Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana divulga seus finalistas

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O “Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana”, ação da Lynx Consultoria em parceria com a Liberty Seguros e o Projeto Sinal Livre, já tem seus finalistas. Com o tema “Como a sua iniciativa contribui para uma cidade ideal?”, a ação registrou 47 projetos inscritos, sendo as ações classificadas “Calçadas do Brasil”, “Fairbikes – Faça estas bicicletas aparecerem!”, “Que ônibus passa aqui?”, “SampaPé!” e “Time Mob SP”.

Os projetos finalistas ficar disponíveis no site www.premiosinallivre.com.br para voto popular, onde ficarão até a próxima quinta-feira (11). Os internautas precisarão se cadastrar no site para votar, garantindo um único voto por pessoa, de acordo com o CPF.

Os cinco finalistas participarão do evento de premiação, que será realizado no dia 18 deste mês. Durante o encontro, aberto apenas para convidados, também haverá um debate para promover a discussão sobre os caminhos e tendências para uma cidade ideal. O vencedor receberá R$ 10 mil para investir em seu projeto.

“A premiação, além de reconhecer a importância da causa, é um estímulo para que o projeto possa ser ampliado e até mesmo reproduzido em outros locais onde há a necessidade ações de iniciativa de mobilidade”, explica Karina Louzada, superintendente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros.

O “Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana” tem como principal objetivo a difusão de boas práticas para estimular o engajamento e a conscientização dos brasileiros para uma locomoção mais segura ancoradas nos pilares da mobilidade verde, fluidez e segurança no trânsito.

Instituto GPP faz pesquisa com público durante a inauguração

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Paz, amor, emoção, alegria, Natal, família, felicidade e beleza são apenas algumas das palavras que descrevem o sentimento dos entrevistados pelo Instituto GPP durante a inauguração da 19ª Árvore de Natal da Bradesco Seguros – a maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Records – em 29 de novembro, na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Para 64% dos entrevistados, o grande momento da inauguração é presenciar o acendimento da Árvore. Outro dado relevante é que, a cada ano, um novo público prestigia o evento. Nesta edição, 52% assistiram ao espetáculo pela primeira vez.

Entre os entrevistados, 86% identificam a Bradesco Seguros como patrocinadora e 83% consideram que a iniciativa impacta a marca positivamente. De acordo com o instituto, 90% dos entrevistados avaliaram positivamente o evento como um todo e pretendem voltar no próximo ano, e 81% dos consultados recomendariam o evento para familiares e amigos.

O GPP identificou, também, que cerca de 90% dos entrevistados eram moradores do Rio e Grande Rio, sendo a maioria de bairros da Zona Sul e Zona Oeste. Deste percentual, 69% estavam acompanhados de suas famílias. Como em anos anteriores, 44% das pessoas prestigiaram o evento usando transporte público, deixando o carro em casa. Uma forma de conscientização da população com a mobilidade urbana.

Como Roberto G. Uhl, da Argo, vê o mercado segurador em 2030

Artigo

Quando criança, sempre imaginei em ter uma máquina do tempo, onde pudesse viajar e descobrir como seria nossa sociedade, em um futuro não tão distante. Mais recentemente, voltei com estes pensamentos, mas traçando um paralelo com o mercado onde atuo e sempre atuei e decidi transcreve-los. Considerando as tendências sociais, econômicas e tecnológicas, o mercado de seguros em 2030 será completamente diferente.

As seguradoras, que serão em menor número do que as que existem atualmente, atuarão puramente como gestoras dos fundos de risco, zelando pela sua solvência e resultados. Todo o resto da cadeia, sendo a distribuição, os serviços agregados e benefícios serão feitos por empresas separadas, que até poderão pertencer às seguradoras, mas terão vida independente.

O processo de contratação passará por profunda transformação e nada se lembrará do modelo atual. O segurado não irá preencher questionários de avaliação e as seguradoras não irão fazer análises de risco e emitir propostas ou cotações. Com o volume de dados cada vez mais disponível, as seguradoras já terão acesso a todas as informações necessárias (e até as desnecessárias) para a tomada e formalização do risco. O atual certificado de cobertura em papel será substituído por aplicativos e sistemas específicos voltado para multimídias, onde os segurados poderão acessar e acionar o seguro de forma online. Lembrando que a internet será muito mais rápida, estável e acessível.

O pagamento do seguro será feito por moedas digitais ou cartão de crédito.

Outra característica importante será o monitoramento em tempo real do risco pela seguradora. Ou seja, quando uma pessoa utilizar seu carro “eco automatizados ”, a seguradora saberá onde está rodando o veículo, se a região é propensa a sinistros, se possui alto índice de roubo ou se é uma estrada perigosa, propensa a acidentes e até mesmo saber e informar de que forma com que o veículo está sendo conduzido está agravando o risco, por exemplo, se o motorista está a 200 km/h em uma via com pista molhada, se os freios estão desgastados e precisam ser trocados, se a calibragem dos pneus está desregulada ou se o carro está dentro do subsolo de um estacionamento vigiado.

Da mesma forma, as mercadorias sairão da linha de produção de impressoras 3Ds devidamente seguradas e monitoradas pela seguradora durante todo o período de transporte, assim como o andamento de obras, os sistemas de segurança das casas inteligentes e fábricas auto sustentáveis, ou seja, dentro deste novo mundo interconectado que teremos em 2030, o mercado segurador se beneficiará fortemente, integrando de forma permanente no dia-a-dia do segurado.

