Tokio Marine contrata Luiz Barsotti como Consultor Executivo Exclusivo

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Com o objetivo de ser uma referência também no segmento de Pessoas, a Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos do mercado de seguros no mundo, contratou Luiz Barsotti como Consultor Executivo Exclusivo. Com mais de 20 anos de experiência, o executivo é um dos mais conceituados do mercado nacional na área de seguros de Vida e Previdência. Barsotti vai auxiliar na estratégia da Companhia, que quer dobrar seu market share no período de três anos.

“Traçamos um plano bastante agressivo, que prevê um crescimento acima da média de mercado, com uma meta de 14% já para este ano. Além disso, queremos estar entre as cinco maiores seguradoras independentes de Vida em Grupo do País em médio prazo – e a chegada do Barsotti vem agregar muito valor ao nosso projeto”, afirma o Presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara.

Uma das principais atribuições do consultor será a elaboração de um plano de ação para envolver os Corretores. “Existem muitas particularidades no relacionamento, na comercialização, nas análises e negociação dos seguros de Vida. O objetivo é que eu contribua, de forma dedicada, para a construção de um modelo de engajamento dos Corretores e Assessorias, melhoria dos produtos, proposta de valor alinhada a excelência de serviços do grupo, estabelecimento e avaliação de padrões de performance e distribuição que acompanhe a força da capilaridade existente no Brasil, entre outras ações”, informa Luiz Barsotti.

Atenta ao potencial do mercado de Seguros de Pessoas, a Tokio Marine criou este ano a Superintendência Nacional Comercial de Vida, sob o comando de Marcos Kobayashi. Para o consultor Luiz Barsotti, ter uma estrutura dedicada é fundamental para o sucesso da estratégia da seguradora. “A Companhia hoje tem uma operação muito eficiente e de qualidade e se diferencia pelo estreito relacionamento que mantém com os Parceiros de Negócios. Tenho certeza de que o fortalecimento da atuação em Vida será bem-sucedido”, conclui.

Baixo crescimento e inflação mais alta interrompem ciclo de queda da desigualdade

Fonte: CNseg

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013, divulgada nesta quinta-feira (18) pelo IBGE, apresenta um retrato mais melancólico do mercado de trabalho e das condições de vida no País, algo que tem relação direta com o baixo crescimento e avanço da inflação. A população brasileira, estimada em 201,5 milhões de pessoas- 51,5% de mulheres; 46,1% de brancos e 37,6% de pessoas de 40 anos ou mais de idade- assistiu a uma piora dos indicadores. A população desocupada cresceu 7,2% em relação a 2012, e a ocupada cresceu 0,6%. A taxa de desocupação se elevou de 6,1% para 6,5% em 2013 (foi o ano com a segunda menor taxa na série harmonizada de 2001 a 2013). O trabalho com carteira assinada, no entanto, continuou a crescer, subindo 3,6% em relação a 2012 e abrangendo 76,1% dos empregados do setor privado. O trabalho das crianças e adolescentes recuou 12,3% em relação a 2012, o equivalente a menos 438 mil crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos no mercado de trabalho. O País registrou aumento real de 2012 para 2013 no rendimento mensal domiciliar (de R$ 2.867 para R$ 2.983), de todos os trabalhos (de R$ 1.590 para R$ 1.681) e de todas as fontes (de R$ 1.516 para R$ 1.594). As medidas de distribuição de renda (índices de Gini) ficaram praticamente estáveis em todas as comparações com o ano anterior, mas melhoraram em relação a 2004. Todas as categorias de emprego obtiveram ganhos reais de rendimento do trabalho principal em 2013, sendo o mais expressivo entre trabalhadores sem carteira (10,2%).

O número de domicílios particulares permanentes no País foi estimado em 65,1 milhões em 2013, 85,3% deles com rede de água, 64,3% com rede de esgoto, 89,8% com coleta de lixo, 99,6% com iluminação elétrica e 92,7% com telefone. O percentual de domicílios que tinham computador com acesso à Internet aumentou para 43,1%. Cerca de 86,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade acessaram a Internet no período de referência dos últimos três meses em 2013, 50,1% do total nessa faixa etária. A pesquisa traz também uma série de resultados harmonizados, de 2001 a 2013 (que exclui as áreas rurais de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá), na qual é possível constatar redução nas taxas de analfabetismo (de 12,4% em 2001 e para 8,2% em 2013) e de desocupação (de 9,4% para 6,6%), além de aumento no percentual de empregados com carteira de trabalho assinada (de 55,3% para 65,2%) e no rendimento mensal real de trabalho (de R$ 1.300 para R$ 1.681) e de todas as fontes (de R$ 1.315 para R$ 1.594). A PNAD é realizada pelo IBGE desde 1967 e apresenta informações sobre população, migração, educação, trabalho, rendimento e domicílios para Brasil, grandes regiões, estados e regiões metropolitanas. Dados populacionais.

Em 2013, a população residente no Brasil foi estimada em 201,5 milhões de pessoas, 0,9% (1,8 milhão) acima de 2012. As mulheres corresponderam a 51,5% na população. A única região em que os homens tiveram uma participação maior que a das mulheres foi a Norte, com 50,1%. As pessoas de 60 anos ou mais de idade corresponderam a 13,0% da população, 0,4 ponto percentual maior que em 2012. A participação da faixa etária até 24 anos foi de 38,8%, 0,7 ponto percentual menor que em 2012. Em 2013, 46,1% da população residente (93,0 milhões de pessoas) se declararam de cor branca; o grupo de pessoas de cor parda (90,6 milhões) representou 45,0%; 8,1% se declararam de cor preta (16,3 milhões); e 1,7 milhão de pessoas (0,8%) declararam outra cor ou raça (indígena e amarela).

As estimativas de migração por faixa etária em 2013 mostraram que as pessoas de 40 a 59 anos eram as mais representativas entre os migrantes, tanto em relação ao município (33,8%), quanto em relação à unidade da federação (35,6%). Logo depois estavam as pessoas de 18 a 39 anos, com participação de 33,7% e 33,6%, respectivamente. Em 2013, as pessoas não naturais em relação à unidade da federação de residência somavam 31,8 milhões, 15,8% da população do país. Em relação ao município de residência, o contingente de pessoas não naturais foi de 79,4 milhões, 39,4% da população.

