A BNP Paribas Cardif do Brasil, subsidiária do BNP Paribas Cardif, braço segurador do BNP Paribas, anuncia mudança na sua estrutura organizacional. Adriano Romano assume como novo presidente e CEO da companhia no Brasil em substituição a Alexandre Boccia, que passa a ser o novo head da BNP Paribas Cardif na Península Ibérica (Espanha e Portugal). “Nossa história no Brasil é de crescimento, ritmo, energia, criatividade e inovação. Assim somos e assim seguiremos.
Somos absolutamente comprometidos com nossos valores, nossa cultura, nosso ambiente; gostamos de trabalhar aqui e temos orgulho da empresa que fomos capazes de criar”, destaca Romano. “Temos grandes expectativas e objetivos para o futuro e assumimos com prazer essa responsabilidade.”, completa.
Adriano Romano está na companhia desde janeiro de 2007, quando assumiu a vice-presidência. Desde o ano passado, acumulava também o cargo de diretor de Desenvolvimento de Negócios Individuais para a Cardif América Latina. Em 2010, tornou-se presidente da Cardif Capitalização, uma das quatro empresas da BNP Paribas Cardif do Brasil – que também conta com a Cardif Vida, Cardif Garantias e LuizaSeg (joint-venture formada com o Magazine Luiza).
Graduado em Administração de empresas e Ciências Atuariais pela PUC-SP, o executivo também possui MBA pelo Instituto de Empresa de Madrid-Espanha. Anteriormente, ocupou diversos cargos de direção no Brasil e no exterior, nas Seguradoras Cigna e ACE.
A participação do ex-dono da seguradora Atlântica Boavista e criador do banco Icatu foi o responsável pela introdução do patrocínio corporativo aos atletas brasileiros. Também pela autorização do então ministro Delfim Netto para bancos poderem controlar seguradoras e atuarem juntos. Bela matéria da revista. Melhor ler no site, pois tem as fotos que ilustram a reportagem (http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/91742_AS+AVENTURAS+OLIMPICAS+DE+BRAGUINHA). Mas quem estiver com pressa pode ler aqui mesmo.
As aventuras olímpicas de Braguinha
Primeiro e maior mecenas do esporte no país, o ex-dono da seguradora Atlântica Boavista e criador do banco Icatu foi o responsável pela introdução do patrocínio corporativo aos atletas brasileiros.
Por Luiz Fernando SÁ, enviado especial a Londres
A televisão está ligada na suíte do nono andar do sofisticado Hotel Savoy, tradicional ponto de encontro da nobreza em Londres. As cortinas fechadas protegem o ambiente da luz de um raro dia ensolarado na capital inglesa. “Com o reflexo, não consigo enxergar a tevê”, explica o hóspede. Na tela, uma transmissão da BBC com as eliminatórias da competição olímpica de levantamento de peso. Sentado em uma poltrona de frente para o aparelho, Antonio Carlos de Almeida Braga, o paulista mais carioca do Brasil, exercita um dos maiores prazeres de sua vida. Para onde houver esporte, estarão voltados os olhos desse empresário que deixou seu nome marcado na história das finanças do Brasil.
Sonho dourado: Braguinha esteve em todas as Olimpíadas
desde 1972, em Munique. Agora, aos 86 anos, quer estar
nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016.
Horas mais tarde, naquela segunda-feira 30 de julho, ele estava sob o sol nas tribunas da arena do vôlei de praia, montada na Horses Guard Parade, torcendo pela dupla brasileira Juliana e Larissa. Encerrado o jogo, correu para a Earls Court, sede dos jogos de vôlei de quadra, onde as meninas da seleção nacional perderam para as americanas. Braguinha, como é conhecido desde os tempos em que dava as cartas no setor de seguros no País, saiu de lá chateado. “Nunca vi errarem tanto saque”, disse. “Podíamos ter endurecido o jogo.” Essa será a rotina de Braguinha até o domingo 12, quando a Olimpíada de Londres chega ao seu final. Esporte pela tevê de manhã; ao vivo, à tarde, em pelo menos duas competições. Ele não se cansa. Tem sido assim há décadas.
O homem não perde uma Copa do Mundo desde 1950 e foi a todos os Jogos Olímpicos desde 1972, em Munique. Viaja o mundo seguindo os circuitos internacionais de tênis (tem seu próprio camarote em Roland Garros, em Paris) e de Fórmula 1, duas de suas maiores paixões. Não seria exagero dizer que se trata do maior torcedor da história do esporte nacional. Só não se trata de uma inteira verdade porque um simples torcedor não investe tanto dinheiro como ele na sua paixão. Braguinha sempre o fez – e ainda faz. Com isso, tornou-se o maior mecenas do esporte brasileiro em todos os tempos. E mais: foi o grande responsável pela introdução do patrocínio corporativo às modalidades esportivas, usando não apenas seus recursos, mas a influência, a capacidade de articulação e o círculo de amizades que vai de Pelé e Bernardinho a Lázaro Brandão e Gustavo Kuerten.
