Inovação é a tônica dos debates da 51a. Conferência Anual do International Insurance Society (IIS) que acontece em Nova York até o dia 17

iisComeçou ontem e vai até o dia 17 de junho a 51a. Conferência Anual do International Insurance Society (IIS), que acontece no Waldorf Astoria Hotel em New York. Entre os mais de 500 executivos de seguros do mundo, alguns brasileiros estão presentes para acompanhar as discussões desses quatro dias de debates. Entre eles, Gustavo Doria, do portal CQCS, Paulo Kato, da revista Cobertura, Maria Helena Monteiro e Renato Campos, da Escola Nacional de Seguros, o economista Claudio Contador e o presidente da Federação Nacional das Empresas de Previdência Privada (FenaPrevi), Osvaldo do Nascimento.

Há vários temas em debate, sendo a inovação a tônica do evento por ser ela a aposta de crescimento da indústria mundial de seguros, com receitas estáveis em US$ 4 trilhões nos últimos cinco anos. O investimento em inovação vai desde como usar a infinita quantidade de informações (Big Data) para criar produtos sob medida aos consumidores até como fazer esses produtos chegaram na mente do cliente no local onde ele quer ser atendido. Também consta da agenda do evento discutir com os líderes de políticas públicas líderes mundiais como a indústria de seguros pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento sustentável em todo o mundo, protegendo vidas, renda e propriedades.

“A falta de proteção impede o crescimento econômico em muitos aspectos, e preenchê-lo irá beneficiar nossa indústria e nossa sociedade como um todo”, disse Mike Morrissey, CEO do ISS, na abertura do evento. Segundo ele, o Fórum Global Insurance é o único evento que reúne todos os líderes da indústria, executivos de todos os segmentos e de diversas empresas dos países grandes e pequenos, incluindo acadêmicos, reguladores e assessores. “Apenas um encontro dessa diversidade e inclusão pode gerar e trocar ideias que irão dar um significado que afeta nossa indústria e nosso mundo”.

O evento pode ser acompanhado no portal do IIS:

http://www.internationalinsurance.org/iis-in-the-news/

Um detalhe que me chamou a atenção na agenda do evento foi o destaque para a frase no folheto:

Free Wi-Fi sponsored by Munich Re

Muito bom isso.

Veja a a programação completa no link:

http://www.internationalinsurance.org/files/seminar_marketing/program/NY2015/New_York_Forum_Program_6.15.15.pdf

Óleo e Gás, ano de grandes desafios, segundo JLT

10500462_10205514525917465_1802448701363837478_nEspecialistas em seguros para o segmento de Óleo e Gás estão preocupados com o cenário do segmento. Trata-se de um nicho que vive uma crise internacional, com queda dos preços do petróleo, a Petrobrás, principal geradora de contratos do setor, está envolvida em uma das maiores investigações de corrupção já vista no país, e a economia brasileira está praticamente estagnada, com investimentos em banho maria. Ou seja, um cenário sombrio e com sinais de melhora só para 2018. “E mesmo assim é uma expectativa de melhora, pois ninguém pode prever como a Arábia Saudita vai ditar os preços do petróleo”, disse Luis Eduardo Duque Dutra, assessor da diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O cenário é fruto de um debate que aconteceu durante 6o. Seminário de Óleo e Gás, promovido pela corretora JLT no Rio de Janeiro, no início de junho. “A fotografia do Brasil não é boa neste momento, mas o filme é algo que promete boas emoções”, disse o embaixador britânico no Brasil, Alex Ellis, que abriu o evento. “Corretores e resseguradores tem um papel importante neste filme e cabe a vocês determinarem que tipo de atuação vão ter”, comentou, destacando que a Grã Bretanha se firmou como uma das potenciais do mundo por ser um país aberto a parceiras. “E o Brasil sempre esteve e continua no nosso radar”, afirmou.

