internautas disseram que jamais comprariam seguro pela web, revela pesquisa

Fonte: Agência Brasil

A pesquisa Consumo Virtual no Brasil, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que o brasileiro está mais seguro em relação às compras pela internet. De acordo com a pesquisa, feita entre os dias 5 e 8 de janeiro com 678 pessoas das 27 capitais que usaram sites de vendas no ano passado, 93% dos entrevistados, ou nove entre dez consumidores, estão satisfeitos com esse tipo de consumo.

A sondagem revela que 93% dos consultados fazem compras pela internet há mais de três anos. Eles também buscam fornecedores que sejam consagrados no mercado. “Quarenta e nove por cento escolhem o site porque procuram marcas conhecidas. Os clientes já sabem usar sites de comparação e se pautam pelos sites de reclamação. Com isso, a gente vê que o consumidor já busca elementos para tomar decisões mais informadas. E isso acaba dando confiança”, disse à Agência Brasil o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges.

Os compradores mais assíduos sãos os mais escolarizados – 41% têm pós-graduação, estão na faixa de 35 anos a 49 anos e pertencem às classes sociais A e B (34%). Segundo Borges, isso mostra uma questão já esperada, que é a inserção mais tardia das classes C, D e E nesse tipo de comércio. Por outro lado, comprova a maior disponibilidade de crédito e acesso aos meios de pagamento das classes A e B. Apesar disso, ele destacou que a participação das classes C, D e E já é significativa no total de compradores (52%) e tende a crescer. Dois em cada dez consumidores fizeram sua primeira compra virtual nos dois últimos anos e desses há um percentual maior de pessoas das classes C, D e E, “o que confirma a inserção tardia desses clientes”, explicou Borges.

Comodidade de comprar sem precisar sair de casa foi a principal vantagem listada por 74% dos consultados, além de preço considerado mais baixo do que nas lojas físicas (50%). “A gente vê que grande parte das vantagens – economia de tempo, facilidade na comparação com concorrentes, está relacionada com economia”. Mesmo que não compre pela internet, o cliente pode usar essa comparação para barganhar um preço mais baixo na loja física. “Ele acaba economizando dinheiro de um jeito ou de outro”.

Entre as desvantagens, 68% citaram não poder levar o produto na hora da compra, outros 68% reclamaram não poder experimentar, 37% alegaram não poder ver, tocar nem cheirar o produto e 23% indicaram o prazo de entrega demorado. A falta de segurança de não receber o produto ou ser lesado por algum tipo de falsificação foi apresentada por 6% dos consumidores. Frete grátis (23%) e indicações de amigos e parentes (22%) são fatores considerados para a escolha do site de vendas.

Os itens mais comprados pela internet no ano passado pelos brasileiros foram eletrônicos (61%), livros (47%), calçados (44%), roupas (42%) e eletrodomésticos (36%). Em contrapartida, os internautas disseram que jamais comprariam pelo sistema virtual seguros (25%), artigos para animais (19%), calçados (17%), roupas (16%) e comida pronta (15%). A rejeição por calçados e vestuário é explicada pelo fato de não poder experimentar ou por receio em caso de troca.

O acesso à internet para o consumo é feito ainda predominantemente por computador (desktop) (44%) ou por notebook (32%). Entretanto, o uso de meios móveis é crescente, com o smartphone chegando a 20%. O cartão de crédito é apontado como principal meio de pagamento em compras virtuais por 78% dos entrevistados, sendo que o percentual sobe para 83% entre os mais escolarizados. Em seguida, aparece o boleto bancário (54%). Em ternos de gênero, a pesquisa não mostra divisão acentuada. “Está meio a meio”. Flávio Borges disse, porém, que quando se olha os dados de pessoas que entraram mais recentemente nesse mercado, “a gente vê que há mais mulheres do que homens: 17% das mulheres passaram a usar a internet entre um e cinco anos, enquanto 12% dos homens entraram mais recentemente. Existe uma entrada maior feminina, embora essa entrada das mulheres no mundo virtual seja também mais tardia”, disse.

A pesquisa mapeou 22 produtos mais consumidos e constatou que os livros são os itens preferidos para aquisição nos próximos seis meses, com 52% do total, seguidos de eletrodomésticos (47%), passagens de avião, ônibus, trem ou navio (47%), reservas em hotéis ou pousadas (41%) e ingressos (40%).

