45% das pessoas da Classe C têm previdência privada, afirma pesquisa

Hoje recebi muitos dados sobre classe C, a que mais tem impulsionado o crescimento da indústria de seguros. Os dados foram apresentados no “Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média” e vou colar aqui os principais indicadores divulgados no evento para quem precisa de informações sobre o tema. Fica o registro!

Releases divulgados pela assessoria do evento, na íntegra

Palestra sobre “Classe C é maioria entre jovens no Brasil e no Rio de Janeiro” foi apresentada no “Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média”

A palestra “Classe C é maioria entre jovens no Brasil e no Rio de Janeiro” foi apresentada, hoje (13), no Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média, no WTC Sheraton, em São Paulo. José Luiz Nascimento, do Sistema Globo de Rádio, falou sobre o perfil do jovem da classe média carioca.

No decorrer do evento o palestrante divulgou informações que retratam uma nova realidade do Rio de Janeiro e de todo o País: se levarmos em conta um total de 38,6 bilhões de reais movimentados pelas comunidades brasileiras, 13 bilhões representam as comunidades cariocas. Pesquisas também revelam que 52% dos jovens das comunidades cariocas são mulheres, 70% dessas pessoas são economicamente ativas e o salário médio daquelas que trabalham é de, aproximadamente, R$ 690,00. Atualmente, 85% dos jovens acima de 18 anos contribuem com renda da casa e 72% acreditam que a vida melhorou nos últimos anos.

O evento, que termina hoje, apresentou dados inéditos sobre os rumos da classe média brasileira. Composta por 54% da população, se a classe fosse um país, estaria em 12º no ranking dos maiores, à frente de países como Holanda e Suíça. Graças à retomada do crescimento econômico brasileiro, a classe média já dispõe de 100 milhões de cartões de crédito, além de 45% ter previdência privada e 52% conta corrente.

“Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média” apresenta cinco tendências brasileiras para 2022

Começou hoje (12), em São Paulo, o “Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média”, no WTC Sheraton. Durante a abertura do evento, que apresentará dados inéditos sobre os rumos da nova classe média brasileira, Renato Meirelles, do Instituto Data Popular, apresentou cinco tendências para o Brasil até 2022:

1. Empoderamento tecnológico: tecnologia intermediará a relação com consumo, serviços e o estado.

– Os jovens relacionam-se mais com internet e tecnologia do que a geração anterior, que ainda resiste em aliar a tecnologia em atividades cotidianas. Por isso, entre os protagonistas de 2022, a internet e o celular são cada vez mais utilizados para a realização de compras, denúncias das relações de consumo e dos serviços do estado.

2. Amadurecimento da educação financeira: passado familiar influenciará sua educação financeira.

– O jovem consome mais do que a geração anterior e estão mais exposto às facilidades do crédito e demais serviços bancários. Por outro lado, esse jovem é sempre alertado pela família, que vem de uma trajetória de privações financeiras e aprendizados em relação ao uso do crédito, sobre a necessidade de poupar e precaver-se contra imprevistos futuros. São consumidores mais atentos à necessidade de poupar e planejar sua vida financeira para o futuro.

3. Valor do mérito: geração que valorizará ainda mais a conquista pelo esforço próprio, a meritocracia e o empreendedorismo.

– Os jovens do Brasil são mais escolarizados que seus pais e, por isso, têm conseguido acessar melhores empregos, obter renda mais elevada e conquistado um padrão de consumo que os pais não tiveram. Por isso, os protagonistas de 2022 tendem a valorizar o esforço pessoal como forma de melhorar a vida, sem esperar que o poder público faça por eles.

4. Flexibilidade nos formatos de família: relações conjugais tendem a se flexibilizar e o homem precisará se reinventar.

– A nova geração cresceu vendo o ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Como consequência, as relações domésticas passaram a ser tensionadas em decorrência de uma maior demanda por igualdade na divisão das tarefas domésticas. Por essa razão, os protagonistas de 2022 tendem a consolidar mudanças no papel do casal dentro do lar. Cada vez mais será esperado que o homem seja mais participativo nas tarefas domésticas e presente nas relações familiares do que no passado.

5. Relação com o estado: o estado será cada vez mais demandado como regulador do setor privado e o novo cidadão consumidor exigirá cada vez mais e com menos impostos.

– O acesso da classe média a bens e serviços privados tem crescido nos últimos anos, o que faz com que aumente também a demanda pela manutenção da qualidade desses serviços. Em razão disso, o Estado tende a ser mais cobrado como regulador desses serviços e fiscalizador de sua qualidade.

“O Brasil mudou efetivamente e continuará mudando. Em 10 anos, o jovem estará no auge do poder de consumo e escolha. Muitas mudanças ainda estão chegando. Governo, iniciativa privada e sociedade devem caminhar juntos”, comenta Renato Meirelles.

Dividido em quatro painéis, o fórum reunirá pela primeira vez todos os setores da sociedade – governo, iniciativa privada, ONGs, mídia e sociedade civil organizada. Dentre os palestrantes convidados, estão os ministros Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, e Paulo Bernardo, do Ministério das Comunicações. O evento também terá palestrantes como Ana Paula Padrão, da Rede Record, Luiz Barretto, diretor presidente d o SEBRAE e Ricardo Loureiro, presidente do Serasa Experian.

