Brasil se mantém como destaque e concentra 1 a cada 3 insurtechs da América Latina

A digitalização do setor de seguros segue avançando no Brasil, apesar da retração global no volume de investimentos em startups. De acordo com o estudo Digital Insurance 2025, o país conta, hoje, com 206 insurtechs ativas — um crescimento de 6% em 2024 e o equivalente a um terço de todas as startups de seguros da América Latina. O número, ainda que modesto, ganha relevância diante da queda de 78% nos aportes destinados ao segmento na região no mesmo período e reforça o papel estratégico do Brasil na transformação do mercado ao abrir espaço para modelos mais ágeis, digitais e centrados no consumidor.

A Azos, especializada em seguro de vida, realizou a captação de R$168 milhões em uma rodada Série B liderada pela gestora internacional Lightrock. A operação, que eleva o total captado pela empresa para mais de R$250 milhões desde sua fundação em 2020, teve como objetivo sustentar a expansão nacional da companhia e o desenvolvimento de novos produtos voltados à simplificação do acesso ao seguro no país.

O modelo de negócios com foco na digitalização da jornada do cliente e no uso de inteligência artificial para automação de processos tem resultado em uma trajetória de crescimento acelerado. Para se ter uma ideia, a receita da companhia triplicou em 2023 e fez com que a organização superasse a marca de R$60 bilhões em capital segurado.

Para Rafael Cló, cofundador e CEO da Azos, apesar dos avanços, ainda há espaço para mais expansão, uma vez que menos de um quinto da população brasileira possui seguro de vida, segundo a FenaPrevi. “Nosso objetivo é transformar o seguro de vida em um serviço simples, transparente e adaptado à realidade do brasileiro. A digitalização não é apenas sobre tecnologia, mas sobre permitir que mais pessoas tenham acesso à proteção financeira”, comenta o executivo em nota.

Embora o ambiente macroeconômico ainda imponha desafios como os juros elevados, seletividade dos investidores e menor liquidez para rodadas de crescimento, o segmento de insurtechs tende a se consolidar como uma frente relevante na modernização do mercado segurador. Especialmente no ramo de vida, a combinação entre tecnologia e demanda por proteção financeira tem impulsionado a adoção de produtos mais personalizados, de contratação ágil e com menor custo.

“A alta dos juros naturalmente restringe o apetite por risco no curto prazo, mas também cria espaço para modelos mais eficientes e sustentáveis. As empresas que conseguirem provar valor real ao consumidor, como é o caso do seguro de vida, sairão fortalecidas”, avalia Cló.

A afirmação está de acordo para Guilherme Cardoso, da Lightrock, que acrescenta “mesmo em um cenário de retração no volume global de investimentos em startups, a convicção é de que o mercado brasileiro de seguros, especialmente o de vida, representa uma avenida relevante de crescimento.

A expectativa da Azos é dobrar de tamanho em 2025, com a ampliação do time comercial para outros estados do país, a introdução de novas coberturas e o aprofundamento do uso da tecnologia. “O crescimento precisa vir acompanhado de responsabilidade técnica. Nosso foco é expandir com consistência, mantendo a experiência do cliente como prioridade e aprofundando nossa atuação junto aos corretores parceiros, que seguem sendo fundamentais na distribuição do seguro de vida no Brasil”, afirma o CEO.

O avanço da regulamentação sobre seguros digitais e a maior familiaridade do consumidor com canais online também devem favorecer o segmento nos próximos anos. Para Rafael Cló, o Brasil vive uma oportunidade única de implementar a cultura do seguro em novas camadas da população.

“Há um potencial enorme de inclusão financeira via seguro de vida. Com tecnologia, conseguimos oferecer produtos acessíveis para públicos que antes estavam totalmente à margem do setor. Esse é o verdadeiro impacto que buscamos gerar”, conclui o executivo.

Mapfre: EUA e AL enfrentam desafios enquanto o setor de seguros mantém resiliência global

fatima lima fundación Mapfre

A Mapfre Economics publicou a atualização de seu relatório “Panorama Econômico e Setorial 2025”, no qual detalha as previsões macroeconômicas e de crescimento do setor segurador para o segundo trimestre do ano. Segundo sua visão, em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e tensões comerciais, a análise destaca cenários diferenciados para os Estados Unidos, América Latina e o mercado segurador global.

Sobre os EUA, o relatório antecipa um crescimento do PIB de apenas 1,9% em 2025 (com um cenário estressado que o reduz para 1,4%), com uma inflação média de 3,0% (que poderia subir para 3,4% no pior dos casos).