Inclusive nos seguros de pessoas, a seguradora poderá obter informações muito mais precisas e até se antecipar se o segurado estiver em situação de perigo, que possa acarretar em acidentes ou mesmo morte.

A classificação de ramo de seguros como existe hoje também cairá em desuso e existirá o risco e a sua respectiva cobertura e as seguradoras, inclusive, serão capazes de informar, em tempo real, se o evento experimentado pelo segurado foi passível de cobertura ou não.

Para cada risco haverá inúmeras opções digitais de serviços de prevenção de perdas , de assistência e até mesmo de antecipação de sinistros para os segurados, com o objetivo de evitar a experiência de um sinistro e logicamente evitar ou mitigar perdas. Assim, as relações com os segurados serão muito mais transparentes e recíprocas, fazendo com que a instituição seguro ganhe ainda mais relevância para empreendedores e cidadãos.

Com relação aos corretores de seguros, permanecerá o papel de principal distribuidor, mas os trabalhos burocráticos e o apoio no processo de contração e pagamento não serão mais tão necessários e a participação dos corretores neste cenário será a de agregador dos seguros e serviços disponíveis, inclusive com produtos de marca própria.

Finalmente, ressalto que erros em previsão são muito normais, inclusive muito mais factíveis que o próprio acerto e a minha pretensão, muito mais que acertar o futuro ou descrever um cenário perfeito, é convidar a todos que trabalham no mercado segurador a pensar no futuro desta indústria, pois além de divertido pode ser uma ótima oportunidade de inovação e transformação.

*Gerente de Linhas Profissionais da Argo Seguros

Revista Exame: O poder do monolito

exameReportagem da revista Exame coloca Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e da CNseg, como principal candidato na linha de sucessão de Luiz Carlos Trabuco, cotado para deixar a presidência executiva para assumir o posto de Lázaro Brandão, na presidência do Conselho do Bradesco.

Fonte: Revista Exame

por Giuliana Napolitano

O CARGO DE MINISTRO DA fazenda é o segundo mais poderoso da República. É a consequência lógica de nossa estrutura econômica, em que o Estado sufoca a sociedade, que tenta se virar para gerar as riquezas que vão, ao fim do processo, sustentá-lo. O governo federal acumula tantas atribuições que o chefe da Fazenda acaba sendo o chefe da economia – suas canetadas, afinal, podem selar o destino de setores inteiros.

Como, então, Luiz Carlos Trabuco, o presidente do Bradesco, disse “não” ao convite para assumir o posto? Estamos no terreno da especulação, já que ele não fala no assunto, mas hoje Trabuco – mesmo no auge da carreira, mesmo com sua situação financeira resolvida para todo o sempre – não é mais dono de seu destino. Aos 63 anos, ele está nos estágios finais de sua formação para suceder a maior lenda do mercado financeiro nacional. Lázaro Brandão, o senhor de 88 anos que comanda, até hoje, o segundo maior banco privado do país. Só quem conhece a cultura criada por Brandão consegue entender: Trabuco não poderia mesmo dizer “sim” a Dilma Rousseff. Um processo tão aguardado, tão calculado e tão sensível que não poderia ser posto em segundo plano por um cargo em Brasília. Por mais poderoso que seja.

O processo sucessório ganhou clareza em março deste ano, quando Trabuco assumiu o cargo de vice-presidente do conselho de administração. Ali, Brandão dava um sinal aguardado há anos: quem ele escolhia como seu provável sucessor. Mas que ninguém confunda a escolha com qualquer pressa para efetivá-la. Há 72 anos no Bradesco, onde começou a trabalhar numa agência em Marília, no interior de São Paulo, “seu” Brandão, como é chamado por funcionários e altos executivos do banco, é, no papel, o presidente do conselho de administração. Na prática, é o mais próximo de um dono que o grupo tem. Hoje, o controle da instituição é dividido entre executivos, conselheiros e herdeiros de Amador Aguiar, fundador do banco. Juntos, eles têm 38% do capital. A fatia de Brandão não é divulgada, mas pessoas próximas estimam que não chegue a 1%. Graças ao peculiar modelo de gestão do Bradesco, porém, essa pequena participação tem sido suficiente para dar a ele a palavra final em todas as decisões estratégicas. Desde que assumiu o conselho, em 1990, após o afastamento de Amador Aguiar, que faleceu em 1991, ninguém, nem os herdeiros, nem outros executivos, nem investidores, teve interesse em mudar isso. “Somos como um monolito”, diz Brandão. “Os funcionários trabalham pelo conjunto, e o grande objetivo é preservar nossa cultura e a consistência que temos ao executar tarefas e nos posicionar no mercado.”

Tudo indica que caberá a Trabuco a função de preservar a cultura de que fala Brandão. O Bradesco se tomou um dos maiores bancos do Brasil apoiado num modelo de gestão que, na teoria, tem tudo para dar errado. E quase uma anticartilha da “gestão moderna”. A hierarquia é rígida, a rotina é pouquíssimo flexível (conseguir emendar um feriado é uma vitória) e o tempo de casa pesa nas promoções. Entre os 18 vice-presidentes e diretores executivos, apenas um está no banco há menos de dez anos – oito são funcionários desde a década de 70, e outros cinco, desde os anos 80. Além disso, a remuneração variável dos executivos parece mais um programa de participação nos lucros do que uma política antenada de bônus. Os profissionais só recebem algum extra quando os resultados do banco superam as metas, e o valor é igual para todos de um mesmo nível hierárquico – com raras exceções, não há recompensas se as metas individuais forem cumpridas. “Há um aspecto religioso na gestão do banco, de que o homem se realiza pelo trabalho”, diz Antonio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda.