Foi também amigo do tricampeão de F1, Ayrton Senna. Por isso, em Londres, como em qualquer lugar do mundo onde se encontre, é festejado por dirigentes e atletas. Circula com uma credencial fornecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro, presidido por seu amigo Carlos Arthur Nuzman, com quem divide o mérito de ter transformado o vôlei nacional em uma potência global. Mesmo com alguma dificuldade para caminhar, em função de uma cirurgia no joelho feita no ano passado, ele mantém o fôlego. “Até hoje nado todo dia”, diz. “Em todo lugar que fico tem de haver uma piscina aquecida.” Um dos responsáveis pela consolidação do mercado nacional de seguros, ele começou comprando pequenas companhias e reuniu-as sob o nome de Atlântica Boavista, uma das maiores do setor, nos anos 1970.
No início da década seguinte, vendeu-a ao Bradesco, cujo conselho de administração passou a presidir, na condição de um dos maiores acionistas individuais. Deixou o banco da Cidade de Deus em 1986 e criou o Icatu, grife dos investimentos sediada no Rio de Janeiro. Mas não esquentou a cadeira lá. Deixou o comando nas mãos da filha Kati de Almeida Braga e foi fazer o que mais gosta: viver junto ao esporte. Aos 86 anos, recém-completados, ele torcepara realizar um último sonho, conforme contou nesta rara entrevista, concedida à DINHEIRO: estar na arquibancada na Olimpíada do Rio de Janeiro.
Promessa: o golfista Felipe Navarro é seu atual protegido. “Ele é um fenômeno da natureza”.
Quando foi que o sr. decidiu investir seu dinheiro no patrocínio do esporte?
Tudo começou em 1980, quando fui à Olimpíada de Moscou. O Brasil foi quinto colocado no vôlei masculino. Na saída do jogo encontrei com o Nuzman (na época presidente da Confederação Brasileira de Voleibol) e perguntei: “O que precisamos fazer para segurar os jogadores no Brasil?” Ele me disse que precisávamos criar um time forte. Como não havia dinheiro no vôlei nacional, todos iriam embora, jogar nos campeonatos da Europa, principalmente na Itália e nos Estados Unidos.
O que o sr. fez então?
Na volta ao Brasil, comecei a patrocinar o time de vôlei do Fluminense. Na camisa do clube apareceu pela primeira vez o nome da Atlântica, que era a minha seguradora na época. Depois é que virou Atlântica Boavista. O interessante é que na ocasião a iniciativa não foi bem-aceita pelas emissoras de tevê. A Globo punha uma tarja preta em cima do nome do patrocinador. Eu encontrei com o Roberto Marinho, que era um grande amigo, e disse brincando: “Você vai ver que ainda vou fazer um time com o nome da empresa e você vai ter que mostrar.” Foi o que fiz, tempos depois, e aí começou a sair tudo direitinho. Nessa altura eu já tinha certeza de que daria certo, porque via como as empresas dos Estados Unidos aproveitavam o esporte para fazer publicidade.
Quando o sr. vendeu a Atlântica Boavista para o Bradesco, o banco manteve sua filosofia de patrocinar o esporte?
Eu vendi a empresa e passei a fazer parte do conselho de administração do Bradesco, que manteve tudo como estava antes. Mas havia um fato curioso. O Amador Aguiar (fundador e então presidente do banco, já falecido) era o único que torcia pelo time da Atlântica Boavista. Os outros da diretoria que eram paulistas torciam pelos times de São Paulo, como a Pirelli.
Bernardinho: amigo desde a época da Atlântica Boavista.
“Ele ainda faz a maior onda comigo”.
Todos os times paulistas, inclusive o da Pirelli, são posteriores ao da Atlântica…
Sim, são posteriores. Até porque fui eu que consegui, na época, fazer com que o Conselho Nacional de Desportos mudasse a lei para permitir que empresas entrassem no esporte e criassem seus times. Antes disso, apenas os clubes é que podiam fazer.
Os seus concorrentes também o seguiram e investiram em patrocínio?
Esse é outro fato curioso. A Sul América, que era meu maior concorrente, fazia um campeonato de tênis na Bahia. Eu sempre adorei tênis, tenho até mesmo um camarote em Roland Garros, para onde vou todo ano. Quando viu que o meu investimento estava dando certo, o Leonildo Ribeiro, que era presidente da Sul América e meu amigo, me fez uma proposta: “Sr. Braga, o sr. fica com todos os outros esportes, mas o tênis fica comigo, certo?” Então fizemos uma divisão do esporte. Também a Previdência mais tarde usou o Bernard (uma das estrelas da seleção brasileira de vôlei nos anos 1980) como garoto-propaganda numa campanha em que distribuía prêmios para os clientes. Ele tinha aquele saque “jornada nas estrelas” que era algo excepcional.
Aquela geração do vôlei ajudou muito no marketing ao criar jogadas que ficaram mundialmente famosas.