Segundo os palestrantes, o volume de prêmios com a venda de seguros para empresas envolvidas com a exploração e produção de oleo e gás despencou no primeiro semestre deste ano. Já a expectativa de pagamento de indenizações se mostram uma incógnita no médio prazo. Apesar da farta capacidade mundial de recursos – US$ 8 bilhões, segundo Andrew Barnes, chairman de energy da JLT Specialty — a demanda está fraca e a oferta de seguros e resseguros praticamente fechada para empresas ligadas ao processo de investigação Lava Jato. “Praticamente não há negociações no setor e a saída é buscar negócios lá fora para alimentar o mercado brasileiro”, conta Adriano Oka, vice presidente da JLT Re. Os negócios captados no exterior são repassados para o mercado local, no qual o IRB Brasil RE é um dos principais clientes.

Com tal marasmo, a saída é preparar o mercado para atender a demanda do leilão da 13ª rodada de concessão de petróleo e gás, que deve ocorrer em outubro. Isso significa promover discussões que envolvam os órgãos reguladores, ANP e Susep, clientes, seguradoras e resseguradoras. No debate que encerrou o evento, com a participação de executivos Felipe Smith, da da Tokio Marine, Frank Streidl, da Zurich UK, Daniele Gugelmin, da JMalucelli e Luciano da Silva Pinto Teixeira, da ANP, ficou claro que há muito ainda a ser discutido para ajustar clausulados, ainda com erros de tradução e confusos com ajustes incorporados para obedecer exigências da Susep, da ANP e do Código de Defesa do Consumidor. “Precisamos da ajuda de todos para promover melhorias, especialmente dos clientes”, disse Smith, que também participa da comissão da FenSeg que cuida do tema.

As seguradoras especialistas se dizem prontas para ofertar o seguro dentro dos moldes que a agência pleiteia, mas concordam que é preciso tornar o clausulado mais compreensível para o cliente. Já para a rodada de pré-sal, prevista para 2016, ainda é preciso fazer alguns ajustes para que a oferta se adeque a demanda, principalmente no que diz respeito a cobertura para abandono de poço exigida pela ANP, destacou Carlos Frederico Ferreira, da Austral, citando a nova regulação da Susep 477, que inclui o novo seguro garantia financeiro contra abandono do poço. Para isso, corretores, clientes, seguradoras e Susep estão em conversações para fazer um produto sob medida para as necessidades dos envolvidos, informou Smith. Segundo os participantes, os riscos são grandes, uma vez que envolvem contrato de longo prazo e tecnologia ainda em desenvolvimento.

Segundo Rodrigo Protásio, CEO da JLT Re Brasil, o grupo busca novas oportunidades de negócios e por ter clareza do potencial do Brasil no médio e longo prazo e das oportunidades que a crise traz, tem reforçado a equipe. “Há muitas frentes de negócios. Se um segmento como o garantia de contratos e riscos de engenharia não está bem neste momento, há outros que oferecem boas oportunidades, como o garantia judicial e riscos financeiros em geral”, diz o CEO que lidera uma das principais corretoras de seguros e resseguros no mercado de energia no mundo, que tem em na carteira de clientes oito das 10 maiores empresas de petróleo do mundo. São seis especialistas dedicados ao segmento de óleo e gás e outros cinco exclusivos em gerenciamento de sinistros. A corretora disponibiliza US$ 1,7 bilhão em capacidade para os riscos relacionados à indústria por meio do IRB Brasil RE. Segundo informações do grupo, a JLT é a maior produtora do Lloyd’s of London, produzindo mais de US$ 750 milhões em prêmios.

Pacote de infraestrutura pode render bilhões em seguros

Fonte: Estadão Conteúdo

Os mais de R$ 198 bilhões do novo pacote de concessões de infraestrutura do governo, lançado na semana passada, são uma oportunidade bilionária para reaquecer o mercado de seguros de grandes riscos. Há, contudo, receio por parte de seguradoras e resseguradoras, conforme executivos ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, quanto às obras que efetivamente sairão do papel uma vez que no passado boa parte dos empreendimentos anunciados como, por exemplo, o trem de alta velocidade (TAV), não foram executados.

