A primeira atitude de Mario Greco, que assumiu recentemente o comando da Generali, é vender a operação de resseguros de vida nos EUA para que a maior seguradora da Italia volte a ter lucro. Segundo divulgou a Bloomberg, a Generali contratou o Citigroup como consultor na venda da Generali USA Life Reassurance, que poderá arrecadar algo entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão com a venda.
No Brasil, o novo CEO da Generali, o português José Ribeiro, também está em ritmo acelerado. Depois de contratar profissionais de destaque no setor para formar uma equipe de ponta, Iniciou um road show com clientes, prospects e corretores para apresentar os planos da companhia e todos os produtos que ela tem a oferecer.
Sergio Carvalho conta que o mercado de seguros mineiro estará reunido, de hoje a sábado, no Hotel Tauá, em Caeté-MG, para trocar conhecimentos e experiências sobre empreendedorismo no setor de seguros, tema central do 7º CECSEG-MG – Congresso Estadual dos Corretores de Seguros de Minas Gerais. E para garantir o sucesso do evento, o Sincor-MG, promotor do Congresso, convidou palestrantes de currículos irretocáveis: o jornalista Caco Barcelos, o ex-jogador de vôlei Tande, a diretora de ensino técnico da Escola Nacional de Seguros Maria Helena Monteiro e Edina Bonsucesso, mestre em Gestão de Pessoas.
A programação contempla ainda painéis de grande interesse, como seguros de pessoas e ramos elementares, além da tradicional Tribuna Livre, onde o corretor tem voz para debater os problemas do setor abertamente, de frente para a classe e suas lideranças regionais.
A expectativa da diretoria do Sincor-MG é extremamente positiva. Tadeu Rosa Machado, diretor social do Sincor-MG, agradece a todos os patrocinadores que estarão expondo seus produtos no evento, lembrando que sem eles o projeto seria inviável.
Para Maria Filomena Magalhães Branquinho, presidente do Sincor-MG, que já organizou muitos congressos do gênero, a previsão é de que pelo evento circulem cerca de 1 mil congressistas, entre seguradores, corretores, expositores e imprensa especializada. “A palavra de ordem é empreendedorismo! Muito obrigado a todos vocês que acreditaram nesse sonho. Amanhã ele vai se tornar realidade.” Paralelamente ao 7º CECSEG-MG acontece a reunião da diretoria da Fenacor, com a presença de seu presidente, o Deputado Federal Armando Vergilio, e de todos os presidentes de sindicatos de corretores do Brasil.
extraído do portal da CNseg (www.viverseguro.org.br)
O fenômeno da longevidade vai exigir respostas incomuns e inovadoras dos mercados e parece claro que o acervo de instrumentos atuais é inadequado para uma explosão de custos e riscos que se avizinha com a conquista de mais anos de vida. Não há respostas prontas, o que não significa que as empresas e pessoas não devam refletir sobre o tema e esquadrinhar ações para mitigar os riscos que acompanham a longevidade.
A revolução da longevidade foi o tema do último painel do primeiro dia do VI Fórum Nacional de Vida e Previdência Privada, realizado pela FenaPrevi, em São Paulo. O tema foi discutido pelo médico Alexandre Kalache, da Academia de Medicina de New York e pelo consultor Marco Aurélio Viana e mediado por Alfredo Lália, da HSBC Seguros. “A sociedade precisa se preparar para a longevidade e, sobretudo, buscar viver mais tempo com qualidade de vida, porque envelhecer sem saúde é um prêmio envenenado”, lembra o especialista.
Após lembrar que o Brasil caminha a passos rápidos para ter expectativa de vida próxima de países europeus, ele lembra que existem quatro fatores de riscos que devem ser cuidados desde já para uma velhice mais saudável e menos propensa a doenças crônicas. Alimentação equilibrada, exercícios físicos, consumo reduzido de álcool e banir o tabagismo são fundamentais para evitar as incapacidades funcionais dos futuros idosos. “Não é o envelhecimento que provoca as incapacidades, mas sim a forma como decidimos envelhecer, o que pode significar chegar à velhice mais ou menos saudável”, explica ele.