Eles deram muita visibilidade para o vôlei e para quem investia neles. Eram especiais não apenas na quadra. Veja o Bernardinho, que hoje é o técnico mais premiado do vôlei mundial. Ele era o levantador da Atlântica e até hoje somos amicíssimos. Ainda ontem (domingo, 29 de julho) fui assistir ao jogo do Brasil contra a Tunísia e ele fez a maior onda comigo. É um rapaz espetacular.
O seu modelo de patrocínio era o americano?
Era uma forma abrasileirada do modelo americano. Mas eu fiz coisas até antes disso que eram completamente malucas.
Joaquim Cruz: o medalhista olímpico recusou presente em dinheiro.
“Dr. Braga, estou bem de vida”.
Por exemplo…
Eu gostava muito do Emerson Fittipaldi (piloto brasileiro bicampeão mundial de Fórmula 1, nos anos 1970). Um dia resolvi que podia ajudá-lo. Fui para São Paulo para uma reunião no Bradesco, em São Paulo, na segunda-feira, mas ainda no domingo decidi procurar por ele. Não o conhecia, mas descobri onde era a casa dele e toquei a campainha. Ele me atendeu e eu disse: “Eu vim aqui para te ajudar.” Nunca antes nenhuma companhia de seguros havia patrocinado qualquer coisa com corrida, que é um esporte associado a risco. Então, no início, eu ajudava com dinheiro, mas sem poder aproveitar, porque preferia não expor minha marca em corridas.
O sr. não pediu nada em troca?
Não pedi, mas fiquei procurando uma forma de obter retorno. Um dia, descobri que poderia usar a boa imagem do Fittipaldi em um filmezinho de dois ou três minutos em que ele dizia: “Quando eu ando na cidade, dirijo dessa maneira. Na estrada, dirijo dessa maneira. Na corrida é dessa maneira. Uma coisa é correr na pista. Na cidade é preciso dirigir com mais cuidado.” Acabou sendo um negócio muito interessante e inovador. Hoje em dia, a Allianz, que é a maior seguradora da Europa e da qual fui o único brasileiro a ser diretor, é uma das principais patrocinadoras da Fórmula 1. Só se vê Allianz nas corridas.
Do ponto de vista do negócio, e não do seu amor pelo esporte, os investimentos valeram à pena?
Foram a melhor coisa para tornar as marcas conhecidas. Eu, modéstia à parte, fiz algumas coisas na minha vida de empresário. Comprei 30 companhias de seguro, ajudei a limpar o mercado brasileiro. Naquele tempo havia cento e tantas seguradoras. O Delfim Netto, que era o ministro da Fazenda, me chamou e disse: “Braga, eu quero fazer nossa economia ser como a japonesa, com grupos fortes em setores estratégicos. Então preciso diminuir o número de companhias.” E disse que cada um que comprasse três companhias pequenas e juntasse numa só ganharia uma carta-patente para operar no mercado. Eu, de 30, fiz dez. Teve até uma briga grande porque, nessa mesma altura, eu fiz a sociedade com o Bradesco, para vender seguros pela rede do banco. Isso era proibido, mas também consegui que a lei fosse mudada. Quando fomos ao Delfim falar sobre esse assunto ele fechou a porta com a chave. E, como era brincalhão, falou: “Eu vou dizer uma coisa para vocês, mas para evitar que saiam correndo e não me escutem até o final, achei melhor trancar a porta.” Então ele nos disse que iria permitir que seguradoras e bancos trabalhassem juntos.
Gustavo Kuerten: ao lado do tricampeão de Roland Garros, onde tem um camarote cativo.
Desde quando o sr. frequenta os grandes eventos esportivos?
Vou a todas as Olimpíadas, desde Munique, em 1972. Nas de inverno, só faltei duas. Nas Copas do Mundo, fui a todas, desde 1950, sem exceção. Fiquei amicíssimo do João Havelange (ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol e da Fifa), que era um dos meus vice-presidentes na seguradora. O escritório da Fifa no Brasil, durante um tempo, funcionou num andar meu, num prédio na rua Pio X, no Rio de Janeiro. Eu dava de graça para a Fifa. O João agora teve seus problemas, mas sempre foi um sujeito excepcional. Ele está sendo muito criticado, mas é preciso lembrar que foi ele que elevou o futebol à posição que ocupa hoje no mundo. Ele construiu a Fifa. No tempo dos ingleses, aquilo era muito limitado. E a Fifa pagava tudo para os ingleses. O Stanley Rous, que veio antes dele, tinha casa, empregados, tudo pago pela Fifa.
Como o sr. analisa esses problemas de corrupção no esporte? Não deveria haver mecanismos mais claros de governança em grandes entidades, como a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional?
Eu nunca me dediquei a pensar muito sobre isso, mas não há dúvidas de que alguma coisa está errada.
O sr. acompanha de perto a organização da Rio-2016? Com a experiência de quem foi a tantas Olimpíadas, já foi consultado pelos organizadores?
