação das regras estabelecidas pelo Solvência II avança no Brasil. Neste momento, a Susep está trabalhando sobre os três pilares que sustentam esse processo. O primeiro deles, de caráter quantitativo, consiste nos requerimentos de capital e na adequada mensuração das provisões técnicas. O segundo, com abordagem qualitativa, promove mudanças nas práticas de supervisão in loco, cujo foco passa a ser direcionado para aspectos de governança corporativa, de controles internos, de atuação das auditorias internas e independentes, de sistemas de informação, entre outros. O terceiro pilar trata da qualidade e harmonização dos dados estatísticos (base fundamental das operações securitárias) e das informações apresentadas ao supervisor.
Segundo o Diretor da autarquia, Alexandre Penner (foto), houve avanço considerável no que tange às práticas de supervisão. Ele explica que a Susep já conta com equipes de supervisão contínua, obedecendo a controles de rodízio periódico, sendo treinadas e iniciando sua atuação segundo essa nova filosofia. “Esse tipo de ação passa pela mudança de arraigados paradigmas e, no serviço público, isso é um pouco mais lento. Contudo, temos tido a satisfação de lidar com algum avanço e com boa parcela do mercado supervisionado já caminhando nessa direção”, revela Penner.
Ele acrescenta que, em relação à qualidade das estatísticas e das informações de mercado, a Diretoria de Administração da Susep se esforça no sentido “de adaptar nossos arcaicos sistemas de informação às necessidades da supervisão”. Nesse contexto, a Diretoria de Fiscalização da Autarquia cuida, por meio da fiscalização direta, da fidedignidade das informações prestadas. Já à Diretoria Técnica, cabe acompanhar a qualidade e a harmonização dessas informações.
“Desenvolvemos uma espécie de termo de ajustamento de conduta que funciona da seguinte forma: as empresas que apresentam sucessivamente deficiências em seus quadros estatísticos, na constituição das provisões técnicas, na sua adequada cobertura ou na adequação dos ativos financeiros são incluídas em um cadastro de pendências que acarreta uma série de empecilhos na Susep”, diz Alexandre Penner.
Ele lista como alguns desses empecilhos a interrupção da autorização dos produtos, da aprovação de atos societários dessas empresas e da emissão de certidões de regularidade. Quando chega o momento de excluir a empresa desse cadastro de pendências, Penner faz questão de convocar reunião com os dirigentes da companhia para esclarecer a necessidade do rigor nesse processo e a importância da adequada gestão das informações. Além disso, é exigida a apresentação de termo de compromisso para o saneamento dos problemas, com cronogramas e prazos bem definidos para implementação das ações reparatórias necessárias. “A execução desses cronogramas é acompanhada pelas nossas equipes de supervisores”, frisa o diretor da Susep.
Além de acompanhar as estatísticas do mercado, o órgão regulador vem atuando também na regulação direta das operações contábeis. O objetivo é promover, de forma ordenada, a adaptação dos relatórios financeiros aos princípios instituídos pelo IFRS e o alinhamento na sua adoção. Para isso, foi criada uma comissão formada por representantes de todos os segmentos supervisionados (seguro, resseguro, previdência complementar aberta e capitalização) e por representantes do Ibracon, de modo a estender a mesma cultura aos auditores independentes.
No tocante ao requerimento de capital, Penner lembra que a regra de solvência vigente data de 1989 e baseia-se em um modelo europeu praticamente “pré-histórico”. Na visão dele, esse modelo está ultrapassado e não reflete o risco das operações.
Assim, o início das discussões públicas sobre a instituição dos requerimentos de capital nos mercados supervisionados se deu em 2005. A estrutura de capital mínimo parte de um capital base (idêntico para todas as empresas), cuja função principal é servir como barreira de entrada. De acordo com Penner, é calculado de forma bastante simples, em função da distribuição geográfica da operação e é passível de ajustes de acordo com análises conjunturais de mercado e de diretrizes governamentais.
Agregado a esse capital base, têm-se os requerimentos adicionais por risco do negócio (subscrição, crédito, operacional, de mercado, legal), obtidos por meio de modelos atuariais específicos, desenvolvidos a partir de discussões técnicas realizadas com especialistas e técnicos representantes de cada segmento supervisionado e do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA). “Isso confere maior tecnicidade , clareza e transparência ao modelo adotado”, comenta o Diretor da Susep.
