Lei de Contrato de Seguro avançará se o mercado de seguros apoiar

ernestoPor Márcia Alves

Onze anos depois da apresentação na Câmara dos Deputados do primeiro Projeto de Lei de Contrato de Seguro (PL 3.555/04), pelo então deputado José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, o texto original passou por diversas transformações. Hoje, a proposta tramita na Câmara e no Senado Federal e está na “reta final”, segundo Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) e um dos idealizadores da lei.

“Minha expectativa é que o mercado segurador, representado pela CNseg, encontre um ponto de comunhão com os demais centros de interesse que promovem o projeto e que possamos ter uma boa Lei de Contrato de Seguro”, disse Tzirulnik durante sua participação em Palestra do Meio-Dia da APTS. O evento foi realizado nesta quarta-feira, 17 de junho, com a apresentação do tema “Lei de contrato de seguro: nenhum passo atrás”. Em sua palestra, ele explicou que a expressão “nenhum passo atrás” representa “a ideia de que a busca pela construção da primeira Lei de Contrato de Seguro brasileira continua sempre adiante, sem cessar”.

Tzirulnik explicou por que o país precisa de uma Lei de Contrato de Seguro, elencando uma longa lista de nove motivos. Primeiramente, para suprir a tutela estatal do IRB, que deteve o monopólio do resseguro por mais de 70 anos. Para os que apontam a lei como destinada aos grandes riscos, ele responde que este segmento também é importante. “Num país como o nosso, tem de haver algum regime de proteção para que não fique ao sabor da vontade. Porque a vontade ainda é de quem dispõe, no caso, o segurador”, disse.

Outro motivo é a unidade semântica na linguagem securitária, que difere, por exemplo, da utilizada em processo civil. Também é justificativa para a lei a definição clara e homogênea dos atores e institutos que integram as relações de seguro. Tzirulnik exemplificou com a definição de corretor de seguros, a qual considera falha. “A definição diz que o corretor é habilitado. Mas, faltou o conteúdo da atividade, o que o corretor faz”, disse. Em relação ao agente, ele lembrou que trata-se de figura regulada no Código Civil, mas que no mercado persiste o uso como sinônimo de corretor. “Mas não precisa ser assim; são diferentes”, disse.

Questões polêmicas

Por mais de duas horas, Tzirulnik debateu diversas questões polêmicas da Lei de Contrato de Seguro e, mesmo assim, ainda faltou tempo para tratar de todas. Em relação ao suicídio, por exemplo, ele esclareceu por que o texto da lei diverge do Código Civil e também da recente decisão do STJ, que entendeu não ser devida a indenização se o suicídio ocorrer nos dois primeiros anos de contrato. Segundo ele, essa decisão leva ao entendimento de que “a partir de agora suicídio premeditado ou não está dentro da carência de dois anos. Mas passados dois anos, não importa, todos estarão cobertos”.

O Advogado exemplificou com a situação de alguém que salta de um prédio em chamas. “A questão é que não se foge apenas do fogo, mas de outras ameaças. Além disso, a depressão também pode levar ao suicídio, sem que seja premeditado”, disse. A Lei de Contrato de Seguro resolve a questão, a seu ver, ao definir que “o suicídio cometido em virtude da ameaça à vida ou à integridade física do segurado ou de terceiro não está compreendido no prazo de carência”. Algo semelhante, segundo Tzirulnik, ao que estabelece a Lei de Seguros alemã, que fixa três anos de carência, mas ressalva que “a regra não se aplica se o ato for cometido enquanto a pessoa está em estado de mórbida perturbação mental que a impede de livremente determinar sua vontade”.

Tramitação

Segundo Tzirulnik, no Congresso Nacional a lei já recebeu diversas manifestações de deputados e senadores bastante relevantes e positivas, que reconhecem a urgência da Lei de Contrato de Seguro brasileira. “Acredito que os trabalhos tenham continuidade mais célere, tanto na Câmara como no Senado, e se houver o encontro de uma comunhão dentro dos setores interessados, essa Lei de Seguros será aprovada com muita rapidez, disse.

