Os seguros de Ramos Elementares da Bradesco Seguros apresentaram crescimento significativo no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No segmento Residencial, o aumento foi de 13%. Já os seguros Empresariais e os destinados a Equipamentos tiveram expansão de 27%.
Segundo levantamento da seguradora, esse comportamento na carteira de Ramos Elementares pode ser atribuído também a fatores como os eventos climáticos recorrentes, como enchentes e tempestades, que têm levado mais consumidores a buscar proteção para suas residências e empresas.
“O crescimento do mercado imobiliário, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, também contribuiu para o aumento na contratação de seguros. O avanço na aquisição de imóveis nessas áreas tem impulsionado a demanda por seguros residenciais”, explica o Superintendente Sênior de Ramos Elementares da Bradesco Seguros, Eduardo Menezes. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve um aumento significativo nas compras de imóveis nessas regiões.
“O aumento no número de incêndios também pode ser considerado um fator que influencia a contratação de seguros”, destaca o porta-voz. O Brasil registrou um aumento significativo nos incêndios estruturais — que incluem edificações residenciais e comerciais — em 2024. De acordo com o Instituto Sprinkler Brasil (ISB), foram contabilizadas 2.453 ocorrências, representando um crescimento de 10,4% em relação a 2023, o maior número desde o início do monitoramento. Além disso, os consumidores estão mais atentos aos riscos de outros acidentes e imprevistos em residências e estruturas comerciais”, conclui.
Pouco antes do Plano Real, em 1994, o setor de seguros – tirando PGBL, VGBL e seguro saúde – representava 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) e em 2023, esses mesmos ramos elementares clássicos representavam 1,4% do PIB.
Os dados foram apresentados por Nilton Molina, presidente do conselho da MAG, durante o painel ‘Seguro para tudo e para todos: a proteção como pilar de resiliência em tempos de transformação’, que ocorreu na manhã desta terça-feira (27), na Conseguro 2025, realizada em São Paulo pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). “
“Temos, sim, um enorme processo pela frente: a disrupção vem na linguagem, no produto, no marketing e nas vendas, porque sem isso não vai alavancar aqueles seguros tradicionais, os ramos elementares”, avaliou Molina.
Roberto Santos, presidente do conselho diretor da CNseg, por sua vez, destacou que o cenário é desafiador para a indústria, mas reforçou que o mercado de seguros é muito resiliente. “Passamos por muitas coisas nos últimos anos, de modificação e inovação. Antes, a apólice era feita à mão, depois na máquina de escrever, na máquina de escrever elétrica, usávamos retroprojetor com transparência, mas o mundo foi evoluindo. Tivemos crises, recessão e mais recentemente Covid”, lembrou o executivo ao afirmar que, mesmo diante de tantos desafios, o setor tem um grande caminho a percorrer e a projeção é de chegar a 10% do PIB até 2030.
“Para qualquer indústria crescer tem que ter crescimento orgânico e de novos produtos, com aquisições e criando negócios. Há espaço para a criação de novos produtos. Organicamente não temos crescido”, considera Santos.
Neste sentido, a tecnologia aparece como uma importante aliada do setor. “Assisti desde o começo essa questão (da tecnologia e a corretagem). Na década de 1980 já discutia se novas tecnologias iam substituir o corretor e não vão. A IA (inteligência artificial) vai facilitar a clareza de oferta para os clientes e isso vai levar mudança de comportamento da seguradora e da relação entre corretor e cliente”, considera Molina. “A questão tecnológica não deve ser vista como uma ameaça. Corretor se adapta passando a usar a internet como uma aliada, uma ferramenta para ajudar no seu trabalho e tudo isso, robôs e outros, são aliados. Risco sempre vai existir”, complementa Santos.
Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Banco Bradesco, comentou que, independentemente da evolução tecnológica, a humanidade não sai do centro do palco. “O mundo do seguro está intrinsecamente ligado aos desafios humanos. Estamos em processo de transição, mas não vai tirar o protagonista da humanidade. Os riscos estão presentes e é nossa função social mitigá-los”, afirmou Trabuco.
Para Trabuco, é fundamental a popularização e a massificação dos seguros. Parodiando o grande pintor Michelangelo, o executivo afirmou que os negócios do setor estão entre ‘Agonia e Êxtase”, que vem com o momento de pagamento da indenização.
