DPVAT não será reajustado em 2015

dpvatFonte: Agência Brasil

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, conhecido como Seguro DPVAT, não será reajustado em 2015. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, não há necessidade do reajuste. Este é o segundo ano consecutivo sem que o DPVAT sofra alterações.

A decisão foi tomada após a área técnica da Susep ter conferido a planilha de custos apresentada pela Seguradora Líder, responsável pela administração do seguro obrigatório. De acordo com a assessoria de imprensa da Susep, diante do resultado positivo das análises das contas a autarquia decidiu que não levaria uma proposta de reajuste A reunião do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), realizada na última sexta-feira (12).

O seguro, que é cobrado anualmente, gera receitas para os sistemas de saúde e de trânsito. Segundo a Susep, 50% do que se arrecada com a taxa são destinados ao pagamento de indenizações e à administração das operações do Seguro DPVAT.

Do total arrecadado, 45% são remetidos ao Fundo Nacional de Saúde (FNS), para custeios de serviços de assistência aos que sofrem acidentes de trânsito, e os 5% restantes ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para programas de educação e prevenção de acidentes. Em 2013, foram repassados R$ 400 milhões ao órgão, conforme informações da Líder.

Yasuda Marítima cria nova área de Riscos de Petróleo

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A Yasuda Marítima, subsidiária do Grupo Sompo Japan Nipponkoa, um dos maiores grupos seguradores do mundo, acaba de criar uma nova área de Riscos de Petróleo. De olho na crescente demanda do segmento, a companhia já trabalha na estruturação do novo produto, o primeiro a ser lançado após a aprovação definitiva pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados da incorporação da Yasuda Seguros pela Marítima Seguros.

Para essa nova iniciativa, a Yasuda Marítima contou com expertise da equipe da Canopius, player mundial do segmento adquirida pelo Grupo Sompo Japan Nipponkoa em dezembro de 2013. A Canopius possui décadas de atuação no segmento de seguros para a área de Energia, Petróleo & Gás, com coberturas de riscos tanto para operações onshore quanto offshore; bem como nas áreas de armazenamento, transporte e responsabilidade civil.

Além disso, a Yasuda Marítima contratou Mario Luiz Ferreira (ex-Grupo Schahin) como novo gerente de Riscos de Petróleo. Com mais de 16 anos de experiência no mercado de seguros, dos quais sete dedicados exclusivamente à carteira de Riscos de Petróleo, Ferreira é graduado em Marketing pela UNIP – Universidade Paulista e concluiu o Willis Masters of Energy Course, em Londres (Reino Unido), em 2012.

Segundo dados da SUSEP, o segmento de Riscos de Petróleo no Brasil registrou um crescimento de 68%, passando de R$ 403 milhões em 2011 para R$ 678 milhões em 2013. As perspectivas para expansão dessa modalidade de seguros são bastante significativas, já que, segundo dados do MME – Ministério de Minas e Energia, a Oferta Interna de Energia (OIE) – energia necessária para movimentar a economia – deverá atingir o montante de 425,8 milhões de toneladas equivalente de petróleo (Mtep) em 2023, o que equivale a um crescimento de 3,7% ao ano. Os investimentos em infraestrutura energética para suprir a demanda necessária alcançam o valor de R$ 1.263 bilhões, representando 2,5% do PIB acumulado entre 2013 e 2023, e 11,6% dos investimentos totais acumulados. Petróleo e gás deverão absorver 70% dos investimentos.

Acordo do clima em Lima é insuficiente

Fonte: Reuters

LIMA – A falta de progresso real em uma conferência do clima em Lima, que terminou nas primeiras horas da manhã de domingo, prejudica as chances de alcançar um acordo global no próximo ano, que iniba eficazmente as alterações climáticas e administre seus impactos, disseram especialistas.

Países devem alcançar um acordo sobre a forma de lidar com as mudanças climáticas para além de 2020, numa reunião em Paris, no fim de 2015. O acordo terá um impacto global em energia, transportes e políticas de desenvolvimento para as próximas décadas.

