A Superintendência de Seguros Privados (Susep), em reunião do Conselho Diretor, realizada nesta quinta-feira (6/12), decidiu ampliar o prazo para que as empresas seguradoras se adaptem à Circular nº 437, publicada em junho de 2012, que modificou as regras básicas para a comercialização de novos contratos de Seguro de Responsabilidade Geral. Originalmente, o texto, em seu artigo 13, estabelecia 180 dias para as companhias se adequarem. Agora, com nova redação, foram dados mais 180 dias, totalizando 360 dias.
A Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, preparou um vídeo dos bastidores do sorteio dos jogos da Copa das Confederações FIFA 2013, que aconteceu no último sábado no Anhembi, em São Paulo.
Durante o evento, a Liberty Seguros recebeu o ex-jogador Cafu, estrela da campanha de comunicação da seguradora, para um bate papo e sessão de fotos com os convidados do sorteio. O capitão do pentacampeonato é o protagonista da campanha da companhia lançada em maio deste ano que tem como motes a responsabilidade compartilhada, o patrocínio da Copa do Mundo da FIFA de 2014™ e a paixão dos brasileiros pelo futebol.
Além do vídeo no canal do Youtube, a seguradora disponibilizou, na plataforma Image.net, uma série de materiais sobre a seguradora e a Copa da Confederações FIFA 2013.
Release
De acordo com dados da FenaCap – Federação Nacional de Capitalização, entre janeiro e outubro, o setor alcançou faturamento global de R$ 13,6 bilhões, o que representou um crescimento de18,6% em comparação a igual período de 2011. Já o volume total de reservas – valores totais aplicados em títulos ativos – alcançou R$ 21,9 bilhões, um avanço de 13,9%.
“Nossa expectativa é atingir um crescimento em torno de 20% em faturamento em 2012 e encerrar o ano com a marca de R$ 1 bilhão em prêmios distribuídos a portadores de títulos contemplados”, estima Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.
Até o fim de outubro, foram pagos cerca de R$ 703 milhões em prêmios a clientes contemplados, um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As empresas devolveram a portadores de títulos R$ 8,7 bilhões, pagos sob a forma de resgate final ou antecipado.
Finalmente decidiram os nomes dos novos presidentes das federações que elegerão o novo presidente da CNseg, em substituição a Jorge Hilário. Duas novidades: Paulo Marraccini (foto) compõe a chapa única para a FenSeg, substituindo Jayme Garfinkel, e Osvaldo Nascimento volta a comandar a Fenaprevi, depois de uma gestão de Antonio Cassio dos Santos, hoje Zurich, mas na época Mapfre, e outra de Marco Antonio Rossi, do Bradesco. Marcos Barros se mantém na Fenacap bem como Marcio Coriolano na Fenasaúde. Ao que tudo indica, os quatro elegerão Rossi para a presidência da CNseg.
A composição política, pela segunda vez, privilegia a presidência de uma das federações a um membro de uma seguradora estrangeira. A razão é simples. Dos dez maiores grupos, apenas Bradesco não tem capital estrangeiro. A Porto Seguro acabou por conta da abertura de capital. O primeiro executivo representante de companhia estrangeira a liderar uma das federações, a Fenaprevi, foi Antonio Cássio dos Santos, que na época presidia a Mapfre. Mas na FenSeg é a primeira gestão de um representante de uma companhia estrangeira. O que realmente é interessante, tendo em vista que elas ficaram muito chateadas e surpreendidas com mudanças no resseguro em 2010, promovidas sem qualquer debate. Os novos dirigentes cumprirão mandato de três anos à frente da entidade, com a posse programada para o começo do próximo ano.
O novo comando das federações já começa apostando forte na transparência e comunicação. Antes mesmo das eleições dos presidentes, no dia 11, o novo portal foi inaugurado. Já está no ar o novo portal da CNseg, que valoriza as notícias e facilita a navegação. O novo portal agrega os sites de cada uma das federações associadas (FenSeg, FenaSaúde, FenaPrevi e FenaCap). Para acessar notícias, publicações, arquivos multimídia e outros itens relacionados a elas, basta clicar em cima do nome no alto ou na parte debaixo do site e aparece a página inicial da Federação. Caso queira entrar direto no site das federações, o internauta pode digitar o endereço eletrônico para acessar diretamente a página. Os endereços são: www.fenasaude.org.br; www.fenaprevi.org.br; www.fenacap.org.br; www.fenseg.org.br
Consultas a índices, estatísticas, relatórios e taxas de seguros pode ser feitas no site, assim como denúncias de fraudes. A parte visual do portal também foi reformulada, valorizando as notícias, vinculando-as a imagens que reforçam a comunicação. Sendo a CNseg reconhecida como a mais importante fonte de informações sobre o setor segurador, o novo portal elegeu a imprensa como um de seus públicos-chave. Só fiquei triste pois o campo de estatísticas, que muito interessa a jornalistas, está bem defasado. De junho de 2011. E sempre queremos números quentes, como hoje, que já temos os dados de janeiro a outubro de 2012.
Para a reformulação do site foram feitas entrevistas com gestores da Confederação, federações e seguradoras, jornalistas e profissionais de TI e foram analisados portais de entidades de ramos de atividades semelhantes e identificadas as mais modernas tendências em sites corporativos.
A programação visual é de responsabilidade da empresa Diz’ain, que produziu também a estruturação da arquitetura da informação. A ferramenta escolhida para o gerenciamento do conteúdo foi a Lumis. Outras funcionalidades, como a integração às redes sociais e a versão para dispositivos móveis, serão implementadas nos próximos meses.
