A Allianz é a maior seguradora não vida da Europa no quesito prêmios brutos emitidos em 2011, seguida por Axa, Zurich, Generali, Achmea, Mapfre, Ergo, Aviva, Groupama e RSA. As cinco maiores foram responsáveis por vendas de 138 bilhões de euros, 1,7% acima do resultado obtido em 2010. Já as dez maiores apresentaram alta de 3%, para 198 bilhões de euros, revela estudo da Fundacion Mapfre divulgado hoje e que traz o ranking das seguradoras europeias em não vida, ou seja, ramos elementares ou seguros gerais como o segmento é classificado no Brasil.
O lucro líquido das dez maiores seguradoras de não vida da Europa chegou a 13 bilhões de euros em 2011, queda de 2,4%. Nesse seleto grupo, quatro empresas amargaram queda no resultado. A Allianz mantém a liderança, com lucro de 4 bilhões de euros, queda de 7%. A AXA teve resultado estável em 2,7 bilhões de euros. Já a Zurich, informa o estudo, apresentou redução de 10% no ganho, para 1,8 bilhão. A lucro da Mapfre recuou 4,5%, para 1,1 bilhão e o da Groupama sofreu a maior queda, de 65%, para 33 milhões de euros. O índice combinado ficou abaixo de 100%, exceto da Groupama, que chegou a 104,9%.
De acordo com o estudo, o ano de 2011 foi marcado pela crise da dívida soberana e pela crise econômica na zona do euro, pela crise de confiança no setor bancário e maior exigência de capital para adaptação aos padrões das regras Solvência 2. Tais dificuldades contrastaram com o dinamismo das economias emergentes, que seguiram um ritmo recorde de crescimento de vendas e de rentabilidade, beneficiando o resultado mundial dos grupos europeus atuantes nos principais mercados emergentes.
A indústria mundial de seguros sofreu perdas recorde de desastres naturais em 2011, pagando cerca de $ 110 bilhões em indenizações. Os principais danos pagos pelas seguradoras decorreram dos terremotos no Japão e na Nova Zelândia, seguida por inundações na Tailândia e uma temporada de furacão sem precedentes ruim nos Estados Unidos. Na Ásia, os danos segurados superaram US$ 49 bilhões.
O desastre natural mais custoso para o setor dos seguros na Europa foi a inundação na Dinamarca, em julho, que causou uma estimativa de perdas de US$ 800 milhões. Tempestades de inverno também provocaram danos adicionais no norte da Europa e ao longo da costa do Mediterrâneo.
Pesquisa realizada pela CNseg mostra que a grande maioria das pessoas considera a compra de seguros um ato importante ou muito importante. Em um universo de 447 pessoas ouvidas- das quais 50% são homens e 48%, mulheres – 62% dizem que ter um seguro é algo muito importante, ao passo que 23% classificação a proteção oferecida pelas seguradoras como importante. Uma minoria, 2,2% dos entrevistados, não vê importância alguma na aquisição do seguro.
Apesar disso, não ocorre a compra para todos os riscos entre os entrevistas. Dos 447 participantes da pesquisa, 48% declararam não ter seguro de vida. Entre os segurados de vida, o banco é o principal motor de venda das apólices (31,8%), aparecendo em seguida os corretores, com 16,1%.
No caso de saúde, apenas 18% dos entrevistados- 82 pessoas- não possuem planos. E dos que estão cobertos, 70% contrataram as coberturas por meio de corretores, e os bancos figuram no segundo lugar, com 21% das vendas realizadas.
Na apólice de automóvel, dos 447 entrevistados, a grande maioria contrata seguro. E o canal corretor é o mais atuante, com 66% das contratações, fora outros 25% a cargo de bancos.
A demanda por seguro residencial continua aquém do potencial, mostra a pesquisa. Dos entrevistados, 61% não contratam o seguro para seu imóvel. E do universo de segurado neste ramo, corretores e bancos empatam na captação de negócios, com exatos 43% para os dois lados.
Também a previdência não faz parte da realidade da maioria dos 447 entrevistados, já que 55% não contratam planos. Dos que possuem, 64% contrataram por meio de bancos, e outros 26%, por intermédio de corretores.
A taxa de penetração da capitalização também é baixa no universo de entrevistados. Dos 447 entrevistados, 62% não compram título de capitalização. Entre os detentores de títulos, 74% contrataram o produto por meio de bancos e outros 14%, via corretor.
