Cat bonds atrai investidores em busca de ganho diferenciado

cnseg resseguro cat bondFonte: Portal CNseg

A primeira plenária do 3º Encontro de Resseguros do Rio de Janeiro, realizada na manhã da terça-feira, dia 8, debateu as novas formas de investimentos e os efeitos sobre a capacidade de resseguro. Os principais temas foram os cat bonds (bônus por catástrofes) e o uso da colateralização no setor, que estão levando ao crescimento robusto, com a entrada massiva de investidores do setor financeiro no mercado de resseguros. O coordenador da mesa foi Vincent Vandendael, do Lloyd’s. Harry Owen, da JLT, foi o palestrante e James Wood, da Mayer Brown LLP, e John Andre, da A.M. Best Company, foram os debatedores.

Harry Owen apresentou um panorama sobre o crescimento do mercado de resseguros no mundo, especialmente nos Estados Unidos. Ele afirmou que a criação de resseguros colateralizados está permitindo a entrada de novos investidores e impulsionando o mercado, principalmente o de cat bonds, que cobre desastres naturais, como furacões e terremotos. Segundo ele, este nicho já movimenta US$ 300 bilhões no mundo. “Se compararmos os dados de 2010 e 2014, vemos um crescimento na gestão destes fundos em todos os lugares do mundo”.

No Brasil, o mercado de cat bonds ainda é incipiente. Owen lembrou que o país sofre pouco com eventos climáticos, como terremotos e furacões, sendo as enchentes, mais comuns. Por isso, segundo ele, desenvolver este mercado será um desafio para as empresas.

Já John Andre lembrou que este “dinheiro novo” no setor surgiu através da convergência do mercado de resseguros com o mercado de capitais. “Em 2011, tivemos alguns problemas imensos com catástrofes. Melhoramos no ano seguinte, apesar do furacão Sandy, e o ano passado foi ótimo. Estamos com ganhos muito positivos, a indústria está se sofisticando e há muito mais modelização”.

James Wood contou que a maior parte do capital que está migrando para os cat bonds vem de investidores institucionais, fundos de pensão, fundos hedge , private equity e até investidores pessoa-física, que têm se interessado pelo retorno deste tipo de ativo, que pode ultrapassar 8%, sendo que, em alguns casos, pode passar de 15%. Wood citou ainda que, a partir de entrevistas, foi constatado que boa parte dos executivos financeiros norte-americanos já conhecem os cat bonds e demonstraram algum interesse em investir em resseguro com colaterização.

Entretanto, a entrada em massa de investidores do mercado de capitais do setor de resseguros, em especial, no cat bonds, preocupa Vincent Vandendael. Segundo ele, as condições favoráveis à entrada destes investidores no resseguro, como a queda da taxa de juros, podem ser revertidas e o setor pode sofrer com a saída de investidores. “Já vimos o que aconteceu com o setor bancário. Devemos nos precaver para que não ocorra conosco”.

Catástrofes naturais causam perdas econômicas de US$ 20 bi no 1o. tri de 2014; seguradoras indenizam US$ 7 bi

catastrofe cheia rio madeiraMais de US$ 20 bilhões em perdas econômicas contabilizadas no primeiro trimestre de 2014. Desse valor, US$ 7 bilhões foram indenizados pelas seguradoras aos clientes que tinham apólice de seguro para perdas com cerca de 70 catástrofes naturais ocorridas no mundo nos três primeiros meses do ano, revela estudo Impact Forecasting March 2014 Global Catastrophe Recap, produzido pela AON Benfield e divulgado nesta quarta-feira.

Pelo segundo ano consecutivo, as condições de seca severa no Brasil, levando a perdas agrícolas superiores a R$ 10 bilhões (US$ 4,3 bilhões), foram destaque do trimestre, sendo que apenas 10% das plantações tem cobertura de seguro.

No Paquistão, uma grande seca gerou estragos, matando pelo menos 212 pessoas na província de Sindh , resultando em perda significativa de gado e agricultura. O governo precisou socorrer a população, com perdas de US$ 18 milhões. No Haiti, o governo precisou decretar estado de emergência para seis provincias depois que agricultores perderam pela segunda vez consecutiva a colheita anual.