Segundo explicam, essa moderação do crescimento está associada a uma menor contribuição do consumo privado e do investimento total, em um ambiente de tensões tarifárias impulsionadas pela nova administração federal. As previsões também apontam para uma inflação persistentemente alta e uma redução mais lenta das taxas de juros por parte do Federal Reserve.

No caso da América Latina, a empresa espera um impacto misto e oportunidades emergentes. “Na América Latina, as consequências da guerra tarifária variam conforme o grau de integração comercial com os Estados Unidos. O México, por exemplo, enfrentará uma desaceleração econômica mais intensa, embora sem entrar em recessão, enquanto economias como Brasil e Turquia manterão suas projeções de crescimento”, aponta o documento.

Além disso, o relatório indica que, apesar dos desafios externos, os fluxos de capital e uma menor volatilidade cambial poderiam oferecer certa estabilidade para a região.

Setor de seguros

O relatório coloca o foco no setor de seguros, destacando sua grande resiliência em meio a tanta volatilidade. “Em nível global, o setor segurador se mantém resiliente apesar do deterioro macroeconômico. Tanto os seguros de Vida quanto os de Não Vida continuam mostrando perspectivas positivas, apoiados por um ambiente de taxas de juros ainda elevadas e crescimento econômico moderado”, aponta o relatório.

Na América Latina, o relatório conclui que o setor segurador será impulsionado pela baixa penetração dos seguros, especialmente em mercados emergentes como o Brasil, e por receitas financeiras derivadas das altas taxas de juros. O México mantém uma perspectiva de rentabilidade positiva, mesmo com um crescimento moderado do PIB.

“Apesar de um ambiente global marcado por riscos geopolíticos, divergências nas políticas monetárias e pressões inflacionárias, também são identificados espaços de oportunidade, especialmente para o setor segurador, que continua se adaptando e mostrando fortaleza estrutural”, comenta como encerramento de suas conclusões.

“Essa é uma forma da MAPFRE contribuir, por meio da MAPFRE Economics, com informação de qualidade para os debates que acontecerão durante a COP30 no Brasil. Ao apresentar exemplos de boas práticas globais, o estudo oferece subsídios valiosos para a formulação de soluções internacionais voltadas à mitigação de riscos climáticos, alinhando-se diretamente aos objetivos da COP 30 de promover justiça climática, adaptação e proteção socioeconômica diante das mudanças ambientais em curso”, comentou Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade e Fundación MAPFRE, em sua página no LinkedIn.

Seguros Unimed anuncia parceria com a plataforma Nama

Alex Rocha, superintendente de Gestão do Cliente da Seguros Unimed.

Fonte: Seguros Unimed

A Seguros Unimed acaba de oficializar sua parceria com a plataforma Nama para a implementação de inteligência artificial em sua Central de Atendimento. A solução, que já foi iniciada no ano passado, como projeto piloto, atendendo inicialmente apenas alguns temas do segmento de saúde, agora será expandida para todos os segmentos da empresa, como vida, ramos elementares, previdência e odontologia, com o objetivo de aprimorar a experiência do cliente e otimizar processos internos.

A inteligência artificial generativa permitirá que os colaboradores acessem rapidamente dados completos sobre os produtos, coberturas, benefícios, da Seguradora, em sua base de conhecimento, por meio de um acervo com aproximadamente 3.000 artigos. Isso resultará em respostas mais ágeis, precisas e informativas, o que, consequentemente, elevará a qualidade do atendimento. Além disso, a IA generativa também contribuirá para reduzir o tempo de treinamento de novos colaboradores ligados ao atendimento direto ao cliente, acelerando a curva de aprendizado e tornando o processo mais eficiente.

“Com a IA generativa conseguimos reduzir o tempo de atendimento e melhorar a experiência do cliente. As respostas serão mais rápidas e assertivas e o nível de satisfação será ainda maior. Estamos animados com os resultados conquistados até agora e seguiremos investindo em tecnologia para proporcionar o melhor serviço aos nossos segurados. Essa entrega reforça dois pilares estratégicos e fundamentais para a nossa companhia: inovação e foco no cliente”, afirma Alex Rocha, superintendente de Gestão do Cliente da Seguros Unimed.

