Circulares de microsseguros serão debatidas amanhã

Amanhã, o grupo de trabalho composto por executivos da indústria de seguros e por técnicos da Susep vai discutir pela primeira vez as sugestões das circulares preparadas para regulamentar o microsseguro. Trata-se de um segmento no qual todos colocam muita expectativa. Para se ter uma idéia, estudo da FGV indicam que há mais de 90 milhões para serem conquistados pelas seguradoras nas classes C e D. Se conquistados, a participação de seguros no PIB dobraria de 3,5% para 7% em alguns anos.

Para tanto, a Susep e as seguradoras estão empenhadas em divulgar normas que possam dar agliidade e solvência ao novo segmento. São quatro circulares. Uma que regulamenta o corretor de micrrosseguro, outra para correspondente de microsseguro, uma terceira para correspondentes bancário e a última que aborda a parte operacional, com os parâmetros do produto e formas de comercialização, como meios remotos, por exemplo.

Segundo informou Eugenio Velasques, diretor da Bradesco Vida e Previdencia (até hoje, pois ele mudará de função dentro do grupo) durante Fórum Brasileiro de Seguro Popular e Microsseguros, promovido pelo IQPC e realizado em São Paulo, a circular operacional tem de ter uma análise mais profunda e com certeza será preciso ter mais de uma reunião. “Há muito detalhe operacional e precisamos realmente discutir o assunto exaustivamente”, disse ele durante sua palestra.

Segundo ele, a reunião para a discussão começará as 11 horas, no Rio de Janeiro, na sede da Susep. “Mas não tem hora para terminar”, comentou. Segundo ele, pelo que já conseguiu ler das várias páginas que carrega em sua pasta, há vários pontos polêmicos. Um deles é colocar um limite máximo para cobertura.

Um exemplo é o produto de vida. A Bradesco sugeriu R$ 100 mil para gerar prêmio, que é o valor pago pelo cliente à seguradora, suficiente para ser possivel viabilizar a abertura de uma seguradora especifica para atuar com microsseguro. No entanto, a Susep sugere que o valor máximo de capital seja de R$ 30 mil. Se assim ficar, Velasques acredita que o valor não vai gerar prêmio suficiente para abrir uma seguradora própria. Dessa forma, a saída seria fazer do microsseguro um segmento dentro da seguradora tradicional. “Na Bradesco ainda não sabemos o que fazer. Se vamos abrir uma seguradora só para microsseguro ou se o nicho será agregado na operação do grupo”, comentou.

Durante o evento comenta-se que Velasques está deixando o cargo de diretor da Bradesco Vida e Previdência para assumir um cargo na holding do grupo Bradesco. A informação oficial devera ser divulgada no fim da tarde. Especulava-se que ele assumiria a operação de microsseguros na holind, bem como outras funções, como preparar as ações de sustentabilidade do grupo todo, uma vez que em junho a indústria de seguros vai aderir aos Princípios de Sustentabilidade.

Lloyd’s anuncia prejuízo de £516 milhões em 2011

Após o segundo ano de maior prejuízo por conta de catástrofes já registrado no ramo de seguros, o Lloyd’s, líder no mercado de seguros especializados do mundo, anunciou hoje um prejuízo de £516 milhões (US$ 800 milhões) para 2011. Segundo nota divulga, o principal mercado de seguros do mundo acumulou pagamentos de indenizações de £ 12,9 bilhões (US$ 20,6 bilhões) durante 2011, incluindo £4.6 bilhões (US$ 7,4 bilhões) de sinistros por catástrofes, tornando-se o ano com maior registro de sinistros de catástrofes nos 324 anos de história do mercado de seguros.

Isso derivou de uma série de catástrofes de grandes proporções como as inundações na Austrália em janeiro, o segundo terremoto na Nova Zelândia em fevereiro, o terremoto e tsunami no Japão em março e as inundações na Tailândia a partir de julho. O total de sinistros derivados de catástrofes naturais no mercado de seguros em 2011 foi de US$107 bilhões. O diretor-presidente do Lloyd’s Richard Ward disse: “Não se engane, 2011 foi um ano difícil para o ramo de seguros. Dada a dimensão dos sinistros, o prejuízo não é de surpreender, mas reflete o nosso papel: ajudar comunidades e empresas a se recuperarem após os desastres”.

