No Brasil, cerca de 38 mil escolas não possuem acesso a uma fonte segura de abastecimento de água. O resultado é que 5,2 milhões de crianças e adolescentes convivem, diariamente, com o risco de adoecer devido ao consumo de água sem tratamento. As consequências para o futuro desses estudantes são significativas.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada de 2019 (IBGE, 2020), crianças e jovens que moram em áreas sem acesso à rede de distribuição de água têm, em média, um atraso escolar 3,1% maior em comparação com quem conta com esse serviço.
Para transformar essa realidade, o Instituto BRK, organização sem fins lucrativos criada pela BRK, uma das maiores empresas privadas de saneamento do Brasil, lançou o projeto Fonte de Futuro, em parceria com a Zurich Seguros. O objetivo é levar água de qualidade para essas escolas e contribuir para a saúde e qualidade de vida dos estudantes.
Depois de beneficiar 11 escolas públicas no Tocantins, agora o projeto desembarca em Macaé, no Rio de Janeiro, onde seis escolas serão atendidas. Cerca de 2,5 mil alunos passarão a contar com água de qualidade graças à iniciativa. Com isso, a primeira fase do Fonte de Futuro já beneficia 17 escolas com aproximadamente 5 mil estudantes. No total, são 22 mil pessoas beneficiadas direta e indiretamente.
A história do Seguro Garantia no Brasil ganhou um novo capítulo após a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional publicar a Portaria PGFN/MF 2.044, trazendo mudanças significativas para a comercialização de apólices de Seguro Garantia. A medida, anunciada no último dia 30 de dezembro, entra em vigor agora em março, para modernizar processos, estabelecer critérios mais objetivos e otimizar a aceitação e a gestão das garantias em débitos fiscais. Diante das novidades, a Austral Seguradora, há 14 anos no mercado, decidiu reunir e analisar os principais pontos da regulamentação em um e-Book, que foi compartilhado com clientes, corretoras e demais parceiros. Em um momento de adaptação e atenção para todo o mercado, a companhia já se preparou e vai antecipar a implementação do novo clausulado para 28 de fevereiro.
Uma das principais inovações da portaria, e que ganha destaque no e-Book, é a padronização das apólices. Com a uniformização dos documentos, a regulamentação elimina ambiguidades nas discussões de clausulado e facilita a relação entre Fisco e contribuintes, acelerando o processo de aceitação das garantias.
O material produzido pela Austral tem como proposta simplificar a consulta às regras, segundo o gerente comercial da companhia, Roberto Teixeira. Ele explica, por exemplo, que a portaria faz uma separação entre Execução Fiscal e Negociação Administrativa, conferindo regras e tratamento diferenciados entre as modalidades. Também traz novas hipóteses de caracterização de sinistros mais alinhadas à Lei 6830/80, que dispõe sobre a cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública, após transitado e julgado.
Outro marco importante da nova portaria é a implementação do Portal Regularize, que digitaliza o processo de apresentação de garantias, oferecendo um ambiente integrado e seguro. Com isso, explica Roberto, os tomadores podem, proativamente, apresentar garantias antes mesmo da inscrição do débito em dívida ativa, o que minimiza a necessidade de medidas judiciais. A plataforma também traz mais previsibilidade para os gestores de risco, permitindo um planejamento mais preciso já que eliminando a carga de controle sobre os prazos de vencimento, visto que amplia a renovação da vigência para 5 anos.
“Essa mudança representa um avanço na simplificação dos processos fiscais, garantindo mais agilidade e segurança para as empresas. Para as corretoras de seguros, a nova portaria melhora a gestão operacional e reforça seu papel consultivo, dada a complexidade do ambiente tributário e as particularidades de cada caso, o que demanda um assessoramento técnico qualificado. Já os gestores de risco encontrarão um ambiente regulatório mais estruturado, com a clareza das regras e procedimentos”, avalia Roberto.
