Falece Robert Benmosche, ex-AIG

A American International Group, Inc. (NYSE: AIG) anunciou hoje com grande pesar o falecimento do seu antigo Presidente e CEO, Robert H. Benmosche. Benmosche, 70 anos, que tratava um câncer de pulmão desde 2010, faleceu esta manhã às 08h15 no hospital NYU Langone Medical Center, em Nova York.

“Anunciamos esta notícia com profunda tristeza e nossos sentimentos e orações estão com a família do Bob neste difícil momento”, disse Robert S. Miller, Presidente do Conselho de Diretores da AIG. “Bob foi sem dúvidas um dos líderes mais inspiradores e bem sucedidos na América. Nós nunca esqueceremos que sob sua extraordinária liderança, o time da AIG restituiu na íntegra o Governo dos Estados Unidos com uma margem de lucro de aproximadamente US$ 23 bilhões. Todos da família AIG foram grandiosamente abençoados pela visão de Bob, sua lealdade e amizade durante seus cinco anos na companhia. Bob era um homem brilhante que conduziu seu trabalho com admirável liderança, energia, paixão e tenacidade. Na AIG, nós honraremos seu legado, ao continuar focando na integridade e no desempenho. Ele fará muita falta”.

“Assim como diversas pessoas que tiveram o privilégio de trabalhar com o Bob, sinto-me sensibilizado e inspirado pelo exemplo que ele foi”, disse Peter D. Hancock, Presidente e CEO da AIG. “Bob era extremamente honesto e impulsionado pela confiança na possível gradiosidade que existe em cada pessoa. Ele colocava sua energia e foco para permitir que as pessoas da AIG vivessem de acordo com seus potenciais, e é por isso, que hoje somos uma empresa sustentável, que entende a importância de atender e superar as expectativas de todos os nossos acionistas. À medida que construírmos sob o seu legado na AIG de muitas formas, vamos lembrar dele vivendo e trabalhando de acordo com a convicção de que ele declarou, repetidamente, e confirmou, nas mais adversas circunstâncias: “Não há limite de grandiosidade que as pessoas boas podem realizar quando você lhes dá a liberdade para agir”.

Benmosche foi Presidente e CEO da AIG de 10 de Agosto de 2009, a 1º de Setembro de 2014. Ao chegar à AIG, foi responsável por uma empresa que tinha recebido assistência ao contribuinte em relação a crise financeira de 2008 totalizando cerca de US$ 182 bilhões. Em 2012, a AIG tinha compensado esse subsídio e com um lucro positivo de aproximadamente US$ 23 bilhões por meio da alienação de vários negócios e outras atividades de reestruturação. Em 2014, a AIG restabeleceu sua rentabilidade como líder global em property, casualty e seguros para linhas de consumo.

Benmosche foi o antigo Presidente do Conselho e Presidente e CEO da MetLife, um fornecedor líder de seguros e outros serviços financeiros. Benmosche liderou a transição da abertura de capital da MetLife em 2000. Ele juntou-se a MetLife em 1995 como Vice-Presidente Executivo, responsável pela integração dos negócios e desenvolvimento de produtos, marketing e esforços de vendas focados em clientes pessoa física da MetLife. Anteriormente em sua carreira foi Vice-Presidente Executivo na PaineWebber, Inc., onde dirigiu a fusão da Kidder Peabody em PaineWebber. Ele também atuou em várias funções no Chase Manhattan Bank de 1976 a 1982.

Benmosche foi ingressou ao Hall da Fama do Seguro em 2013 e foi nomeado Líder de Seguros do Ano pela Escola de Gerenciamento de Crise da da St. John’s University.

Benmosche serviu dois mandatos como membro do Conselho de Administração do Credit Suisse Group. Também foi tenente no Exército dos Estados Unidos de 1966 a 1968. Recebeu um diploma de bacharel em Matemática pela Universidade Alfred, em 1966, e foi premiado com um doutorado honorário em Administração pela Universidade Alfred, em 2013.

Caixa Seguradora escolhe corretor de seguros para distribuir novos produtos de Saúde e Odonto

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O lançamento dos novos produtos de Saúde e Odonto da Caixa Seguradora, em um movimento pioneiro que conta com a participação do Sincor-SP, aconteceu na quinta-feira (27/2), em São Paulo, diante de uma plateia com quase 3 mil corretores de seguros de todas as regiões do Estado de São Paulo. O evento marcou a estreia do programa Corretor de Seguros Empreendedor – Módulo Benefícios, cujo objetivo é ampliar os negócios da categoria.
Para o presidente do Sincor-SP, a iniciativa da Caixa Seguradora reconhece o corretor de seguros como o melhor canal para realizar a distribuição e atingir suas metas. “Trata-se de estratégia de negócio convergente com a proposta do Sincor-SP do empreendedorismo, da diversidade de negócios e do aumento de rentabilidade do corretor de seguros. Essa convergência é exatamente o que queremos. Então, aplaudimos a Caixa, assim como faremos com qualquer outra oportunidade para nossa categoria”, diz Camillo.

Ele lembrou que o evento foi aberto para corretores em geral, não apenas associados, pois foi ação de uma seguradora para o mercado. “No entanto, os programas de capacitação e outras iniciativas para os novos produtos serão exclusivos para associados do Sincor-SP. Desta forma, esperamos inclusive gerar atratividade. Abrir a casa para não sócios é uma maneira de profissionais que estiveram afastados do Sindicado conhecerem o novo Sincor-SP e nossas propostas”, disse.

