Consultoria & Serviços ajudam as empresas a mitigarem os riscos de acidentes, ganhando rentabilidade

ARTIGO

por Alfredo Chaia, Diretor da AIG Consultoria & Serviços

Acidentes de trabalho, como o próprio nome já diz, são fatalidades que acontecem, mas isso não quer dizer que esses acontecimentos não podem ser menos recorrentes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os anos aproximadamente 270 milhões de acidentes acontecem em todo o mundo. Do total, 2,2 milhões resultaram em mortes.

De acordo com o relatório da OIT divulgado em 2013, 1,3 milhões de acidentes ocorrem no Brasil. Ainda de acordo com o estudo, atualmente, o País ocupa o 4º lugar no mundo em relação ao número de mortes, com 2.503 óbitos, atrás apenas da China (14.924), Estados Unidos (5.764) e Rússia (3.090).

No Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego e Previdência Social, as áreas com os maiores números de mortes são: Transporte, Armazenagem e Comunicações, com sete óbitos entre 3.855 trabalhadores; a Indústria da Construção, com seis óbitos entre 6.908 trabalhadores e o Comércio e Veículos, com cinco óbitos entre 24.782 trabalhadores.

Desde 2010, com a aplicação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), as empresas são obrigadas a pagarem mais impostos sobre a folha de pagamento conforme o índice de acidentes de trabalho. Com os custos de capital cada vez mais críticos, a mitigação dos riscos acaba influenciando diretamente nos lucros, pois traz maior rentabilidade. Portanto, investir em segurança passou a ser um investimento e não uma despesa.

Atualmente, existem empresas especializadas em ajudar as Companhias a mitigarem e, eventualmente, eliminarem os riscos, evitando possíveis acidentes e despesas. São as empresas de Consultoria & Serviço que, com a ajuda de engenheiros e técnicos especializados, visitam as Companhias, indicam os principais perigos e as necessárias proteções.

Uma maneira fácil de explicar a atuação da unidade de Consultoria & Serviços é ter como exemplo um pedestre atravessando a rua. O risco que ele corre ao atravessar fora da faixa e entre os carros na via é alto. Já se ele atravessar na faixa de pedestres, o risco se torna baixo. Porém, ao atravessar na passarela, o risco é nulo. A consultoria faz exatamente isso, aponta os riscos e os níveis deles.

O aumento da economia brasileira também contribuiu para uma maior sofisticação da indústria nacional, expondo os empresários a riscos até então desconhecidos. Atualmente, pequenas empresas brasileiras concorrem diretamente com grandes multinacionais em diversos setores e ter uma avaliação dos riscos pode refletir em uma maior competitividade. No Brasil, as empresas que mais procuram a Consultoria e Serviços são: Construção, Manufatura e Logística.

A Consultoria ainda pode ser usada para casos de ampliação da empresa. Muitas vezes, ao expandir uma Companhia no Brasil ou no Exterior, os executivos não estão cientes dos novos e maiores riscos que poderão enfrentar. A Consultoria & Serviços aponta essas ameaças e as melhores maneiras de solucioná-las sem afetar o crescimento da empresa.

Esses serviços são recomendados não somente para empresas que já sofreram acidentes e querem evitar novos danos, mas também para Companhias que nunca sofreram acidentes e pretendem continuar trabalhando em segurança. A Consultoria & Serviços busca reduzir a probabilidade do acontecimento de acidentes, mas atua também na redução da severidade, diminuindo os prejuízos e danos causados às empresas.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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