A seguradora Chubb é, pela segunda vez consecutiva, uma das patrocinadoras responsáveis pela terceira edição do BMW Jazz Festival. O evento contempla duas cidades: entre 6 e 9 de junho acontecerão shows em São Paulo e, entre 8 a 10 de junho, no Rio de Janeiro. As atrações contarão com um repertório de diferentes linhas do Jazz, do tradicional, permeando o moderno até a mistura do gênero a um instrumento típico do Brasil, o arcodeon.
“É uma grande honra para Chubb apoiar este festival que reúne os apreciadores da boa música. Nossa presença é uma oportunidade inigualável para mantermos contato com um público que possui o mesmo perfil diferenciado de nossos clientes”, conta Maria Celeste Parra, superintendente de marketing da companhia. Em apenas três anos, o festival já figura no calendário mundial dos grandes eventos musicais, além de contribuir para fortalecer a cultura do Jazz no país. Nomes consagrados e revelações do Jazz estão na programação do evento: o guitarrista Pat Metheny e o saxofonista Joe Lovano; o quarteto James Farm e a orquestra dos Corações Futuristas, de Egberto Gismonti, este último com apresentação apenas na capital Paulista.
Especializada e pioneira na área de seguros para eventos, com cerca de meio século de expertise, a Chubb oferece produtos e soluções voltados a atender às necessidades de produtoras e organizadoras de eventos no mercado brasileiro. Fornece apólices para espetáculos e eventos de todos os portes e características.
Com vasta experiência no segmento de musicais, a companhia foi a seguradora oficial de “My Fair Lady”, “Os Produtores” e “Gloriosa”, grandes sucessos de público e crítica no país. Também já foi responsável por grandes eventos no Brasil como uma das edições do Rock In Rio, dos principais blocos e camarotes do carnaval de Salvador, da Casa Cor, do Meeting Internacional, Festival de Gastronomia de Tiradentes entre outros.
Começa daqui a pouco o I Seminário sobre os Impactos Jurídicos e Operacionais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Mercado Segurador, promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Complementar e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), no Rio de Janeiro.
O evento vai reunir a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Meirelles, que acaba de assumir o cargo, o secretário de Estado do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o diretor do Centro de Experimentacion e Seguridad Vial do CESVI da Argentina, Fabián Pons, entre outros.
Um dos destaques será a recomendação de criação de um seguro específico para empresas que transportem e removam resíduos. Além disso, os painéis terão como principais temas os aspectos gerais da Política Nacional de Resíduos Sólidos, as implicações jurídicas dessa política para as empresas de seguros, a sua integração nas operações de seguros, a reciclagem de peças automotivas, com informações sobre o cenário brasileiro de desmontagem de veículos e a criação do seguro popular, além do panorama geral sobre o seguro de responsabilidade civil ambiental sob a ótica da PNRS.
Mais um passo na privatização do IRB Brasil Re. Na sexta-feira, BB Seguridade, Itaú Unibanco, Bradesco, FIP Caixa Barcelona, juntamente com a União Federal, assinaram contrato para compor o bloco de controle, segundo fato relevante. Segundo o comunicado, a reestruturação inclui a conversão de todas as ações preferenciais do IRB em ordinárias e a criação de uma golden share que será detida pela União, que terá direito a veto em determinadas deliberações. A operação envolve a transferência de uma fatia de 21,24% do capital do IRB da União para a BB Seguros, subsidiária da BB Seguridade, numa transação avaliada em R$ 547,4 milhões.
O IRB receberá um aumento de capital, do qual a União e o Bradesco abrirão mão do direito de preferência. Concluída essa etapa, o IRB terá um bloco de controle do qual farão parte a União, com 15% do capital, BB Seguros (20%), Itaú Seguros (15%), Bradesco Seguros (20%) e o FIP Caixa Barcelona (3%). O acordo terá duração de 20 anos.
As seguradoras do Itaú desembolsarão aproximadamente R$ 2,3 milhões na operação de aumento de capital. A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo da Defesa Econômica (Cade), e está sujeita à aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), e posterior homologação do aumento de capital pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Voluntários da Brasilcap passarão esse sábado (25) na comunidade pacificada do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Eles participarão de ações de conscientização ambiental com crianças da região. Entre as atividades, estarão pintura, teatro de fantoches e distribuição de livros de literatura infanto-juvenil. Cerca de 20 instituições, privadas e públicas, participarão da iniciativa – chamada de “Jacaré em Movimento” – em prol da população da comunidade, que desde janeiro conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
Alavancada por um novo aporte de capital de R$ 25 milhões que as controladoras farão no início do 2o semestre de 2013, a Essor Seguros prepara-se para incrementar, ainda mais, os seus atuais negócios com o Seguro Decenal e lançar novos produtos no segundo semestre do ano.
“Para isso, a seguradora vai mudar-se para um espaço quase três vezes maior do que o atual para aumentar em 100% o seu quadro de técnicos e de funcionários. Investiremos, também, em campanhas nas redes sociais para incrementar o ritmo das operações e fomentar a cultura do seguro para obras no Brasil”, explica o diretor-executivo da Essor, Fábio Pinho.
A nova sede da empresa fica no mesmo prédio, o RB1, que é referência em matéria de prédio comercial no Rio, com infraestrutura de apoio moderna e localizada no centro do mercado financeiro da cidade. O endereço é Avenida Rio Branco, número 1, 10º andar – Centro, Rio de Janeiro.
“A Essor Seguros aposta no segmento da construção civil. A nossa meta é bater R$ 150 milhões em prêmios ao ano, a partir de 2013, aumentando a capacidade interna com novas oportunidades de negócios”, contabiliza o executivo.