Maioria da classe média brasileira é de jovens moradores de periferias, aposentados e aspirantes sociais

Pesquisa inédita da Serasa Experian traça o perfil de nova força de consumo do país

São Paulo, 12 de Novembro de 2012 – Pesquisa inédita da Serasa Experian sobre a classe média brasileira mostra que ela é composta em sua maioria por jovens moradores de periferias (31%), pessoas que estão envelhecendo na periferia (18%) e aspirantes sociais (11%). Atualmente, eles representam 60% dos 104 milhões de pessoas da classe média. O levantamento foi feito a partir, de uma metodologia estatística que cruza dados da Serasa Experian, do Censo Brasileiro e da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar), sendo a maior e mais completa base de informações socioeconômicas do Brasil. “O país tem vivenciado uma transformação econômica. Com controle da inflação, investimentos sociais, moeda forte e a estruturação da economia, o Brasil passou a ter classes sociais que deixam de ser estatísticas e que têm necessidades distintas e específicas a serem atendidas”, afirma Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian, que apresentou a pesquisa hoje no 1º Fórum Novo Brasil: Desvendando a Classe Média.

“Mais de 100 milhões de pessoas. Poucos países no mundo têm população maior que essa. A classe média, que mudou e definiu um novo Brasil, devido a sua representatividade, pode selar, sozinha, uma eleição. Na economia, transforma um pequeno investimento em um negócio gigante. Já que todos a querem, cabe a pergunta: quem é e o que quer essa nova classe média brasileira?”, questiona Ricardo Loureiro.

“A classe média representa uma enorme oportunidade para as empresas. Entretanto, em um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental que as empresas estejam preparadas para a disputa. É preciso que estejam cada vez mais orientadas ao aprimoramento e rentabilização de sua estratégia de ida ao mercado, sob pena de verem seus investimentos fracassarem. Foco, segmentação de mercado e reconhecimento do seu público-alvo estão entre os aspectos centrais dessa abordagem”, afirmou.

O presidente da Serasa Experian destacou a importância de se conhecer bem todos os grupos da classe média. “Cada um dos grupos tem necessidades, interesses e perfis muito distintos. É importante ainda que as empresas busquem avaliar a capacidade de consumo das pessoas a quem irão direcionar suas ações de vendas.”

Periferia Jovem: 31% da Classe Média

Dos mais de 100 milhões da classe média, 31%, 32 milhões de pessoas, são do grupo Periferia Jovem. Nesta estratificação, 30%, ou 10 milhões de pessoas, estão no grupo chamado de Trabalhadores de Baixa Qualificação e com empregos formais; 29% (9 milhões) são Jovens Trabalhadores de Baixa Renda, com a maioria formada por mulheres; 20% (6 milhões) são Jovens na Informalidade, onde destacam-se mulheres chefes de família com menos de 25 anos. Por fim, 13% (4 milhões) são Famílias Assistidas da Periferia, residentes principalmente no Norte e Nordeste, sem relação com bancos e sem atividades de crédito ou financeiras.

Envelhecendo na periferia: 18% da Classe Média

O levantamento aponta ainda que, após os jovens de periferia, 18% da classe média brasileira, ou 19 milhões de pessoas, são da estratificação Envelhecendo na Periferia. São 9 milhões (45%) de operários aposentados e outros 6 milhões (30%) são classificados como Maturidade Difícil, sem renda nem aposentadoria formal, além de 4 milhões (25%) de casais maduros de baixa renda.

Aspirantes Sociais: 11% da Classe Média

Há ainda 11 milhões de pessoas classificadas como aspirantes sociais _4,5 milhões (40%) são consumidores indisciplinados, jovens adultos com alto consumo e renda modesta, e 3,3 milhões (30%) são profissionais em ascensão social, que buscam mobilidade e status social por meio do trabalho e do estudo.

O crédito e o comprometimento da renda disponível para o consumo

O crédito tem sido um grande impulsionador do consumo e do crescimento do mercado interno. Estatísticas demonstram que 58% da classe média usam o cartão de crédito, 23% o crediário e 18% cheque, parcelando suas compras (em cartões de crédito, crediário) em 9 vezes. “O nível médio de comprometimento de renda mensal do brasileiro está ao redor de 22%, um valor dentro do razoável, que ainda apresenta oportunidade de expansão. Entretanto, é uma média de todo o mercado, e já é possível verificar a existência de milhões de famílias que atingiram, e até ultrapassaram, sua capacidade de consumo. Muitos estão superendividados e, conforme mostram os números, não obedecem necessariamente a nenhuma segmentação ou perfil muito específico, pois outros fatores comportamentais parece influir mais nesse tipo de comportamento”, apontou Ricardo Loureiro.

