Venda do setor avança 34,8% em setembro, para R$ 14 bilhões, puxada pelos planos VGBL

Fonte: Jornal do Commercio

A atividade de seguros, nas suas diversas modalidades, voltou a apresentar expressivo crescimento em setembro, como vem ocorrendo desde de junho, depois de um fraco primeiro semestre. As vendas em setembro – de 2013 para 2014 – passaram de R$ 10,439 bilhões para R$ 14,068 bilhões, expansão de 34,8%, o melhor desempenho do ano, como indicam as estatísticas da Superintendência de Seguros Privados (Susep), sem o ramo saúde e VGBL incluso. Sobre agosto, o avanço foi de 7,5% e no acumulado no ano chegou a 12,1%, com receita de R$ 117,700 bilhões. Se excluído da conta o VGBL, um plano previdenciário, o faturamento do setor em setembro desce para R$ 7,714 bilhões, alta de 12% sobre igual mês do exercício anterior.

A captação de receita com a comercialização dos planos VGBL bateu recorde em setembro, ao registrar crescimento de nada menos que 66,5%. Em valores absolutos, o salto foi de R$ 3,687 bilhões, em setembro do ano passado, para os atuais R$ 6,139 bilhões, 43,6% do total do mercado. No ano, contudo, o produto aponta incremento de 10,3%, aos R$ 48,315 bilhões, refletindo as quedas mensais registradas de janeiro a maio.

A evolução do segmento de pessoas em setembro, de 11,9%, ficou próximo a do mercado, se analisado sem a influência do VGBL. A carteira, no todo, faturou no mês R$ 2,285 bilhões, 43,4% através do seguro de vida, que cresceu 16,7%, para R$ 991,3 milhões. O seguro viagem foi o que apresentou crescimento mais expressivo no mês (49,9%), com prêmios de R$ 12,2 milhões. Outra expansão robusta, da ordem de 31,6%, aos R$ 149 milhões, foi verificada no seguro dotal misto, cobertura de sobrevivência que se compromete a pagar o capital segurado ao cliente ao fim do prazo do contrato. O seguro de doenças graves ou terminais registrou igualmente avanço significativo ao captar R$ 48,1 milhões: alta de 23%. Com participação de peso na carteira, o seguro prestamista, que salda financiamento em caso de morte ou invalidez do contratante, cresceu apenas 4,3%, tal como o de acidentes pessoais (4,9%).

Carro e propriedade

Já as vendas do seguro de automóvel, que detém parcela de mercado de 19%, avançou 12% em setembro, no limite da média do mercado (sem VGBL). O faturamento pulou de 2,663 bilhões, em setembro de 2013, para R$ 2,378 bilhões, em setembro último, considerando as coberturas de casco, assistências e responsabilidade civil facultativa. No acumulado do ano, no entanto, a carteira exibe expansão de apenas 7,2%, com prêmios de R$ 22,791 bilhões.

No setor patrimonial, a receita deu salto de 22% em setembro, no confronto com igual mês do ano passado. A receita foi a R$ 1,050 bilhão. O destaque foi o seguro de riscos diversos, que subiu 22,1%, para R$ 131,8 milhões, e o de riscos operacionais, que quase duplicou de tamanho no mês, para R$ 226,7 milhões. O seguro residencial avançou 12%, ao atingir prêmios de R$ 190,1 milhões, mesma performance do seguro empresarial, aos R$ 176,2 milhões. Os riscos de engenharia, ao contrário, sofreram contração de 1,1%, no patamar de R$ 36,6 milhões.

À mercê do rumo da economia, o segmento de transporte foi marcado pela retração de 14,3% em setembro, mês em que a receita encolheu R$ 45 milhões, ao registrar R$ 268,4 milhões, contra R$ 313,2 4 milhões em setembro do exercício passado. O seguro de exportação e importação despencou 50,4% e o de carga em território nacional, 12,8%. A responsabilidade civil do transportador rodoviário foi outro produto que caiu, no caso 6,6%, queda próxima à observada no seguro de roubo de mercadorias.

