SulAmérica comemora 120 anos com saúde e vitalidade

Proporcionar a melhor experiência de marca para o cliente, o corretor e demais públicos está no centro da estratégia de negócios

gabriel portellaGabriel Portella, CEO da SulAmérica, começou o encontro com jornalistas afirmando que o grupo tem motivos de sobra para comemorar. O primeiro deles, claro, é o aniversário. Dia 5 de dezembro a SulAmérica completa 120 anos. Uma história de muitas parcerias, como Bradesco, Banco do Brasil, ING, Aetna, AXA entre outras. A mais recente é com a Healthways, com renomados programas voltados para a qualidade de saúde das pessoas, e outra uma associação com uma das maiores gestoras de ativos do mundo, a Franklin Templeton.

Em números, a seguradora chega aos 120 anos exibindo saúde. O lucro líquido cresceu 69% de janeiro a setembro deste ano, para R$ 429 milhões. Os ativos totais totalizaram R$ 120 bilhões. O patrimônio liquido chegou a R$ 4,4 bilhões até setembro. Em previdência, as reservas chegaram a R$ 5,1 bilhões, e em gestão de ativos, a área mais jovem dentro do grupo, com 20 anos, conta com R$ 29 bilhões administrados. As units se valorizaram 352% desde o lançamento, em 2007, até hoje. O grupo conta com 5 mil colaboradores, 30 mil corretores e 7 milhões de clientes.

E o presidente do conselho e um dos herdeiros, Patrick Larragoiti, que completa 56 anos no dia 6 de dezembro, também transpira boa forma. Vai trabalhar de bicicleta, agora que a nova sede do grupo acaba de mudar para a Rua Pinheiros, bem próximo do Largo da Batata, um local que foi totalmente revitalizado, assim como aconteceu com a matriz no Rio de Janeiro, no bairro Cidade Nova. Além do novo prédio em São Paulo estar em uma região bem servida de ciclovias, está ao lado do metrô Faria Lima para atender aqueles que ainda não aderiram a bicicletas. “Nossos funcionários nos agradecem pela nova casa, principalmente por poderem vir para o trabalho de metro”, conta o presidente. A inauguração na sede será no próximo dia 7 e contará com a presença do governador e do prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad.

Para manter o grupo saudável para o bicentenário, a filosofia é priorizar a rentabilidade mesmo que tenha de perder market share. “O foco é manter a rentabilidade para termos capital para investir em inovação, qualidade e atendimento”, afirmou Portella. Isso afeta diretamente a carteira de automóvel, conhecida como o produto montanha russa do setor, por ser a forma mais fácil de uma seguradora captar recursos, uma vez que esse é o seguro mais vendido em patrimoniais. “Temos a decisão de não entrar em guerra de mercado e temos mantido a nossa rentabilidade”, informou .

Segundo ele, o grupo procurar regiões novas, com menor concorrência e expostas a menor risco de roubo e colisão. “Temos 43 novas regiões, onde o grupo conquistou uma participação significativa e registra agora bons resultados, com expansão de 9,3% da frota segurada”. Os prêmios registraram alta de 16,5% nos primeiros nove meses, frente a 3,9% do setor. No comparativo com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 23,8%. A carteira de automóvel representa 20,4% da receita da companhia, ante 18,1% em igual período do ano anterior, com 1,8 milhão de itens segurados.

Em riscos patrimoniais, o grupo também destaca o crescimento na venda de seguros para pequenas e médias empresas segmentados por ramos de atuação, com escritórios, restaurantes, hotéis, padarias entre outras nichos. “A abordagem ao cliente com coberturas focadas no negócio dele ajudou tanto nós a entender mais o risco e ter preços mais acessíveis , com tornou o seguro mais claro e interessante para o empreendedor”, afirmou Matias Ávila, vice-presidente comercial da SulAmérica, que coordena nove diretorias, 89 unidades de negócios, 640 funcionários.

Em saúde, a companhia colhe os benefícios de investir em prevenção da saúde, em atendimento e na política de privilegiar a rentabilidade mesmo que perca participação. Até setembro, o segmento de saúde e odontológico, as vendas cresceram 15,4%, totalizando R$ 2,9 bilhões, com destaque para os planos coletivos, que tiveram alta de 17,2%. Segundo o vice-presidente do segmento, Maurício Lopes, o destaque continua sendo o desempenho das carteiras de PME e planos odontológicos, com crescimento de 22,9% e 25,5%, respectivamente.