Os palestrantes concordam que para o setor evoluir é importante melhorar a comunicação com os consumidores e isso é trabalhar para acabar com o ‘segurês’.
IOF
Trabuco aproveitou a oportunidade para criticar a criação do IOF nos planos VGBL na semana passada pelo governo. “Se o seguro merece ser incentivado não é muito adequado usar IOF para ser carregamento fiscal de entrada para quem entra em seguros”, disse Trabuco.
O tema já havia sido abordado pelo presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, durante a abertura da Conseguro 2025. “Enquanto estamos investindo em tecnologia, inteligência artificial, pensando no futuro da indústria, seguro de carro e drones autônomos, seguro de robô, de fábrica que só tem robô, a gente tem que falar de IOF”, disse Oliveira.
Pelo segundo ano seguido, o Grupo Bradesco Seguros está entre as 100 empresas mais inovadoras no uso de tecnologia da informação em 2024, de acordo com avaliação anual do IT Forum, ecossistema de tecnologia do Brasil. O ranking reconhece iniciativas que colocam a tecnologia no centro da inovação corporativa, com base em práticas e processos que demonstram o uso estratégico de ferramentas voltadas à transformação digital.
Dois projetos da companhia contribuíram para essa conquista. O primeiro, “Digitalização no Atendimento”, oferece aos clientes uma jornada digital integrada ao entrarem em contato com a Central de Atendimento, por meio de um menu de serviços digitais que proporciona agilidade, autonomia e facilidade no autosserviço.
Já o segundo, “Inteligência Artificial no Atendimento”, tem como foco aprimorar a eficiência e a experiência no atendimento a clientes e corretores, utilizando IA para sumarização de chamadas e suporte ao atendente humano.
Segundo Alexandre Arias, diretor de TI do Grupo Bradesco Seguros, o reconhecimento é motivo de orgulho para a companhia. “Estar nesse ranking pelo segundo ano consecutivo comprova que estamos no caminho certo no aprimoramento do nosso relacionamento com segurados e corretores, agentes fundamentais do mercado segurador. Além disso, esse prêmio é mais um incentivo para seguirmos investindo na integração entre tecnologia e relacionamento”, afirma.
Os dois projetos foram implementados no início de 2024 e hoje já fazem parte da rotina de clientes e corretores em todo o país.
A crise climática não é mais uma ameaça futura — ela já está impactando o Brasil e o mundo, com custos cada vez mais altos em vidas, infraestrutura e economia. Na abertura da Conseguro 2025, evento promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em São Paulo, especialistas, autoridades e representantes do setor segurador reforçaram que o seguro precisa ser incorporado de forma estratégica às políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas.
Edson Franco, CEO da Zurich e presidente da Fenaprevi, destacou que oGlobal Risk Report 2025 revela que 5 dos 10 maiores riscos globais são ambientais. No Brasil, isso já é uma realidade. Em 2024, só no Rio Grande do Sul, indenizações ultrapassaram R$ 6 bilhões.
“Precisamos investir em previsibilidade, educação em riscos e inovação em produtos para mitigar danos, por isso a colaboração entre empresas, governo e sociedade é vital para reduzir o gap de proteção e tornar o Brasil mais resiliente”, afirma Franco.
Ana Toni, diretora executiva da COP30, destacou que a crise climática, infelizmente, tende a se agravar, assim como os riscos e incertezas associados. No entanto, ela ressaltou que o setor de seguros possui uma competência cada vez mais valorizada no mundo atual: a gestão de riscos. “A gestão de riscos se tornou uma coisa muitíssimo importante nesse momento de crise climática”, afirmou, lembrando que as seguradoras foram, dentro do setor privado, pioneiras em lidar com o tema das mudanças climáticas. Para ela, esse conhecimento posiciona o setor como um dos protagonistas na construção de soluções conjuntas entre setor público e privado.
Toni defendeu três frentes nas quais as seguradoras podem atuar para contribuir efetivamente. A primeira é o desenvolvimento de produtos que incentivem a adaptação e a resiliência, oferecendo, por exemplo, condições melhores para empresas, municípios ou comunidades que adotem planos contra enchentes, incêndios e outros desastres. A segunda é atuar como parceiras na construção de bases de dados e modelos de risco, especialmente porque muitos municípios brasileiros não possuem informações suficientes para mapear seus próprios riscos. “O seguro tem papel fundamental em fornecer dados, inteligência e estímulo à prevenção”, reforçou.