Eles me fizeram uma série de homenagens, mas não me envolvi com nada. Quando surgiu pela primeira vez a ideia de lançar a candidatura brasileira para sediar a Olimpíada, nem me lembro há quanto tempo, me chamaram para ser o presidente do comitê organizador. Disse que não queria ser o presidente, mas concordava em ajudar. Puseram o Rafael de Almeida Magalhães (ex-ministro da Previdência, falecido em 2011), que trabalhou comigo. Fiquei algum tempo no grupo, mas saí porque percebi que muita gente estava ali só para tirar vantagem. Logo depois encontrei um amigo meu, riquíssimo, que estava também no comitê e comentei: “Só nós dois é que estamos nisso como amadores, por gostar do esporte, por querer ajudar.” Ele me disse: “Braga, você está enganado. Eu estou aqui porque quero fazer o trem-bala, estou aqui para ganhar dinheiro”.
Quem era ele?
Prefiro não revelar, ainda é meu amigo e gosto muito dele.
Trio de ouro: Braguinha (à esq.) com Amador Aguiar e Lázaro Brandão,
na época da fusão com o Bradesco.
De todas as Olimpíadas a que o sr. assistiu, qual o momento que julga mais emocionante?
Tive vários momentos incríveis, como o primeiro ouro do vôlei, em Barcelona, em 1992. Me lembro também daquele rapaz que ganhou do Coe (Sebastian Coe, ex-recordista mundial dos 1.500 metros rasos e atual presidente do Comitê Organizador das Olimpíadas de Londres), em Los Angeles, em 1984.
O Joaquim Cruz…
Exatamente. Muitas vezes, quando acabavam as provas e um brasileiro ganhava medalha, eu ia encontrá-lo e levava US$ 5 mil, US$ 10 mil e dava para ele. Não era por nada não, apenas porque me davam tanta alegria. Então com esse rapaz foi a mesma coisa. Depois da corrida, que foi emocionante, com recorde olímpico, fui até ele e ofereci esse prêmio. Ele me disse: “Dr. Braga, muito obrigado, mas não precisa me dar nada. Eu já estou bem de vida.” Falou tudo de uma maneira muito agradável.
Foi o único que não aceitou sua oferta?
Os outros todos aceitaram. Teve um grande atleta brasileiro, sem citar nomes, que ganhou um bronze em Moscou, mas que muitos diziam que poderia ter sido ouro se não tivesse sido prejudicado pela arbitragem. Eu estava no voo de volta para o Brasil, na primeira classe, e o vi lá no avião. Então o chamei e disse que queria conversar. Falei: “Eu vou te dar um automóvel.” Ele agradeceu muito e voltou lá para trás. Depois de algum tempo veio até mim o técnico dele e disse: “Dr. Braga, automóvel ele já tem, ele quer é uma casa.” Fiquei chateado com aquilo e respondi: “Então ele não vai ganhar nem automóvel nem a casa.”
Ayrton Senna: era frequentador assíduo da casa de Braguinha, em Portugal.
Ou seja, antes mesmo de começar a patrocinar equipes, o sr. já atuava informalmente no apoio ao esporte.
Isso eu sempre fiz. Por exemplo, ajudei até mesmo o Pelé, logo que ele explodiu. Aliás, quando o Pelé fez o milésimo gol, no Maracanã, ele havia passado o dia comigo. Fui ao Delfim com ele, porque ele tinha ganho um automóvel no Exterior, mas naquele tempo não podia trazer para cá de jeito nenhum. Na hora, o Delfim despachou e permitiu que ele trouxesse, já que era um presente e que não se destinava a ser vendido no Brasil.
Houve outros casos em que o sr. ficou arrependido por ter tentado ajudar um atleta?
Tive pouquíssimos arrependimentos. Um deles foi quando comecei a investir em tênis. Aquele meu acordo com a Sul América já não valia mais, porque eles estavam começando a entrar em outros esportes. Por isso, chamei o Paulo da Silva Costa, um amigo que sabia muito de tênis, e o Thomas Koch (ex-tenista brasileiro de sucesso nos anos 1970) para me ajudar a organizar um torneio nos moldes da Taça Davis, com jovens tenistas do Brasil e dos Estados Unidos. Na época, havia um garoto do interior de São Paulo que jogava muito e que poderia ter sido um dos melhores do mundo. E ele ganhou de todos os americanos com facilidade. Passei a apoiar esse garoto e mais alguns juvenis, até que um dia um deles me procurou e disse que deixaria a minha equipe, porque tinha muita droga entre eles. Então eu chamei o Paulo e disse que ia parar, porque não estava ali para patrocinar o vício dos jovens. O pai de um dos tenistas até me procurou para saber por que eu estava deixando de investir. Contei a verdade, inclusive que o filho dele também estava envolvido. No começo ele não aceitou, mas depois foi até ótimo. Ele me pediu desculpas e disse que o fato de eu ter contado o ajudou a consertar a situação. Acabei com a equipe, mas também com o princípio de vício do rapaz.
Ainda hoje o sr. apoia alguns atletas, isoladamente?
