Aprovado pela CAS, microsseguro poderá beneficiar população de baixa renda
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (10), regras para a criação dos microsseguros, destinados especialmente à população de baixa renda. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 59/2013 agora segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
O microsseguro é uma apólice com cobertura feita sob medida para amparar as pessoas com menores rendas em situações que representem grandes choques econômicos no orçamento doméstico. Suas regras facilitadas e impostos reduzidos permitem a contratação, por preços mais acessíveis, de seguros de vida, indenizações por invalidez, reembolsos de despesa com funeral, doenças graves e até seguros educacionais, por exemplo.
A proposta, de autoria do deputado Adilson Soares (PR-RJ), pretende inserir pelo menos 100 milhões de pessoas que estão fora do mercado de seguro no Brasil. Ele esteve na reunião da CAS e comemorou a aprovação. O senador Vicentinho Alves (SD-TO) se comprometeu a trabalhar pela aprovação da proposta nas demais comissões da Casa. “O projeto é nobre e louvável”, disse.
Apólices
Pelo texto, poderá comprar a apólice de microsseguro qualquer pessoa física, profissional ou não, ou jurídica com fins lucrativos (sociedade ou empresa individual), desde que se enquadre no conceito de microempresa (faturamento anual de até R$ 360 mil).
O plano de microsseguro sofrerá limitações estipuladas pelo órgão regulador, como limite máximo de valor segurado, de vigência, de prazo para o pagamento da indenização e a possibilidade de contratação de maneira simplificada, por meio eletrônico. A fixação desses parâmetros estará a cargo da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O corretor de microsseguro é equiparado em direitos e obrigações aos corretores convencionais e estes, que atuam em outros mercados (seguros convencionais, previdência complementar aberta e capitalização) poderão ser autorizados a ofertar microsseguros.
Incentivos
Para estimular as empresas a ofertar microsseguros, a proposta cria uma tributação diferenciada, o Regime Especial de Tributação aplicável às operações de Microsseguro (RET-Ms). Com ele, a sociedade seguradora poderá unificar o pagamento de quatro tributos (IRPJ – 0,31%, PIS/Pasep – 0,09%, CSLL – 0,16% e Cofins – 0,44%) no total de 1% da receita mensal com as operações de microsseguros.
A empresa que financiar os microsseguros para seus empregados poderá deduzir a despesa da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL). O benefício é válido até o exercício de 2017, para deduções de 2016.
A mesma regra vale para o patrão que pagar o microsseguro ao empregado doméstico, com dedução do valor no pagamento do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Só poderá ser deduzido o valor do microsseguro de um empregado, até o máximo de 10% do salário mínimo. O gasto com o microsseguro custeado pelo empregador não comporá o rendimento bruto do empregado para fins de incidência do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF).
O projeto determina ainda que a alíquota máxima do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) nas operações de microsseguro será de 1%. Nas demais operações de seguro, essa alíquota pode variar de 0,38% a 7,38%.
Para o relator, senador Cícero Lucena (PSDB-PB), a proposta é “meritória do ponto de vista do direito econômico, porque cria um mercado de bens e serviços hoje inexistente ou pouco expressivo em volume de faturamento”. Ele apresentou apenas emenda para corrigir a redação da proposta. A matéria foi relatada ad hoc pelo senador Paulo Davim (PV-RN).
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) tem expectativa de que o setor encerre 2014 com crescimento de 3% no número de beneficiários de planos e seguros de saúde, atingindo perto de 72,2 milhões de vidas. A projeção – resultado de análise feita pela Federação sobre números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – é inferior ao observado em 2013, quando o segmento registrou alta de 4,6%. No entanto, mesmo diante de cenário econômico adverso, com retração em diversos indicadores, a FenaSaúde considera que este mercado se comportou positivamente, mantendo tendência de expansão ano após ano.
A entidade também traçou as expectativas e os desafios do setor de Saúde Suplementar para 2015. Segundo a Federação, o rumo da política econômica do novo mandato de Dilma Rousseff pode fazer com que o mercado mantenha o ritmo de expansão apresentado em 2014, variando entre 2,7% a 3,3%. De acordo com Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde, é importante que o Executivo volte suas atenções para desafios que são de interesse de toda a sociedade. “Elencamos como prioridades: diálogo do Governo com o segmento de Saúde Suplementar; ações para conter a escalada de custos médicos à população; edição de medidas para transparência na comercialização de insumos e materiais de alto custo, inclusive OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais); além da adoção de critérios técnicos de custo-efetividade, custo-utilidade e custo-benefício na avaliação da incorporação de novas tecnologias ao Rol da ANS”, afirma Coriolano.