O presidente da Caixa Seguradora, Jérôme Marie Dennis Garnier, também apontou a distribuição pelo canal corretor como diferencial para a expansão das carteiras. “A Caixa Saúde conta com um novo desafio, de modo a atender o mercado empresarial, e os corretores de seguros serão responsáveis por vendas com empenho e qualidade. Temos a expectativa de um excelente resultado no maior mercado de seguros do Brasil, o Estado de São Paulo”, afirmou.

O diretor da Caixa Saúde, Luis Eduardo Gevaerd, destacou que a meta é estar em breve entre as cinco maiores e melhores empresas de seguro saúde no Brasil. “Contamos com os corretores de seguros associados ao Sincor-SP, afinal estamos diante do principal mercado consumidor do País e da maior força de vendas do setor. Ou seja, são vocês que selecionarão os clientes para fazer parte da nossa carteira, são vocês que vão apresentar nossas principais vantagens e diferenciais”, ressaltou.

Gevaerd também comentou o ambiente positivo com a distribuição dos produtos da Caixa Seguradora por corretores de seguros. “Para aproveitar esse cenário, nossas novidades apresentam princípios bem definidos, modificando inteiramente o conceito que a empresa tem no mercado, criando produtos mais atraentes aos consumidores e assim nos tornamos mais competitivos, dia após dia. Vocês devem estar se perguntando: Como faço para vender os produtos da Caixa Saúde para os meus clientes? É muito simples: mostrando que nossos valores e nossa filosofia são os mesmo de vocês, corretores, e de todos os brasileiros”.

Já o executivo responsável pela área de Odonto, Julio Cesar Felipe, apresentou as opções em planos individuais e empresariais, comentando que as propostas são personalizadas, de acordo como perfil dos clientes. Ele também anunciou uma campanha de incentivo que vai premiar os corretores com uma viagem a Paris, desde que alcancem a produção de 6 mil vidas até o final do ano. “Mas os contratos firmados em março serão contados em dobro”, finaliza.

Munich Re traz capital e expertise para o Brasil

rodrigo belloube munich reA Munich Re, maior resseguradora do mundo, reforça sua aposta no Brasil com aumento de capital e expertise internacional para ampliar a carteira de clientes no Brasil. Em janeiro, o grupo praticamente dobrou o capital para R$ 300 milhões. “O objetivo foi melhorar a qualidade e liquidez dos nossos ativos. Parte deles vinha de recebíveis associados à performance dos contratos de resseguro. Infelizmente, com o cenário macroeconômico e político, algumas seguradoras tiveram receita inferior ao estimado quando da celebração dos contratos, aumentando a pressão sobre a confiabilidade dos nossos recebíveis. Com a injeção, nosso balanço ganha em qualidade e tem uma margem de solvência bastante confortável”, explicou Rodrigo Belloube, que assumiu como CEO a partir de 2015.

Nos resultados de 2014, divulgados no dia 26 de fevereiro, a resseguradora local reverteu o prejuízo de R$ 50 milhões registrados em 2013 para lucro de R$ 24,6 milhões em 2014. O volume de prêmios emitidos no país recuou de R$ 370 milhões para R$ 301 milhões no ano passado, um ano difícil para todo o mercado de resseguros.

Em abril a indústria completa seis anos de flexibilização do monopólio de resseguros. Esse período de abertura foi conturbado como o previsto para um segmento que deixa de atuar com um único fornecedor. Mais de 100 resseguradores entraram no Brasil no primeiro ano de abertura, disputando clientes com preços e produtos diferenciados. Para complicar a situação, a economia brasileira virou, com os indicadores macroeconômicos que davam inveja a qualquer país se transformando em um quadro recessivo e preocupante com o temor da perda do rating soberano.

“Temos nos posicionado não apenas como um ressegurador global de primeira linha, mas sim como um parceiro estratégico de nossos clientes. Significa dizer que queremos ajudar nossos clientes, a quatro mãos, a solucionar suas questões estratégicas e operacionais mais intricadas e prioritárias. O foco é no entendimento profundo de um desafio, oportunidade ou problema que esteja na pauta de nosso cliente, através do debate franco e aberto entre parceiros, para que cheguemos à melhor solução customizada. O resseguro, instrumento versátil e fantástico, sela a parceria, pois permite que os riscos e benefícios da solução sejam compartilhados de forma negociada, balanceada”, explica o executivo.

Ele cita como exemplo uma recente parceria com uma seguradora que vinha encontrando certa dificuldade para expandir suas vendas no varejo, por limitações do processo de subscrição, considerado pesado e complexo. “Ajudamos a seguradora a automatizar esse processo, a simplificá-lo, para que a venda fosse mais eficiente”, comemora. O bom desempenho da parceria foi possível pela experiência mundial do grupo, que controla uma empresa na Irlanda especializada em subscrição automatizada e com expertise para viabilizar uma solução adequada. “O resultado? Uma parceria de 10 anos, formatada através de um contrato de resseguro, compartilhando riscos e resultados do projeto”, conta com orgulho.