“A implementação desta ferramenta de chat generativa, sendo um copiloto com inteligência artificial abarcada em nossa Central de Atendimento, estará disponível para cerca de 200 colaboradores focados no atendimento ao cliente. A solução vem com o objetivo de aprimorar a experiência do cliente e otimizar processos internos no atendimento ao segurado”, complementa Fábio Nogi, superintendente de Inovação e Odontologia da Seguros Unimed.

A Seguros Unimed começou a rodar a parceria com a Nama em caráter de teste, apenas para alguns colaboradores da central de relacionamento com o cliente e para alguns assuntos específicos em 2024 e os resultados foram expressivos. Durante o período, um dos principais benefícios da adoção da ferramenta foi o aumento de 30% na produtividade dos times e o tempo de duração de cada ligação caiu, em média, um minuto, refletindo tanto a agilidade proporcionada pelo sistema quanto a confiança adquirida pelos colaboradores.

FenaCap marca presença em debates sobre inovação e regulação

Principal conferência de negócios e conteúdo do mercado segurador, a Conseguro 2025 foi realizada nesta terça-feira (27/05), em São Paulo, sob o tema “Contribuições do Setor de Seguros para o Futuro do Brasil”. Organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Previdência Privada, Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), o evento reuniu lideranças e especialistas em torno de temas que moldam o presente e o futuro da atividade. Nesta edição, a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) teve participação em dois painéis, que trouxeram discussões relevantes ao desenvolvimento do segmento no país.

O presidente da FenaCap, Denis Morais, mediou o painel “Tecnologia & Inovação para Diversificação de Produtos e Acesso ao Mercado”, que abordou os impactos da transformação digital nas soluções ofertadas ao consumidor, os desafios da segurança de dados, o uso ético da inteligência artificial e os caminhos para uma modernização inclusiva. 

“A tecnologia e a inovação estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia, não apenas nas empresas, mas também na vida das pessoas. A inteligência artificial, por exemplo, que parecia algo distante, hoje é uma realidade acessível, mas ainda cercada de desafios. Não basta ‘fazer na IA’. Há um ecossistema complexo por trás, que precisa garantir segurança, privacidade e ética no uso das informações”, analisou Denis Morais, acrescentando: “Estamos diante do desafio de personalizar os atendimentos sem comprometer a privacidade dos clientes. Por isso, o diálogo entre o público e o privado é fundamental para avançarmos rumo a uma modernização inclusiva”.

Participaram desta mesa a presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg (Mapfre), Ana Paula Schmeiske; o diretor de Digital, Dados e IA da TIVIT, Daniel Calero; o superintendente Executivo de Negócios/Seguros da Núclea, Eduardo Juliano; o diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Iagê Miola; e Nuno Vieira, sócio de serviços financeiros da EY.

Executivo de negócios da BrasilCap, e Conselheiro Titular do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização (CRSNSP), indicado pela FenaCap, José Antonio Maia Piñero participou do painel “Aperfeiçoamento Regulatório e Competitividade do Mercado Brasileiro de Seguros”. O debate focou nos avanços proporcionados pelo novo marco legal do seguro e nos desafios ainda a serem enfrentados no ambiente regulatório. O executivo citou que é preciso equilíbrio para que o mercado cresça de forma sustentável.

“Regulação e mercado não são opostos, um depende do outro. Não há mercado sólido sem uma estrutura regulatória robusta, e o setor precisa de estabilidade para investir. Decisões abruptas, sem diálogo prévio, travam o crescimento. Por isso, buscamos uma regulação madura, construída com diálogo e foco no longo prazo. A Capitalização, por exemplo, tem crescido de forma consistente, em média 9,5% ao ano, nos últimos três anos. Mas o ritmo das transformações, impulsionado pela tecnologia, exige um debate regulatório constante”, analisou Maia.

A discussão contou ainda com a presença do diretor-executivo da FenaSaúde, Bruno Sobral; do diretor de Supervisão Prudencial e de Resseguros da Susep, Carlos Queiroz;  do deputado federal Hugo Leal; do presidente do IRB(Re), Marcos Falcão, e do presidente do Conselho Diretor da CNseg e membro do Conselho de Administração da Porto, Roberto Santos. 

O Conseguro 2025 reuniu na capital paulista, no World Trade Center, representantes de seguradoras, corretoras, empresas de tecnologia, órgãos reguladores e autoridades públicas para discutir inovação, transição climática, acesso ao mercado, educação financeira e competitividade.