Há uns quatro ou cinco que eu ajudo, mas informalmente. Agora eu sou pessoa física, então o que mais faço é abrir portas para os atletas junto a empresários amigos. Não posso mais ficar a vida toda ajudando, então eu dou aquele empurrão e depois a pessoa administra o resto junto ao patrocinador. Agora mesmo estou ajudando um piloto a chegar na Fórmula 1. A própria Globo está procurando um novo nome e tem um rapaz excepcional, o Nicolas Costa, que eu já apresentei para eles.
Londres, 2012: Braguinha não perde a chance de assistir ao vivo aos jogos com os atletas que admira.
O sr. mantém ligação com o vôlei?
Não, diretamente não. Há um caso, digamos, indireto. A Isabel (ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei nos anos 1980) me pediu ajuda para suas filhas, Maria Clara e Carolina, que são jogadoras de vôlei de praia. Respondi que podia dar um pouco, mas que uma coisa grande não poderia. Mas a levei ao Xandy Negrão, que é piloto e tinha uma indústria de medicamentos (a Medley, vendida em 2009 para o grupo francês Sanofi-Aventis). Ele virou o patrocinador das duas garotas e depois do Pedro, outro filho de Isabel e também jogador de vôlei de praia. Quando o Xandy vendeu a empresa, o patrocínio foi cortado. Então eu falei com o Eike Batista, que nunca tinha se metido em esporte. Disse: “Essas garotas são lindas e podem dar muito certo”. Na hora ele fez um contrato com elas. E a Isabel tinha falado comigo, mas esquecido do Pedro. Quando ela foi falar com o Eike para agradecer, acabou conseguindo patrocínio para o Pedro também. Tem um caso agora interessante que é o Felipe Navarro, jogador de golfe. É um fenômeno da natureza, tem 21 anos. Esse eu estou ajudando totalmente. Também arranjei para ele fazer um contrato com o Eike, mas até agora sou só eu. Ele vai ser grande.
O que o sr. gostaria de ver no esporte que ainda não viu?
Um sonho é a Olimpíada, no Brasil. Se eu chegar até lá, vou realizá-lo.
Release A CicloFaixa de Lazer São Paulo, patrocinada pelo Grupo Bradesco Seguros, ganhou novo trecho: a Avenida Paulista, com 5 km de extensão (2,5 km em cada sentido). O novo espaço, inaugurado neste domingo, 2 de setembro, vai funcionar aos domingos e feriados nacionais, das 7h às 16h, ligando a Rua da Consolação à Praça Osvaldo Cruz, com ocupação da faixa junto ao canteiro central nos dois sentidos em toda a extensão da Avenida. O projeto envolve as secretarias municipais de Esportes, Lazer e Recreação, do Verde e do Meio Ambiente, de Transportes e de Coordenação das Subprefeituras, além da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), com apoio da seguradora.
Com a inclusão da Avenida Paulista, a extensão desse importante espaço de lazer dos paulistanos totaliza 72 km. As ciclofaixas são um sucesso de público e reúnem em média 100 mil pessoas a cada domingo ou feriado nacional. O Grupo Bradesco Seguros é o patrocinador do projeto desde a sua inauguração, em 2009. A CicloFaixa de Lazer São Paulo integra movimento “Conviva”, uma iniciativa do Grupo Segurador, que visa promover a convivência harmoniosa entre motoristas, ciclistas e pedestres. É uma maneira de pensar e agir com cidadania.
Para marcar a abertura da CicloFaixa na Avenida Paulista, o Grupo Bradesco Seguros instalou uma tenda do SOS Bike – oferecendo pequenos reparos nas bicicletas, como troca de corrente, acerto na altura do banco e calibragem de pneu –, além do serviço de empréstimo de bicicletas.
Importante espaço de lazer na capital paulista
As ciclofaixas operacionais de lazer surgiram em 2009 com ligação dos Parques do Ibirapuera, do Povo e das Bicicletas, num percurso de 5 km. Em seguida, a ciclofaixa cruzou o Rio Pinheiros até o Parque Villa-Lobos. Meses depois, nova ampliação: tanto em extensão (7,5 km em cada sentido, fazendo a ligação entre o Parque do Povo e a Avenida Jornalista Roberto Marinho), quanto em permanência (até às 16h).
Em março deste ano, mais duas ciclofaixas foram inauguradas: a CicloFaixa de Lazer da Zona Norte (4 km em cada sentido, ligando a Praça Heróis da F.E.B. à Estação do Metrô Parada Inglesa, com acesso ao Parque da Juventude) e a CicloFaixa de Lazer da Zona Leste (7 km em cada sentido, ao longo da Avenida Governador Carvalho Pinto, onde está situado o Parque Linear Engenheiro Werner Zulauf – Tiquatira).
A partir deste sábado, dia 4, o público brasileiro terá a oportunidade de conhecer uma das maiores mostras sobre o Movimento Impressionista já apresentadas no Brasil. Tendo a Fundación MAPFRE como uma das realizadoras, estará à disposição no CCBB-SP e no CCBB-RJ a exposição “Impressionismo: Paris e a Modernidade”, mostra que terá 85 obras-primas que vão traçar um panorama detalhado da pintura impressionista e pós-impressionista.