A Munich Re encerrou 2024 com um lucro líquido de €5,7 bilhões, superando em mais de €1 bilhão o resultado do ano anterior e acima da meta inicial de €5 bilhões. Foi o quarto ano consecutivo de superação das expectativas, impulsionado pelo programa estratégico Ambition 2025, que se encerra neste ano. Como reflexo desse desempenho, a resseguradora distribuirá um dividendo recorde de €20 por ação, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, além de um novo programa de recompra de ações no valor de €2 bilhões.
Segundo a Munich Re, os incêndios florestais que atingiram a cidade de Los Angeles no mês passado foram os mais custosos “na história do setor de seguros”. A Munich Re, que atua como “seguradora para seguradoras”, disse que esperava cerca de 1,2 bilhão de euros (cerca de R$ 7,28 bilhões) em reivindicações de perdas decorrentes dos incêndios. A estimativa estava “sujeita a um alto grau de incerteza devido à complexidade das perdas incorridas”, disse o grupo em um comunicado. No entanto, o número representaria “as perdas mais substanciais por incêndios florestais na história do setor de seguros”, disse a Munich Re.
Do ponto de vista do seguro, os incêndios florestais em Los Angeles “não foram problema algum”, disse o presidente do conselho, Joachim Wenning. “Com um lucro líquido de €5,7 bilhões, aumentamos nosso lucro anual em mais de €1 bilhão em relação ao ano anterior. O crescimento da lucratividade da Munich Re tem sido substancial e consistente dentro do programa estratégico de cinco anos Ambition 2025, que será concluído no final deste ano. O dividendo recorde de €20 por ação reflete esse sucesso. Além disso, nossos acionistas serão beneficiados por um novo programa de recompra de ações no valor de €2 bilhões, um aumento de €500 milhões em relação ao anterior. Seguimos ambiciosos e buscamos elevar nosso lucro anual para €6 bilhões neste ano. Nossa confiança é sustentada pelo sucesso das renovações de resseguros em 1º de janeiro de 2025, entre outros fatores”, comentou Wenning, em nota.
O retorno sobre o patrimônio (RoE) atingiu 18,2% (contra 15,8% em 2023), enquanto a receita de seguros cresceu para €60,8 bilhões, impulsionada por expansão orgânica em todos os segmentos. O índice de solvência subiu para 287%, acima da faixa considerada ideal de 175% a 220%.
No segmento de resseguros, o lucro líquido foi de €4,88 bilhões, superando a meta de €4,2 bilhões, com destaque para a área de vida e saúde, que obteve um resultado técnico de €2,1 bilhões, bem acima do esperado. No resseguro patrimonial e de danos, o índice de sinistralidade combinado melhorou para 82,4% (contra 85,2% em 2023), mesmo diante de grandes perdas, como os furacões Helene e Milton e eventos climáticos severos na América do Norte, Caribe e Europa.
Já a ERGO, subsidiária de seguros primários da Munich Re, contribuiu com um lucro de €791 milhões, atingindo sua meta anual. O segmento internacional teve forte desempenho na Polônia, Grécia e Bélgica, mesmo diante de perdas catastróficas, como enchentes na Áustria e Polônia.
O resultado de investimentos da Munich Re cresceu para €7,2 bilhões, impulsionado por taxas de juros mais altas e ganhos em mercados de ações e investimentos alternativos.
Perspectivas para 2025
A empresa projeta um lucro de €6 bilhões para 2025, com receita de seguros estimada em €64 bilhões. No resseguro, a meta é alcançar €5,1 bilhões de lucro, com um índice combinado de 79% em patrimonial e danos. A ERGO deve gerar €900 milhões em lucro, mantendo um índice combinado de 89% na Alemanha e 90% no mercado internacional.