Seguradoras registram recuo de 2,7% no faturamento no primeiro trimestre de 2025

No primeiro trimestre do ano, foram arrecadados R$ 105,37 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 2,35% em relação ao mesmo período de 2024. Em termos reais, no entanto, houve queda de 2,77%. Os segmentos de seguros de danos e seguros de pessoas (excluindo o VGBL) arrecadaram, juntos, R$ 52,24 bilhões no período, o que corresponde a um crescimento nominal de 8,11% e real de 3,05% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No segmento de seguros de danos, o seguro automóvel – responsável por 41% da arrecadação – somou R$ 14,21 bilhões no primeiro trimestre de 2025, valor 6,78% superior ao registrado no mesmo período de 2024 em termos nominais, e 1,77% em termos reais.  

Outro destaque entre os seguros de danos foi o seguro compreensivo (residencial, condominial e empresarial), que apresentou crescimento nominal de 11,91% e real de 6,67% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

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O Boletim apresenta ainda dados sobre indenizações, resgates, benefícios e sorteios, que somaram R$ 20,81 bilhões no mês de março, totalizando R$ 66,58 bilhões no acumulado do ano – o que representa um crescimento real de 11,47% em comparação ao primeiro trimestre de 2024. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos resgates dos produtos de acumulação (VGBL, PGBL e Previdência Tradicional). 

Esses produtos, por sua vez, registraram contribuições de R$ 45,02 bilhões no acumulado até março, o que representa uma redução nominal de 4,68% e real de 9,15% frente ao mesmo período do ano anterior 

No caso dos títulos de capitalização, a arrecadação R$ 8,11 bilhões até março de 2025, com crescimento nominal de 9,77% e real de 4,61% na comparação com 2024. 

As provisões técnicas do setor totalizaram R$ 1,88 trilhão em março de 2025, equivalentes a 15,73% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação a março de 2024, o estoque dessas provisões cresceu 11,91% em termos nominais. 

Diretora da FF Seguros mostra que tecnologia sem humanização não garante crescimento

Em meio ao cenário desafiador que o setor de seguros enfrenta no Brasil — com a chegada do novo Marco Legal de Seguros, a regulamentação das cooperativas de proteção veicular, obrigatoriedade de aportes em projetos ambientais e mais recentemente a cobrança de IOF do VGBL sem aviso prévio —, é preciso muita calma para não deixar escorrer pelos dedos um setor que é tido mundialmente como uma grande oportunidade de investimento por viver atualmente o que podemos chamar de caos, com tantas mudanças necessárias para se adaptar a novas regras da Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

A FF Seguros, que acaba de completar 15 anos de operação no país, aposta numa estratégia ousada de crescimento acelerado. O plano inclui expansão tanto no mercado de grandes riscos quanto no varejo, apoiado por uma robusta transformação digital. Mas, se o avanço tecnológico é indispensável, o aspecto humano torna-se ainda mais crítico para garantir que o crescimento seja sustentável num ambiente recheado de desafios regulatórios que potencializam a concorrência entre seguradoras. 

A convicção que orienta todo o plano da subsidiária brasileira da canadense Fairfax Financial Holdings para os próximos anos é: seja qual for a revolução tecnológica, a disrupção regulatória ou o tamanho do caos, o lado humano nunca deixará de ser a principal alavanca de crescimento, de confiança e de transformação, explica Isabel Alves Azevedo, executiva de Pessoas & Transformação da FF Seguros. “Tentar controlar o caos, na maioria das vezes, apenas paralisa”, reflete. “O que o contexto exige da liderança é outra coisa: agir com consistência, ética e coragem — mesmo quando o cenário ainda não oferece garantias.” Ela participou, na semana passada, de um encontro com os colaboradores com foco em compliance e reforça: “No caos, a ética não é o que freia. É o que garante movimento com discernimento.”

A ambição é clara. A companhia projeta uma expansão consistente, lastreada em tecnologia, uso intensivo de dados e inteligência artificial (IA). Mas, nesse ambiente em que algoritmos são capazes de tomar decisões em milissegundos, surge um desafio silencioso, porém vital: como preservar o fator humano, a empatia e o julgamento ético em meio a tamanha velocidade e complexidade?

“A inteligência artificial já é parte do cotidiano das organizações — e vivemos, de fato, uma overdose de ferramentas, plataformas e soluções que prometem eficiência em escala”, afirma. “Mas o verdadeiro diferencial competitivo não está na tecnologia isolada. Está no encontro entre dados precisos e decisões com propósito.” Ela reforça que, em um mundo cada vez mais automatizado, a vantagem está em traduzir dados em decisões que geram sentido — para as pessoas e para os clientes. “É nesse ponto de convergência entre algoritmo e empatia, precisão e contexto, que as empresas constroem aquilo que realmente importa: experiências mais relevantes, relacionamentos mais autênticos e soluções que fazem sentido para quem está do outro lado.”

