Brasilprev registra arrecadação de R$ 59,1 bilhões em 2024

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A Brasilprev, empresa de previdência privada da holding BB Seguros, apresentou uma arrecadação de R$ 59,1 bilhões em 2024, um crescimento de 2,9% em relação a 2023, mantendo a companhia em primeiro lugar entre as seguradoras no ranking de arrecadação total. O balanço mostra ainda que os ativos sob gestão registraram um aumento de 8,9% no ano, totalizando R$ 433,8 bilhões.

Atualmente, a Brasilprev conta com mais de 2,6 milhões de clientes, sendo 10,8% na carteira de planos empresariais e 89,2% em planos individuais. Desses, 28,7% pertencem ao segmento de crianças e adolescentes (produto Brasilprev Júnior), desenvolvido em 1997, no qual a companhia segue líder em reservas até hoje.

Em busca de resultados duradouros, a Brasilprev prioriza o cliente em suas estratégias, impulsionando uma cultura de inovação para aprimorar sua experiência e a de seus parceiros na distribuição dos produtos de previdência. Com foco em manter a posição de liderança no setor, a empresa busca ainda constantes melhorias na eficiência operacional, visando sempre a excelência em serviços. 

A Brasilprev manteve a relevância nos investimentos voltados à cultura de dados, inteligência artificial e negócios digitais ao longo de 2024. A consolidação das áreas de Dados e Negócios Digitais, além dos ganhos em eficiência, produziu maior sinergia no desenvolvimento de novas aplicações. 

Com isso, o volume de negócios apoiado pela implementação de inteligência artificial ou analítica alcançou R$15 bilhões, 23% superior a 2023. Já o volume de negócios concluídos em canais digitais alcançou R$2,7 bilhões, crescimento de 50% na comparação com 2023.

“Este foi um ano desafiador, não apenas para a Brasilprev, mas para todo o mercado, e acredito que mais uma vez os resultados comprovam o sucesso da companhia, alcançando marcos significativos e reafirmando o compromisso com a inovação, sustentabilidade e diversidade”, afirma Daniel Beneton, diretor de Planejamento e Controle da Brasilprev, em nota. “Seguimos firmes em nossa missão de oferecermos soluções de previdência que garantam resultados a longo prazo e a realização dos projetos de vida de nossos clientes.”

Lucro da Seguros Sura avança 39,6%, para R$ 31,4 milhões em 2024

Fonte: Sura

Seguros Sura  registrou lucro líquido de R$ 31,34 milhões em 2024, alta de 39,6% em relação ao ano anterior, quando a expansão observada foi de R$ 22,44 milhões. O faturamento, em prêmios emitidos, avançou 21%, para e R$ 1,44 bilhão em 2024, contra R$ 1,19 bilhão em 2023.

O segmento de automóveis avançou 25%, para $ 524,87 milhões em prêmios emitidos. O índice de sinistralidade foi de 65%, com comissionamento de 15%. “O crescimento nesta solução é reflexo do alto nível de competitividade que a seguradora tem neste segmento. A margem de rentabilidade técnica deste portfólio ficou acima dos 15% no ano, o que representa uma melhora de 3 pontos percentuais neste indicador”, afirmou a empresa, em sua demonstração de resultados.

A carteira de transportes registrou R$ 346,62 milhões em prêmios emitidos e registrou crescimento de 30% em relação a 2023. A empresa afirma que se posiciona como uma das principais seguradoras do mercado brasileiro neste segmento, que inclui seguro para embarcadores (nacional e internacional) e outros produtos para o setor de transporte e logística.

A categoria patrimonial, que inclui os ramos de seguros residenciais e empresariais, por sua vez, também apresentou crescimento acima de 30% no último ano, somando R$ 256,46 milhões em prêmios emitidos.

Já a carteira de seguros de pessoas, vida em grupo e acidentes pessoais, que representou 10% do volume de prêmios emitidos em 2024 (R$ 141,4 milhões), cresceu 6%, com foco no segmento de pequenas e médias empresas e de soluções diferenciadas para nichos de mercado.

De acordo com a Sura, essa carteira ainda se encontra em desenvolvimento e apresentou uma piora no ano passado. “(São) necessários ajustes em processos de subscrição de riscos, visando garantir uma melhor performance para o próximo exercício”, afirmou a companhia.

Para 2025, a seguradora declarou que “segue reforçando a sua governança e gestão de performance, com o objetivo de garantir que os portfólios gerem a rentabilidade esperada”.