Na linha ascendente apareceram três outras carteiras de negócios do mercado. A primeira, de garantia contatual, movimentou faturamento de R$ 136,7 milhões em setembro, avanço de 56,5% sobre idêntico mês do ano passado. No ano, acumulou R$ 1,236 bilhão. As garantias do setor público cresceram 60%, enquanto as do setor privado exibiram elevação de 45%. A desenvoltura do ramo rural não ficou tão atrás: cresceu 41%, para R$ 298,3 milhões, com o seguro agrícola respondendo por 53% desse total. Este produto cresceu 78%. No ano, o conjunto da carteira contabilizou expansão de 40,4%, aos R$ 2,193 bilhões.

Embora não na mesma proporção, outro ramo que progrediu bem em setembro foi o habitacional, com aumento de 18,8% e vendas alcançando R$ 228,7 milhões, R$ 36,2 milhões a mais do que em setembro de 2013. No ano, o produto exibiu R$ 1,937 bilhão, alta de 19,7%.

ANS volta a suspender planos; 65 constam na lista

ans logoA Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou, nesta quinta-feira, a suspensão da venda de 65 planos de 16 operadoras de saúde. De acordo com nota publicada no site da ANS, foram mais de 12 mil reclamações registradas pela agência reguladora em três meses, correspondentes a usuários que não conseguiram marcar consultas, exames e cirurgias, e denunciaram os planos de saúde. Nesta quinta-feira, a ANS vai notificar as operadoras denunciadas.

Veja lista de planos suspensos

A suspensão é resultado do 11º ciclo do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento realizado pela agência reguladora. Ao todo, 586 mil consumidores que contrataram esses planos serão beneficiados, segundo a ANS.

As operadoras com planos suspensos podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil, de acordo com informações da ANS. Desde o início do programa de monitoramento feito pela agência reguladora, 1.017 planos de 142 operadoras já tiveram as vendas suspensas por se negarem a oferecer a cobertura prevista.

Ainda segundo a ANS, os planos de saúde que comprovaram melhoria no atendimento ao cidadão nos últimos três meses serão reativados. No total, 81 planos estão autorizados a voltar a funcionar.

Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, compra Duracell por US$ 4,7 bilhões

warren buffettFonte: Dow Jones Newswires

O bilionário investidor americano Warren Buffett vai pagar US$ 4,7 bilhões para comprar a fabricante de baterias Duracell, da Procter & Gamble (P&G), por meio da Berkshire Hathaway. A operação diversifica o leque de produtos do empreendedor ao mesmo tempo em que permite ao grupo detentor da marca a simplificação da estrutura de negócios.

De acordo com os termos do negócio, que deve ser concluído ao longo do segundo semestre de 2015, a P&G vai receber US$ 4,7 bilhões em ações da Berkshire Hathaway. A Duracell teve vendas de US$ 2,2 bilhões em 2013, mas vinha apresentando dificuldades para capturar crescimento. A P&G vai aportar US$ 1,8 bilhão na Duracell para recapitalizar a fabricante de baterias. Essa operação será positiva em termos de economia de impostos, informou a vendedora do ativo.

Atualmente, a Berkshire é a quinta maior acionista da P&G, com 2% do capital da companhia. “A Duracell sempre me impressionou, seja como investidor de longo prazo da P&G, seja como consumidor”, disse Buffett, presidente da Berkshire Hathaway.

Com US$ 50 bilhões em caixa, Buffett tem dito que está à caça de “elefantes” que possam ampliar significativamente as receitas da Berkshire Hathaway. Em outubro, a empresa comprou a quinta maior varejista de automóveis dos Estados Unidos. Já a P&G vem tentando vender a Duracell desde 2007. Em outubro, a companhia chegou a dizer que poderia dividir essa unidade com os acionistas.