Apesar da leve queda no volume de renovações de resseguros em 1º de janeiro de 2025, a empresa manteve a qualidade do portfólio e prevê um ambiente de mercado favorável nas próximas renovações. No entanto, a Munich Re alerta para riscos macroeconômicos e geopolíticos que podem afetar os resultados ao longo do ano.
O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 372,7 milhões em 2024, um aumento de 226,2% em relação a 2023. No quarto trimestre (4T24), o lucro foi de R$ 112,4 milhões, impulsionado pelo resultado de subscrição e pelo desempenho financeiro. Segundo o CEO Marcos Falcão, a empresa concluiu seu período de turnaround e foca em estratégias de rentabilidade para as carteiras de Vida e Não-Vida.
O lucro da carteira Não-Vida alcançou R$ 394 milhões em 2024, mais que o dobro de 2023, enquanto a carteira Vida reduziu seu prejuízo de R$ 84 milhões para R$ 21 milhões. O resultado de subscrição subiu 191,4%, totalizando R$ 451,8 milhões.
Os prêmios retidos cresceram 2,8%, chegando a R$ 4 bilhões, com destaque para o segmento Patrimonial, que avançou 52,7%. A sinistralidade caiu 6,1 pontos percentuais, ficando em 63,9%, apesar das enchentes no Rio Grande do Sul. O índice combinado melhorou de 107,5% para 101,2%.
O resultado financeiro e patrimonial subiu 10,2%, alcançando R$ 604,5 milhões. A empresa também apresentou suficiência nos indicadores regulatórios da Susep, com Patrimônio Líquido Ajustado de R$ 894 milhões.
Pela norma IFRS 17, o IRB(Re) teve lucro de R$ 806 milhões em 2024, revertendo o prejuízo de R$ 124 milhões em 2023, com impacto positivo de R$ 600 milhões na carteira Não-Vida e melhora no resultado financeiro e nas operações de retrocessão.
A Europ Assistance, líder mundial em serviços de assistência, anuncia a chegada de Guilherme Grosso como seu novo Diretor de Atendimento. Guilherme traz à posição mais de 20 anos de experiência profissional, tendo atuado estrategicamente na gestão de grandes operações, em diversos segmentos, como seguros, serviços, telecoms, entre outros. Ele será responsável por toda área de Atendimento, incluindo planejamento e controle operacional.
“Estou muito entusiasmado com esse novo desafio”, afirma Guilherme Grosso. “Meus objetivos estão focados em entregar uma melhor experiência de atendimento aos nossos clientes, incluindo a integração entre as capacidades digitais e humanas, a redução do tempo de espera, a melhoria da gestão das demandas e o autosserviço, resultando em um atendimento ágil e resolutivo dentro de uma jornada fluida e transparente”.
Guilherme é formado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (USP) e possui MBA em Inteligência de Mercado pela FIA Business School. Sua carreira inclui a atuação em companhias brasileiras e multinacionais em múltiplos setores, incluindo passagens por empresas renomadas como Itaú Unibanco, Tivit, Atento e Konecta.
O executivo possui experiência na gestão de grandes equipes (mais de 10 mil colaboradores), promovendo uma cultura meritocrática e de alta performance, desenvolvendo e capacitando equipes com foco em engajamento e sucessão. Dentre os destaques de sua carreira, estão o lançamento de novas companhias, produtos, canais de vendas e serviços, além de processos de M&A, reestruturações e otimizações operacionais.
A Azos, insurtech em soluções para seguro de vida, volta a se capitalizar e levanta R$170 milhões em sua rodada Série B. O aporte foi liderado pela Lightrock, plataforma global com foco em investimentos de impacto e alto crescimento, que conta com mais de US$ 5.5 bilhões em ativos sob gestão globalmente. Também participaram da rodada os fundos Kaszek Ventures, Prosus, Munich Re Ventures e Maya Capital – que já são investidores da Azos, e Kevin Efrusy, um dos primeiros investidores do Facebook. O investimento será destinado a acelerar o crescimento da companhia e ao aprimoramento de sua tecnologia proprietária, ampliando ainda mais o acesso ao seguro de vida no Brasil.