Sustentabilidade e inclusão foram temas dominantes do último dia do Global Insurance Forum, da IIS, realizado na Sede da ONU

Fonte: CQCS

As Nações Unidas abriram suas portas ontem para a realização do 3o, e último dia, do Global Insurance Forum, da IIS – International Insurance Society, recebendo os participantes do encontro para debaterem sobre sustentabilidade e inclusão social no mercado Mundial de Seguros, contando com a participação do seu Secretário Geral, Ban Ki-moon, e diversos membros do seus quadros que palestraram e debateram sobre a importância e o futuro do seguro na sociedade global.

Segundo Michael J. Morrissey, Presidente e CEO, o Fórum Global de Seguros ter sido encerrado na sede da ONU deu um caráter todo especial ao evento este ano, poder estar ao lado e debater com as altas lideranças das Nações Unidas, inclusive o seu Secretário-Geral, demostra a importância da Indústria. “Foi especial! Poder estar ao lado do Secretário Geral da ONU debatendo o futuro do seguro foi uma situação singular. Foi emocionante!”, compartilha o presidente da IIS.

O Brasil esteve representado por uma delegação expressiva, contando com os Vice-Presidentes da CNSeg Marco Barros, presidente da Fenacap, e Oswaldo do Nascimento, presidente da Fenaprevi, do dietor Jorge Hilario Gouveia Vieira, ex-presidente da Confederação, do presidente da Fenacor, Armando Vergilio dos Santos Junior, da Escola Nacional de Seguros que levou Robert Bittar, presidente; Renato Campos, diretor executivo; Maria Helena Monteiro e Claudio Contador, diretores e Maria Luiza Martins, gerente de parcerias internacionais.

Participaram do entro ainda o presidente da BB Mapfre SH1, Roberto Barroso, Gustavo Doria Filho, Diretor Executivo do CQCS, e Paulo Kato, da Revista Cobertura, Brazilian Midia Partner da IIS.

Fraude prejudica todo o sistema de seguros, afirmam executivos no CIAB 2015

11183443_885204578194846_3054179276926875408_nA fraude prejudica como um câncer todo o sistema de seguros. Essa é a linha mestra da palestra “Prevenção em combate à fraude em gerenciamento de riscos: avanços e desafios”, realizada na Trilha de Seguros, elaborada pela CNseg, para a CIAB 2015, maior evento de tecnologia bancaria da América Latina, que acontece de 16 a 18 de junho em São Paulo.

Therezinha Vollú e Ricardo Tavares, gerentes da CNseg Ceser, discorreram sobre os impactos que a fraude traz não só sobre a seguradora, mas sobre toda a sociedade, uma vez que gera aumento do preço do seguro e prejudica a entrada de novos consumidores. “Sem novos entrantes no mercado, fica mais complicado ter preços mais acessíveis”, citou Tavares.

Em números, as fraudes comprovadas, sem considerar previdência, saúde e capitalização, somam R$ 448 milhões em 2014, ou seja, 1,7% em relação aos sinistros avisados dos seguros gerais. Em 2013, as fraudes totalizaram R$ 350 milhões (1,5%) e em 2012, R$ 340 milhões (1,2%). “Se colocar esse índice em cima dos sinistros suspeitos, o indicador sobe para 20%. Em cima dos sinistros investigados, avança para 25%”, esclarece Therezinha.

Na Suécia, a estimativa de fraudes detectadas foi de 40 milhões de euros em 2011. Na França, 168 milhoes de euros. No Reino Unido, as seguradoras estimam que 2,2 bilhões de euros são fraudes não detectadas anualmente.

Segundo Tavares, a fraude pode ser um crime sem sangue, mas não sem vítima, pois toda a sociedade está pagando o preço. Por isso, todos os esforços de prevenção e combate a fraude buscam retroalimentar e contribuir para o equilíbrio do gerenciamento dos riscos assumidos pelas seguradoras.

Depois de mostrar à plateia os principais acontecimentos no marco legal, desde 1998, com a lei 9.613, sobre lavagem ou ocultação de bens, até 2015, com a lei 12.977, que regula a disciplina de desmontagem de veículos, Tavares mostrou que as legislações atuais visam inibir a fraude, que traz um custo injusto para os segurados honestos.

