Corretores estão sempre online, revela pesquisa da Icatu Seguros

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Corretores estão sempre online, revela pesquisa da Icatu Seguros

Com o intuito de criar as melhores ferramentas para ajudar os corretores a alavancarem suas vendas, a Icatu Seguros realizou pesquisa com cerca de 330 profissionais para entender como eles se comportam em relação às redes sociais e dispositivos móveis.

A maioria dos corretores, 86%, afirmou que acessa a internet dos seus celulares, utilizando a conexão de alta velocidade (81%) ou a rede Wi-fi (77%). Os aplicativos fazem sucesso com esse público: 86% disseram que usam, sendo os mais citados as de mensagens instantâneas (81%), redes sociais (79%), notícias e informações financeiras (72%) e calculadoras e simuladores (69%).

Em relação aos tablets, 59% afirmaram que não possuem o dispositivo. Ao comparar com a pesquisa feita em 2012, há um expressivo aumento na posse do aparelho, pois na época 75% dos corretores declararam que não tinha um tablet. 95% dos corretores disseram que acessam a Internet pelo dispositivo, porém, diferente do celular, a conexão mais utilizada no tablet é a Wi-Fi (8%). Os aplicativos, assim como no caso dos celulares, também estão em alta, sendo usados por quase todos (91%). A diferença é que notícias e informações financeiras (80%), calculadoras e simuladores (72%) e redes sociais (71%) lideram as preferências.

Sobre a utilização dos dispositivos móveis para fomentar os negócios, tanto por celular quanto pelo tablet, as ações mais citadas pelos corretores são as de relacionamento com os clientes e envio de informações sobre produtos.

E a maioria dos corretores, 88%, está nas redes sociais, sendo o facebook o meio favorito: 91%. O LinkedIn, rede social voltada para contatos profissionais, aparece em seguida com 53% da preferência, bem à frente do Twitter, com 24%. Vale destacar o crescimento do acesso ao Linkedln, uma vez que na pesquisa de 2012 essa rede social só era acessada por 29% dos corretores. A pesquisa revelou ainda que os corretores utilizam as redes sociais não só para conversar com amigos (82%), mas para manter o relacionamento com os clientes (69%) e se informar sobre as novidades do mercado segurador (54%).

“Realizamos a pesquisa para entender ainda mais como os corretores usam os meios digitais e as redes sociais para se relacionar com seus clientes e gerar negócios. Com esses resultados, vamos desenvolver ferramentas e aplicativos cada vez mais eficazes, que atendam suas necessidades e facilitem o seu dia a dia” – afirma Rodrigo Padová, gerente de marketing da Icatu Seguros.

Anfavea revisa projeções da indústria automobilística para 2015

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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na segunda-feira, 8, em São Paulo o balanço da indústria automobilística em maio e na soma dos primeiros cinco meses do ano. O desempenho registrado até o momento levou a entidade a revisar suas previsões para 2015.

Segundo a associação a nova expectativa é de queda de 20,6% no licenciamento e de 17,8% na produção de autoveículos. Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, “a expectativa de mercado e a confiança dos consumidores e empresários continuam abalados, influenciados diretamente pelo arrocho do crédito e pela espera da conclusão do ajuste fiscal na economia. Estes fatores nos levaram a revisar as projeções para 2015 em todos os segmentos”.

Ele destaca ainda que a entidade não revisou a previsão para exportações em função da expectativa de anúncio do Plano Nacional de Exportação e dos acordos comerciais com outros países que estão em andamento. As projeções para o segmento de máquinas autopropulsadas também não foram alteradas em razão da apresentação das condições do Plano Agrícola e Pecuário.

Resultados de autoveículos

A indústria fechou maio com 210,1 mil autoveículos produzidos, o que significa retração de 3,4% ante as 217,6 mil unidades de abril. Na análise contra maio do ano passado a queda foi de 25,3%, quando 281,4 mil unidades foram fabricadas. No acumulado a contração é de 19,1% com 1,1 milhão de unidades este ano e 1,3 milhão de unidades em 2014.

O resultado de licenciamento em maio, com 212,7 mil unidades, ficou 3% abaixo das 219,4 mil unidades de abril e 27,5% menor ao se defrontar com as 293,4 mil de maio do ano passado. As negociações no acumulado diminuíram 20,9% quando comparadas as 1,1 milhão de unidades deste ano com as 1,4 milhão de 2014.

