2015, ano em que a SulAmérica completará 120 anos, será intenso. Assim como têm sido todos os anteriores, brinca Gabriel Portella, CEO do grupo, em almoço realizado com jornalistas nesta quinta-feira, 11. “Toda crise traz oportunidades”, ressalta o executivo.
A SulAmérica, listada na BM&FBOVESPA no nível 2 de Governança Corporativa, encerra 2014 comemorando os resultados. Segundo o blog Sonho Seguro, Portella diz que 2014, com incerteza das eleições e realização da Copa do Mundo, foi um ano que trouxe desafios novos para o setor, além dos tradicionais, como a concorrência do seguro de automóvel. “Nem todo ano tem Copa do Mundo, eleições e tantas reversões de expectativas. Manter a trajetória de crescimento nessa turbulência foi algo que motivou toda a equipe”.
Em 2015, os desafios continuam “grandes”, tanto em termos de macroeconomia como também na indústria de seguros. Segundo Portella, o crescimento vai depender do ritmo da intensidade dos ajustes do governo na condução dos indicadores como inflação e juros, que definirão investimentos e empregos. “Em seguros, nosso empenho permanece em aumentar a venda cruzada entre os 7 milhões de clientes que já temos em carteira. Para isso, o treinamento dos corretores, o desenvolvimento de produtos e serviços diferenciados, com preços acessíveis, estão na agenda dos executivos do grupo que tem como acionistas a família Larragoiti, o IFC (braço financeiro do Banco Mundial), Swiss Re entre outros.
Nos primeiros nove meses de 2014, a companhia registrou receitas totais de R$ 12,6 bilhões e lucro líquido de R$ 254,1 milhões. Em todo o ano de 2013, as receitas atingiram R$ 14,7 bilhões e lucro líquido recorrente foi de R$ 480,4 milhões. É a terceira maior em saúde, quarta em seguro de automóvel e quarta em capitalização.
A expectativa, não revelada por ter ações em bolsa, indica que o grupo tem como meta encerrar 2014 em linha com o crescimento do mercado, estimado em 11% em 2014 e 12,2% em 2015. “Em geral, temos em mente manter o crescimento na casa dos dois dígitos”, disse. Esse crescimento pode incluir aquisições, possivelmente no ramo odontológico. Quanto a venda da carteira de seguros para grandes riscos, Portella informa que aguarda o posicionamento do banco de investimento contratado para intermediar o negócio. “Sem prazos definidos”, afirma.
O grupo aposta no crescimento da indústria de seguros diante da oportunidade de negócios que o Brasil apresenta. O objeto de desejo está em conquistar uma parte dos 76% brasileiros que ainda não tem plano de saúde, 89% daqueles que não possuem plano odontológico, 78% sem seguro de carro e 86% dos brasileiros que não tem seguro residencial. Atualmente, em todo o Brasil, o setor conta com 50,7 milhões de segurados em saúde, 21 milhões em odontológico, 16,8 milhões carros protegidos e 7 milhões de residências contam com a proteção de seguro, segundo dados divulgados pela CNseg.
A SulAmérica se manteve pelo sexto ano como integrante da carteira anual do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBOVESPA para o período que tem início em janeiro de 2015. Segundo os executivos, o processo de participação no ISE contribuiu para a identificação de oportunidades de melhorias em políticas corporativas e processos operacionais.


