Além das discussões para aprimorar as técnicas e leis, a CNseg estimula suas associadas com ações como treinamentos, campanhas educacionais, criação do Código de Ética do Mercado Segurador, desenvolvimento de pesquisas qualitativas, viabilização do Pátio Legal e do Disque Fraude em Seguros, bem como o cruzamento de coincidências que possam indicar fraude e o grande case de sucesso da entidade, o Projeto Fronteiras. Segundo Therezinha, as fraudes acontecem no mundo todo. “Se deixar uma brecha, a fraude entra”, comentou.

A quantificação das fraudes ajudam a orientar o direcionamento das ações de prevenção e redução da fraude, além de permitir a aferição das ações implementadas, destaca Tavares. Para ele, um dos grandes benefícios de conseguir quantificar a fraude é promover a conscientização dos setores governamentais, da sociedade, do segurado e do próprio mercado segurador. “Além, é claro, de suportar a justificativa de retorno dos projetos e iniciativas das seguradoras nos projetos de combate à fraude.

“Tratando bem os consumidores, as empresas terão sustentabilidade”, resume mediadora no CIAB 2015

11406886_885182791530358_917988193573800137_nQuais são os desafios da tecnologia e o que queremos para o consumidor do seguro? Essa foi a largada da palestra “Consumidor e a proteção do mercado”, mediada por Maria Stella Gregori, consultora da CNseg, realizada na Trilha de Seguros, elaborada pela CNseg, para a CIAB 2015, maior evento de tecnologia bancaria da América Latina, que acontece de 16 a 18 de junho em São Paulo.

Vladimir Batista, da Cisco Brasil, uma das grandes líderes na área de relacionamento com clientes, falou da importância das ferramentas tecnológicas para o consumidor mostrar a sua insatisfação. Ele apresentou uma série de inovações já adotadas em mercado como o americano e que devem chegar no Brasil. “O Código de Defesa do Consumidor trouxe nesses 25 anos uma grande consciência aos clientes de seus direitos e também para as empresas aprimorarem suas entregas em termos de produtos e serviços. Agora, com a tecnologia, há uma nova revolução nesta relação, principalmente com o uso das redes sociais como um novo canal de comunicação do cliente com as empresas”, destacou em seu palestra.

A gestão do relacionamento com o cliente já é algo tão relevante que hoje 70% das pessoas que têm seguros tem acesso a internet, 40% do processo de compra e renovação é originado na web e 11 milhões de buscas mensais sobre seguros, dessas 15% em smartphones. “Isso exemplifica o domínio digital no mercado de seguros”, destaca.

Segundo o especialista, os desafios de seguros e do que ele chama de OmniChannel (todos os canais da web), é como conseguir crescer a dois dígitos e manter os resultados financeiros. “Hoje se vê em muitos relatórios parágrafos inteiros sobre qual é o índice de fidelidade e quanto a rentabilidade cresceu com base nesse índice”, contou.

O tema é tão relevante, que foi criado um cargo só para procurar compreender a experiência do cliente. “Cerca de 75% das empresas já adotam medidas de fidelidade e 15% já mencionam a experiência nos resultados. Em 2013 era apenas 3%”, ressalta.

É fundamental que aumente a produtividade, mas isso só acontecerá se houver respeito com o consumidor. “Qualidade não se estabelece nem por decreto nem por lei”, alerta Ricardo Morishita, professor do Direito do Consumidor. “Se as pessoas tiverem empodeiradas, com mecanismos, consigo estabelecer um controle maior em torno dos produtos e serviços. O consumidor escolhe aqueles que tem melhor qualidade. O conceito essencial da defesa do consumidor esta relacionada com o desenvolvimento. Num processo de meritocracia, na base da competência e concorrência”, enfatiza.

Ele discorreu sobre a evolução das relações de consumo desde a crise de 2008, quando a defesa do consumidor passou a ter um papel estratégico. Boas pesquisas no Reino Unido mostraram que depois da crise, os consumidores passaram a dizer que o sistema financeiro não faz parte da solução da vida das pessoas e sim faz parte dos problemas das famílias. “Isso fez com que o setor financeiro passasse a ser a prioridade dos órgãos de defesa de consumidor. Queremos que os produtos financeiros façam parte do crescimento do consumidor”, disse.