Mas o grande orgulho de Lopes vem do resultado da parceria com a Americana Healthways, dedicada a gestão de saúde. “A idéia é promover qualidade de vida aos nossos segurados identificando o que eles precisam para ter mais saúde a partir do histórico de atendimento”, comentou. Já são mais de 10 mil beneficiários cadastrados com doenças crônicas e que recebem um atendimento especializado de nossa equipe, seja por contato telefônico ou pessoal, desde dieta até acompanhamento de medicações”, conta. “Alguns elogiam e outros pedem para não ligarmos mais. O importante é que estamos tendo um excelente resultado em estimular essas pessoas a melhorar seus hábitos e levar uma vida mais saudável”, diz.

Sem poder falar em perspectivas, Portela finalizou o discurso comentando que espera ainda para este ano a aprovação da venda das duas carteiras, de grande risco para a francesa AXA e de habitacional para a Pan Seguros, já anunciadas no decorrer do ano. “Está tudo certo para termos o okay neste ano. Vamos aguardar. E como podem ver, estamos prontos para 2016. E acreditamos que será um ano desafiador para todos nós”, finalizou o presidente da SulAmérica.

Trabuco fala sobre sucessão, venda de grandes riscos e Bumlai ter sido sorteado em capitalização

Matéria da Reuters, com reportagem de Aloisio Alves, informou que Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, afirmou em reunião Apimec, realizada em São Paulo, que o conglomerado deve definir até o início do ano que vem a venda da carteira de grandes riscos para um grupo internacional, no qual deverá permanecer como acionista minoritário. Também até março próximo a sucessão do presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi, que morreu na queda de um avião, mais cedo este mês. Rossi era um dos cotados para suceder Trabuco, que deve deixar a presidência-executiva do Bradesco em março de 2017.

Também explicou que não houve irregularidade do Bradesco no caso em que José Carlos Bumlai, empresário preso pela Operação Lava Jato, ganhou 2 milhões de reais num sorteio de título de capitalização do banco feito. O prêmio consta no relatório fornecido por bancos ao órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda.

Com alta da sinistralidade, mercado de D&O está mais criterioso

Fonte: Escola Nacional de Seguros

A sinistralidade do seguro D&O registrou grande aumento no último ano. “Em algumas seguradoras, ela passou de 200% no terceiro trimestre de 2015. Coincidentemente ou não, foi quando aconteceu um grande número de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, inclusive a Operação Lava Jato”, declarou o economista Gustavo Galrão, superintendente de Linhas Financeiras e RC Civil da Argo Seguros Brasil.

Galrão coordenou o seminário Seguro D&O – Análise Detalhada dos Produtos Oferecidos no Mercado e Discussão dos Aspectos Legais e Processuais dos Casos Recentes no Brasil, que aconteceu ontem, dia 24, no Rio de Janeiro (RJ). “Este é um período que o mercado chama de “hard market”, no qual as seguradoras estão mais receosas e, por isso, limitando ou excluindo coberturas”, afirmou o executivo.

Outro efeito desse novo cenário é a alteração do limite de valor da cobertura disponível, segundo a advogada Juliana Casiradzi, gerente técnica de Seguros da Marsh Corretora de Seguros e uma das debatedoras do evento. “A situação se inverteu, porque, agora, o cliente quer contratar um limite maior e a seguradora quer reduzir. Antes, ela oferecia mais e não queria nem mesmo dividir o risco com outras companhias”.

Mas não são apenas as ações anticorrupção que estão afetando o mercado de seguro D&O. Recentemente, a Susep enviou às seguradoras ofício vedando a comercialização de cobertura de danos ambientais embutida no produto. “Isso tem causado muitos questionamentos na renovação do seguro, principalmente após a catástrofe ambiental deflagrada em Mariana”, relatou Mauricio Bandeira, gerente de Financial Lines da Aon Risk Solutions.