Além dessas perdas na agricultura, continua o clima de inverno severo nos Estados Unidos, com prejuízos e mortes em março. Uma tempestade de inverno gerou perdas significativas na Carolina do Sul e Virgínia, levando a prejuízos econômicos totais de cerca de US$ 100 milhões e no pagamento de indenizações acima de US$ 50 milhões.

Para o inverno de 2013/14 dos EUA, em 31 de março , os danos econômicos tinham alçaram US$ 5,7 bilhões, com pelo menos US$ 2,6 bilhões cobertos pelo seguro. A Europa enfrentou a mais cara temporada de vendaval desde 2009/10 ,com as seguradoras estimando em mais de US$ 4 bilhões os pedidos de indenizações relacionadas com as tempestades.

Steve Bowen, diretor e meteorologista da equipe de Previsão de Impacto da Aon Benfield , disse: “Apesar dos quase 70 eventos de desastres naturais no primeiro trimestre de 2014, as perdas financeiras atribuídas foram em grande parte insignificante para as economias e as seguradoras. Os valores estão próximos dos registrados nos dois anos anteriores e bem abaixo das perdas ocorridas em 2010 e 2011. No entanto, enquanto as perdas deste ano primeiro trimestre foram gerenciável para as seguradoras , vale lembrar que o segundo e o terceiro trimestres são historicamente os mais caros para a indústria com tempestades, inundações , secas e atividade de ciclones tropicais”.

Chuvas persistentes, que começou em meados de fevereiro, continuaram em partes da América do Sul, com vários rios subindo além de seus limites e causando inundaçõess em algumas partes do Brasil, Bolívia e Peru. As chuvas foram mais pronunciados nos estados brasileiros de Rondônia (perto da fronteira da Bolívia) e Acre (perto da fronteira com o Peru), onde um combinado de 29.500 famílias ficaram desabrigadas . Total de perdas econômicas na região foram estimados em mais de US$ 200 milhões.
O estudo completo pode ser acessado no link:

www.aonbenfield.com / catastropheinsight

Samy Hazan, da Yasuda, apresenta perspectivas do seguro de vida para investidores de SP e RJ

samy hazanSamy Hazan, diretor de Seguros de Pessoas da Marítima / Yasuda, participa nesta quinta-feira, dia 10 de abril, de um encontro com investidores e analistas do mercado financeiro de São Paulo e Rio de Janeiro, na sede do Banco BTG Pactual, na capital paulista. Na ocasião, o executivo apresenta as principais tendências, oportunidades de negócios, canais de distribuição e alavancas de valor.

O ramo de seguros de Pessoas tem apresentado um crescimento vertiginoso desde o início dos anos 2000. Tanto é, segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg); a arrecadação dessa modalidade de seguro passou de R$ 4,7 milhões no ano 2000 para R$ 21,8 em 2012, o que representa um aumento de quase 365%.

Marco Civil da Internet aumentará a demanda por seguro para riscos cibernéticos

Marcia Cicarellipor Márcia Alves

A previsão é de Marcia Cicarelli, sócia da JBO Advocacia, que acredita na intensificação do debate sobre a segurança na Internet e na conscientização em relação à importância do seguro de responsabilidade civil para proteger empresas e pessoas dos danos e prejuízos causados por riscos virtuais.

A aprovação do Marco Civil da Internet pela Câmara dos Deputados, ocorrida em 25 de março, deverá ser o ponto de partida para ampliar o debate de toda a sociedade sobre uma questão crucial: a segurança na rede. O texto aprovado do Projeto de Lei 2.126/11, que ainda passará pelo Senado Federal e, ao final, pela sanção presidencial, traz avanços importantes.

Entre os principais estão a neutralidade da rede, proibindo a cobrança diferenciada para acesso à Internet; a proteção e a inviolabilidade da privacidade, garantindo o sigilo nas comunicações dos usuários e impedindo a venda de informações dos registros de conexões; e o direito à liberdade de expressão, eliminando a responsabilização de provedores de conexão à rede e aplicações na Internet pelas informações postadas pelos internautas.