No novo ciclo que se desenha, liderar não será mais exercer controle sobre processos, mas sim ser um facilitador de diálogos, um curador de significado e de confiança. Esse modelo exige uma mudança radical na forma como as seguradoras tradicionalmente operam. No setor de seguros, onde os modelos atuariais convivem com milhares de variáveis de risco, o excesso de dados não necessariamente traz clareza. Ao contrário, pode tornar o cenário ainda mais enigmático.

“COMPLIANCE NÃO É NORMA, É CONSCIÊNCIA APLICADA. É CULTURA, NÃO BUROCRACIA”

Foi esse raciocínio que norteou a recente Semana de Riscos e Compliance da FF Seguros. Longe de ser uma série de treinamentos burocráticos sobre normas, o evento teve como proposta principal discutir o papel do compliance como vetor de cultura organizacional. “Compliance não é só saber a norma. É ter a consciência de como aquela decisão impacta pessoas, reputação e sustentabilidade do negócio”, resume Isabel. “O maior risco de uma transformação é não ouvir quem vive a consequência.”

A FF Seguros aposta que o grande diferencial competitivo do futuro não estará apenas na capacidade de estruturar dados ou automatizar processos. Estará, sobretudo, na habilidade de construir confiança em tempos de incerteza. A executiva cita uma reflexão da autora Rachel Botsman: a confiança não está em crise, está em transição — saindo das instituições e migrando para as relações humanas. E isso vale tanto para a relação entre seguradora e cliente quanto para os vínculos internos com times e parceiros comerciais.

“Se as seguradoras querem se manter competitivas num mercado que caminha para ter ainda mais players, inclusive as cooperativas agora regulamentadas, elas precisarão oferecer mais do que produtos. Precisarão oferecer segurança, pertencimento e propósito”, avalia Isabel. Num ambiente moldado por regulações cada vez mais complexas — como as exigências do S1 e S2, o debate sobre IOF no VGBL e até a obrigatoriedade de aportes em projetos ambientais —, a agilidade ética torna-se uma competência-chave.

“É decidir rápido, mas sem abrir mão dos fundamentos. É sustentar discernimento sob pressão. É escolher o certo, mesmo quando a solução mais fácil parece justificável. No fim, o que sustenta uma organização não é a norma, é o comportamento diante do imprevisto”, pontua Isabel. “

Tradicionalmente, o mercado de seguros é formado majoritariamente por engenheiros, estatísticos e atuários — profissionais treinados para reduzir incertezas a modelos matemáticos. Mas a FF Seguros percebe que isso não basta mais. “O segurado quer uma experiência sensorial. Ele quer que sua apólice esteja mais próxima da realidade da vida dele”, afirma a executiva. “Não se trata apenas de controlar emoções ou aspectos racionais, mas de integrar os dois.”

“NO FIM, O QUE SUSTENTA UMA ORGANIZAÇÃO NÃO É A NORMA, É O COMPORTAMENTO DIANTE DO IMPREVISTO”

Essa nova lógica é especialmente sensível no segmento de seguros pessoais, onde o risco não é mais só técnico ou financeiro — é também emocional e social. O cliente não quer só saber que está segurado. “A IA pode prever cenários, agilizar respostas, mas o cliente quer mais do que eficiência. Ele quer ser compreendido. É na combinação entre tecnologia e acolhimento que nasce a confiança.”

Se há uma certeza no radar da FF Seguros, é que a liderança do futuro precisará ser antifrágil — capaz não apenas de resistir ao caos, mas de se transformar com ele. “Mover-se com fluidez entre as emoções humanas e a lógica dos algoritmos será uma das habilidades mais estratégicas do futuro. Lidar com pessoas será tão determinante quanto dominar a tecnologia”, afirma Isabel.

Ela faz questão de frisar: “Quem lidera não entrega a decisão ao algoritmo. Usa os dados como referência, não como sentença.” Para a FF Seguros, a transformação não é um projeto com começo, meio e fim. É um processo constante de tradução do mundo em movimento, onde tecnologia e humanidade não competem — se complementam. “O papel da liderança será menos sobre comando e mais sobre curadoria de significado. Sobre garantir que, independentemente da velocidade das mudanças, haja sempre espaço para escuta, clareza e construção coletiva.”