Ele aponta como característica importante no cálculo do capital adicional o fato de o modelo desenvolvido pela Susep, ainda que construído a partir das informações e estatísticas apresentadas por todas as sociedades, ser aplicado, caso a caso, às operações individuais de cada companhia (prêmios auferidos e provisões constituídas). Deste modo, é possível tornar o requerimento de capital aderente ao porte de cada operação. A implementação efetiva dessa nova regra teve início em 2008, com a regulação do requerimento de capital mínimo, formado pelo capital base acrescido apenas do capital adicional baseado no risco de subscrição.
A partir dessa regulação, as sociedades supervisionadas pela Susep devem apresentar seu Patrimônio Líquido Ajustado – PLA equivalente ao maior valor entre a Margem de Solvência (regra de 1989) e o capital mínimo requerido. “Considerando a resistência natural das empresas na assimilação dessa nova metodologia, não obstante a ampla divulgação realizada, optamos por proporcionar programa gradual de ajuste (integralização paulatina do capital calculado) que se encerra ao final deste ano”, diz Penner.
Na avaliação dele, o risco de subscrição “é o mais sensível para as operações de seguro”. Em primeiro lugar, pela relação íntima que possui com a essência da operação. Além disso, explica o Diretor da Susep, a experiência inflacionária, interrompida de fato há cerca de 16 anos, inibiu o desenvolvimento apropriado dos processos operacionais de aceitação de riscos seguráveis e de regulação dos sinistros e ainda impactou negativamente a gestão pelas empresas das necessárias informações e dados.
No último ano, com entrada em vigor fixada para 2011, a Susep aprovou norma para o risco adicional de crédito, também prevendo prazos flexíveis para sua completa integralização. O impacto financeiro, conforme a Autarquia esperava, foi significativamente menor e poucas empresas foram afetadas. “Tivemos a cautela de seguir a mesma regra do Banco Central para os ativos financeiros, de forma a evitar a possibilidade de arbitragem. Do ponto de vista técnico, não há adaptações a serem feitas na medida em que os ativos, independente da empresa que os possua, em tese, estão sujeitos ao mesmo risco: ao da contra-parte”, frisa Penner.
Por fim, ele destaca que, diferentemente dos processos de implementação de requerimentos de capital que vêm sendo adotados nas mais diversas jurisdições, a Susep tem sido bastante cautelosa, concedendo prazos de integralização; antecipando cenários de impacto; discutindo nas diversas esferas (técnica, operacional e administrativa) com os segmentos supervisionados; convocando, antes da formalização da norma, as empresas impactadas e explicando, a cada uma, os possíveis ajustes na operação que reduziriam o capital necessário.
Quando um carro é roubado e tem seguro, a seguradora paga o cliente e se torna dona do veículo. Sendo assim, qual o tamanho do prejuízo das seguradoras brasileiras com a promulgação de uma lei polêmica que legalizará milhares de veículos contrabandeados assinada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales?
“Ainda não sabemos”, informou Jayme Garfinkel (foto), presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg). Enquanto os dados são levantados, a Fenseg enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, solicitando medidas urgentes do governo em relação a legalização de carros clandestinos na Bolívia.
Segundo divulgou a imprensa, o chefe de estado disse que “a partir de hoje, os que tiverem carrros sem documentos devem apenas registrá-los, num prazo de 15 dias; depois disso, não vamos perdoar”. Obviamente essa atitude induz ao crime e à cumplicidade no crime. Segundo as agências internacionais, cálculos extraoficiais afirmam que a legalização dos veículos de contrabando vai gerar ao Estado uma receita de até US$ 200 milhões.
Começa hoje a 5ª Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Previdência Privada, Saúde e Capitalização), principal evento realizado pela CNSeg. Neste ano, a conferência acontece em Brasília, como uma forma de chamar a atenção do governo para o setor, que movimentou cerca de R$ 200 bilhões em 2010. Entre os principais pleitos do setor está a regulamentação do microsseguro, onde a isenção de impostos é fundamental para tornar os produtos acessíveis para a camada de menor poder aquisitivo do Brasil.
As 11 horas haverá uma coletiva de imprensa e durante todo o dia estão previstas palestras, onde o tema central é o Consumidor do Futuro. A abertura solene acontece as 9 horas, na qual não foi confirmada a participação de Michel Temer, vice-presidente da República, em razão da demissão de Antonio Palocci, ministro chefe da Casa Civil.