Outros pontos que causavam bastante polêmica não constam no projeto aprovado pela Câmara. O principal exemplo é o armazenamento de dados relativos a empresas e cidadãos brasileiros em servidores locais. Essa proposta foi feita como uma resposta às denúncias de espionagem de comunicações do governo brasileiro, mas não foi aprovada pelos deputados.

Entretanto, se por um lado o novo Marco Civil representa evolução, por outro ainda é o primeiro passo em direção a um longo caminho de uma regulamentação completa. Como, por enquanto, estabeleceram-se apenas princípios de uso da Internet e regras gerais de utilização, o que se espera para o futuro é a criação de regras específicas, principalmente para a segurança de dados e registros, que coíbam e punam o mau uso e a violação de informações sigilosas. Nessa seara se inclui o crime cibernético, que traz insegurança e graves consequências a pessoas e empresas.

Marcia Cicarelli Barbosa de Oliveira, sócia da JBO Advocacia, considera importante a aprovação do Marco Civil da Internet na Câmara dos Deputados e entende que isto será um estímulo importante também para o incremento dos seguros de responsabilidade civil no âmbito dos cyber risks. “Poucas seguradoras no país oferecem produtos para riscos cibernéticos e entre estas ainda não há sequer registro de sinistros, embora a exposição das empresas seja cada vez maior”, avalia. Estudo elaborado em 2013 pela Symantec e pelo Ponemon Institute aponta que a violação de dados no Brasil gera perdas médias de R$ 2,64 milhões de reais, podendo chegar a R$ 9,74 milhões. A pesquisa aponta ainda que o custo médio de R$ 143 por registro comprometido cai para até R$ 19 em organizações com uma boa estrutura de segurança.

Entretanto, ela ressalta que a falta de histórico de sinistros na área não é uma situação que ocorra apenas no Brasil, mas em muitos outros países, onde também a regulamentação da Internet e o seguro contra riscos cibernéticos são recentes. Segundo informações obtidas junto ao escritório parceiro da JBO em Londres, o DAC Beachcroft, a regulamentação da Internet é uma tendência mundial. Os países europeus saíram na frente (a primeira Diretiva Europeia para proteção de dados pessoais data de 1995), mas outros acabaram de aprovar leis nessa área, como Singapura e alguns países da América Latina.

Contudo, por se tratar de um risco relativamente recente, até mesmo onde há mais experiência na subscrição deste tipo de seguro, como a Inglaterra, as seguradoras foram reticentes no passado em relação à oferta de cobertura. “Inicialmente, o mercado de Londres restringiu a cobertura para cyber risks, devido à falta de base atuarial e de histórico, mas, recentemente, mudou de postura e passou a aumentar a oferta, justamente para formar uma base maior de clientes e adquirir experiência”, conta Marcia Cicarelli.

Não por acaso, a segurança da informação está entre as maiores preocupações dos executivos de grandes empresas em todo o mundo e também no Brasil. Um estudo da consultoria EY (antiga Ernst Young), publicado no final do ano passado, revela que as grandes empresas estão aplicando mais em segurança da informação. Para 59%, o volume de ameaças externas aumentou em 2013. Dentre as entrevistadas, apurou-se que 46% dos investimentos em segurança da informação serão direcionados à melhora, expansão e inovação das práticas de combate aos riscos cibernéticos nos próximos meses. Para Marcia Cicarelli, esta é a chance de as seguradoras do mercado local investirem em produtos para riscos cibernéticos. Segundo ela, o seguro serviria para resguardar as responsabilidades de empresas que têm dados de clientes sob custódia e ressarcir os prejuízos financeiros decorrentes de interrupções de sistemas causadas por ataques cibernéticos.

No caso, por exemplo, do ataque de um hacker ao banco de dados de uma empresa provedora de serviços de Internet ou instituição bancária, o seguro cobriria os danos aos terceiros, eventualmente prejudicados, e à própria empresa pela perda de sistema. No rol de coberturas, Marcia Cicarelli cita o dano moral causado a terceiro. “O cliente de uma empresa vítima de ataque virtual, que tenha seus dados expostos, mesmo que não haja prejuízo material, pode ter sua imagem ou honra lesada e exigir indenização”, explica. O seguro também poderia garantir o risco de interrupção de negócios, caso a empresa deixe de vender por inoperância do sistema devido à invasão de hacker ou por problemas na hospedagem de dados na nuvem (cloud computing).