O aumento dos custos assistenciais é preocupante. De 2007 a 2013, as receitas do setor cresceram 108,3%. Já as despesas assistenciais, no mesmo período, subiram 119,6%. Segundo análise da Federação, o aumento de beneficiários e o IPCA acumulados no período somaram 79,6%. A FenaSaúde também levantou a evolução do gasto médio per capita com consultas e internações. De 2008 a 2013, a variação do custo com pagamentos de consultas foi de 43,2%. Já com internações, a evolução registrou 95,8%. No período, o IPCA acumulado foi de 31,3%.
Um dado importante é a qualificação contínua do setor. Em novembro, a ANS divulgou o 11º Ciclo de Monitoramento da Garantia de Atendimento. O indicador mostrou redução de 40% no número de reclamações em comparação ao ciclo anterior, divulgado em agosto. No mesmo mês, a Agência apresentou o Índice de Desenvolvimento da Saúde Suplementar (IDSS), que registrou aumento de cinco pontos percentuais no total de operadoras médico-hospitalares classificadas como boas e muito boas em relação à avaliação anterior, representando 66,7%. A proporção de beneficiários cobertos por planos destes tipos de operadoras totalizou 82,5%, incremento de 19,6 pontos percentuais, diante do estudo divulgado em 2013.
“A Saúde Suplementar tem passado por um processo de melhora contínua. Prova disso são os indicadores divulgados pela ANS. Para as associadas à FenaSaúde, a regulação é importante para a organização do mercado, mantendo a operação das organizações que têm capacidade de prestar atendimento adequado e que primam pela qualidade”, ressalta Coriolano.
Segundo a Federação, o acesso à informação também é um importante aliado das operadoras e dos beneficiários de planos e seguros de saúde. Neste ano, a entidade lançou duas publicações gratuitas: o Guia do Consumidor e o Guia da Gestante. Os materiais trazem informações que esclarecem pontos importantes do atendimento privado. Por meio da plataforma online ‘Plano de Saúde – O que Saber’, que inclui hotsite e página no Facebook, a FenaSaúde divulga conteúdo sobre regulação, prevenção da saúde, além de orientar o consumidor e tirar dúvidas sobre planos de saúde. Basta acessar em: http://www.planodesaudeoquesaber.com.br/
Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) conclama os governos a agir decisivamente para prevenir a violência, apontando também que seus custos econômicos são elevados.
Segundo a OMS, 475 mil pessoas foram mortas em 2012 e o homicídio é a terceira principal causa de mortalidade, em nível mundial, para homens entre 15-44. A OMS cita estudo de 2004, indicando que os custos econômicos diretos e indiretos da violência equivaliam a 1,2% do PIB no Brasil, 4% do PIB na Jamaica e a 0,4% do PIB na Tailândia.
Apesar da queda de 16% na taxa de homicídios entre 2000 e 2012, a violência é algo disseminado, diz a OMS, afetando particularmente mulheres e crianças. O relatório indica que uma entre quatro crianças sofreram abusos físicos, e uma entre cinco garotas, abuso sexual. De acordo com o relatório da OMS, uma a cada três mulheres foi vítima de agressões físicas ou sexuais em algum ponto de sua vida.
O final do ano se aproxima e com ele várias notícias sobre aumento e redução de capital, motivados ou pelo crescimento ou pelo ramo de atuação. Quanto mais arriscado o contrato de seguro, maior a necessidade de recursos para garantir o pagamento futuro da indenização em caso de um risco coberto ser concretizado. Durante 2014, várias companhias reavaliaram a necessidade de recursos com base nas regras de capital baseado em riscos, considerando-se o risco operacional, de crédito, financeiro, legal e de mercado.