Situação educacional. Em 2013, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 8,3%, o que corresponde a 13,0 milhões de pessoas. Em relação a 2012 (8,7%), houve redução de 0,4 ponto percentual (menos 297,7 mil analfabetos). A taxa pode ter sido influenciada pelas taxas de analfabetismo dos grupos etários de 40 anos ou mais, que correspondiam a 37,6% da população: a taxa era de 9,2% no grupo de 40 a 59 anos e 23,9% para as pessoas com 60 anos ou mais, enquanto que estava abaixo de 3,0% entre as pessoas com menos de 30 anos. A maioria dos analfabetos era de mulheres (50,6%), indicador que se repetiu nas regiões Sudeste (56,2%), Sul (55,6%) e Centro-Oeste (50,5%). Apesar de a taxa de analfabetismo ter diminuído principalmente no Nordeste (de 17,4% em 2012 para 16,6% em 2013), essa ainda é a região com a taxa mais elevada do país, concentrando 53,6% do total de analfabetos. A taxa de escolarização das pessoas entre 4 e 5 anos de idade alcançou 81,2%, 3,1 pontos percentuais acima de 2012 (78,1%). A maior taxa de escolarização ocorreu entre crianças de 6 a 14 anos (98,4%), faixa de idade que corresponde ao ensino fundamental.

Trabalho. A população ocupada totalizou 95,9 milhões de pessoas em 2013 e cresceu 0,6% em relação a 2012. A população ocupada masculina totalizava 54,9 milhões de pessoas e a feminina, 41,0 milhões. Na região Norte houve a única redução dessa população (-0,8%), enquanto Nordeste e Sul tiveram os maiores aumentos percentuais: 1,2% e 0,9%, respectivamente. O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população em idade ativa) foi de 61,8% em 2012 para 61,2% em 2013. Em 2013, a população em idade ativa (PIA), isto é, com 15 anos ou mais de idade, chegou a 156,6 milhões. Nesse universo, cerca de 102,5 milhões (65,5%) compunham a população economicamente ativa (PEA) e 54,1 milhões de pessoas (34,5%) formavam a população não economicamente ativa (PNEA). Frente a 2012, PIA, PEA e PNEA cresceram 1,6%, 1,0% e 2,9%, respectivamente. A taxa de atividade (proporção de pessoas em idade ativa que estavam na PEA) foi de 65,5% em 2013, contra 65,9% em 2012 e 68,6% em 2008. O Nordeste permaneceu com a menor taxa (62,7%) enquanto Sul (68,5%) e Centro-Oeste (67,8%) tiveram as maiores.

Emprego. Em 2013, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 3,6% em relação a 2012 e chegou a 36,8 milhões de pessoas. Com isso, o percentual de empregados com carteira assinada passou de 74,6% para 76,1% no setor privado. O aumento ocorreu em todas as regiões e os maiores acréscimos foram no Nordeste (6,8%) e no Sul (5,3%). A proporção de empregados com carteira assinada no setor privado foi maior no Sudeste (81,5%) e no Sul (83,4%). O Nordeste continuou com a menor proporção (61,0%), mas teve o maior crescimento em relação a 2012 (2,8 pontos percentuais). Em 2013, 61,9% dos ocupados (59,3 milhões de pessoas) contribuíam para a previdência. A expansão do contingente foi de 3,4% em relação a 2012, quando o percentual de contribuintes entre os ocupados era de 60,3%. A proporção de contribuintes foi mais alta que a média no Sudeste (70,9%), no Sul (72,7%) e no Centro-Oeste (65,0%), mas ficou abaixo da metade no Norte (44,8%) e no Nordeste (44,2%). Em 2013, entre os 19,7 milhões de trabalhadores por conta própria, cerca de 3,5 milhões (18,0%) trabalhavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Em 2012, este percentual era 16,8%. Dentre os 3,6 milhões de empregadores, 2,9 milhões (79,1%) trabalhavam em empreendimento com CNPJ. Em 2012, eram 76,2%.

Desocupação. A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa) se elevou de 6,1% para 6,5% em 2013. Foi o ano com a segunda menor taxa na série harmonizada de 2001 a 2013. Entre as grandes regiões, a menor taxa foi observada na região Sul, 4,0%, e a maior, 8,0%, na Nordeste. A maior variação frente a 2012 ocorreu na região Norte, onde esse indicador cresceu 1,0 ponto percentual, atingindo 7,3% em 2013. De 2012 para 2013, a taxa de desocupação foi de 21,0% para 23,1% entre as pessoas de 15 a 17 anos de idade; de 13,2% para 13,7% na faixa de 18 a 24 anos; de 4,8% para 5,3% entre as pessoas de 25 a 49 anos e de 2,2% para 2,4% na faixa de 50 anos ou mais. O contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) era de 6,7 milhões em 2013. Em relação a 2012, houve crescimento de 7,2%, ou mais 450 mil pessoas nessa condição. A desocupação cresceu no Norte (17,2%), Centro-Oeste (11,0%), Sudeste (7,8%) e Nordeste (6,2%), e recuou no Sul (-2,2%).

Trabalho infantil. Em 2013, havia 3,1 milhões de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade no Brasil, o que representou uma redução de 12,3% (438 mil crianças e adolescentes) no trabalho das crianças e adolescentes em relação a 2012. Cerca de 2,6 milhões (84,5%) eram adolescentes de 14 a 17 anos de idade. Em relação a 2012, a queda percentual mais relevante foi no grupo com 5 a 9 anos de idade (-29,2%), ou menos 24 mil crianças trabalhando. O nível da ocupação das pessoas de 5 a 17 anos de idade era de 8,4% em 2012 e caiu para 7,4% em 2013. Esse indicador recuou em todas as regiões. Em 2013, o rendimento mensal domiciliar per capita real dos trabalhadores de 5 a 17 anos de idade (R$ 557) era menor que o daqueles que não trabalhavam (R$ 620). Entre a população ocupada de 5 a 13 anos de idade, 63,8% estavam na atividade agrícola.