Importância econômica e social

O presidente da Serasa Experian apontou a importância do correto uso da informações de mercado na formulação das estratégias das empresas. “É uma excelente oportunidade para que as companhias tenham uma visão aprofundada de quem é quem nesse conglomerado social. E a partir deste quem é quem, as empresas podem repensar os seus produtos e serviços, suas ofertas e seus processos de venda e comunicação, aumentando dramaticamente a eficiência a todo o ciclo de negócios”. Ricardo Loureiro ressaltou que, em um ambiente competitivo, a tendência é que esse aumento de eficiência das empresas seja parcialmente transferido ao preço final, favorecendo os consumidores e todo o mercado. “De certa forma, é uma abordagem que opera em favor da diminuição do chamado “Custo Brasil”, adicionando objetividade e eficiência ao mercado”.

Os benefícios de se conhecer com maior profundidade o perfil da Classe C não se restringem aos negócios. Instituições públicas e órgãos governamentais “passam a contar com uma ferramenta efetiva no apoio ao desenho de políticas públicas articuladas com as necessidades de cada região (ou microrregião) e características de sua população”, aponta o presidente da Serasa Experian.

Dados divulgados pelo secretário Ricardo Paes de Barros, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

Existem três grupos no Brasil

– pobres vulneráveis
– grupo da elite
– nova classe média

Taxa média anual da renda per capita – de 2001 a 2011

· Brasil cresceu 3% ao ano (taxa considerada alta);
· Pobres cresceram 7% ao ano, chegando à classe média;
· Ricos cresceram apenas 1,5% (estabilidade);

Classe alta estabilizou, por isso que a média cresceu rapidamente e reduziu a desigualdade.

Distribuição de renda do País de acordo com o PIB

· Pobres brasileiros cresceram juntos – 8 a 10%
· Diferença da classe média para a classe rica está próxima.
· Diferença do crescimento do pobre para a classe média pode ser comparada a China
· A renda da classe rica é igual a renda da Suécia.

Evolução da classe média em 10 anos
– diferença da classe média: de 49% para 28%
– 21% da população saiu da classe baixa para a média

Dados sobre o crescimento da classe

– Aumentou o tamanho e mudou o comportamento;
– Classe média de 2012 é diferente da classe média de 10 anos atrás, já que estão mais preocupados em trabalhar e estudar.
– 75% da classe média é formada por negros.
– A classe média tem 12% de dependentes – receberam 17% mais transferência e 71% aumentou a renda trabalhando
– A classe alta tem 3% de dependentes – receberam 20% de transferência e 77% aumentaram a renda trabalhando
– Diferença de escolaridade entre as classes:
*Média – 15%
* Alta – 34%

Pesquisa Icatu revela que Facebook é a rede preferida dos corretores

Com objetivo de entender o comportamento dos corretores de seguros em relação às redes sociais e dispositivos móveis, a Icatu Seguros realizou pesquisa inédita com cerca de 200 profissionais do setor. Assim como por 54 milhões de brasileiros, o facebook é a rede social preferida: 93% dos corretores declararam ser usuários. LinkedIn e Twitter também foram citados, com 29% e 24% respectivamente. A pesquisa revela ainda que os corretores utilizam as redes sociais não só para conversar com amigos (69%), mas para manter o relacionamento com os clientes (48%) e se informar sobre as novidades do mercado segurador (46%).

Em relação ao uso de celulares com acesso à internet, 24% possuem celulares com sistema Android e apenas 12,5% possuem um Iphone. Dos 69% que acessam a internet do celular, 59% utilizam conexão de alta velocidade (3G) e 30% acessam pela rede Wi-fi, o que significa que os corretores estão sempre online.

Os aplicativos de celulares fazem sucesso com esses profissionais: quase 90% utilizam essa ferramenta. Os principais aplicativos são de notícias (71%), seguido de utilitários, como calculadoras, simuladores, GPS (63%) e de mensagens instantâneas (56%).

Em relação aos tablets, um dado chama a atenção: 75% não possuem o aparelho. Apenas 15% possuem um Ipad (Apple) e 9% de outra marca. Do total de usuários, 95% acessam a internet, sendo 51,5% através da rede wi-fi e 48,5% pela alta velocidade. Os aplicativos, assim como no caso dos celulares, também estão em alta, sendo usado por quase todos (91%). A diferença é que, além de notícias (83%) e utilitários (57%), aplicativos de informações financeiras aparecem no topo da preferência, com 60%.

“Realizamos essa pesquisa com intuito de conhecer cada vez mais e melhor os corretores de seguros, que são nossos grandes parceiros. Com esses resultados, vamos desenvolver em 2013 ferramentas e aplicativos nas redes e nos canais preferidos por eles, que atendam suas necessidades e facilitem o seu dia a dia” – afirma Humberto Sardenberg, superintendente de marketing da Icatu Seguros.

Chubb lança aplicativo para seguro de automóvel

Um aplicativo para iPhone e Android voltado especialmente para clientes do seguros de automóveis é a novidade da Chubb Seguros neste mês. Com o aplicativo, é possível ter acesso a assistência 24 horas por dia, sete dias por semana direto do celular. “A companhia presa sempre pela comodidade dos nossos segurados. O lançamento do aplicativo traduz nossa constante preocupação com o bem-estar e tranquilidade dos nossos clientes”, explica Priscilla Magni, diretora de produtos patrimoniais da Chubb.