“Acredito que a decisão do órgão regulador tenha sido no sentido de fomentar o seguro ambiental ou alocar o prêmio na carteira correta. Mas algumas seguradoras que não oferecem esse produto hoje ficam em desvantagem, ou seja, vão ter que correr para conseguir aprovar e oferecer o seguro ambiental como uma cobertura secundária”, explicou Bandeira, para quem o acidente na cidade mineira irá conscientizar o mercado sobre a importância do produto.

Ainda de acordo com o executivo da Aon Risk Solutions, o mesmo aconteceu no início da crise financeira mundial. “Entre 2007 e 2010, o setor de D&O cresceu quase 50%. Houve uma mudança na percepção de diretores e administradores, que antes não se preocupavam tanto com a possibilidade de serem responsabilizados por alguma decisão. A crise financeira acabou mudando a consciência do mercado”, finalizou.

Também participaram do evento os advogados Álvaro Igrejas, diretor de Riscos Corporativos da Willis Corretora de Seguros, Dinir Rocha, sócio do escritório DR&A Advogados, Cassio Gama, sócio do escritório Mattos Filho Advogados, e Dennys Zimmermann, sócio do escritório TMLaw. As apresentações podem ser baixadas no www.funenseg.org.br/download.

Yasuda Marítima investe na conquista dos sucessores de corretoras

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A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo -, recebeu nos dias 25 e 26 de Novembro, em sua sede na cidade de São Paulo, cerca de 20 executivos de todas as regiões do país, os sucessores que devem assumir a frente nos negócios de corretoras da família, as quais são parceiras de longa data. Com o objetivo de debater tendências, apresentar novidades, o funcionamento e a equipe de diversos departamentos que sempre mantém contato com os parceiros corretores, a companhia estabeleceu um formato diferente para o encontro.

Os setores foram transformados em “países”, com decoração e até bandeiras próprias. Logo após uma recepção e workshop, os jovens executivos acompanhados dos diretores Alberto Muller da Silva (Regional Sul), Eduardo David Garcia (Corporativo) , Fernando Grossi (Regional Rio de Janeiro / Norte / Nordeste), Marcelo Braz (Regional Minas / Centro Oeste) e Wilson Matos de Lima (São Paulo) – receberam passaportes personalizados e começaram uma “viagem” pelo Mundo Yasuda Marítima.

A cada “país” (RE, RE Corporativo, RE Massificados, Automóvel, Vida, Transportes e Sinistro), os visitantes carimbaram seus passaportes e conheceram um pouco mais do dia a dia da “localidade” (quantidade de “habitantes”, funcionamento, hábitos locais etc). Os visitantes também puderam conhecer os diretores e técnicos responsáveis por cada “país” e setores como precificação, regulação, controle e prevenção de perdas etc.

Felipe Pacheco veio de Goiânia (GO) representar a corretora Gpax Seguros. Formado em jornalismo, não pensava em entrar para o ramo de Seguros até que em 2013 resolveu aceitar o convite do pai, que administra a corretora, e entrar para os negócios da família. “Nunca tinha visto um evento com este enfoque. Considero a ideia bastante inovadora”, afirma. Formada em Direito, Mariana Machado, da corretora Parmaseg, de Curitiba (PR), também veio de uma família envolvida na área de seguros. “Esse encontro é excelente para a interação com corretores de outras partes do país, algo muito importante para os nossos negócios”, explica.

Para Wilson Lima, diretor Comercial na região de São Paulo, o evento é uma iniciativa para conhecer melhor o futuro do mercado de seguros. “A maioria dos participantes são profissionais jovens que chegam aqui e nos dão sugestões novas. Eles têm uma visão diferenciada muito valiosa para a companhia”, afirma. Marcelo Braz, diretor Comercial na regional Minas e Centro-Oeste, acredita que o encontro, sobretudo, fortalece a instituição seguro. “Aqui a gente debate um futuro melhor para o mercado, vê novas possibilidades, e sempre pensando no que pode contribuir com o desenvolvimento do mercado”, destaca.

