SulAmérica é premiada pela revista Capital Aberto

Parabéns para a SulAmérica. Em meio a tantas mudanças internas e da indústria de seguros, a centenária seguradora vem fazendo a lição de casa, que lhe rendem prêmios importantes como esse. É isso ai!

Abaixo segue a Integra do comunicado distribuído pela SulAmérica aos jornalistas, curiosos com o desfecho da negociação da venda dos 37% da participação do ING, que tornou público a venda da parte de seguros em todo o mundo. Boa parte já foi negociada. No Brasil, por ser um dos países mais importantes para as estrangeiras, a disputa é grande. Por outro lado, por ser a SulAmérica praticamente uma das poucas opções entre as dez maiores, o preço é alto. E como todos que pagam caro, a análise é minuciosa e leva tempo. Ainda mais em um cenário de crise internacional. Vamos aguardar.

Comunicado

A SulAmérica conquistou o primeiro lugar no Prêmio “As Melhores Companhias para os Acionistas 2011”, concedido pela Revista Capital Aberto para as empresas que mais se destacaram em rentabilidade do negócio, rentabilidade da ação, liquidez, governança corporativa e sustentabilidade.

A SulAmérica foi campeã na categoria de companhias com valor de mercado entre R$ 5 bilhões e R$ 15 bilhões, btendo excelentes notas em todos os quesitos analisados, com destaque para a nota máxima – 10 – obtida em governança corporativa, enquanto a mediana entre as empresas concorrentes foi 7,76. Entre as ações da seguradora que se destacaram em governança corporativa estão a separação das posições de presidente do Conselho de Administração e de diretor-presidente, com a posse em março de 2010, do novo presidente executivo Thomaz Cabral de Menezes, com Patrick de Larragoiti Lucas mantendo-se à frente do Conselho de Administração, e a adoção de um programa permanente de aprimoramento da efetividade do Conselho.

A companhia também obteve nota 10 em sustentabilidade por compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBovespa, sendo a única seguradora a fazer parte deste índice, onde figura há dois anos consecutivos. A SulAmérica recebeu ainda nota 9 nos critérios de rentabilidade do negócios e rentabilidade da ação. A companhia registrou no ano passado lucro líquido total de R$ 614 milhões, com crescimento de 48,5% em relação a 2009. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 21,5%. Com base na metodologia adotada na premiação, entre 31 de maio de 2010 e 31 de maio de 2011, a variação do retorno total da ação, incluindo dividendos, menos o custo do capital do acionista (TSR-Ke), foi de 54,38%.

Seguradoras vendem R$ 58 bi até julho, alta de 20,6%

Veja abaixo nota divulgada pela Susep

As seguradoras faturaram aproximadamente R$ 58,1 bilhões nos sete primeiros meses deste ano. Segundo a Susep, esse valor é 20,6% maior que o apurado no mesmo período de 2010. Não estão incluídos nessa cifra o seguro saúde, que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de previdência privada complementar aberta e a capitalização.

A taxa média de sinistralidade do mercado caiu de 51% para 47%, muito embora tenha havido um incremento de 18,5% dos sinistros, que somaram cerca de R$ 15,3 bilhões no acumulado de janeiro a julho.
Isso significa que, nos sete primeiros meses do ano, o mercado devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, benefícios e resgates, algo em torno de R$ 73,06 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados, ou ainda R$ 3,04 milhões a cada hora.

Os dados completos estão no site: www.susep.gov.br e podem ser acessados no link: http://www.susep.gov.br/menuestatistica/SES/resp_premiosesinistros.aspx

Generali patrocina evento no Rio pela Independência da Itália

Cada dia mais os estrangeiros apostam no relacionamento com empresas locais. A notícia do dia hoje vem da Generali Brasil Seguros, A seguradora italiana, que convive com especulações de que estaria fazendo uma grande aposta em uma parceria no Brasil, foi uma das empresas patrocinadoras do evento comemorativo dos 150 anos de Independência da Itália, que marca a unificação do país, realizada há cerca de quinze dias no Rio de Janeiro.