Uma das principais palestras do dia é a do professor da Escola de Ciências Estatísticas, José Eustáquio Diniz Alves, que aborda “O perfil demográfico da futura sociedade brasileira”. Também o economista Eduardo Giannetti da Fonseca fará um dos paineis mais concorridos entre os 500 participantes, com a palestra “O consumidor do Futuro – desafios e oportunidades para a sociedade Brasileira”. A última palestra da manhã desta quarta-feira abordará o “Meio ambiente e Seguros de catástrofes” e será proferida pelo diretor da Swiss Re, Rolf Steiner.
Durante o almoço, os participantes poderão acompanhar uma palestra do senador Francisco Dornelles.
No período da tarde, a programação contempla exposição do consultor Hennie Bester, do Centre for Financial Regulation and Inclusion (CENFRI) em “Microsseguros e seguros populares – Como ampliar as fronteiras da proteção securitária no Brasil”. Participarão do debate Pedro Bulcão, presidente da Sinaf e um dos organizadores do evento, e membros do governo, como Delcídio Amaral, secretário adjunto do Ministério da Fazenda, e Murilo Chaim, coordenador geral de Seguros e Previdência. A última palestra do dia será ministrada pelo economista e professor da Univesidade de Chicago, Steven Levitt, em “Freakonomics: o lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta”.
Um toque feminino sempre traz mais emoção a uma gestão empresarial neste mundo que até pouco tempo atrás era dominado por homens. Agora temos uma mulher no comando da Associação Brasileira de Gerentes de Risco (ABGR). Cristiane Alves, em sua primeira entrevista mesmo antes de assumir o cargo, vai com certeza colocar a entidade no contexto da indústria de seguros. Há opinião para tudo. Até mesmo para assuntos polêmicos, como as mudanças nas regras do resseguro determinadas pelo governo no início deste ano. “Além da insegurança jurídica que isso trouxe, o aumento do custo será inevitável, sobretudo porque haverá menos capacidade”, afirma.
Cristiane Alves, gerente de risco da Pirelli, assumiu o comando deixado por Andres Holownia, da Scania, que se aposentou e passou a atuar como consultor. Por ser a vice-presidente, Cristiane Alves passa a ser a presidente da ABGR a partir do dia 30 deste mês e ficará no cargo até o final do ano, quando haverá eleição para a nova diretoria da entidade. Mas, com certeza, se houvesse eleição, ela venceria, tamanho o seu carisma, competência como vice e posicionamento ao tratar de assuntos relevantes. “Nosso país nunca trabalhou em mercado aberto, então existe deficiência de conhecimento técnico, seja por parte de quem vai “vender” o seguro, seja por parte de quem vai “comprar”a cobertura”.
Ela começou sua carreira fazendo o bê-a-ba do seguro, comprando proteção para a Pirelli em transporte, vida, importação e exportação, em 1991. Com a sofisticação da indústria de seguros, sua função também foi ficando cada dia mais interessante, passando a ser Risk Management. Quando a Pirelli assumiu o comando da TIM, entre 2002 e 2007, Cristiane passou a ser a gerente de risco da operadora de telefonia, no Rio de Janeiro.
Ao retornar a São Paulo em 2009, ela poderia ter seguido o rumo da advocacia. “Gosto tanto de seguros, que nunca exerci a profissão de advogada. Voltei e assumi a gerência de risco da Pirelli para a América Latina”, conta a executiva, que participa da ABGR há dez anos e também é membro da ALARYS e integra a diretoria da International Federation Risk and Insurance Management Association (IFRIMA).
Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.
Quais os desafios e oportunidades que a indústria internacional de seguros apresentam para a nova presidente da ABGR?
O grande desafio da indústria internacional de seguros é adaptar-se ao nosso ambiente, à nossa cultura, a nossa política, a nossa legislação e, sem dúvida, a forma como o seguro se operacionaliza no Brasil.
Pensei que isso já fosse uma página virada…
Infelizmente, apesar de avanços, ainda somos burocráticos e lentos. Dependemos de mão de obra especializada para operar na indústria de seguros e resseguros. Nosso país nunca trabalhou em mercado aberto, então existe deficiência de conhecimento técnico, seja por parte de quem vai “vender” o seguro, seja por parte de quem vai “comprar”a cobertura.
Bem, além desses desafios ainda há uma nova regulamentação.