Antes mesmo da mudança drástica da pirâmide populacional do País, o especialista destaca os efeitos do processo de envelhecimento já podem ser notados na previdência social, que hoje enfrenta um déficit anual na casa de RS 100 bilhões e, mantido o atual quadro, tende a se agravar nas próximas décadas, já que a faixa que mais cresce é justamente a dos idosos, ao passo que há um progressivo decréscimo entre os mais jovens, dada a forte redução da taxa de fecundidade, que, por volta de 2020, estará abaixo do nível de reposição da população, enquanto a de idosos terá duplicado. Este quadro sugere que mais recursos deverão ser poupados para custear as despesas na velhice.” Será necessário coragem política para mexer na previdência e evitar que a conquista de longevidade vire um grande desastre social”, afirma o especialista.
A longevidade é um fenômeno mundial, mas seus efeitos tendem a ser mais dramáticos nos países em desenvolvimento. ” Os países desenvolvidos tornaram-se ricos antes de envelhecer, enquanto os países em desenvolvimento envelheceram antes de enriquecer”, lembra, o que faz toda a diferença. Cuidar de uma população de idosos em proporção tão numerosa nas próximas décadas abre não só novas oportunidades de negócios para as entidades de previdência, como também amplia profundamente sua responsabilidade sobre os segurados, reconhece o consultor Marco Aurélio Viana.
extraído do site da CNseg (www.viverseguro.org.br)
No presente, o desafio da previdência é aumentar o volume de clientes. Mas, desafio ainda maior para o futuro será encontrar meios de reter esses clientes o máximo de tempo possível nos planos. Esta questão foi o foco da mesa de debate “Vender e manter: A gestão de conflitos no relacionamento com o cliente”, durante o 3º painel do VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado pela Federação Nacional das Empresas de Previdência e Vida (FenaPrevi), no Hotel Unique, em São Paulo, nesta terça-feira. Sob a coordenação do diretor da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio Oliveira, cinco especialistas de áreas distintas, mas com experiências no segmento de previdência privada, apresentaram suas análises e opiniões sobre os possíveis caminhos para melhorar o relacionamento entre empresas e clientes.
Para Eduardo Marchiori, diretor executivo da Mercer Marsh Benefícios do Brasil, o papel do corretor na manutenção do cliente vai além da venda. “O corretor precisa entender de planejamento financeiro e dos aspectos da previdência como um todo para poder realizar um venda consultiva, orientando seus clientes sobre perfil de risco e aconselhando sobre o portfólio de investimentos”, disse. Cabe ao corretor, segundo ele, cuidar para que os investimentos dos clientes estejam protegidos ao longo de sua vida. “O corretor pode indicar um fundo de annuity ou aplicações indexadas à inflação para proteger os investimentos do cliente e impedir que lá na frente, no período da aposentadoria, esses recursos acumulados por anos sejam perdidos”, disse.
Utilizar ferramentas tecnológicas atuais pode ser uma maneira de chamar a atenção do consumidor para os produtos de previdência. Nesse sentido, Felinto Sernache, diretor da Towers Watson no Brasil, apresentou uma novidade em termos de simulador. Um dos principais recursos do modelo exposto, permite ao individuo interessado em adquirir um plano de previdência ver as mudanças provocadas pelo passar dos anos em uma foto tridimensional inserida ao lado de sua foto atual. Na medida em que um cursor é arrastado na linha do tempo, os efeitos do envelhecimento são visíveis. “Por mais que pareça anti-marketing, esse recurso produz uma química cerebral na pessoa”, disse. “Esta tecnologia representa o futuro dos simuladores”, acrescentou.
De sua experiência de 22 anos como planejador financeiro, o economista e apresentador do programa de rádio da Band FM “Na Ponta do Lápis”, Marcos Silvestre, observou que o brasileiro está cada vez mais preocupado com o seu futuro. Ele conta que a partir de sua interação com famílias de várias classes sociais, percebeu que essa preocupação aumentou depois da estabilização econômica. “O brasileiro entendeu que agora pode fazer as contas e planejar o futuro”, disse. Ele aponta, ainda, o aumento da expectativa de vida e a saturação da previdência social como outros fatores que pesam na decisão dos brasileiros. “Diria que hoje está mais fácil vender previdência do que no passado”, afirmou.
