IAIS determina novo indicador de solvência a partir de 2015 para nove grupos da indústria de seguros considerados grandes demais para quebrar

Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS, na sigla em inglês), que reúne reguladores do mercado de seguros de 140 países, anunciou que concluiu a elaboração do primeiro padrão de requerimento de capital global de seguros, que será chamado Requisitos de Capital Básicos (BCR, na sigla em inglês). O normativo determina novas regras para nove seguradoras globais “grandes demais para quebrar”.

A partir de 2015, Allianz, AIG, Metlife e Prudential, Axa, Generali, Aviva e Ping an Insurance Group vão reportar aos reguladores de seus países o índice de capital básico requerido, calculado a partir da divisão do capital total da companhia pelo capital obrigatório, que será definido a partir da aplicação de 15 fatores para diferentes tipos de atividades, como seguro de vida e atividades bancárias. O BCR será determinado a partir do tamanho do grupo financeiro do qual a seguradora faz parte. Mais informações no link – http://www.iaisweb.org

“O crescimento sustentável de longo prazo precisa de investimentos de longo prazo. A indústria de seguros, que têm $ 28,6 trilhões de ativos sob sua gestão em 2012 e investimentos anuais de $ 4,6 trilhões, está bem posicionada para desempenhar um papel destacado. No entanto, para fazer isso, não devemos ser limitados por regulações desnecessárias ou outras condições regulatórias”, afirmou o presidente da Federação Mundial de Associações de Seguros (GFIA, na sigla em inglês), Frank Swedlove, ao comentar sobre o teor da carta enviada pela entidade para a presidência do G-20, destaca a CNseg em nota publicada no portal da Confederação das Seguradoras.

Como uma importante fonte de investimento de longo-prazo, as seguradoras, afirma o documento, podem oferecer apoio significativo para o G-20 no seu objetivo de crescimento coletivo de 2% ao longo dos próximos cinco anos. Mas, para que isso aconteça, alerta, as lideranças políticas devem garantir a vigência de corretas estruturas e corretas regulações.

A necessidade de uma regulamentação adequada e equilibrada, especialmente tendo em conta o aumento significativo do escrutínio regulatório global que as seguradoras passaram a enfrentar é um dos principais pontos da carta e a necessidade de quebrar as barreiras dos mercados é outro. A GFIA afirma estar particularmente desapontada em relação a essa última questão, já que certas jurisdições, incluindo um pequeno número de membros do G-20, introduziram novas medidas restritivas em seus mercados.

Limitações na conduta de resseguro transfronteiriço, restrições aos fluxos de dados transfronteiriços e estorno de contas de pensões privadas são pontos considerados particularmente problemáticos para a Federação Mundial de Associações de Seguros.

“A GFIA pede que o G-20 continue empenhado em abrir mercados e certamente deve se opor a quaisquer medidas que restrinjam novos negócios”, acrescentou o presidente da Federação, que no início do ano já havia se reunido com representantes do G-20, incluindo o Secretário de Estado para o Tesouro, o Governador do Banco da Reserva, o Tesouro australiano, e o Departamento dos Negócios Estrangeiros e Comércio para discutir o importante papel que o setor de seguros pode desempenhar na presidência australiana do G-20, em 2014.

Bradesco Saúde é campeã do Prêmio Top of Mind RH

Release

Pela décima vez consecutiva, a Bradesco Saúde foi apontada como o melhor “Seguro Saúde” de 2014 no prêmio Top of Mind RH. A cerimônia de entrega da 17ª edição do evento, promovido pela Fênix Editora, foi realizada em 22 de outubro, em São Paulo, e contou com cerca de 1.500 convidados e premiados. Nessa edição, foram 32 categorias diferentes, sendo destacadas empresas e profissionais mais lembrados pelos funcionários da área de Recursos Humanos das organizações de todo o país.

