Seguradora Líder-DPVAT lança campanha nas redes #pazeamornotrânsito

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Levar os filhos ao colégio de carro, abastecer no posto de gasolina e parar na padaria para fazer um lanche são ações cotidianas, que fazem parte da rotina de muitos brasileiros. Mas imagina fazer todas essas tarefas e usar, no lugar do carro, um tanque de guerra? No dia 17 de setembro de 2015, os curitibanos viram essa cena nas ruas da cidade e ficaram impressionados. Não sabiam que a ação fazia parte de uma campanha de marketing viral nas redes sociais, que acaba de ser lançada pela Seguradora Líder-DPVAT. O objetivo foi gerar questionamentos e compartilhamentos do vídeo entre os usuários da Internet, criando interesse para a temática da segurança do trânsito de uma forma inovadora. Assinada pela agência Master Comunicação, a iniciativa faz parte da campanha da Semana Nacional de Trânsito, que acontece entre os dias 18 e 25 de setembro.

O tanque, uma réplica especialmente construída para essa situação, simboliza a guerra que vivemos no trânsito, que causa milhares de mortes. Só no primeiro semestre de 2015, a Seguradora Líder-DPVAT pagou mais de 344 mil indenizações para vítimas de acidentes no trânsito, a maioria delas para pessoas que ficaram com algum tipo de invalidez permanente. Tudo foi documentado e está disponível também no blog viverseguronotransito.com.br. O vídeos já tem mais de 250 mil visualizações.

Para o diretor-presidente da Seguradora Líder-DPVAT, Ricardo Xavier, a campanha foi elaborada para provocar uma reflexão na sociedade, principalmente nos jovens, maior público das redes sociais e a faixa etária que mais se envolve em acidentes. “Teremos mais paz no trânsito quando as pessoas se conscientizarem da importância de respeitar as leis de trânsito, de não ingerir bebida alcóolica antes de dirigir, de respeitar o pedestre, o ciclista, o motociclista, lembrando sempre que a preferência é pela vida. Por isso, fizemos esta campanha para aguçar a curiosidade das pessoas para uma questão muito séria. E a receptividade tem sido muito boa na Internet”, analisa Xavier.

“Realizamos diversas ações de prevenção a acidentes de trânsito durante o ano, mas na Semana Nacional do Trânsito procuramos fazer este alerta de uma forma inusitada para que as pessoas reflitam sobre a atitude de cada um no trânsito”, explica Marcelo Romaniewicz, vice-presidente da Master. O diretor de criação, Felippe Motta, complementa “mostramos o que poderia acontecer se levássemos ao pé da letra a escalada de agressividade do trânsito. Nossa intenção é fazer um alerta, mostrando que se todo mundo resolver fazer guerra, nós nunca teremos paz”.

Porto Seguro lança aceleradora de startups para inovar ainda mais em serviços

italo portoSe tem uma seguradora que respira inovação ela se chama Porto Seguro. O grupo anuncia hoje o lançamento da Oxigênio Aceleradora em parceria com a Liga Ventures, empresa composta por um grupo de executivos especializados em conectar startups e grandes empresas através de programas de aceleração. “O objetivo é estimular o ecosistema do empreendorismo num movimento em que todos ganham, inclusive o Brasil, que pode subir no ranking mundial de inovação”, afirma Italo Flammia, diretor da Oxigênio Aceleradora, ao blog Sonho Seguro.

Trata-se de uma fábrica de inovação, que reunirá startups com boas ideias que possam ser aproveitadas por todas as empresas que formam o conglomerado Porto Seguro, hoje formado por seguradoras, administradora de cartões, consórcio, serviços de assistência, monitoramento 24 horas e a Conecta, empresa de telefonia do grupo que vem registrando crescimento acelerado neste ano.

“Vivemos em um mundo globalizado e acreditamos que os empreendedores brasileiros devem estar preparados para atender demandas de empresas multinacionais e globais. Por isso, escolhemos a Plug and Play como parceira. Ela trará a possibilidade de exposição internacional e desenvolvimento de soluções que possam ser empregadas por empresas em qualquer lugar do mundo”, conta Flammia.