“Já vínhamos conversando com a Lightrock desde 2022. Esse é um fundo que sempre admiramos não só pela reputação, mas principalmente por investir somente em empresas que têm um impacto positivo na sociedade. Para nós, essa parceria é um grande passo, pois compartilhamos a mesma visão de promover mudanças significativas e inclusivas.” afirma Rafael Cló, CEO e cofundador da Azos.
Com R$60 bilhões em capital segurado e expandindo exponencialmente desde que iniciou suas operações, a empresa conta com números expressivos. Para se ter uma ideia, em 2024, a Azos mais do que dobrou seu número de apólices emitidas enquanto multiplicou por mais de 2.5x o valor dos seus prêmios, isso sem perder a qualidade do atendimento e serviço ao cliente e corretor, refletido num NPS de mais de 80.
“A Lightrock reconhece a importância do seguro de vida na sociedade e como uma maior penetração do produto no mercado brasileiro têm o potencial de gerar um alto impacto social. A Azos nos chamou atenção por conseguir eliminar as burocracias atreladas à contratação de um seguro de vida, entregando excelentes produtos para os clientes e simplificando a vida dos corretores e escritórios de investimento, e claro, com uma rentabilidade atrativa.” comenta Marcos Wilson Pereira, Managing Partner e Head da Lightrock para América Latina.
Entre seus principais produtos estão: Seguro de vida; Seguro de doenças graves; Seguro por invalidez total por acidente; Diária de Internação Hospitalar (DIH); Renda por Incapacidade Temporária (RIT), Cirurgias, Assistência funeral individual e familiar.
“Esse novo aporte marca um momento crucial para a Azos. Com o apoio da Lightrock, estamos prontos para acelerar ainda mais nosso caminho em direção a uma sociedade mais protegida. Estamos comprometidos em continuar inovando e oferecer soluções que realmente fazem a diferença na vida das famílias”, conclui Rafael.
O Santander Brasil, por meio da parceria com a Zurich Santander, anuncia a marca de R$ 100 bilhões em ativos sob gestão em previdência privada. O volume representa um crescimento de 16% entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, e é fruto de uma estratégia de incremento das carteiras de fundos focados no longo prazo, além da gestão estratégica realizada em conjunto entre Santander, Zurich Santander e Santander Asset Management.
“Trabalhamos fortemente para chegar à marca dos R$ 100 bilhões de ativos sob gestão. E alcançar esse volume demonstra que estamos no caminho certo e com assertividade nas nossas estratégias, para manter a principalidade no cliente, nosso maior ativo”, celebra Gustavo Lendimuth, sênior head de Oferta e Mercado do Santander.
Responsável pela distribuição dos planos de previdência da Zurich Santander, o Santander, ao longo dos últimos anos, reforçou a especialização da força de vendas, contratando mais de 1,6 mil de assessores de investimentos para uma atuação focada na estratégia AAA, que tem o objetivo de transformar sua plataforma de investimentos na maior e mais completa do Brasil.
“Queremos seguir ampliando a proposta de valor para o nosso cliente investir, ainda mais, nos seus projetos de longo prazo. Isso passa pelo acompanhamento do cliente nos seus diferentes momentos de vida, pela entrega de uma experiência que seja simples e fácil e sempre honrando a confiança que nos foi depositada”, afirma John Liu, diretor de Previdência e Investimentos da Zurich Santander.
Desde 2020, o Santander disponibilizou para seus clientes mais de 50 novos fundos focados em previdência que captaram R$ 20 bilhões até fevereiro de 2025. Só em 2024, por meio da Santander Asset Management, chegaram ao mercado os fundos Valência Multimercado, Renda Fixa Global, Pamplona Crédito Privado e Málaga Multimercado.
