A CNseg lança um espaço em seu portal dedicado ao desenvolvimento sustentável. A página reúne uma gama variada de informações tais como ações sustentáveis, artigos, eventos, dicas de publicações e links na web sobre o tema. Esta iniciativa está em linha com o esforço da CNseg de dar visibilidade às práticas bem-sucedidas em prol do desenvolvimento sustentável. O lançamento da página, ao lado de outras ações, busca influenciar o comportamento do mercado, de empresas e clientes segurados, de investidores, da sociedade, de reguladores e do governo. Com a página, a CNseg assume um papel de protagonista no campo da sustentabilidade.
Umas das ações mais importantes será a adesão do mercado brasileiro de seguros aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, sigla em inglês), iniciativa de seguradores internacionais membros do UNEP FI (United Nations Environment Programme Financial Initiative). A adesão ocorrerá durante o 48º Seminário Anual da (International Insurance Society (IIS), de 17 a 20 de junho, no Rio de Janeiro.
O BuscaPrev, primeiro portal de busca dedicado exclusivamente à previdência complementar do país. está no site da revista Você S.A. Essa é mais uma facilidade para que o consumidor brasileiro, de qualquer região do País, possa comparar os produtos disponíveis no mercado e adquirir o plano que mais se adequa às suas reais necessidades.
Criado pela corretora de seguros Nunes & Grossi, em parceria com a Mondialprev Consultores Associados, o BuscaPrev tem como principal atrativo um simulador cuja finalidade é comparar o valor da reserva acumulada e a renda mensal projetadas na data de aposentadoria.
A ferramenta leva em conta as melhores taxas de carregamento, gestão financeira, juros na concessão de benefícios, tábuas atuariais, entre outros quesitos técnicos. O BuscaPrev realiza pesquisas comparativas em todos os planos cadastrados em seu banco de dados e monta um ranking dos principais produtos disponíveis no mercado, de acordo com o valor do aporte inicial, combinado com o valor das contribuições mensais, e levando em consideração ainda o perfil de investimento do internauta”, explica Keyton Pedreira, diretor-executivo da Nunes & Grossi e idealizador do projeto.
A ferramenta também pode ser utilizada para quem já tem um plano de previdência privada. Isso porque é possível comparar o plano já contratado com outros disponíveis no mercado e, assim, avaliar se vale a pena fazer a portabilidade para um plano que tenha melhores taxas e rentabilidades.
O BuscaPrev tem também uma área destinada à orientação do público sobre questões ligadas à previdência complementar. Para tanto, o portal conta com a participação de especialistas da área de tecnologia da informação, economia e ciências atuariais, além do respaldo jurídico de um dos principais escritórios de direito digital do Brasil.
O acesso pode ser feite através do endereço: http://vocesa.abril.com.br/servicos/calculadoras-e-simuladores/compare-planos-de-previdencia.shtml.
Estamos entrando em um negócio para ganhar dinheiro. Quando falamos em atividade social, nos referimos ao conceito de seguro de repor parte do bem perdido. Não podemos confundir microsseguro com um auxílio assistencial, isso sim prestado pelo governo, enfatizou Ricardo Iglesias Teixeira, presidente da Centauro Vida e Previdência. Em termos de negócios, o consumidor de microsseguro hoje é o consumidor de seguro de amanhã. Essa realmente é o foco das empresas que se preparam para atuar no segmento. E um trabalho educativo, inclusao mas o objetivo é fomentar o mercado de seguros.
Segundo Teixeira, o corretor de seguros [e o canal que menos produz prêmios de microsseguro hoje no Brasil. Boa parte dos seguros vendidos de baixo tíquete é captado em lojas de varejos e cooperativas de crédito. Isso mostra que há um grande espaço para os corretores conquistarem. “Conquistar a classe C exigirá do corretor muito mais estrutura, tecnologia e criatividade”, diz o presidente da Centauro Vida.
Nessa estrutura, o corretor tem de priorizar contratação simplificada, relacionamento, canais diretos redes sociais e profissionalização da equipe. “Tem de ter uma capacitação diferenciada para se desenvolver nesse segmento que exige baixo custo e grande volume”. Para ele, o foco principal do corretor nessa fase inicial deve ser o pequeno e médio varejo no Brasil, uma vez que as grandes varejistas já estão com o canal de vendas de seguros bem desenvolvido. Para ilustrar o potencial de ganho dos corretores no desenvolvimento de canais, Teixeira citou o que aconteceu nos últimos anos com as revendas de veículos.