Marcia Cicarelli ressalta que o risco cibernético ainda é considerado um risco especial em matéria de seguro no país, mas que tende a evoluir na medida em que se desenvolva a própria noção de responsabilidade civil na matéria. Daí porque ela comemora a aprovação do Marco Civil da Internet como um estímulo ao debate sobre o aumento da proteção contra os riscos cibernéticos e como forma de ampliar a conscientização sobre a importância do seguro. “A mudança não acontecerá do dia para a noite, mas, certamente, já começou”, diz.

Liberty premia corretores de Juiz de Fora com ingressos para a Copa

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A Liberty Seguros, Seguradora Oficial da Copa do Mundo da FIFA 2014™, premiou com ingressos para jogos do mundial, viagens corretores de todo o Brasil que participaram da Campanha Artilheiros, idealizada pela seguradora como forma de incentivar a venda de produtos da companhia. Quatro corretores de Juiz de Fora, em Minas Gerais, foram contemplados com ingressos para o jogo de abertura, em São Paulo, e para a grande final, no Rio de Janeiro.

Roberto MarquesO corretor da cidade mineira José Roberto Marques foi um dos contemplados com um par de ingressos para o jogo de abertura e viagem com tudo pago para São Paulo. “Sempre tive vontade de assistir a um jogo da Copa do Mundo. Aqui no Brasil será um sonho. A campanha fez com que a Liberty Seguros saísse na frente da concorrência. Foi uma excelente estratégia de motivação para toda a equipe da corretora, além de fortalecer a parceria com a Liberty Seguros”, completa.

No total, oito corretores de Juiz de Fora e região foram premiados na campanha. Alexandre Machado da Costa ganhou par de ingressos e viagem para o Rio de Janeiro para o jogo da final da Copa; Olavo Marques, Sergio Pires e José Roberto Marques foram premiados com viagem para São Paulo e par de ingressos para assistir à abertura do Mundial; Marcos Dias Gravina foi o vencedor do Day Experience para jogo das oitavas de final; Walter Guarnieri, Marcelo Senra e Fabio da Silva foram contemplados com par de ingressos para a fase de grupos.

Segundo o gestor de negócios da filial da Liberty Seguros em Juiz de Fora, Willian Andrade, o resultado de vendas na região foi além do esperado e que, por meio da campanha Artilheiros, foram fortalecidas as parceiras e o relacionamento com os corretores locais. “A receptividade dos corretores com a campanha foi fantástica, a ideia de poder ganhar um prêmio desse nível desperta a competitividade entre as pessoas”, comenta Andrade.

A Campanha Artilheiros, principal iniciativa da Liberty Seguros para os corretores com a temática do patrocínio da FIFA, durou de outubro de 2011 a dezembro de 2013 e foi dividida em três fases. Na primeira etapa os corretores com melhor desempenho de vendas foram premiados com viagens para assistir a um jogo das eliminatórias da Copa. Já na segunda fase, nossos parceiros conquistaram viagens e ingressos para a Copa das Confederações da FIFA 2013. E na última fase, o grande prêmio foram viagens e ingressos para assistir aos jogos da Copa do Mundo da FIFA 2014™.

Eleição na Fenacor consolida união

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O presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Júnior, foi reeleito para mais um mandato de quatro anos em pleito realizado nesta terça-feira (08 de abril), na sede da Federação, no Rio de Janeiro. Além de Robert Bittar (1º vice-presidente), a diretoria plena terá os seguintes integrantes: Celso Vicente Marini (vice-presidente de Relações Institucionais); Cláudia Gerlane Cândido Diniz (vice-presidente de Benefícios e Patrimônio); Dorival Alves de Sousa (vice-presidente de Relações com o Mercado); Maria Filomena Magalhães Branquinho (vice-presidente de Marketing e Eventos); Joaquim Mendanha de Ataídes (Diretor Secretário); Alberto Célio Cotrin Leite (Diretor 2º Secretário); Claudio Simão (Diretor Tesoureiro); Antônio Ferreira Mota de Albuquerque (Diretor 2º Tesoureiro).

