A presidente Dilma Rousseff designou o médico José Carlos de Souza Abrahão para ocupar a presidência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com mandato até 11 de maio de 2017. A nomeação foi publicada nesta terça-feira no “Diário Oficial da União”.
No mês passado, a indicação de Abrahão foi aprovada pelo Senado, apesar dos protestos de entidades e órgãos como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), vinculado ao Ministério da Saúde.
Em moção de repúdio, o CNS disse que, como ex-presidente da Confederação Nacional de Saúde, que reúne estabelecimentos de saúde, hospitais e laboratórios, ele não teria isenção em fiscalizá-las.
“Pesa, ainda, o fato de Abrahão haver-se manifestado publicamente contra o ressarcimento ao SUS toda vez que um consumidor de planos privados for atendido pela rede pública”, diz a nota.
A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo -, como parte do processo de consolidação de sua nova estrutura, acaba de anunciar que Farid Eid Filho será nomeado a partir de 01/07/2015 para a posição de Diretor Executivo da Empresa, atuando na função de CUO (Chief Underwriting Officer).
Farid Eid Filho possui mais de 30 anos de experiência no mercado segurador, com destaque para posições relevantes de lideranças que ocupou em companhias seguradoras. Sua chegada para administrar o portfólio multiprodutos da Yasuda Marítima visa agregar mais valor às soluções para os segmentos de Ramos Elementares (Commercial e Personal Lines) e Benefícios.
“É uma grande satisfação integrar a equipe da Yasuda Marítima, que agrega o suporte do Grupo Sompo à experiência de mercado da equipe brasileira. Pretendo contribuir para incrementar ainda mais a eficiência da companhia, que tem investido em tecnologia e know how para conquistar cada vez mais market share em ramos estratégicos como os de Ramos Elementares e Benefícios”.
De 17 a 19 de junho, a Tokio Marine Seguradora realiza a 6ª Semana BemEstar, ação especial desenvolvida pela área de Recursos Humanos para integrar e conscientizar seus Colaboradores sobre os benefícios que a Companhia oferece. Neste ano, a iniciativa tem como tema A Evolução dos Brinquedos e engloba uma Feira de Benefícios e uma série de atividades relacionadas à qualidade de vida, com palestras motivacionais, workshops, jogos e muita diversão.
A Seguradora também preparou uma decoração especial e temática nos prédios das unidades Sampaio Viana e Treze de Maio, em São Paulo. Haverá uma exposição de brinquedos que levará os Colaboradores de volta à infância com os objetos que foram sucesso em décadas passadas.
As sucursais também participarão das atividades. Os gestores receberão o jogo de tabuleiro “Jogo da Tokio” para brincar com suas equipes. Todos os funcionários irão assistir às palestras por meio de conferências – utilizando a ferramenta Webex, participarão de um workshop e terão jogos antigos de vídeo game, como o Pac Man, para jogar.
“A Semana BemEstar é uma oportunidade de reforçar a importância que damos a temas como carreira, qualidade de vida e benefícios. Também nos auxilia a estreitar os laços com nosso time, além de proporcionar momentos de descontração e aprendizado a todos”, afirma a Gerente de Recursos Humanos, Juliana Zan.
Em sua 6ª edição, o evento terá o show de humor “Stand Up Magic”, com o mágico e ilusionista Marthin, que fará números inteligentes e improvisos cômicos em um diálogo direto com o público, aproximando e divertindo a plateia. A programação também inclui a participação do médico Dr. Fabio Gabas, que ministrará a palestra “Manual de instruções para uma vida plena e feliz” e abordará conceitos de gerenciamento de estresse, resiliência, geração de hábitos saudáveis e equilíbrio emocional para uma vida plena e feliz.
Para promover reflexão e estímulos nos seus Colaboradores, a Companhia convidou Leila Navarro, que integra o ranking dos 20 mais notáveis palestrantes brasileiros, segundo a revista Veja. Com base no tema “Qual é o seu lugar no mundo?”, a palestrante indicará aos participantes maneiras de encontrar e seguir seus verdadeiros propósitos, mostrando como evitar as armadilhas que afastam as pessoas de seus ideais.