As 40,8 mil unidades exportadas em maio apresentaram crescimento de 41,7% ante o resultado de 28,8 mil veículos de abril. No comparativo com maio do ano anterior o levantamento apontou um aumento de 16,5% quanto ao volume de veículos enviados para outros países naquele período – 35 mil. No acumulado do ano o resultado aponta expansão de 3%: 149,3 mil unidades em 2015 e 144,9 mil no ano passado.

Caminhões e ônibus

No último mês foram produzidos 6,2 mil caminhões, 10,1% a menos do que em abril, quando o segmento encerrou o mês com 6,9 mil unidades, e 51,4% inferior com relação as 12,7 mil de maio de 2014. Nos cinco primeiros meses do ano as 36,3 mil unidades fabricadas este ano estão 46,4% abaixo das 67,8 mil de mesmo período em 2014.

No mercado interno a comercialização de caminhões apontou declínio de 42,4% ao comparar as 31,1 mil unidades do acumulado deste ano com as 54 mil dos primeiros cinco meses do ano passado. Em maio 6 mil caminhões foram emplacados: aumento de 3,9% com relação as 5,8 mil de abril e retração de 52,7% na análise contra as 12,7 mil de maio do ano passado.

Os fabricantes de caminhões exportaram no quinto mês do ano 2,1 mil unidades, alta de 29,1% em relação a abril, com 1,7 mil, e acréscimo de 35,5% contra as 1,6 mil de maio do ano anterior. No acumulado as exportações somam 8,2 mil unidades, 5,9% acima em relação ao volume de um ano atrás, com 7,7 mil caminhões.

No segmento de ônibus a produção de chassis chegou a 2,3 mil unidades: elevação de 12,5% em relação as 2,1 mil unidades de abril e redução de 31,6% ante as 3,4 mil de maio de 2014. Até maio deste ano foram fabricados 12,1 mil chassis, o que representa contração de 27,6% na análise contra os 16,7 mil do mesmo período do ano passado.

O licenciamento no acumulado foi de 8,2 mil ônibus, 27,9% menor do que as 11,4 mil do ano passado. Apenas em maio 1,4 mil unidades foram negociadas, o que representa decréscimo de 35,3% com relação as 2,2 mil do mesmo mês do ano passado e baixa de 7% frente as 1,6 mil de abril.

De janeiro a maio foram exportadas 2,6 mil unidades, diminuição de 2,4% ante as 2,7 mil do ano anterior.

Máquinas agrícolas e rodoviárias

O segmento agrícola totalizou recuo de 1,2% na produção em maio: 5,6 mil unidades no último mês e 5,7 mil em abril. Na análise contra o mesmo período do ano passado a contração foi de 26,8% com 7,6 mil unidades produzidas. No acumulado a baixa chega a 23%, com 26,6 mil unidades este ano e 34,5 mil em 2014.

Em maio as vendas internas foram de 4,1 mil unidades, retração de 2,6% no comparativo com as 4,3 mil de abril e de 32,6% frente as 6,2 mil do mesmo mês do ano anterior. Nos cinco meses transcorridos deste ano 20,3 mil máquinas foram vendidas, baixa de 25,2% ao se defrontar com as 27,1 mil do ano passado.

Na comparação anual as exportações ficaram abaixo em 20,2% – 4,3 mil unidades este ano e 5,3 mil em 2014.

Ambiente favorável para compradores de seguros, avalia Marsh

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A queda do preço do petróleo combinada com um cenário de baixas taxas de juros no mercado global, resultaram em condições inéditas de amplo capital em seguros e resseguros, capacidade e competição. Este panorama levou o prêmio a níveis baixos, criando assim excelentes oportunidades para as empresas compradoras de seguros em termos de flexibilidade e colocação para seus riscos, de acordo com relatório da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos.

Segundo o relatório, acessar o mercado agora pode lhe dar a oportunidade de reduzir seus custos com prêmio, gerenciar seus riscos de maneira mais eficiente e aportar melhorias ao seu fluxo de caixa. “Entrando em contato neste momento com o mercado, a empresa poderá não só reduzir seus custos em seguros, mas, também investir em coberturas que antes não possuía”, afirma Paulo Mantovani, líder da prática de petróleo e gás da Marsh Brasil.

Para Mantovani, as seguradores e resseguradores têm se mostrado mais flexíveis e a competição na indústria fez com que seus custos baixassem. “A atual capacidade do mercado e suas condições favoráveis devem perdurar no médio prazo, trazendo para as empresas uma oportunidade de remodelar seus programas de riscos e seguros”, complementa.

