Vendas de títulos de capitalização chegam a R$ 19,8 bi até novembro

fenacapRelease

De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional
de Capitalização (FenaCap), o mercado de títulos de capitalização
distribuiu, entre janeiro e novembro de 2014, R$ 1,085 bilhão em premiações,
19% a mais do que no mesmo período de 2013, o que equivale a R$ 5,7 milhões
em prêmios pagos a clientes contemplados, por dia útil no ano.

No mesmo período, o faturamento cresceu 5,2% em relação ao ano anterior,
atingindo o montante de R$ 19,862 bilhões. “O setor ainda contribuiu para
injeção de recursos na economia, devolvendo, sob forma de resgates, até
novembro, R$ 14 bilhões à clientes que mantiveram seus contratos de
capitalização”, assinala Marco Antonio Barros, presidente da FenaCap. “Desse
modo, o título de capitalização se transforma em um instrumento financeiro
que ajuda a cultivar a disciplina financeira, oferecendo, ainda, a
oportunidade de concorrer a prêmios em dinheiro”, completa Marco Barros.

O volume das reservas técnicas, montante relativo aos depósitos efetuados
por clientes de títulos de capitalização, e que são devolvidos sob forma de
resgates, cresceu 13,2% no período, em relação ao ano de 2013, ultrapassando
a marca de R$ 29 bilhões.

XL compra Catlin por US$ 4,2 bilhões

© Copyright 2007 Corbis CorporationFinalmente foi divulgada a compra da Catlin, que faz seguro de tudo – de enchentes a sequestros – pelo grupo XL, por US$ 4,2 bilhões. Segundo nota enviada ao blog Sonho Seguro, os acionistas do maior sindicato do Lloyd`s of London, receberão 388 pence em dinheiro e 0,13 para cada ação Catlin, o que valoriza os papéis do Catlin em 715,3 pence por ação com base nos preços de fechamento de ontem. O anúncio oficial do início das conversações foi feito pela Catlin no dia 17 de dezembro. A oferta inicial era de 2,5 bilhões de libras e foi finalizada em 2,7 bilhões de libras.

O acordo visa aumentar a cobertura de riscos específicos, segundo informou em nota o CEO da XL Mike McGavick. A operação combinada gera uma empresa com mais de US$ 17 bilhões de capital e US$ 10 bilhões em prêmio líquido. Em resseguro, o grupo passa a totalizar prêmios de US$ 3 bilhões, passando a constar no ranking dos 10 maiores resseguradores do mundo.

O anúncio fez com que as ações das duas empresas registrassem alta nas bolsas em que operam. Os papéis da Catlin avançaram 4,6%, para 691 pence às 10:38, em Londres, e as ações do grupo XL tiveram valorização de 1,6%, para US$ 35,42 em Nova York ontem, segundo a Bloomberg.

O Catlin Group registrou vendas superiores a US$ 5,3 bilhões em 2013 e tem escritórios em mais de 25 países, inclusive na América do Norte, Ásia, América Latina e outras partes da Europa.

Mike McGavick continuará como CEO will e Stephen Catlin terá um cargo compartilhado entre as duas companhias como Executive Deputy Chairman assim que a operação for concluída. A perspectiva é de que Catlin faça parte do Conselho de Administração. Peter Porrino permanece como CFO.

Seguradoras indenizam US$ 31 bi dos US$ 110 bi em perdas com catástrofes em 2014, afirma Munich Re

catastrofe cheia rio madeiraDepois da Swiss Re divulgar uma prévia das perdas com catástrofes naturais e feitas pelo homem no final de 2014, ontem foi a vez da Munich Re divulgar o seu levantamento sobre o tema. Segundo estudo divulgado ontem, dia 7, as catástrofes naturais registradas em 2014 provocaram menos mortes e danos materiais que nos últimos trinta anos.

As perdas econômicas geradas pelas catástrofes no ano passado chegaram a US$ 110 bilhões, valor menor os US$ 140 bilhões do ano anterior e que a média dos últimos trinta anos, segundo dados coletados pelo blog Sonho Seguro. O ciclone Hudhud, que atingiu a Índia, lidera o ranking de perdas econômicas, com um custo de US$ 7 bilhões. Dos US$ 110 bilhões em perdas econômicas constatados no ano passado, apenas US$ 31 bilhões contavam com apólice de seguro. O desastre natural mais caro, uma tempestade no Japão, segundo maior país em vendas de seguros no mundo, gerou indenizações de US$ 3,1 bilhões.

