Gestão de Marcos Lisboa visa elevar participação de seguros no ganho do Itaú Unibanco

Ampliar a participação de seguros no resultado do banco com base na qualidade de atendimento ao cliente. Esse é o principal desafio de Marcos Lisboa, que assumiu em maio como CEO de seguros no Itaú Unibanco. Depois de sanear o IRB Brasil Re para a abertura do mercado, em 2005 e 2006, Lisboa seguiu para o Unibanco e com a fusão com o Itaú passou a compor a tropa de elite formada por Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, presidente executivo e presidente do conselho de administração do maior banco privado do país, para conduzir o processo de integração da fusão dos dois bancos.

Responsável por diversos processos que envolviam transparência e mitigação de ruídos na comunicação com o consumidor, agora o ex-vice-presidente de riscos operacionais e eficiência do Itaú volta a participar ativamente do dia a dia da indústria de seguros, inclusive de resseguros, uma vez que o Itaú detém uma parcela significativa do IRB. A expectativa de executivos do setor é de que Lisboa venha a ser uma peça chave na conciliação de interesses dos diversos grupos econômicos e assim possa colaborar para o crescimento sustentado da indústria, com menos segurês e mais transparência para tornar o produto mais acessível à população.

Para ele, a consolidação do setor nos últimos dois anos, com os bancos vitalizando a área de seguros, ajudou a criar um mercado mais forte. “As seguradoras ficaram mais robustas, capazes de fazer frente aos desafios que o setor terá nos próximos anos”, diz. Segundo dados da consultoria Siscorp, a Itaú é a segunda maior em lucro líquido do setor, com R$ 411 milhões no primeiro trimestre deste ano, e também em vendas, com R$ 4 bilhões no mesmo período. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida à jornalista Denise Bueno.

Seguros passou a ser uma operação mais importante para o Itaú nos últimos anos, não?

Após a fusão entre Itaú e Unibanco, a operação de seguros ganhou ainda mais força, sendo estruturada para atender os diversos segmentos de mercado, com foco na satisfação dos clientes e gestão de riscos. O Unibanco comprou a participação de 50,1% que o American International Group (AIG) detinha em sua seguradora por U$ 805 milhões, encerrando 11 anos de uma das mais bem sucedidas histórias de parceria no mercado de seguros. Depois compramos a participação da XL Insurance na ItauXL Soluções Corporativas e nos associamos com a Porto Seguros.

Quais os desafios do país e do setor nos próximos anos?

O país tem uma série de desafios para os próximos anos, a maioria ligada ao setor de infraestrutura de modo a viabilizar o importante crescimento que temos tido. As seguradoras poderão colaborar com contratos de garantia, engenharia, responsabilidade civil, riscos operacionais. Mas para isso será necessário ao setor se reforçar em capacidade financeira e técnica.

E qual o seu desafio à frente de uma das maiores seguradoras do Brasil e da América Latina?

No Itaú Unibanco, nosso desafio para esse e os próximos anos é ampliar a participação de seguros, previdência e capitalização no resultado do banco. No primeiro trimestre deste ano já observamos aumento de 26% no lucro da operação de seguros em relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para vida em grupo e soluções corporativas para grandes empresas e projetos de infraestrutura e expansão, bem como no mercado de pequenas e médias empresas com produtos patrimoniais e vida em grupo. No seguro individual, os principais destaques foram apólices de vida e prestamista (seguro que garante o pagamento da dívida em caso de morte ou invalidez do titular).

Quais as principais estratégias e investimentos da seguradora para enfrentar a concorrência?

No centro de nosso desafio está o bom atendimento ao cliente, transparência, simplificação de contratos, enfim, uma série de ações para estreitar o relacionamento com os segurados e estar próximos de suas necessidades. Queremos ajudá-lo a proteger suas finanças e patrimônios contra riscos adversos. Nosso planejamento inclui ampliar participação em grandes riscos e soluções corporativas – área em que temos muita experiência -, expandir as parcerias da Garantec com varejistas de modo a oferecer aos seus clientes proteção contra defeitos de centenas de itens, desde pequenos e portáteis até grandes eletrodomésticos, além de, no segmento de pessoa física, proporcionar produtos cada vez mais em linha com as expectativas e necessidades dos clientes.

Parque Burle Max, em SP, procura parceiro

O Parque Burle Marx visando atender a necessidade de seus pequenos freqüentadores está em busca de parceiro para construção de um Playground. O projeto tem como objetivo atender a uma antiga reivindicação dos freqüentadores residentes no entorno do parque, Vila Andrade e Paraisópolis. Para saber como patrocinar essa divertida idéia entre em contato 3776-7497 ou pelo email eventos@fundacaoaronbirmann.org.br.

Uma seguradora seria a parceira ideal para o parque, que busca um patrocinador para a construção de um playground. Um retorno de imagem interessante para quem quer conquistar clientes com o link de qualidade de vida, família, diversão, natureza. Vou torcer para ver o nome de alguma empresa de seguros por lá.