“Já durante o workshop oftalmológico, os Colaboradores irão ampliar os conhecimentos a respeito dos cuidados com a saúde dos olhos, passarão por uma pré-consulta e poderão fazer exames de motilidade ocular, teste de titmus, de cores e acuidade de longe e perto. Posteriormente, os funcionários serão atendidos por um médico e farão consultas e exames mais detalhados, como lâmpada de fenda, refração e fundo de olho”, informa Juliana.
Segundo a gerente, outra ação da Semana é a intitulada “Peso Certo”, que é uma balança de Bioimpedância que faz uma avaliação da composição corporal, do IMC (Índice de Massa Corporal) e um Diagnóstico de Obesidade. Também haverá o plantão de dúvidas do benefício Prática Esportiva.
No workshop “Diagnóstico Qualidade de Vida das Sete Saúdes”, o grau de saúde e qualidade de vida dos Colaboradores serão analisados por meio de um questionário individual online, baseado nas sete dimensões da saúde. Os participantes receberão feedback por e-mail.
Começa hoje, em São Paulo, a 25ª edição do Ciab Febraban – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras. O evento, que está comemorando bodas de prata, será aberto pelo presidente executivo da Febraban, Murilo Portugal Filho; pela presidente da Federação Latino Americana de Bancos – FELABAN, María Mercedes Cuéllar; pelo presidente da Comissão Organizadora do CIAB Febraban 2015, Gustavo de Souza Fosse; e pelo secretário-executivo do Banco Central do Brasil, Marcio Barreira de Ayrosa Moreira.
De acordo com os organizadores, durante três dias, passarão pelo evento mais de 17 mil visitantes e 2 mil congressistas. Na programação estão previstos mais de 60 painéis de discussão, que contarão com as participações de mais de 200 palestrantes, incluindo renomados executivos brasileiros e internacionais do setor.
Para esse ano estão previstas também diversas novidades, incluindo um espaço ampliado para o congresso e exposição, que totalizará 25 mil m². Além disso, parte do congresso, especificamente, terá uma abrangência maior e será dividida em trilhas temáticas que discutirão as seguintes frentes: TI & Telecom, Segurança da Informação, Meios de Pagamentos, Seguros e Bancos Internacionais, de Investimento, Comerciais e Financeiras.
Além dessas trilhas temáticas, durante o evento também serão abordados temas como novas tecnologias, comportamentos e oportunidades de negócios; experiência do usuário como diferencial nos negócios; computação cognitiva; Marketing 3.0; big data, analytics, mobilidade, internet das coisas e cloud computing.
“Com as novidades e mudanças de layout, o público participará de mais debates sobre os desafios e oportunidades para que o sistema financeiro do País possa se fortalecer de maneira saudável, ética e eficiente, estimulando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.”, destaca Gustavo Fosse, diretor Setorial de Tecnologia Bancária da Febraban.
Participações especiais
O evento contará com a participação de renomados executivos do setor, que darão palestras sobre o atual cenário do mercado e sobre as tendências para o segmento.
O ciclo de palestras terá início no primeiro dia do evento, com o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Corrêa Abreu, no comando do painel de presidentes de instituições financeiras às 11h45 do dia 16/06.
Também no primeiro dia, Chris Skinner fará uma apresentação sobre ‘Tecnologia financeira e banco digital’. Um dos líderes mais influentes do setor, Skinner é autor do livro ‘Digital Banking’ e também é conhecido por ser o fundador e chairman do Financial Services Club, rede de profissionais da área financeira que realiza pesquisas, análises e debates sobre o tema. O executivo escreve também para o blog The Finanser e atua como comentarista do BBC News e Bloomberg.
No segundo dia da feira (17/06), o presidente do J.P. Morgan, José Berenguer, e o presidente do Goldman Sachs Brasil, Paulo Leme, falarão sobre o cenário para a economia mundial e o impacto no preço do crédito das novas regras de Basiléia. Ainda no dia 17, o empreendedor norte-americano fundador da Wikipédia, enciclopédia virtual colaborativa de conteúdo livre, Jimmy Wales, ministrará a palestra ‘A “Wiki” Future’. O sucesso de sua invenção ajudou a popularizar a web 2.0 e seu trabalho serviu de base para que fosse nomeado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo na categoria cientistas e pensadores da Time Magazine.
