José Américo Peón de Sá, presidente do Conselho de Administração da CesceBrasil e conselheiro da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), entregou o Prêmio Peón de Sá aos vencedores dos cinco primeiros lugares do concurso nacional Prêmio Peón de Sá durante o 9º Congresso Brasileiro e Pan-americano de Atuária, que aconteceu no Espaço Vila Noah, São Paulo, no dia 22 de junho.
O Prêmio Peón de Sá foi criado em 2011 com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento e a promoção do conhecimento do estudo atuarial no Brasil. Resultante de um concurso lançado pela Escola Nacional de Seguros e pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), dele, puderam participar atuários e estudantes dos cursos de graduação em Ciências Atuariais associados ao IBA. O nome do concurso é uma homenagem ao pioneirismo do atuário José Américo Peón de Sá, um dos mais experientes executivos do mercado de seguros.
Os cinco autores foram automaticamente inscritos no 9º Congresso Brasileiro e Pan-americano de Atuária, que aconteceu nos dias 21 e 22 de junho. Os cinco premiados poderão ter seus trabalhos publicados pela Escola Nacional de Seguros, além da premiação realizada em dinheiro.
A Liberty Seguros foi vencedora de duas categorias do XI Prêmio efinance 2012, promovido pela revista Executivos Financeiros. A seguradora foi eleita a melhor em Segurança da Informação e Mobile. A premiação aconteceu no dia 21, no Hotel Transamérica em São Paulo.
Com o case Segurança da Informação – Foco no Cliente, a Liberty se destacou pelo trabalho pioneiro para garantir processos e tecnologias de segurança de alto nível para preservar as informações pessoais e privadas dos seus clientes. “A indicação demonstra ao mercado que nós possuímos todo o conjunto de políticas claras em relação a segurança de dados e transações”, afirma Ana Lucia D´Amaral, diretora de TI da Liberty Seguros.
Para implantar os sistemas de controles de dados, de acordo com a executiva, foram avaliados 241 itens através de uma varredura completa em todas as operações da Liberty. “O processo verificou instalações físicas, rede, servidores, procedimentos, sistemas de controle, proteção e monitoramento, cobrindo todos os pontos de vulnerabilidade para a segurança da informação”, explica.
Outra grande conquista da Liberty, resultado do seu forte investimento em tecnologia para segurança da informação, foi conquistar e utilizar o selo de Empresa Certificada pela Verizon em todos os seus websites. “Para a obtenção da certificação deveríamos obter 98% de conformidade e atingimos o nível de 100%”, diz.
Aplicativo Mobile
Na categoria Mobile o destaque foi o case do aplicativo lançado pela seguradora em janeiro deste ano. Por meio da plataforma os clientes podem comunicar os acidentes via iPhone e iPod Touch. O aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente na loja da App Store, permite ao usuário gravar a localização do acidente via GPS, fotografar o local, recolher e registrar os contatos dos envolvidos, compartilhar as informações e ainda gravar e armazenar notas de voz. “Essa tecnologia não só amplia os canais de comunicação, como traz mobilidade aos segurados e permite também fornecer o maior volume possível de informação e detalhes do acidente”, afirma.
Para a diretora de TI da Liberty Seguros, do ponto de vista da seguradora, os objetivos do projeto foram ampliar a gama de serviços direcionados aos segurados. Desenvolvido em parceira com a área de Marketing Digital da companhia, o Aplicativo para Comunicação de Sinistros integra um processo de atendimento diferente do tradicional aos corretores e clientes. Paralelamente, o intuito é expor o posicionamento da empresa como uma seguradora adepta da utilização da tecnologia para facilitar o dia a dia do segurado e que investe massivamente em canais inovadores para ajudar as pessoas viverem vidas mais tranquilas e seguras.
Sobre o prêmio e-finance
O Prêmio efinance, criado pela Revista Executivos Financeiros, tem como objetivo homenagear as empresas que operam no país e mais se destacam na implementação de soluções de infraestrutura e aplicativos na área de TI e Telecomunicações. O prêmio visa também reconhecer o talento e a competência de profissionais de TI das corporações. O evento de premiação acontece todos os anos durante o Ciab (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras), o maior evento da América Latina tanto para o setor financeiro quanto para a área de Tecnologia.