O objetivo principal da iniciativa é estimular o empreendedorismo, oferecendo suporte para que as startups possam aprimorar suas soluções. “Possivelmente, se identificarmos produtos que tragam um diferencial para o portfólio da Porto Seguro, essa startup pode vir até a se tornar uma parceira da companhia”, contou. Sem mencionar investimentos, Flammia contou que a idéia surgiu há cinco meses, durante as discussões para o orçamento estratégico de 2016. “Queremos apoiar soluções que tenham sinergia com as empresas do grupo Porto Seguro, com serviços que tragam conveniência aos clientes”, explicou.

O processo de seleção terá duração de três meses e o programa de aceleração terá início em janeiro de 2016 com duração de seis meses, sendo três no Brasil e três nos Estados Unidos, com o apoio da aceleradora Plug and Play. A cada ciclo serão selecionadas cinco empresas, com um total dez startups aceleradas por ano. Segundo o executivo, em geral, num processo como esse, no inicio umas 500 empresas se inscrevem e passam por um processo de short list, restando 50 num primeiro momento e depois 20 até chegar nas cinco finalistas.

O programa de aceleração oferecido pela Oxigênio irá investir US$ 50 mil diretamente em cada uma das empresas selecionadas e outros US$ 100 mil serão aplicados em investimentos indiretos, em forma de benefícios e recursos para os empreendedores. Entre as atividades oferecidas workshops, palestras e sessões individuais de mentoring com lideranças da Porto Seguro e profissionais renomados do mercado, no espaço próprio no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo. Em troca do apoio, a aceleradora fica com 10% do capital da star-up, sendo 5% para a Porto e 5% para a Plug and Play, localizada no Vale do Silício e que tem cerca de 20 filiais espalhadas pelo mundo.

Os empreendedores interessados têm de 22 de setembro a 25 de outubro para inscrever seus projetos no website da Oxigênio (www.oxigenioaceleradora.com.br). As inscrições são abertas a startups de todo o país, que já possuam um MVP ou seja, um produto constituído e/ou protótipo, e estejam em um estágio intermediário de desenvolvimento.

Associação Beneficente dos Funcionários da Allianz promove festa na arena e espera receber mais de mil pessoas

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Um time: Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA). Principal conquista: inclusão social e desenvolvimento pessoal de mais de seis mil crianças e adolescentes da Comunidade Santa Rita, localizada na zona Leste de São Paulo. Para comemorar essa marca e poder buscar outras vitórias, a ABA promove a festa “Campeões do Bem”, no próximo dia 2, no anfiteatro do Allianz Parque.

Além de contar com o conforto da maior arena multiuso da América Latina, os convidados curtirão a noite em um ambiente totalmente descontraído. Isso porque o clima do esporte e do entretenimento, duas forças do Allianz Parque, estarão presentes na decoração do anfiteatro. A pista será comandada pela banda Ambervision, que tem em sua playlist hits dos anos 70, 80, 90 e 2000, incluindo pop, pop rock nacional, trash, rock and roll, sertanejo e axé.

O ingresso dá direito a open bar de vodka, whisky, caipirinha, cerveja, refrigerantes, água mineral, entradas, massa e sobremesa. Haverá também sorteio de prêmios.

Toda a verba obtida com a venda de convites e cotas de patrocínio será destinada aos projetos da instituição. “Esse evento não visa apenas a arrecadação financeira, mas sim uma oportunidade de engajarmos pessoas ao nosso principal propósito, de promover o desenvolvimento de crianças e adolescentes em condição de baixa renda”, afirma Rose Oliveira, diretora da Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz – ABA.

ABA: mais de 20 anos de história

Ao longo de mais de duas décadas, a instituição atendeu mais de seis mil pessoas da comunidade Santa Rita, localizada no bairro de Cangaíba, zona leste de São Paulo.

Por atuar com a finalidade de promover oportunidade de crescimento pessoal e profissional, por meio do desenvolvimento de potencialidades e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, dois programas se destacam: Programa de Desenvolvimento Socioemocional e o de Capacitação para Adolescentes. O primeiro, direcionado para crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, objetiva o autoconhecimento, autocontrole e expressão de sentimentos de forma assertiva. Um estudo preliminar constatou que 96% das crianças que participaram do Programa demonstraram habilidades sociais positivas no relacionamento interpessoal. Já o segundo, conduzido em parceria com o Senac, teve seu atendimento triplicado no ano passado, de 30 para 90 alunos. Durante três meses e diariamente, os jovens têm aulas de técnicas administrativas, cultura do trabalho e autoconhecimento.