Abrindo o último dia do evento (18/06), o presidente do Citi Brasil, Helio Lima Magalhães, fará uma apresentação sobre o impacto nos mercados e o papel do banco digital. A última apresentação será de Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden, que falará sobre sua experiência na criação de empresas, com dicas para que as companhias agreguem valor a suas marcas, explorando como a criatividade e a dedicação podem ser grandes aliados para impulsionar seus negócios. Para o congresso, o tema de sua apresentação será “Turning your customers into fans” (Transformando clientes em fãs).
Além de ser músico em uma das bandas de heavy metal de maior sucesso da história, Dickinson é CEO e um dos principais investidores da Cardiff Aviation, companhia especializada em manutenção de aeronaves comerciais da Airbus, e Boeing. Junto com os integrantes da banda Iron Maidein, é proprietário da marca de cerveja Trooper, no mercado desde 2013.
Espaço Internacional
O Espaço Internacional do Ciab Febraban também será ampliado e contará com a participação de 28 empresas do exterior em 2015, um crescimento de mais de 20% em relação ao último ano.
Destaque do Ciab Febraban desde 2010, o Espaço Internacional conta com uma infraestrutura para que empresas de diversas partes do mundo no setor de tecnologia divulguem suas soluções para o mercado brasileiro.
Devido ao sucesso da última edição e também ao aumento da procura dessa área para 2015, a seção contará com um espaço extra. Além do Pavilhão A, que foi utilizado nas últimas edições, o Pavilhão C também contará com a exposição de empresas internacionais para o público do evento.
Vitrine de Soluções
O espaço Vitrine de Soluções é destinado palestras no primeiro dia do evento. Serão três palestras com conteúdo desenvolvido pelo SEBRAE –SP, com temas como “Cenário das micro e pequenas empresas paulistas e perfil do empreendedor”, além das apresentações de seis empresas inovadoras e suas soluções.
Entre os critérios de seleção para essas empresas estão soluções inovadoras para instituições financeiras e a consolidação da empresa no mercado, o que não significa faturamento elevado, mas sim que já apresentem um estágio mais sólido de desenvolvimento.
Espaço Inovação
Durante a 25ª edição do Ciab Febraban 2015, 24 empresas selecionadas pelos Instituto de Tecnologia de Software – ITS (www.its.org.br) terão a oportunidade de apresentar suas soluções inovadoras para potenciais compradores e tomadores de decisão do setor no maior evento da América Latina.
Em formato de um estande coletivo, o Espaço Inovação no CIAB é um projeto do ITS em parceria com a Febraban – Federação Brasileira de Bancos, que há mais de dez anos reúne pequenas e médias empresas, escolhidas por mérito de seus produtos e serviços inovadores, com a missão de promover e estimular a inovação tecnológica.
ANOTE NA AGENDA:
Ciab Febraban
Data: 16 a 18 de junho de 2015
Local: Transamérica Expo Center (Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro)
Site: http://www.ciab.org.br
Sobre o CIAB Febraban
O CIAB Febraban – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras – é o maior evento da América Latina tanto para o setor financeiro quanto para a área de Tecnologia.
Foi criado em 1990 e desde a sua primeira edição, em 1991, vem incentivando o desenvolvimento da tecnologia e inovação bancária. Anualmente, o congresso reúne cerca de 1,9 mil representantes de bancos do Brasil e de outros países. Apresenta cerca de 120 personalidades entre conferencistas e debatedores em mais de 30 painéis.
Sobre a Febraban
A Febraban – Federação Brasileira de Bancos – é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Foi fundada em 1967, na cidade de São Paulo, com o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.
O objetivo da Federação é representar seus associados em todas as esferas – Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e entidades representativas da sociedade – para o aperfeiçoamento do sistema normativo, a continuada melhoria da produção e a redução dos níveis de risco. Também busca concentrar esforços que favoreçam o crescente acesso da população em relação a produtos e serviços financeiros.
