Se o medicamento do câncer falhar, a farmacêutica devolve o dinheiro

Se o medicamento falhar, a farmacêutica devolve o dinheiro à fonte pagadora. Essa afirmação causa estranheza em qualquer pessoa. Se a droga, embora prescrita de forma correta e administrada dentro dos protocolos, não entregar o resultado esperado para aquele paciente, naquele momento, nada mais justo do que reembolsar a fonte pagadora. Faz sentido. Ainda mais para os gestores de planos de saúde, que pagam por medicamentos de alto custo para garantir um desfecho clínico positivo.

Não é pegadinha. Trata-se de um acordo de compartilhamento de risco firmado entre o A.C.Camargo Cancer Center e farmacêuticas como Roche e Johnson & Johnson, que visa tornar a gestão do tratamento oncológico mais eficiente, sustentável e centrada no paciente. O modelo, premiado internacionalmente, prevê auditoria rigorosa dos casos e a devolução dos recursos quando for comprovada falha terapêutica, com o valor retornando às operadoras de saúde que financiaram o medicamento.

As primeiras a receberem a boa notícia de retorno do custo foram a Saúde Petrobras e a Bradesco Saúde. “Receber uma ligação do hospital dizendo que querem devolver dinheiro foi inusitado. Mas mostra que há seriedade e compromisso em construir um novo modelo de cuidado”, disse o representante da Saúde Petrobras, Manoel Cardoso. “O desafio agora é escalar isso. Como levar essa lógica para todo o ecossistema?”

Reduzir o custo da saúde por meio de uma gestão eficiente, sem desperdícios e com controle de fraudes é um ponto crucial para que o valor do plano de saúde se torne mais acessível à população. Hoje, apenas 25% dos brasileiros têm algum tipo de plano de saúde. Em dezembro de 2024, 52,21 milhões de brasileiros tinham plano de saúde, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Ao aumentar a participação da população com planos privados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fica menos sobrecarregado e os recursos financeiros podem ser melhor distribuídos entre a camada social que mais necessita da assistência do governo.

Esses dois casos foram apresentados durante o III Encontro de Gestão da Sinistralidade e Valor em Oncologia, realizado em março na Unidade Itaim da instituição, com a presença de 90% dos principais gestores de saúde das fontes pagadoras de tratamentos aos beneficiários. Durante o evento, foram apresentados dois casos que mostram como o compartilhamento de risco funciona na prática: um de câncer de pulmão e outro de fígado.

Em ambos os casos, os pacientes e a instituição de saúde seguiram rigidamente os protocolos indicados. Ainda assim, houve progressão da doença antes do tempo previsto. Após auditoria da farmacêutica, que confirmou o uso correto da medicação, o valor das imunoterapias administradas foi restituído e repassado às operadoras envolvidas.

“O A.C.Camargo é pioneiro hoje em apoio à gestão de risco. Firmamos com a Roche um acordo em que, se o medicamento não cumprir o que está na bula e todos os critérios forem atendidos, a empresa assume essa falha e devolve o valor”, afirmou Rafael Ielpo, diretor comercial e de marketing do A.C.Camargo. “O que temos é um exemplo prático de como buscar a sustentabilidade do sistema. Pode até causar estranheza, mas é real: nós devolvemos o dinheiro à fonte pagadora. Estamos falando de um modelo baseado em confiança, evidência clínica e compromisso com a sustentabilidade.”

A ação é resultado de três anos de trabalho do Escritório de Valor da instituição, que reúne mais de 30 profissionais dedicados a revisar protocolos clínicos, otimizar recursos e gerar dados de impacto real para o ecossistema da saúde. “É um pilar estratégico nosso. Nosso foco está em desenvolver novas modalidades de cuidado e construir pontes com todos os agentes do setor. O paciente está no centro, mas é preciso redesenhar o relacionamento entre operadoras, indústria e prestadores. O modelo tradicional não se sustenta mais.”

“Estamos acostumados a ouvir sobre compartilhamento de risco, mas ver isso acontecer na prática é transformador. Nos dois casos, a farmacêutica auditou, concluiu que houve falha terapêutica e devolveu os recursos. Isso é um marco para o setor”, ressaltou Ielpo. “Poderíamos simplesmente reter esse valor, mas não seria ético. O compromisso é com quem financiou o tratamento.”

A médica Dra. Aline Chibana, gerente do Escritório de Valor do A.C.Camargo, destacou que o acordo com a Roche foi o primeiro contrato de compartilhamento de risco firmado no Brasil na saúde suplementar. “No início, chamamos as operadoras para participar, mas nenhuma aderiu. Era algo muito novo, conceitual. Decidimos seguir com a Roche mesmo assim. E hoje temos um aditivo específico para carcinoma de pulmão de células não pequenas, ampliando a fase de avaliação do tratamento de seis para nove ciclos.”

A experiência gerou reconhecimento internacional. O acordo com a Roche foi premiado fora do Brasil como uma das mais inovadoras estratégias de gestão em oncologia. “É uma construção de longo prazo. Leva tempo, exige maturidade do mercado. Algumas negociações com farmacêuticas podem levar até dois anos. Mas estamos convencidos de que este é o caminho”, reforçou Aline.

O oncologista Daniel Goldstein, diretor do Centro de Economia da Saúde do Davidoff Cancer Center, em Israel, veio ao Brasil especialmente para acompanhar a experiência do A.C.Camargo e oferecer consultoria à instituição. “O que está sendo feito aqui é raro, mesmo em termos internacionais. A proposta do Escritório de Valor é ousada e absolutamente necessária. A sustentabilidade da oncologia depende de estratégias como essa.”