O acirramento da concorrência no mercado de seguros está impondo às empresas do setor uma busca incansável por serviços que atraiam e, sobretudo, fidelizem seus clientes. Melhor ainda é quando o produto pode agregar valores socioambientais, atributo exigido por uma parcela cada vez maior de consumidores.
Essa premissa pautou a criação da Ecoassist Serviços Sustentáveis, uma empresa que está ampliando sua atuação na área de seguros, oferecendo o serviço de descarte ecológico para os clientes das seguradoras: ela recolhe o produto, descaracteriza e envia para a indústria recicladora (sofás velhos, colchões, armários, móveis em geral, equipamentos eletrônicos, geladeiras, fogões, tecidos e materiais ferrosos, exceto produtos orgânicos).
Todo o processo é homologado tomando como base as melhores práticas da sustentabilidade, e o cliente recebe um certificado que garante que o resíduo foi corretamente descartado e, principalmente, reciclado. Toda a cadeia é beneficiada. Quando a seguradora inclui esse serviço no pacote de benefícios aos seus segurados (pessoas físicas, condomínios, empresas), está fidelizando seus clientes por uma via cada vez mais valorizada pelos consumidores. Na outra ponta, o cliente, que não paga nada pelo serviço, tem a facilidade do descarte sem qualquer esforço. A Ecoassist vai até a residência ou empresa do segurado e retira o material. Além da comodidade, o segurado ainda tem a garantia de que está contribuindo para a preservação do meio ambiente.
A Ecoassist é pioneira na prestação dos Serviços Sustentáveis no mercado segurador e financeiro, e já atende várias empresas do segmento (Itaú Seguros, Allianz, ACE, entre outras). “À medida que os clientes são informados pelas seguradoras de que eles têm esse benefício, a demanda cresce imediatamente. O descarte de móveis, sofás velhos, armários, por exemplo, ou de equipamentos eletrônicos, geladeiras, implica numa operação complexa para o consumidor, sobretudo se ele tem a preocupação com a destinação desse resíduo”, conta o sócio diretor da empresa, José Augusto Garutti.
O serviço é oferecido em todas as capitais e suas respectivas regiões metropolitanas. Por mês a empresa movimenta mais de 150 toneladas de lixo, 100% destinado à reciclagem. “Nosso desafio não está apenas na logística reversa destes resíduos, mas principalmente em assumir o compromisso na busca contínua da reciclagem destes resíduos, que são reaproveitados na cadeia produtiva. Em um sofá, por exemplo, temos a madeira e a borracha como matéria-prima reciclável, e tecido e espuma sendo utilizado para arte sustentável. Este é o conceito da sustentabilidade sendo aplicado na prática, o verdadeiro elo entre a parte social, ambiental e econômica”, complementa Garutti.
Sobre a Ecoassist Serviços Sustentáveis
A Ecoassist (www.ecoassist.com.br) é pioneira na prestação de serviços sustentáveis no mercado segurador e financeiro, destinado às empresas e pessoas físicas. Atualmente, gerencia mais de 150 toneladas/mês de resíduos, onde todo o processo é certificado, da descaracterização dos resíduos à reciclagem. Conta com mais de um milhão de clientes cadastrados aptos para utilizar o serviço de Descarte Ecológico, e pretende dobrar esta base de clientes até o final de 2013. No portfólio da empresa também consta o serviço de Consultoria Ambiental (dicas com as melhores práticas para economia de energia, redução do consumo de água, entre outras fontes), e o serviço de Projetos Sustentáveis para a construção civil, com uma equipe homologada de engenheiros e arquitetos especializados, com amplo acervo no portfólio.
E mais uma ano se vai. Toda vez que vou na Árvore de Natal da Bradesco Seguros repenso o ano e começo a organizar o próximo. Muitas pessoas fazem isso nesse dia pelo que pude conversar com algumas das mais de 200 mil pessoas que estiveram presentes a inauguração da 17a. edição na noite do dia 2 de dezembro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Impressionante como a equipe envolvida se supera. “A cada ano a Árvore está mais linda, não acham”, afirmava, sob forte emoção, Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, o maior grupo segurador da América Latina, com alguns dos mais de 200 convidados reunidos em um palanque montado em frente a árvore. “Com certeza. Cada ano mais linda”, respondiam todos. Lá estavam políticos, empresários, clientes, artistas e funcionários que ajudam a construir a organização ano após ano. Era possível ver a emoção no rosto de todos: de Braguinha, fundador da Bradesco Seguros, até bebes de colo que dançavam ao som de Simone e ficaram hipnotizados com a queima de fogos. Um emocionante balé de luzes e desenhos no céu do Rio, tendo a árvore como palco. “Sete minutos de pura emoção”, comentou o sempre feliz e simpático Norton Glables Labes, presidente da Bradesco Capitalização, ao ouvir o Coral da Fundação Bradesco, com as vozes de 50 alunos integrantes das escolas da Fundação Bradesco de Osasco, na Grande São Paulo, e do Rio de Janeiro.
O grupo não comenta quanto investe em cultura e lazer. Mas até para um observador pouco atento é possível perceber que o Bradesco, que tem Luiz Carlos Trabuco, filósofo por formação no comando, não economiza recursos para a cada dia mais para contribuir com o lazer e a cultura do brasileiro. E de seus clientes. Trabuco fez questão de apertar a mão dos convidados, agradecendo a presença no evento promovido com muito carinho para as pessoas.