Além desse primeiro encontro com sucessores, a Yasuda Marítima realizou no último mês o evento “Café com o Corretor”, que proporcionou um bate-papo com profissionais de algumas corretoras. Durante todo o ano a companhia também possui o programa “Portas Abertas” que recebe corretores que queiram visitar a empresa. “Esse evento com os sucessores é mais uma oportunidade para obtermos um feedback sobre nossa atuação, sobre a integração, produtos e serviços, além de sabermos um pouco mais das demandas desses corretores. Somos uma empresa que quer crescer de fora para dentro, ou seja, é ouvindo nossos parceiros que vamos nos aprimorar”, finaliza Mário Jorge Pereira, diretor executivo Comercial da Yasuda Marítima.

Brasilprev comemora crescimento de 36,7% em ativos e liderança do setor

Terra Lima: agora queremos ser líder na América Latina
Terra Lima: agora queremos ser líder na América Latina
Terra Lima: agora queremos ser líder na América Latina

O presidente da Brasilprev ria à toa hoje em encontro de final de ano com jornalistas. “36.7%. Esse é o crescimento dos nossos ativos sob gestão comparando setembro de 2015 com o mesmo mês do ano anterior. Estamos quase chegando a R$ 130 bilhões em administração de recursos de VGBL e PGBL. É um número significativo dentro de um ano marcado por tantos desafios como tem sido 2015”, disse Miguel Cícero Terra Lima, presidente da empresa de previdência privada aberta, que tem como sócios principais o Banco do Brasil e a americana Principal.

O setor realmente apresenta números surpreendentes. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a captação de planos de previdência bateu o recorde entre janeiro e setembro deste ano, com R$ 26,1 bilhões, alta de 45,8% comparado ao mesmo período do ano passado. Terra Lima credita o avanço da captação de recursos a um sentimento de insegurança das pessoas que estão empregadas. “Enquanto as que estão sem emprego precisam de recursos e sacam suas poupanças, as que têm emprego postergam gastos como viagens ou troca de carro, o que beneficia a poupança previdenciária”, disse ele.

O que embala os sonhos do executivo é ele vender um produto que está na lista de prioridades dos brasileiros, que precisam urgentemente formar poupança para garantir uma aposentaria digna. “Tínhamos dois sonhos. Um era ser líder em valores de arrecadação de contribuições de planos de previdência no Brasil. Conseguimos isso no dia 24 de maio de 2015 quando passamos nosso concorrente que deteve a liderança por anos”, diz ele com orgulho, ao se referir a Bradesco Vida e Previdência.

“O outro sonho é tornar a Brasilprev líder no ranking da América Latina”, afirmou ele, se referindo ao ranking produzido pela Fundación Mapfre e que traz a Bradesco na liderança de vida e previdência em 2014. Apesar de a Brasilprev ter 1,8 milhão de clientes e o BB mais de 60 milhões, ou seja, um espaço enorme para vender planos de previdência, se manter na liderança é um desafio e tanto, uma vez que a diferença entre Brasilprev e Bradesco Previdência será reduzida quando o Banco Central aprovar a compra do HSBC pelo Bradesco. Mas sem dúvida coloca uma pitada a mais na concorrência entre os dois bancos neste segmento.

O ranking de captação líquida já era do grupo desde 2008. De acordo com o sistema Quantum Axis, que apura dados de fundos de investimento existentes no País, a empresa é líder do segmento em captação líquida, com R$ 18,3 bilhões em outubro de 2015, face aos R$ 15,9 bilhões no mesmo mês de 2014, o que representa um crescimento de 15,1%. “Com isso, detém 55,2% de participação de mercado neste indicador no acumulado do ano e mantém-se na liderança, posição que atingiu pela primeira vez em 2008”, afirmou.

Além do difícil cenário de recessão ameaçar o crescimento da poupança previdenciária, o risco de aplicar recursos ficou mais evidente com os problemas enfrentados pelo banco BTG Pactual, com a prisão do presidente e controlador André Esteves na semana passada. Apesar de já ter renunciado aos cargos que tinha no grupo, as denúncias envolvendo o executivo que estava entre os mais ricos e influentes do país geraram perdas significativas. Hoje é o quarto pregão consecutivo de baixa nos papéis do BTG, acumulando mais de 35% de perda. A exposição da Brasilprev no BTG Pactual é inferior a 0,5%, informou Altair Cesar de Jesus, superintendente de investimentos da Brasilprev.