Goldstein também é um dos idealizadores do movimento Common Sense Oncology (CSO), que defende uma abordagem mais racional no tratamento oncológico, baseada em evidências, custo-efetividade e equidade. “Começamos esse movimento no Canadá e hoje ele se espalha pelo mundo. O princípio é simples: precisamos fazer mais com menos, sem perder de vista o que realmente importa para o paciente.”

Para o especialista, um dos maiores desafios é manter a confiança da sociedade. “Quando dizemos que vamos usar doses menores ou mudar abordagens, a primeira reação é de desconfiança. Será que estão oferecendo o melhor? Por isso, precisamos comunicar com clareza. Mostrar que é o melhor tratamento possível, com os recursos disponíveis. A confiança é a base de tudo.”

A líder da oncologia clínica do A.C.Camargo, Dra. Rachel Riechelmann, reforçou essa visão ao apresentar estudos recentes que embasam a redução segura de doses de medicamentos como lenvatinibe e everolimo. “No caso do lenvatinibe, usamos 8 mg ao invés dos 24 mg recomendados, com o mesmo efeito e menos toxicidade. O estudo Evenet, ainda em curso, mostra que 5 mg de everolimo também são eficazes como 10 mg, mas com metade dos efeitos colaterais.” Esses dados embasam decisões clínicas mais sustentáveis e mais humanas, segundo Rachel. “Menos toxicidade significa menos internações, menos complicações e maior qualidade de vida para o paciente. Mas precisamos que operadoras e reguladores entendam isso e estejam abertos a discutir evidências.”

Para Rafael Ielpo, é uma construção em curso. “Estamos abertos ao diálogo com todas as operadoras. Queremos que nos visitem, conheçam o Escritório de Valor, vejam de perto o que estamos fazendo. Nossa base de dados tem mais de sete décadas. Podemos e queremos ser referência, mas é preciso colaboração.” Ele destacou que o Escritório atua em parceria com todas as áreas da instituição e que os dados são usados não apenas para acordos comerciais, mas também para melhorar o cuidado. “Quando a gente ajusta uma dose, isso está no prontuário médico. É prescrição. Mas do ponto de vista comercial, muitas vezes ainda compramos a dose cheia e fracionamos. Estamos buscando alternativas também nesse sentido.”

A aproximação com as operadoras foi reforçada durante o encontro, com representantes das operadoras de saúde manifestando interesse em aprofundar a colaboração. “Vocês têm a jornada completa do paciente, algo raro. Isso permite análises mais ricas. Vamos sim seguir acompanhando de perto o que estão fazendo”, comentou Ana Gaudêncio, gerente de projetos estratégicos na SulAmérica. Já a representante da Cassi, do Banco do Brasil, destacou a importância da decisão colegiada na escolha terapêutica, especialmente em casos com muitas comorbidades.

“O que o A.C.Camargo está fazendo ainda é exceção. Mas pode se tornar a regra. Movimentos como o Common Sense Oncology existem para apoiar iniciativas assim, que colocam o paciente no centro e promovem um uso mais racional dos recursos”, enfatizou Daniel Goldstein, reforçando o importante papel do Brasil nessa transformação do relacionamento entre os stakeholders da saúde privada.

No encerramento, o CEO do A.C.Camargo, Victor Piana, resumiu o espírito da instituição. “Acho que todos aqui sentem que dá para fazer mais e melhor. E mais rápido. Estamos aqui para isso. Não queremos ser apenas uma instituição de saúde. Somos uma linha de cuidado em câncer, que começa muito antes da internação e vai muito além dela. Nosso compromisso é com o que é melhor para o paciente, no menor custo possível. E queremos seguir esse caminho de mãos dadas com todos vocês.”

Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) traz a primeira edição do Joint Colloquia para a América Latina

por Karem Soares

O Instituto Brasileiro de Atuária (IBA) e a International Actuarial Association (IAA) promovem a primeira edição Latam do JoCo (Joint Colloquia) em São Paulo, entre os dias 18 e 22 de maio de 2025, no Hotel Grand Hyatt. O evento vai reunir membros das Seções do IAA e atuários de todo o mundo para debater em suas Seções sobre: Risco Climático, Sustentabilidade, ESG, Inteligência Artificial (IA) e Big Data, Solvência e Transformação Digital de Seguros.

Com o tema “Atuários em Sustentabilidade”, o Joint Colloquia vai reunir grandes players para discutir as últimas pesquisas e desafios atuariais, decorrentes de novos campos de atuação profissional e acadêmica, incluindo trabalhos e interpretações em torno do desenvolvimento sustentável. 

“O JoCo São Paulo 2025 representa um marco significativo para a comunidade atuarial brasileira e internacional. A atmosfera de colaboração e o alto nível das discussões focam na importância da nossa profissão, em um mundo cada vez mais conectado com a capacidade de debater a sustentabilidade, desde a solidez financeira dos mecanismos de risco compartilhados até as incertezas ambientais e climáticas. E sem esquecer do foco no crescimento econômico e no bem-estar global”, declarou Giancarlo Giacomini Germany, presidente do IBA.

A programação conta com reuniões restritas para presidentes, membros e convidados, bem como debates separados pelas seções AFIR-ERM (Riscos Financeiros e ERM), ASTIN (Seguro Não Vida), IAAHS (Seguro Saúde), IAALS (Seguro de Vida e Anuidades), Seção IACA (Atuários Consultores) e PBSS (Pensões, Benefícios aos Empregados e Previdência Social). Clique aqui para obter os detalhes 

“Este é um dos maiores eventos de atuária do mundo, tendo o mercado brasileiro uma relevância cada vez maior a nível de participação e envolvimento nas diversas áreas deste importante segmento da economia global”, concluiu Germany. 