Lima teve uma agenda simples: acordar o escopo e o cronograma para o acordo de Paris. Mas os países ficaram divididos em ambos os grandes fundamentos e muitos dos detalhes de um futuro acordo, e a reunião terminou com uma agenda muito mais modesta do que muitos esperavam.

Os países em desenvolvimento temem qualquer acordo que vá obrigá-los a estabelecer objetivos ambiciosos para reduzir as emissões de carbono, argumentando que isso é injusto, porque eles devem ter permissão para se desenvolver.

Os países ricos, que produziram a maior parte das emissões das mudanças climáticas do mundo até agora, dizem que chegou a hora de todos ajudarem.

A decisão final em Lima, alcançada após as negociações que excederam as duas semanas de sua programação em mais de 30 horas, diluiu uma versão anterior, excluindo qualquer revisão dos compromissos dos países que a tornava mais rigorosa. Ela também excluiu uma revisão técnica de apoio financeiro aos países em desenvolvimento.

Os países em desenvolvimento insistiram em uma referência explícita às diferenças entre eles e o mundo desenvolvido, abatendo uma sugestão anterior de que alguns países mais pobres deveriam assumir responsabilidades muito maiores para limitar as emissões.

Se os países em desenvolvimento concordassem com essa medida – que a ONU chama de “auto-diferenciação” – países ricos disseram que dariam mais ajuda financeira.”Nós ainda vivemos em um mundo de profundas desigualdades”, disse José Antonio Marcondes de Carvalho, o principal negociador para o Brasil. “A noção de auto-diferenciação é o mesmo que a aniquilação da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas”.

Vários países em desenvolvimento contribuíram para um novo Fundo Verde do Clima, que ultrapassou 10 bilhões de dólares em Lima, incluindo o México, Coreia do Sul, Peru e Colômbia.A China também disse antes das negociações que só permitiria as emissões crescerem até 2030, para então reduzí-las.

As negociações da ONU têm a tarefa árdua de conseguir um consenso não só entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas também entre os mais vulneráveis às alterações climáticas e exportadores de petróleo que podem sair perdendo em consequência dos cortes mais duros sobre as emissões de carbono.

Um acordo mais ambicioso em Paris poderá, em teoria, lançar um processo diplomático que aumente regularmente as metas para a redução das emissões de carbono para atingir a meta de longo prazo de alcançar emissões zero de gases com efeito de estufa no final deste século.

Bebês que nascerem na virada do ano vão ganhar um plano de previdência com R$ 2015 aplicados

A Icatu Seguros vai ajudar os brasileiros a darem o pontapé inicial no planejamento do futuro dos seus filhos. Os bebês que nascerem no Brasil, de parto normal, entre 0h e 2h do dia 01 de janeiro de 2015 vão receber, gratuitamente, um plano de previdência com R$ 2.015,00 investidos. Sem sorteios e sem a necessidade de cadastro prévio, para participar basta apenas a família entrar em contato com a Icatu Seguros, solicitar o plano e apresentar a documentação pedida.

A ação “Os bebês da virada” – www.bebesdavirada.com.br, foi pensada com o intuito de unir dois momentos que remetem ao futuro: o réveillon, quando as pessoas repensam o ano que passou e fazem planos para o próximo que está chegando; e o nascimento, quando as pessoas também colocam uma séricontent_id-7e de expectativas para o futuro daquela vida que acabou de chegar. O projeto nasceu com o objetivo de aproveitar esses dois momentos e mostrar a todos, principalmente aos pais, que a realização dos sonhos dos filhos no futuro deve ser planejado hoje, tendo o tempo a seu favor.

“Somos uma empresa especialista em pessoas e engajada com ações que ajudem a sociedade a despertar para a importância de planejar e proteger o futuro. E essa ação traz três agentes para a construção do futuro dos pequenos: a Icatu Seguros, com o incentivo inicial; a família, com a contribuição mensal; e o tempo, que é um importante aliado nos investimentos, pois quanto mais cedo começar, mais recursos você terá no final” – afirma Aura Rebelo, Diretora de Marketing e Canais da Icatu Seguros.