Grupo HDI promove campanha Cresça com o Auto

Fonte: HDI


O Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, anuncia a campanha “Cresça com o Auto”, parte do programa Cresça Corretor, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos corretores sobre o vasto portfólio de produtos Auto e Frotas e reforçar as vantagens competitivas e oportunidades oferecidas pelas marcas do Grupo – HDI, Yelum e Aliro – por meio de comunicações e encontros em diversas cidades do Brasil.

Com um olhar voltado para o futuro, a iniciativa foi pensada para dar destaque às soluções digitais inovadoras que agilizam o processo de venda e tornam a experiência dos corretores ainda mais ágil e assertiva, com reuniões regionais que visam proporcionar um contato mais próximo com os especialistas do Grupo HDI. Por meio do acesso a informações detalhadas sobre os produtos das marcas e ferramentas que facilitam a contratação e cotação de seguros, os parceiros contam com maior flexibilidade para abranger diferentes perfis de segurados e um atendimento unificado pela Fácil Assist. 

Nesta primeira edição, a iniciativa conta com a presença dos executivos do Grupo HDI, Carla Oliveira, Rafael Ramalho e Marta Miranda, diretora de Produtos Auto, vice-presidente de Auto e superintendente da Fácil Assist, respectivamente, que já promoveu encontros nas cidades de Florianópolis, Cascavel, Blumenau, Porto Alegre e, em março, acontecerá em Goiânia e Uberlândia.

Além dos eventos presenciais, a campanha disponibiliza uma série de recursos para potencializar as vendas dos corretores, incluindo treinamentos online, materiais exclusivos com comparativos dos produtos Auto e Frotas das três marcas, infográficos explicativos e suporte digital. Outra vantagem é a disponibilidade de uma comunicação multicanal, incluindo e-mails, WhatsApp, redes sociais e plataformas como o HDI+Corretor e Meu Marketing. Nesses espaços, os parceiros também encontram materiais de divulgação personalizáveis para um contato mais eficaz com os clientes.

“Para nós, além de estar atento às novidades do mercado, é importante encontrar oportunidades dentro de casa, por isso, estamos em processo de aprimoramento dos nossos produtos e, em breve, nossos corretores terão novidades para crescer ainda mais a sua carteira de Auto e Frotas com a gente”, finaliza Marcos Machini, vice-presidente Comercial do Grupo HDI.

Café ConVida da Bradesco Vida e Previdência apresenta novo seguro empresarial resgatável

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência realizou, na última semana, a primeira edição de 2025 do Café ConVida, bate-papo ao vivo que reúne os times comercial e técnico da companhia. O encontro teve como foco a apresentação do Seguro Empresarial Flexível Resgatável, um novo produto voltado para pequenas e médias empresas, e o primeiro do mercado nesse formato.

Ao abrir o evento, Bernardo Castello, diretor de Seguros de Pessoas da Bradesco Vida e Previdência, destacou a sequência de inovações lançadas pela empresa desde o final de 2024, como o seguro-viagem para o público sênior. Ele também mencionou as novas funcionalidades de acompanhamento de parcelas e apólices, que têm como objetivo oferecer um atendimento ainda mais eficiente e personalizado ao corretor de seguros.

O diretor Comercial, José Pires, deu sequência à live, e reforçou a importância da parceria entre as áreas e de uma escuta ativa permanente por parte da empresa. “Esse lançamento complementa o portfólio da empresa e fortalece seu relacionamento com os nossos corretores e parceiros de negócios”.

Soraia Marques, gerente de Produtos, detalhou as principais características do Seguro Empresarial Flexível Resgatável, uma solução inovadora que promete impactar positivamente o mercado. Ela destacou as coberturas e os benefícios do produto, que oferecem mais segurança e flexibilidade para os segurados.

Logo após, Ricardo Campos, superintendente sênior de Negócios, ressaltou os diferenciais estratégicos do lançamento, reforçando a importância de sua adesão por parte dos corretores. “Ele integra a contínua evolução da Bradesco Vida e Previdência, que tem investido em soluções criativas para melhor atender seus clientes e parceiros”, explicou.

Os corretores Jurandir Ramos e Richele Coutinho participaram da transmissão, compartilhando experiências sobre os benefícios do novo produto, além de dicas valiosas sobre como apresentá-lo aos clientes. “A flexibilidade do produto, por ser resgatável, oferece ao segurado uma vantagem exclusiva: a possibilidade de utilizar o valor reservado em situações imprevistas. Essa é uma proposta que agrega muito valor ao portfólio do corretor”, comentou Ramos.