Por meio desse serviço, disponível em todo território nacional, o segurado pode solicitar a assistência para reboque, socorro elétrico/mecânico e fazer chamadas de emergência em todo o Brasil com apenas um clique. Outra vantagem é localizar facilmente serviços próximos como restaurantes, postos de gasolina, farmácias, pontos de táxi, hospitais, supermercados, delegacias de polícia ou polícia rodoviária, entre outros. O cliente também pode visitar a revista eletrônica Chubb Accent pelo aplicativo.

Liberty Seguros lança quiz no Facebook para encontrar o Gênio da Bola

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A Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, realiza a campanha Gênio da Bola no Facebook, um quiz com perguntas sobre a Copa do Mundo da FIFA™. Ao visitar o aplicativo (http://apps.facebook.com/geniodabolaliberty), o internauta é convidado a responder cinco questões e desafiar outro jogador. Conforme responder corretamente às perguntas, acumula pontos. A competição vai até o dia 10 de dezembro e os vencedores serão divulgados dia 18 de dezembro.

O primeiro colocado ganhará 11 ingressos para a semi-final e final da Copa das Confederações com passagem, hospedagem, city tour e alimentação pagos pela Liberty. Já o segundo será premiado com 20 ingressos para jogos aleatórios, o terceiro 15 ingressos e do quinto ao vigésimo colocados ganharão cinco ingressos.

A Copa das Confederações 2013 será realizada no Brasil entre 15 e 30 de junho, com jogos em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. As seleções que irão participar do campeonato são: Brasil (país sede da Copa do Mundo), Espanha (atual campeã mundial), Japão, México, Uruguai, Taiti, Itália e a seleção que será campeã da Copa das Nações Africanas, ainda não definido.

Porto Seguro lucra R$ 448 milhões até setembro, alta de 8%

A Porto Seguro registrou lucro líquido, sem considerar a combinação dos negócios com o Itaú, de R$ 158 milhões no terceiro trimestre de 2012, queda de 1% em relação ao mesmo periodo do ano anterior. No acumulado dos nove meses do ano, o ganho avançou 8%, para R$ 448 milhões, segundo dados divulgados hoje no final do dia. O grupo atingiu 12 milhões de itens segurados e o ROAE foi de 14,9%.

De acordo com a mensagem da admnistração transmitida no release de divulgação, no 3° trimestre do ano o grupo enfrentou um cenário competitivo mais racional no segmento de automóvel, proporcionando melhores condições de precificação, o que contribuiu para a recomposição das margens. As receitas totais evoluiram 11%, em grande parte impulsionada pelo crescimento dos produtos auto (+14%). O grupo destacou a marca Azul que apresentou aumento de prêmios de 43%.

Em saúde, o grupo alcancou crescimento de 11%, impulsionado pelos reajustes de preços. No segmento odontólogico os prêmios aumentaram 45% devido ao crescimento de itens segurados. O total de vidas seguradas (saúde + odontológico) alcançou a 545 mil vidas. O índice combinado atingiu 98,2%, reflexo principalmente de uma menor sinistralidade e da melhoria de eficiência operacional (no trimestre o indíce de despesa administrative reduziu 0,3 p.p. e 0,8 p.p. no ano.

A frequência de roubo e furto de automóveis apresentou queda, interrompendo uma tendência de alta no ano. De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de SP, o número de carros roubados na cidade de São Paulo decresceu 5% (3T12 vs. 3T11).

As receitas de outros negócios não seguros evoluíram 43% no trimestre e 40% no acumulado do ano, principalmente intensificados pelo crescimento das operações de crédito (cartão e financiamento). O retorno sobre capital nestes negócios atingiu 20,6% no acumulado do ano (+1 p.p. vs 9M11).

A estratégia de investimentos produziu um resultado financeiro de R$ 225 milhões (170% do CDI), com rentabilidade nominal muito próxima a do ano anterior (3,25% no 3T12 x 3,32% no 3T11), mesmo com o CDI 38% mais baixo. Tanto as alocações estruturais quanto a gestão ativa (vs cenário econômico) produziram resultados superiores neste trimestre.

“Continuamos a investir na expansão da empresa. Inauguramos 3 centros automotivos (CAPS), 3 centros de atendimento de sinistros (CARS), e mais 2 sucursais, reforçando nossa estrutura comercial. Prosseguiremos com nossa estratégia de crescimento com rentabilidade, privilegiando a expansão geográfica e buscando alavancar a nossa marca nos diversos segmentos e canais onde atuamos”, informou.

AIG reassume marca do pré crise financeira, prioriza mercado brasileiro e afirma estar “pronta para o amanhã”

A AIG, que recebeu US$ 182,5 bilhões a título de socorro financeiro dos contribuintes americanos no auge da crise financeira, quatro anos atrás, vem se empenhando em saldar sua dívida com o governo, a fim de recuperar a sua credibilidade. O grupo volta ao mercado brasileiro, depois de o Itaú Unibanco ter colocado um fim na parceria que a seguradora americana tinha com o Unibanco, no auge da crise, seguindo uma carreira solo, com a mesma marca, mesmo apetite ao risco e mesmo estilo inovador de ser.