Zurich anuncia saída de Antonio Cássio e novas designações em sua equipe regional da América Latina

Comunicado

A Zurich anuncia que Antonio Cassio dos Santos, Chairman for Latin America, Chief Executive Officer (CEO) General Insurance Latin America e CEO General Insurance no Brasil, decidiu sair da empresa em acordo mútuo por razões pessoais a partir de 31 de outubro. Nesse sentido e devido à importância da região nos planos do Grupo, anunciamos que Mike Kerner, CEO General Insurance do Grupo Zurich, substituirá interinamente Antonio Cassio em sua função de CEO GI para a América Latina até que seja anunciado seu sucessor.

David Colmenares, atual Chief of Staff General Insurance em Latin America e Head of Personal Lines General Insurance no Brasil, assumirá a função de CEO de General Insurance Brazil a partir de 1° de novembro. Colmenares se reportará a Mike Kerner e estará baseado em São Paulo. Antonio Cassio trabalhará com Mike e David para realizar um processo de transição ordenado.

Além disso, José María Orlando, CEO Global Life Latin America, decidiu deixar a empresa em busca de novas oportunidades profissionais a partir de 31 de dezembro de 2014. Como seu substituto, assumirá Edson Franco, atual CEO da Zurich Santander Brasil, que se reportará diretamente a Kristof Terryn, CEO Global Life do Grupo Zurich, e estará baseado em São Paulo.

Antes de ocupar seu cargo atual, Colmenares foi Chief Claims Officer General Insurance na Asia Pacific, baseado em Hong Kong. Anteriormente, e como sua primeira experiência na Zurich Latin America, em 2008 foi incorporado como Chief Claims Officer para a região. Sua experiência profissional prévia inclui posições de liderança em várias empresas do setor, entre as quais podemos mencionar Regional Claims Leader na Marsh Latin America e Caribe, Deputy Regional Claims Manager na AIU LAC South, e Regional Claims Manager na ACE Latin America. Também trabalhou na RCG Asesores de Seguros por sete anos.

Antes de ser CEO da Zurich Santander Brasil, Edson foi Head of Investments do Banco Santander no Brasil. Ao longo de sua carreira também foi CEO da Real Tokio Marine Life & Pensions Insurance Company, Product Director and IT Director no ABN Amro Real Bank, e Product Development Director and Partner na Unanima Consultoria e Sistemas.

“Queremos agradecer a Antonio e José por sua liderança e compromisso durante seus anos na Zurich, que contribuíram para o desenvolvimento de uma sólida posição de nosso Grupo na América Latina”, expressaram Mike Kerner e Kristof Terryn, e acrescentaram: “Temos a sorte de contar com dois executivos com a experiência e o profissionalismo de David e Edson para cobrirem estas posições importantíssimas de nossa empresa. Ambos estão totalmente capacitados para darem continuidade ao desenvolvimento de nosso negócio na região, que continua sendo um mercado-chave para nossa empresa”.

Algumas semanas atrás, a Zurich anunciou que a Zurich Minas Brasil Seguros SA assinou um acordo de distribuição com a Via Varejo S.A. para a venda exclusiva de seguros de garantia estendida através das Casas Bahia e do Ponto Frio. Este acordo demonstra o forte compromisso da Zurich com a América Latina e a posiciona como a empresa líder no segmento de Seguros de Garantia estendida no Brasil.

“Foi um grande prazer para mim ter trabalhado na Zurich. Durante os últimos três anos e meio, o negócio de Seguros Gerais da Zurich passou, em termos de market share, da décima terceira posição para a terceira, constituindo-se na seguradora global líder da região. Estou convencido de que o futuro dos negócios da Zurich na região é brilhante e que a empresa está preparada para continuar com seu crescimento sustentável dentro do mercado”, afirmou Antonio Cassio.