Valor Financeiro traz 70 páginas sobre seguros

O Valor Econômico publica hoje uma edição inédita sobre seguros, previdência e capitalização. Vale a pena conferir e guardar. São mais de 20 matérias sobre os diferentes temas que movimentam a indústria de seguros brasileira, desde os milionários projetos de infraestrutura até a mais simples apólice para atender o consumidor que acaba de ultrapassar a linha de pobreza. A indústria cresce a uma taxa média de 15% ao ano na última década e deve encerrar 2011 com vendas acima de R$ 200 bilhões.

Ainda há um longo caminho a percorrer, como melhorar a comunicação com os consumidores, vencer entraves regulatórios e ofertar preços mais acessíveis. Mas é também preciso comemorar as vitórias já conquistadas, relatadas nesta edição produzida pela equipe de projetos especiais do Valor.

A revista pode ser lida no portal do Valor (www.valor.com.br), clicando na capa da edição que se encontra do lado esquerdo da tela. Ou pelo link http://www.revistavalor.com.br/home.aspx?pub=21&edicao=12

Brasil sedia discussão mundial sobre seguros

Nesta sala, na qual infelizmente só pude entrar para tirar essa foto (o evento é fechado à imprensa), vão acontecer interessantes debates hoje e amanhã. São mais de 100 executivos de grande destaque, sendo 50 CEOs de seguradoras e resseguradoras, presentes no 38o encontro da Geneva Association, líder internacional thinkthank do setor de seguros. Os CEOs abordam quais são os desafios da indústria e quais as melhores estratégias para aprimorar as práticas do setor, tendo como meta ofertar produtos e serviços mais adequados às necessidades do cenário mundial.

Esta é a primeira vez que o encontro acontece no Brasil. Mais de 30 executivos de seguradoras e resseguradoras tem interesse em conhecer mais de perto esse país que está sob a mira dos holofotes do mundo por ter se saído bem da crise financeira de 2008, que ainda castiga as maiores economias do planeta. A outra parte dos CEOs apenas aproveita a reunião para visitar o país e acompanhar de perto o bom desempenho da subsidiária local, que participa a cada ano com uma parcela mais significativa do lucro obtido pelo braço internacional do conglomerado. Entre eles Michael Dieckmann, CEO mundial da Allianz, e Kunio Ishihara, membro do board da Geneva Association e CEO mundial do grupo segurador japonês Tokio Marine. Temos também Henri Castries, CEO mundial da AXA, que começa a montar uma estrutura local após ter deixado o Brasil em 2006.

Relatos daqueles que participaram dos eventos passados ressaltam a qualidade das palestras e debates, sem mencionar qualquer discussão que possa causar danos a imagem do setor. Mas o que está sendo discutido lá ficará restrito a esse pequeno número de pessoas. Uma pena. O que posso trazer aqui é apenas um relato oficial, com a explicação aos leitores de que insisti muito para poder acompanhar as discussões. “Jamais um jornalista pode entrar para acompanhar os debates”, me responderam os organizadores. Comentei que isso era só um hábito, que poderia ser mudado caso alguém mostrasse os benefícios de inovar, de tentar algo diferente. Afinal, neste evento não há o que esconder. Pelo contrário. Há muito a ser revelado para a sociedade que pouco, ou nada, conhece sobre o lado bom do setor. Mas a resposta final foi: “Sinto muito, não foi possível desta vez”.

O que me trouxe grande ânimo. “Desta vez” sinalizou um avanço, algo que pode mudar. Acredito que pelo menos no próximo encontro, que será realizado em Washington, Estados Unidos, a participação da imprensa seja algo mais factível. Afinal, ninguém quer mais um discurso pronto. As mídias sociais estão ai exercitando a liberdade de comunicação. As pessoas querem interagir e ir além em suas descobertas.

Fico pensando no tamanho do banco de pautas que teria ao participar deste evento. 50 CEOs do mundo todo!!! Seguradoras e resseguradoras que estão reconstruindo o Japão em tempo recorde. “Até o momento estimamos perdas econômicas entre US$ 200 bilhões e US$ 300 bilhões, sendo algo próximo a US$ 33 bilhões em indenizações pagas pelas seguradoras às pessoas que tinham apólices”, contou o CEO mundial da Tokio Marine.

Aos profissionais da imprensa são reservados exatos 45 minutos em uma coletiva, com três CEOs do conselho de administração da entidade. O que também já é um avanço, uma vez que só depois de 36 reuniões a entidade decidiu convocar os jornalistas para compartilhar com a sociedade estudos de tanta qualidade. Até então, o encontro era restrito aos participantes.

Vamos então a divulgação oficial. Neste ano, como em 2010, os principais tópicos são “Estabilidade Financeira em Seguros” e “Mudanças Climáticas em Seguros”. Esses dois temas são vitais para que a indústria tenha flexibilidade para criar produtos com preços acessíveis e ter capital suficiente para ofertar valores de indenizações a altura da necessidade dos milionários projetos em andamento em todo o mundo, principalmente em economias como China e Brasil.