O mundo pode ver a destruição de ecossistemas inteiros neste século se não for adotada uma ação urgente sobre as mudanças climáticas, diz o papa Francisco em um texto prévio de sua esperada encíclica sobre o meio ambiente.
Na versão italiana do documento de 192 páginas, publicada na segunda-feira pelo semanário L’Espresso, o papa novamente apoia cientistas que dizem que o aquecimento global é principalmente provocado pelo homem e os países desenvolvidos têm uma responsabilidade especial em conter uma tendência que vai prejudicar os mais pobres.
Essa posição foi contestada pelos conservadores, particularmente nos Estados Unidos, que têm feito fortes críticas ao primeiro pontífice da América Latina por tratar de questões científicas.
O Vaticano condenou o vazamento do documento, mas não negou sua autenticidade. Um porta-voz disse que ainda não era a versão final, a qual permaneceria sob embargo até seu lançamento, agendado para quinta-feira. Ainda assim, os principais jornais da Itália publicaram páginas com trechos em suas edições desta terça-feira.
“Se a tendência atual continuar, este século pode ver mudanças climáticas nunca vistas e uma destruição sem precedentes dos ecossistemas, com consequências graves para todos nós”, escreveu Francisco, de acordo com a versão obtida pela imprensa.
Ao tornar a proteção ambiental um imperativo moral, a intervenção do papa poderia estimular os 1,2 bilhão de católicos no mundo a pressionarem as autoridades em questões do meio ambiente. O papa disse querer que o documento, chamado “Laudato Si” (seja louvado), Sobre os Cuidados da Casa Comum”, seja parte do debate este ano em uma grande cúpula da ONU sobre mudança climática em Paris.
O crescimento do mercado náutico em Santa Catarina, com a instalação de estaleiros especializados em embarcações de passeio, fez com que o Estado se tornasse o principal foco de interesse das empresas de seguros de embarcações fora do eixo Rio-São Paulo. A multinacional Mapfre, que lidera o setor, terminou 2014 com um volume de R$ 66 milhões em volume de prêmios no Brasil e vê Santa Catarina como um mercado co m grande potencial.
A companhia patrocina uma das equipes da Volvo Ocean Race e Itajaí foi a única parada em que montou um stand próprio com atrações, de olho na vocação da região para a navegação com embarcações de passeio. Além das condições naturais, com águas mais fáceis de navegar do que no Rio Grande do Sul, por exemplo, o mercado em SC é impulsionado pela construção naval e pela proposta de novas marinas.
Carlos Polízio, superintendente de seguros náuticos do Grupo Seguradora Banco do Brasil e Mapfre, diz que o desenvolvimento do setor é acompanhado de perto pelo mercado de seguros. Até porque a qualidade da marina onde é mantida a embarcação tem interferência direta no valor das apólices.
Embora as embarcações menores, de até 30 pés, liderem o mercado, o crescimento na venda de lanchas e iates de luxo tem o próprio modelo de apólices, que no caso da Mapfre seguem o Gold, especializado em carrões. A diferença em relação ao seguro comum é a inclusão de tecnologias de bordo que são exclusivas das grandes embarcações.
Segundo Polízio, por ter modelo diferenciado de cobrança o seguro de embarcações é proporcionalmente mais barato do que o de veículos – o que faz com que a maioria dos novos compradores assegure a embarcação antes mesmo de sair do estaleiro.
A companhia estima que há hoje cerca de 40 mil embarcações passíveis de serem seguradas e abrigadas por alguma estrutura náutica no Brasil.
Resgate
Além de seguro contra todo tipo de avarias, a Mapfre inclui gratuitamente em suas apólices a cobertura de resgate de destroços – operação cara e bastante negligenciada, o que acaba resultando em restos de barcos acidentados que ficam para sempre no fundo do mar. Segundo Polízio, a cobertura atende ao programa de responsabilidade sócio-ambiental da empresa.
O consultor Francisco Galiza destaca um estudo clássico da Febraban (“Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2014”), que foi recentemente atualizado, pelo 23º ano consecutivo. O objetivo desse material é mostrar a evolução da indústria bancária nacional, especialmente nas questões relacionadas à tecnologia.