Serviço:

JoCo São Paulo 2025 

Datas: de 18 a 22 de maio de 2025 

Local: Hotel Grand Hyatt

Endereço: Avenida das Nações Unidas, 13.301, São Paulo 

Programação: https://events.actuaries.org/event/JoCo2025/sessions

IRB(P&D): desmatamento e falhas estruturais agravaram tragédia no RS

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Fonte: IRB

Desmatamento, falha na gestão das comportas do rio Guaíba e bloqueio dos canais de escoamento agravaram a tragédia provocada pelas chuvas intensas que atingiram o Rio Grande do Sul (RS) entre abril e maio de 2024. É o que aponta relatório técnico detalhado pelo IRB(P&D), área com dedicação exclusiva à pesquisa e ao desenvolvimento do IRB(Re). A análise, que reúne dados consolidados sobre a tragédia, destaca ainda a influência do fenômeno El Niño e o bloqueio atmosférico que manteve a alta concentração pluviométrica na região.

De acordo com o relatório, 2,4 milhões de pessoas foram impactadas pelas enchentes, que ocasionaram 58 mil solicitações de indenizações ao setor de seguros, totalizando R$ 6,04 bilhões em sinistros, segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

O IRB(P&D) ressalta que a reconstrução do RS exigirá esforços coordenados dos setores público e privado, assim como da sociedade civil. Segundo cálculos da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), a reconstrução pode exigir investimentos de até R$ 176 bilhões. Diante do cenário alarmante, o relatório evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes para prevenir desastres climáticos. Medidas como o planejamento urbano sustentável, o reflorestamento e a melhoria da infraestrutura de drenagem são essenciais.

Grupo Bradesco Seguros promove live sobre escolhas conscientes durante a Semana ENEF

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Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros participa, pela sexta vez consecutiva, da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), que acontece entre os dias 12 e 18 de maio de 2025. Na 12ª edição, a iniciativa terá como tema: a “Educação Financeira para Crianças e Jovens: Preparando a Sociedade para Escolhas Conscientes”, com foco na formação de uma cultura financeira responsável desde a infância.

No dia 15 de maio, às 9h, o Grupo Segurador promoverá a live “Consumismo Infantil – Por que precisamos falar sobre isso?”, com Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, mestre pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e autor do best-seller “Emoções Financeiras”. A abertura do encontro ficará a cargo do diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Bernardo Castello. E a transmissão será pelo site: https://www.livebseg.com/.

Para Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo, a iniciativa reflete o compromisso contínuo da seguradora em fomentar a educação para decisões financeiras mais responsáveis e seguras ao longo da vida. “A participação na Semana ENEF é um momento oportuno para reiterar a relevância do tema e do planejamento de longo prazo, especialmente em um contexto em que muito se fala em longevidade e mudanças demográficas significativas”, comenta. 

A Semana ENEF é uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), que reúne ações de instituições públicas e privadas com o objetivo de fortalecer o entendimento da população sobre finanças, seguros, previdência e consumo consciente. Mais informações sobre a programação oficial da Semana ENEF estão disponíveis em: https://www.gov.br/semanaenef/pt-br

Além da live, vale destacar que o Grupo também segue com iniciativas de Educação Financeira por meio do Espaço Universeg, uma plataforma que oferece mais de 100 conteúdos gratuitos em diversos temas e metodologias, para todos que buscam o autodesenvolvimento, e que pode ser acessa em: https://www.espacouniverseg.com.br/.

Bradesco Seguros e Swiss Re Corporate Solutions lançam linha de seguro de responsabilidade civil para 11 profissões 

Fonte: Swiss Re

Após o lançamento do Seguro Engenharia – Construção e Reforma, a Bradesco Seguros e a Swiss Re Corporate Solutions apresentam, por meio de sua joint venture, a cobertura de Responsabilidade Civil Profissional para 11 áreas de atuação, incluindo profissionais e instituições da saúde, advogados, arquitetos e engenheiros, contadores e auditores, entre outras.

Destinados a Pessoas Físicas e Jurídicas, os novos seguros de Responsabilidade Civil oferecem proteção financeira e defesa da reputação profissional, resguardando profissionais e empresas contra prejuízos significativos e possíveis ações legais decorrentes de falhas na prestação de serviços. Esses produtos foram desenvolvidos para garantir uma experiência ágil e eficiente, permitindo cotação e contratação de forma 100% digital, sem necessidade de envio de documentos. 

Além disso, os seguros são personalizados de acordo com a área de atuação. Por exemplo: um escritório de advocacia que contrata o Seguro de Responsabilidade Civil para Advogados protege não apenas a empresa, mas também todos os profissionais que nela atuam. 

Com coberturas desenhadas sob medida pela Swiss Re Corporate Solutions, a joint-venture consegue atender às necessidades reais do mercado, garantindo proteção contra imprevistos e promovendo a continuidade dos negócios. “Seguimos no nosso compromisso de seguir inovando e ampliando nossa oferta de produtos digitais, dando acesso a soluções de seguros que ofereçam proteção, previsibilidade e confiança para quem mais precisa, pequenas empresas e profissionais liberais”, ressalta Guilherme Perondi, presidente da Swiss Re Corporate Solutions.

Para Ney Dias, diretor presidente da Bradesco Auto/RE, a criação de uma linha de soluções de seguros voltada para diversas profissões representa um grande avanço na proteção e no desenvolvimento sustentável do mercado. “Cada atividade profissional possui riscos e desafios específicos, e oferecer produtos customizados garante que empresas e trabalhadores tenham a segurança necessária para operar com tranquilidade. Além de mitigar riscos financeiros, essa abordagem fortalece a economia ao proporcionar mais estabilidade para profissionais liberais, autônomos e empresas de diversos setores”, explica o executivo que acrescentou: “Esse tipo de proteção já é muito contratada em países mais maduros. E, para o corretor, representa mais uma oportunidade de atendimento das necessidades completas de seus clientes”.