Entretanto, Silvestre reconhece que ainda é preciso melhor muito a comunicação com o cliente, devido à complexidade da previdência. “Nem sempre os clientes entendem a força e o poder dos juros líquidos e a tributação diferenciada do VGBL e PGBL”, disse. Ele considera que os benefícios fiscais dos planos de previdência são bons argumentos de venda, mas ainda pouco explorados pelo setor. Nos cálculos de Silvestre, de cada dez clientes de previdência privada, apenas um contribui de forma regular e freqüente. “Esse número é preocupante e frustrante, admitiu. Mas a solução, a seu ver, depende de planejamento financeiro. Para uma auxiliar de limpeza que contatou o programa de rádio em busca de uma solução para investir R$ 100 por mês em plano de aposentadoria sem mexer nos seus rendimentos, ele sugeriu dicas simples para reduzir gastos do orçamento doméstico, como comprar menos pãezinhos e refrigerantes. “A solução agradou bastante e foi aceita pela auxiliar”, disse.
A evolução da previdência também chegou aos planos empresariais. Foi o que aconteceu na TAM, que recentemente alterou o desenho de seu plano de previdência, segundo Jefferson Cestari, diretor de RH da empresa. Segundo ele, os planos empresariais de previdência tiveram de adaptar aos novos tempos, porque, diferentemente do passado em que as pessoas permaneciam por longos anos no emprego, hoje, muitos não esperam mais do cinco anos para mudar de empresa. Cestari observa que é preciso encontrar meios de aumentar a permanência dos usuários nos planos, evitando que os produtos de previdência sejam usados como investimentos para a compra de bens, como imóvel e carro.
Outra meta é conscientizar os mais jovens a planejarem suas aposentadorias desde. Para superar ambos os desafios, o diretor da TAM atribuiu responsabilidades também às empresas privadas, de cobrarem corretores e seguradores o desenho de planos mais atrativos e adequados. “Tem de haver uma parceria, em que a empresa indique qual desenho atende sua necessidade e cobre informações sobre onde o seu dinheiro está sendo aplicado, já que também é cobrada pelos funcionários”, disse.
Mario de Almeida Rossi, presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, trouxe números sobre o atendimento de reclamações pelas ouvidorias das empresas de seguros. As 39 ouvidorias da área, que representam 95% do mercado, atenderam 25 mil reclamações em 2011. Destas, 13.984 eram sobre seguros de bens (maioria automóvel); 4.859 de seguro de pessoas; 5.013 de previdência privada; e 1.658 de capitalização. Em previdência, 50% envolveram reclamações sobre valor acumulado, resgate e portabilidade. “Isso é preocupante porque se tornar um obstáculo para o crescimento do segmento”, disse. Segundo Rossi, as ouvidorias foram as precursoras do surgimento de novos canais, como sites e 0800, e abriram espaço para o gerenciamento de conflitos e fortalecimento da cultura de relacionamento.
Se depender das respostas dos executivos, os conceitos básicos de sustentabilidade já fazem parte do dia a dia do segmento de previdência privada e vida. Qual a função da empresa? 63% dos executivos presentes afirmaram que a função da empresa é atuar com responsabilidade, gerando valor para todos os seus stakeholders. Valor é igual ao preço da ação? Para 83% dos executivos, não. Para 70% do auditório, o lucro não é a melhor forma de avaliar um ativo e 85% afirmaram que a sustentabilidade é compatível com a geração de longo prazo.
As perguntas foram feitas por Maria Eugênia Buosi, consultora de investimentos responsáveis, antes de iniciar a sua palestra no VI Fórum de Previdêndia e Vida, promovido em São Paulo. As respostas mostram que a sustentabilidade está inserida na mente da maioria. Maria Eugênia citou casos como a queda nas vendas da rede varejista de moda Zara após a empresa ter sido acusada de trabalho escravo. Notícias como essas são capazes de fazer o preço das ações despencarem no mercado acionário, mesmo que o valor escritural dos papéis permaneça inalterado.