O deputado federal Fernando Monteiro (Republicanos-PE) ressaltou que o seguro é, sem dúvida, uma das maiores ferramentas disponíveis para ajudar a proteger não apenas pessoas e patrimônios, mas também o próprio orçamento público. Segundo ele, muitas vezes a sociedade não percebe que os recursos do governo vêm basicamente dos impostos e que, quando não há proteção, os custos dos desastres recaem diretamente sobre o Estado, agravando o déficit fiscal.
Monteiro defendeu que é preciso aproveitar a inteligência acumulada pelo setor segurador, especialmente sua capacidade de prever, mitigar e precificar riscos, como um caminho estratégico para aliviar a pressão sobre os cofres públicos. “O seguro é uma ferramenta fundamental porque permite minimizar perdas, compartilhar riscos e, consequentemente, proteger tanto a sociedade quanto as finanças públicas”, afirmou. Para ele, fortalecer o uso do seguro no Brasil é uma questão não só de proteção social, mas de responsabilidade fiscal.
O debate ganhou ainda mais urgência após as enchentes no Rio Grande do Sul, que deixaram um rastro de destruição e um prejuízo estimado em R$ 100 bilhões — dos quais apenas 6% estavam segurados. “Nos últimos dez anos, o Brasil perdeu R$ 782 bilhões com eventos climáticos. É um dinheiro que poderia ter sido poupado com um uso mais inteligente do seguro”, alertou Monteiro.
O caminho, segundo os especialistas, passa pela integração do seguro às políticas climáticas e pela construção de uma cultura de proteção. Cristina Reis, subsecretária do Ministério da Fazenda, citou iniciativas em andamento, como a taxonomia sustentável, o mercado de carbono, os títulos soberanos verdes e o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre.
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Respondendo à pergunta do mediador Edson Franco sobre como a academia e os cientistas podem colaborar na construção de bases de dados confiáveis para modelos preditivos eficazes, Pedro Farme de D’Amoed, CEO da Guy Carpenter Brasil, alertou que, no Brasil, a falta de seguros para riscos climáticos não é apenas um problema econômico, mas também um risco sistêmico. Segundo ele, atualmente, os prejuízos anuais não segurados chegam a R$ 47,5 bilhões, o que representa aproximadamente 15% de todo o investimento anual em infraestrutura do país. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, as enchentes recentes evidenciam essa fragilidade. Quando não há cobertura securitária, a conta recai sobre o governo e a sociedade, triplicando, muitas vezes, o déficit fiscal”, explicou.
Farme destacou que o gap de proteção no Brasil chega a 95%, muito acima dos 70% observados em outros países da América Latina. Ele ressaltou que é essencial envolver todos os entes — públicos e privados — na criação de soluções estruturadas para mitigar esses riscos. Além disso, reforçou que os modelos de risco precisam incorporar de forma urgente os efeitos das mudanças climáticas. “Com um cenário de aquecimento global de 1,5°C, já estimamos um aumento de 45% nos danos em São Paulo. O setor de seguros precisa ser protagonista não só na proteção, mas também na indução de políticas públicas e na construção de soluções baseadas em dados robustos”, finalizou.
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Edward Lange, CEO da Sancor Seguros, destacou que, diante da baixa percepção da sociedade sobre os benefícios dos seguros, uma estratégia eficaz seria a adoção da obrigatoriedade da cobertura contra catástrofes climáticas. Ele citou como exemplo a Itália, que aprovou no dia 21 de maio uma lei que torna obrigatório para 100% das empresas — de todos os portes — a contratação de seguros para eventos climáticos extremos. “Pode parecer ditatorial, mas acredito que a obrigatoriedade é o jeito mais rápido e efetivo de educar e conscientizar sobre um tema tão urgente”, afirmou. Segundo ele, é preciso superar a ilusão de que o futuro pode ser guiado por sorte, como acontece com o crescimento exponencial das apostas online no Brasil.
Dentro desse contexto, Lange defendeu que a criação de um Seguro Social contra Catástrofes, como já vem sendo discutido no país, seria um primeiro passo fundamental para aumentar a conscientização da sociedade sobre os riscos climáticos. “Não podemos deixar que o futuro seja definido por quem aposta nas bets, enquanto seguimos desprotegidos contra eventos que destroem vidas e patrimônios. O seguro tem que ser visto como um instrumento de proteção coletiva e de responsabilidade social”, reforçou.