Hoje li na web um artigo do especialista em seguro de responsabilidade civil Walter Polido, sobre a oferta e demanda de seguros voltados para proteger o planeta, tema do seminário do IIS realizado no Rio de Janeiro entre os dias 19 e 21 de junho. Por dar uma grande amplitude ao tema, republico aqui na íntegra o texto lido no site Segs, mas que foi originado pelo site da Funenseg, Tudo sobre seguros.
O papel do seguro nos esforços pela preservação do meio ambiente
Entre os dias 13 e 22 deste mês o Brasil foi mais uma vez palco de um grande evento internacional, voltado para a consciência ambiental mundial. Foi a Rio +20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que teve como principal objetivo a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável. Mas em meio a tantos debates sobre meio ambiente e sustentabilidade, o Tudosobreseguros levanta a questão: o setor está afinando com as novas tendências mundiais de preservação do meio ambiente?
Nos últimos 20 anos, desde a realização da Rio 92, quando o tema “Meio Ambiente” começou a ter mais destaque entre a sociedade, muita coisa mudou neste âmbito. Um dos principais fatores foi a nova percepção, por empresas e indústrias, públicas e privadas, da importância de uma postura ambientalmente responsável. Toda a sociedade passou a se preocupar e cobrar dessas instituições os cuidados com o planeta e a responsabilização de culpados por crimes ambientais. Com isso abriu-se um novo e promissor caminho para o seguro ambiental, que pode ajudar a mitigar, financeiramente, danos causados à natureza, com indenizações e/ou reposição de áreas degradadas.
Walter Polido, da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, lançou este mês o livro “Programa de Seguros de Riscos Ambientais no Brasil: estágio de desenvolvimento atual”, publicado pela Escola Nacional de Seguros, onde defende que o seguro ambiental, “imprescindível para uma economia sustentável, deve ser considerado como um instrumento de gestão ambiental no país”.
Em entrevista para o TSS, ele lembra que, de acordo com a Constituição Federal, “o dever de defender e preservar o meio ambiente não é apenas do Poder Público, e sim de toda a coletividade”, o que inclui também a contribuição do mercado segurador. E apesar de a experiência do setor brasileiro ainda ser pequena, “este quadro tem mudado e também a oferta de produtos securitários para o segmento tem outro enfoque atualmente”, garante.
Ele explica que a cobertura para determinadas parcelas do risco ambiental vinha sendo, ao longo dos anos, concedida por diversos tipos de ramos de seguros. Elas ainda continuam sendo ofertadas, mas já há também produtos especializados. “No passado, se o risco fosse de transportes rodoviários de mercadorias, por exemplo, a cobertura poderia ser contratada através da apólice do ramo RCFV (Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos Terrestres), na qualidade de cobertura acessória. Na área industrial o risco podia ser coberto de maneira parcial, ou seja, para o risco de poluição súbita/acidental, através de cláusula acessória à apólice do seguro de RC Operações Industriais”, diz.
Atualmente, os novos modelos disponibilizados no Brasil podem envolver uma série de atividades ou segmentos da atividade humana, como riscos industriais, aterros sanitários, aeroportos e portos, tanques subterrâneos, obras, seguro para empresas de transportes rodoviários, aquáticos e ferroviários de produtos perigosos, riscos de garantia e até mesmo seguros para instituições financeiras – em razão da possível solidariedade dos agentes financeiros em projetos que possam apresentar sinistros ambientais.
Alguns entraves
A pioneira neste segmento é a Unibanco-AIG, que em 2004 passou a oferecer um seguro de Risco Ambiental “muito mais moderno a abrangente, igual aos modelos encontrados nos EUA”, como diz Polido. Outras Seguradoras passaram a disponibilizar este programa de cobertura no país, como Marsh, Itaú, Chartis, Ace, Liberty e Allianz, “mas não há ainda a comercialização deste seguro específico de maneira maximizada por uma série de razões e contingências”, comenta. Para ele não se trata de custo elevado. “O seguro contra roubo de determinadas mercadorias, por exemplo, tem um custo extremamente elevado no país, em função da alta exposição e da frequência dos sinistros, e nem por isso deixa de ser contratado”, comenta.
Para o especialista, os motivos que tornam o produto ainda pouco contratado no Brasil estão fora do âmbito do próprio mercado segurador brasileiro. Um dos principais entraves está no Judiciário. “Embora exista uma legislação moderna e severa em matéria de meio ambiente, ainda não temos o aparelhamento adequado do Poder Judiciário, em nível nacional, para instrumentalizar as prerrogativas legais. Dos inúmeros acidentes que ocorrem no país com reflexos de danos ao meio ambiente, poucos chegam à Justiça e menos ainda têm os seus autores condenados a indenizar algo, pelo menos visando à recomposição ou melhoria do local afetado pelo acidente. Esta é a triste realidade no país”, conta.