E como não poderia ser diferente, Bruno Camargo, CEO da FF Seguros, acrescenta que a FF Seguros acredita que o impulso virá principalmente da estratégia digital, com a plataforma FF Place, que permite maior eficiência na operação e no relacionamento com os corretores. “Com a digitalização de todos os nossos produtos, a ampliação da oferta de soluções e a integração com o Open Insurance, esperamos não apenas ganhar escala, mas também gerar mais valor para nossos parceiros e clientes tendo a base da companhia preparada para humanizar os dados que a tecnologia nos traz.”

Yelum apresenta nova fase da campanha de mídia com foco no ambiente digital 

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Fonte: Yelum

Às vésperas de completar um ano desde seu lançamento, a Yelum, marca do Grupo HDI, lança uma nova etapa de sua primeira campanha de mídia, agora totalmente voltada para os meios digitais. O conceito reforça o propósito da marca de oferecer liberdade por caminhos seguros a seus clientes, corretores e parceiros e conta com peças aprimoradas que mantêm a essência da comunicação da seguradora, com foco em fortalecer a conexão com seus públicos.

Destacando momentos do cotidiano, em que a segurança e o cuidado fazem diferença na vida das pessoas, a nova fase da campanha dá continuidade à narrativa emocional construída pela Yelum desde sua chegada ao mercado. Em três cenas que representam os principais produtos da seguradora – Auto, Residência e Vida –, a marca é simbolizada por uma luz amarela que parte do “Y” do logo e acompanha os personagens, traduzindo visualmente o papel da companhia como presença constante e tranquilizadora. Mais do que proteger bens, a empresa busca transmitir a confiança necessária para que cada pessoa sinta que está no controle da própria jornada.

Segundo o Vice-Presidente de Transformação do Grupo HDI, André Truzzi, “essa nova fase da campanha reforça a proposta da marca de um seguro para viver livre, por meio de uma abordagem contemporânea e sensível, com vídeos focados principalmente nos atributos da marca. Acreditamos que segurança é mais do que proteção, é ter tranquilidade para viver com liberdade. Por isso, essa é a mensagem que queremos levar adiante em cada ponto de contato com o público e em cada experiência diferenciada que buscamos oferecer aos nossos segurados, corretores e parceiros”. 

A campanha terá duração de três meses e marcará presença nas principais plataformas e canais de conteúdo, entre eles: Instagram, Facebook, YouTube, streamings, além de portais de notícias e entretenimento. Essa nova ação, em um formato mais leve, fluido e alinhado com o universo digital, marca um novo ciclo de comunicação da Yelum, mas sem abrir mão de um dos valores principais da companhia: estar ao lado de quem deseja viver com liberdade e confiança.

Porto estreia programa de entrevistas “Portodos” e reforça sua cultura de cuidado 

Fonte: Porto

A Porto lançou recentemente o “Portodos”, seu novo programa de entrevistas conduzido pelo CEO do Grupo, Paulo Kakinoff. O programa aposta em um formato inusitado e acolhedor para promover conversas humanas sobre cuidado, propósito, cultura organizacional, saúde, trajetórias de vida e temas do cotidiano. A proposta é conectar o público aos valores da marca e dar voz para pessoas plurais, ampliando o diálogo e a escuta.
 

A convidada do episódio de estreia foi Aretha Duarte, montanhista, empreendedora social e a primeira mulher negra latino-americana a alcançar o topo do Everest. Ela compartilhou sua trajetória, desde a infância até sua jornada no montanhismo, além de contar sobre o projeto “Da Sucata ao Everest” e os desafios enfrentados durante a expedição. Entre os próximos convidados confirmados estão o rapper Dexter, a dupla de artistas Os Gêmeos e o empresário e ativista Preto Zezé.
 

“Acreditamos no poder da escuta e da proximidade como pilares da nossa cultura. Já temos, dentro da Porto, iniciativas consolidadas, como o Bate-papo com o CEO e os Cafés com Líderes e com Colaboradores, que fortalecem o diálogo entre os públicos. O ‘Portodos’ nasce como um novo passo nessa jornada — uma forma de ampliar essa conversa para além dos nossos muros, conectando também corretores, prestadores, clientes e profissionais que se interessam pela nossa cultura e que tenham visões e experiências diversas para compartilhar – famosos ou não, todos têm histórias ricas para compartilhar”, pontua Paulo Kakinoff.
 