Em grande estilo, o jantar em grande estilo, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Ítalo-Brasileira, aconteceu no Copacabana Palace. Presidente da entidade, Pietro Petraglia destaca que o evento foi de grande importância também por reunir o mundo empresarial italiano no Rio de Janeiro, no qual vem participando do desenvolvimento econômico do estado, que vive um momento especial. O governador Sergio Cabral, o vice-presidente Luiz Fernando Pezão e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, prestigiaram o jantar, que contou com a presença de várias personalidades do cenário cultural e empresarial. A noite foi marcada pela apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, do tenor Francesco Malapena e da banda Alberto Laurenti, ambos vindo especialmente da Itália para o evento. Além disso, houve desfile de jóias do maior designer italiano: Gerardo Sacco.

UBF, controlada pela Swiss Re, negocia com BNDES

Em coquetel realizado na última terça-feira, a UBF Seguros, controlada pela Swiss Re e com participação do IFC, braço financeiro do Banco Mundial, informou a jornalistas presentes que tem tido conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenhar um seguro garantia, na modalidade complention Bond, que atenda às necessidades do banco de fomento, responsável por 70% da liberação de recursos para investimetnos em infraestruturas desenhados no formado de project bonds.

Em 2011, o BNDES já contabilizou 127 operações de Project finance, envolvendo R$ 4,3 bilhões. A expectativa da UBF é ter a apólice pronta em dois meses. Ter seguros adequados poderá ajudar a destravar a fila de linhas de financiamentos nas agendas de bancos, empresas e governos, que buscam reduzir custos e mitigar riscos para dar vazão as necessidade de infraestrutura do pais.

O evento, repleto de executivos importantes, marcou a despedida de Luiz Foz, que abraça novos desafios depois de décadas dedicadas ao setor, principalmente em seguro garantia e agronegócios, e a chegada de Filipe Bonetti (foto), que vem desenvolvendo sua carreira na segunda maior resseguradora do mundo. “As empresas europeias são de uma gentileza incalculável. Veja que bela homenagem a um executivo que deixa o grupo”, comentou um dos executivos presentes.

Além da homenagem a Foz, a UBF aproveitou para mostrar o quanto aposta no Brasil. Segundo Bonetti, a seguradora já entrou em três contas do consórcio que disputam seguros da Comperj, maior complexo petroquímico do Rio de Janeiro. Estimativas do governo apontam para mais de R$ 1,3 trilhão em investimentos necessários para infraestrutura no Brasil. Desses, quase R$ 100 bilhões para a Copa do Mundo e R$ 150 bilhões para a exploração do pré-sal. Em praticamente todos esses contratos há programas de seguros para mitigar riscos dos investidores.

Bonetti conta que o segundo semestre está mais movimentado, por conta da disputa pelos seguros de aeroportos e portos. No entanto, tudo depende da estruturação dos financiamentos das obras de infraestrutura que irão preparar o país para crescer e sediar os mundiais esportivos. Outro produto que está na prateleira visando abocanhar negócios com o crescimento sustentável do Brasil é o de garantia ambiental.

Lloyd’s of London sinaliza problemas para a indústria mundial

Mais um comunicado oficial importante. Apesar de estar dedicada a outros trabalhos neste momento, o que me tira da deliciosa tarefa de acompanhar a indústria de seguros, tenho de colocar aqui algumas notícias importantes. O balanço do semestre do Lloyd’s of London, o maior mercado de seguros do mundo, é uma delas. Afinal, esse mercado de mais de três séculos dita muitas das regras do setor, assim como preços, coberturas e inovações. Se ele divulga hoje prejuízo, melhor todos ficarem atentos. Isso é um sinal de endurecimento das condições de negociações daqui para frente. Principalmente porque esses resultados se referem ao primeiro semestre. O que está por vir neste segundo semestre, com o agravamento da crise financeira em diversos países, só deverá complicar ainda mais o cenário de 2011.

Segue abaixo a íntegra do release em português, divulgado pelo escritório brasileiro do Lloyd’s. As notas as editores trazem importantes explicações.

O Lloyd’s, líder no mercado de seguros especializados do mundo, anunciou hoje um prejuízo intermediário antes dos impostos no valor de 697 milhões de libras (US$1.122 milhão) para o período semestral encerrado em 30 de junho de 2011 (£628 milhões de lucro, junho de 2010). O resultado é consequência dos seis primeiros meses mais difíceis jamais registrados em relação a grandes catástrofes para o ramo de seguros, com 2011 já provavelmente detendo o recorde de segundo ano de maior prejuízo para as seguradoras.