A solvência das companhias é tema prioritário para os órgãos reguladores, pois ela está diretamente ligada ao nível de capital mínimo exigido para uma seguradora operar. O objetivo é ter um cálculo de quanto um acionista tem de alocar de capital para que uma seguradora faça frente ao risco que vai assumir. Se o capital mínimo for mal calculado pode causar dois problemas: se estiver abaixo do necessário, a seguradora corre o risco de quebrar com a primeira crise do setor; se estiver acima, terá um impacto direto no custo do produto, tirando a competitividade da seguradora, o que também acarretará perdas aos acionistas, aos consumidores e à imagem do setor.
Em todo o mundo se buscam modelos diferenciados para fixar esse valor. Vários países têm estimulado as seguradoras a desenvolver seus próprios modelos de solvência. Só depois de testada, a norma é aprovado pelo órgão regulador. No mundo, as regras do setor de seguro têm sido testadas com as catástrofes naturais e as provocadas pelo homem. Mesmo com terrorismo e furacões, o mercado permanece solvente. O mesmo acontece no Brasil.
Nesta quarta-feira temos várias notícias geradas por esse motivo. A que envolve o maior volume de aumento de capital vem da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), resseguradora da Allianz, segundo notícia veiculada no Valor, com aporte de R$ 100 milhões em capital, elevando-o para R$ 250 milhões. “A motivação é o crescimento da operação. Pela regulamentação brasileira há uma relação entre a necessidade de capital e o volume de prêmios”, diz Angelo Colombo, presidente da AGCS Brasil. Segundo ele, a expectativa de crescimento foi superada e a matriz antecipou o investimento previsto, informa o Valor.
Segundo Roberto Westenberg, titular da Susep, a etapa de implementação de capital baseado em risco de mercado será tranquila. “Fizemos alguns testes com o mercado e a resposta foi tranquila”, comentou ele ao Blog Sonho Seguro. A adequação do capital baseado em riscos de mercados deverá ser feita ao longo de 2016, mas as muitas seguradoras já iniciaram esse processo há tempos, principalmente as ligadas a bancos, com prazo para Basileia 3 mais apertado, e também as de capital estrangeiro, que têm de seguir as normas adotadas pela matriz.
A Bradesco Seguros, por exemplo, fez uma série de mudanças, com redução do capital em algumas das companhias do grupo e aumento em outras. Assim como a Itaú Unibanco, Mapfre entre outras. O fato é que com as mudanças nas regras de capital que vem sendo implementadas ao longo dos últimos anos, com as regras para riscos de mercado no forno para serem cumpridas durante 2016, as companhias estão calibrando o capital em suas operações. As que operam em contratos de maior risco precisam aportar mais capital. As que atuam em carteiras com riscos menores, podem alocar o capital em ativos com maior rentabildiade. E quanto mais se vende, mais capital é preciso ter.
Dentro desse contexto, umas perceberam que tinham em excesso e resolveram reduzir, como a Safra Seguradora. A Susep autorizou a redução do capital da Safra Vida e Previdência em R$ 37 milhões, para R$ 57 milhões. A seguradora francesa AXA está mesmo em ritmo frenético de conquista de clientes. Com tão pouco tempo de operação já pediu para a Susep aumento de capital de R$ 10 milhões, para R$ 88 milhões. O grupo atua tanto com seguros como com resseguros. A Chubb também aumenta o capital em R$ 8,4 milhões, para R$ 270 milhões. A Alfa seguradora também pediu autorização para elevar o aumento em capital de R$ 1 milhão. para R$ 59,9 milhões.
Um relatório elaborado pela Fundación Mapfre sobre a evolução do mercado latino americano de seguros entre 2003 e 2013, destaca que o Brasil liderou o crescimento regional, que foi de dois dígitos em oito dos últimos 10 anos. Destaca, também, que o potencial de crescimento do mercado segurador na América Latina se mantém e que as perspectivas para os próximos anos são otimistas.
O Brasil foi o motor do negócio segurador na região da América Latina. O mercado segurador deste país é, desde 2004, o de maior volume de prêmios da região, e seus lucros, por prêmios, se multiplicaram seis vezes mais na última década, superando os 10.000 milhões de dólares em 2003, para 67.338 milhões de dólares em 2013.
Assim se reflete o estudo “Evolução do mercado segurador latino americano 2003-2013”, realizado pela Fundación Mapfre, que analisa os dados estatísticos agregados de 18 mercados seguradores da região nos últimos dez anos e os fatores que influenciaram sua evolução.