Após reavaliarmos a seguradora multiline (que atua em todos os ramos de seguros) Sul América Companhia Nacional de Seguros S.A., com base no nosso novo critério de seguros, elevamos os ratings da companhia, de ‘BBB’ para ‘BBB+’ na escala global e reafirmamos seu rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil.
Também elevamos o rating da companhia holding não operacional, Sul América S.A., de ‘BB+’ para ‘BBB-’ na escala global e reafirmamos seu rating ‘brAA+’ na Escala Nacional Brasil.
Os ratings refletem predominantemente nossa visão sobre o perfil de risco de negócios “forte” da companhia e o seu perfil de risco financeiro “menos que adequado”, com base em sua franquia altamente diversificada e na avaliação do seu capital e rentabilidade “menos que adequada”.
A perspectiva estável reflete nossas expectativas de que a SulAmerica manterá sua posição competitiva, enquanto continua a reportar bom desempenho operacional apesar da forte competição.
Ações de Rating
Em 23 de maio de 2013, a Standard & Poor’s Ratings Services elevou os ratings de crédito de contraparte atribuídos à Sul América Companhia Nacional de Seguros S.A. (SulAmerica), de ‘BBB’ para ‘BBB+’ na escala global e reafirmou seu rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil. Também elevamos o rating de crédito de contraparte da Sul América S.A. (SASA, a companhia holding), de ‘BB+’ para ‘BBB-’ na escala global e reafirmamos seu rating ‘brAA+’ na Escala Nacional Brasil. O perfil de crédito individual (stand-alone credit profile ou SACP) da SulAmerica é ‘bbb+’. A perspectiva dos ratings é estável.
Os ratings refletem nossa visão do perfil de risco de negócios (BRP, na sigla em inglês para Business Risk Profile) “forte” da SulAmerica e do seu perfil de risco financeiro (FRP, na sigla em inglês para Financial Risk Profile) “menos que adequado,” com base em nossa avaliação do risco da indústria seguradora de um país” (IICRA, na sigla em inglês para Insurance Industry Country Risk Assessment) dos segmentos de ramos elementares (P&C, na sigla em inglês para Property & Casualty) e de saúde no Brasil e da “forte” posição competitiva da companhia. Uma avaliação “menos que adequada” do capital e rentabilidade, combinada com uma posição de risco de “risco intermediário” e flexibilidade financeira “menos que adequada” resultam em um FRP “menos que adequado”. Nossa avaliação do BRP e do FRP da companhia indica uma “âncora” ‘bbb+’ . Nossa avaliação da gestão integrada de risco (ERM, na sigla em inglês para Enterprise Risk Management) e da administração são consistentes com o SACP ‘bbb+’. Avaliamos a liquidez da companhia como “forte.”
Nosso IICRA para os segmentos brasileiros de saúde e de P&C indica um “risco intermediário”. Isso reflete o risco normalmente enfrentado pelos seguradores de saúde e P&C que operam no país, e se baseia em nossa avaliação “intermediária” para os riscos da indústria e para o risco-país de ambos os segmentos de seguros. Nossa classificação de risco-país se baseia nos riscos dos sistemas econômico, político e financeiro do Brasil, sendo que os dois primeiros sistemas se baseiam nos nossos critérios de ratings soberanos, e o último nos critérios do BICRA (ver BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria e Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável). A nossa avaliação do risco da indústria “intermediário” para o segmento de saúde reflete seu desempenho operacional adequado e estável para as companhias privadas com fins lucrativos, apesar da ampla presença de entidades sem fins lucrativos. Em nossa visão, o mercado brasileiro de seguros tem altas barreiras para entrada, o que é um fator positivo, como resultado das altas exigências regulatórias e do elevado número de participantes e de uma grande presença de entidades sem fins lucrativos, o que torna esse setor, de certa forma, não atraente para novos entrantes. Ainda assim, o mercado tem diversos espaços para crescer. Por outro lado, nossa avaliação considera como fatores negativos a regulação existente sobre os preços dos prêmios de saúde individual, em que os aumentos têm de ser aprovados e após estabelecidos limites de acordo com a faixa etária. Além disso, embora acreditemos que a supervisão seja adequada e que há uma extensiva cobertura regulatória, seu histórico é relativamente fraco. A regulação para o setor de saúde é relativamente nova, visto que começou formalmente no ano de 2000 após a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Nossa avaliação de risco “baixo” da indústria para o segmento de P&C se ampara nos seus níveis de rentabilidade bons e estáveis, nos padrões de subscrição adequados e nas exposições a risco administráveis. Também consideramos que os potenciais riscos em geral derivados de catástrofes são moderados, dadas a composição do portfólio da indústria e a baixa incidência de desastres naturais no país. Em nossa visão, esse segmento também tem altas barreiras para entrada em função dos grandes e bem estabelecidos participantes e não em decorrência de regulações. Consideramos que a supervisão e o histórico regulatórios do mercado local são adequados, promovendo um desempenho satisfatório da indústria e crescente competição nos últimos anos. Adicionalmente, o regulador monitora frequente e adequadamente toda a indústria.
De um modo geral, os ratings da SulAmerica refletem sua posição competitiva “forte” no mercado brasileiro de seguros. A SulAmerica usufrui de uma boa posição de mercado nos segmentos de seguro seguro saúde e de automóveis, embora enfrente forte competição em ambas as modalidades, em especial no de seguro de automóveis, em que os canais de distribuição dos seus pares maiores são um desafio para a companhia.
O segmento de seguro saúde gera 70% dos prêmios subscritos brutos da companhia, P&C (25%) e seguro de vida (5%). Os seguros saúde e de automóveis representam 90% dos prêmios totais da companhia e a posicionam entre as três maiores seguradoras do Brasil em ambos os segmentos. A diversificação de produtos tem lhe permitido reportar bom desempenho operacional.