O mix de investimentos conservadores do Lloyd’s resultou em um retorno positivo de 548 milhões de libras (US$883 milhões), apesar da continuada volatilidade nos mercados financeiros. Os ativos centrais tiverem um recorde de alta, deixando o mercado bem capitalizado, a despeito do alto nível de reclamações.

O Chairman do Lloyd’s, Lord Levene, disse: “2011 já está sendo um dos anos mais desafiadores jamais registrados para o ramo de seguros, com grandes catástrofes naturais devastando comunidades na Austrália, Nova Zelândia, Japão e EUA. A capacidade do Lloyd’s de pagar bilhões em reclamações para ajudar essas comunidades é inquestionável e o fato de termos conseguido fazer isso sem lançar mão de nossas reservas de capital central dá testemunho da boa gestão de exposição de mercado.”

O Presidente do Lloyd’s, Richard Ward, acrescentou: “Estamos vivendo tempos difíceis no ramo de seguros, mas estamos bem posicionados para enfrentá-los. Apesar de termos incorrido em US$10,8 bilhões em reclamações no primeiro semestre mais difícil da história, o Lloyd’s entrou no segundo semestre do ano com US$92 bilhões em ativos líquidos* para dar respaldo a nossos negócios e pagar reclamações. No entanto, enquanto as taxas de juros estiverem baixas e os mercados acionários estiverem voláteis, não podemos contar com receita de investimentos para subsidiar nossa subscrição, temos que declinar riscos sub-precificados.”

Notas aos Editores:

1. Uma cópia do Relatório de Resultados Intermediários do Lloyd’s e apresentação a analistas pode ser acessada em: www.lloyds.com/2011interims

2. Um índice combinado é uma medida de lucratividade de underwriting de uma seguradora com base no índice de reclamações incorridas líquidas mais despesas operacionais líquidas em relação a prêmios ganhos líquidos. Um índice combinado de 100% é o ponto de equilíbrio. Um índice superior a 100% significa prejuízo e inferior a 100% significa lucro.

3. *As instituições correlatas registraram uma média estimada de 117% para as Bermudas (junho de 2010, 95%) (i); 116% para as resseguradoras dos EUA (junho de 2010, 99%) (ii); 109% para seguradoras especializadas em propriedade e riscos de responsabilidade (junho de 2010, 101%) (iii); e 106% para seguradoras e resseguradoras europeias (junho de 2010, 101%) (iv).

4. Fontes de cifras de índices combinados para grupos correlatos internacionais (i) Retorno das companhias das Bermudas/análise do Lloyd’s (agosto de 2011), (ii) seguros e resseguros nos EUA – Associação de Resseguros da América (setembro de 2011), (iii) ramo de seguros de propriedade e riscos de responsabilidade nos EUA – Instituto de Informações sobre Seguros (estimativa – setembro de 2011), (iv) ramo de propriedade e riscos de responsabilidade e seguros e resseguros na Europa, Retorno das companhias/análise do Lloyd’s (agosto de 2011).

5. Os ativos centrais incluem os ativos do Fundo Central e os outros ativos da Companhia. No total, o valor dos ativos centrais do Lloyd’s, excluindo a faixa resgatável e responsabilidade em relação à divida subordinada, montou a 2.472 milhões de libras em junho de 2011 (US$3.980 milhões) (2.232 milhões de libras, junho de 2010).

6. Os saldos devidos a/de Membros e Fundos representam o total dos recursos de cada membro. Esses recursos operam em bases variadas e só estão disponíveis para alcançar a parcela de reclamações de cada membro. Os Ativos Centrais estão disponíveis, a critério do Conselho, para atender às responsabilidades de qualquer membro em bases mútuas.

7. *O Lloyd’s tem US$92 bilhões em ativos líquidos disponíveis para atender a reclamações líquidas futuras. Isso representa os recursos totais da Society of Lloyd’s e de seus membros antes da dedução de provisões técnicas líquidas detidas.

8. As taxas de câmbio podem variar substancialmente em relação às taxas vigentes em 30 de junho de 2011 (£1 = US$1,61, £1 = €1,11) aplicadas em 30 de junho de 2011.