Outra frente em que a Munich Re pretende atuar é na gestão de capital. “Nossas análises de balanço demonstram que seguradoras vêm no geral alocando seu capital de maneira sub-ótima, sinceramente falando”. Frente a outras alternativas de financiamento, o resseguro possui um potencial de retorno muito atraente, raramente superável, Segundo a avaliação de Belloube. Para atuar nesse segmento, a subsidiária local do maior grupo ressegurador do mundo estruturou uma equipe local especializada em questões de capital, com dois expatriados de Munique junto com colegas brasileiros de diferentes formações. São ao todo quatro atuários, advogado, engenheiros, administradores com formação em finanças. Uma equipe multidisciplinar altamente especializada na regulamentação brasileira e muito conectada ao Capital Partners, centro de expertise do Grupo Munich Re.

Um dos alvos da resseguradora local é a carteira de automóveis. “Há seguradoras com performance bastante inferior à média de mercado, outras que cresceram tanto ao ponto de fazer múltiplas injeções de capital ao longo de um único ano”, comenta. Diante disso, explica, o grupo tem em Munique uma equipe especializada em Auto, a Motor Consulting Unit, e começa a ofertar localmente essa expertise àquelas empresas que tenham interesse. “Nosso objetivo é gerar valor concreto, tangível aos nossos clientes, e compartilhar os riscos e retornos através do resseguro. Com as injeções de capital recorrentes, claramente há solução melhor do ponto de vista do acionista.”

E as novidades que a Munich Re não param. “Temos outras frentes em Big Data, canais alternativos com a expertise da Ergo, empresa do grupo, é a seguradora parceira da Amazon na Alemanha e Áustria, e em desenvolvimento de produtos”, enumera. Com esse investimento no Brasil, fica claro que para a Munich Re o foco não é o crescimento desordenado de curto prazo, mas sim o desenvolvimento de operação. “Apostamos no Brasil com qualidade, consequente de nossa proposta de proximidade e parceria estratégica com nossos clientes, para que os resultados sejam sustentáveis”, finaliza.

Braço segurador representa 35% do ganho do Paraná Banco

malucelliO Paraná Banco obteve lucro líquido recorrente consolidado de R$ 38,9 milhões no quarto trimestre de 2014, crescimento de 34,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2014, o crescimento foi de 14,7%, atingindo R$ 150,2 milhões. O braço de seguros e resseguro teve destaque no resultado do banco, representando 35% do resultado, avanço em relação aos 23% do ano anterior.

Segundo nota, o lucro líquido do grupo segurador, que consolida a seguradora e a resseguradora do grupo, avançou de R$ 29 milhões em 2013 para R$ 53 milhões em 2014, avanço de 76%. Os prêmios somaram R$ 376,6 milhões no ano passado, 1,5% acima dos R$ 371,4 milhões de 2013, incluindo DPVAT.

O índice combinado em 2014 ficou em 66%, bem melhor do que os 73,6% de 2013 (quanto mais abaixo de 100, melhor). O patrimônio líquido atingiu R$ 299,432 milhões em 2014, alta de 13,5% ante o ano anterior. O retorno (ROAE) foi a 19,0% ao final de dezembro último ante 9,1% em um ano. O grupo também destacou a compra do controle da Cardinal Compañia de Seguros, empresa colombiana de seguro garantia, através da JM Latam, constituída em dezembro de 2014 pelo Paraná Banco e pela Travelers Brazil Acquisition LLC, que alinhada com a estratégia de ampliar as operações do Grupo Segurador, marca o início da expansão das atividades na América Latina.

Lucro líquido anual da SulAmérica cresce 14,2% e atinge recorde histórico de R$ 548,7 milhões

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A Sul América S.A. (BM&FBovespa: SULA11) encerrou 2014 com lucro líquido recorrente recorde de R$ 548,7 milhões, representando crescimento de 14,2% em relação a 2013. No quarto trimestre, o aumento do lucro líquido foi de 1,9%, atingindo a soma de R$ 294,6 milhões. Alta significativa também foi registrada na receita total consolidada que chegou a R$ 4,2 bilhões nos últimos três meses de 2014 e crescimento de 15,1% no ano, totalizando R$ 16,9 bilhões em 2014.

Considerando a operação de seguros, a SulAmérica emitiu em 2014 um total de R$ 13,5 bilhões em prêmios, representando um aumento de 9,9% no quarto trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior e de 10,7% na comparação com 2013.

“Mesmo diante do cenário macroeconômico desafiador observado em 2014, nossos resultados mostram que conseguimos enxergar boas oportunidades para crescer nos mercados em que a companhia atua e alcançar o melhor desempenho da história da SulAmérica”, explica o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. “A estratégia de ampliação comercial, sem desviar de nossa política de subscrição com foco na rentabilidade, além da eficiência na gestão dos ativos próprios e rigoroso controle das despesas administrativas, contribuíram para o excelente resultado”, complementa.

Em relação aos resultados de saúde e odontológico, o crescimento dos prêmios foi de 13,8% na comparação com 2013 e 13,7% no quarto trimestre de 2014 frente ao mesmo período do ano anterior. A manutenção do forte ritmo de vendas novas e elevadas taxas de retenção de clientes beneficiaram o segmento, além do acelerado crescimento da carteira de pequenas e médias empresas, com elevação de 25,7% dos prêmios no último trimestre de 2014 e 24,5% na comparação com 2013.