A nova regulamentação da Susep também é um grande desafio. O maior neste momento, acredito. O mercado estava investindo pesado em nosso país e as regras mudaram de uma hora para outra sem prévio debate. Isto é muito ruim para a nossa imagem, além de complicar a gestão do negócio para todos. Acredito que independente do setor, aquelas empresas que não possuem uma área estruturada para fazer a gestão de risco, certamente já estão encontrando dificuldade para contratar suas coberturas e certamente essas dificuldades irão aumentar à medida que começarmos a sentir os reflexo da aplicação das novas resoluções O aumento do custo será inevitável, sobretudo porque haverá menos capacidade.
Além do risco de aumento de preço, como os associados da ABGR sentiram as mudanças nas regras de resseguro?
O nosso Brasil precisa dar a mensagem de estabilidade jurídica para captar resseguradores interessados em todos os riscos do país e também investidores em seguros e resseguros, seja qual for o tipo de negócio. Neste aspecto, a modificação das regras de resseguro não foi de qualquer ajuda. A abertura do mercado contou com regra inteligente para que a transição fosse tranquila e tal regra foi apoiada em termos jurídicos, legitimada e não só legalizada, por todos. No entanto, alterá-la da noite para o dia sem o envolvimento dos interessad os no debate para esta alteração, cria a sensacão de insegurança jurídica, ainda que, acredito, este não tenha sido o objetivo da superintendencia ao expedir as fortes modificações no final de 2010 e inicio de 2011.
Há também oportunidades..
Este é um grande momento do Brasil na economia internacional. As grandes obras de infraestrutura em geral e para os eventos da Copa e dos Jogos Olímpicos, sem dúvida é o grande atrativo para a indústria do seguro. Apesar da dificuldade que será sentida pela restrição de capacidade em consequência das resoluções, as oportunidades neste período são imensas. Além disso há um grande mercado a ser explorado junto aos pequenos e médios negócios que crescem em nosso país. Também há grandes oportunidades para os seguros massificados, que necessariamente devem ser explorado com a forte concessão de crédito à população de baixa renda. A Previdência Privada deve ser explorada junto a população de rendas mais restritas.
As empresas hoje já compram apólices com padrão internacional?
O Brasil deve e será forçado a pensar como país de primeiro mundo e, logo, a se comportar como tal. A necessidade de estar atento aos temas relacionados a responsabilidade social, consumidor/cliente e crescimento sustentável nos obriga a nos proteger contra danos e comprovar àqueles com quem nos relacionamos que estamos protegido e também que gerenciamos o risco. Hoje é comum respondermos a questionários de clientes e fornecedores que querem entender se temos BIA, BCP, seguro etc. E aumenta a frequência com que aparecem estes questionários para a minha área.
O que os acionistas esperam da área de gestão de riscos?
Uma área que agregue valor ao seu negócio e não aquela área de “seguros” que apresenta a conta no final do mês para pagar a apólice. Eles querem uma área capaz de entender as exposições do negócio, que trabalhe fortemente para reduzir as exposições, fazendo-se valer das várias ferramentas disponíveis para otimizar aquilo que se paga como prêmio de seguro. Hoje, em todas apólices, é preciso fazer muito profundamente a gestão de risco, desde o seguro de all risk para as plantas até o benefício de saúde dos funcionários.
O que o mercado de seguros precisa fazer para atender melhor as necessidades de seguros das grandes empresas?
O mercado em geral necessita de capacitação técnica. Ficamos preocupados porque encontramos pouquíssimos cursos de capacitação de pessoal, de forma geral, seja de corretores, seguradoras ou resseguradoras e, infelizmente, também de gerentes de riscos. A capacitação é um passo fundamental e deve ser uma preocupação de todos nós.
O que seria um mercado ideal?
Em um mercado ideal, o cliente sabe o que quer e busca o broker que por sua vez, ajuda na busca do que quer o cliente e contribui com outras alternativas, aprofundando o tema. A seguradora, tenta atender a grande empresa não apenas para ter o seu nome na lista de clientes mas para poder tomar a primeira participação no risco, não se transformando a seguradora em um segundo broker, mas sim em participante pleno do mercado, tomando e correndo risco, sobretudo, garantindo ganhos de uma boa subscrição. O ressegurador por fim, luta para que além dos prêmios possa ter um security que lhe dê tranquilidade no mercado. Ou seja, novamente: a seriedade e capacidade de subscrição de negócio é fundamental.