“Vender carro não é o negócio de uma revenda americana. Cerca de 65% do lucro das concessionárias vem da venda do crédito e do seguro”, informou o executivo, com base em dados coletados em suas recentes viagens a cidades dos Estados Unidos. “Assim será com o varejo brasileiro. Uma parcela significativa da rentabilidade do negócio virá do seguro. E o corretor é parte fundamental desse processo de desenvolvimento da cultura de seguro nas PMEs e também nas cooperativas”, afirma.
Outro exemplo citado pelo presidente da Centauro foi o DPVAT. ‘Cerca de 65% das comissões pagas pela Seguradora Líder, que administra o seguro obrigatório de veículos, em 2011 foram para a Funenseg porque um corretor de seguro não foi incluído na apólice. Se o corretor fosse mais ativo, ele estaria agregando valor na prestação de serviço do DPVAT e receberia por isso”, afirmou durante a palestra “Entenda como a adoção de uma visão mais globalizada do microsseguro permite aos corretores alcançar um modelo de negócios a fim de alavancar a inclusão social”, durante o Fórum Brasileiro de Seguro Popular e Microsseguros, organizado pelo IQCP, hoje, em São Paulo.
Amanhã, o grupo de trabalho composto por executivos da indústria de seguros e por técnicos da Susep vai discutir pela primeira vez as sugestões das circulares preparadas para regulamentar o microsseguro. Trata-se de um segmento no qual todos colocam muita expectativa. Para se ter uma idéia, estudo da FGV indicam que há mais de 90 milhões para serem conquistados pelas seguradoras nas classes C e D. Se conquistados, a participação de seguros no PIB dobraria de 3,5% para 7% em alguns anos.
Para tanto, a Susep e as seguradoras estão empenhadas em divulgar normas que possam dar agliidade e solvência ao novo segmento. São quatro circulares. Uma que regulamenta o corretor de micrrosseguro, outra para correspondente de microsseguro, uma terceira para correspondentes bancário e a última que aborda a parte operacional, com os parâmetros do produto e formas de comercialização, como meios remotos, por exemplo.
Segundo informou Eugenio Velasques, diretor da Bradesco Vida e Previdencia (até hoje, pois ele mudará de função dentro do grupo) durante Fórum Brasileiro de Seguro Popular e Microsseguros, promovido pelo IQPC e realizado em São Paulo, a circular operacional tem de ter uma análise mais profunda e com certeza será preciso ter mais de uma reunião. “Há muito detalhe operacional e precisamos realmente discutir o assunto exaustivamente”, disse ele durante sua palestra.
Segundo ele, a reunião para a discussão começará as 11 horas, no Rio de Janeiro, na sede da Susep. “Mas não tem hora para terminar”, comentou. Segundo ele, pelo que já conseguiu ler das várias páginas que carrega em sua pasta, há vários pontos polêmicos. Um deles é colocar um limite máximo para cobertura.
Um exemplo é o produto de vida. A Bradesco sugeriu R$ 100 mil para gerar prêmio, que é o valor pago pelo cliente à seguradora, suficiente para ser possivel viabilizar a abertura de uma seguradora especifica para atuar com microsseguro. No entanto, a Susep sugere que o valor máximo de capital seja de R$ 30 mil. Se assim ficar, Velasques acredita que o valor não vai gerar prêmio suficiente para abrir uma seguradora própria. Dessa forma, a saída seria fazer do microsseguro um segmento dentro da seguradora tradicional. “Na Bradesco ainda não sabemos o que fazer. Se vamos abrir uma seguradora só para microsseguro ou se o nicho será agregado na operação do grupo”, comentou.
Durante o evento comenta-se que Velasques está deixando o cargo de diretor da Bradesco Vida e Previdência para assumir um cargo na holding do grupo Bradesco. A informação oficial devera ser divulgada no fim da tarde. Especulava-se que ele assumiria a operação de microsseguros na holind, bem como outras funções, como preparar as ações de sustentabilidade do grupo todo, uma vez que em junho a indústria de seguros vai aderir aos Princípios de Sustentabilidade.
Após o segundo ano de maior prejuízo por conta de catástrofes já registrado no ramo de seguros, o Lloyd’s, líder no mercado de seguros especializados do mundo, anunciou hoje um prejuízo de £516 milhões (US$ 800 milhões) para 2011. Segundo nota divulga, o principal mercado de seguros do mundo acumulou pagamentos de indenizações de £ 12,9 bilhões (US$ 20,6 bilhões) durante 2011, incluindo £4.6 bilhões (US$ 7,4 bilhões) de sinistros por catástrofes, tornando-se o ano com maior registro de sinistros de catástrofes nos 324 anos de história do mercado de seguros.