“Foi uma verdadeira honra para mim ter trabalhado para a Zurich durante 14 anos. Estou especialmente agradecido por ter tido a oportunidade de contribuir para o crescimento e para o forte posicionamento do negócio de Global Life na região durante os últimos 5 anos. Estou convencido de que a Zurich continuará neste caminho para se converter na melhor seguradora global para seus funcionários, clientes, acionistas e para a comunidade onde trabalha”, disse José Orlando.

MetLife moderniza operação de dental no Brasil e desperta interesse da matriz

metlifeA Vice Presidente Global da área de benefícios para funcionários da MetLife, Maria Morris, veio ao Brasil para conhecer detalhes da divisão de planos odontológicos do País. A operação brasileira se tornou referência após passar por um intenso processo de reestruturação e resultou no aumento da satisfação da rede credenciada e crescimento expressivo no número de clientes.

A operação brasileira da MetLife é atualmente a única fora dos Estados Unidos que conta com uma divisão de planos odontológicos. A visita de Maria Morris ao Brasil busca entender as melhores práticas da divisão “A operação de odontologia brasileira conquistou excelentes resultados com a reestruturação e despertou o interesse do time americano. Estamos sempre em busca de melhores práticas para aperfeiçoar e expandir a operação” diz Maria Morris, vice-presidente executiva e chefe global da área de benefícios para funcionários da MetLife.

No mercado de planos odontológicos desde 2008, a MetLife é uma das maiores operadoras de planos odontológicos do Brasil. Com quase 700 mil beneficiários na carteira e mais de 20 mil opções de atendimento, a companhia se dedicou recentemente a aperfeiçoar sua operação ao identificar os principais pontos de insatisfação de sua rede credenciada e clientes e oferecer soluções inovadoras. Após um ano de trabalho intenso, quase 90% dos dentistas afirmaram estar ‘satisfeitos’ ou ‘muito satisfeitos’ com a operadora.

Esse aumento na satisfação dos dentistas credenciados se refletiu em uma melhor experiência na interação do profissional com o paciente, com um consequente impacto na satisfação dos beneficiários. Esses diferenciais fizeram com que a MetLife ampliasse em 21,6% o número de beneficiários no Brasil em 2013 quando comparado ao ano anterior.

“Atuei como dentista credenciada então conheço bem as dificuldades que esses profissionais enfrentam”, afirma a diretora de planos odontológicos da MetLife Brasil, Cássia Gil, que liderou o projeto de modernização da divisão de planos odontológicos. “Essa experiência, somada à experiências anteriores em outras grandes operadoras de planos odontológicos, me deu segurança para modificar a operação de planos odontológicos da MetLife, realizando as mudanças necessárias para facilitar os processos e aumentar a satisfação do público”, completa a executiva.

Reestruturação

No final de 2011 e início de 2012 , a MetLife realizou pesquisas de opinião com dentistas e beneficiários dos planos odontológicos para identificar os principais pontos de insatisfação. As reclamações dos profissionais da rede credenciada se concentravam no lento processo de aprovação de procedimentos odontológicos por call center, no longo prazo para pagamento dos honorários (entre 30 e 45 dias) e na ausência de um canal de comunicação com a Companhia. Entre os clientes, a principal insatisfação estava na falta de orientação sobre como encontrar um profissional credenciado.

A reestruturação e modernização da área durou quase um ano. O primeiro passo foi melhorar o processo de aprovação de procedimentos e pagamento de honorários. “Os dentistas gastavam, em média, cinco minutos para aprovar um único procedimento. E recebiam o pagamento até 45 dias após a conclusão do tratamento. Era preciso criar uma plataforma que acelerasse todo o processo.”