Os valores de garantia da apólice podem chegar a R$1 milhão para pessoas físicas e jurídicas que faturam até R$50 milhões por ano. A cobertura abrange reclamações feitas durante a vigência da apólice ou no período adicional, para pagar danos causados por eventuais falhas nos serviços prestados.

Soluções disponíveis:

1. Administradores e corretores de imóveis
Para empresas e profissionais do setor imobiliário, cobrindo custos de defesa, ressarcimento de prejuízos financeiros, quebra de sigilo profissional e extravio, furto ou roubo de documentos.
2. Advogados
Para empresas e profissionais do Direito, abrangendo honorários advocatícios, perdas financeiras, ressarcimento de prejuízos e cobertura para acordos judiciais ou extrajudiciais.
3. Arquitetos e Engenheiros
Para empresas e profissionais de arquitetura e engenharia, cobrindo perdas financeiras por erros em projetos, fiscalização e execução de obras, além de custos de defesa.
4. Agentes de viagem e entretenimento
Para organizações e profissionais especializados em viagens e eventos, incluindo cobertura para custos de defesa, ressarcimento de prejuízos e proteção contra extravio de documentos.
5. Contadores e Auditores
Para profissionais e empresas contábeis, abrangendo custos de defesa, ressarcimento de prejuízos, quebra de sigilo profissional e proteção contra extravio de documentos.
6. Notários e Oficiais de Registro
Para instituições e profissionais que lidam com contratos e registros, oferecendo cobertura similar a outras categorias.
7. Profissionais da Saúde
Para empresas e profissionais de diversas especialidades da saúde, cobrindo indenizações por danos materiais, estéticos, corporais e morais, além de custos de defesa.
8. Serviços Científicos
Para empresas, pesquisadores e consultores, protegendo contra riscos associados a erros em experimentos, falhas metodológicas e interpretação de dados.
9. Consultoria Empresarial
Para empresas e consultores de estratégia e gestão, cobrindo custos de defesa, ressarcimento de prejuízos e proteção contra quebra de sigilo e extravio de documentos.
10. Serviços de Mídia
Para empresas e profissionais da comunicação, cobrindo erros, omissões e falhas no setor, além de custos de defesa e ressarcimento de prejuízos.
11. Serviços de Tecnologia
Para empresas e profissionais de TI, cobrindo falhas na implementação de sistemas, custos de defesa, ressarcimento de prejuízos, quebra de sigilo e extravio de documentos.

BVIX Seguradora comemora seu 1º. Aniversário e anuncia Edson Calheiros como CEO

Cerca de 200 pessoas, entre parceiros de negócios, colaboradores, corretores de seguros, resseguradores, prestadores de serviços e demais profissionais do mercado segurador marcaram presença nesta terça-feira, 6, no Espaço Bisutti Zero Onze, em São Paulo. No evento, que teve caráter festivo, a diretoria da BVIX recepcionou os convidados e fez os cumprimentos de praxe. O diretor de Planejamento Estratégico e Comercial da seguradora, Ed de Almeida Carlos, exibiu vídeos que destacaram os fatos mais relevantes do primeiro ano de atuação da companhia.

A seguradora apresentou Edson Calheiros como seu CEO, que agradeceu o empenho de toda a diretoria para que a BVIX alcançasse posição de destaque no setor. E enalteceu o papel indispensável do canal de distribuição: “Você, corretor de seguros, pode ter a certeza de que a BVIX está de portas abertas para recebê-lo. Por meio desta parceria, já alcançamos R$ 30 milhões em produção. Isso é um recorde”.

Calheiros atribuiu os bons resultados obtidos no primeiro ano de atuação dada a performance multilinha e a parceria com o mercado de resseguros. “Quando fomos nos apresentar ao mercado internacional (Miami – EUA), todos os resseguradores nos receberam muito bem. Temos firmado bons contratos”, ressaltou. 

Trajetória – A BVIX, desde a sua fundação, em maio de 2024, vem investindo em várias frentes, desde a criação de soluções inovadoras para seguros inclusivos a produtos corporativos de grande alcance. “O mercado é feito de parcerias e, por isso, começamos a trabalhar em novas frentes”, apontou Ed Carlos, ao revelar que a seguradora irá operar em seguro-viagem, garantia e linhas financeiras. Em sua visão, o seguro precisa ser mais próximo das pessoas, ser justo e humano.

Os acionistas da companhia, Edis e Marlon Amaral, lembraram da trajetória vitoriosa da BVIX. “Estamos orgulhosos com esse aniversário. O nosso papel é democratizar o acesso ao seguro, sobretudo, ao vislumbrar o tamanho deste mercado”, declarou Edis. Já Marlon considera a seguradora como um “projeto vitorioso”, cuja equipe diferenciada é fator relevante para a expansão da seguradora.

“Nós assumimos o desafio de construir uma empresa grande desde o seu nascimento. Sabemos que é um trabalho árduo, mas precisamos ser muito estratégicos neste objetivo”, destacou o diretor administrativo da BVIX, Matheus de Freitas Assunção. “Agradeço à equipe da BVIX, aos corretores e acionistas que acreditaram no seu potencial desde o início. O primeiro ano foi fantástico”, afirmou Marcelo Vieira, CEO da OWTS Holding e cofundador da BVIX.  O diretor financeiro e controller da companhia, Luis Artur, acrescentou: “Relembrar a montagem da equipe até a execução dos projetos neste primeiro ano é algo muito prazeroso”.           

Parcerias estratégicas – A BVIX celebrou parcerias de negócios com importantes corretoras, o que a tornou ainda mais competitiva no mercado. “É fundamental crescer com a BVIX, oferecendo soluções diversificadas. E o mais importante: atuar de forma consistente do Norte ao Sul do País”, afirmou Cristiano Schweizer, diretor comercial e técnico da Ouroseg Corretora de Seguros. Segundo, José Leão, CEO da BMS Re, “Nossa parceria em apoiar a BVIX desde o início de suas operações, foi fundamental ao ajudar na constituição da estrutura de resseguro que viabiliza sua atuação nas diferentes linhas de negócios.”