Recentemente, a ABA ampliou o leque de atividades oferecidas: crianças de quatro a seis anos passaram a desfrutar do Programa de Yoga, ministrado por uma educadora com habilitação profissional, e a prática de slackline tornou-se sensação em todas as faixas etárias atendidas. As aulas de ballet e xadrez permanecem na grade da Associação.

Serviço festa “Campeões do Bem”

Quando: 2 de outubro

Horário: a partir das 22h

Local: Allianz Parque // Rua Antônio Padre Tomas, 72 – portão C1

Preço: R$ 140, open bar e food

Mais informações e/ou compra de ingressos: Ana Cristina da Silva (3171-6344) e Cléia Cavalcante (3171-6278)

Segunda edição do Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana tem inscrições abertas

liberty clippingFONTE: Release

A partir de hoje estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio Sinal Livre de Mobilidade Urbana, iniciativa da Lynx Consultoria em parceria com a Liberty Seguros. O cadastro é gratuito e deve ser feito pelo site www.premiosinallivre.com.br, até 2 de novembro de 2015.

Podem se inscrever pessoas físicas e jurídicas de todo o Brasil que promovam iniciativas engajadas na questão da mobilidade, com projeto em andamento ou implementados. Todos os projetos serão avaliados por um júri que escolherá cinco finalistas, que irão para a fase de votação popular, que acontece entre os dias 7 e 17 de novembro.

Os cinco finalistas participarão da premiação, que será realizada em São Paulo, no dia 25 de novembro. Durante o evento, aberto apenas para convidados, haverá um debate com especialistas sobre os projetos finalistas e questões gerais de mobilidade urbana, além da entrega do prêmio de R$ 10 mil ao projeto vencedor.

“Um dos objetivos do Prêmio Sinal Livre é atuar como uma plataforma de disseminação e discussão do tema de mobilidade urbana”, diz Larissa Vecchi, gerente de Comunicação e Marca Institucional da Liberty Seguros. “Queremos estimular as pessoas a pensar e colocar em prática ações que representem uma mudança efetiva”, finaliza.

O prêmio é uma ação que faz parte do Projeto Sinal Livre da Liberty Seguros, uma inciativa que tem como objetivo de educar, engajar e conscientizar a população sobre a necessidade de trazer mais segurança e tranquilidade no ir e vir das pessoas.

No ano passado, foram 47 projetos inscritos. O vencedor foi o “Fairbikes – Faça estas bicicletas aparecerem”, que reforma bicicletas que a população de Curitiba não utiliza e as empresta para os estudantes que compõem a Rede de Estudantes de Intercâmbio em Curitiba – REI Curitiba.

Ações da RSA despencam após Zurich desistir de plano de aquisição

Fonte: Reuters – Por John Miller e Carolyn Cohn

A Zurich Insurance abandonou sua proposta de 5,6 bilhões de libras (8,7 bilhões de dólares) pela britânica RSA nesta segunda-feira, após prever uma perda de 200 milhões de dólares no terceiro trimestre em grande parte devido às explosões devastadoras no porto chinês de Tianjin.

Um dia antes do prazo final para a proposta sob as regras de aquisição britânicas, a Zurich disse que irá conduzir uma revisão para melhorar a performance de seu negócio geral de seguros ao invés de adquirir sua rival britânica, fazendo despencar em cerca de 20 por cento as ações da RSA.

A RSA, que está perseguindo uma estratégia de reestruturação sob a liderança do ex-chefe do Royal Bank of Scotland Stephen Hester, disse que a Zurich não encontrou nada inconveniente em suas verificações nos livros da empresa que pudesse ter frustrado o acordo.

A RSA também disse que suas operações em julho e agosto foram positivas, mas suas ações estavam sendo negociadas abaixo do valor de fechamento registrado um dia antes da Zurique informar que estava avaliando uma oferta.