Principais destaques do Itaú Unibanco em “Seguridade”

itau seguros logoO Itaú Unibanco obteve lucro líquido contábil de R$ 20,2 bilhões em 2014, com crescimento de 29% em relação ao ano anterior. O banco decidiu apresentar uma nova abertura do resultado de seguros, que contempla o resultado das companhias de Seguros, Previdência e Capitalização, entre “Atividades Foco” e “Demais Atividades”. No entanto, apesar do esforço, ainda é difícil olhar o resultado de seguridade dentro das operações do maior banco privado brasileiro.

O caderno de resultados de 2014 informa:

O índice de seguridade atingiu 13,5%.

A estratégia é de atuação no modelo de bancassurance, com foco na comercialização de seguros massificados de pessoas e patrimoniais, tipicamente relacionados ao varejo bancário com clientes.

O resultado com as operações de seguridade atingiu R$ 6,8 bilhões, acima dos R$ 6,6 bilhões do ano anterior, antes das despesas com sinistros e com comercialização.

Expectativa de crescimento de seguridade para 2015 é entre 9% e 11%.

A venda da carteira de grandes riscos para a ACE produziu um efeito contábil, antes de impostos, de R$ 1,1 bilhão no lucro do período do Itaú Unibanco Holding.

Os R$ 584 milhões recebidos da Via Varejo em razão da rescisão antecipada dos acordos operacionais relativos à oferta do seguro de garantia estendida nas lojas Ponto Frio e Casas Bahia, não tiveram impactos relevantes nos resultados do Itaú.

A priorização de vendas em canais de baixo custo como nossa estratégia de distribuição gerou impactos positivos em nossa rentabilidade. Nossos canais prioritários passaram a representar 57,2% das vendas a correntistas, com um crescimento de 22,5% em relação ao mesmo trimestre de 2013. As vendas em caixas eletrônicos continuaram a crescer e apresentaram no quarto trimestre de 2014 aumento na representatividade de 10,0 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior. No canal mobile, o crescimento foi de 25,7% em relação ao terceiro trimestre de 2014, e na internet o número de itens vendidos cresceu 49,7% em comparação com o quarto trimestre de 2013, com participação cada vez mais relevante da Loja Virtual de Seguros, iniciativa inovadora no mercado segurador bancário.

Seguros – O lucro líquido cresceu 43% em 2014 (o texto divulgado não informa para quanto) frente a 2013. A evolução dos prêmios ganhos foi de 4,9% em relação a 2013, para R$ 6 bilhões (não incluindo participação na Porto Seguro, da qual o banco detém 30% de seu capital). As provisões técnicas de seguros atingiram R$ 5,9 bilhões em 31 de dezembro de 2014. Os sinistros retidos alcançaram R$ 2 bilhões no acumulado de 2014, uma redução de 3,3% em relação a 2013, influenciada principalmente devido aos menores sinistros no ramo de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). Neste exercício, também tivemos a venda das operações de grandes riscos e o distrato das operações de garantia estendida com a Via Varejo. O crescimento das vendas de seguros em canais digitais foi de 42,9% em 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 15,4% do total de novas apólices. Destaque para nossa Loja Virtual de Seguros, que, além dos seguros de acidentes pessoais, residencial e viagem, passou a ofertar seguros empresariais e de automóveis. As vendas a correntistas cresceram 21,6% e os produtos prestamista e cartão protegido cresceram 27,7% e 29,2% respectivamente, em relação ao ano anterior.

Previdência – A captação dos planos totalizou R$ 17,5 bilhões de janeiro a dezembro de 2014. As receitas com taxas de administração atingiram R$ 1,16 bilhão e as provisões técnicas cresceram 16,8% no mesmo período, somando R$ 103,7 bilhões em 31 de dezembro de 2014.

Capitalização – A arrecadação com títulos de capitalização atingiu R$ 2,3 bilhões de janeiro a dezembro. As provisões técnicas de capitalização alcançaram R$ 3 bilhões em 31 de dezembro de 2014, e Nos canais digitais, o total de títulos vendidos cresceu 85,5% durante o ano de 2014, comparado a 2013. Em capitalização, apresentamos um aumento de 2,9% nos títulos vigentes em 2014 em relação a 2013. Em 2014, revisamos a estratégia de vendas a correntistas em agências, resultando em um aumento da venda de títulos de capitalização em 31,1%, quando comparado ao ano de 2013.