A pesquisa quis saber se os entrevistados acham o uso de novas tecnologias um facilitador no acesso ou contratação de seguros e serviços. A grande maioria- 56,2%- está de acordo que as tecnologias móveis “facilitaram totalmente” o acesso e contratação. Outros 22,6% declararam que as tecnologias “facilitaram muito”, ao passo que 11,9% acham que elas “facilitaram razoavelmente”. Mesmo assim, o consumidor ainda prefere a compra via corretor (45,6%).
A pesquisa da CNseg foi feita com os participantes do XI Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, evento ocorrido em maio, em Natal, no Rio Grande do Norte. O principal propósito da pesquisa foi avaliar as formas de contratação de seguros, o uso e as eventuais barreiras de novas tecnologias móveis para a contratação de seguros.
As vendas globais totais de seguros diminuíram 0,8% em termos reais em 2011, para US$ 4,597 trilhões. Enquanto os seguros não vida (ramos elementares) apresentaram expansão de 1,9%, puxados pelo crescimento da economia dos mercados emergentes, os prêmios de seguros de vida globais caíram 2,7%.
Os nímeros fazem parte do tradicional estudo da Swiss Re, divulgado anualmente e que serve de base para pautar todos o mundo sobre a indústria de seguros. De acordo com a publicação, os níveis de capital e margem de solvência permaneceram sólidos apesar do aumento das catástrofes naturais e queda de taxas de juros. No entanto, as vendas e a lucratividade recuaram.
Os prêmios globais de seguros não vida cresceram 1,9% em 2011, para US$ 1,97 trilhões. Nos mercados emergentes, as vendas de seguros não-vida mantiveram robusto crescimento, com índice de 8,6%, apoiado por forte expansão econômica. Os mercados industrializados registraram crescimento marginal de 0,5%, suportado pelo aumento das taxas em algumas regiões e linhas de negócios. No entanto, a recessão em curso na Europa e a economia fraca em os EUA reduziu a demanda por cobertura de seguro.
Daniel Staib, um dos autores do estudo, diz: “O crescimento do ramo de não-vida nos mercados avançados tem sido suportado por aumentos graduais das taxas nas linhas pessoais de negócios e em regiões afetadas por grandes catástrofes naturais. Apesar do ambiente adverso em 2011, o capital das companhias se mantém dentro das margens de solvência, colocando a indústria em uma posição forte para crescer de forma sustentada no futuro.
Já as venda de seguros de vida aprensentou queda de 2,7% em todo o mundo, para US$ 2,6 trilhões. No entanto, muitos mercados continuaram a mostrar o crescimento das empresas. Na verdade, o declínio foi causado principalmente por alguns poucos mercados com grande representatividade, onde os prêmios de seguro caíram abruptamente. Nos mercados industrializado, os prêmios caíram 2,3% em termos globais, apesar de prêmios crescerem nos EUA e Japão, os dois maiores mercados. Nos EUA, os prêmios de novos negócios de seguro de vida se recuperaram, liderados por uma forte demanda por produtos de anuidade variável, com garantias. No Japão, as vendas de cada vida inteira políticas reforçadas e produtos de anuidade recuperado. No entanto, os mercados avançados sofreram um forte declínio de força em seguros de vida na Europa Ocidental.
Regulamentações mais rígidas sobre a distribuição de bancassurance na China e na Índia, os dois maiores mercados emergentes, levaram a um declínio geral de 5,1% em prêmios nos mercados emergentes de vida. No entanto, outras regiões emergentes como a América Latina e Oriente Médio apresentaram um crescimento saudável e contínuo, apesar de penetração dos seguros no Oriente Médio continuar a ser muito baixo em comparação com outros mercados emergentes.
Quanto à rentabilidade, Staib explica: “A rentabilidade da indústria de seguro de vida se estabilizou, mas continua baixa. Taxas de juros baixas permanecem a questão-chave para o setor de seguro de vida, afetando o retorno do investimento e corroendo a rentabilidade dos produtos de garantia”.
As perspectivas para 2012 são de crescimento moderado. Em não-vida, o crescimento robusto nos mercados emergentes e elevação de preços são esperados para apoiar crescimento das receitas. No entanto, a virada do ciclo de preços provavelmente será gradual e limitada a certos mercados e linhas de negócios.