As linhas centrais desse modelo de gestão foram criadas por Aguiar, mas aprofundadas por Brandão e, no modelo imaginado por ele, terão de ser preservadas por quem sucedê-lo. Pelo estatuto do banco. Trabuco terá de sair da presidência executiva em 2017, logo após completar 65 anos – depois disso, poderia ficar apenas no conselho, como Brandão. Assim, também está em curso um processo que vai definir seu sucessor. Hoje, o nome que encabeça a lista de cotados para o cargo é o de Marco Antonio Rossi. Há 33 anos no Bradesco, ele foi promovido a presidente da seguradora do grupo em 2009, quando Trabuco deixou o posto para assumir o banco.

Executivos de outras instituições dificilmente se adaptam a esse esquema. Nem o conselho de administração tem membros realmente independentes. As cadeiras são ocupadas por ex-funcionários, herdeiros de Amador Aguiar e, agora, por Trabuco. E Brandão não pretende mudar isso. “Um integrante externo, mesmo que seja qualificado, tem uma atuação mais restrita. Os egressos do nosso quadro são mais habilitados para avaliar nossas ações”, diz ele. “Em tese, o Bradesco vai contra todos os manuais de boa gestão”, diz Jorge Maluf, sócio especializado em finanças da consultoria Korn Ferry. “Mas o fato é que funciona.” Sob a gestão de Lázaro Brandão, o Bradesco se tomou um dos bancos mais robustos do mundo. A carteira de crédito aumentou mais de 100 vezes. O lucro, que não chegava a 150 milhões de dólares em 1981, quando ele assumiu a presidência executiva, atingiu 6 bilhões de dólares em 12 meses. O número de agências passou de 970 para cerca de 4 700, e o grupo fez em tomo de 20 aquisições, de bancos (como o BCN e o BMC), de gestoras, da bandeira de cartões American Express e da corretora Ágora. Também sobreviveu a sete planos econômicos e a cinco mudanças de moeda, enquanto concorrentes de peso, como Bamerindus, Econômico e Nacional, sucumbiram.

Nada disso é fruto de grandes malabarismos. Ao contrário. A marca do Bradesco sempre foi mudar quando preciso, mas de forma conservadora – mesmo quando significava deixar a concorrência passar na frente. Foi uma das últimas instituições a dividir os clientes por perfil de renda, há pouco mais de dez anos. “Brandão resistiu porque achava que ia contra a filosofia original do banco, de valorizar os pequenos poupadores e tratar todos os clientes da mesma forma. Depois de um tempo, foi convencido pelo Márcio Cypriano (ex-presidente do Brades)”, diz um antigo vice-presidente. Em outros pontos, ele não foi convencido. Até hoje, não abre mão de manter o controle dos bancos comprados, sem mexer na estrutura de comando do Bradesco. Essa foi a principal razão que inviabilizou – mais de uma vez – a compra do Unibanco. Na década de 70, Amador Aguiar e Walther Moreira Salles, então presidente do Unibanco, assinaram um protocolo de fusão das duas instituições, mas a possibilidade de ter de fazer concessões levou Aguiar a desistir do negócio. O Unibanco acabou se associando ao Itaú em 2008 – o arquirrival se tornou o maior banco privado do país, posto que havia sido do Bradesco por quase 60 anos. A notícia foi dada a Brandão, por telefone, por Carlos Pestana, na época presidente do conselho do Itaú. “Disse: ‘Façam bom proveito’. O modelo de gestão que o Itaú e o Unibanco adotaram não funcionaria aqui”, diz Brandão.

Por mais que os executivos do Bradesco tentem minimizar o fato, perder a liderança foi um tremendo baque. Alguns funcionários choraram ao receber a notícia. Outros ficaram sem saber o que dizer aos clientes e aos subordinados. “A sensação era de perda de identidade”, diz um ex-diretor. “Até hoje eles pensam em como dar o troco.” Por enquanto, o troco veio essencialmente na forma de crescimento orgânico, com a abertura de agências e a captura de clientes nos cafundós do país. Hoje, o banco tem mais agências do que o Itaú e instalou postos de atendimento em dois barcos que percorrem povoados na Amazônia – mudanças que ajudaram a diminuir a diferença de tamanho entre os concorrentes (veja quadro na pág. 132). O Bradesco não comenta, mas executivos de mercado dizem que o banco continua avaliando aquisições, inclusive de grandes instituições, como o Santander no Brasil.