Loja Virtual – Para garantir a melhor oferta para clientes correntistas e não correntistas nos canais eletrônicos, o Itaú ampliou a loja virtual de seguros. Conhecidas como “nossas pontocom”, permitem monitoramento de todas as operações digitais de Seguros, Itaucard e Pessoa Física em tempo real, além de acompanhamento de vendas minuto a minuto.

Facebook – Com 7,5 milhões de fãs, o perfil no Facebook é o maior do mundo no segmento e, com 402 mil, o maior do país no Twitter. No YouTube, os conteúdos gerados pelo banco já tiveram mais de 144 milhões de visualizações, o melhor resultado dentre todas as empresas no Brasil, em qualquer segmento.

Empresas com melhor gestão de riscos erram menos ao projetar resultados

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A Aon, em parceria com a Universidade Wharton, da Pensilvânia (EUA), divulgou recentemente relatório com novas percepções sobre a importância da maturidade de riscos para as empresas. Realizado no decorrer de 2014, o estudo questionou 50 companhias de capital aberto dos Estados Unidos sobre suas práticas de gerenciamento e seus resultados financeiros. Enquanto as organizações que ficaram no topo da escala em relação ao planejamento estratégico de riscos obtiveram uma redução de 20% nos erros de previsão orçamentários, as piores colocadas registraram aumento de 17,5%.

Segundo Alexandre Botelho, diretor da área de consultoria em gestão de riscos da Aon Brasil, o estudo comprova que cada vez mais a gestão de riscos se torna uma ferramenta indispensável para evitar prejuízos e aproveitar oportunidades de agregar valor à operação. “As empresas que compreendem com muita clareza a complexidade dos riscos diretos e indiretos a que estão expostas tendem a ter uma maior precisão sobre sua margem de lucro e resultado operacional”, argumenta.

O levantamento mostra também que as companhias mais preparadas apresentaram redução de 2,5% na volatilidade no preço dos papéis no mercado financeiro, ao passo que as menos preparadas obtiveram aumento de 2,9%. “Quando o mercado está em alta, empresas com processos menos estruturados também podem ter um bom desempenho. Mas, em um cenário adverso de crise financeira ou catástrofe natural que possa afetar a economia do país, a queda nas ações de companhias mais preparadas chega a ser de 36 a 90% menor em relação às outras”, afirma Botelho.

Esta pesquisa é parte de um levantamento mais amplo de dados globais da Aon em parceria com a Wharton, no qual foram ouvidas 700 companhias de capital aberto. A análise completa da base de informações também evidencia que, quando a alta direção participa ativamente da gestão de riscos e não apenas delega, o engajamento da empresa é significativamente maior. “Consequentemente, a diretoria também consegue empregar uma melhor comunicação com a equipe administrativa encarregada pelas estratégias de gestão de riscos”, acrescenta o executivo.

Empresas com alto índice de maturidade de riscos apresentam, entre outras características, uma cultura de riscos que envolva todos os níveis da organização. “O entendimento e comprometimento com o gerenciamento de riscos no patamar da diretoria é um fator crítico para a tomada de decisões e geração de valor”, explica.

De acordo com Botelho, o desafio nos próximos anos para as empresas é incorporar em suas estruturas organizacionais eficientes programas de gestão de riscos, já que a tendência cada vez mais é de que as companhias despreparadas fiquem sujeitas a prejuízos em qualquer intempérie que impacte o negócio. “No atual contexto, em constante mutação, a capacidade para antever oportunidades, compreender e responder eficazmente aos riscos é essencial para o bem-estar operacional e financeiro das companhias. A ausência dessa prática provavelmente fará com que as organizações fiquem para trás em relação as que a aplicam em seu planejamento estratégico”, complementa.

Carros de entrada perdem força e modelos hatch ganham a preferência dos consumidores

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Os carros de entrada, considerados os mais básicos e mais baratos no portfólio de uma marca, vêm perdendo participação no mercado de financiamentos de automóveis leves novos. O movimento inverso está acontecendo no segmento de hatches pequenos, carro que integra o porta-malas ao compartimento de passageiros.