Webdocumentário sobre projeto da Icatu Seguros que aborda a educação financeira de forma lúdica é divulgado pela CNseg

Fonte: Release

A missão do projeto da Icatu Seguros, que conquistou o 1º lugar na categoria “Comunicação” na quarta edição, em 2014, do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), é disseminar a importância dos produtos financeiros de proteção e planejamento para a vida dos consumidores brasileiros.
A “Plataforma do Conhecimento – Educação Financeira”, desenvolvida pelo gerente de marketing da Icatu Seguros, Rodrigo Pádova, disponibiliza conteúdo sobre educação financeira de forma simples, lúdica e atrativa por meio de games, cursos, textos, infográficos, eventos e vídeos. O projeto, retratado em um dos webdocumentários da série sobre os vencedores da 4ª edição do Prêmio, foi elaborado após a constatação, em 2012, da baixa penetração dos seguros de vida e planos de saúde no país – 5% e 3,8%, respectivamente -, tendo como desafio auxiliar a população a despertar o mais cedo possível para a importância de pensar no futuro. “A educação financeira não é uma coisa simples e fácil de ser aprendida. Então, a gente tinha o desafio de tornar esses conteúdos interessantes e divertidos para que as pessoas, ao mesmo tempo em que estavam aprendendo e se informando, pudessem se entreter com o assunto”, afirmou Rodrigo.

Destinadas à sociedade em geral, as ferramentas que a plataforma reúne incluem o jogo “Vivendo e Aprendendo”, que possibilita as pessoas a voltarem no tempo para reavaliar o efeito das suas atitudes do presente; cursos gratuitos de e-learning desenvolvidos em parceria com a FGV On Line sobre planejamento da vida financeira, organização do orçamento familiar e consumo consciente; e os simuladores “Rumo aos Cem”, que oferece a estimativa da expectativa de vida da pessoa, e “Target”, simulador de aposentadoria que calcula gastos detalhados de despesas básicas do dia a dia.

A divulgação dos webdocumentários é desenvolvida pela CNseg, desde 2014, para relembrar as grandes ideias das últimas edições do Prêmio, incentivar a indústria de seguros, colaborar para a inovação no mercado segurador e aprimorar as relações com o consumidor. No ano passado, foram produzidos e divulgados vídeos de cinco dos projetos vencedores.

Para assistir ao webdocumentário, acesse o hotsite (www.premioseguro.com.br) ou a fanpage do Prêmio (www.facebook.com/InovacaoemSeguros).

Terremoto no Chile pode ter perdas de US$ 1 bilhão, diz USGS

terremoto-chileFONTE: Kelly Lubiato, da Revista Apólice, com informações da Business Insurance

Horas depois do grande terremoto que atingiu a costa central do Chile, as primeiras estimativas de potenciais perdas econômicas foram feitas pelo US Geological Survey (USGS). Apesar das estimativas, o USGS também observou que era “muito cedo para fornecer uma projeção de perda econômica”, mas previu que havia uma chance de 52% “de perdas que entre US $ 100 milhões e US $ 1 bilhão.” A agência científica também estimou uma probabilidade de 18% de “danos econômicos superiores a US $ 1 bilhão, e uma chance de 29% de perdas econômicas inferiores a US $ 100 milhões.”

O USGS usa um modelo de simulação de computador que leva em conta a proximidade do terremoto de áreas povoadas, a profundidade do evento e normas de construção locais. De acordo com o USGS, 11 milhões de pessoas foram expostas ao terremoto na noite quarta-feira, que foi o resultado de “impulso da falha na interface entre o Nazca e placas tectônicas da América do Sul, na região central do Chile”.

Até agora, 12 pessoas foram relatados mortos como consequência do terremoto, que causou grandes danos nas cidades costeiras de Coquimbo, Tongoy, Concón e Los Vilos. O terremoto de 8,3 de magnitude de quarta-feira foi o mais forte a atingir o Chile desde aquele de 27 de fevereiro de 2010, que atingiu a escala 8,8. De acordo com o USGS “um terremoto de magnitude 8,8 é 3,2 vezes maior do que a magnitude de 8,3 em um sismograma e 5,6 vezes mais forte em termos de liberação de energia”.