A cada episódio, o programa recebe convidados que vão de figuras públicas — como artistas, músicos e cientistas — a colaboradores, prestadores, corretores e profissionais ligados à companhia. O programa é gravado dentro da Kombi do próprio executivo, e a dinâmica varia de acordo com o perfil do convidado. Quando recebe personalidades, Paulo Kakinoff vai pessoalmente buscar o entrevistado e, juntos, seguem até o Teatro Porto, onde o bate-papo acontece. Já nos episódios com convidados da Porto, o CEO os convida a sair da rotina e embarcar com ele em um trajeto até lugares surpresa, escolhidos especialmente para cada conversa.
 

“O ‘Portodos’ também dialoga com uma geração de profissionais que espera mais cuidado e conexão do mercado de trabalho. Com a participação dos nossos colaboradores, reforçamos também nossa proposta de valor, ‘Na Porto, você importa’, e a valorização do protagonismo de cada pessoa. O programa de entrevistas é, ainda, uma das nossas ferramentas para ampliar a percepção da Porto como uma marca empregadora de destaque, tangibilizando seus valores por meio de conversas que refletem o dia a dia da companhia e a nossa vocação para a escuta e o diálogo genuíno, que também são formas de cuidado”, destaca Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto.
 

Os episódios do “Portodos”, produzidos em parceria com a Trip, são lançados mensalmente e estão disponíveis no canal da Porto no YouTube e também nas plataformas internas da companhia. No episódio mais recente, Alessandro Grun, que atua na Porto há 22 anos e hoje é responsável pela operação de corretores potenciais, participa de uma conversa leve e inspiradora com Kakinoff, em que compartilha suas vivências e trajetória profissional. O programa já está no ar!

Embarque com ANBIMA, CNSeg e Febraban na Jornada rumo à COP 30

Fonte: Anbima

Ao longo de 2025, profissionais de instituições financeiras e seguradoras são nossos convidados e convidadas para a Jornada rumo à COP 30: uma série de eventos de capacitação para preparar o mercado brasileiro sobre gestão de riscos e oportunidades ligados ao clima.  

A trilha mira preparar os agentes do mercado para que o setor se posicione de forma estratégica nas conferências que acontecem este ano no Brasil: o PRI In Person (fórum sobre investimentos responsáveis organizado pelo PRI) e a COP 30(conferência sobre mudanças climáticas da ONU).  

“O PRI in Person e a COP 30 colocam o Brasil nos holofotes internacionais e abrem uma oportunidade sem precedentes para o mercado de capitais brasileiro, por isso unimos forças com representantes do setor.  Mais do que uma capacitação, a jornada é um convite ao futuro que emerge. O legado que buscamos é que os profissionais usem esse aprendizado para além das conferências, trazendo benefícios para a indústria de investimentos e para a própria economia brasileira”, avalia Cacá Takahashi, diretor da ANBIMA e coordenador da Rede ANBIMA de Sustentabilidade.  

A iniciativa é organizada por uma parceria entre ANBIMACNSeg e Febraban e conta com apoio institucional da ABVCAPAmecBIDB3GfanzPacto GlobalPRI e Unep-FI.  

As atividades começam no dia 9 de junho e o foco são profissionais que atuam em instituições financeiras e seguradoras com gestão de investimentos, seguros, riscos, análise ESG, sustentabilidade e áreas relacionadas. Para participar, é preciso atuar em uma instituição associada ou aderente às entidades organizadoras ou apoiadoras.  

Para Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras), o atual cenário do clima impõe desafios a todo o setor financeiro brasileiro, em especial para o mercado segurador.  

“A Jornada rumo à COP30 é uma união de esforços para que todos os profissionais de finanças possam compreender melhor os riscos que o aumento da intensidade e da frequência dos eventos climáticos colocam sobre a economia brasileira, de forma que consigam melhor avaliar e ajustar suas estratégias de subscrição e gerenciamento de riscos”

A programação é formada por seis eventos online e gratuitos, sempre das 10h às 11h30, sobre temas como risco, governança, financiamento, estratégia, emissões, planos de transição, produtos e serviços, relatos e metas — todos sob o viés de clima e biodiversidade. A dinâmica dos workshops envolverá disseminação de pílulas de conhecimento, com espaço para perguntas e respostas e apresentação de um exemplo prático. 