O mais recente anúncio foi o patrocínio ao espetáculo Rei Leão, previsto para março de 2013, liderando a lista dos já apresentados em 2012 como a Família Adams e os Esplendores do Vaticano para citar alguns os que ainda estão em cartaz. Temos as mais de 20 edições da corrida de longevidade. “Queremos incentivar a população a cuidar da sua saúde, física e mental, pois queremos um país cada dia mais desenvolvido e rico”, afirma Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência.
Temos também a ciclofaixa em São Paulo, que se amplia em São Paulo e se estende a outras cidades do Brasil. E o investimento master: o patrocínio oficial aos Jogos Olímpicos em 2016. “Temos muitos desafios pela frente, para preparar o país para sediar os mundiais. São muitas oportunidades de negócios para todos, especialmente para as seguradoras, que tem um papel fundamental para dar suporte aos projetos, garantindo que eles serão finalizados mesmo diante de imprevistos”, comentou Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto RE.
Todos os investimentos em marketing têm o mesmo intuito: tocar o coração para deixar corpo, alma e mente saudáveis. O que Marcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde, agradece. “O Brasil melhora, em todos os aspectos, a cada ano, assim como a Árvore”, comenta ele ao lado da esposa, Solange Beatriz, diretora da CNseg, que se emocionou durante todo o espetáculo ao som de Emílio Santiago, Simone, Coral da Fundação Bradesco e Orquestra de Barra Mansa.
É por essas e outras, que o grupo cresce ano a ano. Até setembro de 2012, o faturamento atingiu R$ 31,1 bilhões nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta, 17,3% acima dos R$ 26,5 bilhões totalizados no mesmo período de 2011. Isso em um período que o PIB teve um desempenho pífio e frustrou até mesmo o governo. Para 2013, a expectativa é crescer acima da média do mercado, que projeta manter o rtimo dos 20% de 2012. “Temos muitas novidades para o ano. Vamos movimentar a imprensa com tantas notícias”, diz Eugênio Velasques, executivo responsável por colocar em prática as políticas de microsseguros e intensificar as parcerias de afinidades, entre tantas outras funções dentro do grupo.
Como cantou Simone na festa, o ano termina e nasce outra vez. Todos agradecem as iniciativas do Bradesco. A bandeira dos atletas e da sociedade é “Agora é Bra”, para a alegria e emoção de Jorge Nasser, diretor de marketing do conglomerado Bradesco, e de Alexandre Nogueira, superintendente de marketing do grupo segurador, que responde por quase 30% do lucro do banco. Parabéns por mais este grande espetáculo.
Os corretores, de todo o Brasil, têm um grande desafio pela frente. Vivemos um momento de readequação na forma de pensar o futuro. De se preparar para o futuro. Os sistemas oficial e privado de previ- dência são pressionados a mudar para se adaptar a um cenário de taxas de juros menores. E neste momento, todo cuidado é pouco, segundo o consultor e econo- mista Luiz Calado, do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros).
“Ninguém acreditava que poderia existir um cisne negro. Todos acreditam apenas que existia um cisne branco. Mas setembro de 2008 está ai para mostrar que tudo é possível”, disse durante palestra proferida no evento “Mesa Redonda – Os efeitos da atual política de juros no mercado de seguros e previdência”, promovido em São Paulo, pela Escola Nacional de Seguros.
Ele se referiu ao maior pico da bolsa em 2008, quando a BM&FBovespa atingiu 73 mil pontos. Naquela época, as principais revistas do país traziam matérias de capa como “Faça dinheiro com ações”, ou jovens que ficaram famosos com o enredo “Ganhei R$ 1 milhão na Bolsa”. Bem, tudo isso desapareceu com a crise financeira, trazendo todos a uma realidade mais amarga. O Brasil registrou o maior derretimento dos lucros da bolsa da época, chegando a pouco mais de 40 mil pontos. Os papéis amargaram mais de 50% de perda.
E o que isso tem a ver com o Cisne Negro? “Quando o mercado está subindo, todos projetam cenários positivos. Mas é preciso olhar o cisne negro, que surge para quebrar com a nossa expectativa”, diz o economista, estimulando que as pessoas avaliem as informações antes de escolher uma estratégia. Se seguir o curso da maioria, corre o risco de se arrepender, de perder tempo, dinheiro, clientes e amigos.
Faria fez uma pesquisa com 52 seguradoras, usando o banco de dados público da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O estudo mostrou que nas seguradoras do segmento de seguros gerais, o resultado financeiro sobre o prêmio ganho passou de 15% em 2003 para 8% em agosto de 2012. O índice combinado melhorou dez pontos percentuais, passando de 110% para 102%.
Dentro deste contexto, Lauro Vieira de Faria, economista da Escola Nacional de Seguros, divulgou um estudo sobre o que as seguradoras brasileiras já fizeram para se adaptarem a um cenário de queda de juros. “O estudo revela que elas já fizeram ajustes sig- nificativos para conviver com taxas de juros menores, mas ainda precisam adotar estratégias para manter o nível de retorno financeiro ao acionista”, diz Faria.
Segundo ele, a cada um ponto percentual de redu- ção da taxa de juros, as seguradoras precisam melhorar em um ponto percentual o índice combinado (fatura- mento menos despesas e pagamentos de indenizações), indicador conhecido no setor por medir a eficiência operacional de uma companhia. Quanto menor, melhor. “Se comparado ao mercado internacional, onde a relação é de a cada um ponto percentual de queda de juros há uma necessidade de melhorar três pontos percentuais de índice combinado, as seguradoras no Brasil estão muito capitalizadas”, afirma.