Muitos executivos do setor financeiro são conhecidos pela agressividade. Faz parte da egolatria típica do mundo das finanças o desejo de ter esse tipo de fama. Brandão é descrito como um sujeito paciente, cuidadoso e disciplinado. Prefere pedir em vez de sair dando ordens e nunca – pelo menos de acordo com quase duas dezenas de pessoas ouvidas para esta reportagem – levanta a voz. “Ele faz questão de mostrar simplicidade”, diz Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central. Talvez a característica se deva a suas origens. Aos 16 anos, pouco antes de começar no Bradesco, o sonho de Brandão era trabalhar no Banco do Brasil. Filho de uma dona de casa e de um administrador de fazendas, ele chegou a fazer um cursinho para se preparar para o concurso do BB. Enquanto esperava o banco estatal abrir vagas, aceitou a sugestão de um parente e foi trabalhar na Casa Bancária Almeida, instituição fundada em Marília que deu origem ao Bradesco. Entrou em 1942 como escriturário, responsável por ajudar a contabilizar a movimentação financeira da agência. Meses depois, seu primeiro chefe fez a seguinte avaliação de seu trabalho para a direção: “Funcionário de futuro. Apesar de sabermos que essa matriz não estuda aumentos de vencimento nesta época, tomamos a liberdade de solicitar para este funcionário, visto que o mesmo só pode se manter com muita dificuldade”.

Com o tempo, o comportamento de Brandão virou o padrão a ser seguido no banco. A imagem a ser passada é a de que o trabalho vem antes de tudo. Espera-se que todos os altos executivos e conselheiros cheguem ao banco às 7 da manhã e fiquem lá até a noite. Muitas vezes, almoçam na sede da instituição, em Osasco, na Grande São Paulo, com clientes ou investidores. Trabalham juntos, numa mesma sala, e tiram férias no seguinte esquema: duas semanas no primeiro semestre e duas semanas no segundo. Têm hobbies discretos – a maioria é dona de fazendas ou imóveis -, desde que não atrapalhem o dia a dia no banco. Brandão tem uma fazenda em Itatiba, no interior de São Paulo. Já plantou café, criou gado leiteiro e, hoje, cultiva eucalipto. Há cerca de sete anos, ele decidiu fazer aulas de alongamento e equilíbrio com um personal trainer em seu apartamento, no bairro do Itaim, em São Paulo. Começou nas férias, gostou e resolveu continuar. Mas havia um problema: para conseguir chegar ao banco às 7, teria de começar a aula às 5 da manhã, e o personal trainer, segundo o relato de um conhecido, achou cedo demais. Depois de alguma negociação, ambos concordaram com 5h45, três vezes por semana. “Nesses dias, chego ao banco às 7hl5”, diz Brandão.

Descontada a parte que é puro teatro, há elementos desse modelo que existem porque ajudam os negócios. O fato de executivos e conselheiros darem expediente lado a lado, todos os dias, no mesmo horário facilita a análise de temas que, na maioria das companhias, precisaria esperar a próxima reunião do conselho para entrar em pauta. “A cúpula está sempre disponível para discutir, e isso dá agilidade às decisões. E assim há anos”, diz Alcides Tápias, ex-vice-presidente do Bradesco, onde trabalhou por 40 anos. Na época de Amador Aguiar, os diretores sentavam todos juntos numa mesma mesa, o “mesão”, que não tinha gavetas, dizia Aguiar, “para não acumular papel”. Um exemplo de agilidade foi a reação à perda da licitação para operar o Banco Postal como parceiro dos Correios em 2011. Para continuar atuando em municípios em que só estava presente por meio do Banco Postal, o Bradesco saiu abrindo agências – em seis meses, inaugurou 1000 filiais, o equivalente ao total, somado, de HSBC e Citi no Brasil.

Ao planejar a sucessão, o Bradesco tem uma vantagem em relação aos concorrentes, na opinião de analistas: não precisa de um “camisa 10”. “O banco tem uma estrutura de formação de executivos: recruta jovens, treina durante anos e vai promovendo os que se destacam”, diz um profissional de mercado. Trabuco segue esse padrão. Em alguns aspectos, mimetiza a carreira do chefe. Começou a trabalhar no banco aos 17 anos, como escriturário numa agência de Marília (exatamente como Brandão). Foi subindo até que se tornou presidente da Bradesco Seguros em 2003. Sua gestão chamou a atenção de Brandão pelo desempenho – com as mudanças que fez, reorganizando diretorias e aumentando a eficiência da empresa, a seguradora passou a responder por mais de um terço dos resultados do banco – e pela postura adotada por Trabuco, segundo pessoas próximas. Bem-humorado e cordial, gosta de mostrar que é um sujeito de hábitos simples. Às vezes, exagera – é mais provável ouvido dizer que assistiu ao último programa do apresentador José Luis Datena do que comentar o trabalho dos filósofos que admira desde a faculdade (ele é formado em filosofia na Universidade de São Paulo e tem pós-graduação em psicologia). Ao comentar algum aspecto do mercado financeiro nacional, não é raro fazer a ressalva de que seu conhecimento é limitado. Quando fala sobre sua carreira no banco, diz que sua ascensão é fruto de um “processo evolutivo” e que tenta sempre dar o melhor de si mesmo. Em qualquer outro lugar soaria meio ridículo o excesso de humildade. Mas é 100% Bradesco.