Com leilões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, a segunda fase do Programa de Investimento com Logística (PIL) tende a movimentar bilhões em seguros de garantia (que garantem que uma obra seja concluída conforme previsto em contrato), de engenharia, riscos operacionais, transportes. Uma fonte diz que alguma repercussão para a indústria de seguros pode ocorrer neste ano, mas nada que mude sobremaneira o volume de negócios uma vez que boa parte dos projetos é para 2016.

Valores exatos em prêmios de seguros ainda são difíceis de serem mensurados já que um cronograma mais preciso de licitações ainda não foi divulgado e é ansiosamente aguardado pelo mercado. “Rodovias e aeroportos já têm modelos de concessão que tiveram relativo sucesso no passado e são obras mais simples, o que significa que a licitação e a contratação dos seguros devem acontecer relativamente rápido”, diz Guilherme Perondi, vice-presidente da resseguradora da alemã Allianz (AGCS).

Segundo ele, a expectativa é de que as concessões de rodovias e aeroportos gerem apólices ainda neste ano. Ferrovias e portos vão depender, conforme Perondi, do modelo final a ser adotado pelo governo. Sendo assim, 2015 pode terminar sem um volume elevado de contratos para grandes riscos. De janeiro a abril, o segmento, sem considerar aeronáutico e marítimo, não cresceu sequer 4%, com menos de R$ 2 bilhões em prêmios em 12 meses, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). A expansão vem desacelerando. No ano passado, grande risco cresceu 9,8%, abaixo do ritmo de 2013, de 13,5%.

Apesar de boa parte das obras ainda não ter projeto executivo, o anúncio do pacote de concessões foi bem recebido pelo mercado de seguros. “Os investimentos em infraestrutura são uma boa notícia. A Ace está acompanhando os desenvolvimentos do pacote para estar pronta para atender eventuais seguros desses novos projetos anunciados”, avalia Antonio Trindade, presidente da Ace Seguradora no Brasil, em entrevista ao Broadcast.

Líder em grandes riscos, a companhia americana reforçou sua aposta neste segmento ao adquirir a carteira do Itaú Unibanco no ano passado por R$ 1,5 bilhão. O investimento foi na contramão de outras empresas que, decepcionadas pelo baixo volume de negócios no setor e à exposição a riscos vultosos, preferiram deixá-lo.

A SulAmérica, que viu duas apólices bilionárias, uma da hidrelétrica de Jirau e outra de um terminal portuário da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), virarem brigas judiciais, vendeu sua carteira de grandes riscos para a francesa Axa no mês passado por R$ 135 milhões. Já a inglesa RSA, cujos rumores apontam sua saída do Brasil, também deixou este mercado, mas, preferiu deixar de renovar as apólices em vez de passá-las para as mãos de outro.

Apesar de ter frustrado a expectativa de algumas seguradoras, o segmento de grandes riscos ainda atrai interessados, como a Ace, por conta do potencial do segmento de infraestrutura no Brasil. Silvia Vergara, superintendente de seguro garantia e project finance da corretora de seguros Marsh Brasil, lembra que há menos players no segmento, mas com capacidade suficiente para segurar os bilhões em obras de infraestrutura uma vez que contam com respaldo do mercado internacional de resseguro.

Um deles é a japonesa Tokio Marine. Depois de perder a disputa pela carteira do Itaú, a seguradora ativou um plano B, com foco em crescimento orgânico, para o qual reforçou o time de executivos. “Apesar de R$ 56 bilhões estarem relacionados a projetos de difícil aceitação na iniciativa privada, como a (ferrovia) Bioceânica, há outros mais completos que vão servir de mola propulsora para o mercado de seguros de grandes riscos”, analisa José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine no País. “Estamos preparadíssimos”, acrescenta.

Mesmo que somente parte dos R$ 198 bilhões em investimentos se tornem realidade, segundo James Hodge, diretor de construção da corretora de seguros Willis, 30% deste montante já têm força para aquecer o mercado de seguros de grande risco, que também sofreu reflexos da Operação Lava Jato com atraso em obras. Grandes projetos, de acordo com ele, sempre mudam o ritmo do mercado e há potencial de o crescimento acelerar para 30%, 40% no ano que vem. Vai depender, porém, da materialização dos mesmos.