Algumas conclusões desse segmento, que são também interessantes para o mercado segurador brasileiro:
· Bancos estão em processo de transformação das agências, passando de um foco transacional para de negócios e de relacionamento com clientes. Ou seja, maior número de transações com movimentação financeira via Internet que em Agências.
· Em 2014, as transações feitas em Internet Banking representaram 41% do total, sendo o canal mais representativo. O canal Mobile Banking já representa 12% do número total de transações (contra 6% em 2013 e 2% em 2012), já sendo o quarto canal mais relevante.
· Como efeito dessa tendência, quase metade das contas correntes utilizam o Internet Banking e uma em cada quatro contas utiliza o Mobile Banking, com concentração nas transações sem movimentação financeira.
· Em 2014, as despesas e investimentos em tecnologia pelos bancos foram de R$ 21,5 bi. Nos últimos anos, esse valor teve um crescimento de 16% ao ano, acima da taxa de inflação.
Começou ontem e vai até o dia 17 de junho a 51a. Conferência Anual do International Insurance Society (IIS), que acontece no Waldorf Astoria Hotel em New York. Entre os mais de 500 executivos de seguros do mundo, alguns brasileiros estão presentes para acompanhar as discussões desses quatro dias de debates. Entre eles, Gustavo Doria, do portal CQCS, Paulo Kato, da revista Cobertura, Maria Helena Monteiro e Renato Campos, da Escola Nacional de Seguros, o economista Claudio Contador e o presidente da Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada (FenaPrevi), Osvaldo do Nascimento.
Há vários temas em debate, sendo a inovação a tônica do evento por ser ela a aposta de crescimento da indústria mundial de seguros, com receitas estáveis em US$ 4 trilhões nos últimos cinco anos. O investimento em inovação vai desde como usar a infinita quantidade de informações (Big Data) para criar produtos sob medida aos consumidores até como fazer esses produtos chegaram na mente do cliente no local onde ele quer ser atendido. Também consta da agenda do evento discutir com os líderes de políticas públicas líderes mundiais como a indústria de seguros pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo, protegendo vidas, renda e propriedades.
“A falta de proteção impede o crescimento econômico em muitos aspectos, e preenchê-lo irá beneficiar nossa indústria e nossa sociedade como um todo”, disse Mike Morrissey, CEO do ISS, na abertura do evento. Segundo ele, o Fórum Global Insurance é o único evento que reúne todos os líderes da indústria, executivos de todos os segmentos e de diversas empresas dos países grandes e pequenos, incluindo acadêmicos, reguladores e assessores. “Apenas um encontro dessa diversidade e inclusão pode gerar e trocar ideias que irão dar um significado que afeta nossa indústria e nosso mundo”.
Especialistas em seguros para o segmento de Óleo e Gás estão preocupados com o cenário do segmento. Trata-se de um nicho que vive uma crise internacional, com queda dos preços do petróleo, a Petrobrás, principal geradora de contratos do setor, está envolvida em uma das maiores investigações de corrupção já vista no país, e a economia brasileira está praticamente estagnada, com investimentos em banho maria. Ou seja, um cenário sombrio e com sinais de melhora só para 2018. “E mesmo assim é uma expectativa de melhora, pois ninguém pode prever como a Arábia Saudita vai ditar os preços do petróleo”, disse Luis Eduardo Duque Dutra, assessor da diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O cenário é fruto de um debate que aconteceu durante 6o. Seminário de Óleo e Gás, promovido pela corretora JLT no Rio de Janeiro, no início de junho. “A fotografia do Brasil não é boa neste momento, mas o filme é algo que promete boas emoções”, disse o embaixador britânico no Brasil, Alex Ellis, que abriu o evento. “Corretores e resseguradores tem um papel importante neste filme e cabe a vocês determinarem que tipo de atuação vão ter”, comentou, destacando que a Grã Bretanha se firmou como uma das potenciais do mundo por ser um país aberto a parceiras. “E o Brasil sempre esteve e continua no nosso radar”, afirmou.