A avaliação do capital e rentabilidade da companhia é “menos que adequada”. De acordo com o nosso modelo de capital baseado em risco (aplicado para as seguradoras da América Latina e Estados Unidos), os níveis de capital da SulAmerica são 12% inferiores à categoria de rating ‘BBB’. No entanto, a falta de exposição a riscos de catástrofes no Brasil e a exposição mínima à volatilidade do mercado acionário no portfólio de investimentos suportam a qualidade do capital.
De acordo com as nossas projeções, assumimos um lucro operacional anual da companhia de pelo menos R$ 453 milhões para o período de 2013-2015. Também esperamos que os indicadores de retorno sobre receitas e de retorno sobre ativos consolidados da SulAmerica fiquem em torno de 6%-8% para 2013-2015, com um índice combinado consolidado inferior a 101%. Estimamos que os prêmios subscritos brutos da companhia aumentem 15%-20% em 2013 e 2015, impulsionados sobretudo pelo crescimento dos segmentos de seguro saúde e de automóveis, sem nenhuma grande mudança no mix de produtos.
Em nossa visão, a posição de risco da SulAmerica reflete um “risco intermediário”, beneficiando-se da diversidade de seus investimentos e dos riscos de seguros. A companhia depende das avaliações internas da qualidade de crédito. O portfólio, excluindo previdência, consite predominantemente de títulos públicos avaliados como ‘A-’ (cerca de 74%), títulos de renda fixa do setor privado (22%, incluindo os títulos corporativos e os certificados de depósitos), as posições de capital (2%) e outros investimentos (2%). O risco de crédito do setor privado compreende principalmente os certificados de depósitos dos bancos avaliados em grau de investimento, e a liquidez muito boa dos títulos públicos suportam a liquidez em geral da companhia. O vencimento médio do portfólio de investimentos da SulAmerica é inferior a cinco anos, sobretudo por causa do prazo dos títulos públicos.
A SulAmerica tem uma flexibilidade financeira “adequada”. O índice de alavancagem financeira era de 13% no exercício findo em 2012, o qual é de certa forma menor do que aquele de seus pares nacionais. Assumimos que a alavancagem financeira permanecerá em torno de 12%, suportando nosso rating atribuído à SASA. Esperamos que a cobertura de encargos fixos seja na faixa de 6x-7x frente ao ambiente de negócios desafiador e se recupere para 7x no médio prazo.
Consideramos a ERM, a administração e as práticas de governança corporativa da SulAmerica como consistentes com seus ratings. A avaliação “adequada” de ERM reflete nossa visão de que a SulAmerica tem práticas de ERM adequadas que resultam em políticas prudentes para riscos de subscrição, de mercado e de crédito, entre outros.
A avaliação da administração e governança da SulAmerica é “satisfatória”, em nossa opinião. A companhia tem um histórico de planejamento estratégico diligente, execução adequada e administração financeira relativamente conservadora e sofisticada. As políticas financeiras da companhia baseadas em valor lhe permitem alocar capital a subsidiárias mais rentáveis e têm levado a uma orientação voltada a desempenho em todo o grupo.
Consideramos a liquidez da SulAmerica como “forte”. A sua estratégia de investimentos tem historicamente sido muito conservadora, focada na qualidade e liquidez, com riscos de crédito e de mercado limitados. A companhia depende de avaliações internas de qualidade de crédito.
Perspectiva
A perspectiva estável reflete nossa visão de que a adequação de capital da SulAmerica permanecerá no nível atual para os próximos anos. Também esperamos que a companhia mantenha seu desempenho operacional consistente com o nosso caso-base e pelo menos uma posição competitiva “forte”.
Poderemos rebaixar os ratings se:
O capital da SulAmerica se deteriorar para níveis inferiores à adequação atual, de acordo com o nosso modelo de capital baseado em risco, se o índice combinado consolidado ultrapassar 101% ou se as posições competitivas nos principais negócios da companhia, de seguro saúde e de automóveis, se deteriorarem em função de uma participação de mercado substancialmente menor. A empresa não preservar seus níveis de liquidez.
Uma ação de rating positiva é improvável nos próximos dois anos. Isso requereria uma melhora significativa na perspectiva econômica para o país e em níveis de capital e rentabilidade mais fortes do que o esperado para a companhia.
Após reavaliarmos a seguradora brasileira Bradesco Seguros S.A. com base em nossa revisão do critério de metodologia de grupos, reafirmamos o rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da companhia. Os ratings da subsidiária refletem o seu status core em relação ao seu controlador Banco Bradesco S.A.A perspectiva da subsidiária reflete àquela do controlador. Após reavaliarmos a seguradora brasileira Bradesco Seguros S.A. com base em nossa revisão do critério de metodologia de grupos, reafirmamos o rating ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da companhia. Os ratings da subsidiária refletem o seu status core em relação ao seu controlador Banco Bradesco S.A. A perspectiva da subsidiária reflete àquela do controlador.
Ações de Rating
Em 23 de maio de 2013, a Standard & Poor’s Ratings Services reafirmou os ratings de crédito de contraparte e de capacidade financeira ‘brAAA’ atribuídos na Escala Nacional Brasil à Bradesco Seguros S.A. (“Bradesco Seguros”). A perspectiva é estável.
Fundamentos
Os ratings da Bradesco Seguros refletem seu status core de grupo, com base na revisão da metodologia de ratings de grupo da Standard & Poor’s, em relação ao seu controlador Banco Bradesco S.A. (Bradesco: BBB/Estável/A-2 e brAAA/Estável/brA-1). O negócio de seguros é core para a estratégia de diversificação de negócios do grupo. A operação de seguros vem elevando sua importância relativa dentro dos resultados do grupo e respondeu por aproximadamente 31% do seu lucro líquido em dezembro de 2012. Há integração em termos de estratégia, operações e gestão de riscos. Em nossa visão, o negócio de seguros complementa a estratégia de crescimento do Bradesco.