Isso derivou de uma série de catástrofes de grandes proporções como as inundações na Austrália em janeiro, o segundo terremoto na Nova Zelândia em fevereiro, o terremoto e tsunami no Japão em março e as inundações na Tailândia a partir de julho. O total de sinistros derivados de catástrofes naturais no mercado de seguros em 2011 foi de US$107 bilhões. O diretor-presidente do Lloyd’s Richard Ward disse: “Não se engane, 2011 foi um ano difícil para o ramo de seguros. Dada a dimensão dos sinistros, o prejuízo não é de surpreender, mas reflete o nosso papel: ajudar comunidades e empresas a se recuperarem após os desastres”.
“Também nos conforta o fato de que, apesar desse prejuízo, nossa solidez financeira foi mantida. Isso dá testemunho da robusta supervisão e profissionalismo do Lloyd’s no mercado atualmente”. “Contudo, estou desapontado pelo fato de que, dado o excepcional nível de catástrofes em 2011, as taxas de seguros não tenham respondido mais positivamente. Esses acontecimentos demonstram a necessidade de o ramo mostrar mais disciplina em termos de precificação.”
O Chairman do Lloyd’s John Nelson disse: “O Mercado do Lloyd’s emergiu do ano de maior registro de catástrofes da história em uma posição de solidez. Nossa sólida posição de capital não se alterou e conseguimos auferir lucro na segunda metade do ano, apesar das inundações na Tailândia e persistentes baixos retornos sobre o investimento”. “O ano de 2012 continua desafiador para as seguradoras com difíceis condições econômicas globalmente. É vital que o mercado continue a ter uma abordagem disciplinada na subscrição”.
Destaques financeiros:
• Prejuízo antes de impostos de £516 milhões (US$800 milhões; 2010: lucro de £2.195milhões).
• O índice combinado de 106,8% (2010: 93,3%) está alinhado com a média estimada de: 108% para seguradoras americanas no ramo de propriedade e riscos de responsabilidadeii; 107% para resseguradoras americanasiii; 105% para seguradoras e resseguradoras das Bermudasiv e 101% para seguradoras e resseguradoras européias.
• Total de recursos da Sociedade do Lloyd’s e seus membros no patamar de £58.870 milhões (US$91.249 milhões; 2010: £55.230 milhões).
• Ativos centrais montando a £2.388 milhões (US$3.701 milhões; 2010: £2.377 milhões).
• Retorno sobre o investimento de £955 milhões (US$1.528 milhão; 2010: £1.258 milhão).
• Excedentes sobre reservas de anos anteriores de £1.173 milhão (US$1.818 milhão; 2010: £1.016 milhão).
A Bradesco Seguros, primeira seguradora brasileira a integrar a UNEP FI (sigla em inglês de Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), indicou o executivo Eugênio Velasques para fazer parte do PSI Global Team, grupo encarregado da elaboração dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSS).
Os Princípios para Sustentabilidade de Seguros (PSS) serão lançados durante o 48º Seminário Anual da International Insurance Society (IIS), evento que ocorrerá de 17 a 20 de junho, na cidade do Rio de Janeiro e cuja organização é compartilhada com a CNseg. O lançamento do PSS ocorrerá no dia 19 de junho.
No Brasil, caberá à CNseg promover a divulgação dos PSS para sua crescente adesão entre as seguradoras. Entre os principais objetivos, os PSS planejam aumentar a consciência da indústria de seguros sobre questões ambientais, sociais e de governança, para reduzir riscos e buscar soluções mais adequadas à sustentabilidade.
O estudo sigma da Swiss Re sobre catástrofes naturais e desastres causados pelo homem em 2011 revela US$ 116 bilhões em indenizações pagas para um total de prejuízos econômicos da ordem de US$ 370 bilhões. Ou seja, 32% dos danos tiveram recursos provenientes de apólices de seguros, seja para equilibrar a vida de uma família com a perda de responsáveis financeiros, de empresas com prejuízos na produção ou de governos detentores de apólices que os ajudam a socorrer a população atingida.
O maior volume de perdas foi com terremotos, no total de US$ 49 bilhões. A inundação na Tailândia causou o maior nível de sinistros já observado em um único evento desse tipo, atingindo US$ 12 bilhões.