Seguros em debate no CIAB 2015, que acontece entre 16 e 18 de junho

IMG_6917Durante a 25ª edição do Ciab FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras, a trilha técnica de Seguros desenvolvida em parceria com a CNseg, debaterá importantes questões relacionadas ao mercado segurador, que, com vendas anuais superiores a R$ 200 bilhões, conquistou um espaço e tanto na economia e na rentabilidade dos bancos nos últimos anos. Por conta disso, ganhou destaque no principal evento de tecnologia bancária. Serão sete temas para compor os debates no CIAB 2015, organizadas pela Confederação das Seguradoras (CNseg).

Levar o produto para o consumidor no canal que ele quer ser atendido é, sem sombra de dúvidas, a prioridade do setor. Isso desencadeia uma enorme agenda de mudanças, que será debatida no painel Mercado Segurador, desafios e oportunidades, com participação de Alexandre Leal, presidente da comissão de TI da CNseg e um dos responsáveis pela estruturação da Trilha de Seguros.

Segundo Leal, desde que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) regulamentou a venda de seguros por meios remotos, como computadores, tabletes e celular, um mundo novo surgiu dentro das seguradoras. “A venda por meio do celular nos ajuda nesse processo com a redução do custo de aquisição dos seguros, o que vai contribuir para aumentar o volume de captações uma vez passamos a ter oportunidades e desafios de acessar camadas de população que não estão sendo atendidas”, diz.

Eugênio Velasques, diretor do Bradesco, será um dos palestrantes do painel “Desafios da distribuição de seguros”, que acontece no dia 18 de junho, das 11h30 às 12h45. “É como criar um novo mundo. Toda a plataforma tem de ser alterada para olhar para o cliente. Produtos tem de se tornar mais simples de serem entendidos e a burocracia e a emissão de papéis têm de ser eliminadas. Organizar sistemas para viabilizar a integração de todos os processos da cadeia de venda é trabalhoso e requer investimentos financeiros, de tempo e também em talentos”, comenta.

Mas todos sabem que esse caminho digital requer muitos cuidados. Desde a proteção do consumidor, como também do próprio mercado para questões especificas. “É preciso investir em educação financeira para que o cliente, que muitas vezes faz compra por impulso, saiba exatamente o que está adquirindo”, destaca Leal. Também é preciso criar sistemas de proteção às informações transacionadas para combater fraudes e gerenciar riscos.

Um mundo totalmente conectado tem um lado positivo e todas as precações precisam ser tomadas para atuar nesse mercado digital com mais segurança que tem de tomar para entrar nesse mercado. Esse assunto será debatido nos dois painéis da tarde do dia 17: “Consumidor e a proteção do mercado” e “Prevenção e combate à fraude em gerenciamento de riscos: Avanços e desafios”.

Todas essas transformações exigem um grande esforço das companhias de seguros e por isso serão abordadas nos painéis “Transformação digital: qual o impacto nas seguradoras” e “Integração de plataformas de TI em seguradoras, previstas para a tarde do dia 18.

A Trilha de Seguros acontece simultaneamente aos painéis sobre operações bancárias e meios de pagamentos. O Ciab FEBRABAN será realizado entre os dias 16 e 18 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Esse ano, além da trilha de Bancos internacionais, o evento contará ainda com outras quatro trilhas focadas em Segurança da Informação, TI e Telecom; Meios de Pagamentos; além da de Seguros.

Para ler a edição 57 da revista Ciab Febraban, acesse: https://issuu.com/revistaciab/docs/revista_ciab_57_jun15_?e=0

Para conferir a programação completa, acesse: www.ciab.org.br

ANOTE NA AGENDA:

Ciab FEBRABAN
Data: 16 a 18 de junho de 2015
Local: Transamérica Expo Center (Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro)
Site:http://www.ciab.org.br
Credenciamento para imprensa:ciab@s2publicom.com.br

Sobre o CIAB FEBRABAN

O CIAB FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras – é o maior evento da América Latina tanto para o setor financeiro quanto para a área de tecnologia.