Escolaridade. Quanto à escolaridade, reduziram-se de 2012 para 2013 as proporções de trabalhadores com fundamental incompleto (de 27,9% para 25,7%) e médio incompleto (6,7% para 6,5%) e aumentaram as proporções dos sem instrução (6,6% para 7,0%), com fundamental completo (10,3 para 10,5%), com ensino médio completo (30,0% para 30,4%), com superior incompleto (5,2% para 5,4%) e com superior completo (13,1% para 14,2%, a maior alta). Em 2013, 46,0% dos ocupados (44,1 milhões) atuavam no grupamento de atividade serviços, contra 45,1% em 2012. O total de ocupados nos serviços cresceu 2,5% (ou 1,1 milhão de pessoas) de 2012 para 2013, enquanto a população ocupada do país cresceu 0,6% no mesmo período. Outro destaque foi a construção: seu contingente de trabalhadores cresceu 5,9% (493 mil pessoas) em 2013 chegando a 8,8 milhões. A construção respondia por 8,7% da população ocupada em 2012 e essa participação subiu para 9,2% em 2013.

Rendimento. De 2012 para 2013, quando se consideram os 60,8 milhões de domicílios com rendimento, o rendimento médio mensal real domiciliar passou de R$ 2.867 para R$ 2.983, um aumento de 4,0%. A região Centro-Oeste apresentou o maior rendimento domiciliar (R$ 3.525) e a região Nordeste, o menor (R$ 2.011). Essas duas regiões foram as que apresentaram as maiores desigualdades na distribuição desse rendimento, com o índice de Gini em 0,507 no Nordeste e 0,510 no Centro-Oeste. Na média do Brasil, em 2013, o índice de Gini do rendimento domiciliar ficou em 0,500. O índice de Gini mede o grau de concentração de renda, variando de zero (perfeita igualdade) a um (a desigualdade máxima). Em 2013, 44,8% dos domicílios brasileiros que declararam ter algum tipo de rendimento contavam com até um salário mínimo por morador do domicílio. Em relação ao ano anterior, o crescimento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil foi de 4,8% (de R$ 1.110 para R$ 1.163).

Média salarial. O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas com rendimento em 2013 foi estimado em R$ 1.681, valor 5,7% superior ao de 2012 (R$ 1.590). A região Sul foi a que apresentou o maior incremento, 8,1% (de R$ 1.731 para R$ 1.872), e a região Centro-Oeste, com o maior valor médio (de R$ 1.906 para R$ 1.992), apresentou a menor variação (4,5%). A região Nordeste mostrou um crescimento de 5,7%, mas possui o menor rendimento médio (de R$ 1.086 para R$ 1.148). Três unidades da federação apresentaram redução nesse tipo de rendimento: Acre (de R$ 1.342 para R$ 1.302), Amapá (de R$ 1.632 para R$ 1.616) e Espírito Santo (de R$1.577 para R$ 1.557). O índice de Gini da distribuição do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos ficou em 0,498 em 2013, frente a 0,496 em 2012. O menor grau de concentração de renda foi encontrado na região Sul (0,457). A região Nordeste apresentou o maior nível de desigualdade (0,523). Ao observar o rendimento médio mensal real de todas as fontes das pessoas de 15 anos ou mais de idade com rendimento, o aumento foi de 5,1% em relação a 2012, passando de R$ 1.516 para R$ 1.594. O crescimento de 7,8% da região Sul (de R$ 1.690 para R$ 1.822) foi o maior, seguido pela região Nordeste, que teve aumento de 5,7% (de R$ 1.014 para R$ 1.072), mas possui o menor rendimento médio de todas as fontes. Esse tipo de rendimento aponta um índice de Gini para o país de 0,505, igual ao de 2012 e decrescente desde 2004 (0,555). A região que mostrou maior desigualdade no rendimento de todas as fontes foi a Centro-Oeste (0,519), onde também foi observada a maior média desse rendimento (R$ 1.911).

Desigualdade por gênero. A proporção do rendimento de trabalho das mulheres em relação ao rendimento dos homens passou de 72,8%, em 2012, para 73,7%, em 2013. Em média, em 2013, os homens receberam R$ 1.890 e as mulheres R$ 1.392. Uma outra forma de observar o diferencial do rendimento por sexo é pela análise da proporção de pessoas que receberam até um salário mínimo em 2013: 21,1% dos homens ocupados contra 29,8% das mulheres ocupadas. Além disso, havia proporcionalmente mais mulheres ocupadas e sem rendimento ou recebendo somente em benefícios (8,5%) do que homens (4,7%).

Informalidade. Todas as categorias de emprego tiveram acréscimo no rendimento médio mensal real do trabalho principal de 2012 para 2013, sendo de 6,2% na média (de R$ 1.423 para R$ 1.511). Os outros empregados sem carteira assinada tiveram o maior aumento, 10,2% (de R$ 869 para R$ 958), seguidos por militares e estatutários, com 5,9% (de R$ 2.576 para 2.728); trabalhadores domésticos sem carteira assinada, com 5,0% (de R$ 519 para R$ 545); trabalhadores com carteira de trabalho assinada, com 4,4% (de R$ 1.483 para 1.548); e trabalhadores domésticos com carteira assinada, com 2,3% (de R$ 857 para R$ 877).

