Microsseguro: “Esse é só o começo”, afirma Marco Barros, da Fenacap e do BB

“Esse é só o começo”, disse Marco Antonio Barros, presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (Fenacap) e responsável pela área de seguridade do Banco do Brasil, no encerramento do seminário Microcrédito & Microsseguro – Inclusão Social, realizado ontem pelo Valor Econômico, em São Paulo. “Demos um passo grande com a regulação do microsseguro. Temos muito trabalho pela frente para falar que a nossa sociedade está protegida e tem condições melhores para enfrentar um fato adverso na vida”, disse.

Segundo ele, dobrar a participação de seguros no Produto Interno Bruto, chegando a 7% ou 8% é um grande otimismo. “Para conquistar isso temos muitos desafios e muita estrada pela frente”. Para ele, o ponto mais importante dessa jornada está na comunicação. “Insisto que temos de deixar 100% claro para quem se direciona o nosso produto, para que serve, qual o benefício que oferece”. Um ponto em que todos tem batido é na simplificação dos termos técnicos. “Falar a linguagem deste novo cliente. Tirar o segurês das apólices e de toda a comunicação que fazemos com a sociedade em geral. A sociedade está cansada de ouvir falar de prêmios, sinistros. É preciso falar a linguagem dos clientes”.

Outra questão chave, segundo Barros, é a distribuição. “Temos de reinventar. Pensar além dos modelos tradicionais. Chegar a algo que não vimos para termos custos compatíveis com o negócio e que seja sustentável no tempo”, sugere. A educação continuada para todos os agentes do setor é o outro ponto relevante dentro da filosofia que Barros pretende compartilhar com o setor. “Temos sim a responsabilidade de educar os consumidores. Mas antes temos de educar os vendedores. So atingiremos a sustentabilidade se os distribuidores tiverem a clareza de vender os produtos certos para as pessoas certas. Isso vai livrar o setor de ter de escutar comentários como “leia com atenção as letras miúdas”, ditas por órgãos de defesa dos consumidores e jornalistas”, comentou, referindo-se a um vídeo de uma matéria transmitida pela teve Globo, usada por um dos palestrantes do evento.

Barros também defendeu a busca de incentivos por parte governamental para que o setor possa levar produtos a preços mais compatíves a realidade das pessoas de menor renda. “Esses incentivos têm de se transformar em investimento, de forma que todos enxergem. Temos experiências interessantes. Parte das renúncias é alocada na própria comunidade, como a geração de emprego ou benefícios diretos em infraestrutura como temos visto no projeto Estou Seguro, liderado pela CNseg, no Morro Santa Marta, no Rio de Janeiro”.

Segundo o executivo, o setor de seguros tem grande oportunidade de contribuir para ter uma sociedade mais protegida. “São sociedades protegidas que garantem gerações futuras mais promissoras. Na medida em que nossas soluções cheguem as mais diversas famílias, nos mais longinquos lugares, iremos consolidar o crescimento do pais. O primeiro passo foi dado. Agora temos de fazer tudo para que de fato o seguro e o microsseguro se consolide todas as classes.”.

Um compromisso e tanto fazer esse discurso. Vamos acompanhar a prática agora. O setor já tem boas histórias para contar sobre reduzir o segurês, como o projeto da Mapfre, que investe R$ 100 milhões para acabar com o segurês. Objetivo é criar, até 2016, uma nova interface de comunicação com o cliente e decifrar a “linguagem segurês”. A SulAmérica também colocou no ar o site “Previdência Sem Blá Blá Blá”, que decifra a previdência para os internautas. Muito didático, o portal deixa claro os benefícios fiscais e o efeito dos juros compostos. Pelo que tenho escutado, teremos muitos projetos com esse foco daqui para frente. Que bom!

BB Mapfre avança no microsseguros

A BB Mapfre se prepara para colocar no mercado os primeiros seguros voltados à população de baixa renda, informou Bento Zanzini, diretor-geral de Vida da BB Mapfre. durante o seminário Microcrédito & Microsseguro, Inclusão Social, promovido ontem pelo jornal Valor Econômico. “Aguardamos apenas a finalização da regulação pela Susep”. Faltam ainda duas resoluções para serem divulgadas, que tratam do capital mínimo e da constituição das reservas.

Mesmo assim, Maria Augusta de Queiroz Alves, responsável pela área de microsseguros da Susep presente no evento, “a superintendência já pode receber pedidos de autorização das seguradoras para operar com microsseguros e para isso é necessário enviar uma carta de autorização com um plano de negócios”. Para ela, a nova modalidade de seguro é acessível a mais de 70 milhões de pessoas hoje vulneráveis a riscos.