A maior consciência dos executivos com atitudes que respeitem todos os envolvidos no negócio tem gerado um aumento da demanda por investimentos considerados responsáveis. Tanto que atualmente, mais de mil gestores já são signatários do Principles for Responsible Investment (PRI), representanto ativos superirios a US$ 1 trilhão sob gestão. Trata-se de uma iniciativa dos principais investidores do mundo em parceria com a ONU, que se iniciou em 2005 ao formularem os princípios que norteariam o conceito de investimento responsável.
O PRI consiste em princípios para o comprometimento de investidores em patrocinar e incentivar iniciativas pelo meio ambiente, por causas sociais e governança corporativa. Os fundos criados dentro das regras do PRI evoluíram da exclusão – “não vamos investir em tabaco ou álcool – para a inclusão “investir em empresas de energia renovável, tecnologia limpa. Hoje praticamente todos já entenderam que todos os riscos podem ser geridos, o que aumenta o leque de empresas que podem ser consideradas sustentáveis.
No Brasil, depois do lançamento do ISE (índice de sustentabilidade empresarial) pela Bovespa, que tem rendimento superior ao Ibovespa, o país lançou a rede brasileira dos signatários do PRI, em 2008. “A rede virou modelo mundial. Hoje há oito no mundo, criadas a partir disso em razão dos brasileiros precisarem da presença de um grupo local para tirar dúvidas e interagir”.
Em 2012, a grande notícia veio da assinatura dos Princípios Sustentáveis em Seguros (PSI), na sigla em inglês. O acordo foi assinado no Brasil e contou com a adesão de quarto seguradoras e também da CNseg, que assumiu o compromisso de difundir os conceitos na indústria e elevar o número de signatários.
Maria Eugenia mostrou pesquisas que deixam claro o ganho das empresas que optam por ser sustentáveis: os clientes tendem a comprar de companhias verdes, elas atraem talentos – muitos não querem mais trabalhar em empresas que não respeitam a sociedade –, e muitas das ações implementadas aumentam a produtividade e eficiência do grupo, inclusive por proporcionar financiamentos com taxas muito mais acessíveis. “Os executivos percebem que sustentabilidade não é uma moda e sim um conceito. O meio ambiente tem recursos finitos. Quando pescarem o ultimo peixe do mundo vão descobrir que não se come dinheiro”, diz.
O Brasil tem grande potencial para avançar na venda de seguros por meio dos bancos, operação chamada de bancassurance. Apesar dos executivos afirmarem que essa prática já é um grande sucesso no país, e realmente é quando se observa que as seguradoras ligadas a bancos lideram as vendas de previdência e vida, o consultor Roberto Westernberger, da consultoria PwC, afirma que há um verdadeiro “pré-sal” no que diz respeito a penetração do seguro na base de clientes dos bancos.
“O número de clientes dos bancos que tem seguro é muito pequeno”, afirma o consultor no segundo dia do evento, que teve início com o sexto painel: Eficiência Operacional e Competitividade, no VI Fórum de Previdêndia e Vida, promovido com apoio da Bradesco Seguros, em São Paulo.
De acordo com Westernberger, a venda de seguro exige educação. “Primeiro é preciso ensinar às pessoas para que o produto serve para depois fazer uma venda consultiva, atendendo as necessidades daquele cliente. Isso fará com que ele seja fiel e goste do que adquiriu.” Se considerarmos a baixa penetração do seguro de vida no PIB brasileiro, fica evidente o quanto ainda é preciso avançar para proteger financeiramente as famílias brasileiras. Enquanto as vendas de seguro de vida e previdência no Brasil representam menos de 3% do PIB, nos países industrializados a média ultrapassa 8%.
As contribuições para planos de previdência privada aberta totalizaram R$ 33 bilhões, crescimento de 32% em relação ao primeiro semestre do ano anterior, segundo dados divulgados pela Federação Nacional de Previdência Fechada e Vida (Fenaprevi) durante a realização do VI Fórum de Previdência Privada e Vida, em São Paulo. O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que representa quase a totalidade das contribuições, foi a modalidade que mais se destacou, com arrecadação de R$ 28 bilhões, avanço de 38,24%. Os planos menores registraram o segundo maior crescimento no primeiro semestre por categoria de plano contratado. A liderança ficou com os planos individuais, que tiveram expansão de 36,33% no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2011, para R$ 28,6 bilhões.