Segundo Morishita, vivemos em uma sociedade de faz de conta. As empresas fingem que escrevem contrato, o consumidor finge que entendem. “Isso gera um custo jurídico muito elevado, além de deixar a ética do contrato de lado”, diz. Para ele, criar um país melhor depende de uma relação mais sustentável entre todos. “Temos de ter ética. Separar o joio do trigo por meio do Código de Defesa do Consumidor. Um conceito errado traz muita infelicidade para o mundo.”

“Tratando bem os consumidores, as empresas terão sustentabilidade”, resumiu a mediadora Maria Stella Gregori. Segundo ela, a lei brasileira, citando o Código de Defesa do Consumidor e Código Civil, trouxe proteção ao consumidor no campo individual como no coletivo. “Agora temos de mostrar a esses consumidores tem eles têm de pensar também em seus deveres e temos de ensinar a eles como devem agir no mercado com consciência e boa fé”.

Carlos André Guerra assume Diretoria de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT

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No início do mês de junho, Carlos André Guerra assumiu a Diretoria de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT. Com passagens por IBM Brasil, Banco Icatu e Itaú Unibanco, Carlos Guerra substitui Marcio Norton, que deixa o cargo em cumprimento às limitações de idade impostas para o exercício do cargo de Diretor na Seguradora.

Mercado segurador e seus desafios tecnológicos em debate no CIAB 2015

1609890_885133498201954_5502606772606304345_nA indústria de seguros prevê crescimento de dois dígitos em 2015. Segundo o presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, o avanço estimado para este ano é de 12,4%. Em 2014, o setor registrou arrecadação de R$ 327 bilhões. Em tempos de crise, esse é um grande desafio para os executivos do setor, com muitas frentes de negócios para desenvolver. Paulo Marraccini, membro do conselho da Allianz e vice-presidente da CNseg, contou um pouco desses desafios aos participantes da primeira palestra da Trilha de Seguros, que acontece no CIAB 2015, maior evento de tecnologia bancaria da América Latina promovido pela Federação dos Bancos (Febraban).

Ele citou estudo do Lloyd’s of London, maior mercado segurador do mundo, sobre o Brasil. De acordo com o relatório, as vendas de seguros no Brasil podem crescer significativamente nos próximos anos na área de seguros gerais, com potencial para mais US$ 14 bilhões em vendas de apólices. Marraccini citou que hoje há 125 milhões de brasileiros sem seguro de Vida/Acidentes Pessoais; 182 milhões sem plano dental; 58 milhões de residências sem seguro; 152 milhões de pessoas sem seguro saúde; 38 milhões sem seguro de automóveis e 3 milhões de empresas sem seguro empresarial. Ao lado disso, o mercado pode ampliar o consumo entre as classes mais assistidas também, porque o consumo per capita é baixo e abre oportunidades para todos os ramos de seguros.

Além de crescer, ele destacou a importância da Tecnologia na prestação de serviços ao cliente. “Atendê-lo bem quando ele está com o carro quebrado de noite na marginal é a melhor maneira de estimular o crescimento da indústria de seguros. Bom evento a todos e que possamos conhecer muitas inovações para implementar na nossa indústria”.

Gustavo Fosse, gerente geral do Banco do Brasil, ressaltou a importância da tecnologia para que o setor explore todas as oportunidades que tem pela frente. “Um recente estudo divulgado pela Geneva Association, uma das principais entidades mundiais sobre estudos da indústria de seguros mundial, afirmou que a tecnologia será determinante para o sucesso ou fim de uma empresa. E por isso estamos aqui para alavancarmos o nosso crescimento”, disse durante a abertura da Trilha de Seguros, que tem como primeira palestra Mercado Segurador: desafios e oportunidades. ”Vemos nossos clientes cada vez mais usando as proteções ofertadas pelos mercados. Vamos discutir para que nosso segmento seja referencia mundial em inovação”, finalizou Fosse.