“Atingimos a marca de R$ 100 bilhões sob gestão, um trabalho construído ao longo dos anos, e impulsionado por um 2024 com captação recorde de R$ 6,3 bilhões. Com um ano mais desafiador para as classes de alto valor agregado, tivemos a classe de crédito privado com R$ 15 bilhões de captação como grande destaque. Além disso, focamos nossos esforços na diversificação da nossa grade de produtos, com o lançamento dos fundos Multimercado Málaga (o 1º fundo multimercado taxa zero da indústria), Multimercado Valência, Renda fixa Pamplona Crédito Privado, Renda Fixa Global e Renda Fixa Inflação e Inflação Curta que somados captaram de R$ 1,8 bilhões em 2024”, explica Rudolf Gschliffner, CEO da Santander Asset Management.
A corretora Alper Seguros anunciou a contratação de Mário Cruz como diretor comercial. O executivo, que possui mais de 30 anos de experiência no setor, chega para liderar a Alper Network, divisão da empresa voltada para o mercado de seguros e ecossistema.
Com passagens por grandes empresas como Generali, Porto Seguro e SulAmérica, Mário Cruz traz consigo um vasto conhecimento e expertise para identificar e desenvolver novas oportunidades comerciais. Sua chegada acontece em um momento estratégico para a Alper Seguros, que busca consolidar sua posição no mercado e expandir sua atuação.
“O mercado de seguros é um mercado de crescimento acelerado, mesmo em um país onde muitas pessoas ainda não possuem um seguro. Acredito no potencial de geração de negócios e assumo a missão de trabalhar as oportunidades comerciais focadas no mercado de seguros e serviços”, afirma Mário Cruz.
A divisão liderada pelo novo diretor comercial tem um papel fundamental nos planos de crescimento da Alper Seguros. A Alper Network concentra-se em gerar oportunidades no ecossistema, com foco em seguros para seguradoras, prestadoras de serviços, resseguradoras e reguladoras de sinistros.
Com a contratação de Mário Cruz, a Alper Seguros reforça seu compromisso com o setor de seguros e demonstra sua ambição de continuar crescendo e inovando no setor.
Depois de um período de vacas magras para as insurtechs no Brasil, o ano de 2025 começa com um tom otimista para as startups com foco em resolver as dores das seguradoras e corretores e assim estimular um crescimento verdadeiro da inclusão de mais segurados no mercado brasileiro. Para debater o tema, o grupo segurador espanhol MAPFRE reuniu especialistas no MAPFRE Innovation Summit 2025, realizado no dia 25 de fevereiro, em São Paulo.
Felipe Nascimento, CEO da MAPFRE América Latina, afirmou na abertura do evento que o grupo está aberto à inovação e busca parcerias com startups que desejam escalar. “O sonho do setor de seguros é inovar, e, por isso, colaboração é a palavra-chave hoje. O Brasil tem 18 milhões de pessoas vivem em favelas e, dessas, 5 milhões tem algum tipo de empreendimento. Para expandirmos o mercado é preciso inovação e transformação, sempre com o propósito claro de sermos pessoas cuidando de pessoas. Queremos proteger a maior camada possível da população brasileira e fazer isso com vocês, insurtechs”, disse.
Nascimento citou alguns exemplos sobre o uso de tecnologia. Segundo ele, 60% dos atendimentos da MAPFRE são realizados via WhatsApp, o que já traz comodidade para o cliente e economia de custos para a companhia. Em seguro de auto, o principal produto da seguradora, o cliente faz a avaliação dos danos com o celular, envia para a companhia, que conta com a ajuda da inteligência artificial para estimar os custos, indicar a oficina mais próxima.