Ter produtos inovadores com oferta de capital adequada ao tamanho do projeto estão intimamentes ligados aos dois temas por exigirem musculatura e flexibilidade dos participantes do mercado. Se para controlar a solvência os órgãos reguladores exigirem muitos controles, o custo final do produto será elevado para atender a tantas burocracias e aumento de patrimônio. Por outro lado, as mudanças climáticas associadas a um risco desconhecido, como a exploração de petróleo na camada pré-sal ou usinas nucleares, podem afetar drasticamente a solvência do mercado.

Um exemplo de autoregulação do setor é o caso do maior acidente ecológico já registrado. O vazamento de petróleo da British Petroleum, no Golfo do México, não contava com seguro por ser usada uma tecnologia nova e portanto com riscos desconhecidos. O seguro obrigatório para exploração de petróleo era muito baixo até então – não chegava a casa do bilhão. Após o acidente, tanto o governo americano como as empresas do setor de petróleo buscam viabilizar proteções que evitem o estrago causado ao meio ambiente e a todos os afetados, desde os pescadores até mesmo os acionistas do projeto de exploração de petróleo.

E foram buscar nas seguradoras, que vivem de gerenciar riscos, uma alternativa. Atualmente, a indústria de seguros estuda coberturas de até US$ 10 bilhões, mas que são precedidas de uma profunda análise de risco e embasadas pelo conhecimento técnico das empresas perfuradoras. O preço, que pode chegar a 10% do investimento na extração do petróleo, dependerá de fatores como profundidade, área geológica, histórico das empresas envolvidas, risco conhecido e desconhecido. No caso do vazamento nuclear no Japão, o mesmo cenário de cautela por parte das seguradoras, exatamente para evitar uma onda de insolvência no setor. Nem mesmo calcular o valor dos prejuízos é possível. Quem dirá pagar por eles.

Se há riscos nos quais a atuação ainda é limitada, há um universo de oportunidades criadas com o novo desenho da economia mundial. Quais serão as soluções apontadas para riscos novos, como a exploração do pré-sal pela Petrobras. Como as seguradoras e resseguradoras vão viabilizar a cobertura desses riscos ainda desconhecidos, que utilizam uma tecnologia ainda não testada? O que elas têm a oferecer aos governos de países para mitigar riscos catastróficos que consomem cada dia mais os recursos governamentais direcionados para investimentos em infraestrutura que precisam ser realocados para socorrer vítimas? E o bônus da longevidade, como isso afetará a sociedade e os riscos das seguradoras?

No Brasil, por exemplo, os riscos de inundações saltaram de um valor médio anual de US$ 250 milhões para algo em torno de US$ 1,2 bilhão apenas com as chuvas fortes que castigaram, no início do ano, a região Sudeste, com destaque para o Rio de Janeiro e São Paulo, informa estudo da Swiss Re. Ameaças que colocam pessoas, infraestrutura e empresas em risco. Mais de 800 pessoas e mais de 100.000 pessoas ficaram desabrigadas com as chuvas intensas nos dois estados, fazendo com que o governo federal e estadual direcionem verbas para ajudar, ainda que de forma precária, para pessoas que perderam tudo.

No Haiti, por exemplo, a região que sofreu com o terremoto há mais de um ano ainda sofre com os destroços, miséria e epidemias. Já no Chile, na Nova Zelândia, na Austrália e no Japão, onde o governo e a população contam com programas de seguro, a recuperação foi mais rápida. De que forma esses recursos poderiam ser direcionados para programas de gerenciamento de riscos? Como equipamentos de alerta para a população ter tempo de fugir do local? Ou uma vistoria nas galerias fluviais antes do período certo de chuvas em janeiro? Afinal, o lucro do setor vem exatamente de executar bem essa técnica: quanto melhor gerenciar os riscos, mais reduzem acidentes e menos indenizações precisarão ser pagas, podendo aplicar o lucro na expansão da atuação do grupo.

Esse seleto grupo de executivos, responsáveis por quase a totalidade dos US$ 4 trilhões em vendas de seguros anualmente, o equivalente a 4% do PIB mundial, começou a delinear as respostas para essas perguntas na manhã desta quinta-feira. O que já sabemos é o resultado da pesquisa divulgada ontem aos jornalistas. “As seguradoras apoiam a necessidade de melhoria da estabilidade financeira e concordam que o risco sistêmico deve ser abordado. Mas é preciso entender que bancos e seguradoras operam de forma totalmente diferentes e por isso precisam ser regulados de forma diferente”, disse Nikolaus von Bomhard (foto), que juntamente com a equipe da associação percorre os quatro cantos do planeta ecoando o refrão “companhia de seguro não é banco”, para alertar as autoridades e também o G-20 sobre a necessidade de ter regras sobre solvência diferenciadas para ambos.