As empresas encerraram junho com R$ 302 bilhões em recursos administrados, 24% acima dos R$ 243,5 bilhões do mesmo mês de 2011.
Segundo Osvaldo do Nascimento, diretor da Fenaprevi e do Itaú Unibanco, a expectativa da entidade é encerrar 2012 com R$ 330 bilhões em ativos administrados. Já em cinco anos, o otimismo chega a impressionar. “O mercado pode atingir R$ 1 trilhão nos próximos cinco anos. Estamos triplicando de tamanho a cada três anos”, comentou o executivo durante coletiva de imprensa.
A projeção está fundamentada no aumento da conscientização da população, de que é preciso poupar para ter um futuro mais protegido, sem depender do governo. “Com taxa de juro real abaixo de 3%, as pessoas pensam mais no longo prazo e isso traz mais clientes para o segmento de previdência, uma vez que os incentivos fiscais tornam o produto competitivo”, afirma diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio Oliveira.
Enquanto a economia se retrai, as vendas de seguros de vida avançam, deixando as famílias mais protegidas. As seguradoras registraram vendas de R$ 10,5 bilhões no segmento de pessoas, que englobam o seguro prestamista, seguros educacionais, seguro de vida individual ou em grupo, entre outros, alta de 13,77% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Segundo o levantamento, o seguro desemprego e de perda de renda obteve o maior crescimento relativo no período, com alta de 174%, para R$ 64,4 milhões.
O educacional também registrou expressivo crescimento, para R$ 16 milhões, alta de 71,40%, em relação ao primeiro semestre do ano anterior. O aumento do número de viagens nacionais e internacionais impulsionou o resultado do seguro viagem, com arrecadação de R$ 26,1 milhões, alta de 24,90%. O líder de vendas continua sendo a apólice de seguro de vida tradicional, com R$ 4,6 bilhões, volume 6,6% maior que o verificado no primeiro semestre de 2011. A segunda maior arrecadação ocorreu com o seguro prestamista – garante o pagamento de prestações na compra de bens, com R$ 2,6 bilhões, avanço de 21,97%.
Sete anos. Esse é o prazo médio para uma seguradora começar a ter lucro com microsseguro. Esse prazo considera que o investidor vai obedecer a sigla S.U.A.V.E: simple, understood, accessible, valuation and efficient. (simples, de fácil entendimento, acessível, ter valor para todos na cadeia e uma estrutura de custos eficiente).
Com base nisso, Michael Machord, do Microinsurance Centre, abordou todos os temas prioritários para que as seguradoras que começam a criar produtos definidos para atuar nesse segmento recém regulamentado no Brasil, tenham operações de sucesso. ““São elementos essenciais para o sucesso do microsseguro no pais.”, afirmou Machord. Hoje as seguradoras brasileiras atuam com apólices de baixo tíquete. São mais de 22 milhões de contratos negociados com valores de até US$ 100 por ano. A fase atual é saber se esses contratos vão migrar para microsseguros ou permanecerão como seguro popular, bem como criar produtos dentro da nova legislação.
Simplicidade foi a palavra mais repetida em sua palestra, proferida logo após a abertura do VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previência Privada, realizado pela Federação Nacional das Empresas de Previdência e Vida (Fenaprevi), que acontece hoje e amanhã no Hotel Unique, em São Paulo. “A simplicidade beneficia todos na cadeia. A seguradora gasta menos para produzir o produto, o corretor gasta menos tempo para explicar, o cliente entende de maneira fácil e, por entenderem, a venda tem maior chance de sucesso”, resumo o palestrante aos mais de 400 executivos que lotam o auditório.