Promovido à presidência em 2009, Trabuco tinha a missão de fazer “mudanças com continuidade”, frase que repetiu à exaustão quando assumiu. Reorganizou a diretoria – profissionais com décadas de casa deixaram o banco – e criou um programa de treinamento em faculdades de ponta no exterior, como Harvard e Colúmbia (o primeiro da história do Bradesco). Além disso, coordenou a expansão do banco entre clientes de baixa renda e, mantendo o conservadorismo tradicional, evitou que a instituição tivesse os graves problemas de inadimplência que o Itaú enfrentou. “O Bradesco, por ter mais experiência em emprestar para os mais pobres, soube administrar melhor a forte expansão do crédito na última década”, diz William Landers. administrador de ativos na América Latina da BlackRock, maior gestora de recursos do mundo. Isso ajuda a explicar por que as ações do Bradesco subiram mais nos últimos dez anos: a alta média foi de 16% ao ano, já descontada a inflação, enquanto os papéis de Itaú e Banco do Brasil valorizaram 11%, segundo a consultoria Economatica. Em períodos mais longos, a valorização do Itaú é maior, e os analistas atribuem isso ao fato de o banco ser mais rentável do que o Bradesco. Brandão diz que a sucessão é “algo que vai se cristalizando” e que será “importante para manter a continuidade”. Para ele, quanto menos surpresas, melhor.

Seguro DPVAT: um aliado do brasileiro

ricardo xavierPor Ricardo Xavier

Em dezembro, o Seguro DPVAT completa 40 anos. Criado para indenizar vítimas de acidentes de trânsito em caso de morte, invalidez permanente e despesas médicas, o DPVAT se tornou o maior seguro do Brasil pelo seu alcance social. Em 2008, através de lei federal, a Seguradora Líder-DPVAT assumiu a administração do benefício, profissionalizando a gestão.

Prova disso foi o aumento exponencial das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT durante a gestão da Seguradora. No ano de 2008, foram registrados 272.003 pagamentos, enquanto, em 2013, 633.845 indenizações foram entregues, alta de 133% em cinco anos.

Desde que iniciou a gestão, a Seguradora Líder-DPVAT não tem poupado esforços em ampliar o acesso da população brasileira ao benefício. Em 2013, a Seguradora consolidou bem sucedida parceria com os Correios, somando, assim, mais de 7.700 pontos de atendimento em todo o país.

No primeiro semestre de 2014, conforme relatório de administração, a operação do Seguro DPVAT arrecadou R$ 5,29 bilhões. Seguindo a legislação vigente, deste valor, 45% foram enviados ao SUS, para o custeio do atendimento das vítimas de acidentes de trânsito, e 5% ao Departamento Nacional de Trânsito, para programas de educação e de prevenção. Já o pagamento de indenizações e constituição de reservas técnicas – exigência legal do mercado segurador – representaram 44,3%.

As contas da Seguradora Líder-DPVAT são auditadas pela Superintendência de Seguros Privados. A margem de lucro das seguradoras consorciadas em razão da operação do Seguro DPVAT é limitada por lei a 2% antes dos impostos. O lucro líquido é de 1,2%. A gestão do Seguro DPVAT, que protege mais de 200 milhões de brasileiros, custa somente 3,5% dos recursos arrecadados (percentual das despesas administrativas).

Como desafio para os próximos anos, a Seguradora deseja fortalecer o investimento em campanhas educativas, além de coibir a ação de intermediários, que agem de má fé, cobrando pelo acesso ao Seguro DPVAT, que é gratuito. A Seguradora combate esses falsos “amigos” das vítimas, divulgando informações para a população sobre os pontos de atendimentos oficiais, como os Correios.

O DPVAT é uma conquista do brasileiro, que auxilia a vítima ou seus herdeiros, principalmente famílias carentes, em um momento imprevisível, porque ninguém imagina que um dia poderá sofrer um acidente de trânsito. São 40 anos de trabalho e milhares de pessoas indenizadas.

Licenciamento de veículos acumula queda de 8,4% até novembro, informa Anfavea

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na quinta-feira, 4, em São Paulo, o desempenho de mercado, produção e exportações de autoveículos e máquinas agrícolas e rodoviárias em novembro e no período acumulado do ano.

O licenciamento de autoveículos em novembro, que registrou 294,7 mil unidades, foi 4% inferior no comparativo com outubro deste ano – 306,9 mil. Na análise com novembro de 2013 o resultado foi menor em 2,7%, quando foram comercializadas 302,9 mil unidades. No acumulado do ano a queda foi de 8,4% com 3,13 milhões de veículos este ano e 3,41 milhões no ano passado.

Na visão de Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, apesar do resultado negativo o ritmo de vendas continua em ascensão no segundo semestre: “Novembro registrou um dos melhores ritmos de vendas diárias do ano até agora, um sinal claro de que o consumidor continua ávido pela compra de veículos. A expectativa é de que este ritmo se mantenha ou até aumente em dezembro”.

Em novembro a produção de 264,8 mil autoveículos representa retração de 9,7% tanto no comparativo com outubro, com 293,3 mil, quanto com o mesmo mês do ano anterior, quando foram fabricadas 293,2 mil unidades. Saíram das linhas de montagem nos onze meses transcorridos deste ano 2,94 milhões de veículos, baixa de 15,5% ao se defrontar com os 3,48 milhões de 2013.

As exportações no ano mostram declínio de 40,6% ao se comparar as 310,8 mil unidades deste ano com as 523 mil de 2013. Em novembro deixaram o País 26 mil veículos: crescimento de 10,5% com relação as 23,5 mil de outubro e contração de 42,6% no comparativo com as 45,2 mil de novembro do ano passado.