AUTO-REGULAÇÃO ONLINE

11147111_885133564868614_1820173498141888454_nO primeiro palestrante foi Paulo Vianna, presidente do comitê de estudos e pesquisas da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “O grande projeto da Susep é ter a supervisão eletrônica de todas as empresas que compõem o mercado”, afirmou Vianna. O projeto de supervisão eletrônica é o pontapé inicial para o Big Data. “Queremos que a Susep seja capaz de gerar informações para consumo interno, como controlar a solvência e proteger o consumidor, bem como fornecer informações para a Receita Federal, que nos solicita uma série de caos que ainda não conseguimos atender. Uma delas é cruzamento da compra do seguro com o despacho da carga. Temos demanda também do setor judiciário, do Coaf e também para nutrir o próprio mercado com dados relevantes para estudos sobre o setor”, explicou.

De acordo com ele, o custo será diluído ao longo do tempo, com eliminação de redundâncias e dados agregados. “Isso ajudará a reduzir a frequência e escolha das alterações nos dados requisitados”, destacou. Entre as oportunidades do projeto de TI da autarquia, Vianna citou a realimentação com dados consolidados e estatísticos, bem como maior transparência do mercado e maior eficiência regulatória.

“Estamos focando a regulação na tecnologia. O mais desafiador do projeto é como vialibilizar, pois o setor publico tem limitações. Vamos precisar de um parceiro nesse projeto, assim com tem o Tesouro Nacional que desenvolveu o Tesouro Direto em parceria com BM&F ou o Banco Central tem com a Cetip uma parceria para produtos que ajudam na regulação. Também não esta descartado que a Susep desenvolva os sistemas necessários internamente, mas dependemos de recursos e isso levaria um tempo maior do que ter uma parceira de peso nos auxiliando. Estamos estudando os riscos e benefícios de todos esses caminhos, mas vamos mergulhar de vez na regulação online. É um caminho sem volta”, afirmou.

DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA AS SEGURADORAS

As oportunidades do setor foram mostradas aos executivos na plateia por Alexandre Leal, superintendente de regulação da CNseg. Ele cita que a crise ainda não chegou no mercado de seguros, segundo mostram os números do primeiro quadrimestre, com avanços de dois dígitos. “O setor vem crescendo nos últimos anos uma média de 15% ao ano na última década e neste ano a previsão é de 12,4%”, citou. Segundo ele, com uma inflação estimada em 8%, crescer 12% ainda mostra um crescimento real relevante diante da retração há observada na economia e com PIB estimado com retração de um ponto percentual.

Entre os desafios, Leal citou o quadro macroeconômico. “O aumento da renda e ter a inflação controlada são importantes para o setor de seguros terem um desenvolvimento interessante. Não somos uma ilha. Se esses indicadores piorarem, o setor será afetado”, comentou. Na área regulatório ele citou o risco de mercado e o risco operacional. “Ambos precisam ter as normativas aprimoradas e significam um grande desafio para as seguradoras, que estão correndo atrás para reestudar seus processos e pontos de controles. Isso vai demandar muitos investimentos financeiros e de recursos humanos”.

Ele também citou que aspectos contábeis e gestão de risco, com o fortalecimento de boas praticas e politicas de supervisão baseada em risco, com requisitos mínimos para gestão de riscos de forma integrada (ERM) e a definição de critérios de auto-avaliação de ricos e solvência (Orsa) estão na lista de desafios do setor. “Isso sem falar no uso de tecnologias para venda de seguros por meios remotos”, ressaltou. De acordo com ele, há muitas coisas na regulamentação de meios remotos que podem ser melhoradas.

Entre os desafios tecnológicos, ele comenta que as seguradoras são menos digitalizadas do que bancos. Menos da metade das companhias conseguem apresentar seus produtos digitalmente, segundo pesquisas do setor com base em dados mundiais. “Os bancos já fizeram grandes investimentos e as seguradoras começam a trilhar esse caminho superando as dificuldades regulatórias”, disse. Leal acredita que a tecnologia cria um novo ambiente de negócios e que exigirá parcerias diferenciadas entre as seguradoras e empresas diversas interessadas no setor.