Os diretores da Organização de Vendas (OV) do Grupo Bradesco Seguros, Francisco Rosado e Carlos Picini, também contribuíram com o encontro. O conteúdo completo do apresentado, incluindo as perguntas enviadas pelos participantes, estará disponível no portal Universeg, plataforma de Capacitação do Grupo, para consulta dos corretores.

BVIX Seguradora planeja avançar para as regiões Norte e Nordeste

Com ingresso no mercado em abril de 2024, a BVIX Seguradora planeja neste ano avançar para as regiões Nordeste e Sul do Brasil. “O investimento já realizado foi de R$ 20 milhões”, informa Ed Carlos, diretor da BVIX.

Com o conceito de ser uma “seguradora boutique”, promovendo o acesso a seguros, combinando inovação, personalização e tecnologia, o portfólio inclui desde seguros inclusivos, como microsseguros de Vida, até soluções mais robustas de seguros empresariais.

Voltados para as classes C, D e E, os seguros inclusivos da BVIX garantem proteção essencial para famílias em situação de vulnerabilidade. Exemplos incluem o seguro de vida, que proporciona suporte financeiro imediato aos dependentes, e a assistência funeral, que cobre os custos de sepultamento, permitindo um serviço digno sem comprometer o orçamento familiar. “São soluções que promovem inclusão financeira e segurança para quem mais precisa”, destaca.

Mesmo com o crescimento expressivo, já superando R$1 bilhão em arrecadação, um aumento de quase 200% desde 2019, o mercado de seguros inclusivos ainda está em fase inicial no Brasil. Cerca de 90% da população brasileira permanece sem qualquer tipo de seguro, deixando 176 milhões de pessoas desprotegidas financeiramente.

Esse cenário abre uma grande oportunidade para ampliar o acesso aos seguros, impulsionado pelo Projeto de Lei nº 273/2025, que propõe incluir microsseguros na ‘cesta básica’ do brasileiro. A medida integraria coberturas essenciais, como Vida, Propriedade e Funeral, ao Bolsa Família, fortalecendo a proteção financeira de milhões de famílias de baixa renda.

A BVIX oferece soluções personalizadas para o mercado corporativo, atendendo empresas de diferentes setores. O portfólio abrange Vida em Grupo, P&C (Property e Riscos de Engenharia), Frota e RCF, com planos de ampliação ao longo de 2025. “Ao combinar inovação e especialização, estamos construindo um portfólio completo que atende tanto às demandas das empresas quanto à necessidade de proteção de públicos diversos”, reforça Ed Carlos.

STF tem 2 votos para estados devolverem imposto de previdência privada recebida por herança

Fonte: Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a analisar nesta sexta-feira (21) um pedido do Rio de Janeiro para que os estados não sejam obrigados a devolver o imposto cobrado em fundos de previdência privada transmitidos em heranças.

Relator do caso, o ministro Dias Toffoli negou o pedido do estado. Ele já foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. Outros nove ministros ainda irão votar no julgamento previsto para terminar na próxima sexta (28).

Em dezembro do ano passado, o tribunal decidiu que, se o plano de previdência privada é um seguro pago por uma instituição financeira aos beneficiários, não há transmissão causa mortis, pois esses planos não levam a uma transferência de recursos que integravam o patrimônio do falecido.

Diante disso, a cobrança do ITCMD, o imposto estadual sobre heranças e doações, deve ser considerada inconstitucional.

Embora o STF tenha analisado apenas a lei do Rio de Janeiro sobre o tema, a decisão tem repercussão geral, ou seja, será definida uma tese aplicável a todos os estados.

A Procuradoria-Geral do Estado afirma que a restituição dos valores já cobrados “poderá tornar inviável” o cumprimento das obrigações assumidas no Regime de Recuperação Fiscal, além de comprometer a prestação de serviços públicos e o custeio do funcionalismo estadual.

Diz ainda que a situação tende a se repetir em relação aos demais estados da federação, “ainda que em menor intensidade”.

Luiza Lacerda, sócia da área de Direito Tributário do BMA Advogados, afirma que esse tipo de argumentação é frequentemente utilizado pelos entes públicos como forma de se eximir da restituição de valores indevidamente cobrados dos contribuintes.