O terremoto de fevereiro 2010 matou pelo menos 500 pessoas, causou perdas econômicas de US $ 30 bilhões e perdas de seguros estimadas entre US $ 4 eUS $ 7 bilhões por Swiss Re e Munich Re.

CONSEGURO: Cenário atual do Brasil fortalece o compliance nas empresas

Fonte: CNseg

O compliance é um caminho que, no início, não é fácil, mas é necessário para garantir a perenidade da empresa, setencia o consultor Wagner Giovanini, da Compliance Total, em sua palestra “Compliance A Excelência na Prática”, no Seminário de Controles Internos & Compliance, realizado em São Paulo. Segundo ele, há um avanço significativo em relação à ética e à integridade no país. Se comparados com os últimos 20 anos, a diferença é grande”, comenta. “Temos a Lava-Jato, a Lei Anticorrupção, movimentos sociais que exigem transparência e jovens interessados na questão da ética. A consciência mudou e isso empurra as empresas a amadurecerem de forma muito mais rápido”.

Em sua palestra, Giovanini abordou alguns tópicos: como criar um programa de compliance; onde alocar a área de compliance dentro da empresa; como interagir com os outros departamentos da empresa, citando as melhores práticas para implementação de canais de denúncia entre outros programas necessários para ter um compliance de ponta dentro da organização e que também envolva terceiros. Segundo ele, não existe controle blindado o suficiente. “As pessoas têm de ser convencidas a fazer a coisa certa, mesmo sem ter leis que a obriguem a isso”, afirma. “Sem isso, o mal-intencionado vai burlar a regra no dia seguinte”. E deve ser uma atitude constante, pois há uma grande rotatividade de funcionários em uma empresa.

Ele divide as pessoas em basicamente três grupos. Uma parte pequena que faz a coisa certa sempre, que “mesmo passando fome, vai devolver uma mala de dinheiro encontrada”. Outra parcela pequena daqueles que acordam pela manhã e pensam no que vão fazer para ter alguma vantagem burlando regras. E o grosso das pessoas, cerca de 80%, migram entre um e outro tipo. Se houver uma brecha para ter vantagem, aceitam. Se não, fazem a coisa certa.

“É esse último grupo de pessoas que o compliance tem de convencer a fazer a coisa certa. Aquele que nasce pensando em burlar regras deve ser identificado e demitido”, afirma. “Isso porque a empresa pode ter um compliance perfeito, mas uma única pessoa é capaz de acabar com tudo por agir com má fé “. Ele afirma que as empresas no Brasil estão começando a perceber que é melhor seguir o caminho da ética e das regras de compliance. Citou que recentemente conversou com um executivo preso na Lava Jato. Ele afirmou que não tem dinheiro que pague o sofrimento que vem enfrentando. “Quando a pessoa reflete, opta por não fazer coisas erradas.

Ele classifica as empresas brasileiras com um nível básico de compliance. “Mas estamos avançando e o cenário atual colabora para acelerar esse processo de dizer não à corrupção, mesmo que se perca clientes ou mercado. “Sempre haverá outro mercado que poderá conquistar. Vejam o caso da Natura. Investiu em compliance e hoje é reconhecida mundialmente por ser uma empresas que ganha dinheiro sendo sustentável”, citou. Mas é preciso ter coragem e também engajamento do mais alto escalão da empresa para implementar uma política de compliance que mitigue os riscos de um grupo tirar a empresa do trilho.

“O Seguro no Brasil em 2030: fortalecendo o seguro para o desenvolvimento sustentável”

adriana boscovPor Adriana Boscov, Colunista de Plurale
De São Paulo

No último dia 14 de setembro aconteceu, em São Paulo, a primeira Mesa Redonda de Seguros para o Desenvolvimento Sustentável do Brasil. Organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) e em parceria com os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) do Programa das Nac?o?es Unidas para o Meio Ambiente para Instituições Financeiras — PNUMA-FI (United Nations Environment Programme for Financial Institutions — UNEP-FI), o evento foi uma nacionalização do evento mundial “Insurance 2030 Global Roundtable” co-organizado pela UNEP FI e a Swiss Re em Maio de 2015. O evento contou com a presença de representantes do PSI, governo, setor de seguros e consultorias especializadas em sustentabilidade.