As seguradoras do ramo vida devem ser mais atin- gidas pela baixa da taxa de juros, acredita Faria. “Mas é preciso olhar cada caso, empresa a empresa”, citou. Já seguros gerais, que envolvem bens patrimoniais, têm menos chance de serem afetados em razão dos contratos serem de curto prazo de, no máximo, um ano.
A rentabilidade sobre o patrimônio médio pra- ticamente se manteve em 8%, com um pico de 17% nos anos de 2006, 2007 e 2011. Segundo ele, os in- vestidores estão acostumados com uma faixa de 12%. “Então, para retornar a esse patamar, as seguradoras de seguros gerais precisam acelerar estratégias para aumentar a rentabilidade neste cenário de queda de taxas de juros”, afirma Faria.
As seguradoras de vida mostram outro cenário, uma vez que os passivos são mais de longo prazo, ao contrário de seguros gerais, onde a maioria dos con- tratos de seguros tem vigência de um ano. Na média entre as 26 seguradoras pertencentes à amostra, o resultado financeiro sobre o prêmio ganho que era de 22% em 2003 caiu para 6% em agosto de 2012. A rentabilidade sobre o PL se manteve em 25%, com um pico de 46% em 2005. Ou seja, um elevado índice de remuneração ao acionista.
Não é possível saber se esse ajustamento revelado na pesquisa procede de aumento de preço, da me- lhora da subscrição, da redução de custos. “Acredito que esse ajustamento veio de ganho operacional”, comentou Faria.
As alternativas para compensar o vácuo deixado pela redução do ganho financeiro são aumento do preço, ampliação do portfolio e área de abrangência da companhia e redução de custos. Outra saída é apli- car as reservas técnicas (valores que garantem que a seguradora vai ter recursos para pagar a indenização no futuro) em ativos de maior risco, numa tentativa de aumentar o retorno da carteira de investimentos.
Também é possível fazer uma alavancagem maior entre prêmio e patrimônio. Faria acha pouco provável a alavancagem, em razão das amarras regulatórias e maior fiscalização das companhias por parte da Susep. O economista também não acredita que as companhias consigam aumentar o preço do seguro diante de um mercado extremamente competitivo. Para ele, a aposta do setor está na melhoria operacional por meio do ganho de escala ao conquistar mais clientes para o setor de seguros.
A pergunta que não quer calar foi feita por um dos corretores presentes. “Por que as seguradoras não fizeram um hedge para garantir o resultado fi nanceiro quando estavam ganhando rios de dinheiro sem repassar ao cliente, ganhando taxas de 15% e pagando 6%, se era claro a queda das taxas de ju- ros?”. Segundo Faria, as seguradoras são reguladas e não podem fazer operações de derivativos. “Uma coisa é fazer hedge nos EUA e outra é fazer hedge no Brasil”, diz ele.
Bem, a nova realidade é que a Susep olha para o tema e vislumbra exigir das seguradoras um forte aporte financeiro para garantir que elas terão recur- sos suficientes para fazer frente aos planos vendidos no passado com garantias de rentabilidade. Segundo um teste de resistência feito pelo órgão regulador, a necessidade de aumento de provisões por parte das seguradoras seria de R$ 6 bilhões, informou o Valor Econômico recentemente.
Os atuais, como PGBL e VGBL, não apresentam riscos, pois a rentabilidade prometida é a obtida pela aplicação dos recursos no mercado financeiro. O pro- blema aqui são as taxas cobradas, de carregamento (sobre os aportes) e de administração (sobre o patri- mônio acumulado), que em alguns casos superam em muito a rentabilidade obtida pelo gestor. “As taxas de fundos fechados cobradas dos participantes vao de 4% a 15%”, informou Wilma Gomes Torres, da Previc. “Um percentual elevadíssimo se considerarmos os rendimentos atuais, com juro real de 1,5%. “Vamos atacar esse problema em 2013”.
Já para os planos que garantem rentabilidade e também para aqueles que querem ganhar algo além do juro real, hoje na casa dos 1,5% no Brasil e negativo em países como Japão e Estados Unidos, será preciso assumir riscos. “E numa hora dessa, o corretor tem de estar bem informado sobre o mercado financeiro e sobre a saúde da seguradora que escolhe para seu cliente”, enfatizou Marcelo Caetano, do IPEA.
Viena mantém a primeira posição como a cidade com a melhor qualidade de vida mundial, segundo a Pesquisa de Qualidade de Vida 2012 da Mercer. Zurique e Auckland ocupam o segundo e o terceiro lugares, respectivamente, e Munique (foto) o quarto lugar, seguida de Vancouver, que alcançou o quinto lugar. Düsseldorf caiu uma posição e atingiu o sexto lugar na classificação seguida por Frankfurt no sétimo lugar, Genebra em oitavo, Copenhague em nono e Berna e Sidney na décima posição.
Nas Américas, as cidades canadenses continuam dominando o topo do ranking, com Vancouver em 5º lugar, seguida por Ottawa (14), Toronto (15) e Montreal (23). Nos Estados Unidos, Honolulu (28) e São Francisco são as cidades ocupando a primeira posição do país, seguida por Boston (35). Chicago está classificado no 42º lugar, enquanto Washington, DC, ocupa a 43ª posição. Detroit (71) é a cidade americana que ocupa o último lugar na pesquisa realizada pela Mercer.