Caminhões e ônibus
A comercialização de caminhões em novembro ficou estável ante outubro: ambos os meses registraram 12,2 mil unidades. Há crescimento, porém, na análise contra novembro do ano passado, quando foram vendidas 11,6 mil unidades, o que indica alta de 4,4%. No período acumulado de 2014 as vendas foram inferiores em 12% – 123,4 mil este ano e 140,1 mil em 2013.

O resultado da produção de caminhões em novembro de 2014, com 11,8 mil unidades, também ficou abaixo, em 5%, das 12,4 mil unidades de outubro e 20,2% menor sobre as 14,7 mil de novembro do ano passado. Os fabricantes registraram redução de 24,2% quando comparadas as 136,3 mil unidades deste ano com as 179,7 mil de 2013.

As exportações no acumulado foram menores em 26,7%: 16,9 mil caminhões este ano e 23 mil no ano passado. Já no comparativo mensal o segmento encerrou novembro com acréscimo de 12,3% com 1,6 mil no período e 1,4 mil em outubro e decréscimo de 33,4% no comparativo com novembro de 2013 com 2,3 mil unidades.

No segmento de ônibus, o licenciamento terminou o mês com recuo de 18,8% ao se comparar as 2,3 mil unidades de novembro com as 2,9 mil de outubro. O setor apresentou diminuição de 15% frente as 2,7 mil unidades vendidas em novembro do ano passado. O resultado no acumulado, com 25,2 mil unidades, está 15,2% inferior com relação as 29,7 mil de 2013.

A produção nos onze meses já transcorridos deste ano está 15,9% menor do que no ano passado, quando 38,5 mil chassis para ônibus saíram das fábricas – este ano o volume chegou a 32,3 mil. Apenas em novembro de 2014 foram fabricadas 1,8 mil unidades, o que significa retração de 31,6% frente as 2,7 mil de outubro e declínio de 44,4% contra as 3,3 mil de novembro de 2013.

As exportações de ônibus no mês subiram 12%: 662 unidades em novembro e 591 unidades em outubro. Quando defrontado o resultado com novembro de 2013 a queda foi de 38,6%, com 1,1 mil unidades naquele período. No acumulado a baixa foi de 30,5% – 6,1 mil este ano e 8,8 mil no ano passado.

Máquinas agrícolas e rodoviárias
As vendas no segmento agrícola apresentaram retração de 16,6% até o décimo primeiro mês deste ano, com 64,4 mil unidades em 2014 e 77,2 mil no ano passado. Na análise de novembro contra outubro a baixa foi de 21%, com 5,3 mil produtos e 6,7 mil, respectivamente. No comparativo com as 6 mil unidades de novembro de 2013 a queda foi de 12,5%.

A produção em novembro deste ano, com 6,4 mil máquinas, recuou 19,9% quando comparada com as 7,9 mil do mês anterior e 22,4% ante as 8,2 mil unidades de novembro do ano passado. No acumulado do ano, 78,7 mil unidades deixaram as fábricas, resultado menor em 16,2% frente as 93,9 mil unidades de 2013.

De janeiro a novembro foram exportadas 13 mil máquinas, o que representa baixa de 10,2% contra as 14,5 mil de igual período de 2013. Só no mês de novembro o setor exportou 1,1 mil unidades, 15,5% a menos do que as 1,3 mil de outubro e recuo de 16,6% com relação as 1,3 mil de novembro do ano passado.

AGCS divulga estudo sobre Segurança da Aviação

hackersA Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) lança o estudo ‘Global Aviation Safety’, que revela que os acidentes aéreos de 2014 contradizem as melhorias de longo prazo realizadas na segurança da indústria, na qual se estima duas mortes a cada 100 milhões de passageiros em voos comerciais. Em comparação, durante a década de 1960, havia 133 mortes para cada 100 milhões de passageiros. Entretanto, a gestão de segurança da indústria da aviação será exposta a novos riscos em potencial no futuro, entre eles estão: o aumento de ataques cibernéticos, a confiabilidade excessiva na automatização e o crescimento antecipado do uso de drones.

O estudo mostra que os céus se tornaram mais seguros nos últimos 60 anos. Atualmente, é mais fácil ser atingido por um raio (um em cada 10,5 milhões) do que sofrer um acidente aéreo nos EUA ou Europa (um em 29 milhões). “A segurança aérea evoluiu impulsionada pela tecnologia, sistemas de navegação, melhoria do motor, design à prova de falhas e controle fly-by-wire”, analisa Joe Strickland, chefe Global de Aviação das Américas da AGCS.

Já os custos da aviação continuam subindo, devido à demanda por novos tipos de materiais na produção de aeronaves. É esperado que o aumento nos valores da frota e no número de passageiros alavanque o risco de exposição para US$ 1 trilhão até 2020. “Hoje há menos mortes ou perdas totais de casco em comparação com o passado, mas surgem novos tipos de riscos”, explica Henning Haagen, chefe Global de Aviação EMEA e Ásia-Pacífico na AGCS.

Enquanto a América do Norte e a Europa têm os melhores recordes de segurança, a África tem os piores. Em 2012, 88% das fatalidades da aviação global aconteceram na África e na Ásia. O continente africano é o que mais utiliza aeronaves de segunda geração, sendo mais de 50% da frota analisada. Em algumas partes do continente, os padrões de treinamento e segurança são comparáveis aos que eram realizados há 50 anos nos Estados Unidos e Europa.