Os prêmios de seguros de automóveis tiveram elevação de 6,9% em 2014 e de 5% no quarto trimestre. Já a frota segurada registrou alta de 7,7%, atingindo 1,65 milhão de veículos, com maior participação de carros de passeio. O desempenho se deveu, principalmente, a fatores como a forte presença da marca, atuação da extensa rede de corretores e pelo pioneirismo da companhia em lançar produtos e serviços inovadores.

Os destaques em ramos elementares foram as carteiras de massificados e empresarial, que cresceram 12,7% e 27,2%, respectivamente, no quatro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013. No comparativo anual, os crescimentos foram de 18,8% e 31,6%. No negócio de previdência privada, as contribuições e reservas dos planos da modalidade VGBL superaram outras carteiras e cresceram 19,7% e 26,2%, respectivamente, na comparação com 2013.

Os prêmios do segmento de vida e acidentes pessoais cresceram 17,9% frente ao quarto trimestre de 2013 e apresentaram leve queda, de 1,5%, na comparação anual, resultado de ações para reposicionamento da carteira, como a não renovação de apólices com rentabilidade abaixo da estipulada.

O volume de ativos administrados pela SulAmérica Investimentos, nosso negócio de gestão de ativos, passou para R$ 21,6 bilhões, uma captação líquida de recursos de R$ 3,4 bilhões em relação ao início de 2014. Em um período marcado por alta volatilidade, a SulAmérica Investimentos foi uma das poucas gestoras do país com fluxo líquido positivo de recursos. Já o negócio de capitalização manteve a sua trajetória de crescimento, com importante contribuição para o resultado consolidado da companhia. A área apresentou alta de 44,7% do resultado operacional em 2014, totalizando R$ 58,4 milhões.
O resultado financeiro de R$ 658,3 milhões em 2014 foi o mais alto já registrado pela companhia, com aumento expressivo de 40,3% na comparação com 2013 e 7,5% em relação ao quarto trimestre do mesmo ano. O aumento se deveu, principalmente, a um maior volume de ativos próprios sob gestão e a uma taxa básica de juros (Selic) maior. O índice combinado – parâmetro utilizado pelas seguradoras que indica o percentual das despesas em relação aos prêmios e mede, portanto, o desempenho operacional – ficou em 93,4% no quarto trimestre de 2014 e 99,6% no ano.

Vale destacar que no segmento de seguro saúde, a companhia intensificou as campanhas de promoção de saúde e bem-estar e ampliou a parceria com a Healthways para lançar o Portal Saúde Ativa, plataforma disponível para todos os segurados.

Investindo cada vez mais na formação e atualização de sua força de vendas, a SulAmérica treinou em 2014, 28 mil corretores em várias regiões do país e realizou dois eventos do Corretor Nova Geração, um ciclo de palestras específico para os filhos dos corretores de seguros, que assumirão em breve o negócio da família.

Liberty Seguros conta histórias inspiradoras em série de minidocumentários

A Liberty Seguros lança esta semana, em seu canal oficial no YouTube, uma série de minidocumentários sobre pessoas que criaram, cada um à sua maneira, projetos cheios de inspiração.

Nos vídeos, personagens como o casal Iara e Eduardo Xavier contam como colocaram em prática seus sonhos. Eles abandonaram suas rotinas há quatro anos para criar o projeto Caçadores de Bons Exemplos, que tem como objetivo espalhar o bem. O casal viaja de carro pelo país em busca de histórias que possam inspirar a sociedade: “A gente ganha quando as pessoas entram em contato com a gente e falam que estão ajudando o próximo de alguma forma baseado nas histórias que estamos contando. Isso nos traz segurança, isso nos faz continuar”, conta Iara.

O segundo vídeo mostra Maria Fernanda Rizzo, criadora do Empório da Papinha, que abriu seu negócio para ter mais tempo com sua filha e ajudar outras mães ao oferecer alimentos saudáveis prontos para os pequenos. Além da realização profissional, Maria Fernanda acredita que, por meio de sua empresa, pais de todo o Brasil podem ter mais tempo com seus filhos, já que não precisam se preocupar em preparar as refeições das crianças. “Eu acredito muito no que eu faço, e faço com amor”, revela a empreendedora.

Já a designer e mãe Estéfi Machado conseguiu reorganizar sua rotina para unir a família, o trabalho e a diversão dentro de casa ao criar seu blog sobre arte e fotografia. “Eu adoro minha casa, é onde meu filho cresce, onde eu trabalho, é meu ninho”, conta a profissional.

A Liberty Seguros entende o valor das conquistas dos brasileiros e acredita que, muitas vezes, um carro, uma casa ou uma empresa tem um significado maior, eles são o cenário onde sonhos se realizam. De acordo com Patrícia Chacon, diretora de Marketing e Estratégia, “a Liberty Seguros ajuda as pessoas a viverem vidas mais tranquilas e seguras, protegendo as suas conquistas para que possam fazer cada vez mais”.

Os vídeos, produzidos em parceria com a agência CUBOCC e a produtora The Kumite, podem ser vistos pelo link:

BB e Mapfre avança 16% em faturamento, para R$ 16,3 bilhões

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O grupo BB e Mapfre obteve crescimento de 16% em prêmios em 2014, que somaram R$ 16,3 bilhões contra R$ 14 bilhões em 2013. O número mostra um crescimento acima da média de mercado que foi de 9,5% no mesmo período.