Já está tudo pronto para o grande evento da ABGR em outubro?
Estamos trabalhando muito para o evento. Na verdade, estou pegando “o bonde no meio do caminho”, apesar de já estar na diretoria da ABGR, posso dizer que muita coisa já foi feita pelo Andres e a equipe da ABGR que também sempre faz um belo trabalho. Acho que a cada seminário o resultado é melhor, mas este em especial acredito que seja o grande seminário da ABGR. Os motivos são os mesmos que fazem de nosso país um sucesso hoje. A economia está aquecida, nosso país precisa de cobeturas para poder crescer e tudo isso já seria o bastante para atrair mercado para o evento. No entanto, as resoluções também estão aí e, sem dúvida, serão o grande destaque e foco de debates durante todo o evento.
A Porto Seguro, maior seguradora do Brasil, a única a estar listada no Novo Mercado da BM&F e a primeira operadora móvel virtual do Brasil, tem muitos desafios pela frente. Até dois anos atrás, vencia pela qualidade de seus serviços, extremamente diferenciados da concorrência. Com o amadurecimento da indústria de seguros, seus concorrentes se organizaram e ficam cada dia mais fortes e atentos em conquistar o consumidor com serviços e produtos de qualidade. A saída, então, é aprimorar cada vez mais o atendimento e valorizar a conveniência, diz Fábio Luchetti, vice-presidente da Porto Seguros. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.
Quais os desafios do País, do setor e da empresa nos próximos anos?
O Brasil precisa superar o desafio de investir consistentemente em infraestrutura e educação. Quanto ao setor, é necessário criar soluções para classes menos favorecidas, além lidar com os efeitos da degradação ambiental e ampliar a visão da importância do seguro na sociedade brasileira e da empresa. Na Porto Seguro, encaramos o desafio de continuar crescendo, com qualidade no atendimento e exercitando a capacidade constante de inovar e administrar múltiplos canais de vendas.
Quais os principais estratégias e investimentos da empresa para enfrentar a concorrência?
A principio é preciso não perder o foco e continuar investindo fortemente na relação com os corretores de seguros. Precisamos avaliar cuidadosamente novos canais de distribuição que não destruam valor e continuaremos investindo em muito treinamento e seleção de pessoal rigorosa e, principalmente, em melhorar cada vez mais nossos serviços e benefícios aos clientes, valorizando sua comodidade e conveniências.
Quais os principais gargalos que o Brasil precisa superar para baratear ou viabilizar alguns seguros como transporte, grandes riscos, vida, previdência, automóvel e residência, por exemplo?
Existem várias questões para serem abordadas e que poderiam viabilizar o produto “seguro” para um número maior de pessoas.
Em transporte, por exemplo?
No Brasil o seguro de transporte é obrigatório, porém calcula-se que mais de 50% das transportadoras ou 50% das cargas transportadas no Brasil não tenham seguro e isto ocorre basicamente por falta de fiscalização eficiente.
E em grandes riscos?
Estes são seguros bem complexos que contam com poucas seguradoras especialistas e que atendem bem o mercado. Do lado do segurado (que em geral são grandes empresas) também contam com bons gestores de risco e são assessorados por bons corretores de seguros. Não vejo aqui qualquer “gap” neste momento, principalmente porque o Brasil recentemente abriu o monopólio do IRB o que permitiu que várias resseguradoras internacionais oferecessem bons produtos para o mercado nacional.
Vida e previdência exigem um empenho maior, não?
Hoje os acordos sindicais e os bancos exercem um papel importante para que boa parte da população tenha um seguro de vida, ainda que com um valor baixo. De um lado, falta consciência da população para buscar capitais de proteção maiores, o que deverá vir com o tempo e o aumento do nível de escolaridade. Considerando que as classes C e D estão cada vez mais consumistas, as Seguradoras devem se voltar para criar produtos que tenham como foco a forma de cobrança mais barata, evitando boletos bancários que são caros. Soluções como cobrança por cartão de crédito, contas de consumo e balcões do comercio podem ser uma saída para aumentar a velocidade de distribuição deste produto. Já no previdência, o aumento do nível de conscientização (com educação eficiente) é que vão levar ao aumento do consumo. Nosso País tem carência de c onsumo de bens e serviços e a previdência ainda não é vista como uma prioridade nos orçamentos das pessoas.
E a sua especialidade, automóvel?