A digitalização, além de mudar a comunicação da seguradora com seus clientes, também abre novos mercados. “Toda essa integração das mídias sociais gera muitos negócios, como a oferta de produtos ao se detectar que um cliente está planejando uma viagem”, cita. Também ajuda a detectar fraudes, como um segurado que declarou não ser fumante em um questionário de saúde e aparece nas mídias com um cigarro na mão”, acrescentou. O uso da tecnologia, mais do que um desejo, é uma necessidade. Há varias desafios, mas com certeza traz muitas oportunidades.

IRB lança Manual de Subscrição Online de Vida

Alessandra Monteiro - baixa

Alessandra Monteiro - baixaRelease

Representantes de Seguradoras que operam o Ramo Vida no País participam nesta quinta-feira (18), em São Paulo, do lançamento do LUMA, o Manual de Subscrição Online que o IRB Brasil RE passa a oferecer aos seus clientes.

A novidade fica por conta da adaptação do manual original em inglês (Life Underwriting Manual – LUMA ) para o português, contendo em sua base de dados o conhecimento acumulado pelo maior ressegurador latinoamericano em seus 76 anos de atuação nesse mercado.

Segundo Alessandra Monteiro, Gerente da área de Vida do IRB Brasil RE, foi a experiência das próprias seguradoras que ajudaram a construir essa base: “Tem um pedacinho de cada uma delas dentro desse sistema. Foram as informações oriundas das seguradoras que nos deram os parâmetros para desenvolver esse Manual cujo objetivo é aprimorar a qualidade da subscrição, precificação e aceitação dos seguros de vida”, ressalta.

O Vice-Presidente de Resseguros, José Carlos Cardoso, afirma que a área de Vida é uma das prioridades do novo IRB e que essa ferramenta é parte de uma série de investimentos que estão sendo realizados: “Nosso objetivo é dobrar a participação dessa carteira dentro do nosso portfólio, tanto no Brasil como no exterior”, enfatiza. Como exemplo desse investimento, o executivo cita a telesubscrição, além da criação de novos produtos como o de Previdência/Longevidade e o de Altas Rendas.

O LUMA é uma ferramenta técnica que será disponibilizada sem qualquer custo adicional aos parceiros de negócios do IRB. O acesso ao sistema será realizado via WEB, por meio de login e senha, que serão enviados às empresas a partir desta quinta-feira (18).

E dando prosseguimento ao nosso programa de expansão internacional, versões em espanhol e inglês serão lançadas no próximo mês de setembro.

Brasil Insurance e AXA Seguros fecham contrato com o Eataly São Paulo

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A Brasil Insurance, primeira holding de corretagem de seguros a abrir capital e uma das líderes em corretagem de seguros no país, e a a AXA, um dos maiores grupos seguradores do mundo, presente no Brasil desde 2014, acabam de fechar contrato com mais um importante cliente em São Paulo. Trata-se do Eataly, mercado de gastronomia e produtos artesanais italianos inaugurado esse ano na cidade. A apólice tem cobertura contra incêndio, raio, explosão, danos elétricos, entre outras.

“Essa parceria reforça o posicionamento da Brasil Insurance em apresentar e ser especialista nos mais variados tipos de seguros tanto para empresas quanto para pessoas. O Eataly é um novo espaço gastronômico com uma arquitetura e conceito peculiares e toda a apólice foi desenhada junto à AXA considerando estas características específicas”, afirma Daniel Rocha, sócio da Brasil Insurance.

O diretor comercial da AXA Seguros destacou o crescimento da seguradora e a experiência das empresas para o sucesso da operação do negócio: “Nossa operação está crescendo em ritmo acelerado. A força da marca AXA e a experiência do grupo dão respaldo ao trabalho que estamos desenvolvendo”, comenta Paulo Tavares, diretor Comercial da AXA Seguros.

Mercado de gastronomia e produtos artesanais italianos, o Eataly inaugurou sua primeira unidade na América Latina, em São Paulo, em maio de 2015. A loja possui 4.500 m2, onde existem 18 pontos de alimentação e 1 bar e restaurante a céu aberto em meio a um mercado com mais de 7.000 produtos italianos ou de produtores locais, que seguem as receitas tradicionais. A unidade ainda terá La Scuola di Eataly um espaço com 18 lugares dedicado a aulas, degustações, cursos e encontros com produtores, entre outras atividades. Também será possível usar o local para eventos privados. Fundada em 2007 em Turim, na Itália, o Eataly se espalha em 29 lojas pelo mundo, em países como Japão, Estados Unidos, Dubai, Istambul, Brasil e Itália.