Com curadoria de Guy Cogeval e Caroline Mathieu, respectivamente, presidente e curadora chefe do Museu d’Orsay, e de Pablo Jiménez Burillo, diretor geral do Instituto de Cultura da Fundación MAPFRE, a apresentação conta com o patrocínio do Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE e também tem o apoio do Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet.
Dividida em sete módulos, as 85 obras contam nos três primeiros a trajetória da “Cidade de Luz”, tendo como característica uma Paris marcada pela construção de grandes boulevards, mercados, jardins públicos, cafés, óperas e bailes – “Paris: a cidade moderna”; “A vida urbana e seus autores”; e “Paris é uma festa”. Nestes módulos figuram as cenas e vistas do rio Sena e da catedral de Notre-Dame, pintadas por Pisarro e Gauguin, as imagens da vida burguesa retratadas por Renoir; o cotidiano mundano das prostitutas, em quadros de Toulouse-Lautrec; e as bailarinas de Degas.
As quatro etapas subsequentes têm como pano de fundo a tranquilidade do campo como inspiração e mostram os trabalhos de artistas que escaparam do ritmo acelerado de Paris para uma vida calma e reservada. Assim, os módulos “Fugir da cidade”, “Convite à viagem”, “na Bretanha” e “A vida silenciosa” exploram as pinturas de Van Gogh, que decidiu seguir para Arles, com a finalidade de formar uma colônia de artistas; Claude Monet, que se mudou para Argenteul, no interior da França, e depois para Giverny; Gauguin e Émile Bernard, que foram viver na Bretanha; e de Cezanne, que voltou a Aix-en-Provence para redescobrir a luz.
De acordo com a diretora da Delegação da Fundación MAPFRE no Brasil, Fátima Lima, “é especialmente importante e uma honra ter nossa instituição como uma das realizadoras de uma mostra de tamanha amplitude, dando aos brasileiros a oportunidade de conhecer um movimento que não só mudou as diretrizes da pintura do século XIX, como revolucionou o padrão artístico da época”.
Para Fátima, “arte e cultura têm grande contribuição na qualidade de vida de uma sociedade e essa mostra, certamente, é uma das maiores exposições que já aconteceram no Brasil”.
A exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade poderá ser vista pelo público de 4 de agosto a 7 de outubro de 2012, no CCBB São Paulo, e de 22 outubro de 2012 a 13 de janeiro de 2013, no CCBB Rio de Janeiro. A organização da mostra está a cargo da Expomus, empresa brasileira selecionada pela direção do Museu d’Orsay e pela diretoria da Fundación MAPFRE.
SERVIÇO
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) São Paulo
04 de agosto a 07 de outubro
Rua Álvares Penteado, 112, Centro, SP.
Agosto: terça a domingo, das 10 h às 22h
Setembro: Terça a domingo, das 10h às 22h
Atendimento a Grupos agendados: 7h às 10h
Informações: (11) 3113-3651/ 3113-3652.
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio de Janeiro
Será no dia 8 de agosto, em São Paulo, o seminário de Controles Internos, Auditoria e Gestão de Riscos que a CNseg vai promover com o apoio da Escola Nacional de Seguros. O tema será “Gestão de Riscos como Mitigadora da Necessidade de Capital” e terá como palestrantes representantes da CNseg, Susep, ANS, Aegon Americas, Bradesco Seguros, entre outras empresas.
Segundo o presidente da Comissão de Controles Internos da CNseg, Assízio Aparecido de Oliveira, o programa do VI Seminário de Controles Internos privilegiou assuntos que tem a ver com o desenvolvimento dos meios para bem calcular o capital adicional baseado em riscos, seja pelo lado atuarial, seja pelo lado da prevenção de riscos. “Por isso, convidamos um palestrante estrangeiro, de importante multinacional de seguros, para discorrer sobre como mitigar a necessidade de capital e autoridades dos reguladores para discorrer sobre sua visão a respeito de riscos operacionais, muito provavelmente a próxima preocupação do mercado no que tange a requerimentos de capital.”
Por outro lado, o evento focará os meios de mitigar perdas, como é o caso das palestras voltadas à prevenção de fraudes, plano de continuidade de negócios e plano de contingência, bem como da melhoria contínua das atividades de controle interno mediante a ação da auditoria interna, que especificamente, afronta nos dias de hoje o desafio de, ao invés de periódica, ser contínua.
De acordo com entrevista publicada no portal da CNseg, Assízio Aparecido de Oliveira informa o Brasil, por ter adotado uma posição de vanguarda no que diz respeito aos controles internos em seguros, antecipando-se até mesmo às referências internacionais em que se baseia, não deve nada a nenhum país do mundo quando se trata de conceitos e práticas. Em outra vertente, há que se considerar a questão da consciência sobre riscos e controles, menos tangível que as práticas, que está a exigir atenção especial de administradores e profissionais de controles interno; esse é o grande desafio a ser trabalhado, talvez vinculando-o à noção de sustentabilidade que, no meio dos negócios, poderia ser definida como a capacidade da empresa de crescer e se preservar no momento presente sem prejudicar seu futuro. Na visão do consumidor, trata-se de garantir hoje os serviços vendidos a seus clientes sem prejudicar os serviços que, no futuro, devem ser entregues. Isso exige aumentar o nível de consciência.