A estagnação nos mercados industrializados pesará sobre a demanda de seguro de vida e seguros não-vida. No entanto, o crescimento dos prêmios de seguro de vida é prioritário para dar o ritmo no avanço dos mercados emergentes. Na Índia e na China, as seguradoras já estão se adaptando às novas regras, reestruturando seus canais de distribuição e produtos as novas determinações dos órgão reguladores.
Em outros mercados emergentes, como o Brasil, por exemplo, a estratégia das companhias é alertar a população sobre os benefícios do seguro de vida. Para que haja realmente um aumento, é preciso que a população continue apresentando ganho de renda.
Os produtos de poupança e seguro de vida atrelados ao crédito, em particular, são as principais apostas em países da América Latina. Taxas de juros baixas vão continuar a ser um desafio para a indústria de seguros inteira. “2011 não foi um ano marcado pelo crescimento, mas 201 deve ser bem melhor para o segmento de ramos elementares em termos mundiais e uma retomada das vendas de vida nos mercados da China e Índia”, diz Kurt Karl, economista chefe da Swiss Re. O estudo inclui 84 mercados onde os dados ou estimativas para 2011 estão disponíveis, que respondem por 99% do volume de prêmios global. Globalmente, o relatório é baseado em 147 mercados de seguros.
O estudo completo esta no link http://www.swissre.com/sigma/Sigma_32012_World_insurance_in_2011.html
A Zurich Seguros, multinacional de origem suíça e um dos três maiores grupos seguradores do mundo, vem reforçando seu time de profissionais em várias áreas e atualmente já conta com quase 900 colaboradores em todo o Brasil. De forma a suportar este crescimento, que deve se intensificar ao longo de 2012, a seguradora contratou Mauricio Amaral (foto linkedin) para assumir a Diretoria de Vida & Previdência Corporativa da Zurich Seguros.
Formado em Economia pela PUC de São Paulo, Mauricio Amaral possui diversos cursos de especialização em benefícios e liderança, incluindo New York University e Harvard Business School. O executivo, de 47 anos, já acumula 27 anos de experiência no mercado segurador, tendo passagens por companhias como Icatu Hartford e MetLife, onde trabalhou por dois anos em sua matriz em Nova Iorque. Nos últimos anos, ocupou a presidência executiva da Care Plus, operadora de planos de saúde voltada para o segmento corporativo.
Mauricio ficará sediado em São Paulo e será responsável por toda a área de Vida & Previdência Corporativa. Para o executivo, o ramo de Vida geralmente ocupa papel secundário nas prioridades dos executivos de RH e por isso, irá encarar o desafio de lançar produtos e serviços que criem uma nova demanda por parte deste público. “Continuaremos a investir no treinamento de nossa equipe para levar excelência a nossos parceiros corretores, para que possam oferecer a Zurich como sua primeira opção em “employee benefits” a seus clientes”, afirma.
O segmento segurador tem crescido muito nos últimos anos e a Zurich Seguros terá uma participação cada vez maior no Brasil. Isso já é realidade com uma série de ações que tem sido executadas no país, como a joint venture com o Banco Santander, a abertura de uma resseguradora local – num investimento de R$ 100 milhões –, além do crescimento das áreas de Seguros Gerais e Vida & Previdência. “A Zurich Seguros enxerga o Brasil como uma região estratégica e tem demonstrado o apetite necessário investindo em pessoas, processos e produtos”, destaca o executivo.
A SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos anuncia hoje a contratação de Renato Terzi (foto do facebook) para o cargo de vice-presidente de Pessoas e Previdência em substituição a Renato Russo, que desliga-se da companhia após 23 anos para dedicar-se a projetos pessoais.
Terzi, que inicia suas atividades na companhia em julho, retorna ao Brasil depois de uma curta temporada no Panamá, onde ocupava a posição de CEO da HSBC Seguros. O executivo acumula 18 anos de experiência em empresas de grande porte no setor financeiro, de seguros e de previdência privada no Brasil e América Latina.
Engenheiro formado pela Unicamp, Renato Terzi tem especialização em Finanças pelo IBMEC e MBA pela FGV-RJ. Na SulAmérica terá como desafio a expansão da área junto a corretores e o lançamento de novos produtos com foco em pequenas e médias empresas, aproveitando o momento econômico do país.