Preocupação mundial
Embora esteja ciceroneando os debates internacionais sobre meio ambiente da Rio +20, o Brasil ainda não concede tanto destaque para os seguros ambientais como os países mais desenvolvidos. “Mas isso deverá acontecer em um curto espaço de tempo”, afirma Polido. “Na medida em que o empresário for de fato responsabilizado, com obrigação de recuperar o dano ecológico provocado por sua atividade, o seguro se apresentará como ferramenta eficiente e única”, prevê, lembrando ainda que a abertura do mercado de resseguros propiciou maior transferência de know-how nessa área proveniente do mercado externo.
“Seguro não é licença para poluir”
Um ponto importante levantado por Walter Polido é o de uma possível obrigatoriedade para o seguro ambiental. Para ele, essa eventual imposição poderia criar uma falsa sensação de “licença para poluir” a empresas e indústrias. “Outros seguros obrigatórios no país já não cumprem o seu papel para o qual foram criados. Países como a Argentina adotaram a obrigatoriedade recentemente e nem por isso conseguiram a proeza de desenvolver o seguro ambiental como ferramenta eficaz de garantia ao meio ambiente. O seguro deve ser apenas uma entre outras opções de garantias financeiras a serem apresentadas pelos empreendedores, mas não a única compulsoriamente”, diz.
O SUPERINTENDENTE DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso das atribuições que lhe confere o inciso VI do art. 68 do Regimento Interno de que trata a Resolução CNSP no- 229, de 27 de dezembro de 2010, resolve:
Art. 1o- Constituir a Subcomissão de Resseguros, vinculada à Comissão constituída pela Portaria Susep no- 4.225, de 5 de outubro de 2011, com a finalidade de estudar e propor alterações normativas relativas ao mercado de resseguro.
Art. 2o- Designar, para sua composição, os servidores da Susep: NELSON VICTOR LE COCQ D’OLIVEIRA (Diretor da Diretoria de Autorizações), GUSTAVO ADOLFO ARAÚJO CALDAS, matrícula Siape no- 1818365 e GABRIEL ALMEIDA CALDAS, matrícula Siape no- 1740733; e CRISTIANE FRANÇA ALVES, EDSON WIGGERS e BRUNO PINHEIRO DANTAS MOTTA, representantes do mercado supervisionado, ficando a coordenação dos trabalhos a cargo do primeiro.
Art. 3o- Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou na última quarta-feira (19/6) as oito circulares que formam a regulamentação completa dos microsseguros, apólices de baixo valor voltadas para a população de menor poder aquisitivo. As medidas serão publicadas no Diário Oficial ainda esta semana. As regras criam a figura do corretor de microsseguro, pessoa das comunidades que será treinada e autorizada pelo órgão regulador a atuar como intermediário, desde que habilitado para isso.
As normas permitem, ainda, o uso de correspondentes de microsseguros, como forma de estreitar a relação com o consumidor. Para ofertar e promover planos de microsseguros, os fornecedores deverão estabelecer contrato ou firmar convênio com as com as sociedades seguradoras. As seguradoras deverão registrar o estabelecimento junto à Susep.
O prazo mínimo de vigência das coberturas de microsseguro será de um mês. As sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar deverão protocolar junto à autarquia os planos de microsseguro, incluindo condições gerais ou seus regulamentos.
Outra norma limita o valor das coberturas nas apólices, para que o produto seja caracterizado como microsseguro. Como exemplo, a indenização para perda de bagagem esta em R$ 1 mil, para seguro de vida, em R$ 24 mil, e reembolso de despesas com funeral em R$ 4 mil. A regulamentação ainda permite uso de celular na venda de seguros e a inclusão de sorteios pela capitalização.
Os bilhetes de microsseguro emitidos pelas sociedades seguradoras deverão conter informações como: nome do plano ao qual se vincula o documento; nome e CNPJ da sociedade seguradora; número do processo administrativo de registro junto à Susep; número de controle do bilhete; entre outros.
O Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP) lança o Guia para os Corretores de Seguros. “O trabalho inédito é uma obra de consulta permanente para os corretores, que encontrão em suas páginas orientações práticas para o melhor desempenho de sua atividade nos diversos ramos do seguro”, explica Mario Sérgio de Almeida Santos, presidente do Sincor-SP.