Howden Broking adquire corretora Harmonia

O Grupo Howden Broking, parte do Grupo Securitário Hyperion, comprou a Harmonia Corretora de Seguros Ltda (Harmonia), empresa da Hub International Limited. A operação depende de aprovação regulatória. A corretora Harmonia, com sede em São Paulo, continuará a ser presidida por José Conduta. Com mais de uma centena de colaboradores nos seus três escritórios, a Harmonia é especializada na Gestão de Benefícios e em Ramos Elementares. A Howden negociou a aquisição da Harmonia perante a Hub International Limited.

Proposta estabelece limite para taxas em plano de previdência complementar

Fonte: Agência Câmara

A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar 401/14, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que estabelece limite de 5% para as taxas de administração e de carregamento cobradas pelas administradoras de planos de previdência complementar.

A proposta altera a lei que trata do regime de previdência complementar (Lei Complementar 109/01). Segundo Bezerra, com dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), essas taxas na maior parte dos fundos não supera o limite da proposta. Há uma resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que estabelece teto de 10% para as taxas de carregamento.

A taxa de administração incide sobre o patrimônio das reservas do fundo de previdência e não apenas sobre a rentabilidade obtida. Já a taxa de carregamento pode incidir sobre cada aporte ou o resgate de contribuição ou sobre ambos.

De acordo com Bezerra, os participantes dos planos precisam se precaver em relação às taxas incidentes sobre as contribuições e as reservas acumuladas para garantia dos benefícios. “Os encargos cobrados pelas entidades podem corroer até metade do rendimento”, afirmou o parlamentar.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), os investimentos dos planos de previdência complementar aberta chegaram a R$ 374,2 bilhões no final do ano de 2013. Já os fundos de previdência complementar fechada, como a Previ do Banco do Brasil, chegaram a R$ 671,3 bilhões de ativos totais no final do 3º trimestre de 2013, de acordo com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Tramitação

A proposta tramita em caráter prioritário e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, o texto segue para o Plenário.

Consultoria & Serviços ajudam as empresas a mitigarem os riscos de acidentes, ganhando rentabilidade

ARTIGO

por Alfredo Chaia, Diretor da AIG Consultoria & Serviços

Acidentes de trabalho, como o próprio nome já diz, são fatalidades que acontecem, mas isso não quer dizer que esses acontecimentos não podem ser menos recorrentes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os anos aproximadamente 270 milhões de acidentes acontecem em todo o mundo. Do total, 2,2 milhões resultaram em mortes.

De acordo com o relatório da OIT divulgado em 2013, 1,3 milhões de acidentes ocorrem no Brasil. Ainda de acordo com o estudo, atualmente, o País ocupa o 4º lugar no mundo em relação ao número de mortes, com 2.503 óbitos, atrás apenas da China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090).

No Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego e Previdência Social, as áreas com os maiores números de mortes são: Transporte, Armazenagem e Comunicações, com sete óbitos entre 3.855 trabalhadores; a Indústria da Construção, com seis óbitos entre 6.908 trabalhadores e o Comércio e Veículos, com cinco óbitos entre 24.782 trabalhadores.

Desde 2010, com a aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), as empresas são obrigadas a pagarem mais impostos sobre a folha de pagamento conforme o índice de acidentes de trabalho. Com os custos de capital cada vez mais críticos, a mitigação dos riscos acaba influenciando diretamente nos lucros, pois traz maior rentabilidade. Portanto, investir em segurança passou a ser um investimento e não uma despesa.

Atualmente, existem empresas especializadas em ajudar as Companhias a mitigarem e, eventualmente, eliminarem os riscos, evitando possíveis acidentes e despesas. São as empresas de Consultoria & Serviço que, com a ajuda de engenheiros e técnicos especializados, visitam as Companhias, indicam os principais perigos e as necessárias proteções.