No primeiro trimestre de 2012, a área Pessoas e Previdência registrou relevante crescimento, impactado principalmente pelo aumento de receita de novos contratos de seguro prestamista, que já corresponde a 10,5% dos prêmios do segmento. O resultado foi impulsionado também pela venda de seguros de baixo ticket por meio de canais alternativos de distribuição.
As reservas de previdência e VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) finalizaram o trimestre com R$ 3,4 bilhões, com destaque para o crescimento de 22,5% da carteira de VGBL.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou na última quarta-feira (19/6) as oito circulares que formam a regulamentação completa dos microsseguros, apólices de baixo valor voltadas para a população de menor poder aquisitivo. As medidas foram publicadas no Diário Oficial de hoje. As regras criam a figura do corretor de microsseguro, pessoa das comunidades que será treinada e autorizada pelo órgão regulador a atuar como intermediário, desde que habilitado para isso.
As normas permitem, ainda, o uso de correspondentes de microsseguros, como forma de estreitar a relação com o consumidor. Para ofertar e promover planos de microsseguros, os fornecedores deverão estabelecer contrato ou firmar convênio com as com as sociedades seguradoras. As seguradoras deverão registrar o estabelecimento junto à Susep.
O prazo mínimo de vigência das coberturas de microsseguro será de um mês. As sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar deverão protocolar junto à autarquia os planos de microsseguro, incluindo condições gerais ou seus regulamentos.
Outra norma limita o valor das coberturas nas apólices, para que o produto seja caracterizado como microsseguro. Como exemplo, a indenização para perda de bagagem esta em R$ 1 mil, para seguro de vida, em R$ 24 mil, e reembolso de despesas com funeral em R$ 4 mil. A regulamentação ainda permite uso de celular na venda de seguros e a inclusão de sorteios pela capitalização.
Os bilhetes de microsseguro emitidos pelas sociedades seguradoras deverão conter informações como: nome do plano ao qual se vincula o documento; nome e CNPJ da sociedade seguradora; número do processo administrativo de registro junto à Susep; número de controle do bilhete; entre outros.
Correspondentes
Dentro do marco regulatório do microsseguro, aprovado pela Susep está a possibilidade das seguradoras e entidades abertas de previdência complementar de contratar ou firma convênio com pessoa jurídica na condição de correspondente de microsseguro. Isso significa que estabelecimentos comerciais localizados em comunidades carentes poderão atuar como representantes das seguradoras na venda de microsseguros. O que pode significar um recurso a mais para o comerciante local.
A ideia é difundir os benefícios do microsseguro e torná-lo mais próximo da comunidade. A remuneração ajustada pelos serviços prestados pelo correspondente deverá estar expressa no contrato ou convênio firmado entre as partes. O microsseguro oferece prêmios de baixo valor e tem como foco principal o acesso das classes menos favorecidas a este tipo de serviço.
Os correspondentes de microsseguro poderão ofertar e promover os planos de microsseguro, podendo utilizar meios remotos (internet e celular), em nome das seguradoras. Eles também receberão as propostas de planos, coletarão e fornecerão às empresas seguradoras dados cadastrais e de documentação de segurados, participantes ou proponentes.
Os correspondentes também serão responsáveis pelo recolhimento dos prêmios e aviso dos sinistros. Deverão prestar assistência aos segurados e apoio logístico e administrativo às seguradoras, visando a manutenção dos contratos e serviços de controle.
O correspondente de microsseguro deverá atuar tende em vista as diretrizes da seguradora contratante, que assumirá inteiramente as responsabilidades pelos serviços e atendimento prestados na ponta. As obrigações contratuais de microsseguro também estão sob inteira responsabilidade das seguradoras.
O contrato ou convênio celebrado na condição de correspondente de microsseguro deverá ser firmado previamente ao início da prestação dos serviços e mantido à disposição da Susep. A seguradora deverá manter atendimento técnico adequado, mantendo canal de comunicação permanente com o correspondente de microsseguro. A Susep deverá ser informada, pelas seguradoras, até o dia 20 de cada mês da celebração de contrato ou convênio com o correspondente de microsseguro. A autarquia manterá, em seu site, os nomes dos correspondentes em atividade.
Os correspondentes estarão sujeitos às penalidades previstas na legislação de seguro caso venham a praticar operações de intermediação de seguros não autorizados.