Veja o comunicado da Swiss Re sobre o estudo
O estudo sigma mais recente da Swiss Re revela que, em 2011, ocorreram perdas econômicas sem precedentes em decorrência de catástrofes naturais e desastres causados pelo homem, que totalizaram US$ 370 bilhões. Apesar do grande volume de sinistros decorrentes de terremotos e inundações, que totalizaram US$ 116 bilhões (aumento de 142% em relação ao ano anterior), o setor segurador atravessou bem o ano e desempenhou um papel vital na gestão de riscos e na recuperação financeira pós-desastre.
Em 2011, o total de perdas (seguradas e não seguradas) para a sociedade em função de catástrofes atingiu um volume estimado em US$ 370 bilhões, em comparação com US$ 226 bilhões em 2010. O terremoto no Japão, o de maior magnitude a atingir a região, foi responsável por 57% das perdas econômicas observadas no ano. Os sinistros decorrentes de catástrofes naturais foram de cerca de US$ 110 bilhões, enquanto os ocasionados por desastres causados pelo homem ficaram próximos de US$ 6 bilhões, transformando 2011 no ano com o segundo maior volume da história em sinistros provocados por catástrofes para o setor segurador.
Kurt Karl, Economista Chefe da Swiss Re, declarou: “No ano passado ocorreram eventos catastróficos e devastadores. Os terremotos no Japão, Nova Zelândia e Turquia, bem como as inundações na Austrália e na Tailândia, foram eventos sem precedentes que não apenas causaram grande destruição mas também ceifaram milhares de vidas. Ainda assim, dois terços do atordoante volume de US$ 370 bilhões em perdas econômicas serão suportados por empresas, governos, organizações humanitárias e, em última análise, pelos contribuintes, apontando para a ainda generalizada insuficiência da proteção de seguros em todo o mundo.”
Devido a sua elevada magnitude (Mw 9.0), o terremoto de 2011 no Japão custou ao setor segurador um total estimado em US$ 35 bilhões, o que o transforma no mais oneroso já registrado. “Como, no Japão, a proteção de seguro contra terremotos é bastante baixa, particularmente no caso dos imóveis comerciais, o setor segurador suportará apenas 17% do total de perdas. Se o Japão estivesse melhor segurado, 2011 seria certamente o ano mais custoso da história em termos de sinistros”, afirma Lucia Bevere, Analista Sênior de Dados sobre Catástrofes da Swiss Re e coautora do estudo.
Na Nova Zelândia, onde a penetração dos seguros contra terremotos é elevada, particularmente em propriedades residenciais, o terremoto de fevereiro (Mw 6,3) – o terceiro mais oneroso da história – levou a pedidos de indenização no total de US$ 12 bilhões, correspondentes a 80% das perdas econômicas.
As inundações na Austrália, maior desastre natural já ocorrido no país em volume de perdas, levaram a pedidos de indenização superiores a US$ 2 bilhões. Contudo, os sinistros de US$ 12 bilhões com a inundação na Tailândia são os maiores já registrados em um evento de transbordamento de rios. “As inundações podem ocasionar perdas tão grandes quanto os terremotos e tempestades. A inundação na Tailândia é um lembrete doloroso que, dado o elevado risco de inundações em vários países, outras partes do globo podem estar sujeitas a perdas similares ou até mesmo maiores”, afirma Jens Mehlhorn, Diretor da Swiss Re para Riscos de Inundação e coautor do estudo.
Temporada branda de furacões limita os sinistros nos EUA Em acréscimo aos terremotos e inundações, uma temporada de tornados sem paralelos nos EUA ocasionou sinistros superiores a US$ 25 bilhões. “Apesar dos tornados excepcionais e do Furacão Irene, uma temporada de furacões relativamente moderada manteve o total de sinistros nos EUA abaixo do recorde de 2005, ano em que os furacões Katrina, Wilma e Rita contribuíram com a maior parcela do total mundial de US$ 123 bilhões em sinistros”, acrescenta Bevere.
