A Época informa que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou na sessão de ontem a privatização do IRB, empresa avaliada em R$ 2,5 bilhões e com 40% de participação no mercado de resseguros do país. Segundo a nota, o ministro Valmir Campelo, relator do processo no TCU, afirmou na sessão que a modalidade da desestatização é inédita, porque acontece com aumento de capital, renúncia de direitos de subscrição e composição acionária exclusiva para fundos de pensão de estatais.
Os acionistas signatários serão a União, o Banco do Brasil, o Itaú, o Bradesco e o Fundo de Investimento em Participações Caixa Barcelona. Ficou decidido que cada acionista terá uma quantidade de votos equivalente ao número de ações vinculadas que detém. A União e o Banco do Brasil terão, juntos, 47,95% de participação no bloco de controle. A União, titular exclusiva de ações de natureza especial (golden share), tem poder de veto e direito a indicar o presidente do Conselho de Administração e um integrante para o Conselho Fiscal. O Ministério da Fazenda acredita que, com a privatização, o IRB terá flexibilidade para atuar no mercado de forma mais competitiva. O governo estima que, em cinco anos, a empresa estará entre as dez maiores resseguradoras do mundo.
Grande expectativa hoje na indústria mundial de seguros. O Tribunal de Contas da União (TCU) discute hoje se aprova ou não o modelo de desestatização do IRB Brasil Re, discutido há quase duas décadas, agora que já foi feita toda a mudança necessária para tornar o IRB uma empresa privada, com 51% do capital pertencente a grupo privados. A ideia é que controlado pelo setor privado o IRB possa para aumentar sua capacidade de retenção de risco dos atuais R$ 15 bilhões para cerca de R$ 50 bilhões em resseguros.
Segundo fontes do setor, no prazo de aproximadamente dois anos, se tudo caminhar com eles esperam, será feito o IPO do ressegurador, dando a chance de outros investidores entrarem no bloco de controle, bem como os atuais acionistas, como Itaú e Bradesco, poderem sair para o Banco do Brasil assimir com um parceiro, ou mesmo os bancos privados poderem assumir uma posição maior do que a definida na última assembléia.
Na semana passada, o Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência de uma fatia de 21,24% do capital do IRB da União para a BB Seguros, subsidiária da BB Seguridade, numa transação avaliada em R$ 547,4 milhões.
Hoje, dia 29, o IRB divulgou edital de assembléia geral extraordinária convocando os acionistas para aprovarem aumento do capital social da Companhia de R$ 103 milhões, passando de R$ 1,35 bilhão para 1,453 bilhão, mediante a emissão de 40 mil novas ações ordinárias. O IRB receberá um aumento de capital, do qual a União e o Bradesco abrirão mão do direito de preferência, segundo editais publicados. O desembolso do Itaú será de R$ 2,3 milhões. Após isso, o IRB terá um bloco de controle do qual farão parte a União, com 15% e uma golden share, BB Seguros com 20%, Itaú Seguros com 15%, Bradesco Seguros com 20% e o FIP Caixa Barcelona com 3%.
O IRB é líder no segmento de resseguradoras locais, com 53% do total dos prêmios registrados no primeiro bimestre do ano, segundo resenha mensal da consultoria Siscorp, feita com base nos dados estatísticos divulgados pela Superintendência de Seguros Gerais (Susep).
Vale lembrar que nos próximos dois anos a perspectiva para o mercado de resseguros e de seguros é de forte crescimento diante das grandes obras necessárias para deixar o país pronto para os mundiais esportivos.
Enquanto todos os seguradores no Brasil se queixam que a Odebrecht está muito alavancada e por isso restrigem limites de valores para o seguro garantia para o conglomerado, a canadense Fairfax foi criativa e partiu para buscar soluções e assim atrair o cliente para a operação brasileira. Afinal, estamos falando de um dos principais grupos envolvido em projetos de infraestrutura no Brasil, país que se prepara para sediar a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016.