A obra traz também os trabalhos realizados pelas 26 Comissões Técnicas do Sincor-SP, compostas por corretores de seguros com vasta experiência profissional e que partilham esse conhecimento com os leitores.
O Guia está dividido em duas partes. A primeira é dedicada às comissões técnicas especializadas em ramos do seguro; a segunda, às comissões não especializadas em um negócio específico. Ambas objetivam situar o leitor quanto à sua forma de atuação, melhorias propostas, conquistas e seus desafios.
Às orientações práticas seguem-se uma breve análise econômica de cada segmento, baseada em outro estudo tradicionalmente realizado pelo Sincor-SP: o Ranking das Seguradoras, um acurado levantamento estatístico sobre o desempenho do setor e das seguradoras.
Para esta primeira edição foram impressos 15 mil exemplares que serão distribuídos gratuitamente aos corretores de seguros do estado de São Paulo, mas quem se interessar poderá acessá-lo pelo site do Sincor-SP www.sincor.org.br .
O Programa Seguro do próximo domingo, dia 24 de junho, traz um tema que tem atraído a atenção do mercado de seguros, em especial dos corretores. Manuel Matos, gestor da Rede ICP Seguros, que reúne as corretoras de seguros que atuam como Autoridades de Registro de certificados digitais ICP-Brasil, explica a importância deste movimento para modernização do setor e como oportunidade de novos negócios para o canal de distribuição.
O apresentador Boris Ber é um dos corretores de seguros que atuam em certificação digital e, durante o programa, pede para o convidado explicar como mais colegas podem participar deste segmento em expansão. O Programa Seguro vai ao ar domingo, às 20h, na TV Gazeta.
O meio ambiente, o crescimento demográfico, a tecnologia e os valores ético-sociais foram apontados como as quatro megatendências que vão ter um grande impacto sobre as seguradoras e suas estratégias até 2020. A expectativa é que elas irão transformar a indústria na próxima década enquanto as seguradoras procuram oportunidades de crescimento em meio a crises financeiras globais e significativas mudanças regulatórias.
A informação consta do relatório feito pela KPMG internacional chamado “Seguradoras Inteligentes: criando valor de oportunidades em um mundo em constante mudança”. De acordo com o estudo, foram apontados fatores que vão influenciar o setor, nos próximos anos, como o aumento da expectativa de vida da população mundial e o crescimento vertiginoso do uso de mídias sociais gerando uma interconectividade global entre as seguradoras. Essas mudanças poderão criar uma série de oportunidades para o segmento, mas também ameaças.
“As grandes empresas do setor precisam estar preparadas para enfrentar esses novos desafios que irão moldar a indústria global de seguros e que afetarão o segmento também, no Brasil, onde não vai ser diferente”, afirmou Carlos Munhoz, sócio da área de Seguros da KPMG no Brasil.
“Se quiserem permanecer no mercado, criar vantagem competitiva e liderar a indústria, as seguradoras terão que fazer os ajustes necessários para efetivamente preparar e se adaptar a essas tendências como: conhecer as necessidades dos clientes, satisfazer as partes interessadas e criar valor para os investidores. Se souberem enfrentar esses desafios agora, elas terão grande expectativa de sucesso no futuro”, completou o sócio.
O estudo pode ser acessado em www.kpmg.com/Global/en/IssuesAndInsights/ArticlesPublications/intelligent-insurer/Documents/intelligent-insurer-june-2012.pdf
As mudanças nas regras de resseguros pelo governo brasileiro, limitando a 20% a remessa dos contratos pelas resseguradoras aqui instaladas para a matriz no exterior, foram alvo de criticas durante a palestra Global Reinsurance, penúltimo debate do último dia do 48º Seminário do IIS (Internacional Insurance Society), realizado no Rio de Janeiro.
Ninguém criticou o processo de abertura do setor, com a exigência de cessão de 40% dos contratos para as resseguradoras que optassem por investir recursos no Brasil abrindo uma companhia local. Para os executivos, essa limitação é legítima, foi discutida e faz parte da estratégia de cada governo. No entanto, dois anos após a flexibilização do setor, mudar as regras sem discussão ou aviso prévio é uma atitude vista com muito desagrado pelo mercado internacional.