Do relatório, apresentado hoje, vale destacar que o seguro de vida foi o principal impulsionador do setor no Brasil neste período, cujo crescimento real sempre foi muito superior ao da economia. Inclusive, quando em 2009 o país sofria as consequências da crise financeira internacional, este ramo registrou alta de 18,8%.
Na evolução do seguro brasileiro, nos últimos dez anos, o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) teve significativa influência. Trata-se de um produto de previdência privada complementar, que começou a ser comercializado em 2002, principalmente por meio do canal bancário, e que foi o principal impulsionador do crescimento do setor segurador, de um modo geral, e do ramo de Vida, particularmente, devido, em grande parte, a alguns incentivos fiscais que atraem recursos procedentes de fundos de investimento e de pensão.
Após vários anos de extraordinários crescimentos, em 2013 o seguro VGBL alcançou a cifra de 62.230 milhões de reais (28.870 milhões de dólares), apresentando aumento nos lucros de 4,5%, em moeda local. Este importante desenvolvimento fez com que este produto passasse a acumular share de 23% em 2003 para 43% em 2013.
Um item que deve ser considerado ao analisar a excelente evolução do Seguro de Vida no Brasil: é o importante papel da oferta combinada de produtos bancários e seguros na distribuição deste produto. Um dado revelador é que os primeiros grupos do ranking de Vida do país são companhias seguradoras vinculadas a bancos ou companhias seguradoras que têm acordos com bancos. Também é importante o peso destes grupos brasileiros no Seguro de Vida na América Latina, os três primeiros lugares do ranking de Vida da região.
Com relação aos ramos Não Vida, seu comportamento foi mais desigual. Exceto o exercício de 2009, que registrou uma queda de 1,5%, este segmento manteve uma tendência constante de crescimento real, alcançando taxas que nem sempre superaram o aumento do PIB. Os fatores que influenciaram esta evolução positiva foram: o aumento das vendas de veículos novos, que propiciou o desenvolvimento do Seguro de Autos, apesar da forte concorrência nas tarifas; a expansão dos seguros de garantia entendida, vinculados à venda de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos; e ao aumento do investimento em infraestrutura, devido aos grandes projetos iniciados (Mundial 2014, Jogos Olímpicos 2016 e exploração do pré-sal) que favoreceu o crescimento dos ramos de Patrimoniais, Caução e Responsabilidade Civil, entre outros.
O mercado segurador da América Latina registrou um comportamento muito positivo nos últimos dez anos, com um aumento nominal dos prêmios emitidos de 358% durante o período. O crescimento se manteve positivo durante todo o período, inclusive em 2009, quando a crise econômica internacional afetou seriamente as economias latino-americanas, e em oito dos dez anos analisados, conseguiu taxas de dois dígitos.
Este favorável desempenho deveu-se, principalmente, à boa situação econômica que a região atravessou nos últimos 10 anos, com aumentos no nível de empregos e na venda de bens e de automóveis, bem como, a positiva evolução da economia e à maior demanda de créditos de consumo e hipotecas, que influenciaram favoravelmente nos crescimentos do ramo de Vida.
Segundo o relatório, o potencial de crescimento do setor segurador se mantém independente da desaceleração econômica registrada atualmente por alguns países. As perspectivas para os próximos anos são otimistas, já que a região, no conjunto, continua tendo uma enorme projeção de desenvolvimento, e, além disso, o mercado segurador tem experimentado aumentos superiores ao PIB, conforme crescentes camadas da população melhoram seu nível aquisitivo e têm acesso a produtos e serviços antes não utilizados, como os oferecidos pelo mercado segurador.
Os países que mais aumentaram o volume de prêmios neste período foram, além do Brasil, que ocupa o primeiro lugar, a Venezuela e a Argentina.
A versão completa desse relatório pode ser consultada em: http://www.mapfre.com/documentacion/publico/i18n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1080258.
Crescer 12,4% num ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) está projetado para um patamar inferior a 1%. Esse é grande otimismo da Confederação Nacional de Seguros (CNseg), que congrega as empresas que atuam em seguros, previdencia, saúde, capitalização e resseguro. “Temos muito espaço para crescer e esse grande potencial da oferta de produtos e serviços para a sociedade, principalmente para as Pequenas e Médias Empresas, alimenta as nossas expectativas e investimentos”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg e da Bradesco Seguros, durante almoço de final de ano realizado com jornalistas, em São Paulo.