Uma maneira fácil de explicar a atuação da unidade de Consultoria & Serviços é ter como exemplo um pedestre atravessando a rua. O risco que ele corre ao atravessar fora da faixa e entre os carros na via é alto. Já se ele atravessar na faixa de pedestres, o risco se torna baixo. Porém, ao atravessar na passarela, o risco é nulo. A consultoria faz exatamente isso, aponta os riscos e os níveis deles.

O aumento da economia brasileira também contribuiu para uma maior sofisticação da indústria nacional, expondo os empresários a riscos até então desconhecidos. Atualmente, pequenas empresas brasileiras concorrem diretamente com grandes multinacionais em diversos setores e ter uma avaliação dos riscos pode refletir em uma maior competitividade. No Brasil, as empresas que mais procuram a Consultoria e Serviços são: Construção, Manufatura e Logística.

A Consultoria ainda pode ser usada para casos de ampliação da empresa. Muitas vezes, ao expandir uma Companhia no Brasil ou no Exterior, os executivos não estão cientes dos novos e maiores riscos que poderão enfrentar. A Consultoria & Serviços aponta essas ameaças e as melhores maneiras de solucioná-las sem afetar o crescimento da empresa.

Esses serviços são recomendados não somente para empresas que já sofreram acidentes e querem evitar novos danos, mas também para Companhias que nunca sofreram acidentes e pretendem continuar trabalhando em segurança. A Consultoria & Serviços busca reduzir a probabilidade do acontecimento de acidentes, mas atua também na redução da severidade, diminuindo os prejuízos e danos causados às empresas.

CNseg apresenta game de seguros em evento de Microsseguro no México

Caminhoneiro aFonte: Portal da CNseg

“O Caminheiro Estou Seguro!”, nome do game criado para o público infanto juvenil, foi uma das ações institucionais destacadas pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, em palestra apresentada nesta quarta-feira (12), na 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, realizada na Cidade do México. Sua palestra tratou do “Papel das associações de seguros na proteção do consumidor” e foi assistida por cerca de 400 participantes de 59 países presentes ao encontro promovido pela Fundação Munich Re, Microinsurance Network ((MIN)) e Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS).

Na palestra, ela explicou que, tendo em vista o grande interesse que os jogos eletrônicos despertam no mundo digital, a CNseg decidiu criar um game para chamar atenção de novos públicos, ampliar seu conhecimento de seguros e exibir a gama de coberturas existentes no mercado, a partir de uma mensagem subliminar.

Para tanto, os idealizadores do jogo- a empresa Guanabara Games- criaram um enredo, no qual um motorista de caminhão vai sendo apresentado a uma série de seguros, à medida que sua viagem progride, tendo a oportunidade de proteger sua família, garantir a segurança de sua renda.

Para marcar mais pontos e crédito, o motorista precisa não só ser prudente, mas também contratar seguros nas diversas fases do jogo. O crédito obtido nas diversas fases é utilizado para comprar seguros, que são somados à pontuação final do jogador. Ele tem a opção de comprar ou não seguros, mas a aquisição garante o maior número de pontos acumulados. A cada seguro coletado ou contratado, a tela do jogo apresenta um breve resumo da cobertura adquirida.

Na prática, a intenção do jogo lúdico é condicionar o usuário a contratar e coletar seguros, não só pelas garantias que eles asseguram, mas também pelo aumento das chances de vitória na disputa.

Em razão da Conferência do México, o jogo da CNseg agora está disponível também em espanhol e em inglês no site da entidade. “O Caminheiro Estou Seguro!” é uma dos projetos inovadores de educação financeira da CNseg.

Microsseguro: Rossi destaca avanços durante conferência internacional

rossi mexicoFonte: Portal CNseg

Em discurso feito na abertura da 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, nesta terça-feira, 11, na Cidade do México, o presidente da CNseg e da Federação Interamericana de Empresas de Seguros – FIDES, Marco Antonio Rossi, destacou a crescente importância do microsseguro na indústria mundial de seguros. Nesse sentido, apontou a Conferência como fonte inspiradora para o desenvolvimento de novos produtos voltados à população de baixa renda.