“A saúde financeira dos estados não pode ser ignorada, mas também não pode servir de justificativa para a aplicação de um instituto jurídico cujos requisitos não se verificam no caso concreto.”

Segundo a advogada, acolher o pedido do Rio de Janeiro nesse caso abriria um precedente perigoso ao privilegiar e incentivar o que ela chama de “norma de inconstitucionalidade útil”, que acaba beneficiando o ente que praticou a inconstitucionalidade, em detrimento do contribuinte.

Antes do julgamento, havia divergência no entendimento de cada estado e dos tribunais. A ação no STF atendeu a um pedido do Rio de Janeiro para resolver a questão, analisando uma decisão do Tribunal de Justiça do estado.

O TJ-RJ declarou a inconstitucionalidade da incidência do tributo sobre o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), mas permitiu a cobrança sobre o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

O entendimento do Rio é que o PGBL é um investimento transferido da pessoa que morreu para seus beneficiários. Já o VGBL funciona como um seguro, que no caso do falecimento é pago pela instituição financeira contratada. Nesse caso, o imposto não seria devido.

Generali celebra 100 anos no Brasil com inovação e sustentabilidade

A Generali, uma das principais seguradoras do mundo, completa um século de atuação no Brasil em 2025. Ao longo desses 100 anos, a empresa consolidou sua posição no mercado por meio de inovação, práticas sustentáveis e um forte compromisso com a experiência do cliente. Para marcar essa trajetória, a Generali preparou uma série de iniciativas que reforçam sua visão de futuro e seu papel como agente de transformação no setor de seguros.

Em entrevista exclusiva, Claudia Lopes, diretora comercial & marketing da Generali, compartilhou os principais marcos da empresa, os desafios enfrentados ao longo das décadas e as estratégias para os próximos anos. “Com um olhar voltado para a transformação digital e sustentabilidade, a executiva destacou como a Generali tem se adaptado às mudanças do mercado e às expectativas dos consumidores, mantendo-se relevante e competitiva em um cenário em constante evolução”, ressaltou a executiva em entrevista concedida ao Sonho Seguro:

Quais foram os principais marcos e conquistas da Generali ao longo desses 100 anos no Brasil? 

A Generali tem se destacado pela constante busca por inovação, tecnologia e práticas em conformidade com os princípios ESG, alinhando-se também a um forte foco no cliente. Esses pilares têm sido fundamentais para consolidar a posição da empresa como uma das mais relevantes do mercado. Em 2024, a companhia foi premiada pelo terceiro ano seguido no Innovative Workplaces, reconhecimento das 20 empresas mais inovadoras do país, estudo realizado pela MIT Technology Review Brasil. Entre as inovações da Generali que contribuíram para essa conquista, destaca-se o projeto de transformação digital que prevê a substituição, no longo prazo, de todos os sistemas atuais. A ferramenta foi escolhida pela matriz do grupo para ser implantada em vários países como parte de uma estratégia global. A plataforma tem sido o principal sistema de negócio para ramos de vida e massificados. A boa performance da empresa deve-se, em grande parte, à estratégia implantada nos últimos dois anos, que inclui a automação digital para otimizar sistemas internos e a ampliação de oferta de produtos e serviços para fortalecer o portfólio e promover iniciativas sustentáveis. Além disso, também tivemos ações interessantes de ESG, como extensão da licença paternidade para 20 dias e a adoção do trabalho remoto por um ano durante a amamentação.

Como a Generali enxerga as mudanças no cenário econômico brasileiro ao longo desses 100 anos e como isso impactou seus negócios? 

Durante todo esse período, a Generali, vivenciou diversos ciclos econômicos e transformações estruturais que moldaram o mercado de seguros e impactaram diretamente suas operações. A companhia precisou adaptar-se a diferentes cenários e fazer ajustes em suas estratégias para se manter competitiva e relevante no mercado. Uma das principais transformações foi o comportamento do consumidor e a chegada da IA sendo necessário adaptações para se manter relevante, competitiva e atrativa para os nossos clientes. 

Quais são os principais objetivos e estratégias da Generali no Brasil para os próximos anos, especialmente em 2025? 

Em 2025, a Generali está comprometida em continuar sua jornada de transformação digital e inovação para atender às demandas de um mercado em constante evolução. Nossos principais objetivos são fortalecer a cultura centrada no cliente, consolidar a Área do Cliente como um motor de transformação na empresa, e continuar investindo em tecnologias e inovações para oferecer as melhores soluções e experiências aos nossos segurados. Estamos investindo em um novo sistema core, mais moderno e integrado; projeto que está em andamento desde 2023. Também acreditamos que o uso da inteligência artificial será bastante explorado para melhorar nossos processos, ajudando a otimizar a gestão de riscos e melhorar a eficiência operacional. 