“Também nos conforta o fato de que, apesar desse prejuízo, nossa solidez financeira foi mantida. Isso dá testemunho da robusta supervisão e profissionalismo do Lloyd’s no mercado atualmente”. “Contudo, estou desapontado pelo fato de que, dado o excepcional nível de catástrofes em 2011, as taxas de seguros não tenham respondido mais positivamente. Esses acontecimentos demonstram a necessidade de o ramo mostrar mais disciplina em termos de precificação.”

O Chairman do Lloyd’s John Nelson disse: “O Mercado do Lloyd’s emergiu do ano de maior registro de catástrofes da história em uma posição de solidez. Nossa sólida posição de capital não se alterou e conseguimos auferir lucro na segunda metade do ano, apesar das inundações na Tailândia e persistentes baixos retornos sobre o investimento”. “O ano de 2012 continua desafiador para as seguradoras com difíceis condições econômicas globalmente. É vital que o mercado continue a ter uma abordagem disciplinada na subscrição”.

Destaques financeiros:

• Prejuízo antes de impostos de £516 milhões (US$800 milhões; 2010: lucro de £2.195milhões).

• O índice combinado de 106,8% (2010: 93,3%) está alinhado com a média estimada de: 108% para seguradoras americanas no ramo de propriedade e riscos de responsabilidadeii; 107% para resseguradoras americanasiii; 105% para seguradoras e resseguradoras das Bermudasiv e 101% para seguradoras e resseguradoras européias.

• Total de recursos da Sociedade do Lloyd’s e seus membros no patamar de £58.870 milhões (US$91.249 milhões; 2010: £55.230 milhões).

• Ativos centrais montando a £2.388 milhões (US$3.701 milhões; 2010: £2.377 milhões).

• Retorno sobre o investimento de £955 milhões (US$1.528 milhão; 2010: £1.258 milhão).

• Excedentes sobre reservas de anos anteriores de £1.173 milhão (US$1.818 milhão; 2010: £1.016 milhão).

Bradesco indica Eugênio Velasques para PSI Global Team

matéria do portal da Cnseg (viverseguro.org.br)

A Bradesco Seguros, primeira seguradora brasileira a integrar a UNEP FI (sigla em inglês de Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), indicou o executivo Eugênio Velasques para fazer parte do PSI Global Team, grupo encarregado da elaboração dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSS).

Os Princípios para Sustentabilidade de Seguros (PSS) serão lançados durante o 48º Seminário Anual da International Insurance Society (IIS), evento que ocorrerá de 17 a 20 de junho, na cidade do Rio de Janeiro e cuja organização é compartilhada com a CNseg. O lançamento do PSS ocorrerá no dia 19 de junho.

No Brasil, caberá à CNseg promover a divulgação dos PSS para sua crescente adesão entre as seguradoras. Entre os principais objetivos, os PSS planejam aumentar a consciência da indústria de seguros sobre questões ambientais, sociais e de governança, para reduzir riscos e buscar soluções mais adequadas à sustentabilidade.

Seguradoras indenizam 32% dos prejuízos causados por catástrofes no mundo

O estudo sigma da Swiss Re sobre catástrofes naturais e desastres causados pelo homem em 2011 revela US$ 116 bilhões em indenizações pagas para um total de prejuízos econômicos da ordem de US$ 370 bilhões. Ou seja, 32% dos danos tiveram recursos provenientes de apólices de seguros, seja para equilibrar a vida de uma família com a perda de responsáveis financeiros, de empresas com prejuízos na produção ou de governos detentores de apólices que os ajudam a socorrer a população atingida.

O maior volume de perdas foi com terremotos, no total de US$ 49 bilhões. A inundação na Tailândia causou o maior nível de sinistros já observado em um único evento desse tipo, atingindo US$ 12 bilhões.