Desde que as circulares foram divulgadas, uma comissão foi formada pelo grupo BB Mapfre para identificar quais produtos se enquadravam dentro nas normas. “Temos mais de 30 produtos em nosso portfólio que têm como foco as classes populares e um dos nossos projetos para democratização de microsseguros foi selecionado pela Fides (Federação Interamericana de Seguradoras) e será subvencionado pela federação. A estratégia do projeto consiste em pesquisa de campo, desenvolvimento e aplicação de microsseguros para atender às necessidades das classes D e E”, ressalta

Entre os cases de sucesso do grupo, Zanzini citou o Plano de Amparo Social Imediato (PASI) – um seguro de vida destinado ao trabalhador há 21 anos no mercado, que hoje conta com mais de 700 mil segurados e 2,4 milhões de beneficiários. Outro produto comercializado com grande sucesso é o Seguro Crediamigo, operação lançada em 2008 que conta com cerca de 150 mil segurados. O Crediamigo é um seguro de Vida com coberturas de morte, acidentes pessoais, auxílio-funeral e capitalização. A rede de distribuição do Crediamigo atende a mais de 1.800 municípios em toda a área de atuação do BNB – região Nordeste e norte de Minas Gerais e Espírito Santo, além das capitais RJ, BH e Brasília. A equipe de mais de 1 mil agentes do banco realiza o atendimento.

Já pelo canal bancário, dois produtos de destaque são o “BB Proteção” e o “BB Seguro Vida”, que podem ser adquiridos a partir de R$ 6,49 mensais nas agências e nos terminais de auto-atendimento do Banco do Brasil. “Por meio de planos competitivos e acessíveis, nossos produtos de microsseguros oferecerão coberturas para os riscos mais significativos para o segmento de baixa renda, além de um conjunto de benefícios, que atendem às principais aspirações das famílias”, explica Zanzini. Nos parceiros do varejo, a seguradora conta com o “Vida Protegida Premiada”. O seguro custa R$ 79,90 por ano (equivalente a R$ 0,22 dia) e inclui diversas coberturas e assistências, como acidentes pessoais, diárias por internação hospitalar, cesta básica, desconto em remédios nas farmácias das redes conveniadas, além de sorteios mensais no valor líquido de R$ 5 mil.

Além desses, Roberto Barroso, CEO da BB Mapfre para as áreas de vida e rural, informou que a equipe desenvolve projetos para ofertar a pequenos produtores rurais seguros pessoais, agrícola, de bens entre outros. A distribuição dos produtos continuará focada na estratégia multicanal, que prevê a distribuição dos produtos via corretores, rede bancária e parcerias com redes de varejo, correspondendo a mais de 25 mil pontos de distribuição em todo país.

Governo zera IOF de seguro garantia

Setor de seguros encerra a semana em ritmo de festa, comemorando o imposto zero para o seguro garantia. Segundo informa a repórter Aline Bronzati no jornal Estado de São Paulo, a partir do dia 16 de novembro os consumidores brasileiros pagarão menos para contratar um seguro garantia. O governo decidiu zerar a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre os prêmios pagos pelos segurados nesse tipo de produto, através do Decreto 7.787/12, publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. Atualmente, essa alíquota é de 7,38%.

A decisão está relacionada ao lançamento do Programa de Investimento de Logística, na quarta-feira. Pela legislação em vigor, os investidores podem usar o seguro ou a fiança locatícia como garantia no financiamento público ou privado de um projeto de infraestrutura. E os bancos estavam levando a melhor, conta o Valor Econômico. Segundo o jornal, um episódio recente mostra que a fiança bancária tem força para ser um adversário importante ao seguro. Na disputa pelas garantias do leilão das licenças de quarta geração de telefonia móvel (4G), os bancos levaram a melhor sobre as seguradoras. Nas garantias de proposta, a fiança foi usada na maior parte dos casos. Para as garantias de performance, que têm tíquetes e duração maiores e ainda não foram emitidas, uma disputa silenciosa tem sido travada, apurou o Valor com pessoas próximas das negociações.

Entrevistado por Aline, do Estadão, Alexandre Malucelli, presidente da JMalucelli, comemorou. “A notícia é superpositiva. O IOF onerava o seguro-garantia e não fazia sentido, uma vez que a fiança bancária não tinha o imposto”, afirmou. Ele avalia que a isenção do tributo deve ser repassada integralmente ao consumidor.