Os desastres provocaram 7,7 mil mortes, sendo, as inundações na Índia e no Paquistão em setembro as que causaram o maior número de óbitos: 665. O número de mortos registrados nas catástrofes naturais caiu significativamente em relação a 2013 (21 mil) e à média dos últimos anos, e se situa no nível de 1984. O estudo destaca que a temporada de furacões na América do Norte e Central foi relativamente tranquila, com oito furacões violentos contra os 11, em média, ocorridos entre 1950 e 2013.

Tarcisio Godoy deixa Bradesco Seguros para assumir como secretário da fazenda

tarcisio godoyComo era esperado, Tarcísio Godoy, ex-secretário do Tesouro e que nos últimos sete anos atuou na indústria de seguros, três (2007/2010) como presidente da Brasilprev e quatro (2010 a 2014) como diretor da Bradesco Seguros, foi escolhido secretário-executivo do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, segundo anúncio feito na última segunda-feira, dia 5 de janeiro. Agora a grande expectativa é com o anúncio do comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que deverá ser divulgada nos próximos dias. A aposta é de que atual titular, Roberto Westenberger, seja mantido.

Miriam Mara Miranda, ex-CNseg, será chefe do gabinete de Joaquim Levy

A Casa Civil da Presidência nomeou Miriam Mara Miranda para exercer o cargo de chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU). Miriam atuava como Superintendente de Relações Governamentais da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (Cnseg), desde junho de 2013, quando foi aberta a sucursal de Brasília.Antes disso, atuou por um ano como diretora de tecnologia, na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A edição de hoje do DOU também traz a nomeação do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Lindolfo Neto de Oliveira Sales para exercer o cargo de chefe de gabinete do ministro da Previdência Social, Carlos Gabas.

Caixa Seguros muda marca e ganha novo nome

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O Grupo Caixa Seguros está de cara nova. A Companhia acaba de reformular sua logomarca e passa agora a se chamar Caixa Seguradora. Com as mudanças, a empresa pretende fortalecer ainda mais sua presença no mercado, além de unificar todas as suas atividades em uma única marca – antes separada em cinco empresas: Caixa Seguros, Caixa Previdência, Caixa Consórcios, Caixa Capitalização e Caixa Seguros Saúde.

“A marca única fortalece a identidade da empresa e facilita a relação com parceiros e clientes”, explica Gabriela Ortiz, diretora de Marketing, Estratégia e Comunicação.

Mais do que uma mudança no visual, as novidades representam o amadurecimento que a empresa conquistou nos últimos anos, tanto no modelo de negócios como no posicionamento interno e externo. Para acompanhar esse crescimento, a seguradora construiu em Brasília uma sede própria e já começa 2015 de casa nova.

Lucro líquido do mercado segurador avança 19,9% de janeiro a novembro, para R$ 15,7 bi

castiglioneO mercado segurador brasileiro registrou lucro líquido não consolidado de R$ 15,7 bilhões no período de janeiro a novembro de 2014, 19,9% maior do que os R$ 13,1 bilhões do mesmo período de 2013, segundo dados estatísticos disponibilizados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), nesta quinta-feira, 8 de janeiro. Segundo consolidação feita pelo consultor Luiz Roberto Castiglione, excluindo o resultado de coligadas e controladas, o lucro líquido passa para R$ 9,5 bilhões 21,2% acima dos R$ 7,9 bilhões do mesmo período anterior. A taxa média de retorno do patrimônio líquido anualizada foi de 22,8%, três pontos percentuais acima do registrado em 2013.

De acordo com o estudo enviado pelo consultor para o blog Sonho Seguro, o volume total de prêmios (com VGBL) somou R$ 144,4 bilhões de janeiro a novembro, 10,5% acima dos R$ 130,6 bilhões do mesmo período do ano passado. Excluindo o VGBL, a produção de seguros atingiu R$ 82,2 bilhões, 9,6% acima dos R$ 75 bilhões dos onze meses de 2013.