O evento, que acontece das 8h30 às 18h30 será realizado no Hotel Tivoli Moffarej, à Alameda Santos, 1437, tem as inscrições que podem ser realizadas através do link
Marco Antonio de Campos é o novo diretor de Recursos Humanos da Allianz Seguros. O executivo acumula 33 anos de experiência no RH da seguradora, onde anteriormente ocupava a superintendência de Remuneração e Relações Trabalhistas. Ao longo de sua carreira, Marco Antonio atuou no desenvolvimento e execução de estratégias organizacionais para gestão de pessoas, com destaque para o desenvolvimento de políticas de remuneração e implementação de programas mundiais do Grupo Allianz no Brasil. O diretor é membro efetivo do grupo de Recursos Humanos na CNSeg.
A 2ª edição do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), está com as inscrições prorrogadas até 5 de setembro. Com uma procura bastante concorrida, a 2ª edição do Prêmio tem foco na Sustentabilidade, reforçando as ações das seguradoras voltadas para os pilares ambiental, social e de governança.
O prêmio é destinado aos profissionais que atuam no setor de seguros e tem como objetivo estimular o desenvolvimento de processos e produtos inovadores, visando ao melhor atendimento do consumidor de seguros no Brasil. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo endereço eletrônico www.premioseguro2012.com.br. Os responsáveis pelos cases vencedores (1º, 2º e 3º lugares) receberão troféus e prêmios em dinheiro nos valores de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil.
Essa é mais uma oportunidade para ninguém perder a chance de mostrar ao mercado ideias inovadoras e voltadas para a sustentabilidade. Mais informações pelo e-mail premio2012@cnseg.org.br ou no site www.premioseguro2012.com.br
Para acessar a fan page o endereço é:
http://www.facebook.com/InovacaoemSeguros
A Aon e o Manchester United, o clube de futebol mais popular do mundo, anunciaram ontem um programa inovador, que aproveitará os elevados níveis de visibilidade desfrutados por ambas as organizações para uma rede de comércio eletrônico (B2B) de última geração, e para programas de envolvimento comunitário. Em 2014, a Aon planeja evoluir para a segunda fase de seu relacionamento com o Manchester United, tornando-se a patrocinadora oficial da Rede de Negócios do Manchester United e da Fundação Manchester United Foundation.
A Aon continuará sendo a Patrocinadora Principal da Camisa do Manchester United por mais duas temporadas. O principal objetivo da Aon, no tocante à sua parceria original na camisa do Manchester United, foi o de unir os seus mais de 60.000 colegas espalhados em 120 países ao redor do mundo. A Aon fez grandes progressos nesse objetivo, e ao mesmo tempo atingiu os seus objetivos de visibilidade de sua marca, com métricas que atualmente são equiparáveis às das grandes marcas globais.
“Uma coisa que a Aon e o Manchester United compreendem é a necessidade de usarem estratégias diferentes para atingirem objetivos diferentes – e ambos estão muito focados em atingir os objetivos,” disse David Gill, diretor-geral do Clube. “A Aon continua sendo tudo o que qualquer empresa pode desejar de um parceiro, com sólidos relacionamentos em todos os escalões de nossa empresa – e nós tencionamos construir relacionamentos similares com a Aon e seus futuros clientes ao longo de muitos anos.”
“A primeira de fase de nosso relacionamento, que prosseguirá durante o ano de 2014, está focada em unir a nossa empresa e os colegas que nela trabalham, e simultaneamente fortalecer a marca da Aon,” esclareceu o diretor-geral da Aon Plc, Greg Case. “Na segunda fase pretende-se dar continuidade a tal dinâmica, porém com maior foco em clientes e comunidades. Estamos muito entusiasmados com o desenvolvimento no longo prazo dessa nova dimensão de nossa parceria com o Manchester United.”
A Rede de Negócios do Manchester United consiste emuma organização em que os patrocinadores, executivos globais, e chefes de estado podem reunir-se para discutir questões importantes da economia, tais como: riscos globais, comércio transfronteiriço, redes de fornecimento, recursos energéticos, talentos, assistência médica, equipes de alto desempenho e diversidade – tudo no contexto de um interesse compartilhado no esporte global, e na equipe número um do mundo.
A Aon programou-se ainda para ser a patrocinadora principal da Manchester United Foundation, dar continuidade ao foco compartilhado de ajuda às comunidades em risco, e viabilizar possibilidades econômicas e humanas em todo o mundo. A Aon e o Manchester United já trabalharam em conjunto em iniciativas globais, e atraíram atenção para questões urgentes, que incluem:
“Pass it on” (Pass It On) – Um programa em que três bolas de futebol do Manchester United viajaram por oito meses, por seis continentes, com o intuito de envolver clientes, colegas e comunidades. As bolas foram utilizadas em eventos filantrópicos, em benefício da Fundação Man Utd Foundation, e instituições de caridade em todo o mundo.