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A American International Group, Inc. (NYSE: AIG) anunciou hoje que a AIG é mais uma vez a marca de mercado de seu negócio global de property casualty na maioria dos locais, e que o segmento de vida e aposentadoria da companhia é agora AIG Vida e Aposentadoria.

Como parte da mudança, a AIG também introduziu uma nova promessa: Prontos para o amanhã.

“A AIG como uma marca global de seguros está de volta”, disse o Presidente e CEO da AIG Robert H. Benmosche. “O relançamento do nome AIG sinaliza uma importante conquista para a nossa empresa. ‘Prontos para o amanhã’ ressalta a tremenda tenacidade e ambição da AIG – para resolver problemas, inovar para o benefício de nossos clientes, e para atuar como uma poderosa equipe global. Estes são os atributos que permitiram à AIG conseguir com que todos o Estados Unidos investissem em nossa empresa, além de um retorno positivo de mais de US$ 15 bilhões”

“Agora vamos olhar para o amanhã, e estamos entusiasmados com o potencial que vemos lá. Estamos empolgados para começar a trabalhar vendo, construindo e garantindo um futuro melhor – para nossos clientes, para nós mesmos, e para as comunidades ao redor do mundo. Eu acredito que o espírito de criatividade e adaptabilidade da AIG trará oportunidades e portas abertas que redefinirão o que é possível, ajudando nossos clientes a prosperar e fazer o máximo todos os dias.”

A partir de hoje, a franquia mundial AIG de property casualty começará a usar o nome da AIG, e implantará o novo logotipo da empresa e a promessa de marca em marketing e publicidade, como apropriado. Na região da América Latina, o nome vai voltar para a AIG com base nas diretrizes regulatórias de cada país.

“É um ótimo momento para o rebranding no Brasil, temos grandes oportunidades de mercado para crescer com inovação, tanto para indivíduos quanto para empresas. Temos todos os tipos de produtos, energia, linhas financeiras, aviação e garantia, incluindo produtos para ameaças cibernéticas e os riscos ambientais. No Brasil, nós forneceremos soluções de seguros para a população ativa, tais como seguros de automóveis, vida, acidentes e viagens. Nós estamos ‘Prontos para o amanhã’, diz Jaime Calvo, Presidente da AIG Brasil*”.

A ajuda total autorizada pelo governo dos Estados Unidos de US$ 182 bilhões foram totalmente reembolsadas, e a Receita Federal e o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos até à data receberam um retorno positivo combinado de cerca de 15,9 bilhões dólares em seus investimentos na empresa.

PrevQuali ofertará consignado para funcionários do Executivo que aderirem a planos de saúde e odontológicos

A corretora PrevQuali Administradora de Benefícios (www.prevquali.com.br) firmou convênio com a União, por intermédio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, via Secretaria de Gestão Pública, o qual permite a consignação em folha de pagamento dos Servidores Públicos do Poder Executivo em todo o País que aderirem aos Planos de Saúde e Odontológicos disponibilizados pela PrevQuali.

Segundo dados do Ministério do Planejamento, o Poder Executivo tem uma média salarial de R$ 5.906 e cerca de 1,2 milhão de Servidores, que passam a ser beneficiados com mais essa grande conquista da PrevQuali Administradora. Para atender a este público, a Empresa desenvolveu um portal exclusivo, que vai facilitar ainda mais a prestação dos serviços. No site www.SAUDESERVIDOR.com.br, o Servidor Público poderá fazer a adesão ao Plano escolhido totalmente online, fazer simulações de planos, além de diversos outros serviços.

QUEM É. O Grupo Prevquali iniciou suas atividades há menos de dois anos e já possui uma carteira de mais de 120 mil beneficiários nas empresas que o compõem: PrevQuali Administradora de Benefícios, PrevQuali Consultoria em Benefícios e Abnara Corretora de Seguros.

Segundo o diretor do Grupo, Farias de Sousa, a PrevQuali tem feito investimentos contínuos em tecnologia e capital humano com o objetivo de oferecer produtos e serviços desenvolvidos estrategicamente para atender a característica de cada cliente.

CicloFaixa de Lazer São Paulo ganha novo trecho

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A CicloFaixa de Lazer São Paulo – que conta com o apoio do Grupo Bradesco Seguros – ganhou, neste domingo, 11 de novembro, nova extensão de 19,2 km interligando Avenida Paulista à Ciclofaixa das zonas Oeste/Sul (a mais antiga em operação), chegando à região do Parque do Ibirapuera. Com essa nova conexão, a cidade passa a contar com 108,5 km de ciclofaixas. O projeto é coordenado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Com a incorporação do novo trecho, São Paulo passa a contar com 108,5 km de ciclofaixas (ida e volta) que reúnem em média 110 mil pessoas a cada domingo ou feriado nacional. O Grupo Bradesco Seguros apoia o projeto desde a sua inauguração, em 2009. A CicloFaixa de Lazer São Paulo integra movimento “Conviva”, uma iniciativa do Grupo Segurador, que visa promover a convivência harmoniosa entre motoristas, ciclistas e pedestres. É uma maneira de pensar e agir com cidadania.