A expectativa em 2014, que até junho registrou R$ 155 bilhões em faturamento total (com saúde suplementar), alta de 7,9%, é encerrar o ano com avanço de 11,2%, sendo o maior incremento vindo da saúde suplementar (15,2%), planos previdenciários (11%), seguros gerais (9%), vida (5,9%) e capitalização (5%). “Nos últimos 15 anos passamos de uma representatividade de 1% para 6% do PIB e ainda temos uma jornada para atingir o tamanho que esse setor deve ter para apoiar o crescimento do Brasil”.
Em valores, a CNseg informa que a carteira de automóvel registrou vendas de R$ 26 bilhões até outubro de 2014, ramos elementares de R$ 28,9 bilhões, vida de R$ 25 bilhões, previdência com arrecadação de R$ 61,6 bilhões, capitalização de R$ 18 bilhões e saúde suplementar de R$ 60,8 bilhões, neste caso com dados até junho.
Um dos pontos destacados por Rossi foi a diversificação nas vendas. Estados como Sergipe, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, com exceção de 2012, foram maiores do que em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, ainda líderes em arrecadação. São Paulo ainda detém cerca de 50% das vendas e também do pagamento de indenizações.
Rossi destacou o quanto o mercado de seguros contribui para a sociedade e a economia com R$ 6,3 bilhões de sinistros pagos (Vida), R$ 28,2 bilhões sinistros pagos (Auto/RE), R$ 13,5 bilhões Resgates e Sorteios (Capitalização), R$ 35,2 bilhões regastes e benefícios (Previdência), R$ 49,1 bilhões em procedimentos médicos e R$ 1 bilhão em procedimentos odontológicos, com dados apresentados até outubro.
Na agenda da CNseg para 2015 boa parte do esforço das federações que compõem a confederação será tomada pelo trabalho na maior repercussão do setor junto aos poderes executivos e judiciários para melhorar as condições para o desenvolvimento da indústria de seguros, bem como em ações voltadas para a educação financeira. “Durante muito tempo tivemos dificuldades para mostrar a importância do setor tanto para o governo como para a sociedade”, finalizou Rossi.
Previdência – O entusiamo do segmento de previdência com 2015 chama-se previsibilidade segundo Osvaldo do Nascimento, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). “A nova equipe econômica acalmou a tensão dos investidores ao sinalizar que transparência e seriedade com as metas, itens primordiais para os contratos de previdência, um investimento que requer previsibilidade para traçar estratégias vencedoras para o longo prazo”, avaliou Nascimento. Segundo ele, a idéia é que o investidor possa investir, por exemplo, em planos de previdência lastreados em Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B) com vencimento em 2035, ou em NTN-Bs com vencimento em 2050. Negociados pelo Tesouro Direto, esses papéis pagam juros mais a inflação do período do investimento, medida pelo IPCA.
Apesar do elevado saque de recursos no início de 2014, quando os aplicadores assustaram-se com a rentabilidade negativa de diversos fundos em razão da marcação a mercados, o segmento de previdência encerra o ano com crescimento de dois, como tem sido na última década. De janeiro a outubro, a arrecadação somou R$ 61,6 bilhões, avanço de 10,2% comparado ao mesmo periodo do ano anterior. Segundo estudo estatístico com um balanço de 2014 e perspectivas para 2015 divultado pela CNseg, a expectativa é de que a previdência encerre 2014 com crescimento de 11% e 2015 avance 10,5%. Para sustentar o crescimento previsto para o próximo ano, Nascimento afirma que a agenda da Fenaprevi está pautada na educação financeira e no relacionamento com os órgãos reguladores.
“Nosso obejtivo é trazer mais diversificação no portfolio de produtos para atender a diversidade de prioridades dos brasileiros, que têm metas de médio e longo prazo, como compra da casa, escolar do filho ou mesmo garantir a sucessão da empresa”, explica. Para isso, conclui, temos de ter uma carteira de investimento com títulos lastreados em diversos prazos e que tragam uma rentabilidade diferenciada. De acordo com ele, um dos focos da previdência é o segmento empresarial, principalmente, via tipificação de produtos com novas soluções como produtos de renda, VGBL saúde, com tributação diferenciada, e de universal life. No seguro de vida, segundo Nascimento, a manutenção de renda da população impulsiona o crescimento do setor.
