Viena, Zurique, Auckland e Munique são as cidades com melhor qualidade de vida, segundo Mercer

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Viena mantém a primeira posição como a cidade com a melhor qualidade de vida mundial, segundo a Pesquisa de Qualidade de Vida 2012 da Mercer. Zurique e Auckland ocupam o segundo e o terceiro lugares, respectivamente, e Munique (foto) o quarto lugar, seguida de Vancouver, que alcançou o quinto lugar. Düsseldorf caiu uma posição e atingiu o sexto lugar na classificação seguida por Frankfurt no sétimo lugar, Genebra em oitavo, Copenhague em nono e Berna e Sidney na décima posição.

Nas Américas, as cidades canadenses continuam dominando o topo do ranking, com Vancouver em 5º lugar, seguida por Ottawa (14), Toronto (15) e Montreal (23). Nos Estados Unidos, Honolulu (28) e São Francisco são as cidades ocupando a primeira posição do país, seguida por Boston (35). Chicago está classificado no 42º lugar, enquanto Washington, DC, ocupa a 43ª posição. Detroit (71) é a cidade americana que ocupa o último lugar na pesquisa realizada pela Mercer.

Mundialmente, as cidades com a qualidade de vida mais baixa são Khartoum, Sudão (217); N’Djamena, República do Chade (218); Porto Príncipe, Haiti (219); e Bangui, República Centro-Africana (220). Bagdá, Iraque (221) está na última posição.

A Mercer realiza a pesquisa anualmente visando ajudar empresas multinacionais e outras organizações a remunerarem os seus empregados de maneira justa quando eles são transferidos para o exterior. Os relatórios de Qualidade de Vida da Mercer fornecem informações valiosas e recomendações sobre adicionais que compensem possíveis diferenças para grandes cidades ao redor do mundo. A lista do índice de Qualidade de Vida elaborada pela Mercer abrange 221 cidades, classificadas em comparação à Nova Iorque como base.

Este ano, a classificação identifica separadamente as cidades com a melhor infraestrutura considerando serviços de fornecimento de energia elétrica, disponibilidade de água, telefonia e serviço postal, transporte público, congestionamento do trânsito e a diversidade de vôos internacionais oferecida pelos aeroportos locais. Cingapura encabeça o índice, seguida por Frankfurt e Munique em segundo lugar. Copenhague (4) e Düsseldorf (5) ocupam as duas próximas colocações, enquanto Hong Kong e Londres compartilham o sexto lugar. Porto Príncipe (221) ocupa o último lugar na lista.

Entre as cidades brasileiras, o Rio de Janeiro ocupa a 98ª posição, seguido por Brasília (101) e São Paulo (116).

“Para que as empresas multinacionais possam assegurar que seus expatriados sejam remunerados de forma apropriada, com auxílio de qualidade de vida adequados em seus pacotes de remuneração, elas precisam estar cientes de eventos e circunstâncias locais, “disse Slagin Parakatil, Pesquisador Sênior da Mercer. “Fatores como estabilidade interna, eficácia no cumprimento de leis, níveis de criminalidade e instalações médicas são importantes considerações no momento de decisão sobre uma transferência para o exterior, bem como o impacto no cotidiano que possa ser encontrado pelo expatriado em colocações no exterior.”

Parakatil acrescentou, “Infraestrutura tem um efeito significativo na qualidade de vida que os expatriados vivenciam. Ainda que normalmente se dê por certa quando funciona de acordo com um alto padrão, a infraestrutura de uma cidade é capaz de causar dificuldades severas quando ela é deficiente. As empresas precisam fornecer auxílios adequados para remunerar seus empregados internacionais garantindo, assim, que eles tenham apoio durante essas e outras dificuldades.”

Américas

As cidades canadenses ainda encabeçam o índice nesta região, com Vancouver (5) mantendo a primeira colocação regional, seguida por Ottawa (14), Toronto (15) e Montreal (23). Calgary está no 32º lugar na classificação geral de qualidade de vida. No geral, praticamente não houve qualquer movimentação nas classificações entre as cidades canadenses de 2011 a 2012, com Calgary subindo uma posição, Montreal descendo uma posição, e as demais cidades permanecendo inalteradas.