O estudo está disponível para download. Ou visite o site da Marsh.

Lei Anticorrupção e riscos corporativos serão temas de evento da FenSeg

Fonte: CNseg

Com o objetivo de esclarecer o papel do seguro no gerenciamento de riscos das sociedades empresariais, o III Encontro Internacional de Linhas Financeiras reunirá especialistas e executivos de empresas do ramo, em painéis de discussão que vão abranger os mais variados temas do mercado no Brasil e no mundo. Os destaques desta edição serão os produtos de Responsabilidade Civil Profissional (Erros e Omissões – E&O) – seguro que oferece proteção para profissionais liberais – e os painéis “Lei Anticorrupção”, que utilizará casos recentes para ilustrar o desenvolvimento da lei e medidas de adequação que deverão ser tomadas pela sociedade, já que seus impactos foram importantes nas exigências de controles internos e regras de compliance; “Responsabilidade Civil Profissional para a Área Médica” e “Soluções para Riscos Profissionais em Projetos Específicos”. O evento realizado pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que conta com o apoio da Escola Nacional de Seguros (Funenseg) e da Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR), acontecerá no dia 18 de junho, das 9h às 18h, no Hotel Renaissance, em São Paulo.

Outro tema ainda pouco explorado no Brasil e que será objeto de discussão é o seguro EPL (Employment Practices Liability). Este tipo de risco consiste nas reclamações contra a empresa, relacionados a assédio moral decorrente de práticas trabalhistas indevidas. Também em debate o seguro D&O (Directors and Officers), que trata das reclamações contra diretores e conselheiros. Para o coordenador da Comissão de Linhas Financeiras da FenSeg, Gustavo Galrão, o contínuo processo de aumento da cultura de contratação dos seguros D&O e E&O, funciona como válvula propulsora de crescimento do mercado, no Brasil. O ano de 2014 apresentou um crescimento na ordem de 8%, com destaque para a contribuição dos prêmios oriundos do RC Profissional, que cresceram 14% no período. “Embora possa aparentar uma desaceleração em relação ao crescimento anual histórico – cerca de 20% nos últimos cinco anos -, o mercado de Linhas Financeiras voltou a crescer fortemente no primeiro trimestre de 2015, mostrando aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado.”

Galrão acredita que a manutenção do crescimento acelerado é dada como certa, sendo um dos motivos, a correlação do seguro D&O com períodos de crise, quando há aumento de pedidos de recuperação judicial, falência e insolvência de sociedades, fatores que aumentam significativamente o risco dos administradores serem alvos em processos de responsabilidade, aumentando, assim, a sinistralidade e a importância dada ao seguro pelas empresas. Segundo o diretor executivo da FenSeg, Neival Freitas, o seminário será importante para a maior divulgação de um ramo de seguro ainda pouco conhecido no mercado brasileiro. “Para tanto, contamos com a presença de escritórios de advocacia e corretores de seguros especializados na matéria, além de técnicos em áreas de gerenciamento de riscos.”

Os interessados em participar do Encontro podem se inscrever até o dia 17 de junho clicando aqui.

Programação:

8h30 às 9h
Credenciamento

9h às 9h30
Abertura: Representantes da FenSeg, SUSEP, Escola Nacional de Seguros

9h30 às 10h30
Palestra: Riscos Emergentes e Ciclos de Mercado
Palestrante: Kevin Lacroix
Mediador: Celso Soares (Zurich Seguros)
Debatedor: Marcus Smithson (Generali)

10h30 às 11h
Coffee Break

11h às 12h30
Palestras Técnicas

Sala 1 – Tema: Gestão de Riscos com Apólices de Linhas Financeiras
Palestrante: Gustavo Galrão (Argo Seguros)
Mediador: Fernando Gonçalves Pinto
Debatedor: Cristiane Alves (ABGR)
Debatedor: Carlos Eduardo (IBGC)

Sala 2 – Tema: R.C.Profissional para a Área Médica
Palestrante: Raul Canal (Associação Brasileira de Direito Médico)
Mediador: Rodrigo Granetto (Ace)
Debatedor: Talita Graccioli (Zenith)
Debatedor: Carlos Berlfein (Argo)

12h30 às 14h
Almoço

14h às 15h30
Palestras Técnicas

Sala 1 – Tema: Soluções Para Riscos Trabalhistas (EPL – Employment Practices Liability)
Palestrante – Adriana Calvo (Calvo e Fragoas Advogados)
Mediador: Rafael Domingues (Ace)
Debatedor: (a confirmar)