Segundo noticiaram os sites internacionais especializados em seguros e finanças, o Export Development Canada está fornecendo um limite de crédito no valor de US$ 200 milhões para as operações globais do conglomerado Odebrecht do Brasil. Sob os termos da facility, 25% da capacidade (US$ 50 milhões) será implantada a partir da EDC para cobrir garantias emitidas pela Fairfax Brasil Seguros Corporativos, a subsidiária de seguros no Brasil da empresa canadense Fairfax Financial Holdings. Como resultado, a Fairfax Brasil vai aumentar sua capacidade de garantia de crédito com a Odebrecht e seu volume de negócios com o grupo.
“O facility da EDC está em linha com a nossa estratégia de longo prazo caução de complementar nossas necessidades de capacidade em mercados fora da indústria de seguros e de resseguro”, disse Luis Barretto, responsável pela corretora de seguros do grupo Odebrecht. “Neste caso, nós também temos o importante valor agregado de reforçar ainda mais o relacionamento da Odebrecht com a seguradora canadense, como Fairfax, disse. Para a Fairfax, “a Odebrecht é um player chave na infraestrutura da América Latina e este contrato vai proporcionar maior capacidade e proteção, bem como facilidade para gerenciar seus contratos de forma mais eficiente”, disse o vice-presidente regional para a América do Sul do EDC, Jean Cardyn.
A primeira empresa do grupo que irá se beneficiar da facility é a Construtora Norberto Odebrecht, um grande comprador de seguro garantia para os seus projetos de infraestrutura em todo o mundo. A crescente demanda por garantias cria uma oportunidade significativa para novos provedores de capacidade fora do tradicional seguro e resseguro, tais como organismos multilaterais e agências de crédito à exportação, como EDC.
A economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. O resultado é exatamente igual ao do crescimento do quarto trimestre do ano passado. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,11 trilhão. Na comparação com igual período de 2012, a alta do PIB brasileiro foi de 1,9%. No acumulado dos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2013, o PIB registrou crescimento de 1,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.
Alguma fonte de seguros pode comentar quais os impactos disso no setor e se isso muda a estratégia da empresa? Aguardo muitas entrevistas sobre esse tema hoje, bem como qual a aposta no ruma da Selic. Sobe? E como isso afeta as empresas? Ajuda no ganho financeiro mas atrapalha nas vendas, uma vez que os financiamentos ficam mais caros e com isso a população tem menos bens para segurar? Por outro lado, incentiva a poupança para a previdência, uma vez que os fundos terão um rendimento melhor???? Aguardo contatos para poder escrever uma matéria sobre o tema!!!!
O Porto Seguro Agronegócios é um seguro que pode ser contratado para hortas e pomares, com coberturas contra os danos causados por tempestades de granizo, que durante a primavera e verão causam grandes prejuízos à agricultura.
Com o objetivo de proteger as safras agrícolas, a Porto Seguro conta com seguros específicos contra os danos causados por intervenções climáticas, em especial o granizo. No Brasil, tempestades com queda de pedras de gelo causam grandes prejuízos à agricultura. Por conta do clima temperado, safras de frutas como maçã, pera e pêssego são mais vulneráveis ao granizo, cuja ocorrência é mais comum a partir do início da primavera (setembro) e se estende até o término do verão (março).
O Porto Seguro Agronegócios reúne dois produtos. O Agronegócios Horta pode ser contratado para plantações de alho, cebola, tomates, berinjelas e pepinos, desde que sejam conduzidos tutorados ou envarados. Já o Agronegócios Pomar oferece proteção para as culturas da ameixa, atemoia, caqui, laranja, lima, limão, tangerina/mexerica, figo, maçã, manga, goiaba (para indústria e mesa), nectarina, pera, pêssego e uva (de mesa e de vinho).
Quando a apólice é contratada para hortaliças, o período de cobertura inicia-se depois do enraizamento e se estende até o final da colheita. A contratação pode ser feita durante todo o ano e a vigência do seguro é de seis meses. Já a garantia do seguro para pomares começa com a frutificação e também vai até o término da colheita.
Joaquim Cesar, coordenador de seguros rurais da Porto Seguro, destaca a importância desse tipo de garantia, que ajuda a manter a saúde financeira de produtores de bens essenciais, como alimentos. “A ideia é proteger as safras principalmente dos pequenos e médios produtores; assim, podemos contribuir também para a estabilidade da atividade agrícola”, explica.