A solução encontrada foi a implantação de um sistema automatizado exclusivo que permitisse a aprovação de procedimentos on line e o pagamento de honorários em tempo reduzido. “Hoje, a rede credenciada da MetLife aprova os procedimentos em poucos segundos e o pagamento é realizado em 10 dias direto na conta do dentista”, explica Cássia. Também foi criado um canal direto com dentistas da companhia, que facilitou a troca de informações e possibilitou o envio e análise de imagens de raio-X de pacientes via aplicativo do celular. Para os beneficiários, a MetLife disponibilizou um sistema de localização de consultórios da rede credenciada por meio de SMS além de serviços dedicados para agendamento de consulta via conscierge.

Como corretores e seguradoras podem se organizar para prestar um serviço melhor aos clientes corporate?

marcelo mansurTrabalhar com qualidade para atender o cliente e também estar dentro das normas da Susep é um ponto fundamental para ofertar uma boa prestação de serviço e assim melhorar a percepção do cliente de que seguro é um investimento e não um custo para a companhia. Essas foram as principais conclusões do painel “Prestação de serviços na indústria seguradora”, realizado no 5a Zurich Corporate Conference 2014, que acontece no Guarujá (SP) e conta com a participação de 140 executivos, entre clientes, corretores e especialistas da Zurich.

Segundo Marcelo Mansur, sócio do escritório de advocacia Mattos Filho, entre os principais pontos de prestação de serviços estão a inspeção e subscrição, a emissão da apólice e a regulação do sinistro. “Esses são os principais pontos de contato onde o corretor pode mensurar a qualidade de serviços das seguradoras. Atender a esses três momentos é o maior teste de qualidade de uma seguradora”, afirma. Segundo Mansur, se o corretor faz uma boa subscrição, o cliente tem a percepção de que obtém um bom resultado sobre o investimento no programa de seguro. “Emitir a apólice corretamente, um pedido dos clientes, e a regulação rápida para que o cliente possa recompor seu patrimônio rapidamente, reduzindo até mesmo as perdas que podem ser geradas com o acidente, também são pontos que merecem atenção.

Após a apresentação de Mansur, Pedro Rodrigues, diretor comercial de Corporate e Commercial da Zurich, chamou os executivos da Marsh, Aon e Willis para comentarem sobre o esforço dos corretores para agregar valor ao cliente.

IMG_9726Nelson Lucena da Marsh: O executivo apresentou o programa Marsh Market Performance, que avalia a performance operacional das seguradoras, tanto na emissão da apólice como regulação de sinistro. “Ninguém gosta de ser avaliado, mas aos poucos as companhias vão entendendo o programa e utilizando os dados da pesquisa para melhorar a eficiência operacional.”, diz. Segundo ele, antes de divulgar o estudo que trará uma referência de mercado sobre o perfil das companhias de seguros, elas terão a chance de ajustar os processos e só depois disso o resultado será divulgado. “A excelência operacional é prioridade para todos, principalmente para apresentar ao cliente economia de custos e garantia de proteção ao patrimônio.

Marcelo Daniel, da Willis: A Willis mostrou à plateia o Willis Quality Index, que potencializa os indicadores do mercado para chegar a um indicador que gera um relatório fornecido às seguradoras sobre os pontos que precisam ser melhorados na prestação de serviços. Esse relatório é discutido com a seguradora e é um componente na qualificação de um risco para o cliente da corretora. “Pretendemos não só criar um benchmarking e sim criar um nova relação com o mercado segurador. Estamos contribuindo para que as seguradoras recebe riscos que realmente tenha capacidade de subscrever”, afirma. Entre os benefícios aos clientes trazidos pelo programa, Daniel citou a oportunidade de fazer escolhas melhor fundamentadas em relação às seguradoras, de acordo com suas necessidades específicas de contratação e baseadas não só em seu poder financeiro, mas também em seu melhor desempenho, além dos benefícios da combinação das opiniões e da experiência de milhares de associados da Willis em todo o mundo.