Sala 2 – Tema: Soluções para Riscos Profissionais em Projetos Específicos
Palestrante: Luiz Antonio Oliveira (Liberty)
Mediador: Silvia Gadelha (XL)
Debatedor: Flávio Sá (AIG)
Debatedor: Rodrigo Cardona (Zurich)

15h30 às 16h
Coffee Break

16h às 17h30
Tema: Lei Anticorrupção
Palestrante: Dr. Salim Jorge Saud Neto (Mayer Brown)
Mediador: Celso Soares (Zurich)
Debatedor: Gustavo Galrão
Debatedor: (a confirmar)

17h30 às 18h
Encerramento
Neival Rodrigues Freitas, Gustavo Galrão

Ação da Par Corretora dispara 11,5% em seu pregão de estreia Na Bovespa

Fonte: InfoMoney

Quem entrou no IPO (Oferta Pública Inicial na sigla em inglês) da Par Corretora (PARC3) não está preocupado com o dia de queda na Bovespa. As ações da companhia disparam 11,52% em seu pregão de estreia na Bolsa, saltando de R$ 12,33 (preço fixado na oferta) para R$ 13,77 (cotação das 10h26, horário de Brasília). No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,65%, a 53.205 pontos.

A empresa é uma corretora de seguros controlada pela Caixa Econômica Federal. A grande diferença entre ela e a Caixa Seguradora é que a Par não é dona dos seguros, ela funciona como intermediária das operações, ganhando dinheiro com a corretagem. Assim, por mais que a maior parte de suas vendas se deem dentro da estrutura do banco estatal, ela pode negociar seguros de outras empresas.

A Par Corretora levantou R$ 602,8 milhões em sua oferta, segundo registro da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), valor superior ao estimado. As ações PARC3 saíram na operação a R$ 12,33 cada, acima da faixa indicativa fixada inicialmente pelos coordenadores da operação, de R$ 11,25 a 11,60 cada. Foram vendidos 48,889 milhões de papéis. A demanda por ações foi tão forte que o rateio ficou em 13,5925%. Ou seja, quem reservou acima do lote mínimo recebeu praticamente apenas 1 ação para cada 6 reservadas.

Par Corretora de Seguros captou R$ 602,8 milhões com IPO

A FPC Par Corretora de Seguros, controlada pela Caixa Econômico Federal, apertou o “start” ontem para a primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na BM&FBovespa. A companhia captou R$ 602,8 milhões em sua oferta, segundo informações do site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Foram vendidos 48,889 milhões de ações, a R$ 12,33 cada. A demanda pelas ações da Par Corretora chegou a R$ 5 bilhões. A oferta foi secundária, com a venda de ações detidas pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), pela GP Investimentos e pelo fundo Évora. Foram vendidos os lotes principal e suplementar. O segmento almejado pela Par Corretora é o Novo Mercado, o mais alto nível de governança corporativa da Bolsa. Os coordenadores da oferta são o Bradesco BBI, como líder, JP Morgan, BTG Pactual , Credit Suisse e Itaú BBA.

Agora é aguardar as ofertas da Caixa Seguridade e do IRB Brasil RE.

Febraban assume compromisso público com Justiça paulista para reduzir volume de processos

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A Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN assina nesta terça-feira (02/06) compromisso público com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) visando reduzir o número de processos em tramitação no Estado. É o primeiro acordo do setor bancário no âmbito do projeto Empresa Amiga, criado em fevereiro pelo Tribunal Paulista, e que conta com a participação de oito bancos: Banco do Brasil, Bradesco, BNP Paribas, Banco Volkswagen, HSBC, Itaú-Unibanco, Santander e Votorantim.

Pelo acordo, as instituições financeiras assumem o compromisso de diminuir em 3% o número de ações movidas contra os bancos que chegam ao Judiciário e ou os estoques nos próximos 12 meses – tomando como base de comparação a média dos últimos quatro anos. São, em boa parte, ações revisionais de taxas de juros e decorrentes de relações de consumo.

“O setor bancário tem investido constantemente nos canais de atendimento ao consumidor (SAC – Serviços de Atendimento ao Consumidor e Ouvidorias) e buscado soluções para aperfeiçoar os processos de esclarecimentos e resolução de conflitos no que tange ao relacionamento entre clientes e bancos”, afirma Murilo Portugal, presidente da FEBRABAN. De acordo com ele, prestar informações, orientar, esclarecer e assegurar transparência nos produtos, de forma ágil e eficaz, são desafios para um setor que incluiu novas camadas da população ao mercado bancário e estimulou o acesso de usuários à diversidade dos produtos e serviços financeiros oferecidos pelos bancos. Vale ressaltar que o índice de bancarização no Brasil passou de 51% em 2010 para 60%, em 2015.