A posse da diretoria está marcada para o dia 30 de maio. “O registro de apenas uma chapa e a aceitação plena dessa chapa demonstra a perfeita harmonia entre as principais lideranças da categoria”, afirmou Armando Vergilio.

Ele lembrou que até 2002, quando foi eleito pela primeira vez, havia intensa disputa nas eleições da Fenacor, sinalizando uma divisão. “Já o resultado apurado hoje mostra uma Federação integrada”, acrescentou Vergilio, que irá para o seu quarto mandato na presidência da Fenacor.

O presidente reeleito observou ainda que os dois últimos anos foram “difíceis”, mas ressaltou que essas dificuldades já foram superadas. Armando Vergilio atribuiu esses obstáculos a uma “guerra” contra o mercado e, notadamente, os corretores de seguros. “Saímos fortalecidos e, agora, construiremos muito mais”, frisou.

Armando Vergilio disse também que, nos próximos quatro anos, cada membro da diretoria terá sua “missão especial” para que a Fenacor possa cumprir seu papel de instrumentalizar e dotar os Sindicatos filiados das ferramentas necessárias para a difusão do conhecimento e defesa da categoria dos corretores de seguros.

Após a eleição, o presidente eleito fez questão ainda de saudar e agradecer a presença de Nelson Fontana, fundador da Fenacor, que, aos 88 anos de idade, está completando sete décadas de atuação no mercado de seguros, sendo corretor de seguros desde 1968. Nelson Fontana agradeceu a homenagem relembrando como ocorreu o processo de reconhecimento da Fenacor pelo Ministério do Trabalho, em 1975.

Otimismo dá o tom de abertura do 3o. Encontro de Resseguros

mesa_abertura_3_resseguro_closes_01Fonte: Portal da Cnseg (www.cnseg.org.br)

O 3º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro foi aberto na manhã desta terça-feira (8) no Hotel Sofitel, em Copacabana. Na solenidade de abertura, o vice-presidente Executivo da CNSeg, Luiz Tavares Pereira Filho, representando o presidente da Confederação, Marco Antonio Rossi, destacou o crescimento do setor de resseguros no País após a abertura do mercado em 2007. “O processo de abertura do setor foi demorado, mas exitoso. Estamos crescendo e a realização de um evento pujante como este demonstra este desenvolvimento”. O encontro, que será realizado até amanhã, dia 9, é organizado pela CNseg em parceria com a Abecor-Re, a Fenaber e com a Escola Nacional de Seguros.

A solenidade contou com as presenças de representantes do setor e do Poder Público. O secretário Executivo Adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, que se mostrou otimista em relação ao futuro do setor. “Estamos adotando várias medidas para atrair grandes seguradoras, que estão trazendo conhecimento, capacidade e contratando profissionais. E quando eu vejo neste evento uma grande quantidade de jovens, eu fico muito otimista”.

O secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, também esteve presente à cerimônia. Ele lembrou da tentativa de atrair em empresas do setor para o País. “Fizemos uma peregrinação em busca de resseguradores. Conversamos com muitas empresas e elas tinham receio que a abertura do setor no nível que se desejava. Hoje vemos que a abertura deu certo”.

O presidente da Fenaber, Paulo Pereira, ressaltou que o evento se consolida como o maior do setor no Brasil. Ele também observou o desenvolvimento do resseguro. “Hoje contamos com mais de 100 resseguradoras em atuação”. Já o deputado federal e presidente da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Júnior, lembrou que há mais resseguradoras do que seguradoras atuando no Brasil. “Isso mostra o nosso avanço”.

O presidente da Rio Negócios, Marcelo Haddad, reforçou que a Prefeitura do Rio mantém esforço permanente na promoção de um ambiente favorável aos negócios na cidade. O recém-empossado superintendente da Susep, Roberto Westenberger, destacou a importância do setor de resseguros para o mercado. “O resseguro é o grande indutor do mercado, porque é o agente responsável por avaliar as necessidades e criar novos produtos para o setor. São em eventos como este que temos a oportunidade de dialogar, debater e, nos quais, podem surgir novas ideias”.

O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, citou os cursos de MBA em resseguros e seguros promovidos pela entidade, inclusive no Reino Unido. “Desta forma participamos da consolidação do nosso mercado”.