Domicílios. O número de domicílios particulares permanentes no país, em 2013, foi estimado em 65,1 milhões, um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior (63,8 milhões). Considerando a condição de ocupação em 2013, observou-se a seguinte distribuição: 74,5% eram próprios (sendo 69,4% quitados e 5,1% em aquisição), 17,9% eram alugados, 7,2% cedidos e 0,4% em outra condição. Quanto à posse de bens duráveis, houve aumento no número de domicílios com fogão (1,3 milhão a mais, atingindo 98,8% do total em 2012 e 2013), televisão (1,3 milhão a mais, atingindo 97,2% em 2012 e 2013) e máquina de lavar (2,8 milhões a mais, com o percentual crescendo de 55,2% para 58,3%). Dos 32,2 milhões de domicílios do país que apresentaram microcomputador em casa (49,5% do total, 2,6 milhões a mais que o ano anterior, quando respondiam por 46,4%), 28,0 milhões tinham acesso à Internet (43,1% do total de domicílios, 2,3 milhões a mais que em 2012, quando representavam 40,3%). Observou-se um decréscimo dos domicílios com aparelho de rádio (2,3 milhões a menos, caindo de 80,9% para 75,8% do total) e DVD (1,3 milhão de domicílios a menos, caindo de 76,0% para 72,4%). Quanto aos veículos, houve crescimento no número de domicílios em que ao menos um morador possuía carro (1,3 milhão a mais, aumentando de 42,5% para 43,6%) e motocicleta (175 mil a mais, variando de 20,0% para 19,9%). De 2012 para 2013, foram observados crescimentos no número de domicílios atendidos por serviços de rede geral de abastecimento de água (1,1 milhão a mais, com o percentual no total de domicílios variando de 85,4% para 85,3%), rede coletora de esgoto ou fossa séptica ligada à rede (1,5 milhão a mais, crescendo de 63,3% para 64,3%), coleta de lixo (1,8 milhão a mais, aumentando de 88,8% para 89,8%) e iluminação elétrica (1,4 milhão a mais, variando de 99,5% para 99,6%). Também aumentou o número de domicílios com algum tipo de telefone em 2,2 milhões, aumentando o percentual de atendimento de 91,2% para 92,7% do total. Em 2013, 1,8 milhão de domicílios possuíam somente a telefonia fixa (2,7% do total), número inferior ao registrado em 2012 (1,9 milhão, ou 3,0% do total). O número de domicílios com acesso apenas à telefonia móvel celular apresentou crescimento de 1,8 milhão de unidades, aumentando de 51,4% do total em 2012 para 53,1% em 2013.

Tecnologia. No Brasil, aproximadamente 86,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade acessaram a Internet no período de referência da pesquisa em 2013, um crescimento de 2,9% em relação ao ano anterior. De 2012 para 2013, a proporção percentual de internautas passou de 49,2% para 50,1% do total da população residente. Mais da metade dos internautas tinham de 10 a 29 anos de idade (52,6%). O levantamento indicou que um total de 130,8 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade tinham telefone móvel celular para uso pessoal, um crescimento de 6,3 milhões em relação ao ano anterior. O percentual dos que possuíam o aparelho aumentou de 72,8% em 2012 para 75,5% em 2013 no total da população de 10 anos ou mais.

Analfabetismo. Os resultados da comparação histórica de 2001 a 2013 foram harmonizados com a cobertura geográfica da PNAD existente até 2003. Isso exclui as áreas rurais de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, o que pode gerar diferenças na comparação com os dados completos. Nesta série, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade diminuiu de 12,4% em 2001 e para 8,2% em 2013, o que corresponde a uma redução de 2,7 milhões de analfabetos. Nos dados completos, a taxa de 2013 ficou em 8,3%. Houve uma diminuição da proporção de pessoas até 17 anos de idade no total da população, ao passo que aumentou o percentual das pessoas com idade acima de 40 anos. A proporção de pessoas de 0 a 9 anos caiu de 18,7% em 2001 para 13,9% em 2013, e na faixa de 10 a 17 anos passou de 15,9% para 13,4%. Já a proporção de pessoas entre 40 e 59 anos aumentou de 19,8% para 24,7%, e das pessoas de 60 anos ou mais se elevou de 9,0% para 13,0%. O comportamento do nível de ocupação das pessoas de 15 anos ou mais de idade variou entre 60,7% em 2001 e 63,6% em 2008, quando atingiu seu valor máximo, caindo para 61,1% em 2013. Para as pessoas de 5 a 17 anos de idade, o nível da ocupação caiu de 12,7% em 2001 para 7,2% em 2013. De 2001 a 2013, a taxa de desocupação apresentou tendência de queda, com poucos momentos de alta. Atingiu seu nível mais baixo em 2012 (6,2%), com leve alta no ano de 2013 para 6,6%, porém em patamar abaixo dos anos 2001 (9,4%) a 2009 (8,3%), com seu nível mais alto no ano de 2003 (9,7%). Em 2001, 55,3% do total de empregados (exclusive trabalhadores domésticos) possuíam carteira de trabalho assinada. Em 2002, essa proporção atingiu o menor patamar, 54,5%. A partir de 2003, houve crescimento do emprego com carteira de trabalho assinada, alcançando 65,2% em 2013. O mesmo movimento é observado no percentual de ocupados contribuintes de instituto de previdência: 46,9% em 2001, 46,2% em 2002 e 62,7% em 2013. A evolução do rendimento médio mensal real de trabalho durante o período de 2001 a 2013 apresentou momentos distintos: perdas anuais de 2001 (R$ 1.300) a 2004 (R$ 1.169) e ganhos anuais de 2005 (R$ 1.222) a 2013 (R$ 1.681). O crescimento de 2001 até 2013 foi de 29,3%. A evolução do rendimento médio mensal real de todas as fontes apresentou evolução semelhante: perdas anuais de 2001 (R$ 1.315) a 2004 (R$ 1.167) e ganhos anuais de 2005 (R$ 1.226) a 2013 (R$ 1.594). Comparando com 2001, o crescimento foi de 21,2% em 2013. Constatou-se melhora nas distribuições dos rendimentos de trabalho e de todas as fontes. De 2001 para 2012, o índice de Gini (quanto maior, mais desigual) da distribuição do rendimento de trabalho diminuiu continuamente, de 0,563 para 0,496, mas em 2013 ficou em 0,498, patamar inferior ao de 2011 (0,499). O índice da distribuição do rendimento de todas as fontes também caiu continuamente: ficou estável em 2001 e 2002 com coeficiente de 0,569, diminuiu para 0,504 em 2012, mas em 2013 também voltou ao patamar de 2011, de 0,505. A distribuição da população ocupada por grupamento de atividade mostra redução da participação de ocupados na atividade agrícola de 20,0% em 2001 para 12,5% em 2013. A participação de ocupados na indústria de transformação foi de 13,8% em 2001 e cresceu até 14,5% em 2007 e 2008, mas reverteu para uma tendência de queda, atingindo seu menor nível em 2013 (12,7%). A atividade de comércio e reparação aumentou de 17,0% em 2001 para 18,1% em 2013. Quanto aos serviços básicos, destaca-se o crescimento das proporções de domicílios atendidos por rede geral de abastecimento de água (de 81,1% do total em 2001 para 86,4% em 2013), rede coletora de esgoto ou fossa séptica ligada à rede (de 54,7% para 65,3%), coleta de lixo (de 83,2% para 90,9%) e iluminação elétrica (de 96,0% para 99,7%). Houve aumento na proporção de domicílios em que pelo menos um dos moradores tinha acesso ao serviço de telefonia (móvel e/ou fixo) de 58,9% para 93,3%, redução daqueles com apenas telefone fixo convencional (de 27,9% para 2,8%) e crescimento dos que tinham apenas telefone móvel celular (de 7,8% para 53,1%). Quanto à posse de bens duráveis, cresceram as proporções de domicílios que possuíam fogão (de 97,6% para 98,9%), geladeira (de 85,1% para 97,7%), televisão (de 89,0% para 97,5%), microcomputador (de 12,6% para 50,1%) e microcomputador com acesso à Internet (de 8,5% para 43,7%). Já a proporção de domicílios com freezer recuou de 18,7% para 16,8%.