As exclusões foram um dos itens destacados por McCord. No microsseguro, não é possível apenas transformar o clausulado dos seguros tradicionais para o formato de microsseguro. É preciso fazer pesquisa para descobrir quem é o público alvo, o que ele necessita, e o que ele pode pagar. Um dos produtos citados pelo executivo para ilustrar a sua recomendação foi um seguro saúde. “Vi um produto na Jordânia em que a seguadora teve de gastar uma quantia considerável para explicar em detalhes que a cirurgia de troca de sexo não tinha cobertura. Se tivesse feito pesquisa teria detectado que as pessoas de classes menos favorecidas não pensam em troca de sexo e teriam feito um produto sob medida, com cobertura para acidentes do dia a dia”, comentou.
Depois de bater diversas vezes na tecla da simplicidade, McCord insistiu na educação financeira e na eficiência, dois pontos básicos para se ganhar dinheiro com a venda de microsseguros. “Não temos sido muito eficiênte com seguros tradicionais. Temos de assumir isso para mudar. Todas as partes tem de ter lucro, tanto a seguradora, como o corretor, como o segurado”, disse. Quais os custos envolvidos? É preciso entender a estrutura de custos, ressalta o especialista em venda de apólices para as classes menos favorecidas da sociedade.
Osvaldo Nascimento, diretor do Itaú Unibanco e da Fenaprevi, mediador do painel, afirmou que a sigla SUAVE faz todo o sentido para a nossa indústria. “Realmente se seguirmos essa sigla construiremos um mercado robusto de microsseguros no Brasil”. Segundo o diretor da Fenaprevi, o maior desafio que o mercado de seguros brasileiro enfrenta é a educação financeira. “Precisamos realmente nos dedicar a fazer o cidadao que esta ascendendo entenda os produtos financeiros. Essa é uma questão estratégica”.
Abertura
Eis alguns detalhes da abertura escrito por Thais Ruco, na página do evento criada no facebook.
Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e da Fenaprevi, fez a abertura do evento. Marco Antonio Rossi, presidente da FenaPrevi, e Lucio Flavio Conduru de Oliveira, presidente da Comissão Organizadora do VI Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, abrem o primeiro dia do evento. “Fico feliz por estarmos vivendo um ótimo momento nos mercados de seguros de vida e previdência e por termos a oportunidade de reunir neste VI Fórum cerca de 400 pessoas interessadas no tema, enquanto no passado o grande foco era automóvel. O mercado evoluiu, nós crescemos e os seguros de vida e previdência passaram a ter espaço na vida dos brasileiros, e isso se deve a executivos aqui presentes. Brasileiro tem buscado mais proteção e isso é que norteia nossos debates, temos que levar mais seguro e proteção às pessoas”, afirma Rossi. “Vamos discutir temas atuais e desafios como formas de educar a sociedade para a compra de seguros e previdência, para amparar os brasileiros mais longevos, a importância de aderir aos canais virtuais para atender ao novo público, inovar na abordagem com uma linguagem mais fácil de ser entendida e criar mecanismos mais simples para contratação”, diz Oliveira.
Incentivar o esporte é hoje uma forma importante de promover a marca da empresa. Ainda mais com o país sendo anfitrião dos dois mais importantes eventos mundiais nos próximos anos. A novidade desta segunda-feira é a estreia oficial do conglomerado Banco do Brasil, e suas subsidiárias da área de seguridade, em corrida de rua. O primeiro evento será no dia 30 de agosto, no Circulo Militar, a partir das 18 horas, e contará com a presença do diretor de Seguridade do Banco do Brasil, Marco Barros, do presidente do GRUPO BB E MAPFRE nas áreas de Pessoas, Rural e Imobiliário, Roberto Barroso, e do diretor Comercial e de Marketing e presidente em exercício da Brasilprev, Miguel Cícero Terra Lima.
Caixa Seguros e Bradesco Seguros já acumulam um grande histórico de patrocínio de corridas. No final de semana passada, a Caixa foi uma das patrocinadoras da corrida Track Field, edição Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No próximo final de semana, é a vez da Bradesco Capitalização, que patrocina há anos a corrida contra o câncer de mama, realizada na região do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Além das corridas de ruas, outra forma de contribuir para que a sociedade pratique saúde é o incentivo ao uso de bicicletas. Nesse quesito, temos Bradesco, com as ciclofaixa, Itaú e SulAmérica com o aluguel de bicicletas e a Porto Seguro, que voltou a comercializar as bicicletas motorizadas.
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