“Somos um país extremamente inovador, com uma grande capacidade de adaptação às novas tendências do mercado, como demonstramos dia após dia. Novas tecnologias se enraízam aqui muito rapidamente. O Brasil não é apenas sinônimo de alegria e entretenimento—também é um país de empreendedorismo, profissionalismo e inovação. No final das contas, todo este processo melhora a satisfação do cliente e reduz custos. Vivemos um avanço apaixonante da inovação no Brasil, com foco na melhoria da experiência do cliente e na redução de custos. E esta jornada está apenas no início. Temos muito a fazer daqui para frente”, finalizou Nascimento.
Hugues Bertin, influenciador número um no mundo sobre inovação em seguros, foi o primeiro palestrante do evento e apresentou o estudo “Digital Insurance 2025“. Segundo ele, “cada país está vivendo uma realidade totalmente única”. Bertin destacou a importância das associações para alavancar o crescimento das startups de seguros na América Latina, especialmente nos principais países da região, como Brasil, México e Chile.
A captação de investimentos na América Latina nos últimos 10 anos foi de US$ 506 milhões (sem Brasil). Apenas o Brasil arrecadou US$ 743 milhões. De acordo com o estudo apresentado, o financiamento de insurtechs na região atingiu seu pico em 2021, com US$ 420 milhões, e caiu para US$ 92 milhões em 2024, representando uma queda de 78%. O Brasil é um terço deste valor.
O levantamento revelou que, em janeiro de 2025, a América Latina contava com 502 insurtechs, sendo 70 novas apenas no primeiro mês do ano. Em 2024, o número de startups de seguros totalizou 432 na região. O México conta com 120 insurtechs, continua atraente e apresenta uma taxa de internacionalização de 36%. A Argentina cresceu 88% e se caracteriza por um perfil altamente internacional. Já o Chile apresenta um crescimento sustentável de 21%, mesmo sem novos investimentos. A Colômbia cresce a uma taxa de 18% e atrai 51% dos investimentos internacionais. “O Brasil se destaca como um mercado único no cenário latino-americano, com 206 insurtechs e um crescimento de 6% em 2024, comparado a 2023. É um mercado predominantemente interno e inovador”, afirma o palestrante.
No quesito distribuição, houve mudanças no mercado. Em 2020, a distribuição representava 59% das insurtechs; em 2024, caiu para 51%. Já as enablers (facilitadores) subiram de 41% em 2020 para 49% em 2024. No ranking das principais insurtechs da América Latina, aparecem cinco empresas de destaque: Sami, Loovi, 180 Seguros, Blucyber e Lina.
O estudo de Bertin reforça que, apesar dos desafios, o mercado de insurtechs na América Latina continua evoluindo, com destaque para a internacionalização e novas oportunidades de crescimento. “É preciso agora atentar-se para exportar a outros países o que o Brasil tem feito de bom”, afirma. Nos últimos quatro anos, a internacionalização das insurtechs cresceu significativamente: em 2020, apenas 6% das startups operavam fora do país de origem, enquanto hoje esse número subiu para 28%. O índice de internacionalização em 2024 foi de 14%, e o índice de atração de investidores chegou a 24%. A taxa de mortalidade das insurtechs na América Latina foi de 11%, enquanto no Brasil 7% no ano passado.
Leire Jiménez, Chief Innovation Officer (CIO) da MAPFRE Global, contou que o grupo espanhol passou por três fases importantes de inovação. Entre 2005 e 2014, o foco foi a transformação digital inicial, com a implementação de seguradoras digitais e a adaptação às novas tecnologias emergentes. De 2015 a 2023, o ponto alto foi a expansão das iniciativas digitais, consolidando a inovação como um pilar estratégico e integrando soluções tecnológicas avançadas nos processos e serviços oferecidos.
Já o plano do período de 2024 a 2030 inicia uma nova fase, com o objetivo de aprimorar o desenvolvimento de negócios, otimizar processos decisórios e manter a empresa à frente das tendências de mercado para melhor atender aos clientes. Esta etapa é liderada por Leire Jiménez, que busca fortalecer a posição da MAPFRE como referência em inovação no setor de seguros. “Essas fases refletem o compromisso contínuo da MAPFRE com a inovação e a adaptação às mudanças do mercado, garantindo soluções eficientes e atualizadas para seus clientes, com destaque em três tendências: riscos emergentes, nova mobilidade e longevidade.”