Ana Toni destacou que o setor segurador participa da elaboração dos 16 planos setoriais que o Brasil levará para a COP30, que acontece em novembro, em Belém (PA). A proposta, segundo ela, é transformar a conferência em um espaço de implementação, não apenas de discursos. “Estamos em uma crise climática que só vai piorar. O seguro é um dos principais instrumentos para enfrentá-la”, afirmou. E a mensagem final, compartilhada por todos no evento, foi clara: agir é urgente — e o Brasil não pode mais adiar essa decisão.
A transformação digital avança de forma acelerada no mercado de seguros brasileiro, impulsionada por investimentos robustos em tecnologia e inovação. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revelam que o setor deve destinar R$ 20 bilhões para essa área em 2025, um crescimento de 17,5% em relação ao ano anterior. “O investimento em tecnologia é parte fundamental da estratégia de todas as empresas, e aquelas que não aplicarem recursos nessa área correm o risco de ficar para trás”, destacou Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, durante a Conseguro 2025.
O uso intensivo de dados, inteligência artificial e plataformas digitais tem sido fundamental para personalizar ofertas, tornar os produtos mais acessíveis e melhorar a experiência do cliente. “A personalização e a precificação mais inteligentes são possíveis graças ao uso massivo de dados e à digitalização, que também aumentam a eficiência e melhoram o atendimento”, explicou Ana Paula Schmeiske, presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg.
Apesar dos avanços, ela alertou que a adoção de tecnologia ainda é desigual entre as empresas do setor. O desafio, segundo especialistas, é reduzir o enorme gap de acesso: atualmente, apenas 17% a 18% da população possui seguro de vida, 30% da frota de veículos tem cobertura, e previdências abertas e fechadas alcançam cerca de 10% dos brasileiros.
Além de expandir a base de consumidores, a modernização dos sistemas é essencial para que o setor acompanhe a velocidade das transformações. “Hoje, 20% da população compram 80% dos seguros. O desafio é chegar nos 80% que ainda não têm acesso”, afirmou Nuno Vieira, sócio da EY. Com o avanço tecnológico, também cresce a necessidade de fortalecer a proteção de dados e a privacidade.
Iagê Miola, da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), lembrou que o setor lida com informações extremamente sensíveis e precisa adotar mecanismos robustos de segurança, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O consenso no evento foi claro: inovação não é mais uma opção, mas uma estratégia central para ampliar a proteção financeira, garantir competitividade e atender às demandas de um mercado em rápida transformação.
A MetLife acaba de anunciar a renovação de seu patrocínio ao piloto da Stock Car, Átila Abreu na temporada 2025. Neste ano, o apoio acontece por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O piloto de 37 anos é um dos nomes históricos da categoria, com mais de 300 corridas na carreira, e tem uma trajetória nas pistas marcada por valores como proteção, confiança e superação.
Para a Diretora de Marketing da MetLife Brasil, Denise Coelho, o apoio é uma forma de levar adiante a importância da proteção, da saúde e do bem-estar. “Acreditamos no esporte como uma poderosa ferramenta de promoção da saúde, qualidade de vida e bem-estar, princípios que norteiam nossas soluções e que fazem parte das nossas estratégias. Poder patrocinar um ícone do automobilismo nos dá a certeza de que levaremos as mensagens a mais pessoas”, comenta a executiva.
A temporada 2025 da Stock Car teve sua primeira etapa em maio, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, e contará com 12 etapas até dezembro. Durante o ano, a MetLife realizará algumas ações de ativação para corretores e parceiros, fechando a temporada com um evento no concorrido Truck Lounge, no autódromo de Interlagos.
Um levantamento solicitado pelo Grupo Bradesco Seguros investigou diversos comportamentos dos brasileiros em relação ao cuidado com a saúde, com o propósito de desenvolver o Índice de Longevidade Pessoal (ILP). A pesquisa explorou temas como prevenção e atenção à saúde, por meio de entrevistas com mais de mil brasileiros, acima de 18 anos, pertencentes a diferentes classes sociais e distribuídos pelas cinco regiões do país.