9. Esse comunicado a imprensa refletem demonstrações de previsões futuras. Elas refletem expectativas, projeções e previsões atuais sobre eventos e desempenho financeiro futuros. Todas as questões referentes a demonstrações de previsões futuras envolvem riscos, incertezas e pressuposições. Com base em vários fatores, os resultados reais podem variar substancialmente em relação aos previstos nas demonstrações de previsões futuras.

Esses fatores incluem, entre outros:
– As taxas e os termos e condições das apólices podem variar em relação aos previstos.
– Sinistros reais pagos e o cronograma desses pagamentos podem variar em relação a sinistros estimados e cronogramas de pagamentos estimados, levando-se em conta a natureza preliminar dessas estimativas.
– A atividade de reclamações e sinistros pode ser maior ou mais grave do que o previsto, em resultado de eventos catastróficos naturais ou causados pelo homem.
– A concorrência que afeta a base de fixação de preços, capacidade, termos de cobertura e outros fatores pode ser maior do que a prevista.
– Resseguros colocados com terceiros podem não ser totalmente ressarcíveis ou podem não ser pagos pontualmente ou esses resseguros podem não estar disponíveis ou não estar disponíveis em termos comercialmente atrativos.
– Desdobramentos nos mercados financeiro e de capitais podem afetar adversamente investimentos de capital e prêmios ou a disponibilidade de capital em ações ou dívida.
– Mudanças nos ambientes jurídico, regulatório, fiscal ou contábil em países relevantes podem afetar adversamente (i) a capacidade do Lloyd’s de oferecer seus produtos ou atrair capital, (ii) a experiência de sinistros, (iii) o retorno financeiro ou (iv) a competitividade.
– Contração econômica e outras mudanças nas condições econômicas gerais podem afetar adversamente (i) o mercado de seguros em geral ou de certos produtos oferecidos pelo Lloyd’s ou (ii) outros fatores relevantes para o desempenho do Lloyd’s.

10. A lista de fatores acima não é abrangente e deve ser lida juntamente com outras declarações de advertência incluídas no presente ou em outros textos. O Lloyd’s não assume qualquer obrigação de atualizar ou revisar qualquer demonstração de previsões futuras, devido à obtenção de novas informações, futuros desdobramentos ou outros.

Seguro pioneiro contra a cólera para empreendedoras no Haiti

A Swiss Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, divulgou hoje um comunicado interessante sobre as várias possibilidades do resseguro ajudar governos a mitigar riscos. Neste caso foi o de doenças, a que todos os países estão expostos. No Brasil, por exemplo, temos surtos de meningite. Veja o que a indústria de seguros pode fazer para ajudar nesses casos.

Veja a íntegra do comunicado da Swiss Re

Os casos de cólera começaram aparecer no Haiti após as chuvas torrenciais que castigaram o país no início de 2011. Essa situação motivou a Fonkoze, a maior organização de microfinanciamento do país, a Mercy Corps e a Swiss Re – todos parceiros na MiCRO (Microinsurance Catastrophe Risk Organization – Organização de Microsseguros contra Risco de Catástrofes) – a assumir o compromisso de desenvolver e realizar um novo esquema de seguro contra a cólera que garanta a indenização em “tempo real” uma vez que um conjunto pré-definido de critérios seja preenchido. Incluem-se aí hospitalizações relacionadas à cólera e fatores climáticos observáveis ligados a surtos de cólera.

Essas apólices paramétricas, que empregam um índice específico para refletir com precisão as situações locais efetivas, são particularmente eficientes, pois podem proporcionar fundos mesmo enquanto os titulares de apólices aguardam exames médicos ou outras avaliações. Prevê-se que o esquema disponibilize coberturas contra a cólera para as tomadoras de Fonkoze (que atualmente chegam a 50.000) e suas famílias, e que esteja plenamente implementado até 2013.

Michel Liès, Presidente de Parcerias Globais da Swiss Re, explicou que o seguro contra a cólera se basearia no produto existente da MiCRO no Haiti, uma cobertura de microsseguro contra catástrofes naturais lançada no início de 2011, que oferece proteção para as clientes da Fonkoze contra a perda de meios de subsistência causada por terremotos, inundações e furacões. A solução contra catástrofes naturais recentemente foi agraciada com a premiação “2011 Company Launch of the Year” (Lançamento empresarial do Ano 2011) pela publicação do setor de seguros global The Review, e foi reconhecida como “o novo empreendimento mais significativo em uma área de necessidade do mercado” do ano.