Resultado desses investimentos contínuos nos canais de atendimento, é o baixo percentual do número de ações cíveis movidas pelos clientes bancários em relação ao total das demandas feitas em todos os canais de atendimento e de reclamações que não foram solucionadas: apenas 0,18% do total das demandas. Outro indicador relevante é o índice de resolutividade de reclamações dos principais bancos por meio do portal www.consumidor.gov.br, que é de 77%.

Hoje, estão em andamento mais de 100 milhões de processos em todo o País e, apenas na Justiça Estadual paulista, são 21 milhões. “O setor produtivo já incorporou novos valores, como a responsabilidade ambiental e a proteção das crianças. Por que não instituir como novo valor corporativo a responsabilidade judicial, baseado na opção por não recorrer ao Judiciário? Que tal considerar o grau de responsabilidade judicial de uma empresa no cálculo de seu valor, inclusive no mercado de capitais?”, argumenta o presidente do TJSP, José Renato Nalini.

Investimentos em atendimento

De fato, a evolução dos SACs e Ouvidorias tem contribuído, também, para desafogar órgãos de defesa do consumidor. Em 2014, os SACs de seis instituições financeiras (Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú Unibanco e Santander realizaram 30 milhões atendimentos. O número de consumidores que buscaram órgãos públicos como o Procon, registrou expressiva queda de 22%, na comparação com o mesmo período de 2013. A redução nas demandas do Bacen foi de 13%, e das ações judiciais, de 9%.

Isso significa que o setor bancário vem retendo em seus próprios canais as demandas de consumidores, quer sejam meros esclarecimentos ou reclamações.

Além dos canais de atendimento, os principais bancos do País aderiram a um sistema de autorregulação bancária, desenvolvido pelo próprio setor, com o propósito básico de criar um ambiente que permita aos bancos atuar de forma ainda mais eficaz, clara e transparente, em benefício de todos, consumidores, instituições financeiras e a sociedade como um todo.

ROE das resseguradoras fica em 13% no 1o. trimestre de 2015

O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 2,23 bilhões nos três primeiros meses de 2015, aumento de 13,2% em relação aos R$ 2 bilhões apresentados no mesmo período de 2014, segundo uma prévia do estudo trimestral da resseguradora local Terra Brasis.

Neste mesmo critério, o IRB emitiu um volume de prêmio 121% maior do que o apresentado no mesmo período do ano anterior, as demais locais apresentaram um crescimento de 19%, enquanto o volume de resseguro emitido por resseguradoras estrangeiras caiu 39%.

O volume de resseguro aceito do exterior passou de R$ 15,27 milhões para R$ 75,93 milhões, um crescimento de 397%. A sinistralidade ficou em 70% e o combined ratio encerrou o período em 98%, contra 88% e 109%, respectivamente, do mesmo período do ano anterior. O resultado após impostos foi de R$ 193 milhões (R$ 128 milhões do IRB) tendo sido de R$ 44 milhões (R$ 49 milhões do IRB) no mesmo período de 2014.

Com estes números, o ROE (Return on Equity) anualizado do conjunto de resseguradores locais foi de 13,0% (17,9% para o IRB e 8,5% para o conjunto das demais resseguradoras locais), sendo que no mesmo período de 2014, o ROE foi de 3,6% (7,5% para o IRB e -0,8% para as demais resseguradoras locais).

AGCS lança nova edição do “Global Risk Dialogue”

A AGCS, do Grupo Allianz, lançou mais uma edição do estudo anual “Global Risk Dialogue”. O relatório analisa o desenvolvimento da resseguradora nos setores de aviação e marítimo, além de informações sobre o mercado de resseguro e cenário global da companhia. O estudo destaca ainda os 100 anos da parceria entre a Allianz e a indústria de aviação e os 21 lançamentos espaciais apoiados pela companhia em 2014.

Sobre o setor marítimo, o relatório avaliou a questão da recente introdução do maior porta-contêiner já construído (com 19 mil teus). A capacidade de carga e de transporte aumentou 1200% ao longo dos últimos 50 anos e de 80% em dez anos. Enquanto isso, a introdução dos chamados “navios inteligentes” podem aumentar a produtividade e segurança no futuro. No entanto, assim como apresentando oportunidades, essas novas tecnologias implicam frequentemente em desafios de riscos de naturezas diferentes, como os tratados no estudo.