Capitalização tem faturamento recorde no semestre

De acordo com os dados divulgados pela FenaCap – Federação Nacional de Capitalização – o mercado de títulos de capitalização faturou no primeiro semestre do ano cerca R$ 7,9 bilhões, registrando um crescimento de 19,2% em relação ao primeiro semestre de 2011, um crescimento recorde.

O volume das reservas técnicas – montante relativo a depósitos efetuados por clientes de títulos de capitalização ativos– cresceu 13,6%, atingindo a marca de R$ 20,8 bilhões. No mesmo período, foram distribuídos mais de R$ 420 milhões em premiações, cerca de 30% a mais do que ano passado. O valor devolvido aos clientes aumentou de R$ 4,3 bilhões em 2011 para R$ 5,1 bilhões nestes seis primeiros meses do ano.

“Estimamos que o mercado de capitalização, com sua capacidade de apresentar soluções criativas e flexíveis, tanto para o consumidor final quanto para o segmento empresarial, manterá uma média de crescimento anual na faixa dos 20% pelo menos pelos próximos três anos, impulsionado pelo aumento do emprego e da renda e também pela chegada dos microsseguros premiados”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.

Itaú já vende 19% das apólices de seguro viagem pela internet

Comunicado oficial

Uma em cada cinco apólices de seguro viagem vendidas pelo Itaú são contratadas pela internet. A facilidade foi lançada em janeiro deste ano e, ao final de junho, 19% das apólices no ano tinham sido comercializadas pela web.

“Esse canal vem ao encontro da necessidade do cliente que vai viajar e precisa contratar o seguro rapidamente. Pela internet, ele consegue obter a proteção no mesmo dia da viagem”, afirma André Vasco, superintendente de Produtos de Seguro para Pessoa Física do Itaú.

E esse mercado está em expansão: as vendas de seguro viagem cresceram 39,7% no 1º semestre deste ano, segundo dados da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Líder do segmento, com 22% de participação nas vendas, o Itaú teve uma expansão ainda maior na venda total de seguro viagem: 97% de crescimento de janeiro a junho em relação ao mesmo período do ano passado.

“O brasileiro está mais atento à necessidade de contratar seguro para se proteger de imprevistos nas suas viagens, seja a trabalho ou lazer”, diz Vasco. Para o executivo, os diferenciais do Seguro Viagem do Itaú, como atendimento especial para gestantes, não haver limite de idade para contratação do seguro e a possibilidade de contratação pela internet, contribuíram para esse bom desempenho da companhia.

O Seguro Viagem do Itaú pode ser contratado para viagens nacionais e internacionais, e o cliente conta com uma central de atendimento 24 horas e com coberturas de assistência médica e odontológica; reembolso de despesas em caso de atraso de voo; indenização por perda, extravio, furto ou destruição de bagagem; dentre outras. No caso de viagens internacionais, o segurado pode optar entre utilizar a rede credenciada ou solicitar reembolso de despesas médicas hospitalares, o que lhe for mais conveniente.

O produto oferece ainda atendimento emergencial para gestantes, até a 28ª semana de gestação, tanto para pacotes nacionais quanto para internacionais, dentro da cobertura de despesas Emergenciais Médicas e Hospitalares. Com o serviço, caso a gestante necessite de qualquer atendimento emergencial, inclusive parto, o Seguro Viagem do Itaú cobrirá todos os gastos dentro da cobertura e dos limites estipulados.

Brasil Insurance lucra R$ 28,6 milhões no 2º trimestre

Comunicado oficial

A Brasil Insurance, primeira holding de corretagem de seguros a abrir capital e uma das líderes em corretagem de seguros no país, reportou lucro líquido de R$ 28,6 milhões no segundo trimestre de 2012, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2011 e 17% comparado ao primeiro trimestre de 2012. A receita bruta da empresa no período foi de R$ 59 milhões. O patrimônio líquido registrado foi de R$ 363,6 milhões, contra R$ 332,8 milhões do mesmo período de 2011.

Desde seu IPO realizado em 2010, a companhia acompanhou uma valorização de 19% de suas ações contra uma queda de 24% no Ibovespa. O lucro por ação no segundo trimestre de 2012 foi de R$ 0,30. O volume médio diário de negociação das ações da Brasil Insurance atingiu R$ 7,4 milhões, contra R$ 4,4 milhões no segundo trimestre de 2011, e a base acionária da empresa passou de 333 investidores institucionais (2011) para 714 no último trimestre.