O levantamento é da Unidade de Financiamentos da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG). Os números contemplam os automóveis leves novos comercializados por crédito direto ao consumidor (CDC), leasing e consórcio.

Em 2011, a presença dos automóveis de entrada sobre o total financiado era de 37%, enquanto a participação dos hatches era de 19%. Em 2014, o cenário mudou: os carros de entrada responderam por 27% do total financiado, enquanto os hatches representaram 29% das vendas a crédito.

O aumento na participação também foi verificado nos sedãs. Em 2011, o sedã pequeno representava 18% do total financiado, enquanto o sedã médio respondia por 7%. Em 2014, ambos os modelos apresentaram crescimento na participação. O sedã pequeno passou a representar 21% do mercado e o sedã médio, 8%.

Os dados ainda mostram que, entre os automóveis de entrada, o Palio, da Fiat, está entre os mais financiados, com 126.627 unidades em 2014. Na segunda posição aparece o Gol, da Volkswagen, com 103.795 unidades.

Já entre os hatches pequenos, o Onix, da Chevrolet, assumiu a liderança em 2014, com 112.033 unidades financiadas. Em segundo lugar ficou o HB20, da Hyundai, com 79,901 unidades.

Entre os modelos sedãs pequenos, o Siena, da Fiat, foi o automóvel mais financiado em 2014, com 77.523 unidades. Em seguida, aparece o Prisma, da Chevrolet, com 66.751 unidades. Já entre os sedãs médios, o modelo mais financiado foi o Civic, da Honda, com 32.321 unidades. Na segunda posição ficou o Corolla, da Toyota, com 29.137 unidades financiadas.

No Brasil, em 2014, foram financiados 2.041.451 automóveis leves novos e 2.966.503 usados, totalizando 5.007.954 automóveis leves. No total, entre autos leves, motos e pesados, entre novos e usados, o volume de financiamentos de veículos atingiu 6.392.797 unidades.

“Escândalos financeiros impulsionam mercado de seguros”, diz CEO da americana Argo

Fonte: Isto É Dinheiro

As seguradoras vão ter de se adaptar aos novos tipos de sinistros provenientes de casos de corrupção e de outras crises vividas pelo País, segundo Pedro Purm

Falta d’água, risco de apagão e corrupção. A série de crises vividas pelo País, nos últimos meses, vem mudando o mercado de seguros. O cliente passa a contar com novos riscos e sinistros, e as seguradoras precisarão se adaptar a novos serviços e produtos. “Até um tempo atrás, falar de seguro no Brasil era ser taxado de pessimista, hoje, os clientes entendem a importância deste ativo”, diz Pedro Purm, presidente da americana Argo no Brasil. “O mercado de seguros brasileiro se sofisticou e agora vive uma nova fase tanto no aspecto cultural, como na questão de conhecimento técnico.” Não é à toa que, apesar da desaceleração econômica, o setor deva crescer 50% até 2020, segundo estimativa da consultoria KPMG.

Com mais de vinte anos de experiência na área de seguros e com passagem por empresas como a suíça Zurich, Purn está à frente da Argo desde 2011 e falou à DINHEIRO sobre os desafios do mercado, as perspectivas para 2015 e os planos da companhia, que emitiu R$ 141 milhões em prêmios no ano passado.

DINHEIRO – Escândalos recentes de corrupção estão incentivando executivos a buscarem seguros de responsabilidade civil?

Pedro Purm É um processo de aculturamento que ajuda bastante. Os executivos acompanham essas repercussões e buscam maneiras de se proteger. Temos vários casos de seguros financeiros relacionados à responsabilidade civil de médico, engenheiros, advogados e outros. Tem outra linha também que envolve eventuais danos ou prejuízos que podem acontecer na gestão de um executivo. Esse mercado vem se fortalecendo também pelo aumento da exigência das empresas em relação a aspectos de governança, algo muito comum nos países mais desenvolvidos. Os escândalos financeiros reforçam a necessidade de uma forma de proteção.

DINHEIRO – Também temos enfrentado outras crises, como a hídrica e a elétrica. De que maneira o mercado de seguros se beneficia?