A Bradesco Seguros permanece como a maior seguradora do Brasil, detendo cerca de 22,5% de participação de mercado em termos de receitas consolidadas. Em dezembro de 2012, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, o que resultou em um retorno sobre capital total de 21,3%. A sua boa rentabilidade histórica tem sido sustentada por sólidos índices combinados (86,6% em dezembro de 2012) e, consequentemente, fortes resultados de subscrição.
Perspectiva
A perspectiva estável dos ratings da Bradesco Seguros reflete àquela atribuída ao seu controlador, e uma ação de rating no nível do controlador geraria uma ação de rating na subsidiária de seguros.
A Standard & Poor’s Ratings Services elevou os ratings de crédito de contraparte atribuídos à Austral Seguradora S.A. e à Austral Resseguradora S.A. (aqui denominadas conjuntamente “Austral” ou “grupo” ou “companhia”), de ‘brA-’ para ‘brA+’. A perspectiva é estável.
Fundamentos
Analisamos a Austral Seguradora e a Austral Resseguradora de forma consolidada e, consequentemente, seus ratings se equiparam. Os ratings refletem a nossa visão sobre o perfil de risco de negócios “vulnerável” do grupo e o seu perfil de risco financeiro “adequado inferior”, refletindo uma posição competitiva “menos que adequada” e uma avaliação “forte” de capital e rentabilidade, mas uma posição de “risco alto”.
Nossa avaliação do risco da indústria seguradora de um país (IICRA, na sigla em inglês para Insurance Industry Country Risk Assessment) para o segmento de ramos elementares (P&C, na sigla em inglês para Property & Casualty) do Brasil é “intermediária.” A Austral enfrenta um risco-país “intermediário” e um risco “baixo”da indústria. Nossa classificação de risco-país se baseia nos riscos dos sistemas econômico, político e financeiro do Brasil, sendo que os dois primeiros se baseiam nos nossos critérios de ratings soberanos, e o último nos critérios do BICRA (ver BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria e Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável). A nossa avaliação de risco “baixo” da indústria se ampara nos níveis bons e estáveis de rentabilidade do setor, somada aos padrões adequados de subscrição, com exposições a riscos administráveis. Também consideramos que os potenciais riscos em geral provenientes de catástrofes são moderados, dadas a composição do portfólio da indústria e a baixa incidência de desastres naturais no país. Consideramos que a supervisão e o histórico regulatórios do mercado local são adequados, promovendo um desempenho satisfatório da indústria e crescente competição nos últimos anos. Adicionalmente, o regulador monitora frequente e adequadamente toda a indústria.
A Austral tem uma posição competitiva “menos que adequada,” em nossa visão, derivada sobretudo de sua natureza start-up, a qual resulta numa pequena presença de mercado e num subdesempenho quando comparado à média do mercado. Ambas as companhias reportaram lucros em 2012, somente após dois anos de operação. O negócio de resseguros apresentou taxas de crescimento significativas em termos de prêmios subscritos. Ainda assim, a rentabilidade tem sido menor e o índice combinado maior que os dos pares. Futuramente, a posição competitiva poderá se beneficiar de uma diversificação adequada nas linhas de negócios de seguros e resseguros. Por outro lado, a Austral precisará se empenhar mais do que seus pares para consolidar a marca, visto que é nova e não pode se alavancar sobre uma marca forte de um controlador.
A avaliação do capital e rentabilidade do grupo é “forte”, a qual acreditamos continuará entre 2013 a 2015, amparada pelo fortalecimento da rentabilidade. Isso deverá possibilitar ao grupo manter capital que ultrapasse nosso benchmark para o rating ‘AA’. Consideramos a adequação de capital do grupo como extremamente forte em termos consolidados. No entanto, a capitalização é significativamente mais forte no nível do ressegurador e, de acordo com o nosso cenário de caso-base, esperamos que essa situação persista. Vemos esse índice de forma consolidada, dada a estrutura do grupo; qualquer uma das companhias pode pagar dividendos à empresa holding a fim de capitalizar uma a outra.
Assumimos um lucro líquido consolidado em torno de R$ 8-10 milhões para 2013 e entre R$ 12-16 milhões para 2014. Esperamos que a resseguradora seja a principal contribuidora para os resultados do grupo. A Austral Resseguradora já tem uma escala maior e apresentou taxas de crescimento significativamente mais altas do que às da seguradora em 2012 e assumimos que isso continuará. Embora projetemos taxas médias de crescimento de, pelo menos, 12% para a seguradora em 2013 e 2014, a nossa média estimada de crescimento para a resseguradora gira em torno de 40%-45%.
Em nossa visão, a posição de risco da Austral reflete “risco alto”. Observamos um crescente apetite por risco do grupo, conforme se evidencia pelas taxas de crescimento muito altas da resseguradora. Como a abertura do mercado ressegurador no Brasil é recente, notamos que nos últimos anos aumentou-se rapidamente os participantes do setor e o ambiente tem se tornado mais competitivo, fazendo com que algumas companhias adotem riscos mais altos. Apenas contrabalançando parcialmente isso, consideramos as diretrizes de investimento do grupo conservadoras. Em dezembro de 2012, em uma base consolidada, 87,5% dos investimentos estavam alocados em títulos públicos e 12,5% em fundos de investimento de renda fixa de boa qualidade de crédito.
A Austral apresenta flexibilidade “menos que adequada”, em nossa visão. Atualmente, a única fonte de capital do grupo são as contribuições de capital dos acionistas. A já ampla utilização de resseguros na Austral Resseguradora também limita parcialmente a flexibilidade financeira.