O lucro líquido recorrente, apurado sobre a mesma base de operações de 2013, cresceu 40,5%, atingindo R$ 1,6 bilhão. O valor representa 11,3% do total de prêmios ganhos em 2014, no ano anterior esse percentual foi de 9,7%.

“Nossos resultados de 2014 coroaram nossa trajetória de três anos e meio: conseguimos aliar eficiência, controle de custos e inovação, o que resultou mais uma vez num crescimento importante”, afirma Roberto Barroso, presidente da BB Mapfre SH1. “Nós investimos em atendimento ao cliente e implantamos mais uma nova central de call center em Franca, um ganho em qualidade e rapidez na resposta ao segurado”, pontua.

O índice de sinistralidade foi de 48,9% , incremento de 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior (47,5%). Já o índice de comissionamento geral ficou em 21,7% (23% em 2013) e as despesas administrativas representaram 8% sobre os prêmios ganhos em 2014 (9,2% em 2013).

“Tivemos um ano acima das expectativas, com crescimento em prêmios e resultados, com foco na otimização das operações”, diz Marcos Ferreira, presidente da BB Mapfre SH2. “Além disso, lançamos o Projeto Família Sempre Protegida, que inovou na oferta e na entrega do seguro ao consumidor”, destaca.

As provisões técnicas de seguros totalizaram R$ 14,3 bilhões em 2014, o que representa um incremento de 22,2% em relação ao ano anterior (R$ 11,7 bilhões em 2013). Em 2014, o patrimônio líquido do grupo totalizou R$ 5,8 bilhões (R$ 5 bilhões em 2013). Os ativos totais encerraram o ano em R$ 25,9 bilhões, um crescimento de 19,8% em comparação com 2013 (R$ 21,6 bilhões).

Esses resultados contribuíram para que o GRUPO chegasse ao final de 2014 com uma participação de mercado de 17,9%, liderando o segmento de produtos de riscos, que engloba os negócios de Seguros de Pessoas, Automóvel e Danos. No início da parceria, a participação de mercado do grupo era de 15,7%, ou seja, teve um incremento de 2,2%, de acordo com os últimos dados divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Considerando apenas os seguros de Danos, em 2014 o GRUPO conquistou a liderança de mercado, com 19,3% de participação e crescimento de 27,1%.

O segmento de Seguro de Pessoas consolidou a liderança com participação de mercado de 20,4%, um crescimento de 9,6% em relação a 2013 e superior ao alcançado pelo mercado (6%). O resultado é tido como muito representativo pelo GRUPO. Em 2014 o Grupo lançou a modalidade de seguro prestamista pessoa jurídica para a rede bancária, com foco nas pequenas e médias empresas.

Mesmo diante da retração na produção de veículos do país em 2014, o segmento de Auto registrou crescimento de 11,2% em 2014, acima da média de mercado (9,4%), com desempenho positivo no segmento de frotas. A área também lançou serviços e coberturas com foco no cliente, como a renovação por SMS, perícia on-line, sinistro via web e o “Motorista mais” (garante o reboque do veículo e transporte dos ocupantes em caso de sinistro).

Nos mercados de Agronegócios e Habitacional, a seguradora obteve um incremento de 39%, preservando também a primeira posição do mercado, mesmo considerando o impacto de eventos climáticos (seca e estiagem) sobre os seguros agrícolas em 2014.

Com o lançamento de três produtos em 2014 – Risco de Petróleo, Garantia Judicial Trabalhista e Risco de Satélite – e com desempenho considerado expressivo em clientes globais, a área de Grandes Riscos registrou crescimento de 34,1%, performance bastante superior à média do crescimento do mercado (10,1%).

Allianz fatura 10,4% mais e encerra 2014 com €122,25 bilhões

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O Grupo Allianz voltou a apresentar resultados muito bons em 2014. Pela primeira vez, as receitas ultrapassaram a marca de €120 bilhões. Com base em dados preliminares, as receitas totais do Grupo tiveram um crescimento de 10,4%, passando a €122,25 bilhões (ano anterior: €110,77 bilhões). Durante o mesmo período, o número total de clientes segurados pela Allianz teve um aumento de 2 milhões, passando para 85 milhões.

O lucro operacional aumentou 3,3%, passando a €10,40 bilhões (€10,07 bi no exercício anterior). O resultado está na faixa superior do intervalo de objetivo, conforme previsto em novembro de 2014. O intervalo projetado para o lucro operacional de 2014 foi de €10 bilhões, com uma margem de mais/menos €500 milhões. O lucro líquido atribuível a acionistas aumentou 3,8%, para €6,22 bilhões, ante €6 bilhões em 2013.

“Tensões geopolíticas, contínua volatilidade do mercado e uma queda maior nas taxas de juros em 2014 levaram a um crescimento econômico mundial mais baixo do que o esperado”, disse Michael Diekmann, CEO da Allianz SE. “Apesar destes desafios, a Allianz obteve resultados muito bons em receitas, lucro operacional e receita líquida”.

O lucro operacional no segmento de Property & Casualty (P&C) aumentou em 2014 se comparado ao ano anterior e apresentou mais da metade do total do lucro operacional do Grupo. Um forte crescimento interno, em particular nas linhas de seguros mundiais e no Reino Unido, aumentou os prêmios neste segmento. As grandes catástrofes naturais foram muito menores do que no ano anterior.