“Cerca de 4.000 mulheres que perderam suas casas ou bens de negócios nas enchentes ocorridas no início deste ano já receberam indenizações no valor de US$ 1 milhão. Esperamos que essa apólice contra a cólera seja igualmente eficaz para garantir que a infecção de um provedor de renda não acarrete dificuldades para a família inteira”, afirmou Liès. “Prevemos, também, que o índice que criamos para a MiCRO possa ser aplicado a outras doenças infecciosas em outras partes do mundo.”

Fortalecimento de agricultores carentes no Senegal para lidar com o risco do clima

Em seu segundo compromisso com a CGI, a Swiss Re está trabalhando com a Oxfam America, o Programa Mundial para a Alimentação (WFP) e o USAID (patrocinador do WFP) para levar ao Senegal um programa de “seguro trabalhista” que dará a dezenas de milhares de pequenos agricultores carentes do país recursos para manter seus meios de subsistência apesar do possível impacto da mudança do clima na produtividade da lavoura.

Conhecida como R4 – iniciativa de capacidade de recuperação em áreas rurais, o projeto do Senegal é uma extensão de um projeto-piloto de sucesso na Etiópia da Swiss, da Oxfam America e outros parceiros , e que será expandido para outros países futuramente.

A Swiss Re irá capitanear a criação e implementação de soluções de transferência de risco que permitam a esses agricultores gerenciar sua vulnerabilidade às mudanças do clima, e contribuirá com US$ 1,25 milhão ao longo de cinco anos para a implementação e expansão da iniciativa.

Atualmente, o esquema traz os benefícios do seguro para 13.000 famílias africanas (eram 200 família beneficiadas à época do lançamento, em 2009) e pretende acrescentar mais 18.000 só no Senegal até 2016. Dessas, prevê-se que 15.000 paguem pelo seguro com trabalho, e que as 3.000 paguem em dinheiro.
O projeto R4 torna o seguro acessível mesmo para os membros mais carentes de uma comunidade por lhes oferecer a opção de pagar pelos prêmios com trabalho. Esse programa inovador de seguro pago com trabalho irá envolver os agricultores em projetos locais de irrigação e silvicultura com o intuito de reduzir o impacto da mudança do clima em suas aldeias.

Afirmou Liès: “O seguro é uma das pedras angulares do crescimento e estabilidade econômica, e a Swiss Re tem o orgulho de contribuir com nosso conhecimento para que mesmo os agricultores mais carentes e suas famílias possam sobreviver quando suas culturas forem arruinadas por secas, enchentes ou outros impactos climáticos. Demonstramos que até os agricultores desprovidos de renda podem construir um futuro melhor por meio da troca de trabalho por seguro, de formas que também contribuam para fortalecer suas comunidades.”

O conceito R4 baseia-se em quatro pilares de gerenciamento do risco: redução do risco da comunidade, assunção de risco produtivo, transferência de risco e reservas de risco que, juntos, criam capacidade de recuperação na área rural. Na qualidade de única (res)seguradora comercial integrante do conselho consultivo estratégico do R4, a Swiss Re irá liderar a criação e implementação dessas soluções revolucionárias de transferência de risco na Etiópia e no Senegal.

O poder da parceria

Em todo o mundo, a gravidade e frequência crescentes das catástrofes naturais e dos impactos da mudança do clima estão elevando os custos dos esforços de socorro pós-desastres e reconstrução. O grande hiato entre perdas econômicas e sinistros efetivos é bastante problemático nos mercados em desenvolvimento e emergentes, que geralmente são os que sofrem os maiores impactos e os menos preparados.

“É com orgulho que contribuímos com nosso conhecimento da área de seguros para parcerias fortes, como a R4 e a MiCRO, que visam permitir que os mais vulneráveis se recuperam com maior rapidez após a ocorrência de desastres. É importante para a Swiss Re que as parcerias das quais participamos contem com parceiros de credibilidade, que incorporem uma perspectiva de longo prazo com possibilidade de ampliação e transferência, beneficiando assim mais pessoas ao longo do tempo, e em mais regiões,” concluiu Liès.