Foi criado em 1990 e desde a sua primeira edição, em 1991, vem incentivando o desenvolvimento da tecnologia e inovação bancária. Anualmente, o congresso reúne público de aproximadamente 15 mil pessoas. Apresenta cerca de 120 personalidades entre conferencistas e debatedores em mais de 30 painéis.

Cresce a procura por seguro de RC por profissionais da área médica

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Ainda pouco conhecido no Brasil, a procura pelo seguro de responsabilidade civil para profissionais liberais médicos e dentistas vem crescendo. Nos últimos três anos, a Mapfre Seguros, marca do grupo segurador BB e Mapfre, registrou aumento de 26% na comercialização de apólices do Responsabilidade Civil Profissional.

Esse tipo de seguro garante o reembolso das despesas por condenações judiciais quando o profissional causa danos a terceiros. A cobertura do seguro, no entanto, é restrita a processos por erros ou omissões do profissional no exercício da sua atividade.

“A área de saúde é de uma complexidade muito grande e esses profissionais podem sofrer consequências de ações judiciais. O produto garante o valor da condenação ou o valor do acordo extra judicial até o limite de garantia contratado, incluindo honorários e custas do processo”, explica Danilo Silveira, superintendente executivo de seguros tradicionais.

A apólice cobre o valor de até R$ 600 mil, e estende-se a profissionais médicos, dentistas, veterinários, fisioterapeutas, farmacêuticos e enfermeiros.

Lei de Contrato de Seguro será tema de palestra na APTS, dia 17 de junho

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O presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), Ernesto Tzirulnik, participará do ciclo de Palestras do Meio-Dia da APTS, dia 17 de junho, apresentando o tema “Lei de contrato de seguro: nenhum passo atrás”.

“O IBDS está certo de que o Brasil, por sua grandiosidade tanto nas virtudes quanto nos vícios, demanda e merece uma lei de contrato de seguro efetivamente democrática, que proporcione a regulação da atividade securitária com vistas ao bem de todos”, defende Tzirulnik, que é coordenador da comissão elaboradora dos anteprojetos Lei de Contrato de Seguro – PLS 3.555/2004, 8.034/2010, 8.290/2014 e PLS 477/2013.

O projeto de lei original (PL 3.555/2004), apresentado pelo então deputado federal José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, passou por diversas modificações. As principais mudanças estão relacionadas em quadro comparativo produzido pelo IBDS.

Serviço

Palestra do Meio-Dia “Lei de contrato de seguro: nenhum passo atrás”

Apresentação: Ernesto Tzirulnik

Data: 17 de junho, das 12h às 13h30

Local: sede da APTS, no Largo do Paissandu, nº 72, 17º andar, conj. 1704, centro, S. Paulo (SP)

Informações e inscrições: pelo e-mail: apts@apts.org.br e telefones (11) 3227 4217 e 3229 6503

AIG lança campanha para alavancar venda de seguro de carro

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A American International Group, Inc. (AIG), uma organização internacional, líder no mercado securitário e que presta serviços a clientes em mais de 100 países e jurisdições, inova mais uma vez e apresenta sua nova campanha publicitária “Carros da sua Vida”. O objetivo da companhia é reforçar a estratégia comercial de seguros para automóveis e aumentar sua participação no segmento de seguros voltados para o consumidor final. Com peças para TV, mobiliário urbano, ações de merchandising, mídia digital e impressa, a campanha mostra o vínculo emocional entre o carro e os bons momentos vividos por seus proprietários, em que os carros têm participação como fio condutor, ressaltando que o melhor de cada automóvel são as histórias e as emoções que eles carregam.

A campanha “Carros da sua vida” será veiculada em fases. No primeiro momento, a partir do dia 14 de junho, recebem a comunicação os mercados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás e o lançamento será por meio do filme publicitário no intervalo do Fantástico, da Rede Globo. Posteriormente, chegará aos demais Estados da Região Sudeste e às praças do Nordeste.