Terra Lima vê 2016 com bons olhos, apesar das turbulências no cenário do Brasil. As oportunidades para manter o crescimento, segundo o executivo, esta no fato de o Brasil estar envelhecendo e 23% da população ter mais de 65 anos em 2050. Entre os desafios, ele cita incentivar ações e discussões sobre educação financeira e cultura previdenciária e destacar a importância do segmento empresarial para o crescimento da previdência privada no pais. “É de suma importância que tenhamos incentivos para atrair as empresas para a previdência privada, principalmente as pequenas e médias”, destacou.

Um dos grandes avanços do ano citado por Terra Lima foi a resolução 4.444, que muda as regras para a aplicação dos recursos das entidades de previdência privada, seguradoras e resseguradoras. As novas regras entram em vigor em 180 dias. Ou seja, em maio de 2016 as empresas de previdência poderão oferecer aos participantes fundos mais diversificados pois poderão aplicar em novas classes de ativos. Entre as novidades será possível investir até 10% do patrimônio em ativos no exterior, ou até 70% em renda variável, em vez dos 49% permitidos atualmente. Os fundos abertos também tem permissão para aplicação em ETFs (carteiras que replicam índices e têm cotas negociadas em bolsa) e em fundos imobiliários, além de Certificados de Operações Estruturadas (COE). Sem falar que após a regulamentação as empresas terão incentivos para o investimento em infraestrutura, como o limite de 5% dos recursos, ressaltou Terra Lima. “São investimentos de longo prazo que podem melhorar a rentabilidade das carteiras”, comentou.

Apesar de comemorar a maior flexibilização dos investimentos, Terra Lima concorda que é preciso avançar nos investimentos em educação financeira para que os clientes entendam claramente que estão aplicando em um ativo de risco, como ações, debentures de infraestrutura e ativos no exterior, bem como se conscientizem de que aplicar em renda fixa não significa que o rendimento será sempre positivo. Caso o Brasil perca o grau de investimento diante da piora do quadro politico e econômico, há uma grande chance de boa parte dos ativos em renda fixa apresentar variação negativa com a marcação a mercado. “Já tivemos um teste no passado para explicar isso aos clientes. Se ocorrer novamente, será mais fácil e com a taxa de juros agora mais elevada, em quase 15%, o impacto sera menor do que naquela época em que a Selic estava 7%”, comentou Jesus.

Despesas assistenciais continuam a crescer acima das receitas do mercado de Saúde Suplementar

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As receitas de contraprestações do mercado de Saúde Suplementar – única fonte de recursos do segmento, proveniente das mensalidades pagas por beneficiários e empresas empregadoras – aumentaram 12,8% nos 12 meses terminados em setembro de 2015, em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. Já as despesas assistenciais (que englobam gastos com consultas, exames, internações, terapias e outros) cresceram 14,9%, no mesmo período analisado. A análise é da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), com base nas demonstrações contábeis que as operadoras de saúde enviam regularmente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Observa-se significativa redução no ritmo de crescimento dessas taxas, entretanto a desaceleração foi mais forte nas receitas de contraprestações (5,0 pontos percentuais) do que nas despesas assistenciais (2,1 pontos percentuais), o que agrava a situação financeira do setor. Essa redução no ritmo de expansão das taxas reflete a retração no número de beneficiários de planos médicos, de 0,3%, no período. Esses resultados decorrem, dentre outros fatores, da piora do cenário econômico e do mercado de trabalho formal nos últimos meses.

Elaboração FenaSaúde.

Despesas totais da Saúde Suplementar aumentaram 13,8% entre setembro de 2015 e setembro de 2014,
e acima das receitas de contraprestações, que cresceram 12,8%

As despesas totais do setor de Saúde Suplementar – soma dos gastos assistenciais e administrativos – alcançaram R$ 143,6 bilhões e cresceram 13,8% nos 12 meses terminados em setembro de 2015, na comparação com o mesmo período encerrado em setembro de 2014. Neste mesmo período, as receitas de contraprestações somaram R$ 143,2 bilhões, um aumento de 12,8% na mesma base comparação. Dessa forma, o resultado operacional do setor foi negativo, de R$ 0,4 bilhão nos 12 meses terminados em setembro de 2015.