Maurício Masferrer, da AON – A maior consultora e corretora de seguros do mundo informou que desenvolveu dois programas de monitoramento de clientes e do mercado para saber o que precisa fazer para encantar o cliente. O levantamento gera um grande banco de dados para melhorar a prestação de serviço do corretor e também que ele influencie a seguradora a criar produtos mais adequados às expectativas dos clientes. “Com isso na mão temos um estudo importante para melhorar a qualidade dos nossos serviços”, comenta. Ele apresentou uma pesquisa realizada entre outubro de 2013 e maio de 2014, na qual é a maioria das seguradoras situou-se no índice de qualidade média. Um dos desafios é integrar os sistemas das seguradoras, desburocratizar os processos regulatórios e atrair novos talentos.

cristianeE o cliente, o que pensa da prestação de serviço recebida dos corretores e seguradoras?

Quem respondeu essa questão foi Cristiane França Alves, presidente da Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR) e responsável pelo gerenciamento de risco da CSN. “Eu quero trabalhar com excelência. Não vou querer receber da seguradora um regulador que vai levar dois meses para entender o que eu faço para dai a indenização chegar. Só da seguradora entender o risco do cliente é meio caminho andado para justificar o investimento em seguros, que ainda é visto como despesa para grande parte das corporações”, afirma.

Segundo ela, há muito para melhorar os clausulados dos contratos, para afastar qualquer tipo de dúvida em relação a cobertura de acidentes. “É preciso ser feito um trabalho junto com a Susep para mitigar os conflitos gerados por esse item”, ressalta. Ela também cita a carência dos gestores de riscos das empresas ter o corretor mais próximo durante todo o ano e não apenas na fase de renovação do contrato. “Ter o profissional mais próximo ajuda o gestor de risco a aprimorar a política de risco do grupo”.

Pesquisa – De acordo com pesquisa realizada com a plateia, 58,9% responderam que gostariam, de num futuro próximo, da construção de uma proposta de valor em parceria com o cliente e 28% desejam que os prestadores tenham um conhecimento mais profundo do cliente.

Qual o aspecto mais importante na prestação de serviço da seguradora? 46% responderam que é a velocidade na regulação do sinistro. 29% facilidade de acesso ao executivos responsáveis; 17,9% emissão de apólices e endossos sem erros e 6,3% consideram importante uma melhor divulgação dos produtos disponíveis.

Pesos pesados deixam a Marsh

mauro leiteA Marsh vai registrar algumas baixas de seus principais executivos no final deste mês de outubro. Alguns especialistas considerados pesos pesados em termos de experiência deixam o grupo, como Mauro Leite, responsável pela área de responsabilidade civil e considerado um dos maiores especialistas do país no assunto. Também comenta-se que o líder de unidade de Infraestrutura da Marsh Brasil, Armando Bandechi, atualmente em férias, também deixará o grupo juntamente com outros dois executivos que ainda não foram confirmados pela reportagem, para atuarem como consultores, uma vez que há uma grande escassez de profissionais qualificados para dar suporte ao crescimento acima de dois dígitos da indústria de seguros previsto para os próximos anos.

Segundo Mauro Leite, por motivos pessoais e familiares, desde o início deste ano ele vinha tratando com a Marsh sobre a sua aposentadoria a partir deste mês de outubro. “Foi uma decisão difícil para mim, após 40 anos de carreira, mas eu precisava de tempo para mim. Claro que pretendo continuar trabalhando dentro em breve, como consultor, até para a própria Marsh, na medida do possível”, informo ao blog Sonho Seguro.

Economista Paulo Rabello de Castro leva otimismo aos clientes da Zurich

IMG_0164A 5a Zurich Corporate Conference 2014 acontece a poucos dias da eleição presidencial. Um momento de grande expectativa, pois as pesquisas revelam praticamente um empate técnico entre os dois candidatos, a atual presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador do PSDB Aécio Neves. “Qualquer um deles que ganhe vai ter muito trabalho”, diz Paulo Rabello de Castro, em sua palestra “Cenário Macro Econômico, Social e Político no Brasil, proferida nesta manhã no Guarujá (SP).