Para se manter à frente do setor, a Brasil Insurance seguiu no segundo trimestre de 2012 sua estratégia de aquisições. Apenas neste período, duas novas corretoras foram adquiridas, somando investimentos da ordem de R$ 20,5 milhões e R$ 20 milhões em prêmios. As corretoras adquiridas nesse período foram Kalassa e Coelho dos Santos, ambas de São Paulo. Atualmente, a holding Brasil Insurance é formada por 43 corretoras localizadas em todo território nacional. Do total, 11 empresas incorporadas a Brasil Insurance em 2011 foram compradas com investimento de R$ 239 milhões após o IPO da companhia.

“O desempenho da Brasil Insurance em relação as suas receitas foi muito expressivo neste período. Em relação a novas aquisições, estamos com tratativas avançadas com mais cinco corretoras sólidas que irão comportar os R$ 200 milhões de investimentos previstos para aquisições em 2012”, afirma Tuca Ramos, diretor presidente da Brasil Insurance.

Com o objetivo de reforçar os esforços comerciais de seus corretores, a diretoria da empresa dividiu as 43 corretoras em sete grupos regionais organizados como Ceará/Pernambuco, Bahia/Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, São Paulo e região sul, São Paulo/Rio de Janeiro e Rio de Janeiro/Espírito Santos. Os núcleos são liderados por sete dos principais sócios da holding permitindo assim que as unidades regionais estejam alinhadas em relação a novos produtos e oportunidades de cross-selling (venda cruzada), modalidade que representou 9,9% do volume de vendas da companhia no segundo trimestre de 2012, 5% a mais em relação ao segundo trimestre de 2011.

Em um único contrato fechado através de cross-selling – Hospital Santa Catarina (São Paulo) -, a empresa acrescentou cinco mil vidas à sua carteira de clientes no segmento de saúde corporativo. Outro contrato de seguro saúde fechado com a Natura Cosméticos beneficiará aproximadamente 12 mil funcionários da marca. A atual distribuição em prêmios da companhia no período está dividida em saúde (45%), auto (16%), P&C 15%, vida (8%), affinity (6%), transporte (5%), garantia (4%) e previdência (1%).

Agenda: Seminário de Microsseguros promovido pelo Valor Econômico, com patrocínio da BB Mapfre

.O potencial de mercado e de inclusão social dos microsseguros e do microcrédito – impulsionado agora pela nova regulamentação da modalidade – está no centro das discussões do seminário Microsseguros e Microcrédito, Fatores de Inclusão Social, que o jornal Valor Econômico promove no próximo dia 16/8 (quinta) com patrocínio da BB Mapfre. A inscrição para o público é gratuita e pode ser feita pelo telefone (11) 3895-6819. LOCAL: Mercure Grand Hotel (antigo Sofitel) – Rua Sena Madureira, 1.355, Bloco 1, sala Versailles I e II.

“O Desenvolvimento econômico para a população de baixa renda – Microsseguros e Microcrédito como fatores de inclusão social”

9:30 – Professor Antonio Delfim Neto
10:30 – Coffee break
11:00 – Painel I – O que muda com a nova regulamentação Apresentador: Nelson Victor Le Coq D´Oliveira, diretor de autorizações da SUSEP – Debatedores: Mario Sergio de Almeida Santos, presidente do SINCOR SP, e Marco Antonio da Silva Barros, presidente da FENACAP
12:00 – ALMOÇO
13:30 – PAINEL II – Os benefícios do microcrédito e do microsseguro ao Produtor Rural Apresentadores: Delsa Moreno Cepero, diretora de Seguros Agroindustriales da MAPFRE Colômbia Pedro Loyola, coordenador Técnico e Econômico da FAEP
14:45 – COFFEE BREAK
15:15 – PAINEL III – A contratação de microsseguros por meios remotos na visão de especialistas: os avanços da nova regulamentação Apresentadores: Raphael Araujo, sócio-diretor da Accenture Mauricio Ferreira Agudo Romão, diretor de Produtos e Serviços Verticais da Telefônica Brasil S.A.
16:00 – PAINEL IV – Canais de distribuição: as novas perspectivas para o mercado Apresentadores: Claudemir Alledo, diretor da Unidade de Canais Parceiros do Banco do Brasil José Antonio Rodrigues, diretor do Grupo Riachuelo Rubens Nogueira, presidente da Classic Corretora de Seguros/Brasil Insurance
16:45 – Encerramento

Caixa chega a 20 milhões de seguros populares

Comunicado oficial

A Caixa Seguros alcançou neste mês o número de 20 milhões de bilhetes vendidos nos ramos de vida e residencial. O mais procurado é também o mais antigo do mercado: o que oferece cobertura de assistentes pessoais, disponível desde 1995. Outro produto de destaque é seguro com assistência funeral – que vem ocupando espaço no planejamento das famílias integrantes da nova classe média brasileira – nos primeiros sete meses de 2012, foram vendidas mais de 100 mil apólices, número duas vezes maior do que o obtido ano passado.