O setor segurador mostrou-se bastante eficiente ao enfrentar os eventos extremos de 2011. Apesar das perdas históricas e de uma conjuntura financeira desafiadora, o setor desempenhou um papel crucial no financiamento pós-desastre, levando os recursos tão necessários às populações, empresas e governos afetados. Entretanto, os eventos revelaram uma acumulação crescente de riscos, particularmente nos mercados emergentes. “Para dar apoio ao setor a partir de agora, a Swiss Re aprimorará seu sistema de informações CatNet®, incluindo mais detalhes sobre as zonas sujeitas a riscos de transbordamento de rios. A atualização, a ser divulgada na primavera
de 2012 (hemisfério norte), permitirá aos subscritores e gestores de riscos avaliar com mais precisão os riscos de inundação em nível global”, acrescentou Mehlhorn.
A Fenseg retificou o cargo de Wyung Mo Sung, que é diretor da Zurich e não presidente como havia sido informado inicialmente.
Retificação
A FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) realiza, nesta quarta-feira (28), às, 10h30, no Sindicato das Seguradoras de São Paulo, Assembleia Geral Ordinária. Na pauta, a prestação de contas de 2011 e a aprovação do orçamento 2012, previsto para R$ 2,44 milhões. Também serão referendados os novos representantes para a comando da entidade, como o vice-presidente da SulAmérica, Carlos Trindade, o diretor da Zurich Seguros, Hyung Mo Sung, que ocuparão a vice-presidência da FenSeg, o presidente da Liberty Seguros, Juan Pablo Barahona, e o presidente da Mapfre, Marcos Ferreira, que farão parte da diretoria da federação.
Nota Oficial
A FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) realiza, nesta quarta-feira (28), às, 10h30, no Sindicato das Seguradoras de São Paulo, Assembleia Geral Ordinária. Na pauta, a prestação de contas de 2011 e a aprovação do orçamento 2012, previsto para R$ 2,44 milhões. Também serão referendados os novos representantes para a comando da entidade, como o vice-presidente da SulAmérica, Carlos Trindade, que ocupará também a vice-presidência da FenSeg, o presidente da Liberty Seguros, Juan Pablo Barahona, o vice-presidente da Zurich Seguros, Wyung Mo Sung, e o presidente da Mapfre, Marcos Ferreira, que farão parte da diretoria da federação.
De olho na diversificação do portfolio de produtos para reduzir a dependência do resultado do grupo do seguro automóvel, a Liberty Seguros inicia neste mês sua estratégia de negócios para conquistar espaço no mercado brasileiro de apólices para empresas. Segundo comunicado distribuído à imprensa. Nos últimos anos, a empresa vem investindo na reformulação da área de seguros para o segmento PME e grandes corporações com a chegada de outras duas empresas do grupo, a Liberty International Underwriters (LIU) e o Liberty Syndicates.
Em 2011, houve um aumento de 50% na carteira de Responsabilidades (Seguro de Direitos & Omissões, Responsabilidade Profissional – Erros & Omissões – e Responsabilidade Ambiental) em relação aos números de 2010, e obteve o expressivo crescimento de 165% no volume de prêmios na carteira de Riscos Financeiros. No entanto, automóvel ainda representa quase 80% do faturamento da seguradora, que encerrou 2011 com quase R$ 2 bilhões em prêmios totais, avanço de 7% sobre R$ 1,8 bilhão, segundo dados da Susep.
De acordo com Luciano Calheiros,diretor de Seguros Corporativos da Liberty Seguros, o desafio é consolidar e estabelecer bases de mercado, promovendo um modelo ideal para cada cliente corporativo e corretores. “Focaremos em empresas locais com até 500 funcionários que têm uma grande demanda por coberturas de risco patrimonial, garantia, responsabilidade civil, transportes, frotas, seguro de vida, entre outros tipos de seguros”, ressalta. A estratégia é que a divisão de riscos empresarias da Liberty trabalhe juntamente com as divisões comandadas pela LIU, que abrange seguros para grandes riscos e riscos especiais, responsáveis por R$ 380 milhões em prêmios em 2011.
A atual fase agora é mostrar para o mercado o que foi construído. A primeira unidade de Seguros Corporativos foi inaugurada no 21 de março no Rio de Janeiro e a segunda no dia 22 em São Paul. A próxima será no dia 17 de abril, em Belo Horizonte. As demais unidades estão previstas para dias 18 em Curitiba e Porto Alegre ainda sem data definida. Cada região contará com um especialista contratado exclusivamente para atender corretores e clientes da Liberty. “Contratamos 90 pessoas e hoje já temos em torno de 120 especialistas focados no segmento”, afirma Calheiros.