Curso para corretor de microsseguro
As normas que regulam o microsseguro, modelo de seguro com valores mais baixos e acessíveis às classes com menor poder aquisitivo, recentemente aprovadas pela Susep oficializa um novo ramo de trabalho entre moradores das comunidades carentes: o corretor de microsseguro.
Recentemente, houve a experiência conduzida no Morro Dona Marta, dentro do projeto Estou Seguro, onde moradores da localidade foram treinados a entender e vender microsseguros. O objetivo da iniciativa, que contou com o apoio da OIT, CNSeg e empresas seguradoras, era aumentar a percepção da população de baixa renda e nano empreendedores a acerca da importância do seguro como instrumento de organização financeira.
A Circular da Susep que normatiza o microsseguro também cria a atividade de corretor de microsseguro, que deverá ser exercida por pessoas moradoras das comunidades, como forma de criar maior empatia e proximidade entre o produto seguro e a população local.
Para isso, a Susep criou uma série de regras específicas para a formação e registro desses profissionais. A habilitação técnica do corretor de microsseguro constitui condição prévia para registro junto à Susep. Esta última etapa será concluída após aprovação em curso ministrado na Fundação Escola Nacional de Seguros (Funenseg) ou outro estabelecimento autorizado pela autarquia.
Algumas especificidades foram criadas para a formação do corretor de microsseguros, que só poderão atuar neste ramo de seguros. Enquanto dos corretores tradicionais são exigidas comprovação de conclusão do ensino médio ou do terceiro grau, no caso dos voltados ao microsseguro será cobrada apenas a conclusão do ensino fundamental.
A carga horária do curso, que para os corretores tradicionais é de 186h, no caso do microsseguro cai para 30h. Em vez de três fases, subdividas em diversas disciplinas, como é exigido para a formação do corretor tradicional, o candidato a corretor de microsseguros terá de perfazer oito disciplinas: Conceitos básicos de seguros e previdência complementar aberta (6 horas); Operações de seguros e previdência complementar aberta (2 horas); Conceito de microsseguro (2 horas); Papel e potencial do microsseguro (2 horas); Formação do microsseguro(2 horas); Legislação básica (2 horas); Direito do consumidor (4 horas); e Ética, honestidade e confiança no mercado de microsseguro (2 horas).
Meios remotos
Uma das grandes novidades da aprovação da regulamentação completa do microsseguro foi a inclusão da possibilidade de uso de meios remotos para emissão de bilhetes, apólices e certificados. Na prática, a autorização dada pela Susep permitirá que o consumidor possa contratar e pagar o prêmio do microsseguro via internet ou pelo celular. Apenas os planos de previdência ficam de fora da medida, por terem de seguir legislação específica.
A medida visa criar ainda mais estímulos para que o consumidor do microsseguro, em sua maioria de baixa renda, tenha acesso irrestrito aos produtos oferecidos pelas seguradoras. A utilização dos meios remotos deverá garantir ao segurado a possibilidade de impressão do documento e, quando for solicitada, a versão física do contrato.
A contratação de microsseguro realizada por meio remoto, sem a emissão de documentos contratuais físicos, deverá implicar no envio de mensagem de educação financeira ao segurado. As seguradoras deverão alertar mensalmente, com dois dias de antecedência, via mensagem eletrônica, sobre a data do vencimento para pagamento do prêmio.
Do mesmo modo, as seguradoras deverão utilizar o meio remoto para informar do fim da vigência do microsseguro, com antecedência de dois dias para o fim do plano. O segurado deverá ter acesso irrestrito às informações sobre o plano contratado. As empresas serão obrigadas a dispor um número gratuito de contato com central de atendimento específico em horário comercial.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep), em Circular publicada no Diário Oficial, no dia 15/6, estabeleceu as regras básicas para a comercialização do Seguro de Responsabilidade Civil Geral, e disponibilizou, no endereço eletrônico da autarquia, as condições contratuais do Plano Padronizado deste seguro.
Fruto de vários anos de trabalho, com importante participação da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a nova norma substitui a norma anterior, que, publicada há mais de 30 anos, se encontrava totalmente desvinculada da atual realidade do mercado.