Campanha da Seguradora Líder faz ‘pegadinha’ com alunos de autoescola

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Questionar a ação de muitos motoristas no trânsito brasileiro. Como este foco, a Seguradora Líder-DPVAT, administradora do Seguro DPVAT no País, lança hoje um vídeo com uma pegadinha realizada durante a aula prática de uma autoescola. O conteúdo traz a reação de futuros motoristas ao serem instigados a realizar uma condução agressiva do veículo e questiona: “se não é assim que você aprendeu, por que é assim que você faz?”. O material pode ser acessado no blog da Seguradora, o Viver Seguro no Trânsito e lembra também que todos são pedestres em algum momento do dia.

A campanha é uma das ações da Semana Nacional do Trânsito, promovida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e que ocorre de 18 a 25 de setembro. Além disso, o blog Viver Seguro no Trânsito trará informações educativas e explicativas como por exemplo comportamento no trânsito, direção defensiva e sobre o Código Brasileiro de Trânsito.

“Nossa intenção com esta campanha é promover uma análise de consciência de toda a sociedade civil e poder público. Além de questionar políticas de trânsito, precisamos questionar nossas atitudes enquanto atores,” explica Marcio Norton, diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT.

O Brasil é um dos países em que mais se morre no trânsito. Apenas nos seis primeiros meses do ano foram pagas 25.181 indenizações por morte e 259.845 benefícios por invalidez permanente. Destas, 31% e 20% foram para pedestres, respectivamente.

Serviço Campanha para a Semana Nacional do Trânsito:

Blog Viver Seguro no Trânsito – http://www.viverseguronotransito.com.br/

Vídeo – http://we.tl/Kn9i44qqyC

Canais de Comunicação para indenizações:

SAC DPVAT – 0800 022 1204

Site – http://www.dpvatsegurodotransito.com.br/

Começa hoje o V EMSEG

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Entre hoje e amanhã (18 e 19 de setembro) acontece no Iate Clube de Aracaju o V EMSEG – Encontro do Mercado de Seguros, o evento anual mais aguardado do setor no Estado de Sergipe.

Com o tema “A Evolução do Setor de Seguros do Nordeste”, palestrantes de alto nível vão se desdobrar para dar conta da programação. São eles: o presidente da Porto Seguro Fábio Luchetti, o presidente da Seguradora Líder Ricardo Xavier, o presidente do Ibracor Paulo dos Santos, o professor da Escola Nacional de Seguros e consultor Maurício Tadeu Barros Morais, com o tema “Plano de Marketing – Satisfação e Fidelização”, e muito mais. Confira a programação completa no site http://www.sincor-se.com.br/emseg/programacao.php

Esta edição do EMSEG terá um toque especial. Na cerimônia de abertura, o Sincor-SE celebrará seus 25 anos de trajetória fazendo uma sequência de homenagens aos associados que foram decisivos na fundação e construção da entidade. O ponto alto da festa de abertura será o show de Luiz Arnaldo e Banda, acompanhado do coquetel de boas-vindas.

Com a palavra Érico Melo, presidente do Sincor-SE e anfitrião do V EMSEG: “O setor de seguros atravessa um grande momento em todo o Brasil e em especial no Nordeste. O tema escolhido não poderia ser outro: abordaremos a evolução do setor na região e as perspectivas e formas de continuarmos apresentando números tão significantes. Em cinco anos o setor de seguros em Sergipe apresentou crescimento de quase 200%, o que nos motiva a, cada dia mais, abastecer o corretor de seguros de informação, conhecimento e capacitação e possamos continuar nessa trajetória de sucesso, para o setor com um todo e, especialmente, os corretores de seguros”, finaliza Érico. São aguardados em Sergipe cerca de 400 congressistas, dentre corretores, seguradores e autoridades do Sistema.

Seguros diferenciados

Fonte: O Estado de S.Paulo

Com o desenvolvimento do mercado de seguros os mais diversos objetos e situações começaram a ser segurados. Para os mais precavidos, até na hora da morte há seguro: o chamado seguro funeral. Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o auxilio funeral, que prevê coberturas de despesas com o sepultamento, somou R$ 154,9 milhões em prêmios no primeiro semestre, volume 22,22% maior que o registrado no primeiro semestre de 2013. Além deste, outras situações podem ter coberturas, como o não comparecimento a um show. Confira abaixo cinco seguros exóticos do mercado:

Seguro pet
Desde o ano passado, a AIG passou a segurar cães e gatos de estimação. O seguro cobre a morte do animal, despesas com funeral e/ou cremação, acidentes ou danos materiais causados pelo animal a terceiros e serviços emergenciais.