Mundialmente, as cidades com a qualidade de vida mais baixa são Khartoum, Sudão (217); N’Djamena, República do Chade (218); Porto Príncipe, Haiti (219); e Bangui, República Centro-Africana (220). Bagdá, Iraque (221) está na última posição.
A Mercer realiza a pesquisa anualmente visando ajudar empresas multinacionais e outras organizações a remunerarem os seus empregados de maneira justa quando eles são transferidos para o exterior. Os relatórios de Qualidade de Vida da Mercer fornecem informações valiosas e recomendações sobre adicionais que compensem possíveis diferenças para grandes cidades ao redor do mundo. A lista do índice de Qualidade de Vida elaborada pela Mercer abrange 221 cidades, classificadas em comparação à Nova Iorque como base.
Este ano, a classificação identifica separadamente as cidades com a melhor infraestrutura considerando serviços de fornecimento de energia elétrica, disponibilidade de água, telefonia e serviço postal, transporte público, congestionamento do trânsito e a diversidade de vôos internacionais oferecida pelos aeroportos locais. Cingapura encabeça o índice, seguida por Frankfurt e Munique em segundo lugar. Copenhague (4) e Düsseldorf (5) ocupam as duas próximas colocações, enquanto Hong Kong e Londres compartilham o sexto lugar. Porto Príncipe (221) ocupa o último lugar na lista.
Entre as cidades brasileiras, o Rio de Janeiro ocupa a 98ª posição, seguido por Brasília (101) e São Paulo (116).
“Para que as empresas multinacionais possam assegurar que seus expatriados sejam remunerados de forma apropriada, com auxílio de qualidade de vida adequados em seus pacotes de remuneração, elas precisam estar cientes de eventos e circunstâncias locais, “disse Slagin Parakatil, Pesquisador Sênior da Mercer. “Fatores como estabilidade interna, eficácia no cumprimento de leis, níveis de criminalidade e instalações médicas são importantes considerações no momento de decisão sobre uma transferência para o exterior, bem como o impacto no cotidiano que possa ser encontrado pelo expatriado em colocações no exterior.”
Parakatil acrescentou, “Infraestrutura tem um efeito significativo na qualidade de vida que os expatriados vivenciam. Ainda que normalmente se dê por certa quando funciona de acordo com um alto padrão, a infraestrutura de uma cidade é capaz de causar dificuldades severas quando ela é deficiente. As empresas precisam fornecer auxílios adequados para remunerar seus empregados internacionais garantindo, assim, que eles tenham apoio durante essas e outras dificuldades.”
Américas
As cidades canadenses ainda encabeçam o índice nesta região, com Vancouver (5) mantendo a primeira colocação regional, seguida por Ottawa (14), Toronto (15) e Montreal (23). Calgary está no 32º lugar na classificação geral de qualidade de vida. No geral, praticamente não houve qualquer movimentação nas classificações entre as cidades canadenses de 2011 a 2012, com Calgary subindo uma posição, Montreal descendo uma posição, e as demais cidades permanecendo inalteradas.
Honolulu (28) é a cidade nos Estados Unidos com a maior qualidade de vida, seguida por São Francisco (29) e Boston (35). Chicago ocupa o 42º lugar e Washington, DC, o 43º. Nova Iorque– a cidade-base – está na 44ª posição. Nas Américas Central e do Sul, Pointe a Pitre, Guadalupe, possui o maior índice de qualidade de vida, ocupando a 63ª posição. San Juan, Porto Rico, segue no 72º lugar e Montevidéu na 77ª posição. Porto Príncipe, Haiti, (219) tem a menor classificação na região.
Parakatil comentou, “No geral, houve pouca mudança nas classificações das cidades norte-americanas. Diversas cidades localizadas na América do Sul e na América Central passaram por mudanças positivas, essencialmente por conta de uma melhoria modesta em suas áreas de infraestrutura e recreação. Entretanto, as questões políticas e os problemas de segurança, juntamente com desastres naturais, continuam a prejudicar a qualidade de vida das cidades da América do Sul e da América Central. Altos níveis de criminalidade também continuam sendo um grande problema.”
Em termos de infraestrutura urbana, Vancouver (9) é a primeira na região com Atlanta e Montreal ocupando o 13º lugar na classificação. Outras cidades canadenses que obtiveram uma alta pontuação na classificação foram Toronto (16) e Ottawa (25). Nos Estados Unidos, Dallas alcançou a 15ª posição, seguida por Washington, DC (22), Chicago (28) e Nova Iorque(30). Já Buenos Aires, Argentina (83), possui a melhor infraestrutura nas Américas do Sul e Central, enquanto Porto Príncipe é a última da lista, ocupando o 221º lugar.
Europa
15 cidades européias estão entre as 25 cidades do mundo com a melhor qualidade de vida. Viena mantém a posição mais alta na região e no mundo. O restante das 10 cidades melhores colocados no ranking é dominado por cidades da Alemanha e da Suíça, com três cidades cada entre as 10 primeiras. Zurique (2) é seguida por Munique (4), Düsseldorf (6), Frankfurt (7), Genebra (8), Copenhague (9) e Berna (10). Atenas (83) e Belfast (64) são as cidades com a menor classificação na Europa Ocidental.