Consideramos a gestão integrada de riscos (ERM, na sigla em inglês para Enterprise Risk Management), a administração e as práticas de governança corporativa do grupo como fatores que enfraquecem ligeiramente seu perfil de crédito. De um modo geral, a nossa avaliação de ERM é adequada, refletindo nossa visão de que a cultura de gestão de riscos, os controles de riscos e a gestão estratégica de riscos têm sido suficientes até o momento. No entanto, consideramos que a Austral possa estar subestimando potenciais riscos emergentes que poderiam surgir pelo rápido crescimento que a companhia vem experimentando, afetando a sua volatilidade de perdas no futuro. Além disso, consideramos a ERM de alta importância para a companhia, dados a sua natureza start-up, o curto histórico de resseguros (excluindo-se o IRB-Brasil Resseguros S.A) e o negócio de seguro garantia no Brasil.
A avaliação da administração e governança da Austral é “regular,” em nossa opinião, refletindo principalmente o curto histórico da companhia, o qual fornece evidência limitada sobre a eficácia de sua administração. No entanto, consideramos que a administração conta com expertise adequada e capacidades para transformar estratégias em ações. Até o momento, vemos que o grupo tem tido sucesso ao se expandir e melhorar consistentemente o desempenho operacional.
Consideramos a liquidez da Austral como “adequada” em função da solidez de suas fontes de liquidez disponíveis, principalmente a boa qualidade do portfólio de ativos alocados sobretudo em títulos públicos. Grande utilização de resseguros também incrementa a liquidez ao limitar exposições a riscos.
Perspectiva
A perspectiva estável dos ratings da Austral leva em consideração o desempenho prospectivo. Esperamos que o grupo mantenha uma posição competitiva “menos que adequada” principalmente impulsionada pela pequena participação de mercado e por uma marca não consolidada. A perspectiva incorpora uma projeção de melhora de certa forma no desempenho operacional tanto na seguradora quanto na resseguradora e forte capitalização para 2013-2015. Esperamos um lucro líquido em torno de R$ 8-10 milhões em termos consolidados para o exercício de 2013 e entre R$ 12-16 milhões para o de 2014. Acreditamos que ambas as companhias continuarão ampliando sua escala. Elas melhorarão seu desempenho operacional por meio da amortização de custos operacionais frente a uma grande base de prêmios, atingindo índices combinados de 85%-90% no longo prazo.
Não esperamos elevar os ratings da Austral nos próximos dois anos com base no fato de que não pensamos que a companhia será capaz de construir massa crítica muito mais rápido do que o esperado e mudar sua posição competitiva substancialmente.
Por outro lado, poderemos rebaixar os ratings se:
A Austral não atender nosso caso-base de expectativas de desempenho operacional registrando perdas em 2013-2014.
A companhia não conseguir sustentar fortes níveis de capitalização de acordo com o nosso modelo de capital e cumprir com as exigências regulatórias de capital.
Observarmos um aumento no apetite por risco, o qual consideramos como uma avaliação fraca de ERM.
Após reavaliarmos as companhias JMalucelli Seguradora S.A. e JMalucelli Resseguradora S.A., com base no nosso novo critério de seguros, elevamos os ratings de ambas as companhias, de ‘brAA-’ para ‘brAA’.
Os ratings refletem predominantemente nossa visão sobre o perfil de negócios “regular” e o perfil de risco financeiro “moderadamente forte” das companhias, refletindo a posição de liderança da JMalucelli Seguradora no mercado de seguro garantia com relacionamentos duradouros com seus clientes corporativos e a avaliação “forte” do capital e rentabilidade de ambas as companhias.
A perspectiva estável reflete nossa expectativa de que a JMalucelli manterá sua posição competitiva “adequada”, enquanto prossegue apresentando bom desempenho operacional apesar da forte competição no mercado brasileiro de seguro garantia.
Ações de Rating
SÃO PAULO (Standard & Poor’s), 23 de maio de 2013 – A Standard & Poor’s Ratings Services elevou os ratings de crédito de contraparte atribuídos na Escala Nacional Brasil à JMalucelli Seguradora S.A. e à JMalucelli Resseguradora S.A. (aqui denominadas conjuntamente “JMalucelli” ou “companhia”), de ‘brAA-’ para ‘brAA’. A perspectiva dos ratings de ambas as companhias é estável.
Fundamentos
Analisamos a JMalucelli Seguradora e a JMalucelli Resseguradora de forma consolidada e consequentemente seus ratings se equiparam. Os ratings refletem nossa visão sobre o perfil de risco de negócios “regular” e o perfil de risco financeiro “moderamente forte” da JMalucelli, baseado na posição competitiva “adequada” e na avaliação “forte” de seu capital e rentabilidade. Não adicionamos nenhum suporte à JMalucelli pela participação da The Travelers Cos. Inc. (“Travelers”: A/Estável/A-1) na companhia, visto que sua participação não é majoritária.
Nossa avaliação do risco da indústria seguradora de um país (IICRA, na sigla em inglês para Insurance Industry Country Risk Assessment) para o segmento de ramos elementares (P&C, na sigla em inglês para Property & Casualty) do Brasil indica um “risco intermediário”. Isso reflete o risco normalmente enfrentado pelos seguradores do setor de P&C que operam no país, e é derivado de nossa avaliação de risco-país “intermediária” e risco “baixo”da indústria para o segmento de P&C. Nossa classificação de risco-país se baseia nos riscos dos sistemas econômico, político e financeiro do Brasil, sendo que os dois primeiros sistemas se baseiam nos nossos critérios de ratings soberanos, e o último nos critérios do BICRA (ver BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria e Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável). A nossa avaliação de risco “baixo” da indústria se ampara nos níveis bons e estáveis de rentabilidade do setor, somada aos padrões adequados de subscrição, com exposições de risco administráveis. Também consideramos que os potenciais riscos em geral provenientes de catástrofes são moderados, dadas a composição do portfólio da indústria e a baixa incidência de desastres naturais no país. Em nossa visão, o mercado brasileiro mostra barreiras importantes para entrada, não pelo lado regulatório, mas sim como resultado da composição do mercado, o qual é integrado por grandes e bem estabelecidos participantes. Consideramos que a supervisão e o histórico regulatórios do mercado local são adequados, promovendo um desempenho satisfatório da indústria e crescente competição nos últimos anos. Adicionalmente, o regulador monitora frequente e adequadamente toda a indústria.
