Hoje recebi muitos dados sobre classe C, a que mais tem impulsionado o crescimento da indústria de seguros. Os dados foram apresentados no “Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média” e vou colar aqui os principais indicadores divulgados no evento para quem precisa de informações sobre o tema. Fica o registro!
Releases divulgados pela assessoria do evento, na íntegra
Palestra sobre “Classe C é maioria entre jovens no Brasil e no Rio de Janeiro” foi apresentada no “Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média”
A palestra “Classe C é maioria entre jovens no Brasil e no Rio de Janeiro” foi apresentada, hoje (13), no Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média, no WTC Sheraton, em São Paulo. José Luiz Nascimento, do Sistema Globo de Rádio, falou sobre o perfil do jovem da classe média carioca.
No decorrer do evento o palestrante divulgou informações que retratam uma nova realidade do Rio de Janeiro e de todo o País: se levarmos em conta um total de 38,6 bilhões de reais movimentados pelas comunidades brasileiras, 13 bilhões representam as comunidades cariocas. Pesquisas também revelam que 52% dos jovens das comunidades cariocas são mulheres, 70% dessas pessoas são economicamente ativas e o salário médio daquelas que trabalham é de, aproximadamente, R$ 690,00. Atualmente, 85% dos jovens acima de 18 anos contribuem com renda da casa e 72% acreditam que a vida melhorou nos últimos anos.
O evento, que termina hoje, apresentou dados inéditos sobre os rumos da classe média brasileira. Composta por 54% da população, se a classe fosse um país, estaria em 12º no ranking dos maiores, à frente de países como Holanda e Suíça. Graças à retomada do crescimento econômico brasileiro, a classe média já dispõe de 100 milhões de cartões de crédito, além de 45% ter previdência privada e 52% conta corrente.
“Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média” apresenta cinco tendências brasileiras para 2022
Começou hoje (12), em São Paulo, o “Fórum Novo Brasil: Desvendando a Nova Classe Média”, no WTC Sheraton. Durante a abertura do evento, que apresentará dados inéditos sobre os rumos da nova classe média brasileira, Renato Meirelles, do Instituto Data Popular, apresentou cinco tendências para o Brasil até 2022:
1. Empoderamento tecnológico: tecnologia intermediará a relação com consumo, serviços e o estado.
– Os jovens relacionam-se mais com internet e tecnologia do que a geração anterior, que ainda resiste em aliar a tecnologia em atividades cotidianas. Por isso, entre os protagonistas de 2022, a internet e o celular são cada vez mais utilizados para a realização de compras, denúncias das relações de consumo e dos serviços do estado.
2. Amadurecimento da educação financeira: passado familiar influenciará sua educação financeira.
– O jovem consome mais do que a geração anterior e estão mais exposto às facilidades do crédito e demais serviços bancários. Por outro lado, esse jovem é sempre alertado pela família, que vem de uma trajetória de privações financeiras e aprendizados em relação ao uso do crédito, sobre a necessidade de poupar e precaver-se contra imprevistos futuros. São consumidores mais atentos à necessidade de poupar e planejar sua vida financeira para o futuro.
3. Valor do mérito: geração que valorizará ainda mais a conquista pelo esforço próprio, a meritocracia e o empreendedorismo.
– Os jovens do Brasil são mais escolarizados que seus pais e, por isso, têm conseguido acessar melhores empregos, obter renda mais elevada e conquistado um padrão de consumo que os pais não tiveram. Por isso, os protagonistas de 2022 tendem a valorizar o esforço pessoal como forma de melhorar a vida, sem esperar que o poder público faça por eles.
4. Flexibilidade nos formatos de família: relações conjugais tendem a se flexibilizar e o homem precisará se reinventar.
– A nova geração cresceu vendo o ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Como consequência, as relações domésticas passaram a ser tensionadas em decorrência de uma maior demanda por igualdade na divisão das tarefas domésticas. Por essa razão, os protagonistas de 2022 tendem a consolidar mudanças no papel do casal dentro do lar. Cada vez mais será esperado que o homem seja mais participativo nas tarefas domésticas e presente nas relações familiares do que no passado.
5. Relação com o estado: o estado será cada vez mais demandado como regulador do setor privado e o novo cidadão consumidor exigirá cada vez mais e com menos impostos.