Seguros gerais – Paulo Marraccini, presidente da FenSeg, destacou o crescimento das vendas de seguros gerais para pequenas e médias empresas e em 2015 seguirá num ciclo ascendente. “Nada contra os jornalistas, mas os jornais mostram muito mais a crise do que os avanços do Pais. Eu viajo muito, principalmente pelo interior do Brasil, e vejo muitas obras concluídas, em andamento e outras que estão prestes a começar. Esse é o motor que vai manter as vendas de seguros gerais em movimento”, afirma o executivo que faz parte também do conselho da Allianz. Do crescimento de 9% projetado para 2014, em 2015 o indicar recua um pouco, para 7,6%. Durante 2014, o grande destaque, segundo Marraccini, foi o habitacional e pequenas e médias empresas. Neival Rodrigues, diretor da Fenseg, destacou também a regulamentação dos desmanches em âmbito federal, previsto para acontecer até maio de 2015.
Saúde – Marcio Coriolano, presidente da Fensaúde, destacou o crescimento da saúde suplementar. Com receitas abaixo apenas do segmento de previdência, a saúde suplementar deverá encerrar 2014 com faturamento de R$ 52 bilhões. Para 2015, a expectativa é crescer 15,8%, para R$ 60,8 bilhões. Boa parte do incremento é creditado a venda de planos de saúde para pequenas e médias empresas, que manterá sendo o foco das companhias para o próximo ano, assim como os programas de prevenção. “Todos buscam reduzir custos num momento de crise e esse foco se manterá tanto em nossos clientes, para que não arquem com contas ainda maiores, como das operadoras de saúde com sua base de fornecedores e também internamente”, comentou Coriolano.
Capitalização – O presidente da Fenacap, Marco Barros, afirmou que capitalização apresentou um percentual menor de crescimento, em virtude de 2014 ter sido um ano com outras prioridades para a população de menor renda, como a Copa do Mundo. “Estamos trabalhando no desenvolvimento de novos produtos para 2015, mas mesmo assim nossa expectativa de crescimento é modesta”, comentou.
Barros foi o porta-voz da “van premier” da nova do setor dentro do Programa Nacional de Apoio ao Trânsito, que será lançado no dia 16 de dezembro. O tom da campanha é “Se Liga” e visa conscientizar a sociedade que é preciso estar mais atento ao trânsito. Em 2013, como mostra os números do DPVAT, mais de 634 mil pessoas sofreram acidentes em 2013. “A legislação trata das questões como dirigir embriagado ou para quem utiliza celular. Nós vamos tratar da conscientização do condutor para diminuir os riscos. Temos que investir na educação infantil e nos jogos virtuais, além de simuladores que mostram os efeitos de uma colisão a 15 quilômetros por hora”, comentou Barros.
Números em destaque
150 mil empregos diretos
82 mil corretores de seguros
17 empresas de capitalização
48 seguradoras em beneficios
1.258 empresas em saúde suplementar
118 empresas de seguros gerais
16 resseguradoras locais
R$ 744 bilhões em investimentos até outubro de 2014
R$ 557 bilhões em reservas técnicas até outubro de 2014
R$ 117,7 bilhões em patrimônio líquido
Em tempo: as estimativas podem ser revisadas de acordo com o desempenho da economia brasileira, informa o rodapé da tabela dos dados estatísticos apresentados pela CNseg.
O último almoço do ano do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) foi realizado no dia 2 de dezembro, no Circolo Italiano, com a participação especial do presidente da Bradesco Seguros e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNSeg), Marco Antonio Rossi, que veio acompanhado do diretor Marco Antonio Gonçalves e de outros executivos da seguradora. Rossi trouxe uma mensagem otimista aos corretores de seguros em relação às oportunidades de negócios para os próximos anos, mas alertou sobre alguns desafios que precisam ser discutidos no presente, como a venda de seguros por meios remotos.
O bom desempenho do mercado de seguros nas últimas duas décadas, período em que saltou de 1% de participação no PIB para aproximadamente 6%, mais recentemente, traz ao presidente da Bradesco a certeza de que a atividade continuará em expansão. “No futuro, nenhum outro setor tem condições de ser melhor que o de seguros”, afirmou. Rossi citou o bom posicionamento do seguro na economia, que já ocupa a 12ª colocação no ranking global de participação no PIB, reconhecendo que ainda é preciso avançar no ranking mundial de consumo de seguros per capita, em que o país figura no 43º lugar.