Resseguro: regulação pró-ativa

3o.resseguro cnsegKelly Lubiato
Revista Apólice, do Rio de Janeiro

Roberto Westenberger, recém empossado superintendente da Susep, falou com exclusividade à revista sobre os planos que estão sendo traçados para sua gestão frente à autarquia.

Quais são as suas expectativas ao assumir o cargo, o que pode mudar a partir de agora?

Os planos já estão sendo elaborados para nortear a ação a curto prazo. Mas as ideias e os conceitos que vão orientar nossa gestão já estão definidos. São seis pilares: valorização do servidor da Susep, porque sem a superintendência motivada, aparelhada e capacitada tudo é mais difícil.
Há também a questão de capacitação de mercado, no sentido mais amplo. Internacionalização, atuação da Susep nas interações obrigatórias e não obrigatórias com os órgãos reguladores internacionais. Com os órgãos reguladores regionais se submetendo e discutindo em linha com o que o órgão regulador internacional determina.

A melhoria da gestão com aceleração da implementação de uma supervisão baseada em risco, com filosofia de regulação baseada em riscos, para que a Susep efetivamente possa contribuir para a melhoria da gestão das seguradoras.

Uma atuação desenvolvimentista, ou seja, a Susep atuando muito mais como órgão fomentador do mercado brasileiro do que propriamente na situação policialesca. Evidentemente, não exclui essa ação porque ela é função da Susep. Mas vai mudar o direcionamento, para o fomento do mercado de seguros, sem esquecer o talão de multas em um bolso e o lacre, no outro, para os casos em que será mandatória essa ação.

O mercado reclama muito sobre a aprovação de coisas que dependem da Susep. Como vocês pretendem agir para resolver essas questões?

Esse é o sexto pilar. É o que eu chamo da atuação da Susep mais no atacado do que no varejo. O papel do órgão regulador é garantir a solvência do sistema. Isso passa por análise individualizada do produto, mas não na intensidade que a Susep está adotando hoje. Ela vai, efetivamente, continuar ano seu processo de análise de produtos, mas para produtos em que essa ação seja necessária, com a rapidez que não trave o desenvolvimento do mercado.

Se a análise individualizada de produtos se presta a uma avaliação da saúde financeira da seguradora, existem outros meios de olhar essa saúde financeira que são os quantitativos de reserva e capital, com a atuação no provimento de informações para o mercado. Isso vai gerar uma adequação do papel da Susep que é de garantidor da solvência, muito mais que da ação varejista produto a produto, que acaba travando o mercado. Em contrapartida, a Susep vai pensar e ajudar o mercado a visualizar os nossos produtos que são necessários para preencher as demandas daquele que é o objetivos do mercado, que é o consumidor de seguros.

É uma mudança de foco, procurando atuar no desenvolvimento dos nichos onde o produto de seguros ainda não está de forma adequada, do que propriamente no garimpo dos detalhes de produtos já existentes.

Mongeral Aegon promove 7ª edição da Semana da Saúde

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mongeral
Até o próximo dia 11 de abril, a Mongeral Aegon promoverá em todas as unidades de trabalho da companhia a Semana da Saúde. Realizado desde 2007, o programa acontece em comemoração ao Dia Mundial da Saúde (07) e tem como objetivo sensibilizar os colaboradores sobre a importância dos cuidados com o bem-estar de cada um.

“Nosso capital humano é um dos bens mais valiosos que temos. Somos uma empresa feita de pessoas e, por isso, estamos sempre atentos ao bem-estar de nossos colaboradores e parceiros, promovendo a prática de exercícios físicos e o cuidado com a saúde. Todas essas ações fazem parte de um programa interno que busca melhorar a qualidade de vida de nossos funcionários, por meio de ações de conscientização e o mapeamento da saúde dos colaboradores. O que nos permite, ao longo do ano, implementar ações preventivas sobre esse tema”, afirma Mônica Martins, gerente de Recursos Humanos da Mongeral Aegon.

Ao longo da semana, haverá palestras com nutricionistas sobre alimentação saudável e com especialistas que darão dicas sobre como controlar e aliviar o estresse e a tensão do dia a dia. Além disso, a seguradora promoverá na quarta-feira, 09, uma campanha interna de vacinação contra a gripe, e em outros dias serão disponibilizados tratamentos como sessões de massagem e relaxamento.