– O acesso da classe média a bens e serviços privados tem crescido nos últimos anos, o que faz com que aumente também a demanda pela manutenção da qualidade desses serviços. Em razão disso, o Estado tende a ser mais cobrado como regulador desses serviços e fiscalizador de sua qualidade.
“O Brasil mudou efetivamente e continuará mudando. Em 10 anos, o jovem estará no auge do poder de consumo e escolha. Muitas mudanças ainda estão chegando. Governo, iniciativa privada e sociedade devem caminhar juntos”, comenta Renato Meirelles.
Dividido em quatro painéis, o fórum reunirá pela primeira vez todos os setores da sociedade – governo, iniciativa privada, ONGs, mídia e sociedade civil organizada. Dentre os palestrantes convidados, estão os ministros Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, e Paulo Bernardo, do Ministério das Comunicações. O evento também terá palestrantes como Ana Paula Padrão, da Rede Record, Luiz Barretto, diretor presidente d o SEBRAE e Ricardo Loureiro, presidente do Serasa Experian.
Maioria da classe média brasileira é de jovens moradores de periferias, aposentados e aspirantes sociais
Pesquisa inédita da Serasa Experian traça o perfil de nova força de consumo do país
São Paulo, 12 de Novembro de 2012 – Pesquisa inédita da Serasa Experian sobre a classe média brasileira mostra que ela é composta em sua maioria por jovens moradores de periferias (31%), pessoas que estão envelhecendo na periferia (18%) e aspirantes sociais (11%). Atualmente, eles representam 60% dos 104 milhões de pessoas da classe média. O levantamento foi feito a partir, de uma metodologia estatística que cruza dados da Serasa Experian, do Censo Brasileiro e da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar), sendo a maior e mais completa base de informações socioeconômicas do Brasil. “O país tem vivenciado uma transformação econômica. Com controle da inflação, investimentos sociais, moeda forte e a estruturação da economia, o Brasil passou a ter classes sociais que deixam de ser estatísticas e que têm necessidades distintas e específicas a serem atendidas”, afirma Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian, que apresentou a pesquisa hoje no 1º Fórum Novo Brasil: Desvendando a Classe Média.
“Mais de 100 milhões de pessoas. Poucos países no mundo têm população maior que essa. A classe média, que mudou e definiu um novo Brasil, devido a sua representatividade, pode selar, sozinha, uma eleição. Na economia, transforma um pequeno investimento em um negócio gigante. Já que todos a querem, cabe a pergunta: quem é e o que quer essa nova classe média brasileira?”, questiona Ricardo Loureiro.
“A classe média representa uma enorme oportunidade para as empresas. Entretanto, em um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental que as empresas estejam preparadas para a disputa. É preciso que estejam cada vez mais orientadas ao aprimoramento e rentabilização de sua estratégia de ida ao mercado, sob pena de verem seus investimentos fracassarem. Foco, segmentação de mercado e reconhecimento do seu público-alvo estão entre os aspectos centrais dessa abordagem”, afirmou.
O presidente da Serasa Experian destacou a importância de se conhecer bem todos os grupos da classe média. “Cada um dos grupos tem necessidades, interesses e perfis muito distintos. É importante ainda que as empresas busquem avaliar a capacidade de consumo das pessoas a quem irão direcionar suas ações de vendas.”
Periferia Jovem: 31% da Classe Média
Dos mais de 100 milhões da classe média, 31%, 32 milhões de pessoas, são do grupo Periferia Jovem. Nesta estratificação, 30%, ou 10 milhões de pessoas, estão no grupo chamado de Trabalhadores de Baixa Qualificação e com empregos formais; 29% (9 milhões) são Jovens Trabalhadores de Baixa Renda, com a maioria formada por mulheres; 20% (6 milhões) são Jovens na Informalidade, onde destacam-se mulheres chefes de família com menos de 25 anos. Por fim, 13% (4 milhões) são Famílias Assistidas da Periferia, residentes principalmente no Norte e Nordeste, sem relação com bancos e sem atividades de crédito ou financeiras.