Para marcar a abertura do novo trecho, o Grupo Bradesco Seguros disponibilizou tendas do SOS Bike – oferecendo pequenos reparos nas bicicletas, como troca de corrente, acerto na altura do banco e calibragem de pneu –, além do serviço de empréstimo de bicicletas.

Os 108,5 km de ciclofaixas de lazer estão distribuídos da seguinte forma:

Zona Oeste – são 45 km de ciclofaixas de lazer ligando os parques das Bicicletas, do Ibirapuera, do Povo, Villa-Lobos, Avenida Chedid Jafet, Rua Funchal, Avenida Eng. Luís Carlos Berrini e Avenida Jornalista Roberto Marinho (até o futuro Parque Clube do Chuvisco).

Zona Norte – a Ciclofaixa de Lazer da ZN possui 8,5 km de extensão. O maior trecho, com 8 km de extensão (4 km por sentido), liga a Praça Heróis da FEB até a estação Parada Inglesa do Metrô. No feriado de 12/10, entrou em operação o prolongamento interligando a ciclofaixa à Ciclovia Braz Leme. O percurso é feito pela Av. Santos Dumont e possui 500 metros de extensão nos dois sentidos.

Zona Leste – a Ciclofaixa de Lazer da Zona Leste, inaugurada em 25 de março deste ano, funciona com 14 km de extensão (7 km em cada sentido). Ela foi implantada ao longo da Avenida Gov. Carvalho Pinto onde está situado o Parque Linear Engenheiro Werner Zuluaf-Tiquatira, passando também pelas avenidas Dom Hélder Câmara e Calim Eid.

Paulista-Centro – O circuito Paulista – Centro – Ibirapuera totaliza 41 km de extensão. Na Paulista, a ciclofaixa é operada em toda a avenida, em ambos os sentidos, ligando a Rua da Consolação à Praça Osvaldo Cruz. Esse trecho é interligado ao Centro da cidade através do eixo Vergueiro-Liberdade. Ao chegar à região central, o percurso passa por pontos turísticos históricos, como o Teatro Municipal, o Viaduto do Chá, o Mosteiro São Bento, as praças Dom José Gaspar, Franklin Roosevelt e da Luz, conectando-se ao Elevado Costa e Silva. Com nova extensão inaugurada neste domingo, a Av. Paulista interliga-se com a região do Ibirapuera pelo eixo Vergueiro-Domingos de Morais-Jabaquara-Indianópolis.

Agenda: Desempenho do mercado ressegurador brasileiro no últimos anos

Palestrante: Rodrigo Botti.- Diretor de Riscos da Terra Brasis Resseguros.

Data: 28/11/2012 – Quarta-feira
Endereço: Largo do Paissandu, 72 – 17° andar, Conj. 1704 – Centro – São Paulo.

Programação:
12h00 às 12h30 – Serviço Lanche
12h30 às 13h30 – Apresentação do trabalho.

Confirme sua inscrição pelo telefone: (11) 3227 4217, 3229 6503 ou pelo e-mail: apts@apts.org.br. Atenção: as vagas são limitadas!

Inscrição R$ 50,00, incluso lanche.
Associados da APTS têm participação gratuita.
Patrocinadores: até 5 participações gratuitas.

Reservas até dia 27/11 às 12h00

Apoio Institucional:
Escola Nacional de Seguros – Funenseg

Tornar as relações mais sustentáveis foi o tema principal do seminário “Pensando o Futuro”, da Munich Re

Os desafios são tão gigantes como as oportunidades de negócios. Essa opinião é praticamente uma unanimidade entre clientes, corretores, seguradores e resseguradores presentes no evento “Pensando o Futuro”, promovido pela Munich Re do Brasil, em São Paulo, no dia 8 de novembro e que reuniu cerca de 350 participantes, entre clientes empresariais, de seguradoras e corretores, bem como executivos da resseguradora.

Trata-se de um evento semelhante aos tradicionais encontros internacionais promovidos anualmente em Monte Carlo (setembro) ou Baden-Baden (outubro), onde todos se reúnem para discutir as renovações dos principais contratos de seguros do mundo. Ao contrário dos eventos internacionais, que mostrou tendência “flat”de preço, ou taxas estáveis nas renovações, o evento da Munich Re do Brasil sinaliza uma queda de preços para os principais contratos em período de renovação e também para os novos contratos que são desenhados para transferência de parte dos riscos dos projetos de infra-estrutura em andamento.

“Acho que chegamos ao chão. As taxas do seguro de riscos de engenharia já declinaram cerca de 70% de 2008 para cá”, diz Kurt Muller, CEO da Munich Re Brasil. No entanto, ele acredita que ainda presenciará mais uns dois ou três anos de mercado “soft” no Brasil. Segundo ele, as perdas causadas pela passagem do furacão Sandy provavelmente não terá qualquer impacto nas taxas praticadas no Brasil. “A concorrência local é muito forte e há muitos projetos em andamento. O foco no Brasil é prestar serviços diferenciados e atrair todo o programa de seguros do cliente para compensar a queda nas taxas”, informou Kurt, apresentando um enorme leque de produtos e uma equipe especializada em cada segmento para os convidados.