A conferência do México, organizada pela Fundação Munich Re, Microinsurance Network ((MIN)) e Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS), conta com cerca de 400 participantes, oriundos de 59 países, para avaliar o avanço e discutir as perspectivas dos microsseguros. Serão três dias de relatos de experiências bem-sucedidas e de novos desafios no esforço para ampliar os seguros para pessoas de baixa renda em todo o mundo.

Marco Antonio Rossi considera o “microsseguro uma salvaguarda para o patrimônio da população de baixa renda, que é acumulado com grande esforço. Lembrando o caminho irregular na trajetória de superação da pobreza, Rossi assinalou que, em tempos de aumento de renda, os pobres melhoram a condição de vida, mas, quando encontram impactos e dificuldades financeiras, regridem. Nesse quadro, cabe ao microsseguro contribuir para tornar esse zigue-zague uma linha reta e ascendente, reduzindo o impacto negativo dos imprevistos financeiros na vida da população de baixa renda.

A seu ver, desde a edição da conferência de Munique, ocorrida há 10 anos, na Alemanha, o mundo mudou, sobretudo na universalização dos serviços tecnológicos de comunicação, com destaque para o uso do telefone celular, fenômeno este que abriu caminho para o acesso do seguro às populações de baixa renda, englobando todo o ciclo do mercado segurador, da criação, venda até a indenização.

Em consequência disso, ratificou-se o uso de múltiplos canais de distribuição de produtos para a população de baixa renda, tendo em vista o objetivo de alcançar o consumidor onde quer que ele esteja e a um custo adequado. “Isso significa a reavaliação de antigos paradigmas. Nesta nova perspectiva, corretores tradicionais passam a conviver em harmonia com correspondentes bancários e de microsseguros. Por outro lado, novas abordagens de aproximação com o consumidor final, utilizando centrais de atendimento, internet, telefones celulares, POS e ATMs, entre outras, permitem ampliar a oferta de produtos, atender às demandas e oferecer um atendimento mais ágil, para além da tradicional abordagem pessoal”, lembrou ele.

Na condição também de presidente da Fides, Marco Antonio Rossi citou números relevantes para a indústria de seguros da América Latina. Tomando como base um estudo do Banco Mundial de 2012, ele assinalou que a classe média somava 103 milhões de pessoas na América Latina em 2003, e seis anos depois contava com 152 milhões. Uma expansão de 50% nesse estrato social. “Este contingente é bastante expressivo. No Brasil, a chamada nova classe média brasileira consome cerca de R$ 1 trilhão anualmente, o que a tornaria a 18ª maior nação do mundo na classificação de consumo”.

A seu ver, a indústria de seguros hoje já é capaz de fornecer cobertura adequada a um custo suportável para uma parte considerável desta população. Porém, destacou, essa realidade não apresentaria um espectro tão amplo, não fossem os resultados dos trabalhos e esforços das instituições voltadas para esse tema. “Esforços traduzidos pelo mapeamento detalhado, pesquisas em profundidade, os campos da tecnologia, canais de distribuição, adequação de coberturas e prêmios, capacitação dos canais de venda, simplificação de linguagem, pagamento de sinistros, entre outros”, enumerou ele.

Toda esta experiência compartilhada forneceu e continua fornecendo elementos fundamentais à indústria de seguros, aos seus parceiros e também aos órgãos supervisores de seguros nas suas estratégias de adequação das operações e controles para este novo cenário, acrescentou ele.

Marco Antonio Rossi deixou claro que o seguro é um dos instrumentos capazes de alavancar a melhoria da qualidade de vida da população. Ele está certo de que a queda à metade da pobreza extrema no mundo, constatada no Relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2014, tem alguma contribuição dos programas de microsseguros, mas ainda há um largo caminho a percorrer. Mas o mercado está pronto para enfrentar os desafios de buscar novos consumidores e se reinventar para atendê-los, assegurou.