“O governo tem de gastar o que pode e não o que quer. Isso é que tem de ser discutido pelos candidatos. O que não aconteceu. Não está no programa dos candidatos quanto eles projetam para o crescimento do Brasil. E isso é preocupante, pois mostra que os candidatos não têm planejamento para amparar o crescimento da economia. Porém, nem tudo está perdido. Estamos diante de um drama político e nem tanto econômico”, afirmou aos 140 executivos presentes.

O economista, que acaba de lançar o livro “O Mito do Governo Grátis”, no qual defende que o baixo crescimento da economia é fruto de um governo que promete vantagens para todos, aparentemente sem custo para ninguém, defende reformas para amparar o desenvolvimento econômico e social. “Governo grátis? Não. Isso não existe. É muito custoso. São mais de 60 milhões de contra cheques, considerando benefícios como bolsa família e pensionistas do INSS, entre os principais. “Isso faz com que todos queiram ficar na fila para receber algum benefício para tentar tomar de volta parte do imposto já pagou”.

Ele acrescenta que todo esse assistencialismo não deveria ser motivo de orgulho e sim um problema a ser resolvido, algo não comentado nos programas de governo dos candidatos. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria do economista, 77% dos brasileiros preferem mais infraestrutura do que assistencialismo, acham que os governos gastam mal o dinheiro que arrecadam, 74% afirmam que os impostos pesam mais no bolso do que há três anos e, finalmente, os brasileiros se sentem muito mal representados pelos políticos.

No cenário apresentado por Rabello, se Dilma ganhar vai acenar com melhoras nos fundamentos para reverter o sentimento negativo do mercado, que tem ditado a queda da bolsa de valores nas últimas semanas com o crescimento da presidente nas intenções de voto. Já Aécio, se ganhar, pode trazer um sentimento ainda mais positivo do que o detectado na bolsa quando ele fica na liderança dos votos. No entanto, quem deverá decidir essa corrida são os eleitores sem opinião, que representam mais de 20% do público votante.

Para ele, o ponto nefrálgico é aumentar a taxa de investimento. Deixar mais dinheiro na mão do empresário para que ele faça o seu próprio investimento. “É preciso lançar um novo governo, com simplificação fiscal, contenção do gasto corrente e capitalização popular, com revolução no mercado de capitais, “pois nós somos os credores da União. Achamos que o governo do futuro vai pagar nossa aposentadoria. Isso é genial, mas não é original. Por que não partimos para o que já dá certo em outros países como o que já há nos EUA, como o 401K. Estamos perdendo nosso tempo de não fazermos isso aqui”, diz o consultor da Zurich para cenários macroeconômicos.

Uma das sugestões do economista para a simplificação fiscal é empacotar os impostos em cinco pacotes: Fundo do trabalhador (financia a nova previdência), ICMS nacional (financia a união, estado e municípios) IR, financia a previdência atual, Impostos locais (financia estados e municípios), e regulatórios ( que financiam a União). “Isso, por si, já daria ao Brasil até dois pontos percentuais no crescimento do PIB”, afirma.

O crescimento projetado para o Brasil em 2015 é pífio, considerando-se os diversos estudos já divulgados, tanto localmente como internacionalmente. O novo gestor do Brasil terá de lidar com um cenário internacional difícil e que influencia a economia brasileira. “A configuração comercial do Brasil, com grande participação das commodities, nos distancia das cadeias globais. Entretanto, a retomada das cadeias globais, revalorização da indústria, dos serviços de infraestrutura, vai se tornar crucial em 2015 pelo grande ciclo da safra agrícola”, comenta.