O Seguro Auto AIG apresenta um modelo de negócios ágil para corretores e clientes, com o apoio de uma plataforma de cotação online simplificado e com com questionário de risco objetivo. O produto será comercializado por meio dos diversos canais de distribuição e sempre com o corretor de seguros.

“No Brasil, existe muito espaço para crescer no segmento de seguros para automóveis. Por isso, a AIG está focando seus esforços para oferecer um produto que venha, de fato, ao encontro das necessidades do cliente final”, afirma Gisele Riglia, responsável pelo produto Seguro Auto AIG.

A AIG atende clientes comerciais, institucionais e individuais por uma das maiores redes internacionais de seguros de propriedade e de acidentes no setor de seguradoras e usará sua expertise e reputação para crescer no segmento de automóveis, equilibrando o portfólio para pessoas físicas. “Carros da sua vida é um marco na comunicação da AIG voltada aos produtos para o mercado de pessoas físicas. Estamos muito otimistas com esta campanha”, ressalta Fabio Protásio Oliveira, Diretor de Linhas de Consumo da AIG Brasil.

Tokio Marine compra HCC Insurance, do Texas, por US$ 7,5 bi

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A Tokio Marine Holdings, o mais antigo conglomerado securitário japonês do mundo, divulga a aquisição da HCC Insurance Holdings por US$ 7,5 bilhões, o equivalente a R$ 24 bilhões. O negócio é o maior já feito por uma companhia de seguros japonesa no exterior, segundo o The Wall Street Journal.

A Tokio Marine está expandindo seus negócios internacionais e a compra da HCC, que tem sede em Houston (Texas), vai potencializar significativamente a sua presença nos EUA, maior mercado de seguros do mundo. Com o acordo, a Seguradora passará a ofertar seguros de saúde e trabalho, políticas de responsabilidade para diretores e conselheiros, seguro de agricultura e outras linhas especializadas.

Em nota, a Companhia informou que vai pagar US$ 78 em dinheiro por ação pela totalidade dos papéis em circulação da HCC. O preço da compra representa 37,8% do valor de fechamento da empresa na última terça-feira. A transação deverá ser concluída no quarto trimestre e está sujeita à aprovação dos acionistas e reguladores da HCC.

A aquisição da HCC, somada às atuais empresas Kiln, no Reino Unido, Philadelphia e Delphi, nos Estados Unidos, além da operação da Tokio Marine no Brasil, solidifica o Grupo como uma seguradora verdadeiramente global, com as principais franquias especializadas. Além disso, o Grupo Tokio Marine vai acelerar o crescimento em escala e rendimento de seus negócios internacionais, com um aumento de 38% para 46% nos lucros no ano fiscal de 2015.

Em um comunicado, o presidente da Tokio Marine, Tsuyoshi Nagano, afirmou que a união das operações já existentes na Tokio Marine com os segmentos de atuação da HCC contribuirá para uma maior diversificação das exposições aos riscos no portfólio global da empresa. Essa expansão trará significativa melhoria na eficiência de capital e crescimento de lucro sustentável, o que permite o estabelecimento de base de negócios do Grupo mais sólida.

De acordo com Christopher JB Williams, CEO do HCC, com a Tokio Marine, a empresa ganha espaço no cenário internacional para expandir seu portfólio e experiência, além de uma base financeira para competir com as maiores seguradoras e a oportunidade de expandir as coberturas oferecidas aos clientes.

Para o Brasil, o grupo Tokio Marine também tem um plano de expansão agressivo. Depois de atingir a expressiva produção de R$ 3,26 bilhões no ano passado, o que representou um crescimento de 22,9%, a Companhia reforçou sua atuação na área comercial para alcançar os objetivos do Plano Avançar de maneira sustentável. As ações envolvem reforço das equipes, aberturas de novas sucursais e fortalecimento do relacionamento com os Parceiros de Negócios nos quatro canais de distribuição: Varejo, Corporate, Afinidades e Contas Japonesas.