Para download completo do relatório em inglês, acesse http://goo.gl/OOKBAC.

Corretora de seguros da Caixa pode captar R$ 600 milhões no primeiro IPO do ano

Fonte: Aline Bronzati, Estado de São Paulo

A corretora de seguros da Caixa Econômica Federal vai estrear no pregão da BM&FBovespa na próxima sexta-feira, reabrindo as ofertas de capital na bolsa brasileira, depois de um período de seca que durou sete meses. A operação chama a atenção não só por ser a primeira do ano, mas por ter despertado fortemente o interesse dos investidores. A demanda pela oferta pública inicial da Par Corretora chegou a R$ 5 bilhões, fazendo a empresa elevar o teto estipulado para compra da ação de R$ 11,60 para R$ 12,35, segundo apurou o ‘Broadcast’, serviço em tempo real da ‘Agência Estado’.

Com isso, a oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) da companhia, que tem entre os sócios a Caixa e a GP Investimentos, pode ultrapassar os R$ 600 milhões, considerando o lote suplementar, correspondente a 10% do principal. O intervalo de preço inicialmente proposto ia de R# 11,25 a R$ 11,60.

A demanda em tomo de dez vezes a prevista inicialmente foi impulsionada, conforme fonte a par do assunto, não só pelo interesse do mercado, mas, principalmente, pelo fato de três investidores internacionais, não mencionados no prospecto, já terem indicado intenção em comprar cerca de 70% do IPO. “É um negócio de serviços, com geração de caixa, que paga dividendo e não está muito exposto à crise. A demanda surpreendeu”, diz a fonte.

Ontem, ao longo do dia, os bancos que assessoram a operação tentaram negociar com a gestora de recursos Gávea, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, para mudar o teto da faixa de preço. De acordo com o prospecto preliminar, a Gávea tinha se comprometido a “ancorar” a operação, comprando um valor equivalente a R$ 140 milhões. Se a precificação ficasse fora da faixa de preço indicada, a gestora não teria obrigação de realizar o investimento privado. Como os bancos e Gávea não chegaram a um acordo, o fundo não deve mais ancorar a abertura de capital. Procurada, a gestora não comentou o assunto até o fechamento da edição.

O segmento almejado pela Par Corretora é o Novo Mercado, de mais alto nível de governança corporativa da BM&FBovespa. Os coordenadores da oferta da Par são o Bradesco BBI, como líder, JPMorgan, BTG Pactuai, Credit Suisse e Itaú BBA

Os acionistas vendedores serão a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, que possui 21,35% da Par; a Évora Fundo de Investimento em Participações (3,65%); e a Algarve, da GP Investimentos (17,70%). Após a oferta, independentemente da execução do lote suplementar, a Federação sairá da Par Corretora, enquanto a Évora reduzirá sua fatia para 1,79% e a Algarve, para 13,01%, em ambas as situações em considerar o lote extra. A Caixa não diminuirá sua participação, de 25% via Caixa Seguros e de 26% por meio da Par Participações.

Potencial. A expectativa é de que os papéis devem disparar em seu pregão de estreia, principalmente porque a empresa está inserida em um setor com potencial de crescimento. Apesar da economia fraca, o segmento de seguros registrou expansão de 224% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 42,5 bilhões em receitas, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Além disso,também soma a favor o fato de a Par Corretora ter exclusividade de explorar o balcão da Caixa Econômica Federal para vender seguros.Aoter acesso ao balcão da Caixa, a empresa tem à disposição 78,3 milhões de clientes, sendo mais de 2,1 milhões de clientes pessoas jurídicas, conforme dados de dezembro, e acesso a 3.391 agências do banco, 13.250 agências lotéricas e 18.211 correspondentes bancários. No primeiro trimestre, a Par Corretora viu seu lucro crescer 85% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ultrapassando mais de R$ 30 milhões no período. Seu patrimônio líquido era de R$ 114,1 milhões ao fim de março.

A operação da Par Corretora deve preparar o terreno para a esperada oferta bilionária da Caixa Seguros. Antes disso, o ressegurador IRB Brasil Re deve testar o apetite do mercado com uma abertura de capital de R$ 3,5 bilhões a R? 4bilhões, último passo para sua privatização. A bolsa brasileira não emplaca IPOs desde outubro do ano passado, quando a Ouro Fino, que atua no segmento de saúde animal.