Veja o comunicado da Swiss Re sobre o estudo

O estudo sigma mais recente da Swiss Re revela que, em 2011, ocorreram perdas econômicas sem precedentes em decorrência de catástrofes naturais e desastres causados pelo homem, que totalizaram US$ 370 bilhões. Apesar do grande volume de sinistros decorrentes de terremotos e inundações, que totalizaram US$ 116 bilhões (aumento de 142% em relação ao ano anterior), o setor segurador atravessou bem o ano e desempenhou um papel vital na gestão de riscos e na recuperação financeira pós-desastre.

Em 2011, o total de perdas (seguradas e não seguradas) para a sociedade em função de catástrofes atingiu um volume estimado em US$ 370 bilhões, em comparação com US$ 226 bilhões em 2010. O terremoto no Japão, o de maior magnitude a atingir a região, foi responsável por 57% das perdas econômicas observadas no ano. Os sinistros decorrentes de catástrofes naturais foram de cerca de US$ 110 bilhões, enquanto os ocasionados por desastres causados pelo homem ficaram próximos de US$ 6 bilhões, transformando 2011 no ano com o segundo maior volume da história em sinistros provocados por catástrofes para o setor segurador.

Kurt Karl, Economista Chefe da Swiss Re, declarou: “No ano passado ocorreram eventos catastróficos e devastadores. Os terremotos no Japão, Nova Zelândia e Turquia, bem como as inundações na Austrália e na Tailândia, foram eventos sem precedentes que não apenas causaram grande destruição mas também ceifaram milhares de vidas. Ainda assim, dois terços do atordoante volume de US$ 370 bilhões em perdas econômicas serão suportados por empresas, governos, organizações humanitárias e, em última análise, pelos contribuintes, apontando para a ainda generalizada insuficiência da proteção de seguros em todo o mundo.”

Devido a sua elevada magnitude (Mw 9.0), o terremoto de 2011 no Japão custou ao setor segurador um total estimado em US$ 35 bilhões, o que o transforma no mais oneroso já registrado. “Como, no Japão, a proteção de seguro contra terremotos é bastante baixa, particularmente no caso dos imóveis comerciais, o setor segurador suportará apenas 17% do total de perdas. Se o Japão estivesse melhor segurado, 2011 seria certamente o ano mais custoso da história em termos de sinistros”, afirma Lucia Bevere, Analista Sênior de Dados sobre Catástrofes da Swiss Re e coautora do estudo.

Na Nova Zelândia, onde a penetração dos seguros contra terremotos é elevada, particularmente em propriedades residenciais, o terremoto de fevereiro (Mw 6,3) – o terceiro mais oneroso da história – levou a pedidos de indenização no total de US$ 12 bilhões, correspondentes a 80% das perdas econômicas.

As inundações na Austrália, maior desastre natural já ocorrido no país em volume de perdas, levaram a pedidos de indenização superiores a US$ 2 bilhões. Contudo, os sinistros de US$ 12 bilhões com a inundação na Tailândia são os maiores já registrados em um evento de transbordamento de rios. “As inundações podem ocasionar perdas tão grandes quanto os terremotos e tempestades. A inundação na Tailândia é um lembrete doloroso que, dado o elevado risco de inundações em vários países, outras partes do globo podem estar sujeitas a perdas similares ou até mesmo maiores”, afirma Jens Mehlhorn, Diretor da Swiss Re para Riscos de Inundação e coautor do estudo.

Temporada branda de furacões limita os sinistros nos EUA Em acréscimo aos terremotos e inundações, uma temporada de tornados sem paralelos nos EUA ocasionou sinistros superiores a US$ 25 bilhões. “Apesar dos tornados excepcionais e do Furacão Irene, uma temporada de furacões relativamente moderada manteve o total de sinistros nos EUA abaixo do recorde de 2005, ano em que os furacões Katrina, Wilma e Rita contribuíram com a maior parcela do total mundial de US$ 123 bilhões em sinistros”, acrescenta Bevere.

O setor segurador mostrou-se bastante eficiente ao enfrentar os eventos extremos de 2011. Apesar das perdas históricas e de uma conjuntura financeira desafiadora, o setor desempenhou um papel crucial no financiamento pós-desastre, levando os recursos tão necessários às populações, empresas e governos afetados. Entretanto, os eventos revelaram uma acumulação crescente de riscos, particularmente nos mercados emergentes. “Para dar apoio ao setor a partir de agora, a Swiss Re aprimorará seu sistema de informações CatNet®, incluindo mais detalhes sobre as zonas sujeitas a riscos de transbordamento de rios. A atualização, a ser divulgada na primavera
de 2012 (hemisfério norte), permitirá aos subscritores e gestores de riscos avaliar com mais precisão os riscos de inundação em nível global”, acrescentou Mehlhorn.