Segundo Butch Bacani, representante do PSI, “A mesa redonda foi uma discussão estratégica sobre como o Brasil pode aproveitar o potencial da influência do setor de seguros para o desenvolvimento sustentável, e desenvolver caminhos para ação, escala e impacto até 2030 — horizonte das novas metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU que serão adotadas pelos governos ainda em setembro.” Durante a abertura, os participantes viram uma mensagem gravada da Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change — UNFCCC), Christiana Figueres, que focou no papel da indústria de seguros para a transição de uma economia baseada em baixo carbono e resiliente ao clima em preparação para a Conferência das Partes a ser realizada em Paris este ano (COP 21).

A visão Seguros em 2030 é especialmente importante para o Brasil por diversos fatores relembrou Butch. O Brasil é o maior mercado de seguros da América Latina e conta com o maior número de signatários dos PSI, totalizando 9 empresas e uma instituição apoiadora. Além disso, foi o primeiro país onde a Bolsa de Valores, BM&FBovespa, incluiu os PSI em seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o mercado segurador instituiu metas concretas para atingir os 4 princípios, baseadas em uma extensa pesquisa sobre as práticas ambientais, sociais e de governança das empresas associadas a CNseg.

O foco das discussões do evento foi como a indústria de seguros pode contribuir para o desenvolvimento sustentável. A indústria tem três grandes papéis: gerenciamento de riscos (físicos) investimentos e gerenciamento de riscos financeiros (Risk carrier); e por meio desses papéis pode influenciar as decisões de alocação de recursos, além de oferecer produtos e serviços que atendam as demandas de riscos ambientais, sociais e de governança (ASG) que vem surgindo.

O setor de seguros é um dos maiores investidores no mundo e, por meio de suas políticas de investimentos, está liderando o movimento para uma mudança de economia baseada em combustíveis fósseis para uma economia baseada em energias renováveis e de baixo carbono, disse Christiana Figueres, da UNFCCC. O PSI hoje conta com 85 signatários que representam um quinto do mercado e 40 trilhões de dólares em reservas. Empresas que querem mudar o curso de seus investimentos e práticas em prol do desenvolvimento sustentável.

Como prova, várias práticas de empresas seguradoras e resseguradoras foram apresentadas, tanto do Brasil como no mundo. O que se pode notar é que em sua maioria, as iniciativas se baseiam em integração das questões ASG em suas operações, muitas vezes utilizando o modelo de parceria.

A Swiss Re foi a primeira resseguradora a criar uma Sustainability Risk Framework para gerenciamento de riscos e decisão de investimentos. A Munich Re desenvolveu uma ferramenta de subscrição de riscos ambientais, sociais e de governança para a carteira de riscos de engenharia/infraestrutura, além de um processo de integração das questões ASG em suas operações de maneira geral. O CEO da Axa se comprometeu a triplicar os investimentos “verdes” da companhia nos próximos 5 anos. Em parceria com o PSI, a Axa elaborou uma pesquisa sobre a resiliência a questões climáticas em grandes cidades de todo o mundo. Munich Re e International Finance Corporation (IFC) trabalham em Surety Bonds. A resseguradora Terra Brasis desenvolveu um mapa de eventos climáticos no Brasil.

A SulAmérica Seguros aprovou diversas políticas que tem se desdobrado na incorporação de questões ASG na matriz de riscos ERM, seleção de compras e práticas de engajamento de prestadores de serviços. A Brasilcap conta com uma linha de produtos de capitalização que investe parte do faturamento em projetos ambientais e de educação, totalizando mais de R$ 14 milhões em 2014. A Seguradora Líder DPVAT fez uma parceria com os Correios de forma a possibilitar acesso ao seguro DPVA tem todo o território nacional.

A empresa Renova é a mais nova empresa do grupo Porto Seguros e tem como foco a reciclagem e descarte correto de peças automotivas geradas de sinistros do seguro automóvel. A BB e Mapfre criou a Academia de Sustentabilidade onde são treinados corretores, prestadores e inspetores de riscos. A MongeralAegon criou a iniciativa Eu Planejo 360 em resposta aos resultados das pesquisas para entender os efeitos da longevidade no planejamento da aposentadoria.