Honolulu (28) é a cidade nos Estados Unidos com a maior qualidade de vida, seguida por São Francisco (29) e Boston (35). Chicago ocupa o 42º lugar e Washington, DC, o 43º. Nova Iorque– a cidade-base – está na 44ª posição. Nas Américas Central e do Sul, Pointe a Pitre, Guadalupe, possui o maior índice de qualidade de vida, ocupando a 63ª posição. San Juan, Porto Rico, segue no 72º lugar e Montevidéu na 77ª posição. Porto Príncipe, Haiti, (219) tem a menor classificação na região.

Parakatil comentou, “No geral, houve pouca mudança nas classificações das cidades norte-americanas. Diversas cidades localizadas na América do Sul e na América Central passaram por mudanças positivas, essencialmente por conta de uma melhoria modesta em suas áreas de infraestrutura e recreação. Entretanto, as questões políticas e os problemas de segurança, juntamente com desastres naturais, continuam a prejudicar a qualidade de vida das cidades da América do Sul e da América Central. Altos níveis de criminalidade também continuam sendo um grande problema.”

Em termos de infraestrutura urbana, Vancouver (9) é a primeira na região com Atlanta e Montreal ocupando o 13º lugar na classificação. Outras cidades canadenses que obtiveram uma alta pontuação na classificação foram Toronto (16) e Ottawa (25). Nos Estados Unidos, Dallas alcançou a 15ª posição, seguida por Washington, DC (22), Chicago (28) e Nova Iorque(30). Já Buenos Aires, Argentina (83), possui a melhor infraestrutura nas Américas do Sul e Central, enquanto Porto Príncipe é a última da lista, ocupando o 221º lugar.

Europa

15 cidades européias estão entre as 25 cidades do mundo com a melhor qualidade de vida. Viena mantém a posição mais alta na região e no mundo. O restante das 10 cidades melhores colocados no ranking é dominado por cidades da Alemanha e da Suíça, com três cidades cada entre as 10 primeiras. Zurique (2) é seguida por Munique (4), Düsseldorf (6), Frankfurt (7), Genebra (8), Copenhague (9) e Berna (10). Atenas (83) e Belfast (64) são as cidades com a menor classificação na Europa Ocidental.

Outras cidades européias entre as 25 primeiras colocações são Amsterdã (12), Berlin (16), Hamburgo (17), Luxemburgo (19), Estocolmo (19), Bruxelas (22), Nuremberg (24) e Stuttgart (27). Paris está na 29ª posição e é seguida por Helsinki (32), Oslo (32) e Londres (38). Dublin caiu nove posições na classificação em relação ao ano passado e chegou ao 35º lugar, principalmente devido à combinação de enchentes de grandes proporções e um aumento nos índices de criminalidade. Lisboa atingiu o 44º lugar, seguida por Madri (49) e Roma (52). Praga, República Tcheca (69), é a cidade da Europa Ocidental com a mais alta classificação, seguida por Budapeste, Hungria (74); Ljubljana, Eslovênia (75); Vilnius, Lituânia (79); e Varsóvia, Polônia (84). Tbilisi, Geórgia (213), é a cidade européia ocupando o último lugar.

“No geral, as cidades européias continuam mantendo uma qualidade de vida alta por conta de uma combinação de maior estabilidade, elevação dos padrões de vida e infraestruturas avançadas,” disse Parakatil. “Porém, a turbulência econômica, a tensão política e o alto índice de desemprego em alguns países europeus continuam sendo problemáticos na região.”

Com seis cidades na lista das 10 melhores colocadas, as cidades européias também estão bem posicionadas na classificação de infraestrutura urbana. Frankfurt e Munique têm a maior pontuação, em segundo lugar, seguidas por Copenhague (4) e Düsseldorf (5). Londres (6) e Hamburgo (9) são seguidas por Paris no 12º lugar. Budapeste (67) é a cidade com a maior classificação em infraestrutura urbana na Europa Oriental, seguida por Vilnius (74) e Praga (75), enquanto Yerevan (189) e Tbilisi (201) têm a menor classificação.