Nota da Fenseg traz novidades na diretoria da federação

A Fenseg retificou o cargo de Wyung Mo Sung, que é diretor da Zurich e não presidente como havia sido informado inicialmente.

Retificação

A FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) realiza, nesta quarta-feira (28), às, 10h30, no Sindicato das Seguradoras de São Paulo, Assembleia Geral Ordinária. Na pauta, a prestação de contas de 2011 e a aprovação do orçamento 2012, previsto para R$ 2,44 milhões. Também serão referendados os novos representantes para a comando da entidade, como o vice-presidente da SulAmérica, Carlos Trindade, o diretor da Zurich Seguros, Hyung Mo Sung, que ocuparão a vice-presidência da FenSeg, o presidente da Liberty Seguros, Juan Pablo Barahona, e o presidente da Mapfre, Marcos Ferreira, que farão parte da diretoria da federação.

Nota Oficial

A FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) realiza, nesta quarta-feira (28), às, 10h30, no Sindicato das Seguradoras de São Paulo, Assembleia Geral Ordinária. Na pauta, a prestação de contas de 2011 e a aprovação do orçamento 2012, previsto para R$ 2,44 milhões. Também serão referendados os novos representantes para a comando da entidade, como o vice-presidente da SulAmérica, Carlos Trindade, que ocupará também a vice-presidência da FenSeg, o presidente da Liberty Seguros, Juan Pablo Barahona, o vice-presidente da Zurich Seguros, Wyung Mo Sung, e o presidente da Mapfre, Marcos Ferreira, que farão parte da diretoria da federação.

Liberty investe para ampliar carteira de clientes empresariais

De olho na diversificação do portfolio de produtos para reduzir a dependência do resultado do grupo do seguro automóvel, a Liberty Seguros inicia neste mês sua estratégia de negócios para conquistar espaço no mercado brasileiro de apólices para empresas. Segundo comunicado distribuído à imprensa. Nos últimos anos, a empresa vem investindo na reformulação da área de seguros para o segmento PME e grandes corporações com a chegada de outras duas empresas do grupo, a Liberty International Underwriters (LIU) e o Liberty Syndicates.

Em 2011, houve um aumento de 50% na carteira de Responsabilidades (Seguro de Direitos & Omissões, Responsabilidade Profissional – Erros & Omissões – e Responsabilidade Ambiental) em relação aos números de 2010, e obteve o expressivo crescimento de 165% no volume de prêmios na carteira de Riscos Financeiros. No entanto, automóvel ainda representa quase 80% do faturamento da seguradora, que encerrou 2011 com quase R$ 2 bilhões em prêmios totais, avanço de 7% sobre R$ 1,8 bilhão, segundo dados da Susep.

De acordo com Luciano Calheiros,diretor de Seguros Corporativos da Liberty Seguros, o desafio é consolidar e estabelecer bases de mercado, promovendo um modelo ideal para cada cliente corporativo e corretores. “Focaremos em empresas locais com até 500 funcionários que têm uma grande demanda por coberturas de risco patrimonial, garantia, responsabilidade civil, transportes, frotas, seguro de vida, entre outros tipos de seguros”, ressalta. A estratégia é que a divisão de riscos empresarias da Liberty trabalhe juntamente com as divisões comandadas pela LIU, que abrange seguros para grandes riscos e riscos especiais, responsáveis por R$ 380 milhões em prêmios em 2011.

A atual fase agora é mostrar para o mercado o que foi construído. A primeira unidade de Seguros Corporativos foi inaugurada no 21 de março no Rio de Janeiro e a segunda no dia 22 em São Paul. A próxima será no dia 17 de abril, em Belo Horizonte. As demais unidades estão previstas para dias 18 em Curitiba e Porto Alegre ainda sem data definida. Cada região contará com um especialista contratado exclusivamente para atender corretores e clientes da Liberty. “Contratamos 90 pessoas e hoje já temos em torno de 120 especialistas focados no segmento”, afirma Calheiros.