“O brasileiro ainda compra pouco seguro. Mas, olhando para o futuro, não tenho dúvida de que as oportunidades para avançarmos são excepcionais e o cenário é espetacular”, disse. Até porque, segundo ele, existem muitas oportunidades de novos negócios em ramos que ainda não atingiram todo o seu potencial. “Existem 3 milhões de pequenas empresas que não possuem nenhum seguro; 152 milhões de brasileiros que não têm plano de saúde; 38 milhões de veículos que não estão segurados; 125 milhões de pessoas sem seguro de vida; 182 milhões que não têm plano odontológico; e, ainda, 58 milhões de residências que precisam de seguro. Há um mundo de oportunidades a serem aproveitadas”, disse.
Embora o segmento de corretagem tenha expandido sua atuação para além do seguro automóvel, Rossi considera que é possível conquistar novos negócios em diversos outros ramos, partindo, inclusive, da própria base de clientes. “Existem oportunidades de expansão, mas ainda temos uma força de venda pequena em relação a determinados produtos. Não apenas os corretores, mas também as seguradoras poderiam investir no cross-sell”, disse. Neste ponto, o mentor do CCS-SP, Adevaldo Calegari, reforçou: “Nós, corretores, às vezes temos clientes com um único risco, mas que poderiam ter muito mais. Vale à pena repensar isso”, disse.
Seguro e governo
Na visão de Rossi, o setor de seguros conquistou mais prestígio junto ao governo, ampliando seu espaço para interlocução, além de assumir sua condição de parceiro. “O setor é por natureza a primeira PPP, porque atua em áreas que o Estado não consegue alcançar a todos, como saúde e previdência”, disse. O aumento da expectativa de vida da população e o envelhecimento acelerado são transformações da sociedade brasileira que, em sua opinião, criam oportunidades de atuação do setor de seguros.
Nesse contexto de mudanças, Rossi citou o exemplo da Bradesco Seguros, que além de realizar aquisições e fusões com empresas de diversas áreas (odontologia, tecnologia, serviços etc.), também adotou novo modelo de atuação. Concebido em 2013 e efetivado neste ano, o modelo promove a integração comercial de todas as dependências e operações da seguradora no país, com base na visão única do cliente. “Hoje, temos uma equipe especializada que só atende corretores e as sucursais, antes divididas por áreas, agora oferecem atendimento para todos os produtos”, disse.
Desafios
Rossi não duvida que o mercado de seguros avance muito nos próximos anos, mas reconhece que existem desafios. “Precisamos discutir sobre como nos adaptar às transformações da sociedade, principalmente, em relação ao uso de tecnologias”, disse. Em sua opinião, a compra de seguros nos próximos anos, principalmente de produtos massificados e mais simples, será predominantemente por meios remotos, sobretudo por celular. “Sempre digo que o celular mudou a vida das pessoas e mudará também a do mercado de seguros”, disse.
Ele citou o exemplo do banco Bradesco, que no final de novembro havia atingido a marca recorde de 12 milhões de transações por meio de celular, superando o patamar do mês anterior, de 9 milhões. “Talvez, em 15 dias já tenhamos atingido 15 milhões de transações. Então, como vamos nos adaptar a essa transformação da sociedade? Temos de transformar esse desafio em oportunidades de negócio”, observou.
Homenagem
O mentor Calegari reservou uma parte do evento à homenagem especial que o CCS-SP dedicou ao seu ex-mentor Luis López Vázquez, atual presidente da APTS. Rossi fez a leitura dos dizeres da placa que foi entregue por Calegari. “Um dos sentimentos mais bonitos é o da gratidão. A nossa gratidão a este nosso amigo que tanto fez pelo mercado”, disse Calegari. Em breve discurso, Vázquez, agradeceu à entidade a honraria recebida.
Um jato executivo da Embraer (modelo Phenom 100) caiu em uma casa Condado de Montgomery, no estado norte-americano de Maryland. Segundo um oficial do Corpo de Bombeiros, ao menos três pessoas que estavam a bordo morreram.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros local, Pete Piringer, afirmou que informações preliminares indicam que ao menos três pessoas estavam a bordo e não sobreviveram ao acidente, que atingiu uma casa em Gaithersburg, um subúrbio de Washington DC.