No segmento de Vida e Saúde, tanto os prêmios estatutários quanto o lucro operacional tiveram um crescimento de dois dígitos, refletindo uma alta demanda pelos produtos da Allianz no ambiente de baixas taxas de juros. O lucro operacional ficou na faixa superior do intervalo previsto após um melhor resultado de investimentos.

A Gestão de Ativos gerou um lucro operacional mais baixo, em linha com as expectativas, em meio à mudança da administração da PIMCO. A Allianz Global Investors teve um lucro operacional recorde e entrada líquida de investimentos ao longo de 2014. O índice de solvência do conglomerado ficou em 181% no final de 2014, contra os 182% registrados no ano anterior. O patrimônio líquido atingiu um novo patamar de €60,7 bilhões no final do ano, ante €50,1 bilhões em 2013.

Segmento de Property & Casualty com um forte crescimento interno
No segmento Property & Casualty, os prêmios brutos emitidos aumentaram 3,7%, para €48,32 bilhões em 2014, contra €46,58 bilhões no ano anterior. O crescimento interno atingiu 3%. Os principais impulsionadores do crescimento interno em 2014 foram as linhas globais e o alto crescimento no negócio de varejo da Allianz Reino Unido.

A forte demanda por novos produtos continuou em 2014, incluindo os produtos de cobertura modulares para residências “PrivatSchutz” na Alemanha e “Allianz1” na Itália. A aquisição de uma parte do negócio de seguros da seguradora italiana UnipolSai e a aquisição do negócio de seguros gerais da empresa Australian Territory Insurance Office expandiram o segmento de Property & Casualty em mercados-chave.

Tanto o lucro operacional quanto o índice combinado se beneficiaram em 2014 de um ambiente benigno em termos de catástrofes naturais, mas foram impactados por alguns efeitos, incluindo o fortalecimento da reserva no Brasil, na Fireman’s Fund e na Rússia. Nos Estados Unidos, a Allianz realinhará o estabelecimento da Fireman’s Fund por meio da consolidação das atividades de seguros corporativos e do enxugamento da linha de seguros de varejo. O segmento de seguros de varejo na Rússia e na Ucrânia foi reajustado em reação às condições econômicas difíceis naqueles mercados.

O lucro operacional no segmento de Property & Casualty aumentou 2,2%, para €5,38 bilhões (€5,27 bilhões foram registrados em 2013), impulsionado principalmente por um resultado melhor de subscrição, enquanto o resultado de investimentos permaneceu estável. O índice combinado permaneceu inalterado, em 94,3%.

“O crescimento interno impulsionado pelo forte volume no segmento de Property & Casualty é apoiado pela alta demanda contínua por novos produtos modulares nos mercados centrais”, disse Dieter Wemmer, diretor executivo Financeiro da Allianz SE. “As nossas aquisições, bem como os reajustes nos Estados Unidos, na Rússia e no Brasil, são importantes medidas de portfólio para continuar o desenvolvimento positivo do nosso negócio de Property & Casualty”.

Seguros de Vida e Saúde: lucro operacional próximo do limite da meta
Os prêmios estatutários no segmento de seguros de Vida e Saúde tiveram um aumento de 18,6% em 2014, passando a €67,33 bilhões (€56,78 bilhões em 2013). As principais fontes de crescimento do prêmio foram as unidades da Allianz nos Estados Unidos, Itália e Alemanha.

Os produtos de anuidade com indexação fixa foram o principal impulsionador do crescimento nos Estados Unidos, onde os prêmios estatutários totais tiveram um aumento de €4,5 bilhões. O produto de seguro de vida “Perspektive” já vendeu até agora mais de 93 mil apólices na Alemanha, desde que foi lançado em 2013. O produto de prêmio único ligado à unidade “Progetto Reddito” continuou o seu sucesso na Itália e gerou mais de €1 bilhão em prêmios brutos emitidos em 2014.

O lucro operacional no segmento de Vida e Saúde aumentou 22,8%, passando a €3,33 bilhões, contra €2,71 bilhões do período anterior. A margem de novos negócios aumentou para 2,4% (ante 2,1% registrados em 2013). O valor dos novos negócios aumentou ao longo do mesmo período para €1,378 bilhão (quando comparado aos €952 milhões obtidos em 2013), refletindo uma melhor gestão da rentabilidade.

“O crescimento de participação de mercado no segmento de seguros de Vida e Saúde reflete o sucesso dos nossos produtos criados para o ambiente de taxas de juros”, disse Dieter Wemmer. “Contudo, as baixas taxas de juros na zona do euro e nos Estados Unidos farão pressão sobre as margens e o volume dos novos negócios nos próximos trimestres”.

Gestão de Ativos: as saídas líquidas são compensadas pelos retornos do mercado e efeitos de moeda estrangeira
As receitas no segmento tiveram uma queda geral de 10,8%, para €6,39 bilhões, ante €7,16 bilhões em 2013. Isto inclui a alocação de algumas entidades de Gestão de Ativos para Vida/Saúde e Banking.

O lucro operacional teve uma queda de 17,6%, passando a €2,60 bilhões (€3,16 bilhões no ano anterior). Este desdobramento é impulsionado por menos ativos médios de terceiros sendo geridos e altas tarifas de performance não recorrente de um fundo privado em 2013.