Capitalização da Bradesco Seguros distribui mais de R$ 7,2 milhões em novembro

O segmento de Capitalização da Bradesco Seguros distribui mais de R$ 7,2 milhões (valor bruto) em prêmios de sorteio distribuídos no mês de novembro. Foram 198 títulos contemplados, sendo 70 em São Paulo; 21 no Rio de Janeiro; 15 em Minas Gerais; 13 na Bahia; 12 no Rio Grande do Sul; 10 no Paraná; 9 em Pernambuco e em Santa Catarina; 6 no Ceará; 5 no Pará; 4 no Amazonas, em Goi&aac ute;s e em Mato Grosso; 3 no Espírito Santo e no Piauí; 2 no Maranhão e em Rondônia; e 1 no Amapá, no Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Norte, em Sergipe e no Tocantins, além do Distrito Federal.

Caixa registra 30 mil visitas no hotsite da Black Friday

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A Caixa Seguros comemora sua participação na Black Friday. A empresa preparou promoções de seguros, previdência, capitalização e consórcio para participar do evento e aumentou as vendas pela internet de todos os produtos no último dia 28 de novembro.

A companhia faturou o dobro da sexta-feira anterior com as vendas dos planos de previdência participantes da promoção. No seguro auto e na capitalização, as vendas triplicaram com parcelamento em 10 vezes sem juros no seguro e desconto de 50% na primeira parcela do CAP Torcedor. No consórcio, que não cobrou a taxa de administração antecipada, as vendas cresceram 112%.

Durante o dia das promoções, 30 mil pessoas do Brasil inteiro visitaram o hotsite que a empresa criou para participar do evento. Nas redes sociais, a participação do público foi ainda maior. As ações relacionadas à participação na Black Friday alcançaram 3 milhões de usuários.

Associada à Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a CAIXA Seguros recebeu o selo Black Friday Legal, entregue às empresas que se comprometeram a oferecer descontos de verdade durante o evento.

Ofertar produtos diferentes para a base de clientes é estratégia da SulAmérica para crescer num ano desafiador como 2015

sula almoco2015, ano em que a SulAmérica completará 120 anos, será intenso. Assim como têm sido todos os anteriores, brinca Gabriel Portella, CEO do grupo, em almoço realizado com jornalistas nesta quinta-feira, 11. “Toda crise traz oportunidades”, ressalta o executivo.

A SulAmérica, listada na BM&FBOVESPA no nível 2 de Governança Corporativa, encerra 2014 comemorando os resultados. Segundo o blog Sonho Seguro, Portella diz que 2014, com incerteza das eleições e realização da Copa do Mundo, foi um ano que trouxe desafios novos para o setor, além dos tradicionais, como a concorrência do seguro de automóvel. “Nem todo ano tem Copa do Mundo, eleições e tantas reversões de expectativas. Manter a trajetória de crescimento nessa turbulência foi algo que motivou toda a equipe”.

Em 2015, os desafios continuam “grandes”, tanto em termos de macroeconomia como também na indústria de seguros. Segundo Portella, o crescimento vai depender do ritmo da intensidade dos ajustes do governo na condução dos indicadores como inflação e juros, que definirão investimentos e empregos. “Em seguros, nosso empenho permanece em aumentar a venda cruzada entre os 7 milhões de clientes que já temos em carteira. Para isso, o treinamento dos corretores, o desenvolvimento de produtos e serviços diferenciados, com preços acessíveis, estão na agenda dos executivos do grupo que tem como acionistas a família Larragoiti, o IFC (braço financeiro do Banco Mundial), Swiss Re entre outros.

Nos primeiros nove meses de 2014, a companhia registrou receitas totais de R$ 12,6 bilhões e lucro líquido de R$ 254,1 milhões. Em todo o ano de 2013, as receitas atingiram R$ 14,7 bilhões e lucro líquido recorrente foi de R$ 480,4 milhões. É a terceira maior em saúde, quarta em seguro de automóvel e quarta em capitalização.