Seguro contra arrastão
Bares, restaurantes e lojas atualmente podem se precaver contra arrastões. Tal tipo de seguro cobre não só os danos materiais causados no estabelecimento como também os objetos roubados dos clientes, segundo a Porto Seguro.

Seguro de ingresso
Para quem se atrapalhou na agenda e não poderá comparecer a algum show ou evento do qual já comprou o ingresso, há no mercado o seguro de ingresso, que devolve o valor pago caso a pessoa não possa ir. Uma das seguradoras que oferece é a AIG.

Seguro funeral
Diante do falecimento de algum familiar, uma das partes mais incômodas é lidar com a burocracia e custos do velório. Diversas empresas atualmente atuam com seguros na área. Na Porto Seguro, por exemplo, a família do segurado recebe até R$ 3 mil para realizar o funeral. Alguns serviços de assistência funeral também incluem ajuda com a papelada. Há também planos personalizados, como o do Grupo Memorial que oferece um funeral com artefatos e decoração do Corinthians.

Seguro de bolsa
Contra roubos de bolsa e de objetos que estejam dentro dela, a ACE possui um seguro específico. A indenização cobre óculos, carteira, celular, entre outros.

Os impactos da Lei Anticorrupção no Compliance

Fonte: CNseg

Com o propósito de refletir sobre alguns dos principais aspectos da Lei 12.846/2013 – a Lei Anticorrupção-, identificando seus impactos na atividade de Compliance das empresas seguradoras, a advogada Angélica Carlini, presidente da seção Brasil da Associação Internacional de Direito do Seguro (Aida), participou do Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos, promovido pela CNseg nesta terça-feira(16), em São Paulo. Tendo em vista a grande abrangência de aplicação da Lei 12.846, ela afirmou que o mercado terá de pensar estratégias eficientes de prevenção para não descumprir seus preceitos, sendo necessária, portanto, uma atuação proativa da área de compliance. Carlini apresentou a palestra “A Lei Anticorrupção e o papel do Compliance”, a segunda palestra do evento.

Para ela, a consolidação dos programas de compliance e a implementação da cultura anticorrupção nas empresas e para seus prestadores de serviços tornam-se uma exigência para todos os setores econômicos a partir de agora.

Ela destaca alguns dos pilares devem ser considerados no programa de compliance, a fim de mitigar os riscos de sanções da Lei Anticorrupção. O primeiro passo é divulgar entre todos os funcionários, colaboradores e parceiros os princípios de compliance da empresa, deixando claro sua intolerância ao descumprimento de regras de Código de Conduta, Políticas e Procedimentos do grupo empresarial. Para tanto, será necessário investir recursos na capacitação de seu público interno e externo, lembra.

As empresas também devem criar canais de denúncia, estimulando o público interno e externo a informar, sigilosamente, procedimentos de colegas e de colaboradores que contrariem normas da empresa. Ela recomenda também que se crie uma área de gestão de riscos específicos de seguros. Esta iniciativa visa a identificar riscos, pessoas mais expostas e atividades mais suscetíveis, disponibilizando material para colaboradores, a fim de manter mecanismos de prevenção adequados.

A especialista deixa claro que o Brasil, na condição de signatário da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2006, adota medidas cada vez mais severas contra a corrupção, acompanhando o movimento mundial. No extremo, nas décadas 80 e 90, lembrou ela, a tolerância à corrupção de funcionários públicos estrangeiros provocava distorções no comércio mundial, já que empresas britânicas e francesas admitiam que propinas pagas fossem descontadas legalmente nos balanços dos grupos. No auge, este comportamento atingiu a competitividade dos produtos americanos, levando os EUA a cobrarem da comunidade internacional um comportamento mais ético, por meio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Pressionada, a OCDE lançou, em 1997, uma convenção sobre combate à corrupção de funcionários públicos em transações comerciais internacionais.

Nesse contexto, o Brasil aprovou uma série de leis, a começar da Lei de Lavagem de Dinheiro, de 98, e modificada em 2012, por meio da Lei 12.683; aprovou a nova Lei de Organizações Criminosas (12.850/de 2013); além de tornar ilimitado o alcance do Direito Penal em relação à corrupção. “A pressão internacional contribuiu muito para que o Brasil motivado a adotar medidas mais severas contra a corrupção”, afirmou ela.

A Lei Anticorrupção, por exemplo, cria embaraços jurídicos para empresas e administradores. Como exemplo, ela cita o conceito de responsabilidade objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas por prática de atos contra a administração pública- nacional ou estrangeira- encerrando a regra tradicional de responsabilidade subjetiva- ou seja, a culpa precisava ser comprovada. Acrescenta que a aplicação da lei alcança sociedades estrangeiras, coligadas, controladas, mostrando que as sociedades empresariais são as principais destinatárias da Lei 12.486. Além da responsabilidade da pessoa jurídica, a lei pune individualmente seus dirigentes ou administradores, não excluindo ainda qualquer pessoa natural, autora, coautora ou partícipe de ato ilícito. E sequer será necessário que o funcionário aceite vantagens para o caso de corrupção seja caracterizado. Ou mesmo que a vantagem seja de caráter econômico ou financeiro. Resultado: as estruturas de compliance deverão atuar cada vez mais azeitadas para que o mercado atue sem sobressaltos.

Controles Internos & Compliance, bases para a construção do BDPO

cnseg controles internosFonte: Portal CNseg

A construção de um Banco de Dados de Perdas Operacionais (BDPO) é um dos grandes desafios da área de controles internos das seguradoras, que têm três anos para criar a base de dados e implementá-lo, de acordo com normativo divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) há cerca de um mês. “Quem não começou ainda a fazer, já aviso: tem de correr, pois temos aqui um trabalho complexo para ser finalizado”, alertou o consultor Alaim Assad, professor da Escola Nacional de Seguros e diretor de compliance da Mercer, durante o painel “O papel do compliance na formação do banco de dados de perdas operacionais”, realizado no VIII Seminário de Controles Internos, Auditoria e Gestão de Riscos – “Afinal, o que é Compliance e qual sua importância para o Sistema de Controles Internos? ”.