Uma pesquisa realizada com os filiados da Geneva Association revelou que 95% estão preocupados com a falta de transparência nos processos de regulação do sistema financeiro mundial; 87% classificam como prejudicial para a indústria a aplicação das mesmas regras aplicadas a bancos; 73% acreditam que a definição de preços das apólices seria afetada pela imposição de custos de capital adicionais; 75% afirmaram que a maior exigência de capital desviaria recursos estratégicos para investimentos em expansão; 75% apontaram problemas para subscrever riscos por redução da capacidade imposta pelas regras ditadas pelos órgãos reguladores em busca de aumentar a solvência mundial do sistema financeiro.

Em relação às mudanças climáticas, a pesquisa revelou que 79% dos associados acreditam que os governos não progrediram nas políticas de investimentos para mitigar riscos, 82% afirmaram que o gerenciamento de risco do governo poderia melhorar e 95% sugeriram que os governos devem usar mais os especialistas em risco do mercado de seguros para ajudar a mitigar riscos a que a população está exposta.

Essa foi a abordagem oficial. Até tentei obter mais informações. Mas, assim como no ano passado em Zurich, Suíça, quando pela primeira vez a imprensa foi convidada para uma coletiva pela associação, neste ano o acesso de qualquer pessoa era controlado por seguranças atentos a cumprir ordens. Um passo a mais e lá estava o profissional pedindo para os jornalistas se limitarem ao local reservado para a coletiva.

Quem sabe em 2012 os jornalistas (inclusive eu) tenham notícias além da divulgação oficial, o que será bem mais interessante para os leitores que buscam algo a mais do que o convencional. Vamos torcer, pois nós, brasileiros, já conseguimos muitos avanços na economia e em seguros. Em 1992, quando comecei a cobrir o setor, as seguradoras nem assessoria de imprensa tinham. Nem para barrar o jornalista, nem para ajudar que o repórter conseguisse apurar melhor uma idéia de pauta, nem para divulgar releases com informações oficiais. Agora 100% das companhias tem assessorias, dos três estilos. Cabe ao jornalista ir além, mesmo quando parece não poder.

Essa foto, por exemplo. Será que revelará algo importante no futuro?

Pedro Purm dá o start up na seguradora Argo

Veja o release que informa para onde vai Pedro Purm, ex-presidente da Zurich e novo CEO das operações de seguros de bens patrimoniais da Argo Group International Holdings. Assim que ele der entrevista, conto numa matéria quais são os planos. Por enquanto, o que tenho é esse comunicado oficial.

A Argo Group International Holdings, Ltd., subscritora internacional de produtos de seguros especiais e resseguros, anunciou hoje que Pedro Purm Jr. foi escolhido para atuar como CEO das suas operações de seguros de bens patrimoniais comerciais e responsabilidade no Brasil. Purm atuará como supervisor de criação e operação de uma nova empresa de seguros localizada em São Paulo, que vai operar no Brasil como subsidiária indireta do Grupo Argo.

“Estamos felizes por ter alguém com as fortes credenciais de Pedro no comando das nossas novas operações nesse importante mercado, disse o presidente e CEO do Grupo Argo, Mark E. Watson III. “A expansão para dentro do crescente mercado do Brasil é um componente fundamental da nossa estratégia internacional”.

A suíte de produtos da Argo no Brasil vai incluir um amplo conjunto de coberturas de bens patrimoniais comerciais e responsabilidade, além de coberturas especiais, incluindo seguros de engenharia, profissionais, de energia, cargas, marítimo, fiança e aviação.

O Grupo Argo anunciou também que José Torres se juntou às operações brasileiras, saindo do consórcio Lloyd’s of London. Torres vai desenvolver oportunidades para o consórcio do Grupo Argo no mercado brasileiro, onde a Lloyd’s of London é licenciada como resseguradora admitida. Ele ficará baseado no Rio de Janeiro, nos escritórios da Lloyd’s no Brasil.

“Estamos felizes com a inclusão de José e do Grupo Argo no crescente número de consórcios da Lloyd’s no Brasil”, disse Marco Castro, representante geral e diretor administrativo da Lloyd’s no Brasil. “O desenvolvimento e o crescimento da economia brasileira oferecem enormes oportunidades para as resseguradoras. O Lloyd’s está feliz com a expansão do número de consórcios que podem aproveitar dessas oportunidades e desenvolver negócios nesse importante mercado”.

“Com nossas duas plataformas em operação, poderemos oferecer aos clientes acesso como sendo uma seguradora direta e também por mercados de resseguro, através do nosso consórcio no Lloyd’s”, disse o diretor de desenvolvimento de produtos do Grupo Argo, Nigel Mortimer.

Purm vem para o Grupo Argo do Zurich Financial Services Group, onde atuou como CEO das operações brasileiras da empresa desde 1994. Antes de trabalhar na Zurich, Purm ocupou posições sênior no Grupo Financeiro Safra e na Citicorp Insurance Brokers. Purm possui um bacharelado pela Universidade de São Paulo e um MBA da Fundação Getúlio Vargas.