“A BVIX tem sido uma grata surpresa para o mercado segurador, ao oferecer soluções que o mercado realmente estava necessitando”, acrescentou Rogério Bruch, CEO do Grupo Fetra. O head de subscrição da Beyond Seguros, Sandro Povegliano, elogiou o trabalho conjunto com as linhas de negócios de P&C, “Do ponto de vista da aceitação de riscos e de uma subscrição especializada, o trabalho com a BVIX tem sido exemplar.”

Para mitigar impactos do cenário tarifário, as empresas devem construir cadeias de suprimentos resilientes

O cenário tarifário global, em rápida mudança, provavelmente, impactará as cadeias de suprimentos agrícolas, de manufatura e de energia na América Latina, de acordo com análises da Marsh McLennan (NYSE: MMC), líder global em risco, estratégia e pessoas. Segundo a empresa, em meio a essa crescente volatilidade e incerteza, as organizações que conseguem entender rapidamente as implicações dos riscos tarifários emergentes podem buscar novas oportunidades de negócios e maior resiliência.

“As cadeias de suprimentos globais estão sofrendo pressão significativa devido a uma série de mudanças políticas implementadas por governos em todo o mundo. Apesar dos níveis atuais de volatilidade da cadeia de suprimentos, as organizações na América Latina — especialmente aquelas nos setores de agricultura, manufatura e energia — podem obter maior segurança adotando uma abordagem proativa e estratégica em relação aos riscos”, comenta Carlos A. Rivera, CEO da Marsh McLennan para a América Latina e o Caribe.

As análises da Marsh McLennan se concentram no impacto dos aumentos de tarifas comerciais sobre organizações latino-americanas, detalhando como elas podem proteger e fortalecer suas cadeias de suprimentos.

As medidas de mitigação de riscos, de acordo com a empresa, devem incluir o monitoramento do impacto dos riscos da cadeia de suprimentos por país, componente ou produto, usando ferramentas em tempo real com tecnologia geoespacial/IA; a construção de mapas de exposição da cadeia de suprimentos; a identificação de vulnerabilidades ocultas ou novos riscos em mercados alternativos; a simulação de cenários financeiros e seu impacto no fluxo de caixa; e a atualização dos planos de contingência organizacionais.

Gerardo Herrera, Líder Regional de Consultoria de Riscos da Marsh, explica o aumento das tarifas é apenas uma parte da incerteza do cenário econômico global. “É vital que as organizações na América Latina avaliem suas operações e busquem diversificação para mitigar riscos futuros. Construir cadeias de suprimentos resilientes não é apenas uma medida defensiva, mas uma estratégia para inovação e crescimento sustentável”, diz.

Ele explica que através do Sentrisk — que usa inteligência artificial para mapeamento da cadeia de suprimentos e imagens geoespaciais de satélite, a Marsh McLennan auxilia organizações na avaliação de suas exposições na cadeia de suprimentos e no desenvolvimento de estratégias que não apenas mitigam os impactos imediatos, mas também fortalecem suas posições de longo prazo. “As avaliações de risco abrangentes do Sentrisk fornecem análises detalhadas de vulnerabilidades de risco, categorizando-as em níveis baixo, médio e alto. Eles também oferecem alertas sobre interrupções perto de ativos críticos, bem como acesso a serviços de consultoria de risco que abrangem eventos naturais, geopolíticos, climáticos e de reputação.”

“Com o Sentrisk, as empresas podem obter mais insights para embasar sua estratégia. Com informações sobre onde estão os riscos em sua cadeia de suprimentos, eles estarão mais bem preparados para antecipar riscos em resposta a eventos globais e tomar medidas proativas antes que ocorram interrupções nos negócios”, acrescentou Herrera.

Capitalização arrecada R$ 5,09 bilhões no primeiro bimestre

Fonte: Fenacap

A Capitalização fechou o primeiro bimestre de 2025 mantendo o ritmo de crescimento verificado pelo segmento no último ano, com arrecadação de R$ 5,09 bilhões. O valor representa um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024, como mostram os dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). Para a entidade, os produtos de Capitalização estão se tornando cada vez mais conhecidos pelas pessoas e empresas. 

“Os números refletem o papel estratégico da Capitalização no fortalecimento da economia nacional. O desempenho positivo de diversas modalidades reforça a confiança dos consumidores e evidencia a versatilidade do setor em atender diferentes necessidades de empresas, com segurança e credibilidade”, afirma o diretor-executivo da FenaCap, Natanael Castro. Ele lembra que, dentre as modalidades de Capitalização, há aquelas direcionadas ao público final, com estímulo à formação de reserva financeira e ainda o uso dos Títulos de Capitalização como garantia, em substituição ao fiador na locação de um imóvel ou para execução de serviços, como obras e contratos. 

Já para empresas, destaca o executivo, os títulos podem ser utilizados para ações de relacionamento, retenção e fidelização de clientes, no caso da modalidade de Incentivo, e até para contratação de obras públicas e licitações. “A Capitalização traz soluções para qualquer segmento da economia, contando com o aspecto lúdico dos sorteios. Como um importante estímulo para geração de riqueza do país, o segmento tem se tornado cada vez mais conhecido pelos brasileiros, que enxergam nos títulos uma ferramenta de disciplina financeira e a possibilidades de fazer negócio com transparência e normas regulamentadas”, explica Natanael.