A crescente complexidade da sociedade brasileira, associada com a conscientização da população relativamente aos seus direitos individuais, tem dado origem, na Justiça Civil, a um aumento significativo das ações que reivindicam indenizações por danos relacionados à responsabilidade civil (o conceito de responsabilidade civil está associado à obrigação legal de reparar danos causados a terceiros).
Em consequência, a demanda por seguros de responsabilidade civil, cobrindo situações cada vez mais complexas e abrangentes, tem ocasionado um crescimento expressivo deste ramo de seguro nos últimos anos. No seguro de responsabilidade civil, as seguradoras se responsabilizam pelas indenizações que os segurados venham a ser condenados a pagar em decorrência de danos causados a terceiros.
A nova norma oferece um total de 67 tipos de coberturas, contemplando um antigo anseio do mercado, que, finalmente, dispõe de um instrumento ágil e moderno para oferecer aos segurados.
A Aon doou 25 mil horas de voluntariado em dezenas de países para marcar seu jubileu de prata. “Diariamente, nós, 61 mil colaboradores da Aon ao redor do mundo, trabalhamos com profissionalismo e paixão para prestar serviços aos clientes, colegas e à comunidade. No dia 21 de junho, também nos unimos para reafirmar nosso compromisso com o voluntariado, a fim de partilhar o sucesso de nossa companhia com milhões de pessoas em todo o planeta”, afirmou José Felipe Vieira de Castro, presidente da Aon Brasil (foto).
A equipe brasileira, formada por 1.020 funcionários, se mobilizou no Aon Global Service Day, por meio de ações em instituições como creches, asilos e hemocentro. Os voluntários da Aon contaram histórias infantis, doaram sangue, fizeram a coleta seletiva de lixo, organizaram festa junina, doaram material de higiene e limpeza, promoveram a saúde bucal e campanhas contra as drogas.
“Comemorar 25 anos de companhia com um dia de serviços globais comunitários reforça o espírito de equipe e aumenta nossa empatia com pessoas e instituições em todo o mundo”, salientou Castro.
Nicholas Weiser, que já passou por Aon, Securitas, Gallagher e vice presidência da JLT, agora montou a VIS Corretora de Seguros e Benefícios. Segundo ele, trata-se de uma corretora de seguros com um conceito diferenciado de atendimento para tentar elevar o nivel de serviços das corretoras no Brasil para o mercado de pequenas, médias e médias grandes empresas, além de focar em alguns seguimentos que nao existem corretoras especializadas como esportes & entretenimento e agronegócio.
“Nosso start-up foi um sucesso em dezembro de 2011, com a meta do primeiro ano batida em seis meses, nos levando a antecipar oa investimentos que fariamos em 2013 para agora em maio, ampliando o escritorio e contratações de funcionários e parcerias internacionais com corretoras americanas que já querem nos comprar. Queremos ser reconhecimos como a melhor corretora de médias empresas e gostariamos de alguma dicas e ajuda em como podemos divulgar nossa marca”, contou.
O Valor traz matéria sobre a exposição das seguradoras especializadas em seguro garantia no caso Delta Construção, personagem central dos episódios de corrupção envolvendo Carlos Cachoeira. Segundo a reportagem, o caso pode trazer uma perda de até R$ 300 milhões para seguradoras, caso abandone os contratos de infraestrutura de que participa. Esse é o valor total coberto pelas apólices de seguro garantia (que asseguram a entrega de uma obra conforme o contrato) feitas para a construtora, segundo a Alvarez & Marsal, consultoria contratada para auxiliar no processo de recuperação judicial da Delta.
A cifra coincide com estimativas obtidas pelo Valor junto ao mercado de seguros. Os R$ 300 milhões em apólices estão distribuídos entre oito seguradoras: J. Malucelli, Berkley, Swiss Re Corporate Solutions (ex-UBF), Austral, Cesce Brasil, Pottencial, Allianz e Chubb. A J. Malucelli, líder do mercado de seguro garantia, com cerca de 35% do total de receitas, tem cerca de um terço dessa exposição. Procuradas, as seguradoras confirmaram, mas preferiram não dar entrevista. Juntos, os contratos com o Dnit somam R$ 2,518 bilhões. O valor é significativamente superior aos R$ 300 milhões cobertos pelas apólices de seguros, pois no seguro garantia para obras públicas o percentual máximo de cobertura da apólice previsto por lei é de 10% do valor da obra para contratos de grande vulto, e 5% para os demais.
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