Em voos comerciais, 70% das causas de acidentes estão relacionadas à falha humana. A gestão da tripulação e da cabine automatizada melhoraram os níveis de segurança, mas a automação pode ter um lado negativo. “Uma maior atenção deveria ser dada ao treino continuo de pilotos voando. A tripulação continua a ser essencial para operar em qualquer aeronave e, em especial, se a automação não estiver disponível”, diz Sebastien Saillard, diretor de Sinistros de Aviação da AGCS.

Desafios futuros

Um número de novos cenários de perdas está surgindo. Os exemplos incluem a maior probabilidade de ataques cibernéticos, o aumento do uso comercial de drones, uma escassez futura de força de trabalho qualificada e a perspectiva de aumento da turbulência, impulsionada pela mudança climática. “A nova geração de aeronaves está altamente exposta ao crime cibernético, devido ao uso predominante de redes de dados a bordo, de sistemas de computadores e sistemas de navegação. As violações de dados e ataques cibernéticos são percebidas como crescentes riscos”, explica Ludovic Arnoux, chefe global de Consultas em Riscos de Aviação da AGCS.

Para baixar o estudo Global Aviation Safety completo acesse
http://www.agcs.allianz.com/insights/white-papers-and-case-studies/global-aviation-study-2014/

Brasilprev comemora conquistas em 2014, inclusive a marca de R$ 100 bi em ativos sob gestão

Terra-Nova_BrasilprevA Brasilprev comemora muitas conquistas em 2014 e nutre grande otimismo com 2015. Segundo Miguel Cícero Terra Lima, o desafio está na conscientização do brasileiro quanto ao planejamento financeiro. Segundo pesquisa do grupo, cerca de 55% não tem planejamento domestico, 66% não se preocupam com imprevistos, 68% não pensam em guardar dinheiro. Isso mostra o grande potencial do segmento de previdência, que mesmo enfrentando uma crise no início do ano, deverá encerrar 2014 com crescimento de dois dígitos.

“O setor tem feito o dever de casa na criação de produtos, na divulgação e no apoio a educação financeira da sociedade. Isso faz com que dia a dia aumente o número de pessoas que compra planos de previdência privada”, comemora o presidente da empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil em parceria com a americana Principal.

Dos que já estão no caminho de poupar no longo prazo dentro da Brasilprev, 81% efetuam contribuições mensais, o que demonstra a relevância do tema dentro deste universo pesquisado. O valor médio é de R$ 335 mensais entre homens e de R$ 275 entre as mulheres. Cerca de 37% do total dos planos são direcionados a menores. A maioria dos clientes é rotulada de conservador, mas na verdade aproveitam por estar aplicando no mercado brasileiro, que oferece a maior taxa de juros do mundo aos investidores, com a Selic a 11,5%. Em função disso, 93% da carteira de investimento da Brasilprev está alocada em renda fixa e 7% em fundos compostos. Desse pequeno percentual em renda variável, 55% provêm dos fundos Ciclo de Vida, que automaticamente ajustam o mix de investimento à fase de vida do cliente. A região Sudeste concentra 50% das vendas da Brasilprev e o Sul 18%. Nordeste participa com 18%, Centro-Oeste com 9% e Norte com 5%.

“2014 foi um período de recuperação do mercado de previdência, que voltou a crescer em dois dígitos. A BrasilPrev registrou crescimento de 50% em captação líquida, indicador no qual somos líderes desde 2008”, afirmou em encontro com jornalistas nesta quinta-feira. O bom desempenho de deter 57% de market share em captação liquida é creditado ao investimento no treinamento de profissionais qualificados que atendem os clientes do Banco do Brasil, principal balcão de vendas da BrasilPrev, que superou R$ 100 bilhões em ativos sob gestão em novembro de 2014.

Entre os desafios do mercado, Terra Lima cita o incentivo a disciplina financeira, evidenciar as características do produto e aculturar investidores com relação a renda variável com opção para investimentos de longo prazo de acumulação.

Para 2015, o executivo está ansioso. Com lançamentos de produtos, diz. Está no forno um novo produto para o segmento empresarial, com foco nas médias empresas. Entre os diferenciais ele cita a vantagem progressiva individual e coletiva e também serviços exclusivos.

O executivo se mostrou otimista em se manter no comando da BrasilPrev, mesmo ainda sem a presidente Dilma Rousseff ter definido o novo comando do Banco do Brasil, principal acionista da empresa. “Tanto Paulo Rogério Caffarelli como Alexandre Abreu, nomes que circulam na imprensa, são excelentes nomes caso ocorra realmente a substituição de Aldemir Bendine.”

BemMaisSeguro.com, do grupo Assurant, retoma campanha televisiva

BemMaisSeguro-Black-FridayA BemMaisSeguro.com, do grupo Assurant, retoma sua campanha televisiva. Em ação criada pela agência VML, o filme protagonizado pelo ator Márcio Garcia é veiculado na Grande São Paulo, tendo como destaque a tarja “Comprou celular na Black Friday? Faça um seguro agora”.

Já veiculada em outubro deste ano, a campanha alcançou mais de 16 milhões de pessoas em um único mês e registrou um crescimento de 90% de mensagens recebidas/respondidas via Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), no mesmo período.