O seguro se destaca ainda pelo processo de contratação simplificado. Outro fator vantajoso é a existência das subvenções ao prêmio do seguro rural oferecidas pelo Governo Federal, que podem custear entre 40% e 60% do valor do seguro. As subvenções também podem ser complementadas por subsídios oferecidos por alguns Governos Estaduais, o que contribui ainda mais com a redução do valor do seguro.
O grupo Geser – Gestão em Seguros e Riscos, lançou um Boletim do Seguro Rural (BSR) com o principal objetivo de esclarecer temas importantes sobre o seguro rural, além de divulgar as informações do setor, notícias, estudos de caso, entrevistas e artigos técnicos. O público alvo são os produtores rurais, mas buscaremos atender também às expectativas dos demais atores ligados ao setor de seguro rural.
Nesta primeira edição, o BSR apresenta em sua matéria de capa as ações do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural do Governo Federal (PSR), e traz também um estudo de caso para o seguro agrícola de custeio, para a região de Campo Mourão/PR.
O boletim também traz entrevistas com o Coordenador do Departamento Técnico Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), o economista Pedro Augusto Martins Loyola Junior, que trata do posicionamento da FAEP a respeito do PSR, seguro rural e desafios futuros do setor.
“Esperamos que este material auxilie os produtores rurais a entender melhor o seguro rural, destacando suas vantagens e limitações, e como esse instrumento de gestão de riscos pode ser utilizado da melhor maneira possível para reduzir de forma eficaz as perdas provenientes de eventos climáticos adversos”, comenta o professor do Dept. de Economia, Administração e Sociologia (ESALQ/USP) e coordenador do Grupo Geser.
matéria extraída do portal da CNseg, confederacão das seguradoras (www.cnseg.org.br)
A legislação argentina que trata da reciclagem de peças automotivas trouxe vários benefícios não só para o mercado de seguros daquele país, como para toda a sociedade. Além de reduzir drasticamente a taxa de roubo e furto de veículos, ao cortar o principal mecanismo de alimentação da indústria de desmanche ilegal, fez cair uma das principais causas de homicídios na Argentina- já que 30% das mortes ocorriam durante assaltos aos motoristas. De quebra, a reciclagem barateou os preços do seguro e deu uma destinação aos resíduos sólidos, ainda que o objetivo principal da legislação aprovada em 2003 tivesse como alvo o combate à fraude na carteira de automóvel e menos os benefícios ambientais, reconhece Fabián Pons, diretor do Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI Argentina), que participou como palestrante do segundo painel do Seminário sobre os Impactos Jurídicos e Operacionais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Mercado Segurador, promovido pela CNseg, em parceria com a Escola Nacional de Seguros, nesta terça-feira, 27, no Rio de Janeiro.
Ele explicou que a legislação de reciclagem de automóveis e venda legal de autopeças certificadas começou a ser discutida a partir de 1999, em resposta às fraudes ocorridas na carteira de automóvel. Àquela altura, era sabido que os roubos de carros ocorriam para atender à indústria de desmanche clandestina.
Mas a ideia da criação do centro de reciclagem de veículos, apresentada pela primeira vez em 2000, não prosperou imediatamente, em razão do perigo que envolvia competir com os desmanches ilegais, que eram comandados por policiais, na maioria dos casos. Contudo, a chegada da pior crise econômica da Argentina, ocorrida entre 2002 e 2003, elevou para níveis insuportáveis as taxas de roubo e furto de automóveis – que dobraram no período, para quase 9 mil casos por mêsno pior momento, obrigando o governo a reagir para barrar os desmanches ilegais.
O resultado disso foi a aprovação da Lei 25.761, conhecida como Lei de Autopeças. A legislação visava encerrar a falta de autopeças para reposição no mercado legal, seus altos custos, o aumento de roubo e das fraudes, o uso de certificado de baixa de veículos por perda total, também usado para alimentar a industria de carro dublê no país (e, em consequência, a venda ilegal de autopeças).
E foi providencial. No ano seguinte, o Cesvi Argentina montou seu centro de reciclagem de automóveis, recebendo veículos provenientes de perda total de oito seguradoras associadas e barrando a atuação de parte da indústria de fraude a partir da compra dos salvados. A legislação também ampliou o controle das oficinas de desmanche, sobretudo na capital, fazendo o índice de roubo cair pelo menos 30%. Mas a partir de 2011 afrouxou-se o controle dos desmanches legais, fazendo a frequência de roubo dar novo salto, disse ele. Mas nada próximo dos índices de 2002 e 2003.