A empresa planeja expandir ou diversificar seus produtos e serviços no Brasil? Quais segmentos são prioritários?

Assegurar bens e pessoas é o nosso compromisso. Queremos ampliar, ainda mais, a oferta de produtos e serviços para fortalecer nosso portfólio e promover iniciativas sustentáveis. A empresa está direcionando o foco de sua atuação na experiência do consumidor. Para isso, trabalhará ainda mais para entender as necessidades dos clientes, buscando captar e compreender quais são suas principais preocupações e quais os produtos e serviços que eles mais valorizamO investimento em inovação, principalmente com a aposta em produtos digitais e personalizáveis, que sejam acessíveis e fáceis de usar, será novamente a aposta da Generali. A companhia também seguirá atenta aos movimentos do segmento para oferecer as melhores soluções com tecnologia, facilidade e processos simplificados.

Como a Generali está incorporando práticas sustentáveis em suas operações e produtos no Brasil? 

A Generali no Brasil tem incorporado práticas sustentáveis tanto em suas operações internas quanto na oferta de seus produtos e serviços. A empresa tem uma abordagem integrada que envolve inovação, educação do consumidor, governança responsável e compromisso com o meio ambiente, buscando não apenas gerar valor econômico, mas também contribuir positivamente para a sociedade e o planeta. Temos uma meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa da carteira de subscrição para alcançar o Net-Zero até 2050. Também temos um Comitê de Sustentabilidade para implementar e monitorar ações que serão regularmente reportadas ao Conselho de Administração da Generali. Além disso, internamente, o Grupo lançou um programa de venda de ações para colaboradores. Caso a empresa atinja a meta global de ASG, os empregados ser ão beneficiados com duas ações adicionais, dependendo do número de ações adquiridas. Nos escritórios da Generali no Brasil são disponibilizados locais de coleta de pilhas e “tampinhas” de garrafa PET, assim como coleta seletiva. A empresa também automatiza seus processos reduzindo a emissão de documentos impressos.

Quais são os principais canais de distribuição utilizados pela Generali no Brasil? Como a empresa está se adaptando às mudanças no comportamento do consumidor? 

Somos uma empresa B2B2C, o que representa que temos um leque variado de canais de distribuição. Temos firmado parcerias estratégicas com bancos e varejistas para expandir seu alcance e oferecer seguros de maneira mais acessível e integrada ao dia a dia dos consumidores. Em relação as adaptações ao comportamento do consumidor, identificamos ao longo dos últimos anos diversas mudanças impulsionadas por fatores como avanços tecnológicos, transformações econômicas e sociais, e a crescente conscientização sobre sustentabilidade. Os consumidores estão cada vez mais inclinados a utilizar plataformas digitais para contratar seguros, gerenciar apólices e acompanhar sinistros. Eles buscam conveniência, rapidez e autonomia. A demanda por aplicativos e serviços digitais personalizados continuará crescendo, com maior foco em interfaces intuitivas, chatbots avançados e automação no atendimento ao cliente, porém, não deixando de lado a “humanização” no serviço prestado. O uso de big data e inteligência artificial permitirá a oferta de produtos ainda mais personalizados, com recomendações baseadas no histórico de comportamento e preferências dos clientes. 

Como isso tem impactado a experiência do cliente e a eficiência operacional? 

Temos tirado grande proveito da IA, uma tecnologia essencial que se tornou indispensável para o sucesso em diversos setores. Ela nos permite analisar grandes volumes de dados com rapidez e precisão, resultando em decisões mais estratégicas e eficazes. A empresa também focou neste último ano em mudanças na sua estrutura, com foco na criação de valor e na melhor experiência para o cliente. Pensando nisso, três novas áreas foram criadas: Customer Experience (CX), Inovação e Sustentabilidade. A iniciativa surge como uma resposta ao cenário atual, em que os consumidores estão cada vez mais no centro do negócio, especialmente no setor de seguros, onde as expectativas por agilidade e tranquilidade são primordiais. O grupo t ambém está investindo em tecnologia, como a adoção de canais digitais e URA integrada, porém mantendo o foco na humanização. Em situações delicadas, a empresa valoriza uma abordagem mais empática e personalizada, assegurando que o atendimento continue a ser uma experiência acolhedora e confiável. 