Pedro Purm – É uma modalidade de seguros que também vem ajudando o mercado a crescer. As empresas começaram a mensurar os eventuais impactos e prejuízos que essas crises podem causar em equipamentos e em linhas de produção das companhias. Isso nos ajuda a desenvolver novas linhas de seguros.

DINHEIRO – Mas é rápido lançar produtos no Brasil?

Pedro Purn – O trabalhão dos órgãos reguladores no Brasil evoluiu e temos um mercado bastante rígido. Por um lado, isso faz com que o processo seja mais lento. Mas de certa forma essa é a garantia que temos de um mercado mais sofisticado. De fato, leva-se um tempo considerável entre o desenvolvimento e a aprovação de um novo produto.

DINHEIRO – Quando a empresa chegou ao Brasil, em 2010, a economia estava muito diferente. Isso influenciou os planos para o Brasil?

Pedro Purm – Naquela época, o grupo iniciou uma estratégia de internacionalização e, naquele contexto, o Brasil era um destino certo. Era um momento muito positivo. A empresa saiu dos Estados Unidos, veio para o Brasil e também começou a operar em Londres e em outras regiões da Europa e do Oriente Médio. Claro que o momento econômico é bem diferente, mas o grupo é bastante dinâmico e consegui absorver os desafios do Brasil. Posso dizer que mudamos nosso planejamento, com certeza, mas iniciamos 2015 muito bem estruturados.

DINHEIRO – Quanto investiu no País?

Pedro Purm – O grupo entrou com um investimento mais alto do que era necessário. Começamos com US$ 30 milhões e, com os aportes de capital recebidos desde então, chegamos a US$ 70 milhões investidos no Brasil.

DINHEIRO – Qual sua expectativa para 2015?

Pedro Purm – Crescemos 15% no ano passado e vamos crescer 25% neste ano, mesmo em um ambiente ruim. Preparamos muito a companhia. Claro que nossa base é pequena, portanto, crescemos com mais rapidez. Nosso foco é crescer na área de seguros de transportes, cujas emissões chegaram a R$ 70 milhões no ano passado, e desenvolver as áreas de responsabilidade civil e seguro financeiro.

DINHEIRO – Existe algum ramo em que a Argo deve entrar neste ano?

Pedro Purm – Não estamos fazendo investimentos tão fortes em novos produtos. Mas, sim, temos interesses em novas áreas, mas antes de tomarmos qualquer decisão precisamos sentir o ano. Vamos focar nas linhas já existentes e na aproximação com os corretores.

Levy nomeia Tarcisio Godoy para representá-lo no CNSP

Tarcisio Godoy, atual secretario executivo do Ministério da Fazenda e ex-diretor da Bradesco e ex-presidente da Brasilprev, foi nomeado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para representá-lo no Conselho Nacional de Seguro Privados (CNSP). A portaria 29 publicada hoje no Diário Oficial da União não cita o nome de Godoy, e sim “o secretário executivo do ministério da Fazenda”.

O CNSP é o órgão máximo do setor de seguros, sendo composto por membros indicados por diversos órgãos públicos e tendo poderes regulatórios para estabelecer políticas gerais de seguros e resseguros e regular a criação, organização, funcionamento e inspeção das seguradoras e dos corretores de seguros. Cabe ao CNSP fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados no Brasil. É presidido pelo Ministro da Fazenda e integrado pelo Superintendente da Susep, representantes do Ministério da Justiça, Ministério da Previdência e Assistência Social, Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários.

Veja a íntegra da nota a qual o blog Sonho Seguro teve acesso:

Ministério da Fazenda

Gabinete do Ministro

Portaria nº 29 de 29 de janeiro de 2015

O MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 33 do Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, com redação dada pelo art. 2º da Lei nº 10.190, de 14 de fevereiro de 2001, resolve:

Art. 1º Delegar competência ao Secretário-Executivo deste Ministério para representá-lo no Conselho Nacional de Seguro Privados, ficando autorizada a subdelegação.

Art. 2º Revogar a Portaria MF nº 131, de 25 de maio de 2004, publicada no Diário Oficial da União de 27 de maio de 2004.