A expectativa, não revelada por ter ações em bolsa, indica que o grupo tem como meta encerrar 2014 em linha com o crescimento do mercado, estimado em 11% em 2014 e 12,2% em 2015. “Em geral, temos em mente manter o crescimento na casa dos dois dígitos”, disse. Esse crescimento pode incluir aquisições, possivelmente no ramo odontológico. Quanto a venda da carteira de seguros para grandes riscos, Portella informa que aguarda o posicionamento do banco de investimento contratado para intermediar o negócio. “Sem prazos definidos”, afirma.

O grupo aposta no crescimento da indústria de seguros diante da oportunidade de negócios que o Brasil apresenta. O objeto de desejo está em conquistar uma parte dos 76% brasileiros que ainda não tem plano de saúde, 89% daqueles que não possuem plano odontológico, 78% sem seguro de carro e 86% dos brasileiros que não tem seguro residencial. Atualmente, em todo o Brasil, o setor conta com 50,7 milhões de segurados em saúde, 21 milhões em odontológico, 16,8 milhões carros protegidos e 7 milhões de residências contam com a proteção de seguro, segundo dados divulgados pela CNseg.

A SulAmérica se manteve pelo sexto ano como integrante da carteira anual do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBOVESPA para o período que tem início em janeiro de 2015. Segundo os executivos, o processo de participação no ISE contribuiu para a identificação de oportunidades de melhorias em políticas corporativas e processos operacionais.

Fitch estima crescimento entre 7% e 12% para mercado segurador brasileiro em 2015

crescimento 2A Fitch Rating divulgou relatório com perspectivas estáveis para a indústria brasileira de seguros. A agência espera que o setor mantenha o ritmo de crescimento em 2015, em linha mesmo a previsão de um PIB fraco. No entanto, o crescimento dos prêmios deverá se manter num ritmo mais lento do que a média observada desde 2007.

O crescimento de prêmios estimado pela Fitch está entre 7% e 12% em 2015, (excluindo o segmento de seguro saúde), em linha com o divulgado pela CNseg na última terça-feira. “Houve uma recuperação moderada no segundo trimestre de 2014 e no terceiro trimestre de 2014, mas o crescimento a partir de setembro de 2014 situou-se em 9,1%, a menor taxa dos últimos 10 anos, uma queda de 13,5% em relação ao mesmo período de 2013”, informa o relatório.

Segundo a análise obtida pelo blog Sonho Seguro, os fundamentos do setor de seguros no Brasil são favoráveis para o crescimento sólido no longo prazo. A penetração no mercado brasileiro de seguros, de 4,2% a partir de junho de 2014, em comparação com 3,3% no final do ano de 2010, é o mais alto da região, mas inferior à média de 8% e 10% dos países desenvolvidos. A mobilidade social ascendente da classe média e esforço na bancarização deve impulsionar o crescimento do setor de seguros, dado o domínio do modelo bancassurance. No entanto, o recente crescimento da penetração dos seguros é pouco provável que se mantenham nos mesmo patamares.

A Fitch espera que a rentabilidade do setor de seguros permaneça sólida e apoiada por altas taxas de juros e renda financeira, bem como com índices de ganhos operacionais adequados em 2015. Esses fatores devem compensar a pressão de preços em queda causada pela competição.

A capitalização do setor de seguros brasileiro permanece adequada, apesar da tendência de aumento nos índices de alavancagem observados desde 2010 e a carga exercida sobre o patrimônio líquido pelas reservas de reavaliação mais baixos nos últimos dois anos.

A Fitch estima que o mercado de resseguros local permaneça sob pressão da concorrência em 2015, devido ao contínuo crescimento na capacidade de resseguro e crescimento mais lento do mercado de seguros primários. No entanto, as condições do mercado “soft” podem mudar para negociações mais técnicas, com preços e coberturas mais restritas, em comparação com os últimos três anos. A melhoria dos resultados técnicos do mercado local como as divulgadas em setembro 2014 sugere que alguns ajustes de taxa já ocorreram.