As reuniões de Baden-Baden ou Monte Carlo têm o objetivo de pré estabelecer uma tendência para os contratos, tanto de preços, como de franquias, exclusões, clausulados e mecanismos de conciliação em caso de possíveis conflitos. Trazer esse debate para o Brasil, neste evento, que reuniu 350 executivos, é uma tentativa de transformar a realidade das negociações pós em pré, bem como divulgar os produtos diferenciados que a maior resseguradora do mundo tem para ofertar às empresas e investidores brasileiros.

Pareceu haver um consenso entre todos os envolvidos, inclusive advogados, em investir tempo e paciência nas negociações de coberturas para evitar discussões futuras. “Esse comportamento de fechar o seguro na última hora tem de ser corrigido, pois traz desgaste para o relacionamento do cliente com o corretor, do corretor com a seguradora, da seguradora com o ressegurador e de todos com o prestador de serviço de regulação de perdas”, comentou Carlos Leon, da Munich Re, especializado em riscos de energia.

Segundo executivos entrevistados, a maioria dos contratos de grandes riscos é assinada às pressas. “Precisamos participar mais das discussões dos projetos ao lado dos clientes e também dos investidores. O mais correto é estarmos envolvidos na concepção do fluxo de caixa do empreendimento, na gestão de risco. Isso significa trazer a discussão para o momento da subscrição. Se isso acontecer, evitaremos discussões na hora que o segurado mais precisa de apoio, que é a hora do acidente, ou sinistro no jargão do setor”, comenta Wady Cury, diretor de riscos patrimoniais da BB Mapfre.

Tal indisciplina é conseqüência de um setor acostumado a se relacionar em um mercado que ficou por quase 70 anos fechado. O monopólio de resseguros foi flexibilizado a partir de 2008. Para muitos especialistas, em raão disso, é normal ter um volume assustador de discussões sobre o que está ou não coberto nos contratos ainda sem precisão jurídica e técnica e recheados de jargões traduzidos erroneamente da língua inglesa para o português. “Os problemas que enfrentamos hoje são fruto de um momento de transição de um mercado fechado para um mercado aberto”, comentou Mario Bicalho, executivo do Itaú Unibanco.

Todos concordam, no entanto, que os processos em discussão, que pipocam em várias esferas judiciais, já foram suficientes para todos acordarem para a realidade de um mercado aberto, competitivo e que busca a sustentabilidade nas relações como forma de manter a lucratividade, item vital neste momento de queda da taxa Selic no Brasil e de juros reais negativos nos principais países da Europa.

Diante disso, a subscrição se tornou um item prioritário nos contratos para garantir o ganho operacional e, consequentemente, o retorno ao acionista. Sem isso, eles vão aportar seus recursos em um setor com ganhos menos arriscados. “É preciso profissionalizar a gestão do risco em razão do grande volume de negócios que estão por vir a partir de 2013”, comentou Paulo Resende, professor da Fundação Dom Cabral.

Na mesma linha, Paolo Bussolera, chefe de indenizações para a Europa e América Latina, aconselhou. ”O Brasil tem uma indústria judicial bem desenvolvida, porém esse não é o objetivo de empresas como a Munich Re, cujo foco é ser parceira no longo prazo”. A sugestão do executivo é discutir o risco durante o momento de subscrição e não deixar para saber o que está coberto ou excluído no momento do acidente.

O conflito judicial mais citado tem sido o caso da hidrelética de Jirau, no Rio Madeira, com prejuízo estimado pelo consórcio Energia Sustentável, que tem a construtora Camargo Correa como acionista, em R$ 400 milhões com a destruição do canteiro de obras pelos funcionários insatisfeitos com as condições de trabalho. Já as seguradoras calculam um valor bem menor, em torno de R$ 100 milhões.

Um dos questionamentos durante os debates foi: por que a perda do Consórcio Norte Energia, que comanda as obras de Belo Monte, no Pará, localizada ao lado de Jirau, foi bem menor? As obras foram paralisadas por uma semana em agosto e o consórcio contabilizou um prejuízo de R$ 12 milhões por dia, insuficiente para acionar o seguro em razão do valor ser inferior ao da franquia da apólice. Katia Luz, gerente de risco da OCS, corretora de seguros do grupo Odebrecht, creditou o fato aos princípios de sustentabilidade adotados construtora responsável pela usina Santo Antonio. “Temos uma política de valorização do trabalho e investimos em treinamento para qualificar os moradores das regiões. Neste caso específico, treinamos mais centenas de pessoas e contratarmos boa parte delas para as obras”.

Segundo Resende, há oportunidades fantásticas de negócios no Brasil para as seguradoras. Mas para ser rentável, é preciso investir na qualidade da mão de obra. “Além disso, o mercado tem de se adaptar a dois fatores”, afirmou o professor. O primeiro deles é aprender a atender contratos no formato de concessão, com coberturas que sejam importantes para mitigar os riscos da iniciativa privada. O risco deixa de ser do governo e passa a ser da iniciativa privada no momento em que a empresa assume o contrato de concessão pelos serviços públicos. ”São mais de R$ 750 bilhões em obras que terão o formato de concessão no Brasil nos próximos anos”, informou durante o painel “Infra-estrutura e seguros: a quantas vai?”.