Apesar dos esforços internos para melhorar, 2015 é um ano projetado como complicado. A economia alemã que poderia dar uma contribuição maior sofre pois o governo e as empresas não conseguem convencer os alemães a gastarem, o que seria importante para alavancar a economia periférica da Europa. A China guarda a sete chaves o que está acontecendo. “O mercado teme uma bolha do setor imobiliário, com aumento do estoque de crédito em mais de US$ 1 trilhão no pós bolha”. Nos EUA, queda dos juros, um sinal de fraqueza de demanda. Se ela está fraca, tem de correr atrás do cliente com mais dificuldade.

Já as economias emergentes apresentam declínio de 5% para 4%, com o Brasil não saindo fora, com 0,4% em 2014 e 1,3% para 2015. “Esse percentual pode ser otimista diante das bobagens que o PT possa vir a fazer, aumentando o sentimento de negatividade do mercado, ou pessimista, diante da euforia do mercado com Aécio”. Porém, o mais provável é de que qualquer um deles que vença no domingo fará o possível para recuperar a economia brasileira, finaliza.

Uma pesquisa feita pela organização do evento com a plateia mostrou que 53% dos executivos se sentiram mais otimistas em relação a retomada da economia brasileira para 2015 após a palestra de Rabello. No início da apresentação, a pergunta foi: Considerando-se a eleição de Aécio Neves na Previdência, sua empresa revisará o plano de investimento? A maioria afirmou que sim.

Tokio Marine reforça o papel social de uma seguradora

Tokio Marine diretor comlRelease

A filosofia Good Company, adotada pelo Grupo Tokio Marine, funciona com base em três pilares: olhar além do lucro, capacitar os Colaboradores e cumprir os compromissos. No Brasil, a Tokio Marine Seguradora segue rigorosamente essa postura, especialmente quanto ao pagamento de sinistros.

Até julho de 2014, a Companhia retornou para a sociedade R$ 782 milhões em pagamentos de sinistros. No ano passado, esta soma chegou a R$ 1 bilhão. São valores que ajudaram Clientes Pessoas Física e Jurídica a retomarem suas vidas e atividades econômicas com mais tranquilidade.

“Temos absoluta consciência de que em uma tragédia não temos como compensar o dano emocional, mas é fundamental ajudar as pessoas a recuperar o respeito e a dignidade, permitir a reconstrução e viabilizar o restabelecimento da atividade econômica”, afirma o Diretor-Executivo Comercial, Valmir Rodrigues.

Ele cita como exemplo desse compromisso social as ações empreendidas pela Tokio Marine no Japão, logo após o terremoto seguido de tsunami que causou mais de 15 mil mortes e destruiu a Costa Nordeste do País em 11 de março de 2011. Menos de uma hora após o abalo inicial, uma Força Tarefa Especial foi criada para atender as áreas afetadas com suprimentos e fornecer assistência aos Parceiros de Negócios e Segurados. A Companhia adotou, também, uma série de medidas para agilizar os processos de sinistros, como o pagamento imediato de indenizações após a identificação dos danos por satélites. “Temos orgulho em fazer parte de um grupo com esta postura”, comenta Rodrigues.

Assistência em momentos delicados

O Diretor de Sinistros, Alexandre Vieira, destaca que é preciso ter sensibilidade para lidar com determinadas situações. Ele relata: “Tivemos um caso noticiado em todo o País em 2013, quando um prédio em construção desabou na Zona Leste de São Paulo e infelizmente vitimou dez operários. A construtora era nossa Cliente da carteira de Vida. Promovemos reuniões com a empresa, os advogados e o Corretor para discutir a estratégia que ajudaria as famílias e os operários acidentados a receberem suas indenizações o quanto antes. Apoiamos o RH e familiares quanto às providências necessárias para liquidação do sinistro. Muitos são moradores da região Nordeste e a distância era uma barreira natural para dar andamento ao processo. Mais uma vez, auxiliamos a empresa a buscar informações e concluir o processo. Cerca de 80% dos Segurados receberam as indenizações em menos de um mês. Foi muito gratificante empreender todos os esforços para cumprirmos o nosso papel o mais rápido possível”.