O estudo mostrou que apenas 43% dos brasileiros dizem que buscam atendimento de saúde de forma preventiva. Outros 57% vão ao médico apenas quando têm problemas de saúde. De acordo com as respostas, as categorias das mulheres, pessoas mais velhas, de classe mais alta e mais escolarizadas foram as que apresentaram os melhores resultados no pilar de cuidados de saúde e prevenção.
Os dados vão ao encontro de um panorama regional preocupante: segundo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), publicado em dezembro de 2024, 35,2% da população nas Américas relata ter necessidades de atenção à saúde não atendidas. Essa porcentagem é ainda maior entre os setores de menor renda, alcançando 38,5%, o que evidencia barreiras de acesso à atenção médica.
Além disso, embora a cobertura de saúde essencial na América Latina tenha aumentado de 66% em 2000 para 80% em 2019, ela caiu para 74% em 2021, demonstrando retrocessos e desigualdades persistentes em áreas como saúde reprodutiva e o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis.
Esses dados reforçam a importância da atenção primária à saúde e de ações de prevenção contínuas, como as que são estimuladas pelo ILP.
A Prudential do Brasil realizou a quarta edição do Hackathon Prudential, iniciativa que mobiliza colaboradores e estagiários em equipes multidisciplinares com o objetivo de analisar profundamente desafios estratégicos do negócio e desenvolver soluções inovadoras. A edição deste ano bateu recorde de inscrições: 130 ideias recebidas, 56% a mais do que no ano passado. O engajamento também foi alto, cerca de 40% dos colaboradores que se inscreveram em 2024 participaram novamente este ano.
A maratona de inovação durou dois dias e aconteceu na última semana, no Instituto 12, no Rio de Janeiro. Dos dez projetos selecionados, três foram premiados e serão implementados pela seguradora. Os autores das ideias vencedoras receberam cerca de R$ 100 mil em prêmios como reconhecimento pelo compromisso com a inovação na companhia.
O projeto vencedor foi o PruSempre, uma iniciativa que busca transformar o seguro em uma experiência contínua e em evolução para o cliente, mantendo a conexão do segurado com a companhia. O segundo projeto premiado foi o PruFuturo, que busca contribuir para a educação financeira da população, e o terceiro foi o WeLink, que propõe transformar o cliente em um embaixador da Prudential.
“Proporcionar um ambiente colaborativo é fundamental para que possamos testar novas soluções sem medo de errar e aplicar essas ideias no nosso dia a dia. Acredito que fomentar a inovação é chave para nos levar além, resolvendo desafios e aprimorando a experiência de nossos clientes e parceiros”, afirmou a CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, durante o evento.
As propostas dos times foram apresentadas para um comitê formado pelas vice-presidências de Tecnologia, Estratégia e Inovação, e Pessoas e Desenvolvimento Organizacional.
Esta edição do tradicional evento do mercado seguradora, a Conseguro 2025, realizada nesta terça-feira (27) em São Paulo, acontece num momento em que o setor enfrenta o que podemos chamar literalmente de “caos regulatório”, maior reforma das últimas seis décadas, diante de tantas adaptações regulatórias exigidas das seguradoras — marco legal de seguros, entrada de cooperativas no setor de seguros, obrigatoriedade de investimento em crédito de carbono, entre outras. E mais recentemente, o aumento do IOF sobre aportes superiores a R$ 50 mil em planos como o VGBL divulgado no último dia 22.
O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, foi enfático: “Temos de falar de IOF“, desabafou. Ele classificou o IOF como um obstáculo ao desenvolvimento do setor e à formação da poupança de longo prazo no Brasil. “Colocar um IOF tão absurdo inviabiliza aplicar mais de R$ 50 mil em previdência porque haverá 5% de imposto sobre o que foi poupado numa vida inteira”, afirmou Oliveira no evento.
Ele destacou que a medida prejudica diretamente a classe média, que busca nos seguros uma alternativa para garantir renda na aposentadoria, e que o setor está mobilizado em diálogo com o governo para reverter a decisão.
A crítica se estendeu à obrigatoriedade de alocação de reservas técnicas em créditos de carbono. “Se fosse um bom investimento, não seria obrigatório. Esses recursos são dos segurados”, alertou o presidente da CNseg, ressaltando que isso compromete tanto a segurança dos clientes quanto o desenvolvimento sustentável do setor.