Como a Generali está utilizando a transformação digital para se diferenciar no mercado brasileiro de seguros? 

Temos alguns produtos e iniciativas que estão fazendo toda diferença, como o novo sistema core (Projeto TIA) e o Agilità, que utiliza Inteligência Artificial para otimizar processos jurídicos e desburocratizar fluxos de trabalho. O TIA está sendo implantado para suportar de ponta a ponta as operações de seguro, é uma plataforma única que integra os mais diversos segmentos da companhia. Com isso, ganhamos uma gestão mais eficiente de dados, otimização de recursos, além do avanço na digitalização completa de processos. 

Quais são os principais eventos e ações de marketing planejados para as comemorações dos 100 anos da Generali no Brasil? Poderia detalhar iniciativas como o plantio de árvores e ativações da marca em diferentes regiões? 

A Generali Brasil está celebrando seu centenário com diversas iniciativas que destacam sua trajetória e compromisso com a sociedade. As principais ações incluem: 

• Lançamento do Livro de 100 anos: A empresa está produzindo um livro que narra sua história no Brasil, apresentando personagens, relatos de colaboradores e os principais marcos ao longo dos 100 anos de atuação. 

• Espaço Memória: Está sendo criado um “Espaço Memória” que reúne objetos, documentos e exposições, além de interações tecnológicas, permitindo que colaboradores conheçam a história da Generali no país e também possam visualizar os próximos anos. A ideia é conectar o passado, presente e futuro. 

• Iluminação do Cristo Redentor: Em uma ação simbólica, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, será iluminado no dia 20 de fevereiro com as cores da Generali, celebrando a presença da empresa no Brasil e sua contribuição para o país. 

• Campanhas de Marketing On e Offline: Ao longo do ano, a Generali também irá destacar sua trajetória nas redes sociais.

• Videocast: Em parceria com a MIT Technology Review Brasil, a Generali lançou um videocast onde explora temas relevantes do mercado de seguros, histórias inspiradoras, além de discutir temas como negócios, clientes e tecnologia. O público pode acompanhar a série pelos canais oficiais da MIT Technology Review Brasil e da Generali Brasil no Youtube, com novos episódios a cada semana até março. 

• Plantio de Árvores: Como parte de sua responsabilidade socioambiental, a Generali também irá plantar 100 árvores no Rio de Janeiro e 100 em São Paulo, cidades onde mantém escritórios, contribuindo para a sustentabilidade e o meio ambiente. 

• Comemorações Internas: A empresa também está promovendo eventos internos para colaboradores e parceiros, incluindo confraternizações. Essas ações refletem o compromisso da Generali com a sustentabilidade, tradição e valorização de sua história. 

Quais são os principais desafios e oportunidades?

O cenário econômico atual desempenha um papel significativo na formação das tendências do mercado de seguros para 2025. Em tempos de instabilidade, cresce a procura por seguros de vida, previdência privada e proteção de ativos, como imóveis e veículos, à medida que as pessoas buscam proteger o patrimônio acumulado. Com essa crescente, a experiência do cliente tornou-se um ponto crucial para facilitar o acesso a produtos mais personalizados e ágeis, o que torna a contratação de seguros mais atrativa e acessível. As seguradoras que adaptarem seus produtos às novas necessidades dos consumidores, investirem em inovação e adotarem práticas sustentáveis estarão mais preparadas para atender à crescente demanda e se manterem competitivas em um mercado em constante transfor mação. Nossa meta é continuar liderando com inovação, expandindo nossa presença digital e fortalecendo parcerias estratégicas. Também teremos um foco especial nas comemorações dos 100 anos da Generali no Brasil, reforçando nosso compromisso com o país.

Tokio Marine começa a utilizar plataforma Genesys

A Tokio Marine implementou a tecnologia Genesys para aprimorar o atendimento a corretores e segurados em sua Central de Relacionamento, bem como nas áreas Comercial, de Operações e Sinistros. A solução já é utilizada em outras empresas do grupo, como no Japão e na Austrália, e busca melhorar a experiência do cliente e agilizar a resolução de demandas.

A ferramenta permite identificar contatos anteriores, otimizar escalas de trabalho e analisar conversas com o uso de speech analytics, facilitando a tomada de decisões estratégicas. Segundo Dennis Milan, diretor de Tecnologia, Inovação e Digital da Tokio Marine, o projeto foi desenvolvido desde o início do ano passado, incluindo o uso de bots e inteligência artificial para apoiar mais de 1.200 colaboradores, sem perder a essência do atendimento humano.