Modalidades em destaque

Os resultados da Capitalização também seguem expressivos no que diz respeito aos sorteios: foram pagos R$ 340 milhões à sociedade, um incremento de 10,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já os resgates somaram R$ 4 bilhões nos dois primeiros meses deste ano. Isso significa mais recursos incorporados na economia brasileira, um valor que faz diferença para o consumo das famílias. 

Importante ferramenta de disciplina financeira, utilizada por pessoas físicas que buscam uma reserva financeira para imprevistos ou realização de um sonho, os Títulos de Capitalização da modalidade Tradicional seguem tendência de alta, sobretudo pela chance de concorrer a prêmios nos sorteios: no primeiro bimestre a arrecadação foi de R$ 3,8 bilhões, um aumento de 7% se comparado ao ano anterior. 

Em relação à Filantropia Premiável, produto em que o consumidor cede o direito ao resgate e faz uma doação para instituição de apoio social, a receita chegou a R$ 652 milhões. A confiança da população nesta modalidade permitiu o repasse de R$ 382 milhões a entidades filantrópicas, alta de 6,4%. Com o envio desses recursos a instituições de todo o país, milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social podem receber atendimento em áreas prioritárias como saúde e educação.

O Instrumento de Garantia é outra modalidade que se destacou no período, com resultado de R$ 612 milhões. Esta é uma opção para clientes que buscam, por exemplo, uma alternativa à figura do fiador ao negociar o aluguel de um imóvel ou até na contratação de serviços, como garantia para a sua execução. 

O balanço também apresenta um panorama do desempenho da Capitalização por região do país:

MetLife leva corretores de seguros ao Atacama e reforça parceria do programa Be Private

No meio das montanhas avermelhadas e do céu cristalino do deserto do Atacama, no Chile, Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife, recebeu cerca de 35 dos maiores corretores da seguradora com seus acompanhantes para mais uma edição do Be Private, programa que já virou tradição no calendário da empresa e na agenda dos corretores de seguros, um dos principais canais de distribuição da filial brasileira da maior seguradora de vida dos Estados Unidos e uma das principais do Brasil no segmento vida e dental.

“No Peru, no ano passado, levamos vocês para apreciarem as conquistas dos homens, desnudando as maravilhas do império Inca. Desta vez, queremos que vocês apreciem os feitos de Deus neste lugar incrível e percebam que somos parte de algo muito maior. O privilégio desta constelação envolve magia, cosmos e mistérios”, disse o sempre irreverente e carismático Ramon na abertura do evento.

A viagem também é uma oportunidade para reforçar laços, discutir estratégias e celebrar conquistas junto aos principais porta vozes, como o CEO Breno Gomes, Luiz Gevaerd (Geva), diretor de planejamento comercial, e os “guardiões” do canal corretor: Gustavo Toledo, diretor comercial, Gabriela Geesdorf, diretora regional Sul, e Alessandra Castellano, diretora comercial da MetLife no Rio.

Definitivamente, a viagem dos corretores Be Private não é um encontro comum: é uma experiência única. Vai muito além de uma simples viagem de incentivo. É sempre parece que será difícil que a próxima viagem supere a atual, mas cada ano todos se surpreendem. Foi assim nas últimas quatro edições (Amazônia, Fernando de Noronha, Peru/Machu Picchu e agora Deserto do Atacama) que o Sonho Seguro participou. A Motivation Travel, agência parceira da MetLife na realização destes eventos, realiza todas as ideias da equipe de Ramon, que tem em mente instigar o desenvolvimento da alma.

Com uma agenda de tirar literalmente o fôlego, todos foram envolvidos em uma experiência profunda, encantadora e até hipnotizante. Mergulhados em cada detalhe do Atacama, desde os primeiros raios do sol iluminando o deserto até o vapor quente dos Geyser del Tatio, os convidados foram instigados a repensar a forma como encaram os desafios diários. Diga-se de passagem, são muitos neste ano de 2025. Tanto para seguradoras, com adaptações a novas regras regulatórias, como para corretores, muitos em busca de empreender, desenvolver a sucessão ou até mesmo validar um processo de fusão ou aquisição para ganhar mais escala.

Como escreve Rafael Baltresca no livro O poder é seu — um dos presentes entregues pela MetLife aos convidados no final do evento — fomos treinados a lidar com situações que exigem processos racionais, mas muitas vezes negligenciamos os emocionais. “Quem somos nós? Somos uma energia. Somos uma vibração. O nome, o trabalho e até o corpo podem ir embora. A vibração fica. Se aceleramos a matéria, ela vira energia. Se aceleramos a energia, ela vira espírito. E se somos espíritos, chegamos perto de Deus”, escreve Baltresca, que também é mágico, engenheiro, psicoterapeuta e empreendedor, além de comandar o canal Hipnólogo, com mais de 600 mil inscritos.

O resultado foi exatamente o prometido nos três vídeos enviados dias antes da aventura começar: “Quando a sua mente se abre para o novo, ela nunca volta para o seu tamanho original. Prepare-se para permitir que sua mente mergulhe em algo maravilhoso”. O objetivo foi concluído com sucesso, de acordo com relatos de boa parte dos convidados ao final da viagem, confiantes de que a MetLife segue comprometida a entregar aos corretores e segurados tranquilidade, confiança e acima de tudo respeito com soluções de vida, dental e previdência.