Purm junta-se a Christoph Glatz, que vai atuar como diretor financeiro e diretor de operações da nova seguradora brasileira. As indicações de Purm e Glatz, assim como o licenciamento da seguradora que está sendo instalada no Brasil, estão sujeitos à aprovação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) do Brasil.

Torres traz para o Grupo Argo mais de 30 anos de experiência em subscrição e desenvolvimento de negócios, em grande parte focado no mercado da América Latina. Mais recentemente, como vice-presidente sênior do Navigators Group, ele dirigiu as atividades de seguros marítimos e de energia na região da América Latina.

O que os consumidores podem esperar das seguradoras?

Essa é a pergunta que deverá ser respondida durante a Conseguro, principal evento da indústria de seguros brasileira, que será realizada nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília (DF). Veja abaixo o release distribuído pela CNSeg com os detalhes do evento.

O “Consumidor do Futuro” será tema da 5ª Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização), maior evento do mercado segurador brasileiro, que será promovido no Centro de Convenções Brasil 21 e reunirá mais de 500 participantes.

Nos 12 painéis previstos na programação, serão abordados temas como os microsseguros e os seguros populares; a expansão do acesso das famílias das classes C, D e E ao seguro; mudanças no perfil demográfico da população brasileira; as novas regras de solvência; o seguro garantia; o meio ambiente e o seguro de catástrofes; além dos seguros de saúde, vida e previdência.

O diretor da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) e coordenador da 5ª Conseguro, Pedro Bulcão, explica que as palestras e debates oferecerão perspectivas sobre os desafios e oportunidades para o mercado segurador brasileiro. “O Brasil está mudando rapidamente e a ascensão social vivida por milhões de brasileiros é uma fantástica prova disso. Mas, será preciso qualificar essa ascensão, gerando poupança, segurança, saúde e bem-estar para essas famílias. Esse papel é da indústria de seguros e é disso que vamos tratar no evento, entre outros assuntos”, afirma Bulcão. “Em outras palavras, vamos debater como o setor de seguros deve se preparar para servir à futura sociedade brasileira”, completa.

“Um dos maiores desafios hoje do mercado segurador é o combate à desinformação. O mercado segurador brasileiro está atento às mudanças da sociedade para aperfeiçoar a prestação de seus serviços e poder atendê-la cada vez melhor”, considera Jorge Hilário Gouvêa Vieira, presidente da CNSeg.

A 5ª Conseguro é promovida pela CNSeg, com o apoio da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) e FenaCap (Federação Nacional de Capitalização).

Entre os palestrantes, especialistas e executivos nacionais e internacionais: Daniel Goldberg (executivo, Morgan Stanley Brasil e ex-secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça); Robert Kerzner (Limra – Limra, Loma & LL Global); Eduardo Gianetti da Fonseca (economista); Hennie Bester (consultor do CENFRI – Centre for Financial Regulation and Inclusion); Rolf Steiner (vice-presidente senior da Swiss Re Brasil); Washington Novaes (jornalista); Michaela Koller (executiva, CEA- European Insurance and Reinsurance Federation); Patrick Kennedy (democrata, ex-congressista dos EUA); Alexandre Malucelli (executivo, Grupo J. Malucelli); Roberto Macedo (economista, professor da USP e da FAAP, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda); Eike Batista (Grupo EBX) e Steven Levitt (autor do livro Freakonomics).

Números do mercado segurador brasileiro

Ø Da totalidade do mercado segurador brasileiro – composto por 196 seguradoras, a CNSeg conta com 149 seguradoras filiadas, incluindo 15 dos maiores grupos de operadoras de planos de saúde, que representam 37,7% do setor de saúde suplementar.

Arrecadação
Ø O mercado brasileiro de seguros é o maior da América Latina, com movimentação de R$ 183,9 bilhões em 2010, representando 5,17% do PIB.

Provisões
Ø Até o fim de 2010, as seguradoras brasileiras formaram R$ 290,92 bilhões em provisões para fazer frente às indenizações de sinistros e pagamentos de benefícios atuais e futuros.

Desempenho do mercado e perspectivas de crescimento
Ø Nos últimos dois anos, o mercado apresentou crescimento robusto: 10,4%, em 2009, e 14,2%, em 2010.

Ø O crescimento do setor está intimamente ligado ao bom desempenho da economia. Por isso, a expectativa é de que o mercado continue crescendo nos próximos anos, com o avanço da renda e do desenvolvimento da economia brasileira.

Ø Mantidas as tendências de crescimento do PIB e estabilidade econômica, a CNSeg calcula que as vendas do mercado segurador devem atingir R$ 205 bilhões, em 2011, incluindo os segmentos de seguros gerais, previdência complementar aberta e vida, saúde e capitalização.

Ø Neste cenário, para 2011, o mercado de seguros projeta um crescimento de 12 %.

“Brasil é estratégico”, diz CEO mundial da Allianz

O Brasil é um país chave para a maior seguradora do mundo. “Trata-se de um mercado muito atraente, onde se espera que o crescimento seja impulsionado pelo futuro desenvolvimento econômico e por níveis crescentes de penetração de seguro”, afirma Michael Diekmann (foto), CEO mundial da Allianz, em sua primeira entrevista concedida à imprensa brasileira.