De qualquer forma, a legislação é amplamente positiva, diz Fabián Pons, por combater a indústria de desmanche ilegal e dar destinação aos resíduos sólidos dos veículos segurados que saem de circulação. No Brasil, pode-se dizer que existem alguns rascunhos de normas que tratam do desmonte de veículos nos estados e municípios, mas ainda existe a carência de uma legislação federal para dar um norte ao tema, afirma o diretor-executivo da FenSeg, Neival Rodrigues Freitas, outro participante do painel “Reciclagem de peças automotivas”, coordenado pelo presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Paulo Miguel Marraccini.
No momento, há regulamentações sobre o tema nos estados do Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, São Paulo e nos municípios de Ribeirão Preto, Campinas e no Rio de Janeiro. No plano federal, pelos menos três projetos de lei miram a reciclagem de veículos. O primeiro, aprovado pelo Congresso, foi apresentado pelo senador (falecido) Romeu Tuma em 2010, mas vetado pela presidenta Dilma Rousseff em 2011. Agora, dois tramitam no Congresso Nacional- o PL 023, do deputado Armando Vergílio; e o PL 617, do senador Romero Jucá.
Enquanto tramitam, o quadro do mercado parece semelhante ao experimentado pela Argentina uma década antes, com uma indústria de desmanche para venda de autopeças atuante, a exemplo do ocorrido no país vizinho no passado. O número de veículos roubados e furtados é bastante elevado- são 436 mil por ano; a taxa de recuperação situa-se em 50%, o que leva a crer que a maior parte dos veículos roubados e furtados não localizados é destinada aos desmanches clandestinos, afirma Neival Rodrigues.
Para Neival Rodrigues, a virtual legislação deve incluir mecanismos rigorosos de fiscalização de empresas que atuem na reciclagem; controle efetivo da desmontagem de cada veículo, com a prévia baixa do automóvel no DETRAN; clara definição das peças que não poderão ser reaproveitadas e identificação das que serão reutilizadas; criação de banco de dados para rastrear as peças reaproveitadas; e fiscalização do processo de descarte de peças e fluidos.
Entre os benefícios esperados, Neival Rodrigues projeta uma redução dos índices de violência, principalmente nos grandes centros urbanos; abastecimento do mercado formal de compra e venda de peças reutilizáveis e atendimento de um público potencial de mais de 40 milhões de motoristas. No plano ambiental, a legislação é também avaliada positivamente, por reduzir a poluição ambiental, tendo em vista o descarte adequado de fluidos e componentes perigosos (bateria, graxas, etc).
Também participante do encontro, Luiz Alberto Pomarole, diretor vice-presidente da Porto Seguro Seguros, deixou claro o caráter estratégico da legislação de reciclagem de veículos para o advento do seguro popular de automóvel, em discussão na Susep e a ser regulamentado ainda este ano, segundo Gustavo Adolfo Araujo Caldas, coordenador da Coordenadoria de Relações Internacionais da Susep.
Segundo Pomarole, hoje, por conta do uso de peças originais, o seguro de auto para um veículo de sete anos chega a custar de 20% a 25% de seu valor de mercado, ao passo que para um zero é de 4%. O uso de peças reutilizadas pode ser o divisor de água, para ele. Como exemplo, ele lembra que o custo de um para-lama e capô de um veículo popular novos é de R$ 900, ao passo que, no caso de peças recicladas, custaria R$ 350. A redução de preços dos seguros populares ocorrerá em todas as praças, mas deverá ser mais acentuada em cidades que convivem com taxas de roubo e furto mais reduzidas.