“Há uma forte tendência na popularização dos seguros, que pode se fortalecer ainda mais a partir da regulamentação dos novos microsseguros”, explica o presidente do Grupo CAIXA SEGUROS, Thierry Claudon. “Para nós, esse trabalho já está em andamento há anos, pois o foco nos segmentos mais populares sempre esteve no DNA da companhia”, comenta em comunicado distribuído pelo grupo.

Os seguros populares baseiam-se em três pilares: preço baixo, ampla rede de distribuição e processo de venda simplificado. “A Caixa Seguros atende a todos esses requisitos, com preços mensais equivalentes a R$ 2,50, 60 mil pontos de venda e processos simplificados que permitem a aquisição de uma apólice em questão de segundos”, explica a diretora de Vida da Caixa Seguros, Rosana Techima, na nota.

A executiva, que representa a companhia na discussão dos microsseguros, ressalta a importância socioeconômica do produto: “Em famílias com rendas mais baixas, uma eventualidade pode ter um efeito financeiro em cadeia e envolver parentes, pequenos comerciantes e até vizinhos”, explica Rosana. Segundo ela, a população já percebeu que é preciso estar pronta para imprevistos. “Só em indenizações, esses produtos populares já distribuíram R$ 75 milhões”.

Outra característica dos produtos que atraem os consumidores é a grande oferta de benefícios acoplados, que vão desde sorteios de prêmios em dinheiro a assistências, como funeral, domésticos (como encanadores e eletricistas), recolocação profissional, assistência viagem e planos de medicamentos. “O mercado já percebeu que os consumidores querem proteção, mas precisam dos benefícios para usufruir em vida”, conclui Rosana Techima.

Corretora Flow CCTVM inicia cobertura do setor de seguros

A corretora Flow CCTVM inicia nesta segunda-feira a cobertura do setor de seguros no Brasil. Os analistas da corretora Flow examinaram o atual cenário do setor e o desempenho das seguradoras, atribuindo recomendação de compra para Porto Seguro e neutra para SulAmérica. Segundo eles, após vários meses de competição acirrada, o ciclo de aumento de preços dos seguros de automóveis está começando, o que deverá permitir a retomada da rentabilidade das empresas do setor.

Como 72% da receita da Porto Seguro é proveniente do segmento de automóveis, os analistas da Flow consideram o momento favorável à compra de ações da companhia. Já a SulAmérica deriva 66% de sua receita da área de saúde. Em geral, o panorama cíclico para seguros de automóveis está começando a melhorar. Com as taxas de juros mais baixas, os resultados financeiros das seguradoras deverão ser afetados, forçando todas as seguradoras de automóveis a aumentar os preços e melhorar os resultados operacionais para recompor rentabilidade, arrefecendo as pressões competitivas de precificação. Neste cenário, a Porto Seguro deverá se beneficiar: além de acompanhar o aumento de preços, a empresa poderá ganhar mercado de outras seguradoras, principalmente daquelas que oferecem menos qualidade de serviço ou têm uma marca com menos força.

Além dos segmentos de automóveis e saúde, existem outros produtos com boa dinâmica no setor, como vida, residencial e prestamista, acreditam os analistas da corretora Flow. Esses produtos apresentam baixa sinistralidade e, portanto, bons retornos. Produtos de seguros que necessitam de pouco consumo de capital alocado também são rentáveis, como previdência e capitalização. No entanto, esses produtos de alta rentabilidade geralmente são distribuídos pelas seguradoras cativas dos grandes bancos, como Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. Isso ocorre devido à grande sinergia na rede de agências dos bancos e à potencial alavancagem de vendas sobre a grande base de clientes.

A corretora Flow conta com uma área de análise de empresas altamente qualificada e especializada. A corretora é uma das dez maiores da BM&FBovespa e atua no mercado de ações e câmbio. Opera também na intermediação de negócios com títulos públicos, negociados no sistema Selic, e privados, registrados na Cetip.