Segundo os palestrantes, o volume de prêmios com a venda de seguros para empresas envolvidas com a exploração e produção de oleo e gás despencou no primeiro semestre deste ano. Já a expectativa de pagamento de indenizações se mostram uma incógnita no médio prazo. Apesar da farta capacidade mundial de recursos – US$ 8 bilhões, segundo Andrew Barnes, chairman de energy da JLT Specialty — a demanda está fraca e a oferta de seguros e resseguros praticamente fechada para empresas ligadas ao processo de investigação Lava Jato. “Praticamente não há negociações no setor e a saída é buscar negócios lá fora para alimentar o mercado brasileiro”, conta Adriano Oka, vice presidente da JLT Re. Os negócios captados no exterior são repassados para o mercado local, no qual o IRB Brasil RE é um dos principais clientes.
Com tal marasmo, a saída é preparar o mercado para atender a demanda do leilão da 13ª rodada de concessão de petróleo e gás, que deve ocorrer em outubro. Isso significa promover discussões que envolvam os órgãos reguladores, ANP e Susep, clientes, seguradoras e resseguradoras. No debate que encerrou o evento, com a participação de executivos Felipe Smith, da da Tokio Marine, Frank Streidl, da Zurich UK, Daniele Gugelmin, da JMalucelli e Luciano da Silva Pinto Teixeira, da ANP, ficou claro que há muito ainda a ser discutido para ajustar clausulados, ainda com erros de tradução e confusos com ajustes incorporados para obedecer exigências da Susep, da ANP e do Código de Defesa do Consumidor. “Precisamos da ajuda de todos para promover melhorias, especialmente dos clientes”, disse Smith, que também participa da comissão da FenSeg que cuida do tema.
As seguradoras especialistas se dizem prontas para ofertar o seguro dentro dos moldes que a agência pleiteia, mas concordam que é preciso tornar o clausulado mais compreensível para o cliente. Já para a rodada de pré-sal, prevista para 2016, ainda é preciso fazer alguns ajustes para que a oferta se adeque a demanda, principalmente no que diz respeito a cobertura para abandono de poço exigida pela ANP, destacou Carlos Frederico Ferreira, da Austral, citando a nova regulação da Susep 477, que inclui o novo seguro garantia financeiro contra abandono do poço. Para isso, corretores, clientes, seguradoras e Susep estão em conversações para fazer um produto sob medida para as necessidades dos envolvidos, informou Smith. Segundo os participantes, os riscos são grandes, uma vez que envolvem contrato de longo prazo e tecnologia ainda em desenvolvimento.
Segundo Rodrigo Protásio, CEO da JLT Re Brasil, o grupo busca novas oportunidades de negócios e por ter clareza do potencial do Brasil no médio e longo prazo e das oportunidades que a crise traz, tem reforçado a equipe. “Há muitas frentes de negócios. Se um segmento como o garantia de contratos e riscos de engenharia não está bem neste momento, há outros que oferecem boas oportunidades, como o garantia judicial e riscos financeiros em geral”, diz o CEO que lidera uma das principais corretoras de seguros e resseguros no mercado de energia no mundo, que tem em na carteira de clientes oito das 10 maiores empresas de petróleo do mundo. São seis especialistas dedicados ao segmento de óleo e gás e outros cinco exclusivos em gerenciamento de sinistros. A corretora disponibiliza US$ 1,7 bilhão em capacidade para os riscos relacionados à indústria por meio do IRB Brasil RE. Segundo informações do grupo, a JLT é a maior produtora do Lloyd’s of London, produzindo mais de US$ 750 milhões em prêmios.
Os mais de R$ 198 bilhões do novo pacote de concessões de infraestrutura do governo, lançado na semana passada, são uma oportunidade bilionária para reaquecer o mercado de seguros de grandes riscos. Há, contudo, receio por parte de seguradoras e resseguradoras, conforme executivos ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, quanto às obras que efetivamente sairão do papel uma vez que no passado boa parte dos empreendimentos anunciados como, por exemplo, o trem de alta velocidade (TAV), não foram executados.