A implementação da Genesys, com apoio da Coddera, também possibilita o monitoramento da jornada de clientes e corretores em tempo real, permitindo respostas mais rápidas e eficientes. Luciana Gennari, superintendente executiva de Contact Center, destaca que a novidade faz parte da transformação digital da companhia, oferecendo mais autonomia aos agentes de relacionamento e uma experiência aprimorada para segurados e parceiros.

Além disso, a tecnologia permite que o cliente realize autoatendimentos de forma mais intuitiva, como acompanhar o status de um sinistro ou verificar solicitações anteriores sem precisar repetir informações. A Tokio Marine seguirá investindo na capacitação de seus colaboradores para garantir um serviço de excelência a corretores e clientes.

Catástrofes climáticas chegam à Bolsa de Nova York com o primeiro cat bond

As catástrofes climáticas chegaram à Bolsa de Nova York (NYSE) no formato de títulos de catástrofe, conhecidos como cat bonds. Um fundo negociado em bolsa (ETF) com base em uma carteira de cat bonds deve começar a ser negociado na NYSE no próximo mês, tornando-se o primeiro ETF de títulos de catástrofes do mundo, informa o portal Artemis.

“É uma classe de ativos com muitas nuances e nosso objetivo é desmistificá-la”, disse Rick Pagnani, CEO da King Ridge Capital Advisors Inc., que vai administrar o ETF, em entrevista à Bloomberg. Até o ano passado, Pagnani comandava a mesa de títulos vinculados a seguros na PIMCO, uma das maiores gestoras de renda fixa do mundo.

A King Ridge Capital Advisors LLC foi lançada recentemente como uma nova gestora de investimentos especializada em títulos vinculados a seguros (ILS). A empresa já assinou um acordo de sub-assessoria para gerenciar o portfólio do aguardado Brookmont Catastrophic Bond ETF (ROAR), o primeiro ETF focado em cat bonds, que será listado na NYSE.

A King Ridge atuará como uma plataforma multi-estratégia, indo além dos riscos catastróficos tradicionais para incluir também linhas especializadas e de responsabilidade civil. A empresa também oferecerá soluções de otimização de capital e transformação de resseguros, utilizando modelagem avançada, inteligência artificial e um forte foco na gestão de riscos climáticos e catastróficos.

O Brookmont Catastrophic Bond ETF será um marco para o mercado de seguros e investimentos, trazendo maior liquidez e acessibilidade para investidores interessados nessa classe de ativos. O lançamento do ETF está previsto para o primeiro trimestre de 2025.

Brasil: baixa pontuação indica alta pressão por reformas na previdência

estudo allianz previdência

A Allianz apresenta a terceira edição do seu “Relatório Global Previdenciário”, que analisa 71 sistemas previdenciários ao redor do mundo com o auxílio do próprio Allianz Pension Index (API). O indicador é composto por três pilares: análise da situação demográfica e fiscal, além de uma avaliação da sustentabilidade (como financiamento e períodos de contribuição) e da adequação (como cobertura e níveis de pensão) do sistema previdenciário. No total, são considerados 40 parâmetros, com pontuações variando de 1 (sem necessidade de reforma) a 7 (necessidade aguda de reforma). A soma ponderada de todos os parâmetros reflete a pressão por reformas em cada sistema.

Alta pressão por reformas

A pontuação geral não ponderada de todos os sistemas previdenciários analisados é de 3,7, indicando uma pressão contínua por reformas. Em comparação com o último relatório de 2023, houve algumas movimentações – mas nem sempre na direção correta: na época, a pontuação geral era de 3,6.

No entanto, há diferenças significativas entre os países. Um pequeno grupo de nações, como Dinamarca, Holanda e Suécia, apresenta uma pontuação geral bem abaixo de 3 e está em situação relativamente favorável, porque definiram o curso para a sustentabilidade em tempo hábil ao adotar sistemas financiados (veja a lista dos melhores sistemas previdenciários).

À primeira vista, pode parecer surpreendente que o Japão também esteja nessa lista. No entanto, nenhum outro país seguiu tão consistentemente um caminho diferente: prolongar a vida ativa, trabalhar mais. Atualmente, um terço da população entre 65 e 70 anos ainda está empregada, e nos próximos anos espera-se que a idade efetiva de aposentadoria suba para 70 anos.