O encerramento da jornada acontecerá em um encontro presencial em Belém, no Pará, durante a COP 30. 

“O sistema financeiro tem um papel essencial na mobilização de recursos e no desenvolvimento de soluções para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. A Jornada rumo à COP 30 é uma oportunidade concreta para que os profissionais do setor se preparem para incorporar critérios climáticos e de biodiversidade em suas decisões. Nossa missão é fortalecer a governança, aprimorar a gestão de riscos e fomentar o desenvolvimento de produtos e serviços financeiros que apoiem a transição para uma economia de baixo carbono, resiliente e inclusiva”, avalia Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade, Cidadania Financeira, Relações com o Consumidor e Autorregulação da Febraban.

Além dos workshops online, a jornada conta com encontros presenciais para engajamento dos agentes do mercado. O primeiro foi em abril, em um evento presencial para convidados, durante a Mesa Redonda Regional sobre Finanças Sustentáveis da Unep-FI. Foram discutidas as perspectivas de financiamento de transição e apresentados casos de uso de blended finance (financiamento misto). Estão na agenda, ainda, debates no ANBIMA Summit, em junho, em São Paulo, e durante a COP 30, em Belém, em novembro. 

A iniciativa faz parte da Rede ANBIMA de Sustentabilidade e da agenda de continuidade do ANBIMA em Ação 2025/2026, conjunto de metas que elegemos como prioritárias para este e o próximo ano. 

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Confira a agenda completa e inscreva-se. 

Análise de impacto: dupla materialidade 
9 de junho, às 10h | Inscreva-se  
Compreenda como identificar impactos e riscos climáticos sob a perspectiva da dupla materialidade, criando as bases para a gestão integrada de riscos e a definição de estratégias em clima. 

Riscos de clima e biodiversidade 
16 de julho, às 10h | Inscreva-se 
Explore como riscos físicos, de transição e de natureza afetam ativos e operações, e prepare sua instituição para integrá-los em decisões estratégicas e em planos de transição. 

Emissões dos portfólios 
13 de agosto | Inscreva-se 
Aprenda a mensurar e reportar as emissões associadas aos portfólios, etapa essencial para definição de compromissos climáticos e estruturação de produtos mais sustentáveis. 

Governança para a tomada de decisão  
10 de setembro | Inscreva-se  
Descubra como integrar clima e biodiversidade nos mecanismos de governança, fortalecendo a capacidade das instituições de transformar análise de riscos e impacto em ação estratégica. 

Financiamento climático: produtos e serviços  
1º de outubro | Inscreva-se  
Aprenda como desenvolver soluções financeiras alinhadas às oportunidades da transição climática, conectando métricas de impacto, emissões e governança com o desenho de produtos de valor. 

Planos de transição: estratégias e direcionamento 
28 de outubro | Inscreva-se  
Entenda como estruturar planos de transição climática realistas e mensuráveis, integrando riscos, impactos, emissões e soluções financeiras em uma estratégia robusta de longo prazo. 

Bradesco avança em seguros patrimoniais no 1o. tri de 2025 

Os seguros de Ramos Elementares da Bradesco Seguros apresentaram crescimento significativo no primeiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No segmento Residencial, o aumento foi de 13%. Já os seguros Empresariais e os destinados a Equipamentos tiveram expansão de 27%.

Segundo levantamento da seguradora, esse comportamento na carteira de Ramos Elementares pode ser atribuído também a fatores como os eventos climáticos recorrentes, como enchentes e tempestades, que têm levado mais consumidores a buscar proteção para suas residências e empresas.

“O crescimento do mercado imobiliário, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, também contribuiu para o aumento na contratação de seguros. O avanço na aquisição de imóveis nessas áreas tem impulsionado a demanda por seguros residenciais”, explica o Superintendente Sênior de Ramos Elementares da Bradesco Seguros, Eduardo Menezes. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), houve um aumento significativo nas compras de imóveis nessas regiões.

“O aumento no número de incêndios também pode ser considerado um fator que influencia a contratação de seguros”, destaca o porta-voz. O Brasil registrou um aumento significativo nos incêndios estruturais — que incluem edificações residenciais e comerciais — em 2024. De acordo com o Instituto Sprinkler Brasil (ISB), foram contabilizadas 2.453 ocorrências, representando um crescimento de 10,4% em relação a 2023, o maior número desde o início do monitoramento. Além disso, os consumidores estão mais atentos aos riscos de outros acidentes e imprevistos em residências e estruturas comerciais”, conclui.