Com leilões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, a segunda fase do Programa de Investimento com Logística (PIL) tende a movimentar bilhões em seguros de garantia (que garantem que uma obra seja concluída conforme previsto em contrato), de engenharia, riscos operacionais, transportes. Uma fonte diz que alguma repercussão para a indústria de seguros pode ocorrer neste ano, mas nada que mude sobremaneira o volume de negócios uma vez que boa parte dos projetos é para 2016.
Valores exatos em prêmios de seguros ainda são difíceis de serem mensurados já que um cronograma mais preciso de licitações ainda não foi divulgado e é ansiosamente aguardado pelo mercado. “Rodovias e aeroportos já têm modelos de concessão que tiveram relativo sucesso no passado e são obras mais simples, o que significa que a licitação e a contratação dos seguros devem acontecer relativamente rápido”, diz Guilherme Perondi, vice-presidente da resseguradora da alemã Allianz (AGCS).
Segundo ele, a expectativa é de que as concessões de rodovias e aeroportos gerem apólices ainda neste ano. Ferrovias e portos vão depender, conforme Perondi, do modelo final a ser adotado pelo governo. Sendo assim, 2015 pode terminar sem um volume elevado de contratos para grandes riscos. De janeiro a abril, o segmento, sem considerar aeronáutico e marítimo, não cresceu sequer 4%, com menos de R$ 2 bilhões em prêmios em 12 meses, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A expansão vem desacelerando. No ano passado, grande risco cresceu 9,8%, abaixo do ritmo de 2013, de 13,5%.
Apesar de boa parte das obras ainda não ter projeto executivo, o anúncio do pacote de concessões foi bem recebido pelo mercado de seguros. “Os investimentos em infraestrutura são uma boa notícia. A Ace está acompanhando os desenvolvimentos do pacote para estar pronta para atender eventuais seguros desses novos projetos anunciados”, avalia Antonio Trindade, presidente da Ace Seguradora no Brasil, em entrevista ao Broadcast.
Líder em grandes riscos, a companhia americana reforçou sua aposta neste segmento ao adquirir a carteira do Itaú Unibanco no ano passado por R$ 1,5 bilhão. O investimento foi na contramão de outras empresas que, decepcionadas pelo baixo volume de negócios no setor e à exposição a riscos vultosos, preferiram deixá-lo.
A SulAmérica, que viu duas apólices bilionárias, uma da hidrelétrica de Jirau e outra de um terminal portuário da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), virarem brigas judiciais, vendeu sua carteira de grandes riscos para a francesa Axa no mês passado por R$ 135 milhões. Já a inglesa RSA, cujos rumores apontam sua saída do Brasil, também deixou este mercado, mas, preferiu deixar de renovar as apólices em vez de passá-las para as mãos de outro.
Apesar de ter frustrado a expectativa de algumas seguradoras, o segmento de grandes riscos ainda atrai interessados, como a Ace, por conta do potencial do segmento de infraestrutura no Brasil. Silvia Vergara, superintendente de seguro garantia e project finance da corretora de seguros Marsh Brasil, lembra que há menos players no segmento, mas com capacidade suficiente para segurar os bilhões em obras de infraestrutura uma vez que contam com respaldo do mercado internacional de resseguro.
Um deles é a japonesa Tokio Marine. Depois de perder a disputa pela carteira do Itaú, a seguradora ativou um plano B, com foco em crescimento orgânico, para o qual reforçou o time de executivos. “Apesar de R$ 56 bilhões estarem relacionados a projetos de difícil aceitação na iniciativa privada, como a (ferrovia) Bioceânica, há outros mais completos que vão servir de mola propulsora para o mercado de seguros de grandes riscos”, analisa José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine no País. “Estamos preparadíssimos”, acrescenta.
Mesmo que somente parte dos R$ 198 bilhões em investimentos se tornem realidade, segundo James Hodge, diretor de construção da corretora de seguros Willis, 30% deste montante já têm força para aquecer o mercado de seguros de grande risco, que também sofreu reflexos da Operação Lava Jato com atraso em obras. Grandes projetos, de acordo com ele, sempre mudam o ritmo do mercado e há potencial de o crescimento acelerar para 30%, 40% no ano que vem. Vai depender, porém, da materialização dos mesmos.
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