Ele está no Brasil nesta semana para conversar com funcionários e também para participar, juntamente com outros 50 CEOs mundiais de seguradoras e resseguradoras, do encontro anual da Geneva Association, entidade dedicada a estudos econômicos e financeiros sobre a indústria de seguros mundial. O Brasil foi escolhido para sediar a reunião por vários motivos. Entre eles, o crescimento da economia. Dos mais de 50 CEOs presentes, 22 já tem operações no Brasil e os outros disseram ter intenção de conhecer melhor o mercado brasileiro para futuros investimentos. A classe média emergente é um dos pontos que mais chama a atenção para investimentos, assim como as oportunidades que serão geradas pelos mundiais esportivos.

“O Brasil terá muitos ganhos em sediar os mundiais. Um número crescente de consumidores buscará coberturas em seguro saúde, bem como soluções em seguros de vida e previdência privada. Sem dúvida, o risco de longevidade ascendente e os custos médicos cada vez maiores são itens que não se pode negligenciar nesse contexto”, diz ele, que está a frente de um grupo com receitas de 106 bilhões de euros em 2010. Veja abaixo os principais trechos da entrevista.

Essa é a sua primeira visita ao Brasil?

Vim inúmeras vezes ao Brasil, um país dinâmico e fascinante, onde pude conhecer pessoas muito interessantes. Eu era o responsável do Grupo Allianz para a região da América Latina antes de me tornar CEO em 2003.

Então acompanha de perto os avanços da economia brasileira?

Sim. A economia brasileira tem crescido de modo acentuado desde a década de 1990 e o país está assumindo uma posição de liderança entre outros mercados emergentes importantes hoje.

Quais as suas expectativas para a indústria global de seguros durante os próximos cinco anos?

Mega-tendências como mudança climática, digitalização e mudança demográfica são desafios aos quais a indústria de seguros, como qualquer outro setor, precisa se adaptar, e se fizermos isso corretamente há muitas oportunidades de crescimento pela frente. E certamente os mercados emergentes ganham uma importância crescente para a Allianz e para a indústria global de seguros. Enquanto nos anos 90 as grandes oportunidades residiam em países do Centro e do Leste europeu, os novos mercados em crescimento com suas tendências demográficas específicas e as novas tendências de consumo estão na China, no Brasil e na Índia. Hoje na Alianz 5% das nossas receitas já são geradas a partir de mercados em crescimento.

Qual é a estratégia do grupo para a América Latina nos próximos cinco anos?

Nós temos operações locais no Brasil, na Argentina, Colômbia e México, e estamos muito contentes com o desenvolvimento dos nossos negócios nesses mercados. Além disso, nós fornecemos serviços a clientes de toda a região através das nossas empresas globais, tais como a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), a nossa seguradora de crédito Euler Hermes e o nosso fornecedor de assistência. Vemos um potencial significativo na região para um crescimento rentável continuado, e espera-se que tanto o segmento de varejo como o corporativo se desenvolvam com força. O prosseguimento dos esforços conjuntos entre nossas companhias globais e as operações locais nos permitirão tirar vantagem das oportunidades de mercado.

Quais são os principais desafios para o Brasil na sua opinião?

Obviamente, esse desenvolvimento da economia brasileira impulsiona a necessidade de investimentos maiores em infraestrutura em áreas tais como transporte, moradia ou energia. Um sistema social moderno e viável, assim como um ambiente regulatório também são pontos críticos. E por último, mas não menos importante, o Brasil precisa investir mais em educação. As empresas aqui no Brasil precisarão de funcionários ainda mais capacitados para terem sucesso na economia global.

Quais são as expectativas da Allianz em relação aos dois eventos esportivos internacionais que se realizarão no Brasil, como a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016?

Do ponto de vista afetivo, esses eventos são experiências maravilhosas. Na Alemanha sediamos a Mundial de Futebol em 2006. Era como uma grande e animada reunião de família. Praticamente todos os alemães guardam uma boa recordação desse evento. Munique, a cidade-sede do Grupo Allianz, ainda hoje aproveita os frutos das Olimpíadas de 1972, para a qual foram desenvolvidos inúmeros projetos urbanísticos excelentes, incluindo a construção do metrô. Neste momento, nós estamos esperando para ver se Munique irá ganhar o posto para sediar a Olimpíadas e Pára-Olimpíadas de 2018.

E em termos de negócios? Afinal, a infraestrutura está atrasada.

O Brasil tem muito a ganhar como país-sede da Mundial de Futebol e das Olimpíadas, tanto em termos de vantagens tangíveis como em visibilidade internacional para o país. Em termos de infraestrutura, muita coisa acaba sendo realizada na corrida final que precede esses eventos, e obviamente os negócios também aproveitam isso – por exemplo, a indústria de Turismo. A Allianz Brasil já está presente – ou está abrindo filiais – em todas as cidades que estarão recebendo jogos do Mundial de Futebol. Já temos no nosso portfólio seguros de riscos de engenharia para estádios. E é claro, oferecemos soluções em seguros e assistência de viagem.