JOAQUIM VIEIRA FERREIRA LEVY

“Tempos difíceis, mas com muitas oportunidades”, diz Marco Antonio Rossi

marco antonio rossi 2A criação de uma super agência reguladora, juntando Susep (seguros, previdência aberta e capitalizacão), Previc (previdência fechada), ANS (planos de saúde e dental) e a Comissão de Valores Mobiliários (mercado de capitais) é algo complexo neste momento. Quem afirma isso é Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg e da Bradesco Seguros. “Não sou nem a favor nem contra a criação de um agência reguladora como se comenta na mídia. Mas acho isso pouco provável. Temos uma boa estrutura de regulação e acho complexo unir tantos produtos diferentes numa mesma estrutura regulatória”, diz ele ao Blog Sonho Seguro.

Rossi, um otimista nato, revela uma infinidade de oportunidades que sustentarão o crescimento da indústria de seguros em dois dígitos, mesmo com uma economia que aponta para recessão. Ele vê com bons olhos a fala do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de ter técnicos no comando de agências reguladoras. “Não defendemos nomes e sim técnicos. O setor vem ano a ano conquistando a atenção do governo, que passa a perceber a importância do setor para o crescimento sustentável de uma economia. Esse canal só tende a ser aprimorado com uma equipe formada por técnicos”, comentou ontem, depois de um dia cheio de compromissos com a divulgação do balanço do Banco Bradesco, que divulgou lucro líquido de R$ 15,3 bilhões em 2014, sendo 28,7% vindo do braço segurador.

Quanto à necessidade de aporte de capital das seguradoras brasileiras para implementação de regras que visam um padrão internacional de comparação dos mercados, com valores que ultrapassam R$ 3,8 bilhões de acordo com a Susep, Rossi também tem palavras tranquilizadoras. “As seguradoras já vem se preparando para isso há tempos e está tudo dentro do esperado”. O executivo descarta uma onda de fusões e aquisições no mercado segurador brasileiro, tema que tem sido destaque na mídia internacional. “O setor não é vendedor, pois todos que estão aqui sabem que têm oportunidades e querem conquistá-las. Também acredito que novos competidores ingressarão no mercado, pois há muito espaço para ser conquistado”, diz.

O que norteia o executivo é o potencial ainda a ser explorado no Brasil. “A participação do mercado segurador e saúde suplementar no PIB chega hoje a 6% e pode ser bem maior, comparado a média mundial”. Para conquistar o espaço que o setor vê como adequado, algo próximo a 10% do PIB, as empresas investem em tecnologia, arma que ajuda a reduzir custos operacionais e, consequentemente, torna os preços mais acessíveis aos consumidores com orçamento mais enxuto para enfrentar tempos de recessão.

Paralelamente, as associadas da CNseg investem em comunicação, levando o tema seguros e previdência para o dia a dia da sociedade. “Hoje facilmente escutamos as pessoas discutindo qual o melhor plano de previdência ou comentando sobre o seguro fiança ou seguro viagem”, comenta. Segundo ele, o setor ainda está longe da participação que as seguradoras e corretoras têm na mídia dos Estados Unidos, “mas estamos no caminho certo e nos aprimorando a cada dia”.

E para consolidar o ciclo virtuoso, Rossi cita o corretor, profissional responsável por levar os produtos aos consumidores. “O corretor se preparou mais para atender a uma demanda crescente.” Segundo Rossi, o corretor deixou de olhar só para o seguro automóvel e passou a aproveitar outras oportunidades de vendas, com o desenvolvimento de produtos e serviços para pessoas. “Hoje temos corretores que investiram e se especializaram em pessoas. Essa é uma tendência que cresce, mas ainda está longe de se consolidar diante do imenso potencial que há para a venda de seguros no Brasil”, enfatiza.

“Crescemos em 2014, um ano difícil. E agora temos um ano que exigirá esforços de todos. A boa notícia é que as seguradoras se preparam há anos para que o setor tenha um peso maior na economia brasileira. Além disso, todas essas razões que citei nos ajudarão novamente a crescer num ano atípico para a economia brasileira”, comenta.

Falando um pouco da empresa que preside, Rossi conta que a Bradesco Seguros colheu os frutos da uma ampla reestruturação no organograma, finalizada no ano passado. A estrutura, antes organizada de acordo com o produto, agora é focada no cliente, o que ajuda a identificar oportunidades de venda cruzada”, diz. A área comercial agora atende as quarto seguradoras do grupo, divididas em dois segmentos: uma para clientes do conglomerado e outra para atender corretores e empresas.