“Estamos focados na estratégia do Plano Avançar, que prevê chegarmos a uma produção de R$ 5 bilhões até 2017. Sabemos que nosso objetivo é bastante arrojado, mas as expectativas são bem realistas. Prova disso é que, nos cinco primeiros meses de 2015, nossa produção cresceu 21% em relação ao mesmo período do ano passado. Na carteira de Grandes Riscos, o avanço chega a 34%”, afirma o presidente, José Adalberto Ferrara.

Seguradoras registram lucro não consolidado de R$ 7,7 bi no 1o. quadrimestre de 2015

O mercado segurador registrou lucro líquido não consolidado tecnicamente de quase R$ 7,7 bilhões no primeiro quadrimestral de 2015, 35% acima dos R$ 5,6 bilhões do mesmo período de 2014. Excluindo o resultado de coligadas e controladas, o lucro operacional já descontado os tributos cai para R$ 5,3 bilhões de janeiro a abril de 2015, 57% acima dos R$ 3,3 bilhões do mesmo período de 2014, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo consultor Luiz Roberto Castiglione, com base nos dados estatísticos divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A taxa média de retorno do patrimônio líquido foi equivalente a uma aplicação financeira com remuneração anual de 32,50% contra 25,41%. O índice combinado foi 86,45% dos prêmios e contribuições ganhas contra 88,94% do ano passado. De acordo com o estudo, a margem de seguros foi equivalente 23,4% dos prêmios ganhos contra 20,4% de 2014. Já a margem de previdência tradicional + VGBL + PGBL representou 11,1% das rendas e contribuições contra 12,6% do ano passado. O conjunto obteve uma margem global equivalente 28,4% dos prêmios e contribuições ganhas contra 21,9% de 2014.

Castiglione afirma que esses desempenhos decorrem dos seguintes pontos:

a) O volume de produção considerando o VGBL somou R$ 55,3 bilhões nos primeiros quatro meses de 2015, 18,5% acima dos R$ 46,7 bilhões do mesmo período de 2014. Excluindo esse produto o total de vendas em seguros passa a ser de R$ 30,3 bilhões contra R$ 28,5 bilhões do ano passado um incremento de 6,1% (inferior à inflação média do período – 12 meses – IPCA = 8,17%). Veremos mais adiante que as pequenas variações se concentraram exatamente naqueles produtos que eram incentivados pelo Governo até o ano passado. No que tange ao VGBL temos um crescimento atípico devido as transferências de aplicações financeiras menos rentáveis (poupança) para o VGBL;

b) No segmento de seguros com a queda nas vendas tivemos uma redução no incremento da provisão de prêmios não ganhos fazendo com que os prêmios ganhos somassem R$ 26,5 bilhões contra R$ 24,1 bilhões de 2014 um crescimento de 9,9%. Como os sinistros cresceram somente 4,7% o mercado apurou uma sinistralidade de 48,9 % dos prêmios ganhos em 2015 contra 51,2% do ano passado. Cabe lembrar que os prêmios ganhos atuais são fruto, em grande parte, do RUN ON de 2014 e com a queda na atividade econômica a precificação se tornará mais acurada além, obviamente, do repasse da inflação;

c) Considerando que as despesas de comercialização e as outras R/D. Operacionais apresentam comportamentos bem parecidos com 2014 a Margem de Seguros representou 23,4% dos prêmios ganhos em 2015 contra 20,4% do ano passado, um aumento gerado por uma boa precificação técnica (sinistralidade menor);

d) Já o segmento de Previdência e VGBL também apresentou um maior impacto de provisões técnicas em função do crescimento do VGBL. Com isso sua margem ao final representou 11,1% das Rendas e Contribuições contra 12,6% de 2014. Com a perda do poder aquisitivo e as transferências de aplicações menos rentáveis a tendência é de crescimento menos acentuado;

e) Com Custos Administrativos comportados o Mercado gerou uma Combined Ratio de 86,45% dos prêmios e contribuições ganhas contra 88,94% do no anterior. Com o crescimento da taxa básica de juros o Resultado Financeiro apresentou um crescimento de 51,5% fazendo com que a Rentabilidade Operacional passasse de 21,9% dos prêmios e contribuições ganhas para 28,4% em 2015.