Além da questão tributária, Oliveira enfatizou que o setor sofre com falta de compreensão da sociedade. Pesquisa apresentada revelou que 80% dos brasileiros não sabem o que é “prêmio” em seguros e metade desconhece o termo “apólice”. Ele defendeu que a indústria precisa abandonar o “segurês” e adotar uma linguagem mais acessível, um tema que está na agenda do setor há mais de 20 anos.
Armando Vergílio, presidente da Fenacor, e o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, destacaram a Lei nº 15.040 e a Lei Complementar 213, que modernizam o mercado, mas exigem adaptações, e enfatizaram o impacto crescente das mudanças climáticas. “A Conseguro é um brainstorming para desenhar juntos um futuro melhor para o setor e o nosso País. Nunca na história deste setor tantas mudanças ocorreram e estão ocorrendo com esta frequência em tão pouco tempo”, comentou Vergilio.
O titular da Susep frisou que o projeto do Marco Civil do Seguro foi construído a partir de um amplo processo de diálogo com todos os atores do mercado: seguradoras, resseguradoras, corretores (via Fenacor), segurados (incluindo grandes empresas e pessoas físicas) e entidades como CNseg e FenSeg. “A versão final do projeto recebeu apoio unânime. Todos se manifestaram de forma muito clara e positiva”, afirma Octaviani.
Segundo ele, a regulamentação seguirá a mesma lógica participativa. As primeiras minutas começam a ser divulgadas entre maio e julho, passando por consultas e audiências públicas. “Estamos muito tranquilos quanto à garantia do direito de fala de todos os participantes do mercado. Esse é um processo dialógico de verdade.” Otaviani reforçou a necessidade de um planejamento estratégico robusto para o setor e sugeriu a criação de um núcleo estratégico, liderado pela Susep, para enfrentar os desafios trazidos pela inteligência artificial.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, ressaltou que o direito é, essencialmente, um universo de manifestações de vontade, onde as partes exercem autonomia e autodeterminação. Ele destacou que não há setor que dependa mais de segurança jurídica do que o mercado de seguros, justamente porque sua natureza está baseada na incerteza e no risco. “O seguro é um contrato que lida com eventos futuros e incertos, algo que pode ou não acontecer. Por isso, precisa, mais do que qualquer outro, de regras claras que garantam estabilidade”, afirmou.
Fux enfatizou que, por se tratar de um contrato aleatório — onde uma das partes assume riscos em troca de uma contraprestação —, o setor segurador exige um ambiente jurídico sólido e previsível. A ausência de segurança jurídica, segundo ele, compromete a própria essência do seguro, que depende da confiança nas regras e na efetividade dos contratos para funcionar. “Não existe mercado seguro em um ambiente inseguro”, concluiu, reforçando a necessidade de marcos regulatórios estáveis e claros para garantir o desenvolvimento do setor.
Fux lembrou que nem tudo precisa acabar em embate nos tribunais. Ferramentas como a produção antecipada de provas — prevista no Código Civil — e os tribunais de conciliação podem oferecer saídas mais rápidas, justas e humanas. “Conciliação é uma justiça além dos tribunais. Ali, ninguém vence sozinho. Todos saem com a sensação de que foram ouvidos e que a justiça foi feita”, concluiu.
David Roberts enfatiza a vulnabilidade do Brasil e do seguro
Apesar de tantos desafios regulatórios, todos estão debruçados em soluções para manter o seguro vivo no futuro, diante de um cenário catastrófico traçado pelo convidado especial David Roberts, fundador da Global Inspiration Goals. “O mundo investe em novas tecnologias. E isso muda o risco de seguros. Robô não precisa de uma apólice de seguro. usou a metáfora da substituição dos cavalos pelos carros para ilustrar como as inovações disruptivas transformam setores inteiros sem pedir licença. Segundo ele, a estabilidade empresarial é uma ilusão: metade das empresas do S&P 500 deve desaparecer na próxima década, e poucas indústrias estão tão ameaçadas quanto a de seguros, que hoje ocupa o quadrante da “volatilidade com vulnerabilidade”.
Roberts alertou que a velocidade das transformações tecnológicas já é exponencial e fora da capacidade de acompanhamento da mente humana. Citou avanços como robôs humanoides, vacinas contra o câncer, edição de DNA e o avanço da inteligência artificial, que já supera doutores em algumas tarefas e, em breve, poderá fazer descobertas científicas autônomas. A capa da revista Time reflete esse cenário: “2045 — o ano em que os humanos podem se tornar imortais”.