Outra vertente de desafio está em saber lidar com os investidores dos projetos, que cada dia querem participar mais ativamente do desenho da apólice. “Temos percebido que os financiadores querem mais coberturas, principalmente aquelas que garantem o fluxo de caixa futuro do empreendimento, como as ofertadas nas apólices de garantia e de lucro cessante”, comenta Rodrigo Belloube, executivo da Munich Re. O risco ambiental e o de greves estão entre os mais temidos atualmente.

Mario Bicalho, executivo do Itaú Unibanco, líder do segmento de seguros de grandes riscos, afirmou que o setor já tem um bom nível de qualificação. “Precisamos aprimorar, mas já demos um grande passo. O que precisamos agora é assumir que o Brasil é uma grande potência, com um PIB maior do que o da Inglaterra, berço de seguros do mundo. Temos de sentar na mesa para negociar e não para aceitar todas as condições impostas”, disse num tom desafiador.

Uma sugestão de Bicalho para reduzir conflitos sobre os valores a serem indenizados é que os estrangeiros invistam em entender melhor o funcionamento das regras brasileiras. “Fomos questionados sobre pagar juros e correção em uma indenização. A regra brasileira é clara. Se não pagar o valor em até 30 dias da entrega do último documento, é preciso corrigir o valor. Se o ressegurador soubesse disso, ganharíamos tempo e deixaríamos o cliente mais satisfeito”.

O advogado Luis Felipe Pellon também defendeu a união de todos para reduzir os pontos cinzentos que existem hoje nos contratos de seguros, bem como tornar empresas e judiciário mais conscientes do papel do seguro. “O seguro cobre prejuízos consequentes de riscos, acordados previamente, e não todos os riscos da operação. É preciso entender isso para que os contratos sejam respeitados e se tenha segurança jurídica para atuar no Brasil”, explicou. Segundo ele, um levantamento do HSBC em todo o mundo revelou que de 100 contratos em discussão judicial do grupo no mundo, 80 estavam no Brasil.

Marina Ribeiro, executiva da AIG Chartis, ponderou a discussão levantada pelos dois colegas durante o debate. Katia, da Odebrecht, afirmou que para o setor melhorar, é preciso mais serviços, produtos inovadores e preços menores. Para Wady Cury, da BB Mapfre, participar das negociações do projeto é uma condição sine qua non para elevar as vendas e a rentabilidade da carteira de grandes riscos. “O preço já caiu tanto, que os sinistros estão representativos. Segundo levantamento interno, a sinistralidade bate a casa dos 120% no final do contrato de grandes obras, com vigência entre 5 e 7 anos”, afirmou Marina aos presentes.

Tania Amaral, executiva da Munich Re, fez um resumo dos quatro anos de abertura do resseguro. Ela mostrou manchetes dos jornais da época da abertura do resseguro, em 2008, com a festa dos novos entrantes para concorrer com o IRB Brasil Re, dono do mercado por quase 70 anos e que ainda permanece por ter privilégios concedidos pelo governo.

Passados quase quatros anos, as manchetes dos jornais estão menos otimistas. Os investimentos não são realizados na velocidade esperada, gerando um mudança significativa no risco do contrato. Há muitos competidores, o que fez o preço despencar. A próxima safra de notícias tende a ser um grande volume de discussões sobre o que está ou não coberto.

Isso porque, afirmam Marina e Tânia, a subscrição das seguradoras tem enfoque no curto prazo. “Conseguem prêmio rápido e lucro momentâneo. Mas à medida em que os riscos se desenvolvem na linha do tempo, será que as contas estão sendo realizadas de forma corretas para garantir a rentabilidade da carteira lá na frente”, questionaram.

Wady Cury concordou plenamente com as executivas. “Precisamos sentar todos para arrumarmos as amarras que nos impedem de fazermos contratos sustentáveis, sejam eles provenientes da falta da pró atividade de participar das discussões dos projetos desde o seu nascimento até as urgentes mudanças na regulamentação do setor, que determina até mesmo como os produtos devem ser desenhados”, comentou o executivo da BB Mapfre.

Ao que tudo indica, ainda levará um tempo razoável para a indústria de seguros conseguir reduzir as discussões no momento de regular o pagamento de indenizações, criando uma cultura globalizada de risco. No entanto, faz parte do amadurecimento de um setor que começa a entrar na adolescência no Brasil, com participação de apenas 3% no PIB. Menos da metade da média mundial.

Segundo o economista Eduardo Giannetti , o brasileiro está apenas começando a descobrir o valor do amanhã, depois de anos convivendo com pacotes econômicos criados pelos governos com o intuito de driblar a escalada da inflação. “Brasil e seguradoras precisam vencer desafios e aproveitar a grande oportunidade de estarem bem posicionados em um momento em que países de ponta sofrem com recessão, desemprego, ajustes fiscais e também políticos”, cita o economista, que encerrou o evento da Munich Re com sua tradicional palestra “O Valor do Amanhã”.