Outras cidades européias entre as 25 primeiras colocações são Amsterdã (12), Berlin (16), Hamburgo (17), Luxemburgo (19), Estocolmo (19), Bruxelas (22), Nuremberg (24) e Stuttgart (27). Paris está na 29ª posição e é seguida por Helsinki (32), Oslo (32) e Londres (38). Dublin caiu nove posições na classificação em relação ao ano passado e chegou ao 35º lugar, principalmente devido à combinação de enchentes de grandes proporções e um aumento nos índices de criminalidade. Lisboa atingiu o 44º lugar, seguida por Madri (49) e Roma (52). Praga, República Tcheca (69), é a cidade da Europa Ocidental com a mais alta classificação, seguida por Budapeste, Hungria (74); Ljubljana, Eslovênia (75); Vilnius, Lituânia (79); e Varsóvia, Polônia (84). Tbilisi, Geórgia (213), é a cidade européia ocupando o último lugar.
“No geral, as cidades européias continuam mantendo uma qualidade de vida alta por conta de uma combinação de maior estabilidade, elevação dos padrões de vida e infraestruturas avançadas,” disse Parakatil. “Porém, a turbulência econômica, a tensão política e o alto índice de desemprego em alguns países europeus continuam sendo problemáticos na região.”
Com seis cidades na lista das 10 melhores colocadas, as cidades européias também estão bem posicionadas na classificação de infraestrutura urbana. Frankfurt e Munique têm a maior pontuação, em segundo lugar, seguidas por Copenhague (4) e Düsseldorf (5). Londres (6) e Hamburgo (9) são seguidas por Paris no 12º lugar. Budapeste (67) é a cidade com a maior classificação em infraestrutura urbana na Europa Oriental, seguida por Vilnius (74) e Praga (75), enquanto Yerevan (189) e Tbilisi (201) têm a menor classificação.
“A infraestrutura das cidades alemãs e dinamarquesas está entre as melhores no mundo, em parte devido às instalações aeroportuárias de primeira classe, conectividade internacional e doméstica e um alto padrão de serviços públicos,” comentou Parakatil. “A alta classificação de Londres no índice de infraestrutura reflete uma combinação de alto nível de serviços públicos oferecidos, com o seu extensivo sistema de transporte público incluindo aeroportos, o metrô de Londres e os serviços ferroviários.”
Ásia-Pacífico
Auckland (3) conserva sua posição como a cidade com a maior classificação em qualidade de vida na região. Sydney segue no 10º lugar, Wellington no 13º, Melbourne no 17º e Perth na 21ª colocação. Cingapura mantém a maior classificação entre as cidades asiáticas, ocupando o 25º lugar, seguida pelas cidades japonesas de Tóquio (44), Kobe (48), Yokohama (49) e Osaka (57). Hong Kong (70), Seul (75), Kuala Lumpur (80), Taipei (85) e Xangai (95) são outras grandes cidades asiáticas classificadas entre as 100 melhores colocadas. As cidades com a menor classificação na região são Dhaka, Bangladesh (203); Bishkek, Quirguistão (204); e Dushanbe, Tajiquistão (207).
No quesito infraestrutura urbana, Cingapura ocupa a primeira colocação mundial, seguida por Hong Kong (6), Sydney (8), Perth (25), Tóquio (32) e Melbourne (34). Adelaide e Brisbane ocupam juntas a 37ª posição. Nagoya (41), Auckland (43), Kobe (44), Wellington (48), Seul (50) e Osaka (51) são as próximas cidades com a maior classificação na região. Dhaka, Bangladesh (205), é a cidade da região com a pontuação mais baixa em infraestrutura.
“É possível observar uma lacuna notável entre as cidades do Ásia-Pacífico, onde várias melhoraram na região em parte por conta do investimento maciço em infraestrutura e serviços públicos,” disse Parakatil. “A concorrência entre municípios continua aumentando para atrair multinacionais, estrangeiros, expatriados e turistas. No entanto, um número considerável de cidades asiáticas apresenta uma classificação no quartil mínimo, principalmente devido a fatores como, por exemplo, alta volatilidade política, infraestrutura deficiente e serviços públicos obsoletos.”
Oriente Médio e África
Dubai (73) e Abu Dhabi (78) nos Emirados Árabes Unidos são as cidades da região com a melhor qualidade de vida. Port Louis nas Ilhas Maurício (82), Cidade do Cabo (89) e Joanesburgo (94) seguem, e juntamente com Victoria em Seychelles (96) e Tel Aviv (99), são as únicas demais cidades da região nas 100 melhores classificadas. Esta região tem 15 cidades na lista das 20 cidades com menor pontuação, incluindo Lagos, Nigéria (202); Bamako, Mali (209); Khartoum, Sudão (217); e N’Djamena, República do Chade (218). Bagdá, Iraque (221), é a cidade com a menor classificação regional e globalmente.
No índice de infraestrutura urbana, a maioria das cidades da região ocupam lugares abaixo to 100º. As exceções são Dubai (34), com a maior posição na região em infraestrutura urbana, Tel Aviv (58), Abu Dhabi (72), Port Louis (91), Muscat (94), Cairo (95) e Cidade do Cabo (97). Port Louis, Cairo e Cidade do Cabo são as únicas cidades africanas dentre as 100 melhores colocadas. Nas demais cidades da região, Doha, Qatar ocupa o 102º lugar, Túnis, Tunísia, o 103º e Manama, Bahrain na 110ª posição. Em termos de infraestrutura urbana, Bagdá, Iraque (220) é a cidade com a classificação mais baixa na região, juntamente com Sana, Iêmen (219); Brazzaville, Congo (218); Kigali, Ruanda (217); e Abuja, Nigéria (215).