Segundo Piringer, o jato atingiu uma casa e o acidente causou um incêndio em outras duas. O fogo já está controlado e eles estão buscando pessoas que poderiam estar nas casas.
Um porta-voz da Agência Federal de Aviação (FAA, em inglês) dos Estados Unidos afirmou que o jato EMB-500, da Embraer, estava se aproximando do pequeno aeroporto do condado. O Conselho Nacional de Segurança no Transporte está mandando uma pessoa ao local para investigar o acidente.
A Yasuda Marítima, subsidiária do Grupo Sompo Japan Nipponkoa, lança a partir desta segunda-feira, dia 8 de dezembro, seu novo site institucional. Agora, ao acessar www.yasudamaritima.com.br, o usuário passa a contar com todos os serviços e informações disponíveis num único espaço, que substitui os sites da Yasuda Seguros e Marítima Seguros.
O novo site integrado foi desenhado de maneira a permitir uma navegação mais fácil e rápida. Com um visual moderno, categorizado por cores e navegação amigável, também foi totalmente estruturado com objetivo de facilitar o acesso às informações e a busca por assunto. Dessa forma, o usuário pode encontrar a informação ou acionar o serviço de que necessita sem acessar diferentes páginas.
O site já contempla num único espaço o acesso aos portais específicos de cada público: Corretor, Segurado, Prestador de Serviços, Assessorias de Seguros, Transportes (Concessionários, Transportes e Averbação Transporte), além do Portal Yasuda Marítima Saúde, voltado às Empresas Seguradas, aos Segurados e aos Prestadores de Serviço desse ramo.
Por meio do site é possível efetuar uma busca que indica os corretores cadastrados, centros automotivos, filiais ou postos de vistoria mais próximos do consumidor. Com número de apólice e CPF, o segurado acessa os dados referentes ao seu seguro, tira dúvidas e endereça solicitações e documentos com segurança e conforto. Também é possível consultar toda a Rede Referenciada da área de Saúde, acompanhar as novidades e notícias da companhia, bem como verificar os descontos disponíveis nas redes parceiras do Clube de Benefícios Yasuda Marítima.
Integração
A iniciativa faz parte da estratégia de integração das marcas e acontece após a aprovação definitiva pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados da incorporação da Yasuda Seguros pela Marítima Seguros. Dentro do processo de integração, a Yasuda Marítima também já lançou sua página no Facebook (http://www.facebook.com/yasudamaritimaseguros?fref=ts), no ar desde outubro, assim como Linkedin e Twitter.
Entre janeiro e outubro desse ano, o faturamento global do setor de capitalização registrou um crescimento de 5,13% em relação ao mesmo período de 2013, atingindo os R$ 18 bilhões. Os dados da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) comprovam que o título de capitalização continua sendo uma opção atraente para quem pretende guardar dinheiro e, ao mesmo tempo, concorrer a prêmios. Ser sorteado e poder realizar sonhos é uma grande motivação para economizar e manter uma reserva financeira. No período, os prêmios distribuídos em sorteios ultrapassaram R$ 1 bilhão, o que representa um aumento de 20,55% em relação ao mesmo período do ano passado. O montante equivale ao pagamento de R$ 5,3 milhões a clientes contemplados por dia útil. A região Sudeste concentrou o maior volume de prêmios distribuídos, R$ 456,9 milhões pagos a clientes dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.
O volume das reservas técnicas – valores acumulados pelos clientes que serão devolvidos sob a forma de resgates – cresceu 14,2%, atingindo a marca de R$ 29,3 bilhões. E os valores das economias feitas pelos clientes, devolvidos ao fim do prazo de capitalização, atingiram R$ 12 bilhões, registrando um aumento de 14,66% em relação ao mesmo período do ano passado.
“A chegada do fim do ano, com a entrada de dinheiro extra do 13º salário, é um bom momento para pensar em organizar o orçamento familiar. Com o título de capitalização, o consumidor tem o estímulo dos sorteios para economizar. Além de fazer uma reserva financeira, que resgata ao fim do prazo de vigência, participa dos sorteios, com chance de antecipar sonhos e projetos de vida”, diz Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap.
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