Alta das despesas assistenciais, de 14,9% ao ano, eleva a sinistralidade a 82,7%

A expansão das despesas assistenciais do setor de Saúde Suplementar – que totalizaram R$ 118,3 bilhões nos 12 meses terminados em setembro de 2015, ante o mesmo período findo em setembro de 2014 – elevou a sinistralidade do mercado de Saúde Suplementar para 82,7%. Considerando apenas as operadoras do segmento médico-hospitalar (medicina de grupo, cooperativa médica, seguradora especializada em saúde, filantropia e autogestão), a sinistralidade foi de 84,4%.

Provisões técnicas atingiram R$ 29,8 bilhões em setembro

O mercado de Saúde Suplementar constituiu mais de R$ 29,8 bilhões em provisões técnicas – posição até setembro de 2015. Esse montante corresponde a 20,8% das receitas acumuladas em 12 meses, período até setembro de 2015. As provisões técnicas são o lastro financeiro que formam as garantias para os riscos assumidos pelas operadoras com beneficiários de seguros e planos, e com os prestadores de serviços.

Yasuda Marítima entra no mercado de seguro viagem por meio de parceria com Travel Ace

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Yasuda Marítima e Travel Ace Assistance acabam de firmar uma parceria que marca a entrada da seguradora no mercado de seguro viagem. A decisão visa contribuir para o incremento da oferta pela empresa de assistência, que atende mais de três milhões de clientes/ano no Brasil. A Yasuda Marítima é uma empresa do Grupo Sompo Holdings, uma maiores seguradoras do mundo, enquanto a Travel Ace Assistance é líder na América Latina em assistência ao viajante.

A partir de agora, a Yasuda Marítima passa a ser a responsável pelo seguro viagem que integra todos os produtos da Travel Ace. Isso inclui viagens nacionais ou internacionais (aéreas, marítimas e rodoviárias), os segmentos de turismo de lazer, estudos e negócios. Os novos produtos já incluem as coberturas com despesas médicas, hospitalares e odontológicas na contratação do Seguro Viagem para o exterior, o que atende à Resolução Normativa 315, medida da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que entra em vigor em março de 2016.

A contratação do serviço garante ressarcimento de despesas farmacêuticas, coberturas nos casos de invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem; passagem aérea ida e volta para um familiar acompanhar o viajante em caso de acidente, traslado de menor de idade, ressarcimento por gastos em caso de atraso de bagagem, indenização à família em caso de morte acidental durante a viagem, traslado do corpo e de profissional médico. Também podem ser contratadas coberturas por cancelamento ou interrupção de viagem, perda ou roubo de cartão de crédito, seguro contra perda ou dano de bagagem, incluindo aquela considerada especial (instrumentos musicais, pranchas de surf, tacos de golfe, bicicleta, equipamentos esportivos e carrinhos de bebê), entre outros.

Seguro Viagem

O mercado de seguro viagem cresce ano a ano no país. Segundo dados da SUSEP, entre janeiro e setembro de 2015, modalidade movimentou mais de R$ 157,7 milhões, cerca de 52% a mais do que os R$ R$ 103,8 milhões observados no mesmo período de 2014. Só em São Paulo, estado responsável por 73% do total contratado, o aumento no período foi de 50% e atingiu R$ 115,1 milhões; seguido do Rio Grande do Sul (4% ou R$ 9,6 milhões; Rio de Janeiro (38% ou R$ 9 milhões e Paraná, (248% ou R$ 6,5 milhões.

A região com o maior índice de crescimento percentual no valor de contratações de Seguro Viagem entre janeiro e setembro de 2015 frente ao mesmo período do ano passado foi a Região Nordeste, com 161% (R$ 9,6 milhões); seguida da Região Sudeste, com 49% (R$ 127,8 milhões); Sul, com 46% (R$ 17,4 milhões); Distrito Federal, com 36% (R$ 1,2 milhão); Centro Oeste, com 33% (R$ 1 milhão) e Norte, com 28% (R$ 612,7 mil).

O maior índice de crescimento no valor de contratações de seguro viagem entre janeiro e setembro de 2015 frente ao mesmo período do ano passado foi da Região Nordeste, com 161% ou R$ 9,6 milhões; seguida da Região Sudeste, (49% ou R$ 127,8 milhões); Sul (46% ou R$ 17,4 milhões); Distrito Federal, (36% ou R$ 1,2 milhão); Centro Oeste, (33% ou R$ 1 milhão) e Norte (28% ou R$ 612,7 mil).