“A inquietação atual em muitos países na África do Norte e no Oriente Médio tem gerado graves problemas de segurança para seus nativos e expatriados,” disse Parakatil. “Muitos países continuam a vivenciar violência por meio de manifestações políticas que, às vezes, se transformam em revoltas maciças e produzem uma instabilidade de sérias proporções na região. Países como Síria e Mali presenciam a queda substancial de seus níveis de qualidade de vida. Os empregadores devem monitorar continuamente a situação nestes países, pois as circunstâncias podem piorar rapidamente. As empresas precisam ter a condição de implementar planos de mitigação de maneira proativa como, por exemplo, repatriação de emergência, ou adaptar os pacotes de remuneração do expatriado de acordo com a necessidade.”
Notas aos editores
Os rankings mundiais são produzidos anualmente a partir da mais recente Pesquisa de Qualidade de Vida conduzida pela Mercer. São produzidos relatórios individuais para cada uma das cidades pesquisadas. A pesquisa também disponibiliza índices comparativos de qualidade de vida entre uma cidade-base e uma cidade-destino, assim como comparativos entre múltiplas cidades. Mais informações estão disponíveis no site www.mercer.com/qualityofliving.
A lista dos rankings está à disposição de jornalistas como referência e não deve ser publicada integralmente. As publicações e outros veículos de comunicação podem reproduzir as 10 cidades que encabeçam a pesquisa e as 10 que ocuparam a última posição em uma lista dentro de uma tabela. Os dados foram coletados amplamente entre setembro de novembro de 2012, e serão atualizados regularmente de maneira a considerar mudanças. Especificamente, as avaliações serão revisadas para que reflitam desenvolvimentos políticos, econômicos e ambientais significativos.
Expatriados em locais difíceis: Determinando auxílios e incentivos apropriados
As empresas precisam ter a condição de determinar os pacotes de remuneração de seus expatriados de maneira racional, consistente e sistemática. Fornecer incentivos para recompensar e reconhecer os esforços que os empregados e seus familiares fazem quando assumem uma transferência para o exterior ainda é uma prática comum, principalmente em relação a localidades difíceis. Dois incentivos comuns incluem um auxílio de qualidade de vida e o prêmio de mobilidade.
• Os auxílios para qualidade de vida ou “hardship” são uma forma de compensar a diferença na qualidade de vida dos expatriados entre seu país de origem e o de destino.
• Em contrapartida, um prêmio de mobilidade simplesmente compensa a inconveniência de ser transferido ou ter que trabalhar em outro país.
Um auxílio de qualidade de vida está normalmente relacionado a uma localidade, enquanto o prêmio de mobilidade no geral independente do local de destino. Algumas empresas multinacionais combinam os prêmios, mas a maioria os concede separadamente.
Recomendações da Mercer para auxílio de qualidade de vida
A Mercer avalia as condições de vida local em todas as 420 cidades pesquisadas mundialmente. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 fatores, agrupados em 10 categorias:
─ Ambiente político e social (estabilidade política, crime, cumprimento de leis etc.)
─ Ambiente econômico (regulamentações sobre taxa de câmbio, serviços bancários etc.)
─ Ambiente sociocultural (censura, limitações para liberdade pessoal etc.)
─ Saúde e vigilância sanitária (suprimentos e serviços médicos, doenças infecciosas, saneamento, descarte de resíduos, polução do ar etc.)
─ Escolas e educação (padrão e disponibilidade de escolas internacionais etc.)
─ Serviços e transporte público (eletricidade, água, transporte público, congestionamento de trânsito etc.)
─ Recreação (restaurantes, teatros, cinemas, esportes e lazer etc.)
─ Bens de consumo (disponibilidade de alimentos/artigos de consumo diário, carros etc.)
─ Moradia (moradia, eletrodomésticos, móveis, serviços de manutenção etc.)
─ Ambiente natural (clima, registro de desastres naturais
O antenado consultor Francisco Galiza não deixou passar o editorial do Financial Times sobre a importância da indústria do seguros diante dos estragos causados pelo furação Sandy. “É oportuno destacar alguns pontos do texto”, diz ele em seu artigo semanal. Veja abaixo os trechos destacados:
O segmento como fator de bem estar social, compensando as perdas das pessoas e empresas em seus momentos mais críticos.
O seguro foi uma das grandes invenções da humanidade, proporcionando a transferência do risco daqueles que procuram proteção para aqueles com uma estratégia oposta.
O editorial ressalta a importância da regulação para a manutenção de um mercado com condições justas.
Para os países de menor renda, deve-se buscar o aumento da presença do seguro entre seus habitantes, sobretudo pelo fato de os meios de subsistência destes serem extremamente vulneráveis a desastres naturais ou a outros infortúnios.
Segue o texto original.
EDITORIAL, November 9, 2012
Praise to insurers
As residents of the US eastern seaboard patch up their lives amid the devastation wrought by Hurricane Sandy, one fact offers consolation: insurance will compensate many of them for at least a share of their material losses. It is a good occasion to acknowledge the good that financial businesses can do. While finance has been maligned as a “socially useless” activity, some financial services are essential contributors to human wellbeing. Insurance is among them.
The lost lives and vanished homes cannot be brought back. But for many storm victims, insurance companies may well end up covering half of the total material damage, estimated at up to $50bn. A functioning insurance market mitigates people’s losses and helps them to get back on their feet.
There is of course no need to be rosy-eyed about the insurance industry: the companies are in it for the money. The dispute on whether Sandy was a “hurricane” or a “post-tropical cyclone”, which determines the size of the deductibles, is unseemly albeit unavoidable. So, in the past, was the sorry quarrel about whether 9/11 attacks were two separate acts of terrorism or a single insurable event.