Mais sobre o estudo no link ‘www.fitchratings.com’ e ‘www.fitchratings.com.br.’

JMalucelli adquire controle acionário da colombiana Cardinal Compañía de Seguros

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O Paraná Banco e a The Travelers Companies, através de sua holding de seguros JMalucelli Latam, adquiriram o controle acionário de uma empresa colombiana de Seguro Garantia, Cardinal Compañía de Seguros. “Há alguns anos nós temos acompanhado o mercado de Seguro Garantia da Colômbia. É um mercado bem desenvolvido com um potencial de crescimento atraente. Nós escolhemos a Cardinal, por ser uma empresa com valores parecidos com os nossos, que conta com gestores e acionistas com visão estratégica consistente com os nossos objetivos de expansão. Com essa nossa parceria, a empresa será capaz de oferecer uma proposta de valor ainda mais inovadora ao mercado colombiano”, afirmou Alexandre Malucelli, Diretor Executivo da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. e presidente do Conselho de Administração do Paraná Banco.

A forte demanda de Seguro Garantia na Colômbia é fruto, em parte, do crescimento da economia juntamente com os projetos públicos de infraestrutura que estão planejados. A expectativa de conclusão da operação é para o segundo semestre de 2015 e está sujeita à aprovação regulatória. A Cardinal possui amplo conhecimento do mercado de Seguro Garantia na Colômbia e, assim como o Grupo JMalucelli, tem uma cultura focada no cliente. A Cardinal manterá sua sede em Bogotá e passará a usar a marca JMalucelli Travelers.

A Travelers e o Paraná Banco iniciaram se tornaram parceiros em 2010 através da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros. Em 2012, a Travelers aumentou sua participação na sociedade para 49,5%.

Petrobras renova seguro D&O e assusta setor com potencial de perdas

medoReportagem do Valor Econômico conta na edição desta quinta-feira, dia 11, que a Petrobras conseguiu renovar o seguro de responsabilidade de seus executivos com 40% de aumento e restrições de cobertura. O seguro tem cobertura de até US$ 250 milhões e custou aproximadamente US$ 1,5 milhão nesta última renovação, em setembro. Foi fechado pela Itaú Seguros ACE, tendo a Zurich como a principal resseguradora.

A nova apólice não vai cobrir os próximos desdobramentos da Operação Lava-Jato. De acordo com o texto, todo em OFF, os casos que podem exigir defesa de executivo avisados pela Petrobras à seguradora até aquela data estão cobertos. Tudo o que for reclamado depois, quando a apólice nova já estava em vigor, não terá direito à indenização.

A reportagem conta que a apólice que venceu já está cobrindo, por exemplo, os custos de defesa com o processo em curso que investiga a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. A aquisição foi feita em 2006, mas a investigação sobre a transação começou este ano e, por isso, é a apólice vigente até setembro de 2014 que cobre os gastos com o caso. A maior parte da conta, porém, deverá ser paga pelas resseguradoras da apólice da Petrobras. Isso porque a Itaú Seguros reteve, no máximo, 2% do risco e repassou o restante. A Zurich tem a primeira faixa, de cerca de US$ 15 milhões.

A seguradora está exposta a muitos riscos, diante da atual situação da Petrobras, com diversos processos movidos nos EUA contra os diretores, além da avalanche de reclamações que deve sofrer também no Brasil, principalmente de trabalhadores que usaram o FGTS para comprar ações da estatal na esperança de poder comprar uma moradia.

O caso da Petrobras complica as negociações de seguros financeiros em vários segmentos, como construtoras e empresas envolvidas em contratos de outros setores que passam a ser investigados, como aeroportos e concessões. Segundo fontes ouvidas pelo Sonho Seguro, o caos vivido pela Petrobras poderá causar outros prejuízos ao mercado de seguros, uma vez que vários contratos, como de construção de navios, que contavam com seguro garantia, estão parados. Além de muitos outros aspectos, como falta de manutenção que agrave riscos de acidentes, demissões que podem reduzir a fatura de seguro de vida e planos de saúde, entre outros.