O executivo afirma que, para atender o segmento empresarial de ponta a ponta, a Liberty investiu não só no atendimento para grandes empresas. A companhia voltou à atenção também para os pequenos e médios empreendimentos, desenvolvendo e expandindo produtos para o segmento PME. Por exemplo, a linha de produtos Liberty Seu Negócio, aqueles seguros que podem ser customizados para cada tipo de negócios. Abrange hotéis e pousadas, papelarias, bares, restaurantes, salões de cabeleireiro, pet shops, floricultura, entre outros setores.

Catástrofes naturais se tornam frequentes no Brasil, diz estudo da Terra Brasis

Fazer a diferença realmente vale a pena. Paulo Eduardo de Freitas Botti é um executivo que sempre faz coisas que tornam a indústria de seguros mais interessante. Hoje ele é CEO da Terra Brasis Re, uma empresa controlada pelo fundo Plural Capital. A resseguradora local aguarda autorização da Susep para operar, mas já dá sinais de que vai ser grande. O grupo conta com investimento acionário do IFC – International Financial Corporation, empresa pertencente ao Banco Mundial, o que ajudará a companhia a se diferenciar no mercado.

Uma boa mostra da intenção da Terra Brasis está na qualidade dos relatórios que vem produzindo. Hoje tive acesso a um sobre catástrofes, algo praticamente inédito no Brasil. Tanto a catástrofe quanto o estudo feito com foco no mercado local. Apesar do dizer popular que o Brasil é um país abençoado por Deus, infelizmente a verdade é que o país não está livre de catástrofes naturais, comenta Botti. Temos no território nacional a presença de alagamentos, inundações, secas e incêndios. Temos também vendavais e granizos e esporadicamente ciclones e terremotos, mostra o relatório. “O Brasil tem experimentado eventos de intensidade normalmente não usuais em nossa região”, revela o estudo de 26 páginas.

São descritos alguns aspectos importantes do país, incluindo o Polígono da Seca, os efeitos El Nino e La Nina e o ciclone Catarina que atingiu Santa Catarina em 2004. “O investimento que fazemos em pesquisa nesta área demonstra nosso comprometimento com os objetivos fundamentais da indústria de seguros e resseguros, como um dos agentes responsáveis pela identificação e gerenciamento de riscos˜, diz Botti.

Nos últimos 30 anos foram computados 147 desastres no Brasil, portanto, uma média de quase cinco eventos por ano. O número de acontecimentos fatais chegou a 5.615 com mais de 48 milhões de pessoas afetadas. Isso resulta em uma média de 187 mortos e mais de 1,6 milhões de pessoas afetadas por ano. O banco de dados mostra um prejuízo econômico de cerca de U$ 10 bilhões para o período, média de U$ 338 milhões por ano. “Entretanto acreditamos que esta estimativa de prejuízo está subestimada, uma vez que vários dos eventos listados não apresentam dados quanto aos danos econômicos”, comentam os autores do estudo.

Dentre os desastres listados nota-se que inundações são os eventos mais frequentes, representado 81 dos 147 eventos computados, ou seja, 55% das ocorrências. Deslizamentos, Epidemias, Tempestades e Secas também são eventos representativos no quadro de ocorrências de catástrofes naturais brasileiras, cada um representando entre 8% a 12% do total de eventos. O Brasil também não foi imune a temperaturas extremas, queimadas, terremotos e infestações de insetos, porém a ocorrência destes tipos de eventos foi relativamente baixa nos últimos 30 anos.

Nos últimos trinta anos do Brasil as inundações são os desastres mais frequentes e de maior impacto quanto ao número de mortes, Entretanto, quanto ao número de vidas afetadas, as grandes secas ocorridas no Brasil trazem maiior sofrimento. Ambas tem efeito economico devastador, tanto para as familias como para o governo, que tem elevados gastos com os desastres. Muito maiores do que o gasto com prevenção de desastre. Em 2010, por exemplo, R$ 2 bilhões foram gastos em resposta e apenas R$ 18 milhões em prevenção.