Setor cresce 21,6% no primeiro semestre

Veja abaixo o comunicado distribuido pela Susep sobre o desempenho do setor no primeiro semestre.

As vendas de seguros gerais e de vida (incluíndo VGBL) alcançaram quase R$ 50 bilhões no primeiro semestre, acaba de informar a Susep, para quem a expansão foi de 21,6% sobre o resultado apurado no mesmo período de 2010. Neste parcial, não constam as receitas geradas pelo seguro saúde, que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nem dos planos de previdência privada complementar aberta e a capitalização.

Segundo a Susep, a taxa média de sinistralidade do mercado caiu de 51% para 46%, muito embora tenha havido um incremento de 19% dos sinistros, que somaram cerca de R$ 13,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Ou seja, nos seis primeiros meses do ano, o mercado devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, benefícios e resgates, algo em torno de R$ 72,7 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados, ou ainda, R$ 3 milhões a cada hora. Os dados completos estão no site: www.susep.gov.br e podem ser acessados no link: http://www.susep.gov.br/menuestatistica/SES/premiosesinistros.aspx?id=54

Previdência privada aberta arrecada R$ 3,7 bilhões em julho

Segue a íntegra do comunicado distribuído pela Fenaprevi

O mercado de previdência privada aberta fechou o mês de julho com arrecadação de R$ 3,7 bilhões. O volume de aportes no sistema é 12,81% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando R$ 3,3 bilhões ingressaram nessa modalidade de poupança de longo prazo.

No mês de julho, os dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 64 seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país, mostram que os planos empresariais cresceram 28,62% e novos depósitos totalizaram R$ 507,9 milhões. Os planos para menores obtiveram alta de 13,95% e aportes de R$ 129 milhões. Já os planos individuais receberam o maior volume de aportes: R$ 3,1 bilhões com expansão de 10,58%.

Segundo Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, o crescimento a maior expansão na arrecadação dos planos empresariais deve-se ao aumento do emprego formal e com carteira assinada nesse período. “A previdência privada aberta tem sido um dos benefícios oferecido pelas empresas para dar mais segurança aos seus empregados e também para atrair e reter talentos”, afirma.

Na análise por tipo de plano, o VGBL, indicado principalmente para quem não declara imposto de renda pessoa física pelo modelo completo de declaração anual de ajustes, foi o produto preferido dos participantes. A modalidade cresceu 16,27% em julho com arrecadação total de R$ 3 bilhões. Já o PGBL, voltado para quem utiliza o modelo completo da declaração anual de ajustes do imposto de renda pessoa física, arrecadou R$ 475,5 milhões em julho, alta de 7,39% frente ao mesmo mês no ano passado.

Carteira de investimento

Com o desempenho, a carteira de investimento do sistema (total de recursos das diversas modalidades de ativos) contabilizou R$ 246,6 bilhões em julho, volume 22,16% maior que os R$ 201,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.

De acordo com o balanço da Fenaprevi, a carteira do VGBL obteve alta de 30,02%, passando de R$ 108,7 bilhões para R$ 141,4 bilhões. Já o PGBL cresceu 15,93% no período. A carteira do produto passou de R$ 52 bilhões para R$ 60,4 bilhões. Por fim, a carteira de planos tradicionais passou de R$ 40,4 bilhões para R$ 44,1 bilhões, alta de 9,31%.

Provisões

As provisões — recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar — somaram R$ 238 bilhões em julho de 2011, alta de 22,74% em relação a julho de 2010 quando as provisões totalizaram R$ 193,9 bilhões. As provisões dos planos VGBL, correspondendo a expectativa do mercado, tiveram o crescimento mais expressivo (30,02%), passando de R$ 109 bilhões em julho de 2010 para R$ 141,8 bilhões em julho de 2011.

As provisões de PGBL cresceram 15,78%, sendo que as provisões do produto passaram de R$ 51,8 bilhões em julho do ano passado para R$ 59,9 bilhões em julho deste ano. As provisões dos planos tradicionais passaram de R$ 32,5 bilhões em julho de 2010 para R$ 35,6 bilhões no mesmo mês em 2011 — alta de 9,74%.

Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 59,59% do total, seguidos pelos PGBL, com 25,20% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 14,99% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi — completam a equação, com 0,20%.

Ranking – Julho 2010

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em julho com 31,23% do total arrecadado, seguida pela Itaú Vida e Previdência (25,54%), BrasilPrev (19,91%), Caixa Vida e Previdência (6,91%), Santander Seguros (6,47%), HSBC Vida e Previdência (4,64%), Safra Vida e Previdência (1,10%), Icatu Seguros (0,97%), Sul América (0,72%), Porto Seguros (0,61%. As demais seguradoras somam, no total, 1,91% da arrecadação.

Resultado Acumulado

Em relação ao resultado acumulado de janeiro a julho de 2011 os planos de previdência arrecadaram R$ 28,7 bilhões, crescimento de 23,80% na comparação com o acumulado do ano anterior. O crescimento foi puxado pelo VGBL que somou R$ 23,3 bilhões, alta de 28,06% frente ao acumulado de 2010.

Os planos PGBL apresentaram alta de 15,63% no período com arrecadação de R$ 3,4 bilhões. Já os planos tradicionais registraram queda de 3,60% e arrecadaram R$ 1,8 bilhões em comparação aos R$ 1,9 bilhões no acumulado de 2010.

No resultado acumulado do ano os planos individuais obtiveram o melhor desempenho com arrecadação de R$ 24,1 bilhões, um crescimento de 24,18%. Já os planos empresariais somaram R$ 3,6 bilhões, alta de 22,29%. Os planos para menores, por sua vez, acumularam 934,5 milhões, expansão de 20,38%.

Mercado acende luz amarela com temporada de furações no Atlântico

*matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

A temporada 2011 de formação de furacões no Atlântico começou com o Irene, cujos pedidos de indenizações de segurados já são estimados em US$ 3,5 bilhões. Semana passada foi a vez do Katia. Os especialistas preveem a formação de 14 a 19 tempestades tropicais nomeadas, das quais de sete a 10 podem se tornar furacões, durante 1º de junho a 30 de novembro. De três a cinco destes furacões seriam de grande intensidade ou pelo menos um de categoria 3 na escala Saffir-Simpson (de cinco níveis), o que representa ventos sustentados de pelo menos 179 km/horas.

Os estragos que eles podem causar são incalculáveis. A grande perda aconteceu em 2005, com a ocorrência de quatro furacões – Katrina, Rita, Wilma e Dennis-, com intensidade elevada. O furacão Katrina foi responsável pelo maior prejuízo financeiro. Segundo cálculos da Swiss Re, só esse furacão gerou perdas econômicas superiores a US$ 135 bilhões, sendo US$ 40 bilhões indenizadas pelas seguradoras, superando o furacão Andrew, ocorrido em 1992, com indenizações de US$ 22 bilhões e os atentados terroristas de Nova York, em 11 de setembro de 2001, com US$ 21 bilhões.

A principal preocupação das seguradoras está com o Golfo do México, local de grande concentração de plataformas de petróleo, que consumiu metade das indenizações do Katrina. O setor de energia, que engloba riscos de petróleo, embarcações e mineração, movimenta prêmios anuais de US$ 4 bilhões.

Os nomes dos furacões são retirados de uma lista de mais de 100 nomes, que são repetidos em um ciclo de 6 anos. Segundo explicam os especialistas, os nomes dos furacões e das tempestades tropicais são dados sempre que seus ventos atingem 62 quilômetros por hora. Quando um furacão causa danos excessivos seu nome é retirado da lista. Isso já aconteceu com mais de 60 nomes, entre eles o Katrina.

Cerca de 5 mil moradores pediram indenização por danos causados às suas residências, atingindo o montante de US$ 9,1 milhões. Além deles, 2.128 motoristas exigiram indenização por ferimentos sofridos nos acidentes provocados pelas chuvas e outros 252 motoristas reivindicaram US$ 656 mil pelos danos aos seus veículos. Estas indenizações somaram US$ 5,1 milhões. Os prejuízos causados a 1.555 estabelecimentos comerciais custaram quase US$ 4,5 milhões em indenizações.