Lloyd’s publica relatório sobre riscos pela ruptura da oferta global de alimentos

O Lloyd’s publicou um relatório para ajudar os subscritores de seguros a identificar os impactos sobre seguros e modelagem de risco, anteriormente desconsiderados, da segurança no fornecimento de alimentos. Fechar a brecha entre a produção e o fornecimento de alimentos é um componente essencial na melhoria da segurança alimentar. No entanto, a capacidade do sistema alimentar mundial de atingir este objetivo está sobre pressão crônica com o crescimento da população global e as mudanças nos padrões de consumo.

Enquanto muitas discussões sobre segurança alimentar têm focado exclusivamente nessa pressão, pouco tem sido feito para explorar a crescente vulnerabilidade do sistema alimentar global em caso de interrupção aguda. Em resposta, o Lloyd’s desenvolveu um cenário de ‘testes de estresse’ de uma ruptura aguda, porém plausível da produção global de alimentos, para explorar as implicações sobre os seguros e a modelagem de risco.

Criado por especialistas em segurança alimentar e economia do desenvolvimento sustentável, o cenário representa uma classe de eventos com uma probabilidade considerada plausível dentro do período de retorno com referência de 1:200 anos, contra o qual as seguradoras devem ser resilientes no âmbito do modelo Solvência II.

Principais fatos:

• Um choque sistêmico na produção agrícola alimentar global pode ter impactos econômicos, políticos e sociais generalizados, incluindo aumentos nos preços dos alimentos, violência e saque de alimentos e a queda nos valores das ações no mercado de capitais.

• Um choque sistêmico na oferta global de pode desencadear sinistros significativos em vários ramos de seguros, incluindo (mas não limitado a) terrorismo e violência política, risco político, lucros cessantes, marítimo e aviação, agricultura, responsabilidade civil de produtos e responsabilidade civil ambiental. Ademais poderia afetar também o retorno sobre os investimentos da indústria de seguros, bem como sobre o ambiente global regulatório e de negócios.

• A indústria de seguros está em condições de dar uma importante contribuição para melhorar a resiliência e sustentabilidade do sistema alimentar global, incentivando as empresas a pensar sobre sua exposição a riscos em toda a cadeia de abastecimento alimentar e a priorizar o desenvolvimento de produtos inovadores de transferência de risco.

• As seguradoras precisam trabalhar com pesquisadores para desenvolver modelos capazes de captar não só os efeitos físicos de eventos extremos, mas também seus vários impactos econômicos e sociais.

O relatório completo pode ser baixado em: www.lloyds.com/foodsystemshock

Resseguradoras locais têm lucro de R$ 193 milhões no 1o. tri de 2015

terra brasisNos primeiros três meses de 2015, as resseguradoras locais apresentaram lucro de R$ 193 milhões, ante um lucro de R$ 44 milhões registrado no mesmo período de 2014, segundo estudo da Terra Brasil. Neste período, o IRB lucrou R$ 128 milhões e as demais Resseguradoras Locais R$ 65 milhões.

Nos 12 meses findos em março de 2015, o volume do mercado brasileiro de resseguros (bruto de comissão) foi de R$ 9,37 bilhões frente a R$ 8,51 bilhões do mesmo período do ano de 2014, um crescimento anual de 10,1%. Para os 12 meses findos em março de 2015, o volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por Resseguradoras Locais foi de R$ 7,05 bilhões, aumento de 26,2% em relação aos R$ 5,59 bilhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

O estudo ressalta um alto crescimento de prêmio vindo de Seguradoras sediadas no exterior para Resseguradoras Locais brasileiras. No primeiro trimestre de 2015 este volume totalizou R$ 76 milhões frente a R$ 15 milhões do ano anterior, um crescimento de 397%.

Veja o estudo completo no portal da Terra Brasis
http://www.terrabrasis.com.br/pt/