Entre os objetivos empresariais da Terra Brasis Re está o de conhecer tecnicamente os riscos brasileiros e ao pesquisar, reunir, estudar e divulgar estas informações, nossa companhia almeja compartilhar este conhecimento com seus clientes e com o mercado de seguros como um todo, incentivando investimentos públicos e privados no sentido de prevenir, reduzir e transferir riscos catastróficos do mercado brasileiro”.

Esta primeira divulgação das informações sobre catástrofes naturais brasileiras está sendo feita através de uma edição especial do Terra Report. No futuro a divulgação destas informações será feita através de um relatório periódico específico. Com certeza os jornalistas vão agradecer ter estudos como esse para divulgar.

Geneva Association lança estudo das principais catástrofes mundiais de 2011

Para nossa sorte, mesmo com toda essa correria da indústria de seguros, o economista Francisco Galiza não deixa boas coisas passarem despercebidas. A Geneva Association lançou um interessante estudo. “Extreme events and insurance: 2011 annus horribilis” tem 150 páginas. Traz uma coletânea de artigos sobre as elevadas perdas por catástrofes naturais ocorridas no ano passado. Ao todo, 820 catástrofes, com prejuízos de US$ 375 bilhões, sendo que desse valor, US$ 105 bilhões foram indenizados pelas seguradoras.

Os artigos são separados em duas partes. Primeiro, uma análise econômica global das catástrofes e suas implicações na área de seguros. O estudo traz textos que avaliam cada tragédia individualmente, como o terremoto no Japão, as enchentes na Austrália, os tornados no EUA e muito mais. Uma lição e tanto para quem quer se prevenir de riscos e também para quem quer aprimorar o atendimento ao cliente, ajudando-os na hora que realmente precisam usar os serviços contratados de uma seguradora, resseguradora e especialmente receber pelos serviços pagos ao corretor.

Segue o link do estudo
http://www.genevaassociation.org/PDF/Geneva_Reports/GA-2012-Geneva_report%5b5%5d.pdf

Mesmo sem incentivos fiscais, seguro de vida cresce no Brasil

Depois de vencer a inflação e conquistar a estabilidade financeira, o próximo passo para o Brasil avançar no seguro de vida pode vir dos incentivos fiscais, acredita Camilo Pieschacón V (foto), autor do livro El seguro de vida em America Latina: Experiência Brasileña, patrocinado pela Fundación Mafpre e lançado ontem em São Paulo.

Segundo ele, não é um trabalho fácil apresentar um panorama comparativo sobre seguro de vida na America Latina ou mesmo no mundo em razão das terminologias serem diversas. Isso dificulta a consolidação das estatísticas, que acabam misturando dados de produtos distintos. “Me surpreendeu que as primeiras posições de seguradoras no ranking da America Latina são de seguradoras ligadas a bancos”, disse. Tais seguradoras são lideres com a venda de VGBL, um produto de acumulação de recursos, e não de seguro de vida.

Mesmo assim, esse fato conta pontos para o Brasil, pois mostra o grande potencial para fazer venda de seguros de vida sob medida. Geralmente, bancos vendem apólices com coberturas e serviços restritos, conhecidos como “empacotados” para facilitar a venda. “A maior presença de empresas estrangeiras poderá colaborar para o mercado de seguros mais elaborados, que necessitam de venda consultiva”, acredita Peischacón. No ranking da América Latina, as três maiores são Bradesco, Itaú e BrasilPrev.

O fato é que a América Latina está muito atrasada em relação ao desenvolvimento da cultura de proteção à vida. A região, considerando também o Caribe, tem um PIB que representa 6,75% da riqueza mundial e tem enfrentado com vigor os efeitos da crise internacional. No entanto, as vendas de seguros tem uma participação de apenas 2,73% no volume mundial, sendo 1,87% de vida e 3,88% de seguros patrimoniais.

A participação das vendas do seguro de vida no valor mundial, próximo de US$ 4 trilhões, é de 60%. Mas na América Latina as vendas de seguros patrimoniais são maiores, ficando vida com 40% do total. Em prêmio per capita, a diferença é berrante: enquanto a media mundial é de US$ 3,7 mil, na América Latina de apenas US$ 192. A penetração do seguro de vida no PIB mundial é de 4% e na região de apenas 1,1%.