Diante desse cenário, o que os acionistas esperam da operação brasileira?

A Allianz tem um compromisso sólido e consideramos o mercado brasileiro como um dos nossos mercados em expansão essenciais. Estamos satisfeitos com o desenvolvimento de nossas atividades no país. A Allianz Brasil mais do que duplicou de tamanho desde 2005. Este ano, esperamos um faturamento superior a US$ 1,8 bilhão, acima dos US$ 1,5 bilhão do ano passado. Estamos muito satisfeitos com o sólido desempenho econômico, que é o melhor pré-requisito para um maior crescimento e também para a oferta de produtos, com foco no consumidor e qualidade dos nossos serviços.

A concorrência no Brasil está acirrada. Como se destacar?

A Allianz Brasil tem a grande vantagem de integrar um grupo internacional. Desde 2008, países da América do Sul e da península Ibérica já operam em conjunto como uma região única, em estreita interação com a Allianz Espanha, que é uma das empresas com melhor performance dentro do Grupo Allianz. Essa proximidade nos permite um intercâmbio bem-sucedido de melhores práticas nas áreas de operações, TI, indenizações e subscrição. O grupo faturou EUR 106,4 bilhões em 2010, sendo EUR 43,9 bilhões em Property & Casualty (seguros gerais), EUR 57,1 bilhões em Vida e Saúde e EUR 5,4 bilhões de euros em gestão de ativos por meio da PIMCO. Tem 150 mil funcionários para atender 76 milhões clientes.

Só isso não basta para uma empresa estrangeira se destacar num mercado de seguros dominados por seguradoras ligadas a bancos.

No Brasil somos hoje um forte parceiro para corretores e clientes, sejam eles clientes massificados ou grandes conglomerados corporativos. Temos uma ampla gama de soluções, de A a Z, e por isso achamos que nossa empresa está bem posicionada para lidar com as oportunidades de todas as mega-tendências que despontam no horizonte brasileiro. Somos uma seguradora líder, conhecida e respeitada pela expertise técnica. Temos essa imagem, por exemplo, nas linhas industriais, como engenharia, responsabilidade e incêndio. Somos cada dia mais reconhecidos em automóveis e em saúde.

Por treinar seus funcionários em unidades internacionais, muitos deles são alvos dos concorrentes, que sofrem com um apagão de talentos. Como lidar com isso?

Ser um empregador atraente é dos itens mais críticos para prosseguir no desenvolvimento econômico da indústria brasileira de seguros. Aqui também a Allianz está muito bem posicionada. Podemos oferecer oportunidades destacadas em todos os níveis, desde o pessoal operacional até os níveis médios de gerência e a alta administração. Obviamente, nossa presença global aliada à nossa destacada expertise e know-how nos conferem um diferencial marcante. Só para dar alguns exemplos, o ex-CFO da Allianz Brasil foi indicado como CEO da Allianz Portugal no início deste ano. Também temos diversos colegas com formação no Brasil e que atualmente estão atuando na Europa, devendo retornar em algum momento à América do Sul para ajudar a desenvolver mais as nossas atividades por aqui.

Pedido de indenização pela internet

A SulAmérica, em parceria com a AutoGlass, disponibilizará a partir do mês de maio a abertura de sinistro de vidros, lanternas, faróis e retrovisores via internet, por meio do site www.abraseuatendimento.com.br/sulamerica. No site, o cliente preenche um formulário informando com detalhes o dano causado ao veículo. A AutoGlass enviará email informando o endereço do posto de atendimento mais próximo e a data em que o cliente deverá comparecer ao local para realização dos reparos. O segurado que optar pela abertura do sinistro pela internet terá desconto no valor da franquia da garantia de vidros. O serviço está disponível para os clientes SulAmérica Auto em todo o Brasil.

Esse tipo de serviço deverá crescer entre as seguradoras. Afinal, os consumidores estão cada dia mais plugados e buscam comodidade para resolver seus problemas. Quem não ofertar essa comodidade, perderá mercado, com certeza.

Sustentabilidade em seguros

Matéria extraída do portal da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

A chamada Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP FI), com apoio da HSBC Seguros, apresentou esta semana, em São Paulo, os Princípios para a Iniciativa de Sustentabilidade em Seguros. O processo pioneiro de desenvolvimento de princípios para sustentabildiade em seguros contou com a participação de empresários do setor, governo, órgãos reguladores e acadêmicos da América Latina e Caribe. Os quatro princípios são formados por um conjunto de boas práticas globalmente aplicáveis pelas empresas que buscam a redução do risco de desastres, o manejo saudável do ecossistema e a inclusão social financeira, sendo eles:

Princípio 1 – Considerar sistematicamente questões ambientais, sociais e de governança nas estratégias e operações comerciais; Princípio 2 – Unir participantes da indústria de seguros para aumentar a consciência sobre questões ambientais, sociais e de governança a fim de reduzir riscos e desenvolver soluções; Princípio 3 – Trabalhar em conjunto com a sociedade para melhorar a eficácia na implementação dos processos; Princípio 4 – Demonstrar transparência nas atividades e reportar o progresso na implementação dos Princípios.

