A Allianz é a maior seguradora não vida da Europa no quesito prêmios brutos emitidos em 2011, seguida por Axa, Zurich, Generali, Achmea, Mapfre, Ergo, Aviva, Groupama e RSA. As cinco maiores foram responsáveis por vendas de 138 bilhões de euros, 1,7% acima do resultado obtido em 2010. Já as dez maiores apresentaram alta de 3%, para 198 bilhões de euros, revela estudo da Fundacion Mapfre divulgado hoje e que traz o ranking das seguradoras europeias em não vida, ou seja, ramos elementares ou seguros gerais como o segmento é classificado no Brasil.
O lucro líquido das dez maiores seguradoras de não vida da Europa chegou a 13 bilhões de euros em 2011, queda de 2,4%. Nesse seleto grupo, quatro empresas amargaram queda no resultado. A Allianz mantém a liderança, com lucro de 4 bilhões de euros, queda de 7%. A AXA teve resultado estável em 2,7 bilhões de euros. Já a Zurich, informa o estudo, apresentou redução de 10% no ganho, para 1,8 bilhão. A lucro da Mapfre recuou 4,5%, para 1,1 bilhão e o da Groupama sofreu a maior queda, de 65%, para 33 milhões de euros. O índice combinado ficou abaixo de 100%, exceto da Groupama, que chegou a 104,9%.
De acordo com o estudo, o ano de 2011 foi marcado pela crise da dívida soberana e pela crise econômica na zona do euro, pela crise de confiança no setor bancário e maior exigência de capital para adaptação aos padrões das regras Solvência 2. Tais dificuldades contrastaram com o dinamismo das economias emergentes, que seguiram um ritmo recorde de crescimento de vendas e de rentabilidade, beneficiando o resultado mundial dos grupos europeus atuantes nos principais mercados emergentes.
A indústria mundial de seguros sofreu perdas recorde de desastres naturais em 2011, pagando cerca de $ 110 bilhões em indenizações. Os principais danos pagos pelas seguradoras decorreram dos terremotos no Japão e na Nova Zelândia, seguida por inundações na Tailândia e uma temporada de furacão sem precedentes ruim nos Estados Unidos. Na Ásia, os danos segurados superaram US$ 49 bilhões.
O desastre natural mais custoso para o setor dos seguros na Europa foi a inundação na Dinamarca, em julho, que causou uma estimativa de perdas de US$ 800 milhões. Tempestades de inverno também provocaram danos adicionais no norte da Europa e ao longo da costa do Mediterrâneo.

