Hugo Assis, diretor geral de estratégia e transformação da MAPFRE no Brasil, ficou surpreso com a baixa internacionalização das insurtechs revelada no estudo, pois acredita que o país é muito diverso e tem capacidade de exportar tudo o que é feito aqui. O programa Tubarões é o motor de engajamento da empresa com a inovação. Ele contou que a empresa registrou aproximadamente 90 iniciativas em 2024, com mais de 150 colaboradores envolvidos, 25 projetos e mais de 15 startups testadas e contratadas.
“Queremos desenvolver produtos com impacto e potencializar a hiperpersonalização. Um exemplo são os seniors, que possuem necessidades específicas. Utilizaremos realidade virtual para atender idosos. Com um celular, eles podem receber suporte, como em casos de vazamento de água, por exemplo. Esse atendimento é prestado pela Mawdy, empresa que presta assistências para a MAPFRE.”
Assis destacou como tendências os canais alternativos, o embedded insurance (seguros embarcados), programas de qualidade de vida integrados aos seguros da MAPFRE, maior integração das insurtechs com seguradoras, seguros de impacto e, por fim, a inteligência artificial aplicada ao negócio, incluindo atendimento, retenção e eficiência. “Temos muitas dores e as insurtechs têm grande capacidade de criar mecanismos para solucioná-las. Estamos de portas abertas para as insurtechs”, finalizou Assis.
Investimentos, inovação, regulação e crescimento no setor de seguros
A segunda parte do evento reuniu especialistas do setor de seguros, insurtechs e investidores para debater a inovação e o futuro do mercado segurador na América Latina. Mediado por Hugo Assis, da Mapfre, o encontro contou com a participação de Alexandre Leal, diretor da CNseg, Cristiano Saab, da insurtech Klimber, Rafaela Andrade, gestora do fundo Mundi Ventures, e Gabriel Purkyt, da consultoria Boston Consulting Group (BCG).
O fundo de investimento Mundi Ventures, com sede em Madri, Espanha, anunciou que colocou a lupa para encontrar bons investimentos na América Latina e contratou como adivisors Sheynna Hakim e Marcelo Blay. Atualmente, o fundo já investiu US$ 30 milhões na região e planeja expandir esse montante para US$ 100 milhões nos próximos três anos. Segundo Rafaela Andrade, o objetivo é investir em startups que operam na interseção do seguro com outros setores, como fintechs e healthtechs. “Percebemos o potencial do mercado segurador na América Latina devido à sua baixa penetração no PIB. Não olhamos apenas para as 500 insurtechs mapeadas no estudo, mas para startups em séries A e B, e empresas que podem agregar seguros como parte do seu modelo de negócio”, afirmou.
Gabriel Purkyt, da BCG, destacou que, apesar dos últimos dois anos terem sido lucrativos para as seguradoras, os próximos anos trazem desafios significativos. Entre eles, mencionou a instabilidade política, a evolução da inteligência artificial generativa (GenAI), o impacto das mudanças climáticas e a necessidade de adaptação às novas gerações de consumidores. Além disso, apontou que a regulamentação do setor está em constante evolução, o que exige flexibilidade das empresas. No contexto global, Purkyt citou a experiência da Ping An, seguradora chinesa que conseguiu revolucionar sua operação ao fornecer tecnologia diretamente para corretores e fornecedores. “Essa estratégia pode inspirar insurtechs brasileiras a agregar mais valor ao setor”, afirmou.
Alexandre Leal, da CNseg, afirmou que regulações bem estruturadas ajudam a modernizar o setor. “O setor de seguros é muito rico em dados, e um dos desafios é garantir a proteção dessas informações, especialmente com a LGPD. O Sandbox Regulatório tem sido essencial para impulsionar novas seguradoras e trazer mais inovação ao mercado”, disse Leal.