Outro bom exemplo é a atuação proativa da Tokio Marine em caso de vendavais, granizo e outros eventos decorrentes da força da natureza. A Diretoria de Sinistros monitora as notícias e aciona a Sucursal na região atingida, colocando à disposição os reguladores e prestadores de assistência 24h em estado de alerta.

“Desta forma, nos antecipamos e lembramos aos Clientes os serviços fundamentais que contrataram e que, muitas vezes, desconhecem, como limpeza da residência, cobertura de telhado para proteção do imóvel e seu conteúdo em caso de destelhamento e hospedagem caso a residência se torne inabitável, entre muitos outros. É nosso papel fornecer suporte em horas como estas. É aí que uma Seguradora se faz presente na vida do segurado”, finaliza Alexandre Vieira.

Pagamento de Sinistros e Assistências da Tokio Marine:

Total de Indenizações pagas

– 2013: R$ 1 bilhão

– 2014 (até julho): R$ 782 milhões

Assistência Seguro Auto 24h

– 2013: 213 mil atendimentos

– 2014 (1º sem): cerca de 150 mil atendimentos (média de 25 mil/mês)

Assistência Seguro Residencial e Condomínio

– 2013: 11.552 atendimentos

– 2014 (até julho): 7.788 atendimentos

Assistência Seguro de Vida

– 2013: 7.054 atendimentos

– 2014 (1º sem): 3.619 atendimentos

Fonte: Diretoria de Sinistros da Tokio Marine

As nove companhias mais preparadas para enfrentar mudanças climáticas

viewer-2Swiss Re, Munich Re, Ace, Allianz, Prudential, Hartford, Zurich, XL Group e Sompo Japan são os nove grupos da indústria de seguros mais preparados para gerenciar riscos com perdas causadas por mudanças climáticas, segundo pesquisa do Ceres, uma organização sem fins lucrativos que defende a sustentabilidade, divulgada ontem, com 330 seguradoras entrevistadas.

“Não há dúvida de que um esforço inicial para ajustar as políticas, prêmios e investimentos seguros vão resultar em impactos menos dramáticos, evitando e reduzindo as perdas que já podemos antecipar”, afirmou Mike Kreidler, comissário de seguros para o estado de Washington, em comunidado divulgado sobre o estudo disponível no portal do Ceres (http://www.ceres.org/resources/reports/insurer-climate-risk-disclosure-survey-report-scorecard-2014-findings-recommendations/view)

Os custos globais de catástrofes naturais somaram US$ 125 bilhões em 2013, incluindo US$ 31 bilhões em perdas seguradas, um número que deverá aumentar, de acordo com o relatório. Das 330, 200 preencheram o requisito mínimo de gestão de risco. O Ceres recomenda que as seguradoras incorporem as previsões de mudanças climáticas em modelos de catástrofe e avaliem como os investimentos poderiam ser afetadas por temperaturas mais quentes.

Allianz alerta para queda nos preços de resseguros

Fonte: Agências internacionais

A Allianz, maior seguradora da Europa, teme que uma queda nos preços de resseguros aumente o risco de algumas resseguradoras não ganharem o bastante para estar preparadas para pagar coberturas convincentes em caso de catástrofes. As empresas, que ajudam as seguradoras a pagar o custo de sinistros por danos causados por eventos como furacões e terremotos, cortaram os preços de cobertura de catástrofes naturais em um quarto nos últimos anos, em meio a um declínio geral dos preços no mercado de 5% a 10%.

A queda dos preços está tornando cada vez mais difícil para as resseguradoras gerarem bons retornos, minando sua força de capital e, potencialmente, sua capacidade de agir como escudo financeiro para as seguradoras arcarem com as contas dos clientes em casos de inundação ou tempestade. “Precisamos de um equilíbrio entre comprador e vendedor”, disse Amer Ahmed, presidente da Allianz Re.