Segundo ele, isso foi determinante para o crescimento em 2014, explica, contando que Marco Antonio Gonçalves foi promovido a diretor geral da área comercial do Bradesco. Outras mudanças, decorrentes da ida de Tarcisio Godoy para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, foi a José Sergío Bordin assumir a para a Bradesco Auto Re e em seu lugar ficou Ricardo Alahmar no comando da capitalização.

Segundo dados divulgados pelo banco, o faturamento chegou a R$ 56,1 bilhões em 2014, crescimento de 13,9%, desconsiderando o convênio DPVAT, em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciado pelos produtos de seguros gerais (carro, casa, empresas, transportes entre outros), saúde, capitalização, bem como vida e previdência, que apresentaram crescimento de 28%, 22,5%, 15,2% e 7%, respectivamente.

O grupo segurador Bradesco registrou lucro liquido de R$ 4,4 bilhões, 17,8% superior ganho do mesmo período do ano anterior, de R$ 3,7 bilhões, apresentando um retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 23,7%. As provisões técnicas alcançaram R$ 153,7 bilhões, evolução de 12,5% em relação ao saldo de dezembro de 2013.

A projeção de crescimento das vendas do braço segurador do banco Bradesco está no intervalo entre 12 a 15% para 2015. Enquanto o segmento de seguros situa-se em dois dígitos, a carteira de crédito ficou com estimativa de apenas um dígito: intervalo de 5 a 9%.

Braço segurador representa 28,7% do lucro de R$ 15,3 bi do Bradesco

bradesco logoO braço segurador do Bradesco contribuiu com 28,7% do lucro total de R$ 15,3 bilhões do ganho de 2014 divulgado hoje pelo banco. O grupo segurador, que envolve vendas de seguros, planos de previdência aberta e títulos de capitalização, registrou lucro liquido de R$ 4,4 bilhões, 17,8% superior ganho do mesmo período do ano anterior, de R$ 3,7 bilhões, apresentando um retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 23,7%. Algo que salta aos olhos dos investidores estrangeiros, acostumados a uma media de 12% de retorno de grupo seguradores.

Segundo dados divulgados pelo banco, as vendas totalizaram R$ 56,1 bilhões em 2014. A produção registrou crescimento de 13,9%, desconsiderando o convênio DPVAT, em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciado pelos produtos de seguros gerais (carro, casa, empresas, transportes entre outros), saúde, capitalização, bem como vida e previdência, que apresentaram crescimento de 28%, 22,5%, 15,2% e 7%, respectivamente. As provisões técnicas alcançaram R$ 153,7 bilhões, evolução de 12,5% em relação ao saldo de dezembro de 2013.

A projeção de crescimento das vendas do braço segurador do banco Bradesco está no intervalo entre 12 a 15% para 2015. Enquanto o segmento de seguros situa-se em dois dígitos, a carteira de crédito ficou com estimativa de apenas um dígito: intervalo de 5 a 9%.

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O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador brasileiro com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, fechou o ano de 2014 com faturamento de R$ 56,2 bilhões e crescimento de 13,9% sobre igual período do ano anterior, nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. O lucro líquido registrou evolução de 17,8% na mesma base de comparação, totalizando R$ 4,4 bilhões, com Retorno sobre o Patrimônio Líquido Ajustado de 23,7%.

Na comparação com 2013, os segmentos de Auto, Saúde, Ramos Elementares e Capitalização apresentaram evolução de dois dígitos – 34%, 22,5%, 16,2% e 15,2%, respectivamente.

“O Grupo Bradesco Seguros está fortemente comprometido com a evolução da cultura do seguro no Brasil, em uma atuação integrada, orientada para as novas relações de consumo e que visa a atender um número cada vez maior de brasileiros com produtos diferenciados”, afirma o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi.

Em 2014, os ativos financeiros do Grupo Segurador cresceram 13,7%, totalizando R$ 166 bilhões, equivalentes a cerca de 30% do total administrado pelo mercado segurador brasileiro. O volume de provisões técnicas também apresentou considerável aumento, alcançando R$ 153,3 bilhões, contra R$ 136,2 bilhões no mesmo período de 2013. Já o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 38,5 bilhões, evolução de 14,1% sobre o período anterior.