O índice combinado chegou a 88,59% dos prêmios e contribuições ganhas, uma ligeira piora em relação aos 89,04% dos mesmos em 2013 (quanto mais próximo de 100% pior). “Esse desempenho adveio do segmento de previdência privada (tradicional e VGBL), onde a margem passou de 5,25% dos prêmios ganhos em 2013 para 5,59% em 2014. Já a Margem de Seguros ficou praticamente idêntica em ambos os períodos”, comenta o consultor em seu estudo.

“As despesas administrativas se mantiveram controladas e o resultado financeiro em função do aumento da taxa básica de juros passou a ser robusto. Com isso a rentabilidade da operação foi equivalente a 23,5% dos prêmios e contribuições ganhas contra 20,5% dos mesmos em 2013”, acrescenta.

Segundo Castiglione, “ao que parece a busca pela eficiência operacional chegou no seu limite”. A maior rentabilidade se deveu, em grande parte, ao aumento da taxa básica de juros. “De certo será um ano de rentabilidades adequadas, com distribuição de dividendos e participações em lucros. Todavia, o ano de 2015 deverá ser espinhoso. Vendas com menor ritmo de crescimento, aumentos de custos e tributos e concorrência mais acirrada (predatória).”

Capitalizada, J Malucelli inicia expansão pela América Latina

Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro

Bogotá, capital da Colômbia, virou um destino freqüente para o paranaense Alexandre Malucelli nos últimos meses. Presidente do Grupo J Malucelli, conglomerado de 74 empresas de seguros, energia e comunicação que deve faturar até R$ 3 bilhões em 2014, Malucelli costurou o maior negócio da holding de seguros do grupo: a compra de 51% das ações da colombiana Cardinal. De acordo com Alexandre, a chegada ao mercado colombiano será baseada na expansão do negócio de seguro garantia no setor de grandes obras. Estamos aguardando a Susep daquele País aprovar o negócio para que possamos concluir a operação no segundo semestre de 2015.

De acordo com o executivo, a principal contribuição do Brasil para a operação colombiana será o envio de conhecimento tecnológico e a possibilidade de colocar à disposição a estrutura de resseguros do grupo. A J Malucelli tem como sócio na Cardinal o grupo panamenho Assa, que controla outras seguradoras e a companhia aérea Copa. Após a consolidação dos negócios na Colômbia, Malucelli mira outros países da região. Temos cadastros como seguradora em seis países e pretendemos levar nossas operações para esses lugares nos próximos anos. Temos muito potencial para crescer na área de seguro garantia e também oferecer os serviços de resseguros. Entre os principais destinos estão Panamá, Equador, Chile, Peru, Bolívia e Argentina. A Colômbia foi o segundo plano de Alexandre, no radar, inicialmente, a Argentina era o alvo do grupo com um mercado relevante de seguro garantia, entretanto, a mudança política no País, de 2013 para cá, fez com que a empresa mudasse de idéia.

Capitalizada, após vender 49% de sua participação para o grupo americano Travelers, maior empresa de seguro garantia do mundo, a J Malucelli quer falar cada vez mais espanhol. Em 2014, no acumulado até outubro, a empresa emitiu R$ 313,8 milhões em prêmios e sua área de resseguros, mais R$ 225,8 milhões.

Procurador francês diz que atentado terrorista deixou 12 mortos e 11 feridos

francesFonte: Agência Brasil

O procurador da República da França, François Molins, confirmou que, além de ter causado a morte de 12 pessoas, o ataque terrorista à sede do jornal Charlie Hebdo, em Paris, deixou 11 feridos, quatro deles em estado grave. A polícia ainda procura os assassinos, que, segundo Molins, gritaram “Alá é grande” e “Vingamos o profeta” durante o atentado, em referência ao profeta Maomé.

Charges do profeta, publicadas no jornal satírico francês, já haviam causado fortes protestos entre a comunidade muçulmana no passado. Na manhã de hoje (7), três homens encapuzados e fortemente armados entraram na redação do jornal e começaram a disparar contra alguns funcionários. Entre eles o diretor da publicação, Stéphane Charbonnier, de 47 anos, e Georges Wolinski, de 70 anos, considerado um dos maiores cartunistas do mundo.