Ainda durante a solenidade de abertura do evento, Marco Antonio Rossi aproveitou para homenagear representantes de instituições mais ativas no desenvolvimento de microsseguros, como o presidente da Munich Re Foundation, Thomas Loster, e Craig Churchill, presidente da Impact Insurance Facility e do Microinsurance Network.

A delegação brasileira chefiada por Marco Antonio Rossi é formada pela diretora executiva da Confederação, Solange Beatriz Palheiro Mendes, a superintendente de Relações com o Mercado, Maria Elena Bidino (CNseg), o gerente Ricardo Tavares (CNseg), Bento Zanzini (BB/Mapfre), Eugênio Velasques e Rodolf Ern (Bradesco Seguros).

SulAmérica recebe título de empresa parceira da cultura carioca

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A SulAmérica recebeu esta semana o certificado de “Empresa Parceira da Cultura Carioca” da Prefeitura do Rio. A companhia é reconhecida pela contribuição à cultura da cidade durante o ano de 2014.

A seguradora investe em cultura há 118 anos, patrocinou por mais de duas décadas o Projeto Aquarius, iniciativa do jornal O Globo em parceira com a ​Orquestra Sinfônica Brasileira, que reuniu milhares de pessoas nas areias de Copacabana.

Atualmente a companhia promove o Circuito SulAmérica de Música e Movimento, iniciativa que visa democratizar o acesso à cultura pelo País. Neste ano foram 150 mil pessoas impactadas e 8800 ingressos distribuídos. Entre os espetáculos patrocinados estão os musicais Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, Tim Maia – Vale Tudo, Os Saltimbancos, Palavra Cantada e Lampião e Lancelote.

Mongeral Aegon investe para desenvolver mercado local de transferência de risco de longevidade

IMG_0195Um grande mercado se abre para as seguradoras: assumir riscos de longevidade que preocupam fundos de pensão. Com o aumento da expectativa de vida, taxas de juros declinantes, e tendência de menos empregados com carteira assinada, as patrocinadoras de fundos de aposentadoria estão buscando alternativas para manter o equilíbrio entre arrecadação e pagamento de benefícios acordados aos seus funcionários.

“A cura do câncer, por exemplo. Isso traz um grande impacto para os fundos, que calcularam taxas atuariais com base em uma expectativa de que as pessoas morreriam dessa moléstia. E hoje a medicina salva muitas vidas”. explica Nilton Molina, presidente do Conselho da Mongeral Aegon e membro do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).

Realmente viver mais traz um custo enorme a todos e é preciso se preparar. O risco de longevidade é saber se os planos de pensão públicos e privados terão renda para pagar pensões e aposentadorias por períodos mais longos do que previsto. E esse questionamento tem trazido inquietação sobre a sustentabilidade de sistemas de aposentadoria globalmente. “Claro. É um problema que atinge toda a sociedade. Do trabalhador ao acionista da empresa patrocinadora de um fundo”, ressalta Molina, que há anos busca desenvolver a cultura de gerenciamento de risco previdenciários no Brasil e onde recepcionou, ao lado do filho Helder Molina, CEO da Mongeral Aegon, cerca de 180 profissionais de fundos fechados no II Worshop Transferência de Risco de Fundo de Pensão Mongeral Aegon realizado na terça-feira, um dia antes da realização do 35ª edição do Congresso sobre Previdência Complementar Fechada, promovido pela Abrapp.

Chris Madsen, da Aegon Blue Square Re, revela que a cada ano de expectativa de vida adicional acrescenta cerca de 4% ao passivo de pensão de um plano típico. “A expectativa de vida está aumentando cerca de 2 a 3 anos por década. No caso do câncer, entre 4 e 5 anos por década”, ressalta. “Caso o câncer seja removido como causa de morte, a melboria na taxa de mortalidade média pode aumentar entre 20% a 25%”.