Durante pesquisa realizada com a platéia, 31% julgaram que o governo optou por desrespeitar os investidores que estavam implementando um plano de negócios com base em uma regra debatida e divulgada apenas para proteger o market share do IRB Brasil Re, uma empresa de economia mista, controlada pelo governo e que tem como sócias Bradesco e Itaú. O IRB perdeu o monopólio e consequentemente sua fatia de mercado despencou antes que o Tesouro conseguisse fazer o saneamento da empresa para privatizá-la.
Segundo a pesquisa, entre os principais impactos da mudança de regra, 30% afirmaram que isso gerou limitações para as operações de resseguradoras e 29% citaram o aumento do preço do resseguro para o cliente. No entanto, quando a pergunta foi dirigida aos participantes do painel ,sobre qual o impacto das restrições brasileiras na resseguradora, o tom foi muito ameno.
Pedro de Macedo, Mapfre Re
Para a Mapfre, nós cobrimos da Ásia a América Latina. Por isso não fazemos criticas aos órgãos reguladores. Eles fazem seu trabalho. Eles têm legitimidade para decidir se querem ser mais ou menos protecionistas. Aceitamos as regras devido ao nosso compromisso com o pais. Somos favoráveis ao mercado aberto e o benefício disso está no estímulo à concorrência. O Brasil é um mercado importantíssimo e não precisa mais do protecionismo e sim do resseguro.
Citamos sempre o terremoto do Chile para enfatizar como o resseguro é uma operação global e visa apoiar o pais na reconstrução de uma catástrofe. Temos também outro exemplo, a Petrobras, que repassa boa parte do risco para os resseguradores. A Tailândia e outro exemplo, com boa parte dos recursos usados na reconstrução do pais após as enchentes terem vindo das resseguradoras mundiais. O Brasil passa por grande desenvolvimento e tem muitos riscos. Por isso ele precisa do apoio das resseguradoras internacionais.
Quanto a mudança de regras, temos criticas. Fizemos um plano de negócios e agora temos de seguir no negócio com regras que foram alteradas, o que prejudica o planejamento apresentado aos acionistas.
Neill Currie, da Renaissance Re
O Pedro foi muito eloqüente. Somos a favor do livre comércio para que o cliente possa pagar um preço mais competitivo para se proteger.
Jeff Colsolino, da Validus e sindicato do Lloyd`s
A América Latina é muito importante para nós. É o nosso terceiro maior mercado. Não operamos localmente, mas através do Lloyds`. Não é possível ter uma estratégia na AL que não contemple o Brasil, um pais com tantas oportunidades de negócios. Esperamos que as resseguradoras vão ganhar pleno acesso ao mercado. Quanto restringe a oferta, o preço sobe.
James Vickers, Willis Re
Não acredito que o protecionismo seja uma tendência. Acho que assunto locais levam a isso e não acredito que isso seja uma tendência. Vejo os problemas de jurisdições específicas. A história mostra que a tendência é de que os governos entendam que o resseguro é uma operação global. A Turquia ainda tem cessões obrigatórias, Já na China não mais. A Argentina mudou as regras agora, mas por razões pontuais da economia local. Todos se afastam do protecionismo. A medida que as pessoas entendem melhor o resseguro entendem que a operação tem a sua saúde financeira ligada ao livre fluxo de capital.
No rastro da expansão da economia chinesa, a indústria de seguros da China tem passado por profundas transformações nos últimos 20 anos, a começar pelo número de players, que aumentou significativamente nesse período. “Tínhamos apenas cinco seguradoras em 1991. Hoje são 134 seguradoras, sendo 55 estrangeiras e cinco resseguradoras”, conta Yanil Zhou, vice- presidente do órgão regulador de seguros da China, durante a primeira palestra do último dia do 48º Seminário anual da International Insurance Society (IIS), realizado no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg.
As companhias atuam em diversos nichos, o que tem tornado a concorrência mais acirrada a cada dia. No primeiro trimestre de 2012, as seguradoras tinham 66% do mercado, enquanto a principal seguradora do país, a estatal PICC, detinha 34%. Isso fez com que os prêmios crescessem mais de 40 vezes, passando da casa de 36,8 bilhões de yuan para 1,4 trilhão. Os ativos totais do mercado saíram de 3,374 bilhão para mais de 50,4 bilhões.