De acordo com testemunhas, os assassinos falaram os nomes de alguns cartunistas antes de matá-los. No atentado, dois policiais foram mortos. Algumas pessoas filmaram com seus celulares o momento em que os terroristas deixaram o local em um carro. As imagens, divulgadas em vários meios de comunicação, mostram que, antes de entrar no veículo, eles executaram um policial, que já estava ferido no chão, com um tiro na cabeça.

Vários líderes mundiais, como os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do Brasil, Dilma Rousseff, a chanceler da Alemanha, Angela Merke, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o papa Francisco, além de entidades como a Liga Árabe, condenaram o atentado e demonstraram solidariedade ao governo da França e aos franceses.

Em nota, Obama afirmou que autoridades norte-americanas estão prontas para dar qualquer apoio necessário. Os assassinos ainda não foram encontrados e nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Más práticas na comercialização de próteses afetam beneficiários e planos de saúde

jose cechinAs regras para a utilização e comercialização de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) estão entre as pautas mais importantes da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) junto ao Governo e aos demais agentes da cadeia de Saúde Suplementar. O diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin, aponta como as más práticas neste mercado prejudicam a sociedade.

Segundo dados da FenaSaúde, aproximadamente 30% das cirurgias resultam no implante de algum tipo de prótese, o que beneficia inúmeros pacientes ao salvá-los ou melhorar a qualidade de suas vidas. Mas esses dispositivos, prescritos por médicos e que devem ter indicação muito precisa, chegam a custar mais de R$ 500 mil atualmente – distorção que requer atenção dos órgãos reguladores e do governo, a quem cabe zelar pelo predomínio da concorrência e transparência na cadeia distribuidora.

Estudo de consultoria internacional com fontes primárias de fornecedores e prestadores de serviços apontou que prótese de joelho, na fábrica, saía por R$ 2 mil. Incorporados os custos e ganhos ao longo da cadeia de intermediários, a mesma prótese, sem contar as despesas médicas e de internação, custava ao plano de saúde, portanto à sociedade, mais de R$ 18 mil – diferença de 800%. Resolução do próprio Conselho Federal de Medicina proíbe o médico de exigir marca ou fornecedor. Qualquer gasto adicional recai sobre o cidadão, que, na ponta, é onerado pelo alto custo da intervenção e da internação – beneficiário ou não de plano de saúde.

Outra preocupação, destaca a FenaSaúde, é a segurança do paciente. Alguns hospitais já têm programas para reavaliar indicações de cirurgias, sejam de coluna, cardíaca ou outras. Uma prática que ajuda a evitar a exposição do paciente a intervenções desnecessárias é a segunda opinião médica, oferecida por outro médico de reconhecido saber na área.

O avanço tecnológico que permite o desenvolvimento de procedimentos e produtos para melhorar as condições humanas e salvar vidas é louvável. Mas a percepção de que os preços dispararam nessa área, mesmo à visão de quem conhece pouco a economia da saúde, leva à conclusão de que OPME virou atraente meio de lucro. É preciso regulação adequada para a incorporação e uso das tecnologias, para que esta evolução, de fato, se reverta em favor da coletividade.

A FenaSaúde, informa a nota, respeita a autoridade médica e confia que os profissionais sigam o Código de Ética da classe e as melhores práticas médicas. As operadoras contam com estrutura interna de médicos experientes e competentes para questionar as possíveis más práticas. Quando constatadas, os eventuais profissionais de saúde que as cometem podem ser, inclusive, descredenciados dos planos de saúde das associadas à FenaSaúde, respeitada a regulamentação em vigor. A sociedade e os Conselhos de Medicina precisam ficar atentos para denunciar casos que ferem a boa conduta médica e colocam em risco a vida e o bem-estar dos pacientes.

Ainda segundo o comunicado, a FenaSaúde também alerta quanto às distorções criadas pelo crescente processo de judicialização das relações entre as operadoras privadas e os beneficiários de seus planos de saúde. Há, hoje, uma indústria de liminares. Ganha força a defesa da exceção, por meio da qual alguns consumidores obtêm vantagens, reivindicando direitos não previstos nos contratos fechados de comum acordo com as empresas, prejudicando o conjunto dos beneficiários da saúde privada.