Sobre o Open Insurance, Leal mencionou que ainda há barreiras para sua adoção plena pelas seguradoras, principalmente devido aos investimentos necessários para viabilizar sua implementação. “Apesar disso, o Open Insurance representa uma grande oportunidade para o setor”, afirmou. Ele considera “talvez a principal regulação indutora de inovação no setor de seguros. Um ponto que ficou de fora foi a análise da demanda total do mercado para um produto ou serviço. Não se começa um negócio sem saber quem vai consumi-lo”, argumentou.
Outra preocupação em relação ao Open Insurance é sua abrangência, que inclui todos os ramos de seguro. “As próprias empresas ainda têm dificuldades para definir como utilizar essa ferramenta e avaliam que a inclusão de determinados ramos não faz muito sentido”, ponderou.
Representando as insurtechs no painel, o country general manager da Klimber, Cristiano Saab, disse que a missão de sua empresa é fazer a conexão entre as seguradoras e seus parceiros de negócio no processo de distribuição, utilizando uma plataforma que cobre todo o ciclo de vida de uma apólice. Entretanto, segundo ele, a tecnologia, por si só, não resolve todos os problemas das seguradoras, sendo necessário desenvolver produtos que atendam às reais necessidades dos clientes.
O evento foi encerrado por Alessandro Octaviani, superintendente da Susep, que destacou a necessidade de inovação para ampliar a penetração do seguro no Brasil. Citando a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, Octaviani ressaltou a urgência de maior cobertura securitária, já que as perdas econômicas foram superiores a R$ 100 bilhões, enquanto os valores indenizados pelo mercado segurador somaram apenas R$ 6 bilhões.
Octaviani também pontuou três desafios cruciais para o futuro do setor: a supervisão das novas entidades que entram no mercado, como as 3 mil associações veiculares, a implementação do Sistema de Registro de Operações (SRO) e a evolução do Open Insurance. Ele defendeu que o Open Finance, que integra bancos e seguradoras, pode liberar mais de R$ 1,4 trilhão em previdência para servir como garantia de crédito, o que equivaleria a quatro vezes o BNDES. “Para que isso aconteça, a jornada do consumidor precisa estar bem estruturada”, disse.
Por fim, destacou a relação entre seguros e infraestrutura como um tema estratégico para a economia. “Temos mais de 10 mil obras paradas no Brasil. Uma boa gestão do seguro garantia pode permitir a retomada desses projetos e garantir maior segurança para investidores”, finalizou Octaviani.
Cleide Camilotto assume nesta segunda-feira (24), como diretora Comercial Regional Sul da Allianz Seguros. A executiva será responsável pelo desenvolvimento de negócios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Assumo este novo desafio com o compromisso de identificar oportunidades no mercado, sempre com foco no crescimento sustentável e na entrega de valor”, destaca Cleide.
“Com mais de 25 anos de experiência na área Comercial, desenvolvi uma visão sistêmica e estratégica abrangente do mercado de seguros, que será fundamental neste ciclo profissional”, completa a executiva, que construiu uma trajetória sólida na Caixa Seguradora, onde atuou por mais de duas décadas e chegou ao cargo de superintendente Comercial Nacional. Mais recentemente, esteve no Sicoob Central Unicoob por quase três anos, exercendo a função de diretora executiva.
Graduada em Ciências Contábeis, Cleide possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Marketing e Vendas pelo CEDEPE, além de especialização em Economia e Gestão Empresarial pela Fundação Dom Cabral.
Com a chegada de Cleide, Luciano Ambrosini, que ocupou interinamente o cargo de diretor Comercial Regional Sul entre janeiro e fevereiro, passa a dedicar-se integralmente à posição de diretor Comercial Regional São Paulo Interior.
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