Assim, a medida que a longevidade aumenta, é preciso um valor maior para manter a mesma proporção de renda vitalícia. Esse é um problema que preocupa o mundo. Muitas são as hipóteses financeiras em discussão, principalmente nos EUA, com ativos previdenciários superiores a US$ 17 trilhões, no Japão, com US$ 3,7 trilhões, e nos países da Europa, sendo o Reino Unido o maior, com US$ 2,7 trilhões.

No escopo de alternativas há uma estratégia de investimento mais agressiva, desenvolvimento do mercado de títulos de longevidade, com hedges de taxas de juros, ações e inflação, bem como a retira de patrocínio (conhecido como buy out), e a transferência do risco atuarial e financeiro para um gestor, que pode ser um banco de investimento, uma resseguradora ou uma seguradora (buy in). “Há uma tendência clara nos EUA e no Reino Unido de transferência de risco de fundos corporativos e isso tem a ver com o patrocinador do plano, que cada dia mais se pergunta: Eu, como empresa. tenho de ter foco em coisas que o acionista pode identificar como bom negócio e não com algo que é especialidade do mercado financeiro”, comenta Michael Moloney, sócio da Oliver Wyman.

Segundo ele, cerca de 48% dos patrocinadores de planos empresariais dizem que provavelmente realizarão uma transação de retirada de patrocínio nos próximos dois anos. “Um mercado e tanto para as seguradoras”, diz que citou experiências recentes de transferência e gestão de riscos de longevidade como a da General Motors, da Verizon, da Motorola, e da canadense CPP Investment Board, que adquiriu a resseguradora Wilton Re nos Estados Unidos neste ano.

Na operação conhecida como “buy-out”, os ativos e passivos de um fundo de pensão são transferidos para uma seguradora em troca de um prêmio inicial, explica Molina. O risco total é calculado numa complexa conta atuarial, levando-se em conta taxas de retorno de investimento, risco de longevidade, e inflação para planos indexados a índices. O risco aqui passa a ser do participante, expostos ao risco de falência da seguradora.

Já na opção de transferência de risco via “buy-in”, na qual o fundo mantém seus ativos e passivos e paga um valor à seguradora para assumir possíveis desembolsos de renda vitalícia, o fundo de pensão continua sendo o responsável direto pelos pensionistas. “Ele apenas se livra do risco de sobreviva do participante.

Já o mercado de derivativos, chamado no jargão financeiro de “swap de longevidade”, os bancos de investimentos montam uma estrutura de pagamentos fixos periódicos feitos para um intermediário, que contrata uma seguradora ou resseguradora, em troca do pagamento de benefícios nos casos de participantes longevos. “O fundo se mantém responsável pelos pensionistas e se protege com o hedge”, explica Molina.

Mongeral Aegon HelderEnquanto no mundo esse já é um mercado consolidado, no Brasil ele está em discussão. “Falamos sobre longevidade para ser um parceiro na criação de soluções”, Helder Molina, presidente da Mongeral Aegon, que busca trazer para o Brasil as melhores soluções já encontradas pelo sócio Aegon nos diversos países onde o grupo atua. Para que que as entidades fechadas possam transferir parte de seus riscos ou passivos para o mercado segurador, é preciso que o Conselho Nacional de Previdência Complementar regulamente as normas que já estão em discussão.. “O tema já está sendo debatido entre os reguladores e uma norma poderá ser anunciada até 2015 para disciplinar a venda de títulos conhecidos como life bonds”, prevê Molina.

O mercado de bonds life movimenta trilhões de dólares no mundo e passam por uma readequação regulatória. “Em 2009, JP Morgan, UBS, Credit Suisse, RBS, BNP Paribas e Nomura atuavam com derivativos de longevidade, mas hoje apenas três, Deutsche Bank, Societe Generale e Goldman Sachs”, disse a diretora do European Insurance Solutions Group, do Deustche Bank, Pretty Saggo. Segundo ela, as maiores exigências de capital pela regra conhecida como Basileia 3 determinada pelos reguladores internacionais tirou o apetite dos bancos por esse segmento.