O total de ativos sob gestão atingiu €1,801 trilhão em 31 de dezembro de 2014, aumentando 1,8%, quando comparado aos €1,770 trilhão obtidos no exercício anterior. Os ativos de terceiros sob gestão tiveram uma queda no mesmo período, passando a €1,313 trilhão contra €1,361 trilhão registrados em 2013. As saídas líquidas de terceiros, de €226 bilhões, foram compensadas em grande medida por um forte retorno de mercado e efeitos favoráveis de câmbio de moeda estrangeira.

O índice de melhor desempenho de três anos da Gestão de Ativos permaneceu muito bom, a 84% em 31 de dezembro de 2014 (85% em 2013). A relação custo/rendimento aumentou para 59,2% no ano passado. (Em 2013 foram registrados 55,9%).

Uma nova equipe de gestão de investimentos está operando na PIMCO, após a saída do fundador da empresa, Bill Gross, em setembro de 2014. As saídas líquidas de terceiros atingiram o seu ponto mais alto após o anúncio de seu afastamento, totalizando €236 bilhões para o ano inteiro.
A Allianz Global Investors, o segundo pilar da Gestão de Ativos da Allianz, teve entradas líquidas pelo oitavo trimestre consecutivo e passou de €400 milhões em lucro operacional pela primeira vez desde o estabelecimento da nova estrutura em 2012.

“Depois que as saídas líquidas na PIMCO atingiram um pico no final do terceiro trimestre de 2014, vimos uma clara tendência de diminuição das saídas, que continuou em 2015”, disse Dieter Wemmer. “A equipe forte e estável de gestão de investimentos da PIMCO e a continuação de sua excelente performance de investimentos será a base para uma maior estabilização em 2015. O Fundo Total Return da PIMCO recuperou recentemente a sua classificação de cinco estrelas dada pela empresa de pesquisas de investimentos Morningstar. Isto é uma prova de que estamos no caminho certo”.

A nova política propõe dividendo de €6,85

O esclarecimento de requisitos de capital sob a nova regulação da Solvência II permitiu uma redefinição da política de dividendos da Allianz SE. Em novembro de 2014, o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal aprovaram a nova política.

Começando com o ano fiscal de 2014, 50% do lucro líquido atribuível a acionistas será pago, comparado com os 40% anteriormente. Depois da nova política, o Conselho de Administração propôs ao Conselho Fiscal da Allianz SE um dividendo de €6,85 por ação, um aumento de 29% frente ao ano anterior. Para o ano fiscal de 2013, a Allianz pagou um dividendo de €5,30 em conformidade com a política anterior.

“A política de dividendos revisada reflete os nossos esforços bem-sucedidos para preparar a Allianz para o futuro”, disse Michael Diekmann. “Acreditamos que o ambiente econômico permanecerá desafiador em 2015. A nossa atual previsão de lucro operacional para 2015 é de €10,4 bilhões, com uma margem de mais/menos €400 milhões”.

Capemisa é autorizada a vender microsseguro no Brasil e seguro viagem em Cuba

Capemisa TatagibaEnquanto os pesos pesados da indústria de seguros dos Estados Unidos chegam nesta sexta-feira em Cuba para uma nova rodada de negociações sobre o debate do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, José Augusto da Costa Tatagiba prepara a sua viagem a Havana para fechar os últimos detalhes do início da operação brasileira da seguradora Capemisa em terras cubanas.

“Há um grande potencial em Cuba para venda de seguro viagem e também de seguros de bens”, afirma o presidente, citando que a participação do mercado de seguros no PIB de Cuba é de apenas 0,7%, enquanto a média mundial é de 8%. Segundo ele, a população de Cuba, estimada em 11 milhões de pessoas, até então fora da economia mundial, pode agora ingressar no mundo capitalista. “Se as empresas se instalarem lá, vão encontrar uma mão de obra qualificada para contratar, escolas que ensinam, hospitais sem filas. Pessoas que sabem preservar o que tem e um país com uma infra-estrutura organizada. Veja o porto de Mariel. Um dos mais sofisticados do mundo. Instalado na porta do Golfo. Cuba é um local perfeito para seguros”, resume, assumindo que dissiminar a cultura de seguro é algo desafiador num país desenvolvido dentro da filosofia de que o Estado é o grande provedor de benefícios sociais.

cubaA Capemisa iniciou o processo de aproximação com o governo cubano em 2011, durante a 33ª edição da Feira Internacional de Turismo de Cuba, que ocorreu no mês de maio, em Varadero. A seguradora foi uma das 16 empresas brasileiras que participaram do evento, considerado o maior no setor no país, organizada pelo presidente da Apex, Mauríco Borges. Na época, a notícia sobre a autorização da Susep para a Capemisa atuar em Cuba foram ofuscadas pelo restabelecimento de relações entre Brasil e o irmão de Fidel, Raul Castro. Entre os principais temas da época temos registro sobre o financiamento da reforma do maior porto cubano, com recursos do BNDES, e do acordo com Havana para o envio de milhares de médicos cubanos ao Brasil.

Mas as negociações envolvendo seguros persistiram e resultam hoje em um dos negócios da Capemisa, que no final de 2014 assinou um acordo com o governo cubano e com a Empresa de Seguros Nacionales (Esen) para a venda de seguro viagem Capemisa, previsto para começar a ser vendido a partir de julho deste ano. “Hoje os turistas que vão para Cuba tem de acionar o seguro no país de origem”, relata Tatagiba em entrevista ao blog Sonho Seguro. “Com o seguro Capemisa o atendimento ao segurado será feito direto em Cuba, por meio da rede de hospitais e clínicas do país, por meio da Assistur, única empresa de assistência do governo cubano”.