“A infraestrutura das cidades alemãs e dinamarquesas está entre as melhores no mundo, em parte devido às instalações aeroportuárias de primeira classe, conectividade internacional e doméstica e um alto padrão de serviços públicos,” comentou Parakatil. “A alta classificação de Londres no índice de infraestrutura reflete uma combinação de alto nível de serviços públicos oferecidos, com o seu extensivo sistema de transporte público incluindo aeroportos, o metrô de Londres e os serviços ferroviários.”

Ásia-Pacífico

Auckland (3) conserva sua posição como a cidade com a maior classificação em qualidade de vida na região. Sydney segue no 10º lugar, Wellington no 13º, Melbourne no 17º e Perth na 21ª colocação. Cingapura mantém a maior classificação entre as cidades asiáticas, ocupando o 25º lugar, seguida pelas cidades japonesas de Tóquio (44), Kobe (48), Yokohama (49) e Osaka (57). Hong Kong (70), Seul (75), Kuala Lumpur (80), Taipei (85) e Xangai (95) são outras grandes cidades asiáticas classificadas entre as 100 melhores colocadas. As cidades com a menor classificação na região são Dhaka, Bangladesh (203); Bishkek, Quirguistão (204); e Dushanbe, Tajiquistão (207).

No quesito infraestrutura urbana, Cingapura ocupa a primeira colocação mundial, seguida por Hong Kong (6), Sydney (8), Perth (25), Tóquio (32) e Melbourne (34). Adelaide e Brisbane ocupam juntas a 37ª posição. Nagoya (41), Auckland (43), Kobe (44), Wellington (48), Seul (50) e Osaka (51) são as próximas cidades com a maior classificação na região. Dhaka, Bangladesh (205), é a cidade da região com a pontuação mais baixa em infraestrutura.

“É possível observar uma lacuna notável entre as cidades do Ásia-Pacífico, onde várias melhoraram na região em parte por conta do investimento maciço em infraestrutura e serviços públicos,” disse Parakatil. “A concorrência entre municípios continua aumentando para atrair multinacionais, estrangeiros, expatriados e turistas. No entanto, um número considerável de cidades asiáticas apresenta uma classificação no quartil mínimo, principalmente devido a fatores como, por exemplo, alta volatilidade política, infraestrutura deficiente e serviços públicos obsoletos.”

Oriente Médio e África

Dubai (73) e Abu Dhabi (78) nos Emirados Árabes Unidos são as cidades da região com a melhor qualidade de vida. Port Louis nas Ilhas Maurício (82), Cidade do Cabo (89) e Joanesburgo (94) seguem, e juntamente com Victoria em Seychelles (96) e Tel Aviv (99), são as únicas demais cidades da região nas 100 melhores classificadas. Esta região tem 15 cidades na lista das 20 cidades com menor pontuação, incluindo Lagos, Nigéria (202); Bamako, Mali (209); Khartoum, Sudão (217); e N’Djamena, República do Chade (218). Bagdá, Iraque (221), é a cidade com a menor classificação regional e globalmente.

No índice de infraestrutura urbana, a maioria das cidades da região ocupam lugares abaixo to 100º. As exceções são Dubai (34), com a maior posição na região em infraestrutura urbana, Tel Aviv (58), Abu Dhabi (72), Port Louis (91), Muscat (94), Cairo (95) e Cidade do Cabo (97). Port Louis, Cairo e Cidade do Cabo são as únicas cidades africanas dentre as 100 melhores colocadas. Nas demais cidades da região, Doha, Qatar ocupa o 102º lugar, Túnis, Tunísia, o 103º e Manama, Bahrain na 110ª posição. Em termos de infraestrutura urbana, Bagdá, Iraque (220) é a cidade com a classificação mais baixa na região, juntamente com Sana, Iêmen (219); Brazzaville, Congo (218); Kigali, Ruanda (217); e Abuja, Nigéria (215).