Durante toda a semana, os colaboradores serão incentivados, ainda, a preencher um mapeamento de saúde, que tem como propósito analisar a situação de cada funcionário para, com isso, criar grupos de saúde na companhia para acompanhamento ao longo do ano.

Guia prático de reciclagem em casa: porque o seu lixo é seu

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Somente em 2013, foram produzidas 64 milhões de toneladas de lixo no Brasil, sendo que 24 milhões não tiveram o descarte correto, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Estudo conduzido pela ONG WWF mostrou que uma em cada três pessoas não sabe o que fazer com o lixo produzido em casa. Com a ajuda do biólogo Felipe Pacheco, diretor executivo da Horizonte Fértil, preparamos um Guia do Lixo para ajudar você a fazer a sua parte. “A solução para o problema do lixo deve vir por iniciativas descentralizadas. Precisamos de mais ações como a compostagem em casa, pequenas unidades compactas em condomínios e bairros, assim como novas soluções, como o uso agrícola, para este tipo de material”, conclui o biólogo. Confira as dicas do portal Sustentabilidade Allianz!

Alimentos

Já parou para pensar quantas embalagens você leva para dentro de casa quando volta do supermercado? É muito papel, plástico, papelão, na maioria das vezes desnecessárias. Algumas redes de supermercados já têm os “caixas verdes”, nos quais você pode deixar as embalagens que não vai usar para serem recicladas. Já é um começo.

Outra forma é optar por alimentos naturais, que, além de mais saudáveis, não precisam de embalagens. As feiras são ótimas opções. Já para os restos, o ideal é compostar, um processo simples e que pode ser feito até em apartamentos. “Hoje já existem vários tipos de composteiras, também chamadas de minhocários, onde são depositadas frutas, sementes, legumes, verduras, sobras de alimentos cozidos ou estragados, cascas de ovo, etc”, explica Pacheco.

Louça

Você sabia que as buchas de espuma demoram muito mais para serem recicladas do que feitas de material vegetal ou as palhas de aço? Por isso, prefira as duas últimas, que fazem o mesmo trabalho e não poluem o ambiente.

Banheiro

Este é um dos lugares que mais recebe o lixo não reciclável, como papel higiênico. Experimente trocar os saquinhos plásticos do lixinho do banheiro por saquinhos feitos de jornal. É simples e não mistura plástico, que demora séculos para se deteriorar, com material não reciclável. Além disso, ao usar cosméticos, prefira as embalagens que permitam que o produto seja usado até o final. Cada vez mais empresas estão investindo neste tipo de material, e reutilize as de plástico.

Papéis

Evite amassar os papéis que irão para o lixo. Rasgue em pedaços. Quando amassados, eles ocupam muito mais espaço, além de dar mais trabalho. Ajuda muito é ter em casa uma lixeira específica para reciclagem, de preferência com nichos para cada tipo de lixo: metal, papel, vidro e plástico.

Vidros

Vidros de maionese, de molho, garrafas, perfumes etc, inteiros ou quebrados, podem ser facilmente recicláveis, mas atenção a alguns cuidados. Lave bem os vidros para evitar insetos e, caso algum esteja quebrado, coloque em caixas ou embrulhe em jornal para não machucar os responsáveis pela coleta.

Óleo de Cozinha

Nem pense em jogar o óleo que sobra das frituras no ralo da pia. Além de causar entupimento, apenas um litro de óleo jogado no ralo polui um milhão de litros de água potável! Portanto, guarde os restos em garrafas e doe para instituições que darão os fins adequados aos resíduos.

Sobre o Sustentabilidade Allianz

Idealizado pelo Grupo Allianz para promover o conhecimento e o diálogo sobre importantes questões globais, como energia renovável, mudanças climáticas, saúde, mobilidade, segurança e crescimento populacional, o site conta atualmente com mais de 90% do seu conteúdo produzido no Brasil. Dessa forma, a Allianz dissemina conteúdos ao público brasileiro, em sintonia com seu compromisso com a sustentabilidade. Para mais informações acesse: www.sustentabilidade.allianz.com.br/