Por fim, as seguradoras terão de aperfeiçoar a comunicação com os clientes que aceitem o uso de peças reutilizadas, lembra o advogado Ricardo Morishita, professor de Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor na graduação da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas/RJ, chamando a atenção para os artigos oitavo e nono do Código de Defesa do Consumidor. “O Código não é um adversário, mas um grande aliado”. Se há riscos ou perigo à saúde, o consumidor precisa ser exaustivamente informado disso”, recomendou ele.
matéria extraída do portal da CNseg, confederação das seguradoras (www.cnseg.org.br)
Considerar as questões sociais e ambientais nas decisões de aceitação de risco, exigindo dos segurados as correções necessárias para adequação aos princípios da sustentabilidade, ajudará as seguradoras no aprimoramento dos processos de gestão de risco, além de gerar novas oportunidades de inovação nos negócios. Esse foi o consenso durante os debates na parte da manhã do I Seminário sobre os Impactos Jurídicos e Operacionais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Mercado Segurador, promovido pela CNseg, no Rio de Janeiro.
Participantes do evento antes do início dos debates. Da esquerda para a direita: Gustavo Pires, da Eco Assist; Eduardo Menezes, da Bradesco Auto Re; Maria Elena Bidino, superintendente de Relações com o Mercado da CNseg; Marco Antônio P. Ferreira, da Itaú Seguros e FenSeg; Solange Beatriz, diretora executiva da CNseg; Carlos Zoppa, diretor da Terra Brasis Resseguros; Gerson Arruda, engenheiro químico e Jorge Costa Laranjeiro, especialista da Itaú Seguros.
Como lembrou a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz, a partir da entrada em vigor da Lei 12.305, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a preocupação com o tema no mercado segurador deixa de ser facultativa, passando a ser obrigatória, devido à questão da responsabilidade compartilhada. “Diante disso, quais as práticas que podem ser incentivadas?”, questiona. “Todos nós temos comprometimento, responsabilidade e podemos ser cobrados por isso”, disse ainda.
Após exibir números do setor, mostrando sua importância econômica, Solange Beatriz destacou algumas ações da CNseg em prol da sustentabilidade, como a assinatura do Protocolo Verde com o Ministério do Meio Ambiente e a adesão, junto à ONU, aos Princípios de Sustentabilidade em Seguros. Para Renato Campos, diretor da Escola Nacional de Seguros, a preservação do meio ambiente e o mercado de seguros andam de mãos dadas. “Afinal, tudo que acontece ao planeta, de alguma forma impacta a atividade de seguros”, disse na abertura do evento.
A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Meirelles, aposta no apoio das seguradoras à implementação das inovações da Lei, que foi discutida por 21 anos até ser aprovada em 2010. Ela informou que existem dois acordos de cooperaração firmados com a CNseg e com a Febraban. A sugestão de Mariana é que o mercado segurador use como referência a política sócio-ambiental orientada para os grandes bancos, definida pelo Branco Central, na elaboração de sua própria política.
Marco Antonio Ferreira, subscritor de risco de responsabilidade ambiental do Itaú Unibanco, mediador da palestra “Implicações Jurídicas para empresas de seguros”, disse que as seguradoras precisarão conhecer mais profundamente os impactos da Lei de Resíduos Sólidos para a atividade. “Quem sabe quais são os aterros ou lixões para onde vão os resíduos produto dos capotamentos de cargas perigosas?”, perguntou, instigando palestrantes e público. “As seguradoras podem ser incluídas em ações civis públicas e ambientais, havendo, ainda, os riscos de imagem, que precisam ser gerenciados”, disse Ferreira, que também é coordenador da subcomissão de seguro de Responsabilidade Civil Ambiental da FenSeg. “A Lei, que no artigo 40 fala de seguro e responsabilidade civil ambiental, abre um universo de possibilidades para o setor, tanto em relação a riscos como em relação a oportunidades”, disse ainda.
Os palestrantes do painel, Carlos Zoppa, diretor da Terra Brasis Resseguros; Eduardo Menezes, superintendente da Bradesco Seguros Auto RE; Gerson Arruda, engenheiro químico e Jorge Costa Laranjeiro, especialista da Itaú Seguros, seguiram a mesma linha. Laranjeiro, instigou a plateia com outra pergunta: “Qual a responsabilidade das seguradoras, dos segurados e como preparar nossos técnicos e especialistas para a subscrição correta do risco, levando em conta a co-responsabilidade da Lei?” Ele mostrou situações de acidentes, nos quais a responsabilidade da seguradora acabou por ir muito além do que estava no contrato. “O risco foi assumido depois de todas as inspeções e cumpriu com todas as exigências de seguradoras e resseguradoras. No entanto, a realidade nos mostrou que ainda temos muito para avaliar”, disse. Segundo ele, além do incêndio, danos ambientais com a fumaça e contaminação de solo, o cliente e a seguradora tiveram de arcar com elevados gastos para remover os resíduos sólidos consequentes do incêndio.