Segundo Assad, para estar num projeto tão complexo, é recomendável que os membros das equipes que se dedicam à formação do BDPO sejam da área de compliance, pois já terá passado por todas as regulamentações editadas nos últimos dez anos para o setor, como parte de uma reforma completa em seu arcabouço regulatório. “Se não conhece os negócios da empresa, desiste. Não dá nem para começar”, recomenda ele.

A recomendação se baseia na experiência de que quase toda pesquisa sobre perda leva ao risco operacional. “O que deu errado? Quais controles falharam? Isso tudo pode ser encontrado na base de dados, desde que ela seja feita com seriedade”. Para construir essa “encrenca”, como apelidou o consultor, é preciso integrar vários bancos de dados da companhia, com integração de informações espalhadas pelos diversos departamentos, desde o financeiro até o de recursos humanos. “São sistemas diferentes, com linguagens diferentes. Dá trabalho, por isso se não começou ainda. Voe!”.

A finalidade da construção do BPRO é ter um banco de dados com informações úteis a serem usadas pelas empresas no desenvolvimento de estratégias com menor risco. “A qualidade da informação é vital para compor a base”, disse a mediadora do painel, Myriam Bauman Portela, membro do comitê de compliance da Virginia Surety e da comissão de Controles Internos da CNseg. “Trata-se de uma mudança cultural dentro das empresas, uma verdadeira quebra de paradigmas, o que exigirá muito do compliance nessa relação”, afirmou.

Para que o trabalho flua livremente na construção do BDPO, é preciso, antes, resolver um impasse já quase solucionado, segundo Eugênio Felipe, gerente de auditoria interna da Mongeral Aegon, um dos palestrantes do painel Auditoria Interna & Compliance, Convergências e Diferenças. “No passado, havia uma divergência sobre quem seria o responsável pelo o que. Principalmente quando o problema surgia, um ficava responsabilizando o outro. Hoje a situação está mais clara, com funções mais definidas entre o auditor e o profissional de compliance. A atual etapa é a da integração do trabalho das equipes”, diz.

Segundo Assizio Oliveira, presidente da comissão de Controles Internos da CNseg, ainda há muitas dúvidas das equipes entre as atribuições de auditoria interna e de compliance. “Temos a obrigação de buscar estudos e lançar ao mercado estudos que definam as duas profissões”, comentou ele como mediador do painel ‘Como organizar a função de compliance em seguros”.

De uma forma simples, Eugenio Felipe, explicou as diferenças entre auditoria interna e compliance “A luz de um carro novo pisca indicando que o motorista tem de colocar o cinto. Isso é compliance. Agora, se ele resolve ignorar o aviso, um guarda pode multá-lo. Esse guarda é o auditor interno. Então fica claro que os setores têm que ser independentes, mas trabalhar em conjunto”, frizou ele à plateia.

Como organizar – Definido o que é responsabilidade de cada departamento, o seminário partiu para o debate sobre “Como organizar a função de compliance em seguros”. “A organização trouxe três profissionais para compartilharem suas experiências e, dessa forma, ajudar a todos nós a como organizar a função de compliance dentro das estruturas das organizações”, disse o mediador Assizio Oliveira.

O primeiro a falar foi Murilo Chaim, da Zurich Seguros, responsável por compliance para a America Latina. Segundo ele, o programa de compliance do grupo é estabelecido na Suíça e todos os países o seguem. A primeira função é apoiar a organização na promoção de uma cultura baseada na ética e no cumprimento e disseminação do código de conduta. Também está no escopo da área desenvolver e implementar políticas processos, controles e treinamentos relacionados aos riscos de compliance. E a terceira parte do trabalho é assegurar à administração que os riscos de compliance estão sendo identificados e monitorados.

“Essas três missões definem as principais atividades da função de compliance, como consultoria e análise, monitoramento e controle e treinamentos”, explica. Segundo ele, treinar todos na organização consome muito do grupo, tanto em recursos financeiros como em tempo da equipe, “mas é extremamente necessário”, ressalta o executivo, acrescentando que o modelo está totalmente estruturado para atender as regras de Solvência 2.

Depois dos quase 400 participantes ouvirem a experiência da multinacional, foi a vez da Porto Seguro, uma seguradora listada na bolsa de valores no Brasil e que tem uma estrutura de capital complexa. “A nossa percepção é a de que não há uma fórmula padrão. Cada instituição deve buscar a sua adequação de acordo com a complexidade de suas atividades”, avisou Orfeu Campos, gerente de controles internos e compliance do grupo.
A holding Porto Seguro tem 40% do capital em mãos da família fundadora, 30% pertencente ao Itaú Unibanco e 30% das ações nas mãos do mercado. Embaixo da controladora, o grupo atua nos segmentos de seguros, financeiro e em um conjunto de empresas de serviços. Ao todo, são 25 empresas. “Atendemos a diversos órgãos reguladores como Susep, ANS, Previc e Banco Central. Assim, a estrutura precisa prever profissionais capacitados para o atendimento de tudo isso”, explica, mostrando à platéia o organograma complexo de equipes.

O grupo Bradesco Seguros é outro quadro complexo de controles internos divididos entre compliance e auditoria, uma vez que o banco controlador do braço segurador negocia ADR na bolsa de Nova York e conta com mais um órgão controlador para prestar esclarecimentos e seguir as normas editadas, além da ANS, Susep, Previc, CVM, BC. “É um grande desafio, pois as leis mudam com freqüência”, comentou Valdinei Silva, gerente executivo chefe da Bradesco Seguros. “O grupo é controlado pelo Banco Bradesco, que tem uma fatia importante do lucro proveniente da seguradora e tem participação em mais de 140 empresas. Embaixo da holding de seguros há mais 10 empresas que compõem o grupo segurador. Ou seja, um modelo diferenciado no qual tivemos de criar uma estrutura de governança que atendesse a todo o conglomerado corporativo”.

Valdinei mostrou aos presentes oito pilares construídos para dar apoio e manter a área de compliance funcionando: comprometimento da alta organização, formação da equipe, garantia da existência de conformidade, promoção da capacitação e reciclagem, princípios e sanções aos desvios, garantia de um canal de denuncias e apuração da procedência, estabelecimento de paramentos de avaliação e reporte oportuno para apoio à tomada de decisões.