Tatagiba faz uma conta simples. O mercado de seguro viagem movimenta cerca de US$ 52,5 milhões ao ano em Cuba, com um movimento de 3 milhões de turistas por ano, sendo 22 mil brasileiros. Considerando-se um preço médio de US$ 40 por seguro viagem para uma estadia de uma semana, o segmento movimenta, então, vendas anuais de US$ 1 bilhão. “Ou seja, Cuba perde dinheiro com seguro viagem. Tem receita de US$ 1 bilhão e só US$ 52,5 milhões ficam no país”, raciocina.

Segundo sua percepção diante das negociações que tenta viabilizar, como fazer a ponte entre uma grande operadora de turismo brasileira e o governo cubano, o empresário acredita que o número de turistas brasileiros para o país pode chegar a 100 mil nos próximos dois anos. “A campanha publicitária será ótima”, antecipa. Tendo a seguradora em Cuba, a idéia é que os recursos de seguro viagem sejam emitidos na ilha e não mais nos países de origem dos turistas. “Podemos também viabilizar esses acordos com os turistas argentinos que vão para a ilha”, diz o economista e empreendedor bem relacionado.

cuba portoTatagiba chegou em Cuba antes dos pesos pesados dos Estados Unidos. Nesta semana, nada menos do que Hank Greenberg, que levou a AIG ao topo do mundo antes de ser socorrida pelo governo americano no ápice da crise financeira em 2008, disse que está animado com a perspectiva de fazer incursões no mercado de seguros de Cuba, por meio da Starr, grupo segurador que montou após a sua saída da AIG. Segundo especialistas, várias seguradoras mundiais olham para Cuba, país que tiveram de abandonar pelo regime de Fidel Castro, mas que pretendem voltar. “Na festa de 100 anos de uma das duas seguradoras cubanas, muitas delas estavam presentes na recepção a qual também fui, na praça matriz de Havana”, orgulha-se o presidente da Capemisa que movimentou prêmios ganhos e receitas de previdência de R$ 463 milhões e lucro líquido de R$ 37,5 milhões em 2014 no Brasil, segundo dados da Susep, sem incluir a Aplub Capitalização, incorporada em outubro do ano passado.

Para o projeto de Cuba, Tatagiba nomeou José Américo Vieira Valadão como superintendente de operações internacionais, para poder se dedicar mais ao microsseguro, operação para a qual teve autorização da Susep nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro. “Temos muito para fazer no Brasil, mas temos de encontrar um caminho fora da disputa dos grandes grupos”, revela.

Microsseguros – A Capemisa, que completa 55 anos em julho, nasceu como uma empresa mútua e há pouco tempo se transformou em uma SA. Segundo ele, o principal objetivo e ter recursos para manter os projetos sociais, que consomem hoje mais de 30% do lucro da seguradora. Também tem a intenção de atrair, no longo prazo, um sócio ou abrir o capital da companhia. Uma das estratégias é ter tecnologia de ponta, que viabilize agilidade e custos reduzidos, bem como estar no mundo a partir do centro de dados instalado no Rio de Janeiro.

O executivo que se formou em economia na universidade federal de Brasília na década de 70 e participou de importantes projetos públicos e privados, montou uma equipe de tecnologia composta por mais de 20 “nerds”, divididos entre Rio e Porto Alegre, que se dedicam a criar softwares que rodam em hardware desenvolvidos pela Elgin. “As oportunidades de negócios estão por todos os lados. Precisamos só viabilizá-las e esses jovens são incríveis. Já nasceram com a tecnologia na mão”, comenta. “Eles me perguntam: e aí presidente, diga o que o senhor está pensando que nos vamos colocar em prática. Ai eu digo e eles me entregam algo muito melhor do que pensei”, afirma.

Um dos sistemas criados pela jovem equipe já está rodando em um clube de futebol no Sul. “Para comprar ingressos, os torcedores precisam estar em dia com o clube. O programa reduziu a inadimplência para o clube, que de quebra ainda é comissionado pela venda de seguros de pessoas e títulos de capitalização ofertados pela Capemisa para a lista de torcedores armazenada no sistema desenvolvido pela seguradora. “Já estamos negociando com outros times”, diz, acrescentando que é um ramo de negócios difícil de ser conquistado.

‘2015 será o ano da Capemisa”, garante José Augusto da Costa Tatajiba. Esse também é o pensamento de boa parte dos executivos de seguros. Marco Antonio Rossi, presidente da Cnseg, disse ontem no lançamento das iniciativas de educação financeira no Rio de Janeiro, que a estimativa de arrecadação do setor é de R$ 364,81 bilhões em 2015, número 12,4% superior a 2014. “Independente do cenário que esse ano apresentará, o mercado de seguros estará no top das áreas que mais crescerão na economia brasileira”.

Novos diretores na Fenacap

Fonte: Portal da CNseg

diretores_fenacap_intNa última reunião da diretoria da FenaCap, realizada em dia 5 de fevereiro, tomaram posse os novos vice-presidentes Gabriel Portella Fagundes Filho (à esquerda na foto), do Grupo SulAmérica Seguros, e Ricardo Alahmar (à direita na foto), do Grupo Bradesco Seguros, em substituição a Carlos Infante Santos de Castro e José Sérgio Bordin.