Neste ramo muitas ações poderiam ser adotadas, pois hoje apenas 25% dos veículos são segurados. Algumas ações seriam a redução do IOF para veículos com idade superior a 10 ano; a mudança na lei que permitiria o uso de peças genéricas ou até mesmo usadas para a reparação dos veículos; o investimento no nível de segurança na fabricação dos veículos o que diminuiria a frequência de furtos; e a fiscalização mais intensa focando o uso de álcool, que é responsável por uma parcela grande dos acidentes envolvendo veículos
O que me diz de residência?
Assim como no Vida, uma reformulação no sistema de cobrança e na forma de distribuição poderiam aumentar a carteira de seguros de residência. A dotação de serviços agregados, como assistência 24 horas e soluções de conveniência, podem ampliar a percepção por este ramo de seguro.
E como atender o público de menor renda?
O microsseguro vem sendo bastante discutido e deve permitir que pessoas de baixo nível de renda possam contratar tipos de seguro a custo baixo , como funeral e perda de emprego. O uso da internet, do telefone e de canais alternativos podem ajudar a alavancar esta modalidade de seguro.
O que os acionistas mais cobram dos executivos para liberarem recursos para investimentos em expansão, seja orgânica ou por aquisição?
Projetos sustentáveis e que estejam sintonizados com o futuro da organização, que tenham relação com o “core business” e, obviamente, que gerem resultados, ainda que em longo prazo.
Quais as principais mudanças do setor nos últimos cinco anos que exigiram a reformulação do jeito de ser da companhia?
O avanço da tecnologia e das comunicações revolucionou as relações com o canal de distribuição, permitindo mais massificação e redução do custo para os consumidores. Também a competitividade com a abertura de mercado e a globalização torna as pessoas mais produtivas, afetando sua percepção de tempo e qualidade, exigindo muito mais das empresas. Ainda, os aspectos das mudanças climáticas, ocasionando catástrofes, têm acelerado a consciência sobre o ambiente e, por consequência, aumentaram consideravelmente a exigência para produtos e serviços sustentáveis.
A empresa comprou ou uniu-se a outro grupo na ultima década?
Sim. A Porto Seguro adquiriu a subsidiária da Axa no Brasil, em 2003, que virou a Azul Seguros em 2004. Recentemente, em setembro de 2009, realizamos a aquisição da carteira de seguros de Auto e Residência da Itaú Seguros, que virou Itaú Seguros de Auto e Residência. O processo de incorporação da Azul está concluído, e essa seguradora opera na linha de oferecer seguros e soluções para clientes que buscam menor preço, com a vantagem de fazer parte da corporação Porto Seguro. O processo de integração da Itaú Seguros de Auto e Residência está em andamento. Já estamos em todas as agências comercializando as 3 marcas: Porto Seguro, Azul e Itaú Seguros de Auto e Residência. Desse total, 22 agências já tem o modelo envolvendo o corretor. O resultado inicial mostrou uma aceitação dos corretores e uma tendência para venda de produtos para novos clientes.
Prevê novas aquisições no setor no médio prazo?
Estamos sempre atentos a oportunidades que surjam no mercado e avaliamos.
Acredita que a consolidação prejudicou a concorrência?
Pelo contrario, essas aquisições têm permitido aprimorar os serviços e a qualidade a todos os consumidores, criando, inclusive, mais competitividade no setor.
A empresa já esta adaptada as novas regras de capital baseado em risco?
Todas as empresas da corporação estão adaptadas as novas regras de capital. Não será necessário aportes de capital. Em resumo as novas exigências de capital aumentaram a margem de solvência em torno de 25%, e cada empresa sofreu um impacto diferente em virtude da alocação de capital, mas nenhuma precisou de aporte. Acreditamos que as novas regras de capital irão pressionar o mercado para uma maior concentração de empresas, pois a necessidade de capital aumentou significativamente.
E quanto ao IFRS, a Porto já publica o balanço dentro das regras?