Apesar da pouca representatividade do seguro de vida na região, Pieschacón ressalta que o produto tem um papel importante na região que concentra 8,45% da população mundial. “Esses dados mostram o grande potencial que a região tem para crescer na comercialização do seguro de vida, um produto que traz benefícios para toda a sociedade ao pagar uma indenização para que as famílias possam reorganizar a vida diante da perda do responsável financeiro ou mesmo gerar renda para que o próprio segurado possa cuidar de si em caso de invalidez”, comenta o autor do livro.

Outro dado importante segundo ele é que a esperança de vida aumenta em todo o mundo em um momento em que as famílias têm uma nova estrutura familiar, com apenas um filho, e também que os governo buscam reduzir benefícios sociais para investir mais recursos na estabilização da economia. Uma combinação que torna o seguro de vida e a acumulação de recursos algo prioritário para o equilíbrio das finanças pessoais e, consequentemente, crescimento econômico do pais no longo prazo.

No Brasil, o autor cita o aumento da renda da população e o grande crescimento da classe C como incentivadores da demanda por proteção de seguro de vida. “Acredito que o seguro de vida deva ter incentivos fiscais para ajudar na difusão deste produto, que traz grandes benefícios para a sociedade˜, afirma.

O tema incentivos fiscais faz parte da agenda do setor há anos. Mesmo sem incentivos, a venda de seguro tem crescido, embalada pelo avanço do crédito e da oferta de produtos para diversos segmentos. Segundo Bento Zanzini, diretor-geral do grupo BB & Mapfre, o seguro de vida tem grande potencial no Brasil, tanto no que diz respeito ao microsseguro para atender a uma expressiva camada da população brasileira, como produtos mais sofisticados para proteger as classes A e B.

Além dos seguros de vida, Zanzini aposta na manutenção da liderança do VGBL, um seguro de vida criado para a pessoas interessadas em acumular recursos no longo prazo e que ficam livres do inventário em caso de morte do participante. Para 2012, Bento Zanzini acredita num crescimento acentuado do setor de seguros do Brasil. Para ele, o crescimento de 12,8% projetado pela CNseg é conservaldor. “Mas é natural que depois de um forte período de expansão tenha um ajuste nessa taxa de crescimento”.

Para aproveitar as oportunidades de crescimento do segmento vida no Brasil, a Mapfre prepara produtos populares para vender no Banco Postal, administrado pelo sócio Banco do Brasil. Também lançou recentemente um seguro de vida dotal, o “Bien Vivir”, para atender clientes com renda mensal acima de R$ 10 mil. Trata-se de um produto vendido de forma personalizada, que leva em conta os ciclos de vida das pessoas, como necessidades de capital para o casamento, para o primeiro filhos, para educação e também imprevistos.

O consultor avalia as necessidades de capital para cada fase e a partir de uma determinada idade o cliente para de pagar o seguro, mas continua com seus direitos assegurados em razão do capital acumulado. O valor segurado vai de R$ 500 mil a R$ 9 milhões e o seguro tem período mínimo de contratação de 10 anos.

Allianz investe US$ 100 milhões para abrir resseguradora local

O jornal Valor Econômico noticia hoje que a AGCS (Allianz Global Corporate & Specialty) chega ao Brasil com investimentos de US$ 100 milhões para a abrir uma resseguradora local. O comando da operação ficará a cargo de Angelo Colombo, atual diretor de grandes riscos da irmã Allianz Seguros. A atuação da resseguradora será voltada para o mercado de riscos individuais (conhecido como riscos facultativos) e não de contratos. A resseguradora vai atuar em sete frentes: energia, aviação, transportes, engenharia, responsabilidade civil, patrimonial e seguro de administradores (D&O, na sigla em inglês). Atualmente, dez resseguradoras locais operam no Brasil. No ano passado, elas faturaram R$ 3,2 bilhões em prêmios de resseguros, um crescimento de 51,7% em relação a 2010, segundo dados da Susep. Além da Allianz, aguardam aprovação Terra Brasis, Alterra e Swiss Re.