Além das iniciativas das seguradoras e resseguradoras membros do PSI, a própria iniciativa da UNEP FI vem desenvolvendo estudos e projetos para o maior entendimento de como integrar questões ASG na operações de seguros. Algumas delas foram mencionadas no evento:

O projeto An insurance industry commitment in support of the process to develop the Post-2015 Framework for Disaster Risk Reduction do PSI da UNEP FI, que teve sua primeira etapa de pesquisas publicada em 2014, conclui que grande parte dos recursos disponíveis é utilizado somente para responder as catástrofes e não para prevenir que os riscos sejam tão severos. A segunda fase, já em curso, é desenvolver um mapa de riscos baseado em uma ferramenta desenvolvida na Austrália que seja pública e acessível a quem interessar.

A terceira fase é engajar localmente para que cada país possa construir sua própria O compromisso do setor de seguros apresentado no fórum de Sendai sobre Riscos de Desastres Climáticos em março de 2015 apresenta os principais pontos a serem trabalhados pelo setor para redução de riscos e aumento da resiliência de riscos derivados de desastres climáticos. Esse compromisso gerou uma plataforma online da PSI para que empresas possam mostrar como empresas podem apoiar a Global Framework de Riscos de Desastres. A UNEP FI vem consultando empresas do setor financeiro em um Inquiry into the design of a sustainable financial system.

Uma nova iniciativa da ONU será lançada durante a COP Paris sobre Climate Change Resilience – baseada no tripé antecipe, absorva e remodele (reshape) – onde se acredita que o papel do setor de seguros será chave para o sucesso. A ONU buscará no próximo mês compromissos das empresas signatárias.

No painel dos representantes do governo, falaram sobre o marco regulatório, Banco Central do Brasil, da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Ministério do Meio Ambiente. Nesse painel a principal discussão foi sobre o marco regulatório definido pela Lei 4327 do Bacen que traz obrigatoriedade as instituições financeiras de desenvolver uma Política de Gestão de Riscos Socioambientais. A SUSEP por sua vez, estuda uma proposta apresentada pelas empresas do setor para regulação de resíduos sólidos derivados das operações de seguros de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e tem desde 2014 trabalhado na questão de Educação Financeira para melhorar o acesso a produtos financeiros. Já o Ministério do Meio Ambiente, mencionou a importância de se criar diretrizes quanto as melhores práticas ambientais a serem incorporadas mas empresas adaptadas aos diversos setores.

Em resposta à fala sobre a necessidade de maior integração das questões ASG nas estratégias de negócios das seguradoras, Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora executiva da CNseg, disse que “Sustentabilidade é sinônimo de boas práticas, como operar da melhor maneira possível olhando para as questões ambientais, sociais e de governança (ASG). E o setor de seguros deve ser o exemplo de indústria que persegue os preceitos e princípios de Sustentabilidade, por sua própria natureza que visa o bem do segurado ao repor danos e perdas.”

Seguindo a visão de Seguros 2030, fica claro depois desta enriquecedora tarde de discussões, que o caminho é longo mas possível, e que só poderá acontecer se todos os atores se unirem em prol das melhores práticas de forma a desenvolver um setor de seguros capaz de mitigar os riscos emergentes (ASG) e atender as demandas da sociedade por uma vida mais segura.

CONSEGURO: Brasil envelhece antes de garantir suporte aos idosos

envelhecimento_global_gdFONTE: CNseg

É urgente que o Brasil implemente as reformas necessárias para reduzir as desigualdades sociais e, assim, começar a implementar um sistema previdenciário que irá sobreviver no longo prazo. Esse foi o recado dado por Richard Jackson, presidente do Global Aging Institute (GAI), em sua palestra “Envelhecimento Global e Aposentadoria em Países Emergentes”, na 7ª Conseguro.

O objetivo de Jackson com sua pesquisa é ajudar todos a pensarem um pouco sobre como as mudanças demográficas exigem uma adequação do sistema de aposentadoria nos mercados emergentes, especificamente no Brasil. “O envelhecimento global promete transformar a dimensão da ordem da família nas próximas décadas”, afirmou o executivo.
O presidente do GAI, uma organização de pesquisa e educação sem fins lucrativos, dedicada ao crescimento do entendimento da economia, da sociedade e dos desafios geopolíticos criados pela mudança demográfica, apresentou à plateia um estudo que aborda os reflexos da longevidade sobre a população dos países em desenvolvimento. Os dados apresentados evidenciam que a longevidade aumentará a vantagem do modelo previdenciário de capitalização em relação ao modelo de repartição.