But overall, insurance companies make their profits by shifting risk from those seeking protection to those willing to take a risk. This is not only efficient. It also means that those afflicted by disaster receive more humane treatment than would be possible with only charity to rely on.
Next to technology, insurance is one of humanity’s great inventions to free itself from dominance by nature and vulnerability to acts of God. Its usefulness was starkly illustrated in 2010, when earthquakes hit Haiti and Chile only weeks apart. While tragic, Chile’s loss of life and property was tiny compared to Haiti’s. In part this was thanks to better construction rules. But Chileans were also better insured, and much of the monetary burden was lifted by an international insurance industry.
Insurance markets can still be improved, however. In the US, flood insurance is often subsidized, encouraging more people to live in flood-prone areas than would otherwise be the case. There and elsewhere, good regulation is essential.
But in many cases, the problem is lack of insurance, particularly among the world’s poorest. Part of what keeps them in poverty is that their livelihoods are so vulnerable to natural disasters or other misfortune. Millions could be released from poverty traps by deeper and broader insurance markets.
What is true of insurance applies to other fields of finance. The financial sector’s basic function is to shift risk from those who are unwilling to bear it to those who are, and to channel capital from savers to those with investments to fund. Finance is socially useful so long as it fulfils this mission.
Desbravar um mercado que ninguém se dispôs a conquistar. Esse foi o desafio que encorajou Fabio Pinho a trocar o comando de uma resseguradora local para ficar à frente da Essor Seguros. “O projeto me fascina dia após dia. Temos tanto a fazer. Meu maior concorrente hoje é a falta de cultura da indústria da construção com o seguro decenal”, comentou.
Até então o assunto era comovente. Uma história de vida profissional em ascensão, de um executivo que aos 48 anos chega ao comando de uma seguradora fruto da joint venture entre dois grupos franceses, Mutuelle des Architectes Français Assurances e Grupo Scor Global. Mas quando entrou a palavra “seguro decenal”, tudo ficou complicado. Afinal, o que significa isso? Me lembro que a SulAmérica lançou essa cobertura, mas faz tanto tempo e por não ter feito sucesso em razão do preço elevado por conta do monopólio de resseguro na época, que esqueci.
Logo se percebe que realmente é verdade quando o executivo comentou que acha a paternidade a melhor profissão do mundo. Pinho sorri e responde, como se fosse a primeira vez que dá uma aula sobre o assunto. “O seguro decenal protege o incorporador e o consumidor contra quaisquer danos estruturais da construção, como fundação alicerces, pilares, vigas, entre outros problemas que podem gerar perdas para a construtora.
O prazo de validade da cobertura é de 10 anos, sendo que cinco deles a seguradora indeniza a construtora, que legalmente é a responsável por erros técnicos segundo determina o Código Civil. “Quando acaba a garantia da construtora, os investidores dos empreendimentos residenciais contam com mais cinco anos de garantia para danos cobertos pelo contrato”, explica. Ele lamenta o grupo não ter começado no Brasil quando os estádios de futebol da Copa estavam sendo licitados. “Poderíamos contribuir muito”, lamenta, lembrando que sem esse seguro quaisquer rachaduras, por exemplo, terão de contar com recursos públicos caso venham a apresentar problemas após cinco anos.
Essa tem sido a rotina de Pinho nos últimos quatro meses. Explicar para as pessoas o funcionamento de um produto que é popular na França, país onde é comercializado há 40 anos. Espanha opera com o seguro há 20 anos, China há 10 anos e o México há cinco anos. “No Brasil, somos pioneiros, o que exige do grupo um grande esforço de divulgação e aculturamento dos engenheiros e investidores”, diz.
A aceitação do produto, segundo ele, tem sido muito boa. Afinal, ninguém faz um prédio para cair. Mas erros acontecem e podem causar perdas significativas para as construtoras e para os clientes. “Quem não se lembra do caso Palace, no Rio de Janeiro”, lembra. Trata-se do desabamento do edifício na Barra da Tijuca, em fevereiro de 1988, quando oito pessoas morreram soterradas e até hoje os proprietários lutam para reconstruir a perda do patrimônio.
Vários contatos já foram feitos e há grandes perspectivas de fechar negócios significativos em 2013 tanto do decenal, produto inédito na América Latina, como também do seguro de garantia, que foi o primeiro a ser lançado pelo grupo, em agosto deste ano. São seguros com um prazo médio de seis meses de maturação e que precisam ser incluídos no orçamento da obra desde o início.
É praticamente impossível fazer o seguro após as obras já terem sido iniciadas, uma vez que a subscrição do risco exige análises do solo, dos materiais utilizados e acompanhamento do processo de fundação. ˜São fases determinantes para garantir a rentabilidade da operação. Treinamos uma equipe de engenheiros, responsáveis por assessorar os responsáveis pela obra em todas as etapas. Eles acompanham e recomendam ações caso haja algo no andamento da obra que possa ocasionar problemas futuros”, explica.
Segundo Pinho, o custo do seguro decenal gira em torno de 1% do orçamento da obra. “A experiência nos mostra que ter o seguro é um grande facilitador de vendas, e que acaba se diluindo com a economia obtida pelo menor prazo de campanhas de vendas. A expectativa do grupo é atingir R$ 1,3 bilhão em contratos nos próximos cinco anos. Considerando-se que o Brasil é um verdadeiro canteiro de obra, a Essor tem um campo fértil para explorar.
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