Em geral, o rating da JMalucelli reflete a posição competitiva “adequada” da companhia no mercado de seguro garantia, o que tem acarretado bom reconhecimento da marca nessa modalidade. Suas principais vantagens competitivas são a experiência que sua administração tem em subscrição, o relacionamento duradouro da companhia com seus clientes corporativos e as vantagens de preços quando comparados à carta de produto de crédito oferecida por instituições financeiras. Em nossa visão, a incorporação da Travelers como acionista vem contribuindo para melhorar o perfil de negócios da companhia ao aumentar de forma gradativa sua participação nos segmentos de P&C, diversificar sua base de produtos e fortalecer sua posição de mercado no ramo de seguro garantia do país.
A avaliação do capital e rentabilidade da JMalucelli é “moderadamente forte”, refletindo uma categoria ‘AAA’ com 54% de redundância com base nos dados consolidados de dezembro de 2012, segundo o modelo de capital ajustado pelo risco da Standard & Poor’s aplicado na América Latina e Estados Unidos. A empresa tem historicamente mantido fortes índices de capitalização em função de sua política conservadora de gestão de capital. Embora aproximadamente 100% do resseguro seja cedido para seu ressegurador cativo e, dessa forma, uma grande parcela do risco é retida pelo grupo segurador, o risco é de certa forma mitigado pela forte capitalização da resseguradora, a qual se fortaleceu desde a incorporação da Travelers como acionista.
A JMalucelli tem apresentado bons indicadores de rentabilidade resultantes da rentabilidade consistente nos negócios de seguro garantia e da boa gestão de subscrição. Os índices de retorno sobre ativos (return on assets ou ROA) da companhia, o retorno sobre receitas (return on revenues ou ROR) e o retorno sobre patrimônico líquido (return on equity ou ROE) têm sido consistentemente bons, amparados pelas fortes vantagens competitivas e pelas boas eficiências operacionais da JMalucelli. Dada a nossa expectativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil continuará a crescer a taxas boas (2,5% em 2013) e levando em consideração os projetos futuros relacionados à Copa do Mundo, projetamos um crescimento nos prêmios subscritos para 2013 na faixa de 10% a 15% em nosso cenário de caso-base. No entanto, o negócio de resseguros da companhia, que é relativamente novo, poderá adicionar volatilidade à rentabilidade e reduzir os níveis de capitalização à medida que a empresa se expande.
Em nossa visão, a posição de risco da JMalucelli reflete o “risco moderado”, proveniente de concentrações no portfólio de investimentos por setor. Em dezembro de 2012, o portfólio de investimentos era composto por 19% de fundos de investimento (renda fixa); 11% por fundos de ações (equity funds), 8% por títulos públicos federais (LFT – Letras Financeiras do Tesouro), 62% pelos Depósitos a prazo com garantia especial (DPGE) do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse portfólio é administrado pela área de gestão de recursos de terceiros (asset management) do Paraná Banco S.A. (BB+/Negativa/B e brAA/Negativa/–), um acionista da JMalucelli com 50,5% de participação) e o Banco Itaú é a instituição custodiante. No entanto, desde a incorporação da Travelers como acionista, eles têm criado um comitê de investimentos que será responsável pela definição da política de investimento da companhia futuramente. A avaliação de “risco moderado” também incorpora nossa visão de que a adequação de capital prospectiva da companhia tem certo risco de volatilidade acima da média proveniente do esperado crescimento do negócio de resseguros.
A JMalucelli tem uma flexibilidade financeira “adequada”, em nossa visão. A companhia mantém flexibilidade financeira apropriada em função do seu capital, que é consistente com as expectativas de crescimento e os bons resultados e também por causa da liquidez de seu portfólio de investimentos e ausência de emissões de dívida. Desde a incorporação da Travelers como acionista, acreditamos que a flexibilidade financeira da companhia tem se fortalecido. Além disso, a Travelers injetou capital na empresa holding como parte das negociações da aquisição, resultando em uma melhora na posição de capital da JMalucelli.
Consideramos a gestão integrada de risco (ERM, na sigla em inglês para Enterprise Risk Management) da JMalucelli, a sua administração e as práticas de governança corporativa como consistentes com os ratings. A avaliação de ERM como “adequada” reflete nossa visão positiva de que a JMalucelli apresenta práticas de gestão integrada de riscos que se traduzem em políticas prudentes para riscos de subscrição, de mercado e de crédito, entre outros.
A avaliação da administração e governança da JMalucelli é “satisfatória,” em nossa opinião. A companhia tem um histórico de planejamento estratégico diligente, boa execução e administração financeira relativamente conservadora e boa. As políticas financeiras do grupo baseadas em valor lhe permitem alocar capital para subsidiárias mais rentáveis e tem levado a uma orientação voltada a desempenho em todo o grupo.
Consideramos a liquidez da JMalucelli como “forte”. Sua estratégia de investimentos tem sido historicamente bem conservadora, com foco na qualidade e liquidez, com riscos de crédito e de mercado limitados. Adicionalmente, 44,9% do portfólio de investimentos conta com liquidez diária.
Os fatores que posicionam o rating da JMalucelli abaixo daqueles de seus competidores são a sua posição de mercado em relação às companhias de seguros com negócios mais diversificados no país e o seu foco de crescimento em resseguros, um negócio que ainda está em início de operações (start-up) no país, em nossa visão.