Envelhecendo na periferia: 18% da Classe Média
O levantamento aponta ainda que, após os jovens de periferia, 18% da classe média brasileira, ou 19 milhões de pessoas, são da estratificação Envelhecendo na Periferia. São 9 milhões (45%) de operários aposentados e outros 6 milhões (30%) são classificados como Maturidade Difícil, sem renda nem aposentadoria formal, além de 4 milhões (25%) de casais maduros de baixa renda.
Aspirantes Sociais: 11% da Classe Média
Há ainda 11 milhões de pessoas classificadas como aspirantes sociais _4,5 milhões (40%) são consumidores indisciplinados, jovens adultos com alto consumo e renda modesta, e 3,3 milhões (30%) são profissionais em ascensão social, que buscam mobilidade e status social por meio do trabalho e do estudo.
O crédito e o comprometimento da renda disponível para o consumo
O crédito tem sido um grande impulsionador do consumo e do crescimento do mercado interno. Estatísticas demonstram que 58% da classe média usam o cartão de crédito, 23% o crediário e 18% cheque, parcelando suas compras (em cartões de crédito, crediário) em 9 vezes. “O nível médio de comprometimento de renda mensal do brasileiro está ao redor de 22%, um valor dentro do razoável, que ainda apresenta oportunidade de expansão. Entretanto, é uma média de todo o mercado, e já é possível verificar a existência de milhões de famílias que atingiram, e até ultrapassaram, sua capacidade de consumo. Muitos estão superendividados e, conforme mostram os números, não obedecem necessariamente a nenhuma segmentação ou perfil muito específico, pois outros fatores comportamentais parece influir mais nesse tipo de comportamento”, apontou Ricardo Loureiro.
Importância econômica e social
O presidente da Serasa Experian apontou a importância do correto uso da informações de mercado na formulação das estratégias das empresas. “É uma excelente oportunidade para que as companhias tenham uma visão aprofundada de quem é quem nesse conglomerado social. E a partir deste quem é quem, as empresas podem repensar os seus produtos e serviços, suas ofertas e seus processos de venda e comunicação, aumentando dramaticamente a eficiência a todo o ciclo de negócios”. Ricardo Loureiro ressaltou que, em um ambiente competitivo, a tendência é que esse aumento de eficiência das empresas seja parcialmente transferido ao preço final, favorecendo os consumidores e todo o mercado. “De certa forma, é uma abordagem que opera em favor da diminuição do chamado “Custo Brasil”, adicionando objetividade e eficiência ao mercado”.
Os benefícios de se conhecer com maior profundidade o perfil da Classe C não se restringem aos negócios. Instituições públicas e órgãos governamentais “passam a contar com uma ferramenta efetiva no apoio ao desenho de políticas públicas articuladas com as necessidades de cada região (ou microrregião) e características de sua população”, aponta o presidente da Serasa Experian.
Dados divulgados pelo secretário Ricardo Paes de Barros, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
Existem três grupos no Brasil
– pobres vulneráveis
– grupo da elite
– nova classe média
Taxa média anual da renda per capita – de 2001 a 2011
· Brasil cresceu 3% ao ano (taxa considerada alta);
· Pobres cresceram 7% ao ano, chegando à classe média;
· Ricos cresceram apenas 1,5% (estabilidade);
Classe alta estabilizou, por isso que a média cresceu rapidamente e reduziu a desigualdade.
Distribuição de renda do País de acordo com o PIB
· Pobres brasileiros cresceram juntos – 8 a 10%
· Diferença da classe média para a classe rica está próxima.
· Diferença do crescimento do pobre para a classe média pode ser comparada a China
· A renda da classe rica é igual a renda da Suécia.
Evolução da classe média em 10 anos
– diferença da classe média: de 49% para 28%
– 21% da população saiu da classe baixa para a média
Dados sobre o crescimento da classe
– Aumentou o tamanho e mudou o comportamento;
– Classe média de 2012 é diferente da classe média de 10 anos atrás, já que estão mais preocupados em trabalhar e estudar.
– 75% da classe média é formada por negros.
– A classe média tem 12% de dependentes – receberam 17% mais transferência e 71% aumentou a renda trabalhando
– A classe alta tem 3% de dependentes – receberam 20% de transferência e 77% aumentaram a renda trabalhando
– Diferença de escolaridade entre as classes:
*Média – 15%
* Alta – 34%

