Para mais informações sobre a cobertura do setor de seguros, a corretora Flow CCTVM conta com os analistas Eduardo Nishio, Felipe Salomão e Pedro Zabeu.

Lucro da Porto Seguro avança 40% no segundo trimestre

A Porto Seguro apresentou lucro líquido de R$ 143 milhões no segundo trimestre de 2012, alta de 40 % em relação ao mesmo período de 2011. As receitas totais cresceram 13%, para R$ 2,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho dos produtos Auto da marca Itaú (+12%) e da Azul (+16%). Boa parte do incremento do valor das vendas veio do reajuste de preços, segundo comunicado do grupo. O resultado financeiro avançou 26% no trimestre em comparação ao mesmo período de 2011, para R$ 231 milhões. Os prêmios ganhos aumentaram 10%, para R$ 2,2 bilhões e o índice de sinistralidade apresentou queda de um ponto percentual, passando de 61,6% para 60,3%.

Veja o comunicado oficial

No segundo trimestre de 2012 crescemos 13% nas receitas totais, principalmente impusionados pelo desempenho dos produtos Auto da marca Itaú (+12%) e da Azul (+16%), grande parte em função dos reajuste de preços necessários para contemplar o cenário atual. No produto Saúde os prêmios auferidos subiram mais de 18%, resultado do desempenho de pequenas e médias empresas e do produto Odontológico. No segmento Patrimonial, as vendas dos produtos de Residência foram superiores a 19%, dando continuidade a tendência de crescimento. Também crescemos significativamente em outros negócios (não seguros), em particular a receita com operações de crédito aumentou quase 60%, devido ao crescimento do faturamento e carteira do cartão de crédito.

O lucro do trimestre sem os efeitos do intangível cresceu 40% (2T12 x 2T11), atingindo R$ 143 milhões, a despeito da queda do CDI médio no período (2,1% no 2T12 vs. 2,6% no 2T11). O retorno sobre o patrimônio alcançou 14,5%, 3 p.p. maior, principalmente em função do desempenho do resultado financeiro, que atingiu 128% do CDI (ex Previdência), contribuindo com R$231 milhões (+26%). Neste contexto, nossa estratégia de alocação de ativos financeiros funcionou compensando parcialmente a queda nos juros, através de posições pré-fixadas, em juro real e inflação.

O desempenho operacional foi impactado pelo aumento da sinistralidade total, principalmente do produto Auto da marca Porto (56,6% no 2T12 e 53,3% no 2T11), explicado pelo aumento da frequencia de furto e roubo no país, sobretudo na cidade de São Paulo. Reajustamos os preços, adequamos as regras de subsrição de riscos, intensificamos as instalações de rastreadores de veículos com o objetivo de conter o aumento da sinistralidade. De fato, a sinistralidade no 2T12 já apresenta redução (vs 1T12).

Por outro lado, o indíce de despesas administrativas de seguros reduziu 1,8 p.p., resultado dos nossos esforços para melhorar a eficiência operacional. Entendemos que o aprimoramento de processos e investimentos em tecnologia são fundamentais para a competividade e a diferenciação da Empresa.

Também inauguramos 9 centros médicos, 7 centros automotivos (CAPS), 5 centros de atendimento rápido de sinistro (CARS) e lançamos novos produtos. Destes destacamos o plano empresarial de saúde da operadora PortoMed; o produto Porto Seguro Auto Sênior para pessoas a partir de 60 anos; o Alarmes Monitorados Pós Pago, produto inovador que cobra do cliente somente quando utilizado. Adicionalmente, lançamos o negócio Porto Seguro Serviços Avulsos, que permite a qualquer cliente, mesmo sem ter seguro na Companhia, a contratação de serviços para veículos, residências e pets, incluindo serviços de conveniência, como serviços de portador(PortoBoy), inspeção veicular com motorista, leva e traz para revisão de carros, instalação de ornamentos decorativos entre outros.

Nesse trimestre ganhamos o prêmio de empresa mais amada pelos consumidores, publicado pela revista Consumidor Moderno e realizado pela Shopper Experience, fato que nos orgulha e que reflete nosso compromisso com a excelência de atendimento aos nossos clientes.
Assim, estamos otimistas e investindo no potencial do mercado brasileiro, acreditando na nossa capacidade de oferta de produtos e serviços com qualidade, sempre alicerçados na parceria com nossos corretores de seguros, funcionários, prestadores de serviços e acionistas.