Tokio Marine participa da Black Friday

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A Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos do mercado de seguros no mundo, tem uma grande novidade para quem deseja adquirir seguros. A empresa participa pela primeira vez da Black Friday, na próxima sexta-feira, dia 27, concedendo descontos de até 20% na cotação dos Seguros PME Vida em Grupo, AP Coletivo, AP Escolar e AP Passageiro. Já nos produtos Tokio Marine Auto e Auto Clássico, o desconto será de até 15% em centenas de modelos de veículos para novos segurados e renovação de congêneres.

Para ter acesso à oferta, o Corretor que trabalha com os seguros de Vida da Tokio Marine precisa apenas acessar o Portal Nosso Corretor e fazer a cotação. O desconto de até 20% será concedido pelo Gerente Comercial de Vida.

O desconto do seguro de automóvel será feito pela funcionalidade “Super Oferta”, mecanismo de incentivo a vendas do Cotador Tokio Auto (CTA), que aplica o abatimento diretamente na cotação e em tempo real. O CTA está disponível no Portal Nosso Corretor e pode ser acessado também em smartphones e tablets. Estas cotações têm validade de sete dias. Assim, os Corretores podem antecipar as vendas e fazer muito mais negócios no dia da megaliquidação.

“A Black Friday é o maior evento de descontos do comércio varejista dos Estados Unidos, desde a década de 1960, e já se tornou tradição também no Brasil. Estamos atentos ao comportamento dos consumidores nacionais e vamos oferecer oportunidades para que iniciem a temporada de compras de final de ano com vantagens reais”, afirma o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman.

SulAmérica integra, pelo sétimo ano consecutivo, o ISE da BM&FBovespa

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A SulAmérica informa que integra novamente o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa. É a sétima vez consecutiva que a empresa se destaca no ISE, que avalia as práticas de gestão das companhias de capital aberto. Entre os critérios da seleção, são considerados a eficiência econômica, o equilíbrio ambiental, a justiça social e a governança corporativa das empresas.

A mais recente carteira do ISE foi anunciada nesta quinta-feira, 26 de novembro, e vigorará de 4 de janeiro de 2016 a 29 de dezembro de 2016. Reúne 40 ações de 35 companhias, que representam 16 setores e somam R$ 960,52 bilhões em valor de mercado, o equivalente a 44,75% do total do valor das companhias com ações negociadas na Bolsa de Valores, com base no fechamento de 24 de novembro de 2015.

“Estamos bastante felizes e orgulhosos pelo reconhecimento. A SulAmérica tem o compromisso de adotar as melhores práticas de sustentabilidade em suas ações. Entre elas, destacamos o investimento em gerenciamento e políticas para questões relacionadas ao meio ambiente e gestão dos recursos”, afirma Tomas Carmona, superintendente de Sustentabilidade da companhia.

As novas instalações da SulAmérica são exemplos do envolvimento da empresa com a sustentabilidade. No bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi construída uma moderna estrutura aliada ao conceito de construção verde e um ambiente de alta integração e cooperação. O empreendimento segue padrões internacionais do Green Building Council. O novo edifício atende a requisitos como sustentabilidade do espaço, racionalização do uso da água, eficiência energética, qualidade ambiental interna e de materiais utilizados na obra, assim como a matriz da companhia no Rio de Janeiro.

Gestão transparente
A nova carteira do ISE registrou um aumento da transparência por parte das companhias. A porcentagem de empresas que autorizaram a abertura das respostas do questionário saltou de 85% para 94%. Em 2015, 33 de 35 empresas autorizaram e no ano passado, 34 de 40. Assim como nas últimas edições, a SulAmérica está entre as que permitiram a publicação das respostas no site do índice: www.isebvmf.com.br.

Sobre o ISE
Lançado em 2005, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) busca criar um ambiente de investimento compatível com as demandas de desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações. Foi originalmente financiado pela International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, e seu desenho metodológico é responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).