Perspectiva
A perspectiva estável reflete nossa visão de que a Travelers tem contribuído para uma melhora no perfil de negócios do grupo ao diversificar o perfil da JMalucelli e ao fortalecer sua posição de mercado no segmento de seguro garantia brasileiro. Também prevemos que a companhia manterá um desempenho operacional consistente com o nosso caso-base e, pelo menos, uma forte posição competitiva.
Poderemos rebaixar os ratings se:
O perfil financeiro da JMalucelli se deteriorar, o que poderia derivar de uma redução significativa em sua posição de capital ou se adotar uma estratégia mais agressiva.
A JMalucelli não mantiver seus níveis de liquidez. O índice de perdas da companhia se deteriorar em função de menor rentabilidade.
A possibilidade de uma ação de rating positiva é remota nos próximos dois anos. Esta demandaria uma diversificação nas linhas de negócios da JMalucelli, o que pode melhorar seu perfil de negócios ao aumentar gradualmente sua participação no segmento de ramos elementares, diversificar sua base de produtos e fortalecer sua posição de mercado no segmento de seguro garantia brasileiro e, também, se seus níveis de rentabilidade ultrapassarem de forma sustentada nossas atuais projeções. Conforme analisado em bases consolidadas, isso requereria que o negócio de resseguros suportasse nossas expectativas.
Após reavaliarmos a resseguradora brasileira Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil S.A. com base no nosso novo critério de seguros, reafirmamos seus ratings ‘A-’ na escala global e ‘brAAA’na Escala Nacional Brasil.
Reafirmamos a importância estratégica da subsidiária brasileira para o seu controlador em última instância Allianz SE.
Os ratings refletem predominantemente nossa visão do perfil de risco de negócios regular da companhia e do seu perfil de risco financeiro moderadamente forte, com base na sua condição start-up (em início de operações) e na avaliação forte de seu capital e rentabilidade.
A perspectiva estável reflete nossa visão de que a companhia manterá forte capitalização à medida que expande seu negócio.
Ações de Rating
Em 23 de maio de 2013, a Standard & Poor’s Ratings Services reafirmou seus ratings de crédito de contraparte e de capacidade financeira ‘A-’ na escala global e o rating de crédito de contraparte ‘brAAA’na Escala Nacional Brasil atribuídos à Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil S.A. (“AGCS Re Brasil). A perspectiva é estável.
Fundamentos
Os ratings refletem nossa visão do perfil de risco de negócios (BRP, na sigla em inglês para Business Risk Profile) “regular” da companhia e do seu perfil de risco financeiro (FRP, na sigla em inglês para Financial Risk Profile) “moderadamente forte” em função de uma posição competitiva “menos que adequada”, dadas a sua natureza start-up, e a avaliação “forte” de seu capital e rentabilidade. Em nossa visão, a forte gestão integrada de riscos (ERM, na sigla em inglês para Enterprise Risk Management) da companhia, a sua administração e práticas de governança corporativa satisfatórias são consistentes com seu perfil de crédito individual (stand-alone credit profile ou SACP) ‘bbb’ e adicionamos dois degraus de suporte com base na sua importância estratégica para o seu grupo. No entanto, os ratings da AGCS Re Brasil são limitados pelo rating de crédito soberano em moeda local do Brasil (A-/Estável/A-2). A AGCS Re Brasil é uma subsidiária da Allianz Risk Transfer AG, a qual é uma subsidiária da Allianz Global Corporate & Specialty AG. Juntamente com suas empresas-irmãs e outras subsidiárias relacionadas, a AGCS Re Brasil é uma subsidiária da Allianz SE e compreende coletivamente o negócio mundial da Allianz Global Corporate & Specialty.
A subsidiária brasileira é muito importante para a estratégia de crescimento global do grupo. A AGCS Re Brasil se tornará um centro regional para a América do Sul, região estimada para representar uma parcela significativa dos mercados de crescimento da AGCS.
Em nossa visão, a ACGS Re Brasil enfrenta risco-país da indústria seguradora “intermediário” em seu negócio de resseguros, de acordo com a nossa avaliação do risco da indústria seguradora de um país (IICRA, na sigla em inglês para Insurance Industry Country Risk Assessment). De um modo geral, a AGCS RE Brasil enfrenta risco-país “intermediário” e “baixo” risco da indústria”. Nossa classificação de risco-país se baseia nos riscos dos sistemas econômico, político e financeiro do Brasil, sendo que os dois primeiros sistemas se baseiam nos nossos critérios de ratings soberanos, e o último nos critérios do BICRA (ver BICRA do Brasil permanece no Grupo ‘4’; Perspectiva de seis bancos alterada para negativa pelo aumento no risco econômico e no risco da indústria e Rating ‘BBB’ de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil reafirmado; perspectiva permanece estável). A nossa avaliação de risco “baixo” da indústria reflete os níveis bons e estáveis de rentabilidade do setor, os padrões adequados de subscrição e as exposições a riscos administráveis. Também consideramos que os potenciais riscos em geral provenientes de catástrofes são moderados, dadas a composição do portfólio da companhia e a baixa incidência de desastres naturais no país. Consideramos que a supervisão e o histórico regulatórios do mercado local são adequados, promovendo um desempenho satisfatório da indústria e crescente competição nos últimos anos. Adicionalmente, o regulador monitora frequente e adequadamente toda a indústria.
Dada a natureza start-up da companhia, em nossa visão, a AGCS Re Brasil tem uma posição competitiva “menos que adequada.” Como a companhia foi fundada recentemente, esperamos que seu desempenho seja inferior ao dos seus pares nos primeiros anos de operação, com menor rentabilidade e maiores índices combinados. No entanto, acreditamos que a AGCS Re Brasil poderá se tornar a 3ª ou 4ª maior resseguradora do país em 2013, com base no desempenho da AGCS no Brasil como uma resseguradora admitida desde 2009, no tamanho do negócio da Allianz Seguros, a qual cederá à AGCS Re Brasil e no recente sucesso com outros seguradores cedentes além da Allianz Seguros. No entanto, a participação de mercado da companhia será pequena, correspondendo a menos de 10% dos prêmios do mercado. Uma diversificação de linha de negócios adequada e introdução de novos produtos (por exemplo, soluções de resseguros para o setor de óleo & gás), somadas à associação com a força da marca da Allianz, deverão suportar o crescimento rápido nos próximos três anos.