Eduardo Menezes enfatizou que é preciso definir claramente o que é salvado. No conceito clássico, é o que sobra de um sinistro e tem valor econômico. No entanto, para tratamento de resíduos sólidos, não é bem assim. O fato de não ter valor econômico não deixa de ter implicações na nova Lei. “A partir de que momento o bem se torna salvado? Temos responsabilidade de participar da regulação, mas a responsabilidade do resíduo é do dono e não da seguradora”, acredita ele, para quem esses detalhes têm de ser conhecidos para que todos possam se preparar para exigir dos parceiros de negócios o comprometimento com o tema.
Zoppa enfatizou que a análise e gerenciamento de risco devem ser ainda mais valorizadas pelas seguradoras, incluindo a responsabilidade compartilhada na avaliação do ciclo do produto. “No relatório de inspeção, já é possível avaliar o cenário e recomendar ao segurado ações que possam mitigar problemas futuros no relacionamento das partes”, concluiu.
Interessante artigo de Fernando Eliezer Figueiredo e Juliana Lopes são, respectivamente, diretores para o Brasil e para América Latina do CDP
Por Fernando Eliezer Figueiredo e Juliana Lopes
Os benefícios para o planeta de ações ambientais conscientes por parte de indivíduos, comunidades e empresas são facilmente compreendidos e disseminados. Porém, uma preocupação cada vez maior atinge investidores de todo o mundo: e para os negócios? Qual o impacto da postura de uma companhia quanto ao capital natural em seu desempenho financeiro? No mundo de hoje é imprescindível que os investidores procurem cada vez mais empresas que reportam suas ações em relação ao meio ambiente. E, claro, que tais ações sejam cada vez mais bem-sucedidas no combate às mudanças climáticas e à escassez de capitais naturais, como água e florestas.
Uma chuva em outro continente pode afetar a produção de uma matéria-prima vital para uma empresa brasileira – e fazer a companhia crescer menos ou até decrescer naquele exercício. Uma seca ou uma inundação em determinado local pode impactar diversos negócios ao redor do globo. Em 2011, por exemplo, a Intel perdeu US$ 1 bilhão em receita e a indústria automotiva japonesa perdeu US$ 450 milhões em lucros, como resultado da interrupção dos negócios causada pelas enchentes que atingiram fornecedores na Tailândia.
Em um mundo com mais de sete bilhões de pessoas e um nível de CO2 que atinge a marca de 400 ppm (partes por milhão) na atmosfera (quando o indicado seria 350 ppm), a mudança climática vai (e precisa) ser cada vez mais incorporada à estratégia de negócio. Tal fenômeno atinge diretamente a economia: estimativas preveem que, até 2030, o PIB mundial pode cair até 3,2%. Um recente relatório do Banco Mundial fala em perdas financeiras de R$ 15 bilhões no Brasil entre 2008 e 2011; perdas estas ligadas a desastres naturais que aconteceram em quatro estados: enchentes em Santa Catarina (2008), pior estação de chuvas em duas décadas em Alagoas e Pernambuco (2010) e inundações e deslizamentos na Região Serrana no Rio de Janeiro (2011).
Hoje, já é fato que companhias mais preocupadas com o meio-ambiente têm desempenhos melhores em bolsas de valores. Informações do relatório Carbon Action 2012, elaborado pelo CDP, ONG que trabalha para prevenir as mudanças climáticas, proteger os recursos naturais e criar prosperidade a longo prazo por meio da alocação eficiente de capital, apontam que as empresas que reportaram investimentos em projetos de energia limpa e redução de carbono tiveram um retorno positivo de investimento (ROI) de 33% ou um retorno total em até três anos.
Por tudo isso, cada vez mais, é fundamental que fundos de pensão, bancos, fundações, seguradoras, gestores de ativos e até o pequeno investidor tenham acesso a informações para analisar o risco climático em uma empresa. Eles não precisam abrir mão de sua rentabilidade para investir em empresas mais saudáveis também do ponto de vista ambiental. Um levantamento feito pela Anbima mostra que, no primeiro semestre do ano passado, fundos de ação da categoria sustentabilidade e governança renderam, em média, 13,69% acima dos grupos Ibovespa Ativo (5,55%) e IBrX Ativo (7,81%).