Classificação. Existe uma escala que mede o poder de destruição dos furacões a partir da intensidade dos ventos. A escala vai de 1 a 5, sendo o quinto grau o mais violento e arrasador. Segundo o site apolo11.com, somente três furacões categoria 5 atingiram a costa dos EUA no século passado: um deles, sem nome, atingiu a Flórida em 1935, Furacão Camille em 1969 e Furacão Andrew em 1992.

Categoria 1 – ventos entre 119 e 153 km/h

Categoria 2 – ventos entre 154 e 177 km/h

Categoria 3 – ventos entre 178 e 209 km/h

Categoria 4 – ventos entre 210 e 249 km/h

Categoria 5 – ventos maiores que 249 km/h

Mais da matade das notificações do Coaf vem das seguradoras

*matéria extraída do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)

O presidente da Canadian Life and Health Insurance Association, Frank Swedlove, admitiu que o mercado segurador é alvo de menos tentativas de lavagem de dinheiro do que outros setores financeiros em todo o mundo, em razão da própria natureza da atividade. Ele classifica a atividade de seguros como de baixo risco para lavagem de dinheiro ou ações de financiamento ao terrorismo.

Swedlove já presidiu Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (GAFI ou FATF). Este órgão é responsável por 40 recomendações de combate à lavagem de dinheiro no mundo e de outras nove contra o financiamento ao terrorismo (são as 40 Recomendações + 9 Recomendações Especiais), seguidas por 34 países signatários da entidade, inclusive o Brasil.

Swedlove veio ao Brasil para o V Seminário de Controles Internos, Auditoria e Gestão de Riscos, promovido pela CNseg, nesta quinta-feira. Ele tratou da prevenção de lavagem de dinheiro no mercado de seguros. No encontro, o especialista assinalou que a tentativa de lavagem de dinheiro no mercado de seguros fica mais concentrada em ramos que acumulam capital. Ou seja, planos de previdência e seguros de vida com cláusula de sobrevivência. Nos demais ramos, como saúde, capitalização e apólices com baixos valores de importância seguradora, é incomum haver lavagem de dinheiro.

No Brasil, todas as modalidades de seguros, inclusive saúde, têm de notificar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) movimentações consideradas atípicas, tendo em vista as normas ditadas pela Susep e ANS. Entre os seis setores que têm órgão regulador exclusivo, o mercado de seguros é o líder em comunicados, superando com folgas atividades como instituições bancárias e mercado de capitais. O último levantamento do Coaf, de 31 de julho, revela que as notificações partidas de seguradoras somaram 177.178, bem mais da metade das 204.706 computadas no período. Desse total, bancos fizeram 31.283 notificações no período e o mercado de capitais, 1.475. No teto, o mercado segurador chegou a repassar mais de 1,3 milhões de comunicados, como ocorreu em 2009, ano de um total de 1,4 milhão de notificações ao Coaf dos seis que contam com órgãos de supervisão e fiscalização exclusivos.

O excesso de notificações das seguradoras tem relação direta com a falta de uniformidade da legislação.”O banco não precisa comunicar um CDB de um milhão, mas a seguradora tem de informar um VGBL do mesmo valor, embora ambos sejam investimentos”, exemplifica o presidente da Comissão de Controles Internos de CNseg, Assízio Oliveira, presidente da Comissão Técnca de Controles Internos da CNseg.

– Estamos precisando estudar melhor isso. Não diria que estamos usando uma bala de canhão, mas com certeza há alguma coisa de errada, porque o mercado bancário, que oferece mais risco de lavagem de dinheiro, comunica menos ao Coaf que o setor de seguros. Então, alguma coisa precisa ser melhor balanceada. Ainda mais porque o nível de aproveitamento de nossos comunicados é muito pequeno- acrescenta ele.

Assízio Oliveira lembra que as comunicações do mercado geram custos e, em razão disso, o ideal seria buscar mecanismos para haver um melhor aproveitamento das notificações. Sua comissão concluiu recentemente um trabalho técnico sobre o tema, incluindo-se aí um comparativo entre a legislação de combate à lavagem de dinheiro no mercado de seguros brasileiro e regulamentos equivalentes em outros países. O documento foi encaminhado à diretoria da CNseg para conhecimento e futuras ações perante o governo.