Para Molina, especializado no segmento vida e previdência, o mercado de rendas diferidas deve acontecer antes mesmo do desenvolvimento de life bonds e já está sendo discutido na esfera dos órgãos reguladores. Trata-se de um seguro, que garante renda vitalícia para o participante que sobreviver mais do que o período estimado pelo fundo para pagamento de benefício. “O produto dá visibilidade do risco ao patrocinador ao determinar que se o participante tiver uma sobrevida além da expectativa de vida estimada no contrato, o custo correrá por conta da seguradora”, explica Molina.

Estudo – Segundo estudo de Kathrin Hoppe, especialista em Regulação e Supervisão de Seguros da Geneva Associaton, entidade que reúne os principais CEOs da indústria de seguros do mundo, o papel desempenhado pelos seguradores de fundos de pensão está ganhando mais importância, sobretudo devido ao aumento das populações idosas que hoje vivem muito mais tempo nos países industrializados, em face de condições de vida melhores e tratamento médico melhor. Apenas nos EUA, e desde 2011 no Reino Unido, não há idade legal para aposentadoria, motivando empregadores e empregados a desenvolverem novas formas de emprego, como os “trabalhadores grisalhos”.

Como consequência, os períodos de aposentadoria têm se alongado de forma significativa e os aposentados, por conseguinte, necessitam de mais economias para sustentar seu padrão de vida, escreve Kathrin. Enquanto a geração atual de aposentados ainda se beneficia dos fundos de seguridade social, os quais foram amplamente financiados quando as taxas de natalidade e de participação no mercado de trabalho eram mais altas, a geração mais jovem de hoje terá que contar, em grande parte, com os fundos privados e as economias pessoais.

O estudo revela que os fundos de seguridade social que existem com base em contrato entre gerações têm obrigações de pagamento com um número crescente de aposentados e estima-se que haja redução nos benefícios para beneficiários futuros. Ademais, um número crescente de empregadores passa de planos de benefício definido para planos de contribuição definida, mudando o risco de longevidade relativo a seus empregados.

Parte dessa geração de idosos viverá os últimos anos de vida com algum nível de dependência, necessitando fazer uso de cuidados de longa duração (LTC na sigla em inglês). LTC é um conjunto de serviços prestados diariamente, formalmente ou informalmente, em casa ou em instituições, a pessoas que sofrem de uma perda de mobilidade e de autonomia no dia-a-dia de suas vidas. Embora a perda de autonomia possa ocorrer em qualquer idade, sua frequência aumenta na idade avançada, comenta a autora em seu estudo.

Diferente do que ocorre com as apólices padrão de seguro saúde que pagam originalmente o custo da assistência médica, as apólices de LTC são contratos de longo prazo, concebidos para ajudar as pessoas com dificuldades físicas e/ou cognitivas, que pagam pela assistência nas atividades do cotidiano. Nem todos os sistemas nacionais de seguridade social cobrem os custos médicos e de assistência, e caso os cubra, muitas vezes isso não é suficiente para cobrir os custos reais. Como consequência, as pessoas físicas têm que confiar em suas próprias economias ou nos benefícios sociais. Mais uma vez, em especial no caso da geração mais jovem, que tem uma expectativa de vida ainda maior do que a atual geração de idosos, o cuidar é essencial.

O papel do seguro, portanto, afirma Kathrin, vai muito além do seu papel de investidor financeiro e suporte ao crescimento econômico. Desde já, mas cada vez mais no futuro, a eficácia do acordo entre gerações terá que contar com o seguro como um dos provedores de “produtos de poupança”, complementado por uma redução do risco de longevidade, para a época da aposentadoria. No momento, a penetração desses produtos no mercado ainda é baixa, de modo que o segurador não é somente o provedor, mas desempenha também um papel na criação de conscientização das soluções disponíveis.