O maior grupo, de longe, é composto por países com pontuação abaixo de 4, onde há uma necessidade urgente de reforma para proteger os sistemas previdenciários dos impactos das mudanças demográficas. Esse grupo inclui muitas nações em desenvolvimento, como Malásia, Colômbia e Nigéria.

O problema nesses países geralmente não está no desenho do sistema previdenciário em si, mas em sua cobertura limitada: a parcela de trabalhadores informais sem proteção previdenciária ultrapassa, em muitos casos, 50%. Nesses países, reformas amplas no mercado de trabalho são essenciais para estabelecer as bases de um sistema previdenciário abrangente. Caso contrário, a previdência se tornará mais um fator de aumento da desigualdade. 

Por fim, o terceiro grupo de sistemas previdenciários inclui diversos países europeus, como Alemanha, França e Itália, cujos sistemas ainda deram apenas passos tímidos em direção ao financiamento – o modelo de repartição continua predominante, e a pressão por reformas é consequentemente alta, considerando o rápido envelhecimento da população.

Migração: perdendo efeito

A mudança demográfica é uma realidade há anos. A expectativa de vida tem aumentado continuamente por décadas (com apenas uma breve interrupção devido à pandemia de covid-19), enquanto as taxas de natalidade continuam a cair. No entanto, um fator tem atenuado significativamente o impacto esperado nos mercados de trabalho e nos sistemas sociais: a migração.

Nos últimos cinco anos, por exemplo, quase 90% dos 1,6 milhão de novos empregos com contribuição para a seguridade social na Alemanha foram ocupados por imigrantes. “Mesmo que nem todos os imigrantes tenham encontrado um emprego imediatamente, a migração ajudou muito no balanço geral”, afirmou Michaela Grimm, coautora do Relatório. “Provavelmente, não poderemos mais contar com isso no futuro. Isso porque, nos principais países de origem, há cada vez menos candidatos dispostos a emigrar.

Além disso, a Europa pode perder parte de sua atratividade como destino migratório nos próximos anos. Portanto, será crucial aproveitarmos ainda melhor o potencial existente. Isso inclui mulheres que trabalham meio período, que precisam de mais suporte para equilibrar os cuidados com crianças e idosos, e trabalhadores mais velhos, que ainda enfrentam discriminação etária no mercado de trabalho.”

O déficit na poupança para pensões pode ser fechado

De acordo com os cálculos da Allianz, o déficit na poupança para previdências das gerações mais jovens na zona do euro é de cerca de 350 bilhões de euros por ano, em média. Isso pode parecer muito – mas é possível de ser superado se a taxa de poupança aumentasse em 25%. “Os membros da geração X precisam economizar mais para garantir o padrão de vida desejado na velhice – isso é indiscutível”, disse Ludovic Subran, economista-chefe do Grupo Allianz.

“Mas não podemos olhar apenas para um lado da equação, os esforços de poupança das famílias. É crucial pensar sobre a segurança das previdências e o desenvolvimento dos mercados de capitais de forma integrada. As economias para a aposentadoria precisam ser investidas de maneira rentável, visando o crescimento e a inovação no futuro. Essa é a chave para superar a mudança demográfica (bem como a mudança climática). A Europa ainda apresenta grandes déficits nessa área.”

Brasil: baixa pontuação

Com uma pontuação geral de 4,2, o sistema previdenciário brasileiro está próximo ao fundo do ranking global. Embora ainda tenha uma população relativamente jovem, o panorama demográfico está rapidamente se deteriorando: a razão de dependência de idosos deve aumentar de 16% para 36% nos próximos 25 anos.

Dadas suas baixas poupanças privadas e altas taxas de contribuição, não há como contornar uma expansão sustentável dos pilares ocupacionais e privados totalmente financiados no sistema previdenciário brasileiro. Outras necessidades de reforma incluem benefícios generosos e o grande mercado de trabalho informal, levando a lacunas de cobertura.

Os melhores sistemas de pensões do mundo com uma pontuação total abaixo de 3.

PaísPontuação totalCondições básicas (pontuação)Sustentabilidade (pontuação)Adequação (pontuação)
Dinamarca2.33.22.32.0
Holanda2.63.03.31.7
Suécia2.62.92.92.2
Japão2.73.72.42.4
Nova Zelândia2.83.63.32.0
Israel3.02.93.02.9
     
Brasil4.24.64.63.6
Fonte: Allianz