Tudo isso aconteceu pela abertura do mercado ao capital estrangeiro nos anos 80 e pela modernização das regras do mercado. Em 2003, a PICC começou a ser negociada na bolsa e se internacionalizou. Em 1992, a AIA, do grupo AIG, foi a primeira a entrar no mercado chinês. “A abertura trouxe experiência em seguros agrícolas, saúde e venda por meio de agentes”, destacou Zhou.
No entanto, muitas seguradoras ainda relutam em entrar no país pelas dificuldades políticas, suas grandes dimensões territoriais, diferenças culturais e a presença de vários dialetos, itens que dificultam a comunicação com consumidores e agentes do governo.
Mas Zhou afirma que as perspectivas futuras são otimistas e estimula a plateia a pensar em investir no país. “Nossa indústria está em forte crescimento, acompanhando o desenvolvimento da economia chinesa. O ritmo chinês de crescimento traz grandes oportunidades para as seguradoras”, afirma.
De fato, o PIB cresce a passos largos. Cresceu 9,2% em 2011 quando o mundo afundou, chegando a US$ 7,46 trilhões. A classe média tem crescido muito e de forma estável. E eles buscam proteção do seguro em vários aspectos, desde saúde até para o carro. Em longevidade, também há grande potencial para as seguradoras. Espera-se que, até 2050, as pessoas acima de 60 anos representem 430 milhões na China. A urbanização segue em ritmo forte, chegando em 50% da população em 2011, e a previsão é chegar a 80% em 2030. “Ao chegar à cidade, o indivíduo quer seguro saúde e previdência”, citou.
Segundo ele, o mercado de seguros chinês está a cada dia mais maduro e, mesmo assim, a indústria continua crescente e com grande espaço para evoluir em termos de penetração do PIB e consumo per capita. Porém, as seguradoras representam ainda 3% dos ativos financeiros totais do país. Em PIB, o setor tem participação de apenas 6,42%, sendo o PIB da China o segundo maior do mundo, próximo de passar o dos Estados Unidos, primeiro do ranking, até 2020.
Um dos pontos importantes para o desenvolvimento da indústria de seguros é proteção dos consumidores, alvo central da regulação do mercado. Segundo Zhou, o arcabouço regulatório tem três pilares: proteção do consumidor; manutenção da ordem do mercado estimulando a concorrência; e incentivo à venda de produto certo, para a pessoa correta e pelo preço justo. “Também estamos atentos a dar incentivos para fomentar a inovação”, revelou.
Em 1995, o foco do regulador chinês foi a elaboração de regras de solvência. Em 2004, três seguradoras foram consideradas insolventes, o que levou a um aperfeiçoamento do setor. Em todo esse período, a solvência vem melhorando consideravelmente. China Life, Ping An e China Pacific, que venderam seguros baratos para se beneficiar do boom do mercado financeiro em 2007, enfrentaram sérios problemas e hoje voltam a ser players importantes do setor. “Após três anos de ajustes, temos apenas 5 seguradoras insolventes”, afirmou. Em 2011, o regulador esteve envolvido com a formulação de regras de conduta dos distribuidores, controles internos, governança e regras de entrada de companhias bem como de liquidação.
A perspectiva da regulamentação na China para os próximos anos mira a proteção ao consumidor. “Temos um canal para receber as reclamações e uma instituição será estabelecida para cada uma de nossas jurisdições”, afirmou. Segundo ele, a primeira geração de regulamentação foi lançada e, nos próximos três anos, será feita uma atualização, finalizando em 2016 com a adoção dos requisitos de Solvência 2.
Para o chinês, o segredo do sucesso de uma seguradora não está no ganho da aplicação dos prêmios no mercado financeiro. “Nosso setor é baseado em pessoas. Com as pessoas certas você consegue ter muito lucro. O que queremos ver é o capital certo com as pessoas certas, pois isso vai fazer o negócio prosperar. Uma montanha de dinheiro que pode ser usada num único dia não vai gerar um bom negócio. Queremos qualificação dos executivos seniores. Acredito que ter pessoas bem treinadas é mais importante do que outros quesitos. Com profissionais certos, conseguimos desenvolver aptidões e fazer uma boa gestão”, resume Zhou.
“Nós queremos manter o canal de comunicação aberto com todo o mundo. O microsseguro é uma prioridade do governo e estamos fazendo uma reestruturação desse segmento”, informou. “Estamos agora focados em serviços que podemos prestar à população de menor renda”, acrescentou o executivo, citando uma frase do Premier Wen Jiabao: “O seguro dá para a pessoa um futuro previsível e a ajuda a gerenciar riscos”.
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