Resseguros:

Da mesma forma que no mercado de seguros (gerador de resseguros) o mercado interno de resseguros também foi afetado pela situação da economia. Entretanto, apresentou um crescimento de vendas da ordem de 52,6%. Segundo o consultor, esse desempenho só foi possível devido a maior retenção de prêmios pelo mercado interno, que absorveu 76,36% dos resseguros gerados no mercado de seguros contra 55,50% do ano passado. Essa é a explicação para o desempenho.

O lucro líquido foi da ordem de R$ 192,9 milhões contra R$ 44,5 milhões do ano passado, um crescimento de 333,9%. A taxa média de retorno do patrimônio líquido foi equivalente a uma aplicação financeira com remuneração anual de 13,77% contra 3,82% do ano anterior.

Segundo o estudo, essa performance está relacionada com os seguintes pontos:

a) Maior retenção dos negócios (resseguros) gerados no Mercado de Seguros proporcionando um prêmio ganho de R$ 1,0 bilhão contra R$ 668,3 milhões de 2014, um crescimento de 56,8%;

b) Redução da sinistralidade retida de 72,7% dos prêmios ganhos para 56,9% dos mesmos em 2015. Só aqui uma variação favorável de R$ 164 milhões;

c) Ganhos de escala nos custos administrativos. Esses representaram 12,2% dos prêmios ganhos contra 16,2% do ano passado. Uma variação favorável de R$ 43 milhões;

d) Aumento dos ganhos financeiros em função da constante elevação da taxa básica de juros. O Resultado Financeiro somou R$ 278,4 milhões contra R$ 168,5 milhões de 2014, um crescimento de 65,2%.

A Combined Ratio foi equivalente a 96,52% dos prêmios ganhos contra 115,24% do ano passado. Já a rentabilidade operacional passou de 9,97% dos prêmios ganhos para 30,05% no período em foco.

HSBC tem três empresas ligadas ao setor de seguros, lucrativas

hsbc segurosCom a área de seguros na crista da onda, a expectativa é de que o braço segurador do HSBC Brasil valorize a negociação da venda do banco, na qual especulam que o Bradesco e o Santander são os principais compradores, com ofertas próximas a R$ 10 bilhões. Especialistas afirmam ao blog Sonho Seguro que o peso das empresas ligadas ao setor de seguros é grande, assim como foi para o Banco do Brasil, que teve na BB Seguridade um dos maiores IPOs do mundo, com R$ 11,5 bilhões, e como pode ser com a Caixa Econômica, que prepara a abertura de capital da Caixa Seguridade, cujo processo ainda em desenho pelo governo e sindicato de bancos, com expectativa de chegar a R$ 9 bilhões, segundo informou o Valor Econômico. Semana passada, a corretora de seguros da Caixa, Par Corretora, estreiou na bolsa e foi considerada a melhor estreia nos últimos 2 anos e meio. O IPO do IRB Brasil RE é estimado pelo governo em R$ 4 bilhões, Segundo fontes da Reuters.

Enquanto o banco HSBC registrou prejuízo, a área de seguros encerrou 2014 com lucro. São três empresas. A HSBC Seguros Brasil registrou receitas (prêmio emitido) de R$ 804 milhões, lucro líquido de R$ 403 milhões e patrimônio líquido de R$ 962 milhões.

A HSBC Vida e Previdência encerrou 2014 com contribuições de R$ 1,6 bilhão, lucro liquido de R$ 104 milhões e patrimônio líquido de R$ 338 milhões. A HSBC Capitalização obteve arrecadação de R$ 607 milhões, lucro liquido de R$ 95 milhões e patrimônio liquido de R$ 147 milhões.

“Isso mostra que as empresas de seguro são bastante lucrativas, talvez a joia da coroa no negócio”, afirmou um fonte que preferiu o anonimato.