Liberty Seguros é a seguradora que melhor se comunica com a Imprensa

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A Liberty Seguros é a empresa do mercado de seguros que melhor se comunica com os jornalistas. A seguradora recebeu ontem, no Teatro CIEE, em São Paulo, o prêmio “Empresas que Melhor se Comunicam com Jornalistas”, promovido pela revista Negócios da Comunicação. Em sua 4ª edição, o prêmio visa reconhecer a qualidade do relacionamento que as empresas de diversos segmentos mantêm com a imprensa e o mercado, além de ressaltar o nível de tratamento que elas conferem aos jornalistas quanto ao acesso, disponibilização e facilidade de apuração de informações empresariais, setoriais e gerais.

Para eleger a melhor empresa do segmento de seguros, foram ouvidos mais de 25 mil profissionais de imprensa, das principais redações do país, que formaram uma comissão julgadora com condições de avaliar a qualidade das informações que recebem das empresas para transmiti-las ao público. Os vencedores são conhecidos por meio de pesquisa organizada pela H2R Pesquisas Avançadas e auditada pela BDO Brazil.

Para Karina Louzada, superintendente de Assuntos Corporativos e Marketing de Canais da Liberty Seguros, a escolha da seguradora por jornalistas é um reconhecimento do profissionalismo da empresa junto aos jornalistas. “Além de dar todo o suporte necessário ao trabalho dos jornalistas, nossos padrões de qualidade nos processos de comunicação é o que permite prover informações relevantes, consistentes e com transparência. E o prêmio consolida toda essa estratégia de comunicação com seus diversos públicos, entre eles a imprensa”, afirma a executiva.

Mercado de seguros de pessoas movimenta R$ 13,1 bilhões no primeiro semestre

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O mercado de seguros de pessoas pagou aos segurados no primeiro semestre de 2014 cerca de R$ 3,5 bilhões em indenizações, um crescimento de 18,87% em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2013, o volume de indenizações foi R$ 3,0 bilhões. Os dados são da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade representante de 75 empresas que comercializam planos de seguros de pessoas e de previdência complementar aberta.

Segundo os dados da entidade, no primeiro semestre, o segmento de seguros de pessoas (que inclui produtos como seguros de vida e acidentes pessoais, entre outras modalidades) movimentou R$ 13,1 bilhões em prêmios (valor pago pelos consumidores para contratar as coberturas de risco). O volume é 2,85% maior que o verificado no primeiro semestre de 2013.

Na análise por modalidade de produto, o seguro viagem foi o que registrou maior crescimento relativo: expansão de 42,9% e R$ 62,8 milhões em prêmios. “O crescimento dos deslocamentos domésticos e internacionais impulsionou as vendas. Os consumidores estão mais conscientes de que precisam de proteção em suas viagens e ampliaram a contratação do produto”, diz Osvaldo Nascimento, presidente da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Outro seguro que teve forte expansão foi o educacional. A modalidade movimentou R$ 18,4 milhões em prêmios, 27,9% a mais em relação ao primeiro semestre do ano anterior. “O seguro educacional prevê o pagamento de mensalidade da escola no caso de morte, invalidez ou desemprego da pessoa que é financeiramente responsável pelo estudante”, explica Nascimento.

O auxilio funeral, que prevê coberturas de despesas com o sepultamento, também teve bom desempenho, somando R$ 154,9 milhões em prêmios, volume 22,22% maior que o registrado no primeiro semestre de 2013. Já o seguro prestamista (que garante o pagamento de prestações no caso de perda de emprego, morte ou invalidez do segurado) movimentou R$ 3,8 bilhões em prêmios no período, apresentando expansão de 8,34% em relação aos primeiros seis meses de 2013 (R$ 3,5 bilhões). O seguro de acidentes pessoais, por sua vez, contabilizou R$ 2,5 bilhões em prêmios, alta de 7,82% em relação aos R$ 2,4 bilhões alcançados no primeiro semestre de 2013.

O balanço da Fenaprevi mostra também que, no primeiro semestre de 2014, o seguro de vida, produto com maior volume de prêmios do segmento de pessoas registrou um recuo de 6%, fechando o período com R$ 5,2 bilhões frente aos R$ 5,5 bilhões registrados no primeiro semestre de 2013.

Risco Cibernético é tema de painel da Rio Info 2014

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O panorama do setor de seguro e resseguro inserido no atual contexto da tecnologia mundial, a regulação e fiscalização do segmento e as oportunidades para as empresas de TI são alguns dos assuntos que especialistas irão debater no último dia da Rio Info 2014. Sergio Rosa, à frente da diretoria de TI do maior ressegurador da América Latina há quase três anos, o IRB Brasil RE, terá a missão de mediar os painéis com início marcado para as 14h30, desta quarta-feira (17).

O palestrante Nelson Victor Le Cocq D’Oliveira, diretor de autorizações da SUSEP, e os executivos Regis Bauer, diretor de TI do grupo CAPEMISA; Thomas Capiotti, Sócio-Diretor da ON Security e William Beer, Sócio-Diretor da empresa Alvarez & Marsal, são os convidados dessa tarde de debates.

A pauta irá se desdobrar na discussão dos avanços tecnológicos que têm alterado, substancialmente, a forma como como pessoas e/ou empresas se relacionam. Se por um lado, isso impulsiona o desenvolvimento, por outro, expõe toda a sociedade a novos riscos como, por exemplo, o acesso de informações por pessoas não autorizadas, normalmente, obtido por meio ataques cibernéticos, o que pode gerar prejuízos incalculáveis.

Além do investimento cada vez maior na formação de equipes altamente capacitadas em segurança cibernética, outra ferramenta surge na composição da estratégia de defesa: o seguro de riscos cibernéticos.

Serviço:

Rio Info 2014

De 15 a 17 de setembro, 10h às 18h.

Hotel Royal Tulyp:

R. Aquarela do Brasil, 75 – São Conrado, Rio de Janeiro – RJ, 22610-010

Telefone:(21) 3323-2200