“A inquietação atual em muitos países na África do Norte e no Oriente Médio tem gerado graves problemas de segurança para seus nativos e expatriados,” disse Parakatil. “Muitos países continuam a vivenciar violência por meio de manifestações políticas que, às vezes, se transformam em revoltas maciças e produzem uma instabilidade de sérias proporções na região. Países como Síria e Mali presenciam a queda substancial de seus níveis de qualidade de vida. Os empregadores devem monitorar continuamente a situação nestes países, pois as circunstâncias podem piorar rapidamente. As empresas precisam ter a condição de implementar planos de mitigação de maneira proativa como, por exemplo, repatriação de emergência, ou adaptar os pacotes de remuneração do expatriado de acordo com a necessidade.”

Notas aos editores

Os rankings mundiais são produzidos anualmente a partir da mais recente Pesquisa de Qualidade de Vida conduzida pela Mercer. São produzidos relatórios individuais para cada uma das cidades pesquisadas. A pesquisa também disponibiliza índices comparativos de qualidade de vida entre uma cidade-base e uma cidade-destino, assim como comparativos entre múltiplas cidades. Mais informações estão disponíveis no site www.mercer.com/qualityofliving.

A lista dos rankings está à disposição de jornalistas como referência e não deve ser publicada integralmente. As publicações e outros veículos de comunicação podem reproduzir as 10 cidades que encabeçam a pesquisa e as 10 que ocuparam a última posição em uma lista dentro de uma tabela. Os dados foram coletados amplamente entre setembro de novembro de 2012, e serão atualizados regularmente de maneira a considerar mudanças. Especificamente, as avaliações serão revisadas para que reflitam desenvolvimentos políticos, econômicos e ambientais significativos.

Expatriados em locais difíceis: Determinando auxílios e incentivos apropriados

As empresas precisam ter a condição de determinar os pacotes de remuneração de seus expatriados de maneira racional, consistente e sistemática. Fornecer incentivos para recompensar e reconhecer os esforços que os empregados e seus familiares fazem quando assumem uma transferência para o exterior ainda é uma prática comum, principalmente em relação a localidades difíceis. Dois incentivos comuns incluem um auxílio de qualidade de vida e o prêmio de mobilidade.

• Os auxílios para qualidade de vida ou “hardship” são uma forma de compensar a diferença na qualidade de vida dos expatriados entre seu país de origem e o de destino.

• Em contrapartida, um prêmio de mobilidade simplesmente compensa a inconveniência de ser transferido ou ter que trabalhar em outro país.

Um auxílio de qualidade de vida está normalmente relacionado a uma localidade, enquanto o prêmio de mobilidade no geral independente do local de destino. Algumas empresas multinacionais combinam os prêmios, mas a maioria os concede separadamente.

Recomendações da Mercer para auxílio de qualidade de vida

A Mercer avalia as condições de vida local em todas as 420 cidades pesquisadas mundialmente. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 fatores, agrupados em 10 categorias:

─ Ambiente político e social (estabilidade política, crime, cumprimento de leis etc.)

─ Ambiente econômico (regulamentações sobre taxa de câmbio, serviços bancários etc.)

─ Ambiente sociocultural (censura, limitações para liberdade pessoal etc.)

─ Saúde e vigilância sanitária (suprimentos e serviços médicos, doenças infecciosas, saneamento, descarte de resíduos, polução do ar etc.)

─ Escolas e educação (padrão e disponibilidade de escolas internacionais etc.)

─ Serviços e transporte público (eletricidade, água, transporte público, congestionamento de trânsito etc.)

─ Recreação (restaurantes, teatros, cinemas, esportes e lazer etc.)

─ Bens de consumo (disponibilidade de alimentos/artigos de consumo diário, carros etc.)

─ Moradia (moradia, eletrodomésticos, móveis, serviços de manutenção etc.)

─ Ambiente natural (clima, registro de desastres naturais

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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