O executivo afirma que, para atender o segmento empresarial de ponta a ponta, a Liberty investiu não só no atendimento para grandes empresas. A companhia voltou à atenção também para os pequenos e médios empreendimentos, desenvolvendo e expandindo produtos para o segmento PME. Por exemplo, a linha de produtos Liberty Seu Negócio, aqueles seguros que podem ser customizados para cada tipo de negócios. Abrange hotéis e pousadas, papelarias, bares, restaurantes, salões de cabeleireiro, pet shops, floricultura, entre outros setores.
Fazer a diferença realmente vale a pena. Paulo Eduardo de Freitas Botti é um executivo que sempre faz coisas que tornam a indústria de seguros mais interessante. Hoje ele é CEO da Terra Brasis Re, uma empresa controlada pelo fundo Plural Capital. A resseguradora local aguarda autorização da Susep para operar, mas já dá sinais de que vai ser grande. O grupo conta com investimento acionário do IFC – International Financial Corporation, empresa pertencente ao Banco Mundial, o que ajudará a companhia a se diferenciar no mercado.
Uma boa mostra da intenção da Terra Brasis está na qualidade dos relatórios que vem produzindo. Hoje tive acesso a um sobre catástrofes, algo praticamente inédito no Brasil. Tanto a catástrofe quanto o estudo feito com foco no mercado local. Apesar do dizer popular que o Brasil é um país abençoado por Deus, infelizmente a verdade é que o país não está livre de catástrofes naturais, comenta Botti. Temos no território nacional a presença de alagamentos, inundações, secas e incêndios. Temos também vendavais e granizos e esporadicamente ciclones e terremotos, mostra o relatório. “O Brasil tem experimentado eventos de intensidade normalmente não usuais em nossa região”, revela o estudo de 26 páginas.
São descritos alguns aspectos importantes do país, incluindo o Polígono da Seca, os efeitos El Nino e La Nina e o ciclone Catarina que atingiu Santa Catarina em 2004. “O investimento que fazemos em pesquisa nesta área demonstra nosso comprometimento com os objetivos fundamentais da indústria de seguros e resseguros, como um dos agentes responsáveis pela identificação e gerenciamento de riscos˜, diz Botti.
Nos últimos 30 anos foram computados 147 desastres no Brasil, portanto, uma média de quase cinco eventos por ano. O número de acontecimentos fatais chegou a 5.615 com mais de 48 milhões de pessoas afetadas. Isso resulta em uma média de 187 mortos e mais de 1,6 milhões de pessoas afetadas por ano. O banco de dados mostra um prejuízo econômico de cerca de U$ 10 bilhões para o período, média de U$ 338 milhões por ano. “Entretanto acreditamos que esta estimativa de prejuízo está subestimada, uma vez que vários dos eventos listados não apresentam dados quanto aos danos econômicos”, comentam os autores do estudo.
Dentre os desastres listados nota-se que inundações são os eventos mais frequentes, representado 81 dos 147 eventos computados, ou seja, 55% das ocorrências. Deslizamentos, Epidemias, Tempestades e Secas também são eventos representativos no quadro de ocorrências de catástrofes naturais brasileiras, cada um representando entre 8% a 12% do total de eventos. O Brasil também não foi imune a temperaturas extremas, queimadas, terremotos e infestações de insetos, porém a ocorrência destes tipos de eventos foi relativamente baixa nos últimos 30 anos.
Nos últimos trinta anos do Brasil as inundações são os desastres mais frequentes e de maior impacto quanto ao número de mortes, Entretanto, quanto ao número de vidas afetadas, as grandes secas ocorridas no Brasil trazem maiior sofrimento. Ambas tem efeito economico devastador, tanto para as familias como para o governo, que tem elevados gastos com os desastres. Muito maiores do que o gasto com prevenção de desastre. Em 2010, por exemplo, R$ 2 bilhões foram gastos em resposta e apenas R$ 18 milhões em prevenção.
Entre os objetivos empresariais da Terra Brasis Re está o de conhecer tecnicamente os riscos brasileiros e ao pesquisar, reunir, estudar e divulgar estas informações, nossa companhia almeja compartilhar este conhecimento com seus clientes e com o mercado de seguros como um todo, incentivando investimentos públicos e privados no sentido de prevenir, reduzir e transferir riscos catastróficos do mercado brasileiro”.
Esta primeira divulgação das informações sobre catástrofes naturais brasileiras está sendo feita através de uma edição especial do Terra Report. No futuro a divulgação destas informações será feita através de um relatório periódico específico. Com certeza os jornalistas vão agradecer ter estudos como esse para divulgar.
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