Com 16 anos de experiência no mercado de seguros e conhecido por seu estilo próximo, direto e carismático, Ramon compartilha nesta entrevista bastidores do programa, reflexões sobre as mudanças no trabalho e no consumo de seguros, além de revelar os caminhos que a MetLife está trilhando para seguir crescendo no Brasil, especialmente entre pequenas e médias empresas. Ele também fala sobre as decisões que tornam o Be Private um evento único — capaz de transformar corretores em parceiros ainda mais engajados. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Como são definidos os destinos das viagens do Be Private e por que o deserto do Atacama foi escolhido este ano?
Desde o início, a ideia sempre foi escolher destinos diferentes, que fugissem do lugar comum. Não queríamos entrar na disputa de orçamentos com gigantes e suas viagens tradicionais, mas sim apostar em experiências únicas, que os corretores têm vontade de conhecer, mas talvez nunca coloquem na lista de viagens pessoais. Já cogitamos Disney, Paris, Istambul, mas escolhemos o Atacama como uma forma de proporcionar algo especial. Eu me envolvo pessoalmente no processo, inclusive escrevendo as cartas enviadas aos premiados. Para nós, esses eventos não são só comerciais — tratam de confiança, parceria e construção de uma relação verdadeira.

Quantos corretores participam do Be Private 2025 e como esse grupo evoluiu ao longo dos anos?
A MetLife tem cerca de 6 mil corretores no total. Dentro desse universo, o Private reúne os top 75 — são profissionais com maior produção e integração, que demandam mais atenção. Depois temos o Exclusivo (cerca de 150 a 160 corretores), o Especial (um grupo menor) e, por fim, cerca de 3 mil corretores atendidos pela filial digital, que funciona como um berçário para futuros upgrades. Quem sobe de segmento passa a ter acesso a benefícios diferenciados, não apenas viagens, mas pacotes de marketing, comissões e produtos exclusivos.

O que os corretores mais valorizam para permanecer no topo?
Eles não querem perder as vantagens, que vão desde comissões melhores até verba de marketing personalizada, brindes exclusivos e importância segurada diferenciada. Eles entendem o valor da proposta e lutam para subir de nível. Este ano, criamos o programa Fest Pass: ao trazer uma apólice nova, o corretor já pode virar Private no primeiro ano, desde que atinja o corte de produção necessário.

Como a MetLife apoia os corretores na venda de seguros de vida e planos odontológicos, especialmente em tempos de transformação digital?
Nosso foco é desenvolver o canal. Não basta ensinar como vender dental ou vida; queremos que os corretores entendam macroeconomia, inteligência artificial, tendências de mercado. Investimos nisso todo ano, com iniciativas como o MetLife On Conecta. Temos especialistas dedicados para diferentes perfis de negócio — affinity, PME, grandes contas — e essa especialização nos impede de ser superficiais. Quando erramos, corremos atrás, porque não estamos acostumados a ter problemas de pós-venda. Isso ajuda muito na retenção dos corretores, que têm como principal propósito cuidar de seus clientes. E é para isso que nos dedicamos de corpo e alma: ofertar produtos e serviços que realmente agreguem valor a todos.

Quais lançamentos marcaram o último ano e o que vem por aí?
Destaco a transformação do dental em uma unidade de negócios independente, com gente muito experiente, olhando rede, produto, precificação. Também estamos evoluindo no uso de inteligência artificial em ferramentas como cotadores. O mercado de PME já representa cerca de 50% das vendas no canal corretor, o que é um salto significativo. Há oportunidades imensas para cobrir lacunas deixadas por planos de saúde e oferecer produtos como vida, assistência para doenças graves e apoio em saúde mental, especialmente para pequenas empresas, que muitas vezes não têm cobertura estruturada.

Como a MetLife trabalha a personalização dos produtos?
Estamos construindo um ecossistema de benefícios, não apenas soluções isoladas. Queremos atender as empresas em suas necessidades reais, ajudando-as a gerir riscos como saúde mental, que já virou problema laboral no Brasil. A legislação brasileira, especialmente a Lei nº 14.831/2024 e a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), estabelece a obrigatoriedade de as empresas promoverem a saúde mental de seus trabalhadores. Isso inclui a implementação de medidas para identificar e mitigar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, com o objetivo de prevenir afastamentos e promover um ambiente mais saudável. E isso é algo que o setor de seguros sabe fazer. Estamos atentos, e os corretores de seguros têm um grande espaço como consultores das empresas neste desafio que passou a valer em maio. Isso exige uma abordagem holística e produtos que façam sentido para empresas de diferentes portes, e estamos debruçados sobre como apoiar nossos corretores neste tema.

O Brasil ainda oferece muitas oportunidades. O que falta para crescer mais, especialmente em um cenário com menos CLT?
O mundo do trabalho está mudando, e acompanhamos isso de perto. Hoje, por exemplo, temos uma apólice para o iFood que liga e desliga conforme as entregas — algo impensável há alguns anos. A pandemia acelerou discussões sobre flexibilidade, e quanto mais qualificada a mão de obra, mais exigente ela será. O mercado de PME já tem mais de 11 anos para nós, mas o movimento importante foi construir uma distribuição sólida. Hoje este segmento já representa cerca de 50% das vendas pelo canal corretor. Não dependemos de um ou dois grandes parceiros: nossas vendas são muito dispersas, o que nos dá resiliência. Também estamos vendo uma troca geracional no mercado, com startups trazendo ideias novas, facilitando processos e nos ajudando a entregar a melhor jornada para corretores e clientes.

Você tem uma relação próxima com os corretores. Qual é o segredo para manter essa conexão forte, mesmo com o crescimento das metas e operações?
Eu começo sempre pela confiança. São 16 anos no mercado, e o que mais levo comigo são as pessoas que conheci. Trato todos com franqueza: se algo não é possível, digo diretamente, sem enrolação. E eu adoro o que faço. Tenho uma equipe que compra essa filosofia, então, honestamente, é muito difícil dar errado. Seguimos a filosofia do no surprise: cada lado sabe o que esperar, e isso mantém o relacionamento saudável.

Chubb e Vivo firmam parceria para oferta de seguro residencial

chubb leandro martinez

A Chubb, líder mundial em seguros, e a Vivo, líder em telecomunicações do Brasil, firmaram acordo para levar aos clientes da operadora uma oferta de seguro residencial alinhada às suas necessidades de proteção e com fácil contratação. A novidade já está disponível para contratação no app Vivo e nas cerca de 1,8 mil lojas da marca em todo o país.