Sim, já em 2010 publicamos de acordo com as novas normas contábeis e não houve grandes diferenças de GAAPS, pois a corporação estava em pro cesso de convergência há alguns anos. P rocuramos adotar as melhores práticas, sempre que possível, em convergência com os IFRS. A principal diferença para a Corporação foi a aplicação do IFRS 3 – Combinação de Empresas (Business Combinations), pois a compra da Carteira de Automóvel e Residência do Itaú aumentou nosso PL em aproximadamente R$ 1 bilhão de reais, pressionando nosso retorno sobre o PL (ROAE). A Convergência das normas contábeis exigiu muito esforço da Administração, mais acreditamos que a mesma irá contribuir para o mercado de capital brasileiro, pois deixa nossas demonstrações financeiras mais confiáveis e o investidor poderá comparar os resultados e lucratividades de nossas empresas com quaisquer empresas do mundo.
Financeiramente, os brasileiros não se sentem preparados para a aposentadoria. Mas para curtir a vida sim. Afinal, a maioria associa aposentadoria com liberdade. Essa foi a constatação da sexta edição da tradicional pesquisa O Futuro da Aposentadoria – O Valor do Planejamento”, divulgada hoje pelo HSBC. Neste ano, foram entrevistadas mais de 17 mil pessoas de 17 países, com idades entre 30 e 60 anos, sendo 1027 brasileiros.
Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros ressalta que a atitude do brasileiro em relação à aposentadoria é de otimismo, porém é preocupante o percentual de brasileiros que não sabe qual será sua fonte de renda na aposentadoria. Por isso, é necessário desenvolver uma estratégia para incentivar estas pessoas a realizar seu plano financeiro e poder usufruir no futuro da recompensa do planejamento.
Cerca de 50% dos brasileiros entrevistados não se sentem financeiramente preparados para a aposentadoria e 25% não sabe qual será sua principal fonte de renda na aposentadoria. Além disso, 10% dos entrevistados esperam receber rendimentos de emprego remunerado para se manter em idade avançada. Apesar disso, 51% dos brasileiros tem o hábito de fazer planejamento financeiro, dado acima da média global (50%).
A pesquisa é o mais amplo estudo global sobre atitude e expectativa em relação ao envelhecimento. Entre os destaques, o levantamento revela que há falta de preparo das pessoas em relação ao futuro. No Brasil, este fato também é observado, em consequência do baixo nível de compreensão da população em relação a finanças. Porém, 43% dos entrevistados brasileiros afirmam que buscam aconselhamento financeiro profissional.
“Os resultados desta pesquisa revelam o otimismo dos brasileiros em relação a aposentadoria, mas por outro lado a falta de planejamento é uma questão que merece mais atenção”, afirma Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros.
Principais resultados do Brasil
• Mais de 25% dos brasileiros consideram a aposentadoria como uma idade de liberdade (29 %), satisfação (26 %) e sabedoria (26 %).
• 53 % dos brasileiros esperam ter uma situação melhor que a de seus pais na aposentadoria, enquanto apenas 18 % acreditam que estarão em situação pior.
• Mais de 50 % das mulheres estão preocupadas com as finanças na aposentadoria, em comparação com 46 % dos homens.
• 36 % dos brasileiros acreditam que o planejamento financeiro é importante para uma aposentadoria feliz, juntamente com o carinho da família e dos amigos (36 %).
• 22% dos entrevistados recorrem a consultores financeiros independentes para aconselhamento e 18% procuram bancos e contadores.
O cenário de aposentadoria no Brasil está mudando à medida que o perfil demográfico do país muda. Dados das Nações Unidas mostram que nos últimos 30 anos o perfil demográfico do país começou a evoluir, com a população de 65 anos ou mais aumentando ligeiramente de 4,1% em 1980 para 6,9 % em 2010. A previsão é que em 2050, 22,5 % da população esteja com mais de 65 anos.
No futuro, com o envelhecimento da população, haverá mais pressão sobre as pessoas em idade de trabalhar e sobre o Estado, pois será necessário prover rendimentos de aposentadoria e assistência médica para esse crescente número de aposentados. O resultado final dessas mudanças aponta que até 2030 o Brasil terá, pela primeira vez, mais adultos do que crianças, isso significa que aumentará o número de cidadãos aposentados, o que representa um encargo crescente para a economia brasileira. Planejamento e preparação adequados para a aposentadoria se tornarão essenciais.
Como em todo o mundo, o Brasil enfrentará nos próximos anos os desafios associados a uma população que está envelhecendo. É animadora a existência de uma forte tendência para maiores níveis de planejamento financeiro entre os jovens no país e uma disposição comum para continuar trabalhando por mais tempo para financiar a aposentadoria. Por outro lado, existe uma grande parcela da população que não sabe de onde virá sua renda na aposentadoria.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.