Colocando-se este fato na balança, ao lado de estudos do BID que estimam que o aumento das temperaturas pode causar perdas avaliadas em US$ 100 bilhões por ano até 2050, a relevância do fator meio-ambiente na tomada de decisões torna-se fundamental. Esta pesquisa do BID, elaborada junto com a Comissão Econômica da América Latina e o Caribe (CEPAL) e a World Wildlife Fund (WWF) e apresentada durante a Rio+20, mostra que tais perdas seriam resultado direto de eventos como impactos climáticos na produção agrícola e mudanças nos padrões pluviais. O texto do BID estima que em 2050 “a região experimentará perdas de exportações agrícolas US$ 30 bilhões a US$ 52 bilhões.
Para conhecer este perfil da empresa, o investidor deve cobrar da mesma o reporte de informações nas áreas ambiental, social e de governança para saber o que está suportando a geração de receita da empresa, evitando a exposição do seu investimento a riscos que não são evidenciados pela análise de fatores econômico-financeiros
Um fator para encorajar investidores e empresas a integrar a mudança climática na sua estratégia é a correlação observada entre um melhor desempenho nas bolsas de valores e a participação nos índices Carbon Performance Leadership Index (CPLI) e Carbon Disclosure Leadership Index (CDLI). As empresas participantes de ambos os índices ofereceram aproximadamente duas vezes mais retorno financeiro aos investidores no período de 2005 a 2012, uma tendência clara de que uma gestão de carbono eficiente impacta positivamente o desempenho econômico-financeiro.
Empresários ligados aos 26 sindicatos filiados à Fecomércio em Brasília (DF) terão condições diferenciadas para a contratação de seguro automóvel do Banco do Brasil Seguros. A parceria entre a Fecomércio-DF e o BB Seguros, empresa do grupo segurador BB e Mapfre, foi firmada este mês, em Brasília. Mais de trezentos mil associados aos sindicatos ligados à entidade no Distrito Federal poderão usufruir do benefício.
Entre as vantagens estão o parcelamento em até seis vezes sem juros do seguro, assistência 24 horas completa, incluindo os serviços de chaveiro, reboque, atendimento em caso de pane seca, e carro reserva nos casos de incêndio, roubo, furto e colisão do veículo segurado. O seguro ainda garante cobertura no caso de indenização integral para um novo veículo sem que haja a necessidade de contratação de uma nova apólice.
“A Fecomércio-DF é uma entidade confiável e sólida, e por esse motivo estamos disponibilizando aos empresários vantagens no preço e nos serviços”, destaca Marcos Maia Barbosa, gerente comercial da rede BB Varejo.
Banners no portal da Fecomércio-DP (http://www.sistemafecomerciodf.com.br) e notícias publicadas no Facebook da ententidade remeterão ao Hotsite do BB Seguro Auto (http://www3.bbseguroauto.com.br/contrat/fecomercio) para a contratação do produto. Além desse canal, a contratação também pode ser feita por meio do telefone 0800.729.0400.
Já faz parte da estratégia de investimento do grupo segurador BB e Mapfre a criação de novas formas de captação de negócios pelo meio digital. O GRUPO foi o primeiro no mercado segurador a lançar sua loja virtual no social commerce, na carona das empresas que usam as redes sociais para fazer negócios.
A ferramenta roda no Facebook, na fan page do BB seguros, e por meio dela já é possível fazer cotações, comprar e renovar seguros pelos mesmo preços que nas agências e terminais eletrônicos.
“Fomos os primeiros entre as seguradoras a usar a rede como plataforma de negócios, o que demonstra o nosso pioneirismo no ambiente digital, onde todo mundo está conectado”, afirma Benedito Dias, diretor de Marketing do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE.
A ferramenta só está disponível para os produtos de automóvel do Banco do Brasil, por enquanto. Mas as funcionalidades do aplicativo serão estendidas a outros produtos de seguros da companhia, entre eles os seguros de vida e residencial, o que deve ocorrer até o fim deste ano.
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