Vale destacar a melhora do Índice de Eficiência Administrativa, tanto em relação ao trimestre anterior, quanto na comparação com igual período de 2013. O patamar de 4%, um dos menores dos últimos trimestres, reflete, sobretudo, o benefício gerado com a racionalização de gastos.

No último trimestre, o segmento de previdência complementar evoluiu 114%, em comparação com o trimestre anterior, e 28% ante igual período de 2013. No segmento Saúde, o volume de vendas foi recorde nos últimos cinco anos. Todos os produtos apresentaram crescimento, com destaque para a Carteira de Pequenas e Médias Empresas, que expandiu mais de 37% em faturamento, atingindo 926 mil vidas. Em 2014, a Bradesco Seguros obteve o mais elevado Índice de Desempenho da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) entre as principais seguradoras, na modalidade “Seguradora Especializada em Saúde”.

A marca Bradesco Seguros, patrocinadora oficial dos Jogos Rio 2016, ao lado do Banco Bradesco, e seguradora oficial do evento, foi apontada pelo Instituto Datafolha, pelo 13º ano consecutivo, como Top of Mind na categoria “Seguros”. O reconhecimento é concedido anualmente às marcas mais lembradas pelo consumidor, com base em levantamento realizado em 171 municípios brasileiros. O Instituto ouviu 5.694 pessoas, entre 28 e 30 de julho de 2014.

Zurich oferece consultoria que reduz consumo de água e energia

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A Zurich, empresa global de seguros que atua em mais de 170 países, soma 142 anos de existência e está no Brasil há 32 anos, oferece Consultoria Ambiental gratuita aos segurados, um serviço que analisa caso a caso e indica meios de reduzir o consumo de água e de energia elétrica. “A Zurich tem como principal missão auxiliar o cliente. Estamos sempre atentos às necessidades vigentes, para as quais buscamos inovações e soluções”, declara Walter Pereira, diretor da área de Multirriscos e Equipamentos da Zurich no Brasil.

Em menos de dois anos os Segurados Zurich economizaram cerca de 40 mil m³ e 600 mil kWh, de acordo com levantamento da empresa que realiza a consultoria, a EcoAssist Serviços Sustentáveis. Os segurados têm acesso às informações sobre a redução de consumo. Com esta iniciativa de orientar para o consumo consciente a Zurich confirma seu compromisso com o país e o público.

Mercado triplica procura por seguros contra cancelamento de viagem

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A Ifaseg, empresa responsável pelos programas de seguros da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens) e Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), diz que em 2014 o mercado triplicou a procura por apólices que oferecem proteção contra cancelamentos de viagem. Segundo Mário Gasparini, diretor da empresa, os prejuízos com este tipo de evento já são maiores do que a soma das perdas com extravios de bagagem e acidentes pessoais com passageiros, “que constituem episódios mais conhecidos e tradicionalmente cobertos por apólices de seguro”.

De acordo com a Ifaseg, que é responsável pela administração de riscos de empresas que movimentam mais de 50% do setor de turismo no Brasil, a expansão dos cancelamentos decorre do fato de que o consumidor passou a adquirir viagens com antecedência cada vez maior. “Inúmeros imprevistos podem acontecer entre o momento da compra da passagem e a data de embarque”, observa Gasparini.

O que o mercado de seguros já oferece

Waldir de Menezes, também diretor da Ifaseg, diz que as apólices mais tradicionais de seguro contra cancelamento contemplam apenas casos de morte, invalidez ou internação hospitalar por três dias ou mais. “Contudo, a própria Ifaseg desenhou uma nova proteção que contempla vários tipos de causas, desde pequenos eventos como gripes e resfriados. As coberturas também abrangem o companheiro de viagem, ainda que não haja grau de parentesco”, conta.

O executivo também informa que, na ocorrência do cancelamento, a apólice não apenas garante o reembolso do viajante como também evita desgastes entre a empresa e o consumidor, em função da aplicação de multas. Conforme Waldir, o seguro apresenta excelente relação entre custos e benefícios. “Representa cerca de 2% do valor de uma viagem de 8 dias para a Disney, por exemplo”.