“Nossa intenção foi impulsionar o crescimento da BemMaisSeguro.com, fortalecer a marca e também divulgar a importância e a facilidade da contratação de seguro para celular. Sabemos que acidentes acontecem no dia a dia, como o exemplificado na campanha”, diz Marcello Ursini, diretor-presidente da empresa.

No filme, Garcia acompanha uma mulher que cai na piscina com o celular na mão, no meio de uma selfie, por causa de um esbarrão. O momento ganhou uma sequência de cenas em super slow.

Nas redes sociais, a mesma linguagem foi adotada para valorizar a importância do seguro. Os posts mostraram uma série de situações corriqueiras, nas quais qualquer pessoa pode perder seu celular. Em todos eles Márcio Garcia, em tom de ironia, constata que “ninguém está imune a acidentes”. A estratégia online também contou com dois webvídeos de 20 segundos, reforçando o mote da campanha: “E você, vai continuar arriscando?”. A fanpage da campanha no Facebook também bateu todos os resultados do mês anterior, com um crescimento na base de fãs de 25%, e de 55% na taxa de cliques dos posts.

Balanço das Comissões reúne 140 participantes

balanco-comissoes-tematicas-geralFonte: CNseg

Pelo menos 140 executivos do mercado segurador participam, nesta quarta-feira, 3, do encontro Balanço das Comissões Temáticas da CNseg, realizado no Hotel Windsor Atlântica. O presidente da CNseg, Marco Antonio Rossi, e a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, estão entre as lideranças presentes. Cada presidente de comissão destacará os assuntos mais relevantes discutidos no ano, além de apresentar uma prévia da pauta de 2015.

O certo é que o ano de 2014 foi bastante movimentado em termos regulatórios e, consequentemente, de grande atividade nas 18 Comissões Temáticas da Cnseg e nos diversos grupos de trabalho criados para discutir temas específicos. Entre outros temas, a regulamentação do capital de risco baseado no risco de mercado, a ser divulgada em breve pelo CNSP, após mais de 18 meses de discussões entre o mercado e a Susep; o balanço dos trabalhos da Comissão de Investimentos da Susep, que visa o desenvolvimento de normas mais eficazes da aplicação dos ativos das seguradoras no mercado financeiro. Certamente, outro tema relevante envolve as áreas atuariais das empresas, que terão um ano de 2015 bastante intensos. Isso porque o mercado segurador terá sua primeira experiência com a auditoria atuarial, que trará novos desafios aos profissionais do setor. Outras temas como o risco operacional e uma nova metodologia para estimação da estrutura a termo da taxa de juros também estiveram e continuarão na agenda da Comissão Atuarial da CNseg e dos grupos de trabalho constituídos para analisar em profundidade estas questões.

No caso da Comissão de Administração de Finanças, chama a atenção a elaboração de um novo plano de contas para o mercado de seguro e resseguro. Este trabalho é realizado por uma consultoria contratada pela CNseg e supervisionado pelo GT Plano de Contas. Quando concluído, será um importante avanço para o setor, que terá um plano de contas adequado às suas operações e harmonizado com as normas vigentes. Já a Comissão de Controles Internos destacará a constituição de grupos de trabalho permanentes. Eles chamaram para si a tarefa de elaborar pareceres técnicos sobre a validação do relatório semestral da ouvidoria, estabelecido pela Resolução CNSP 279 de 2013, e sobre a adequação da auditoria interna para monitorar as atividades de atendimento a proponentes, segurados e beneficiários por representantes de seguros, conforme estabelecido pela Resolução CNSP 297/13.

Na pauta ainda, as discussões sobre o FATCA, lei norte-americana que, em função do acordo assinado entre o governo brasileiro e o daquele país, possibilitará a troca de informações sobre o patrimônio detido por cidadãos americanos junto a instituições financeiras brasileiras.

Já a Comissão de Assuntos Fiscais tem o grande desafio de destrinchar o complexo sistema tributário de nosso País, avaliar o impacto para as nossas operações e, claro, propor ajustes às normas vigentes e em gestação.

Na Comissão de Processos e Tecnologia da Informação, entre outros temas, há as contribuições para a Central de Serviços da CNseg na condução do projeto de criação de uma única base de apólices e averbações para consulta, pela ANTT, sobre a contratação do seguro de responsabilidade civil obrigatório. Merece destaque também o apoio na discussão de diversos temas originários em outras Comissões Temáticas da CNseg, como o eSocial, o leiaute dos arquivos para cumprimento de obrigações do FATCA, entre outros.

Entre os destaques da Comissão de Microsseguros e Seguros Populares, há um relato da 10ª Conferência Internacional de Microsseguros, que foi realizada pela Munich Re Foundation na Cidade do México, entre os dias 11 e 13 de novembro. Na ocasião, foram discutidas experiências do mercado global de microsseguros, e o Brasil ocupou posição de destaque em diversos painéis. A CNseg lançou a versão online do jogo “Caminhoneiro Seguro” e apoiou o lançamento da Carta do Consumidor Interamericano de Seguros. Merece menção a participação do grupo nas discussões da Circular SUSEP nº 490/14, que foi lançada em resposta à demanda do mercado por mudanças pontuais no marco normativo dos produtos de microsseguros. Na Comissão de Sustentabilidade, vale destacar a pesquisa parcial sobre a implementação das metas do mercado segurador brasileiro para os PSI.