A avaliação do capital e rentabilidade da companhia é “forte”, e esperamos que continuará em nosso caso-base. A capitalização inicial, apesar do desempenho operacional de certa forma mais fraco especialmente em 2013 e 2014, deverá ser suficiente para suportar as operações e o crescimento do negócio nos próximos três anos. Esperamos que a companhia mantenha seu capital acima de nosso benckmark para o rating ‘AA’, amparada por um programa de resseguro abrangente e investimentos de boa qualidade de crédito. No entanto, nossa avaliação é parcialmente afetada por uma base de capital relativamente pequena de cerca de R$ 145 milhões.
Assumimos um lucro líquido marginal para 2013 em torno de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões e uma melhora consistente na rentabilidade à medida que a companhia cresce em escala com um lucro líquido médio de R$ 20 milhões em 2014-2015. Nossas projeções assumem que a AGCS Re Brasil gerará rentabilidade de certa forma mais fraca do que seus pares nos primeiros anos principalmente em função de sua escala relativamente pequena e de elevadas despesas operacionais associadas à sua natureza start-up. No entanto, também prevemos uma melhora rápida no desempenho de subscrição, especialmente por causa da expertise da AGCS. Em nosso caso-base, estimamos um índice combinado superior a 100% em 2013, mas conforme os custos operacionais são amortizados em uma base maior dos prêmios retidos, esperamos que os índices combinados se estabilizem em torno de 90%-95% no médio prazo.
Em nossa visão, a posição de risco da AGCS Re Brasil reflete riscos moderados, beneficiando-se das políticas de investimento muito conservadoras. A estratégia de investimento da subsidiária brasileira está alinhada à filosofia de investimento global da AGCS, a qual se foca em liquidez e alta qualidade de crédito. Entidades menores, como a AGCS Re Brasil, podem alocar somente investimentos em instrumentos simples de renda fixa. Em dezembro de 2012, o portfólio de investimentos da companhia consistia de títulos públicos locais denominados em Reais, com uma qualidade de crédito média do portfólio de ‘A-’. No entanto, o status start-up e a falta de histórico aumentam os riscos, como poderemos observar mais volatilidade de capital e rentabilidade do que assumimos em nosso cenário de caso-base.
Vemos a flexibilidade financeira da AGCS Re Brasil como “adequada”, em função de sua associação ao grupo Allianz e da nossa expectativa de que, se necessário, a companhia receberia suporte de capital por parte do controlador. A companhia atualmente não detém nenhuma dívida ou obrigação financeira, e não esperamos que essa situação mude.
Consideramos a gestão integrada de riscos (ERM), a administração e as práticas de governança corporativa da companhia como consistentes com os ratings. Nossa avaliação de ERM é forte visto que está totalmente inserida na ERM da AGCS e em última instância na da Allianz SE e reflete a nossa visão positiva sobre a cultura de gestão de riscos, os controles de risco, a gestão de riscos emergentes e a gestão estratégica de riscos da Allianz SE. Acreditamos que essas capacidades possibilitarão ao grupo continuar otimizando a alocação de capital e rentabilidade e a melhorar o perfil de risco/retorno.
A avaliação da administração e governança da AGCS Re Brasil é “satisfatória”, em nossa opinião. Grande parte dos executivos da administração da companhia já fez parte do grupo Allianz e tem uma ampla experiência no mercado de resseguros. A subsidiária brasileira operará mediante uma estrutura organizacional matriz e a maioria dos seus empregados reportará a mais de uma pessoa, visto que a companhia está inserida na estrutura global do grupo.
Consideramos a liquidez da companhia como forte, em função da solidez das fontes disponíveis de liquidez, principalmente no portfólio de ativos que consiste de títulos de alta qualidade de crédito. Não há obrigações financeiras e acreditamos que o programa de resseguros abrangente limita o risco associado aos amplos sinistros inesperados. A esperada melhora no desempenho operacional da companhia por meio de receitas estáveis de prêmios também suportaria sua liquidez.
Perspectiva
A perspectiva estável da AGCS Re Brasil incorpora o desempenho esperado e a nossa expectativa de que a companhia permanecerá uma subsidiária estrategicamente importante para a Allianz SE. Esperamos que seu lucro líquido seja marginal em 2013 principalmente por causa de sua escala de negócios ainda pequena e custos de start-up grandes. No entanto, acreditamos que à medida que a escala da companhia aumenta, o desempenho operacional melhorará por meio da amortização de custos operacionais em uma base mais ampla de prêmios subscritos, atingindo resultados de subscrição positivos menores até 2014 e que os índices combinados se estabilizem em torno de 90%-95% no médio prazo. Esperamos que a companhia mantenha capital e rentabilidade e liquidez fortes. Nossa perspectiva assume que não haverá nenhum pagamento de dividendos até 2016 e que a companhia não incorrerá em nenhuma dívida ou obrigações financeiras.
Um rebaixamento é possível se mudarmos nossa visão sobre o suporte do controlador e não mais considerarmos a subsidiária como estrategicamente importante. Por outro lado, uma elevação da AGCS Re Brasil é possível se a Standard & Poor’s elevar o rating do Brasil, porque o rating em moeda local do governo soberano brasileiro atualmente limita o rating da companhia, e nossa metodologia de grupo ainda permitiria mais um degrau de elevação.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.