No entanto, ele ponderou que esse progresso traz desafios severos, especialmente no campo ambiental. As emissões de carbono geram aquecimento comparável a cem bombas de Hiroshima por minuto, intensificando desastres climáticos. Diante desse cenário, o setor de seguros precisa se reinventar com urgência. E, se bem aplicada, a própria inteligência artificial pode ser a chave para prever riscos e redesenhar a proteção no mundo que se forma.
“É um momento de virada. As ondas da transformação tecnológica e da mudança climática vão definir o futuro do setor”, afirmou, com otimismo, Oliveira, anunciando que a CNseg estará presente na COP 30, em Belém, com a “Casa do Seguro”.
Fenaprevi divulga notasobre o IOF
A Fenaprevi, em nota oficial, também criticou duramente a incidência do IOF sobre o VGBL. A entidade afirma que a medida penaliza justamente a classe média, que ao longo dos anos constituiu patrimônio para garantir proteção na aposentadoria. Segundo a federação, a decisão contraria todo o arcabouço legal construído nas últimas décadas para ampliar a proteção previdenciária no Brasil, especialmente em um cenário de envelhecimento da população e fragilidade do sistema público de previdência.
A nota ainda alerta que a medida, além de ineficiente do ponto de vista arrecadatório, é operacionalmente inviável e fere os princípios de confiança e previsibilidade, essenciais para o funcionamento do setor de seguros.
Representantes da indústria, agronegócio, comércio, bancos e seguradoras defendem que o Congresso Nacional barre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo na última quinta-feira, 22.
Em manifesto, as entidades afirmam que o aumento do imposto foi recebido com “preocupação” e representa aumento de custos para o setor privado. “Iniciativas arrecadatórias, com aumento de impostos, impactam negativamente a construção de um ambiente econômico saudável”, afirmam. “Esperamos que o Congresso Nacional se debruce sobre o tema e avalie com responsabilidade a anulação do teor do decreto do governo federal.”
O documento é assinado pelas confederações nacionais da Indústria (CNI), do agronegócio (CNA), do comércio e serviços (CNC), das instituições financeiras (CNF), das seguradoras (CNseg), além da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o que indica que o setor privado se uniu contra o aumento do IOF.
Leia o manifesto na íntegra:
Manifestação das Confederações sobre as mudanças no IOF
O setor privado brasileiro recebe com preocupação as medidas anunciadas pelo Governo Federal de aumento de alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
A decisão gera imprevisibilidade e aumenta os custos para produzir no país. Com as medidas, os custos das empresas e dos negócios com operações de crédito, câmbio e seguros serão elevados em R$ 19,5 bilhões apenas no que resta do ano de 2025. Para 2026 o aumento de custo chega a R$ 39 bilhões.
A medida encarece o crédito para empreendimentos produtivos, aumentando a carga tributária do IOF sobre empréstimos para empresas em mais de 110% ao ano e, ao mesmo tempo, expõe assimetrias.
A tributação no câmbio impacta a importação de insumos e bens de capital necessários para o investimento privado e a modernização do parque produtivo nacional. A tributação sobre VGBL amplia distorções no mercado financeiro, uma vez que outros produtos não foram tributados e desincentiva a formação de poupança nacional de longo prazo em favor de investimentos de curto prazo.
Iniciativas arrecadatórias, com aumento de impostos,impactam negativamente a construção de um ambiente econômico saudável. O IOF, aliás, é um imposto regulatório, e não arrecadatório. É preciso enfrentar os problemas crônicos do Orçamento para acabar com a contínua elevação de impostos. Construir um desenho institucional mais eficiente é a forma certa de garantir o equilíbrio fiscal, reduzir o enorme custo tributário que trava o crescimento do país e garantir previsibilidade para investidores.
Esperamos que o Congresso Nacional se debruce sobre o tema e avalie com responsabilidade a anulação do teor do decreto do Governo Federal.
O Brasil ostenta uma das maiores cargas tributárias do mundo. Precisamos de um ambiente melhor para crescer – e isso se faz com aumento de arrecadação baseado no crescimento da economia, não com mais impostos.
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