“Quando os países desenvolvidos iniciaram seus processos de envelhecimento, já eram sociedades estabilizadas, com estados de bem-estar maduros”, disse. Porém, muitos dos mercados emergentes de hoje estão envelhecendo antes de terem tido tempo para implementar mecanismos públicos ou de mercado adequados para substituir as redes familiares tradicionais de suporte aos idosos.

Para os países desenvolvidos, o desafio é reduzir a crescente carga que seus generosos sistemas previdenciários impõem sobre os jovens, sem paralelamente debilitar a segurança que agora fornecem aos idosos. Para muitas economias emergentes, o desafio é precisamente o oposto: garantir certo nível de segurança para idosos, que hoje em dia não existe, sem, ao mesmo tempo, impor uma carga pesada sobre os jovens, ressaltou.

Segundo o estudo, os sistemas previdenciários de capitalização podem desfrutar da vantagem de uma crescente taxa de retorno em relação aos sistemas de repartição, lhes permitindo oferecer benefícios adequados de aposentadoria aos filiados a taxas de contribuição muito mais baixas. Afirma, ainda, que os sistemas de capitalização podem favorecer o desenvolvimento do mercado de capitais e, dependendo de como são estruturados e financiados, podem ajudar a aliviar a pressão nos orçamentos do governo e manter adequadas as taxas de poupança e investimentos.

O grande problema nas economias emergentes tem sido o trabalho informal. “Independentemente, se o sistema previdenciário é contributivo ou de capitalização, as economias emergentes com grandes setores informais precisam de uma pensão social não contributiva. O sistema de aposentadoria em países com sistemas de capitalização individual pode se fazer tão progressivo quanto se desejar”, disse.

Diferentemente do risco de mercado em sistemas de capitalização, não existe uma estratégia provada para minimizar o risco político nos sistemas de repartição. “A dúvida é se os políticos do futuro vão reduzir os benéficos oferecidos. “E esse risco aumenta conforme a sociedade envelhece”, informa. Segundo o estudo, França e Canadá terão de cortar benefícios em um terço no longo prazo para que o sistema previdenciário não entre em colapso. Na Itália o percentual chega a 49%.

Finalmente, vale reforçar que mesmo que o sistema de capitalização pode trazer benéficos aos indivíduos e para a sociedade como um todo. Isso aconteceu nos EUA nas décadas anteriores à guerra. Esta acontecendo na América Latina com o sistema de Previdência Complementar. “Sabemos que, na medida que elas envelhecem, os investimento na economia vão cair”, diz.

No estudo, também foram avaliados alguns desafios de contas individuais sustentáveis. “Uma coisa é dizer que capitalização tem vantagens com relação à repartição. Outra é dizer que qualquer sistema de capitalização vai trazer bons benefícios”, pondera. Conforme a população envelhece, o Brasil irá precisar fazer reduções profundas na generosidade dos benefícios das pensões públicas de repartição para preencher a brecha resultante da renda da aposentadoria com a expansão da provisão de pensões de capitalização. Ao mesmo tempo, o Brasil deverá expandir o alcance dos sistemas de aposentadorias contributivos. Assim, como todos os mercados emergentes em processo de envelhecimento, o Brasil também ira precisar aumentar as idades de aposentadoria e estender a vida laboral, na avaliação do especialista. “Não há país com tantos benefícios como no Brasil”, afirma o consultor.

Resumindo, o sistema de previdência deve estar balanceado entre o governo e a iniciativa privada. Recentemente, o governo brasileiro fez uma reforma na Previdência Social mas não resolveu as questões colocadas por Richard. “O ideal seria ter um sistema bem balanceado cobrindo as necessidade básicas, um pilar com contribuição obrigatória para as empresas e a poupança privada, individual e facultativa para complementar os dois primeiros pilares”, concluiu a debatedora do painel, Celina Silva, superintendente técnica e atuarial da Brasilprev.