O lançamento deste seguro mostra-se bastante acertado, segundo os resultados de um estudo realizado pela Chubb recentemente. Em consulta a 3.150 entrevistados, cerca de 85% dos brasileiros afirmaram ser importante contar com um seguro para proteger o patrimônio familiar contra riscos aos quais suas casas estão expostas. Apesar dessa percepção de relevância, apenas 24% afirmam ter contratado um seguro residencial.

“Estamos felizes em poder disponibilizar essa proteção aos milhões de clientes da Vivo, uma das marcas mais conhecidas no Brasil”, diz Vanessa Delly, Vice-presidente Consumer Lines da Chubb Brasil. “Buscamos aproximar os seguros das famílias brasileiras para que possam proteger seus bens e seu lar. A disseminação da cultura do seguro, proteção e estabilidade financeira é nossa prioridade e, embora tenhamos avançado, ainda há um longo caminho a percorrer e a parceria com players tão relevantes quanto a Vivo certamente ajuda a acelerar esse processo”, completa a executiva.

“A Vivo se posiciona como uma empresa de tecnologia que, além de oferecer excelente conectividade, presta serviços em outras áreas, como é o caso das soluções financeiras que oferecemos sob a marca Vivo Pay. Nosso portfólio diversificado vai de empréstimo pessoal a consórcio de celular, passando por antecipação de FGTS, parcela PIX e seguros para celular e tablet. A parceria com a Chubb é estratégica para complementar e ampliar nossa oferta em um segmento tão estratégico, no qual registramos receitas de R$ 461 milhões em 2024, evolução de 14,5% na comparação anual”, afirma Leandro Coelho, diretor da Fintech da Vivo.

Desenhados em parceria pelas equipes da Vivo e da Chubb, os planos de Seguro Residencial foram concebidos considerando as necessidades e especificidades dos perfis de clientes da operadora. Entre as soluções agregadas às apólices estão coberturas voltadas a atender as demandas do brasileiro. A concepção do seguro e toda sua operacionalização, do processo de disponibilização da oferta nos canais da Vivo, passando pela contração e envio de apólices, até o atendimento a sinistros, foram viabilizados graças ao Chubb Studio, plataforma de integração tecnológica da Chubb que permite a oferta de seguros de forma ágil e segura por parceiros da companhia em suas próprias plataformas.

Pesquisa: Segurança e Proteção: O que os latino-americanos protegem em suas casas”

O estudo “Segurança e Proteção: O que os latino-americanos protegem em suas casas”, realizado pela Chubb, revelou que, ao serem questionados sobre o que mais desejam proteger em suas residências, 55% dos brasileiros apontaram os documentos pessoais como principal preocupação, seguidos da proteção da estrutura e construção (50%), equipamentos eletrônicos (42%) e eletrodomésticos (39%). No entanto, no momento de contratar um Seguro Residencial, as prioridades mudam: a proteção da estrutura e da construção se torna a principal consideração para 78% dos entrevistados. O estudo também indicou que, para 85% dos brasileiros, um seguro existe para proteger contra os riscos aos quais as residências estão expostas. No entanto, apenas 24% afirmam ter contratado um seguro residencial.

Receios em deixar a residência quando viaja

O estudo também abordou o receio das pessoas ao deixar suas residências sozinhas, seja por conta de viagens de férias ou a trabalho. Aproximadamente 60% dos entrevistados se disseram “muito preocupados” ou “bastante preocupados” com o tema. Quanto às estratégias que os brasileiros utilizam para proteger suas residências, 64% confiam a segurança a terceiros, 32% instalaram câmeras de segurança e apenas 18% optaram por contratar um seguro para sua casa enquanto estão viajando.

Metodologia

Os resultados se baseiam em uma pesquisa online quantitativa com entrevistados maiores de 18 anos, acesso à internet e previamente registrados, realizada pela Artool SPA. A pesquisa foi aplicada na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru e Porto Rico, totalizando 3.150 participantes (350 pessoas por país), gerando uma margem de erro de cerca de 1,7%, considerando a máxima variação e um nível de confiança de 95%, simulando uma amostra probabilística.

Uma opção para cada necessidade

O cliente Vivo pode escolher entre três tipos de seguro residencial, todos com acesso a serviços de assistência 24 horas, incluindo chaveiro, encanador, eletricista e vidraceiro. O seguro é pago em parcelas mensais, cobradas na fatura do serviço de telecomunicações. A contratação é feita de forma rápida e fácil, pelo aplicativo Vivo, na aba Vivo Pay.

• O plano Proteção Essencial, o mais acessível – R$ 13,90/mês -, é ideal para imóveis de até 49 metros quadrados e atende às demandas dos proprietários de apartamentos compactos, que chegaram para ficar nos grandes centros urbanos do país. Oferece cobertura contra incêndio, perda de aluguel, danos elétricos e de roubo e furto qualificado.

• O plano Proteção Padrão foi desenhado para imóveis de, aproximadamente, 50 a 100 metros quadrados e oferece as mesmas coberturas, mas com limites de indenização maiores. Sua mensalidade é R$34,90/mês.

• O plano Proteção Completa, concebido para imóveis com mais de 100 metros quadrados, garante até R$ 1 milhão na cobertura de incêndio, R$ 100 mil para cobertura de vendaval e R$ 50 mil para perda de aluguel, além de R$ 5 mil para danos elétricos e o mesmo valor para roubo e furto qualificado. Na lista de serviços de assistência 24 horas, os segurados desta última opção contam também com reparo de eletrodomésticos e de aparelhos de ar-condicionado. O valor deste plano é R$85,90/mês.