Sobre boatos da troca de comando na Susep

sustentabilidasdeTodos parecem cansados da forma como a política é feita no Brasil. Até a morte é usada como moeda de troca. Há tempos temos boatos de que Roberto Westenberg, titular da Superintendência de Seguros Gerais (Susep), pode ser tirado do cargo. Ele diz desconhecer a mais recente tentativa e fofocas, que tem invadido as redações de jornais, revistas e portais. Mas tem consciência de que se trata de um cargo político, porém blindado recentemente a técnicos. A própria presidente Dilma chegou a declarar que quer técnicos.

Obviamente que divulgar nota negando não estanca o que há meses se comenta no meio político. É público que o PTB tem a expectativa de voltar a ocupar o comando da Susep e da Casa da Moeda, mas o ministro Joaquim Levy resiste. E resiste por que? Por que o cara é técnico, faz o seu trabalho mesmo com todas as limitações que tem, como recursos financeiros, tecnológicos e de pessoas.

O assédio ao cargo da autarquia que regula o mercado segurador brasileiro, com vendas de R$ 200 bilhões em 2014 e que deve crescer 10% neste ano, voltou com a morte de Marco Antonio Rossi, em 10 de novembro. Rossi, como presidente do maior grupo segurador e também da CNseg, tinha grande poder de influência nas decisões. Técnicas e políticas. No setor, no governo, na Bradesco. A pressão dos políticos de plantão é testar para saber se o mercado segurador já tem um homem forte para substituir Rossi e blindar o setor de aventureiros ou pessoas que não sejam técnicas.

Eu diria que mesmo com a popularidade em baixa, a presidente Dilma tem olhado com bons olhos para o mercado segurador. O ministro Joaquim Levy, mesmo com tanta pressão e boatos de que está de saída, busca sedimentar o caminho para que investidores, dentro e fora do país, se animem para tirar projetos de infra-estrutura do papel e impulsionar o crescimento do país. Por essas e outras, acredito que o trabalho feito por Rossi à frente do setor, tornando-se o principal porta voz da história da indústria de seguros por suas atitudes nos pelos menos 10 últimos anos, o setor, se não tem alguém que assuste gente interesseira e oportunista, tem muitos técnicos de plantão e receptividade no planalto.

Obviamente não é um trabalho fácil lidar com políticos e empresários do calibre daqueles envolvidos na Lava Jato e que foram presos com denúncias como a gravação divulgada ontem e que culminou na prisão do senador Delcídio Amaral, inédita na história do país, e do banqueiro André Esteves, um dos homens mais rico do país. Mas é válido lutar pelo que acreditam e ver o mercado crescer mesmo com o descompasso da economia. Além de crescer, as empresas do setor vendem proteção. Paga indenizações de vidas perdidas brutalmente em assassinatos, dívidas de pessoas que pegaram empréstimos para comprar a casa própria e agora estão desempregadas e também permite que milhões de pessoas sejam atendidas em hospitais por administrar planos de saúde mesmo com todo o nó que está a legislação de saúde suplementar.

Roberto Westenberger assumiu o comando do órgão regulador do mercado segurador em fevereiro de 2014. Formado em ciências atuariais, pela UFRJ, e em engenharia elétrica, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), Westenberger é mestre em estatística aplicada, pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Especialista em gestão de riscos, ele também é Ph.D. pela City University, de Londres. Ele assumiu a Susep no lugar de Luciano Portal Santanna, que ficou no comando da autarquia por dois anos e meio e também era ligado ao PTB.Tem feito um trabalho respeitado dentro e fora do Brasil.

Um dos nomes cotados para para assumir o comando da Susep, segundo fontes que pediram anonimato, é de Igor Barenboim, Secretário-Adjunto de Política Microeconômicas do Ministério da Fazenda. É bacharel em economia pela Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), mestre e Ph.D. em economia pela Universidade de Harvard. Foi membro da equipe fundadora da Gávea Investimentos. Em 2002, foi interno, pela Organização das Nações Unidas (ONU), na Comissão Econômica para a América Latina (Washington D.C.).

Ambos são qualificados. Mas a pergunta que fica é: por que mudar? Quem ganha e quem perde o que?

Importante pensar a respeito. Importante se comprometer em construir um país melhor. Importante lutar por algo que acreditem. Afinal, Deus está vendo tudo. E no final de tudo será só entre Ele e nós. Pensem nisso.