“A elaboração destes princípios representa uma contribuição histórica e um compromisso de longo prazo da indústria global de seguros com a ONU para o cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável”, afirma o chefe da Iniciativa Financeira do PNUMA, Paul Clements-Hunt.

Além da América Latina e Caribe, as reuniões para apresentação e discussão dos princípios desenvolvidos acontecem em sete regiões geográficas: África, Ásia, Europa, Oriente Médio e Norte da África, América do Norte e Oceania. A natureza e o escopo destas reuniões são inovadores e irão assegurar que o processo de desenvolvimento deste projeto seja global, inclusivo e consultivo.

O lançamento oficial dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros será na Conferência Rio +20, que acontece no Rio de Janeiro, em junho de 2012. “Os objetivos desses Princípios são vitais para a saúde da indústria de seguros e para a economia da América Latina e Caribe. Eles representam práticas de seguros que consideram as questões ambientais, sociais e de governança, reduzem os riscos e encontram novas oportunidades de negócios”, explica Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros Brasil e co-presidente do Grupo de Seguros para América Latina do Programa de Políticas Ambientais das Nações Unidas. “Da mesma forma, tais práticas constroem uma indústria de seguros mais resistente, que pode servir melhor seus clientes e contribuir para a sustentabilidade ambiental, social e econômica”, completa.

A Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é uma parceria global entre o PNUMA e o setor financeiro global. Trabalha em estreita colaboração com cerca de 200 instituições financeiras, que são signatárias das declarações da Iniciativa, e com uma ampla gama de organizações parceiras.

O objetivo é desenvolver e promover vínculos entre a sustentabilidade e as práticas financeiras. Por meio de redes ‘ponto a ponto’, pesquisa e formação, a Iniciativa realiza sua missão de identificar, promover e realizar a adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade em todos os níveis das operações financeiras institucionais. Mas informações – www.unepfi.org

Grupo do Sotaque vira Associação das Seguradoras Internacionais

O jornal Valor Econômico traz hoje uma matéria sobre a transformação do Clube do Sotaque na Associação Brasileira das Companhias de Seguros Internacionais. João Francisco, presidente da HDI e presidente da entidade (foto), diz que o interesse é “ter uma atuação mais pró-ativa, defender os interesses de nossas associadas junto aos órgãos governamentais, defender a livre iniciativa e brigar contra a reserva de mercado.”

Segundo números da nova associação, as estrangeiras já representam cerca de 41,8% do mercado segurador no Brasil e o total de ativos das empresas alcança R$ 73,5 bilhões. Em prêmios emitidos, as estrangeiras ficaram, em 2010, com 35% do mercado, ou R$ 30,9 bilhões, do total de cerca de R$ 90 bilhões do setor como um todo, segundo Borges da Costa.

Para ele, a limitação do repasse do resseguro a empresas do mesmo grupo no exterior chega num momento já complicado para o mercado segurador internacional, após os prejuízos com a catástrofe no Japão e os preços em alta. “Aceitamos a reserva de mercado de 40% (também prevista nas resoluções 224 e 225 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), mas não aceitamos o limite de 20%”, diz ele ao Valor.

O assunto virou bandeira de várias entidades internacionais, que têm pressionado o governo brasileiro para mudar a medida. Segundo fontes do setor, há uma forte tendência do Ministério da Fazenda em elevar o percentual para 40% e também corrigir algumas distorções que geraram dúvidas e brechas no texto regulatório. Caso nada seja feito pelo governo, a saída será entrar com medidas legais que questionam a legalidade das resoluções.

Na entrevista do Valor, o presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, diz que “não é por aí. Não é criando uma associação que vai melhorar o segmento. Acho que conhecemos mais o mercado brasileiro.” A CNSeg, de acordo com Gouvêa Vieira, é composta por 149 seguradoras – o total do mercado é de 196 empresas -, incluindo os 15 maiores grupos de operadoras de planos de saúde, que representam 37,7% do setor de saúde suplementar.

A nova associação conta com as seguradoras estrangeiras ACE, Allianz, Assurant, Berkley, Cardif, Chartis, Chubb, Fairfax, HDI, HSBC, Liberty, MetLife, Mitsui Sumitomo, QBE. Royal Sun Alliance, Santander, Tokio Marine, UBF e Zurich. Participam da diretoria Fernando Zambolim, da Zurich, Guilhermo Leon, da Chartis, Luis Maurette, da Liberty, Luis Roberto Paes Foz, da UBF, Patrícia Godoy Oliveira, da ACE e Paulo Marracini, da Allianz.

A link da materia do Valor é
http://www.valoronline.com.br/impresso/financas/104/429227/seguradora-estrangeira-cria-entidade-e-divide-setor