“Encontrando um Meio Melhor” (Find a Better Way) – uma instituição de caridade fundada por Sir Bobby Charlton para o desenvolvimento de meios novos e mais eficientes para localização e remoção de milhões de minas terrestres, que causam sofrimento incalculável às comunidades em todo o mundo. A Aon orgulha-se de liderar em todo o mundo a iniciativa de angariação dos recursos necessários para financiamento do programa de pesquisa e desenvolvimento dessa instituição de caridade, e remoção de minas terrestres, educação preventiva, e assistência médica para auxiliar as pessoas afetadas.
Além disso, como parte do programa, a Aon aguarda ansiosamente a oportunidade de continuar o seu trabalho e promover as escolas de futebol do Manchester United, que se dedicam ao desenvolvimento de jovens apaixonados por esse esporte. A Aon também parabeniza a GM e a Chevy por sua decisão de serem as principais patrocinadoras da camisa do Manchester United, a partir do final da temporada de 2014.
O Valor traz hoje uma interessante pesquisa realizada pelo Goldman Sachs Asset Management com diretores de investimento de 153 companhias seguradoras globais, que reúnem mais de US$ 3,8 trilhões em ativos sob gestão. Elas estão mais propensas a aumentar o risco de suas carteiras em busca de retorno, apesar do ambiente macroeconômico considerado desafiador. Entre as opções apontadas, destacam-se títulos corporativos de alto risco (os chamados “high yield”), papéis de bancos e mezanino – um instrumento híbrido de dívida e ações. Classes alternativas como ativos imobiliários, títulos de dívida de países emergentes e “private equity” também entraram no radar. A crise de dívida europeia foi apontada como um dos maiores riscos macroeconômicos para os portifólios de investimento por cerca de três quartos dos entrevistados. Para 45%, contudo, a turbulência na Europa é a maior preocupação. A volatilidade dos mercados de dívida e ações aparece como principal risco para 17%. E para 90% dos entrevistados, essas oscilações tendem a aumentar ou permanecer em níveis elevados.
Com o objetivo de discutir as novas regras do Seguro de Responsabilidade Civil, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) realiza nesta quarta-feira, 1º de agosto, em São Paulo, das 9h às 12h30, seminário sobre a atualização das Condições Contratuais do Seguro de Responsabilidade Civil, estabelecida por circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep) no dia 14 de junho. A nova norma substitui a anterior, publicada há mais de 30 anos.
O evento contará com a presença do diretor executivo da FenSeg, Neival Freitas, do diretor da Escola Nacional, Renato Campos, do diretor da Susep, Nelson Le Coqc, além de outros representantes do órgão e de integrantes das seguradoras Liberty, Chartis, e das resseguradoras IRB Brasil-Re, Swiss-Re e Fenaber/Transatlantic Re.
Segundo Renato Rodrigues, presidente da Comissão de Seguro de Responsabilidade Civil Geral da FenSeg, a medida atualizou as condições contratuais contemplando a legislação em vigor e a evolução do mercado. “A regra antiga contemplava 19 coberturas e o mercado atualmente opera com mais de 90 opções. A modernização será benéfica para as seguradoras, pois, ao se adequarem, poderão ofertar uma gama maior de coberturas”, afirmou.
A mudança, resultado de oito anos de análise e parceria da Federação com o órgão regulador, atualiza também o seguro ao novo Código Civil Brasileiro. Além disso, beneficia os segurados, uma vez que os produtos terão condições mais claras e padronizadas. As seguradoras que não quiserem comercializar o produto padrão poderão apresentar novas propostas à Susep até o fim do ano.
Para Renato Rodrigues, em um cenário de maior percepção de risco dos consumidores quanto às possibilidades de causar danos a terceiros, o seguro de responsabilidade civil encontra espaço para crescer. “Quanto mais se tem divulgação do produto e se cria maior conscientização em torno das perdas financeiras, temos melhor chance de disseminar a importância desse seguro”, explicou o também diretor da Liberty Seguros.
O seguro de responsabilidades garante proteção ao segurado contra reclamações para reparos de danos involuntários, materiais e/ou corporais, causados a terceiros. Segundo dados da Susep, a receita das seguradoras com a carteira em 2011 foi de R$ 925 milhões, 23,4% a mais do que em 2010, com R$ 750 mi. Nos cinco primeiros meses de 2012, o valor chegou a R$ 438 milhões, 18% a mais do que o mesmo período do ano passado (R$ 371 mi).
Serviço:
Evento: Seminário de Condições Contratuais do Seguro de Responsabilidade Civil
Data: 01/08/2012
Horário: 9h às 12h30m
Local: Hotel Braston – Rua Martins Fontes, 330 – São Paulo
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