Lucro do mercado segurador chinês avança 95% até setembro

O lucro do mercado segurador da China cresceu anualmente 95%, chegando a 244 bilhões de yuanes (US$ 38,4 bilhões) de janeiro a setembro de 2015, segundo dados divulgados pela Comissão Reguladora de Seguros da China (CRSC), informa o portal Xinhua.

O faturamento das companhias registrou alta de 19,5%, para 1,9 trilhão de yuanes durante o período, enquanto os ativos totais da indústria totalizaram em 11,6 trilhões de yuanes, uma alta de 14% em relação ao nível no início do ano, segundo a CRSC. Os seguros de vida registraram crescimento de 21,3%, o maior de toda a indústria.

As seguradoras estrangeiras registraram performance destacada, com receitas de prêmios avançando 27,3%, para 85,8 bilhões de yuans, o que representa 4,5% do mercado de seguros da China, um avanço de 0,27 ponto percentual.

Agenda: III Congresso Latino Americano de Seguros de Transportes & Cascos acontece de 16 a 19 de novembro

munich re congressoO III Congresso Latino Americano de Seguros de Transportes e Cascos, realizado pela ALSUM (Associação Latino Americana de Subscritores Marítimos) e o CIST (Clube Internacional de Seguros de Transportes) acontecerá de 16 a 19 de Novembro de 2015 no Hotel Tívoli Mofarrej, em São Paulo.

Patrocinado pela Munich Re, Lloyd’s, Swiss Re e Starr, o evento é considerado o maior e mais importante evento de marine para o mercado de seguros na região. O encontro visa permitir a troca de experiências entre profissionais de diversos países que atuam na mesma área e é uma oportunidade única à comunidade de marine.

Nesta edição, o tema é “A Oportunidade de Seguro Marítimo no Ambiente Latino-Americano” e é direcionado não só aos subscritores de marine na América Latina, mas também a todos os corretores de seguros, reguladores de sinistros, gerenciadores de riscos, advogados, operadores logísticos e demais profissionais interessados no negócio de seguros de transportes e cascos.

A ALSUM é uma fundação sem fins lucrativos, concebida e capitalizada por empresas seguradoras e resseguradoras com presença na América Latina e conta com o apoio do CIST e outras associações como IUMI, FIDES, FASECOLDA, APADEA e AMIS. A Organização é dedicada a fornecer cursos de capacitação, exames de certificação e, principalmente, promover a troca de informações entre os subscritores de seguro marítimo na América Latina e busca reunir os pilares fundamentais da subscrição: informação, capacitação, networking e padronização.

O Congresso reunirá todos esses pilares e pretende oferecer aos participantes as melhores práticas e o que há de mais atual sobre os temas mais relevantes que compõem os seguros de Transportes e Cascos.

Para conhecer a programação e saber mais acesse : www.alsum.co/congreso2015

AXA agrega RC ao seguro de executivos

inovacaoRelease

A AXA acaba de lançar no mercado brasileiro uma solução que agrega a cobertura para diretores e administradores (D&O na sigla em inglês) à apólice de Responsabilidade Civil Geral. Um dos objetivos da companhia com esse produto é estender a proteção para o patrimônio pessoal de executivos ou sócios-administradores de empresas de médio ou pequeno portes.

“O seguro de Responsabilidade Civil Geral já faz parte da rotina de muitas empresas de médio porte, a consciência em relação aos riscos já está mais aguçada. Nosso objetivo é realizar um trabalho semelhante com a cobertura de D&O”, afirma Vanderlei Ravazzi, diretor técnico e de produtos da AXA Seguros.

Para chegar na formatação desse produto a companhia pesquisou o mercado nacional e também as soluções da AXA nos outros 58 países onde o grupo atua. A equipe brasileira percebeu então que a solução é inédita. “Um dos nossos compromissos é inovação. Todos na AXA são incentivados a colocar novidades na mesa. Isso tem a ver com flexibilidade, com o objetivo de trabalhar com soluções mais simples, que facilitem a vida do corretor e levem benefícios aos clientes”, complementa Ravazzi.

Motoristas de 18 a 25 anos se envolvem em mais acidentes graves durante a madrugada

carros direcao seguraRelease

Um estudo realizado pela Liberty Seguros, dentro de sua base de clientes, revela que, quando comparados com condutores de outras faixas etárias, os motoristas de 18 a 25 anos são responsáveis pela maior parte dos acidentes com indenização total no período da madrugada. Foram avaliados 155.726 sinistros em todo o país, no período entre agosto de 2014 e julho de 2015.

O tipo de indenização recebida pelo segurado é um dos indicadores avaliados pelo estudo. Considerando o conjunto de sinistros abertos, 88,3% resultam em indenização parcial e 8% em indenização total. Ao mapear os horários mais frequentes de ocorrências, o levantamento da Liberty Seguros identifica que, comparada às outras faixas horárias, a madrugada concentra a maior proporção (53,5%) de acidentes graves, que resultam em indenização total. O período da noite está em segundo lugar no ranking (18%), seguido pelos períodos da manhã (15%) e tarde (13,5%).

Os jovens de 18 a 25 anos se envolveram em 10.935 dos acidentes avaliados, sendo que a maioria deles (33,7%) acontece no período da tarde, seguidos pela noite (31%), manhã (25%) e madrugada (10,3%). Deste conjunto, 14% resultam em indenização total, sendo que a madrugada concentra 34,7% das ocorrências com este tipo de indenização.

O levantamento também mostra que os motoristas de 26 a 35 anos se envolveram em 24.206 acidentes (15,5% do total). Destes, a maioria aconteceu na parte da tarde (35,9%). Assim como no caso dos jovens, nesta faixa etária, a maioria dos acidentes graves, que resultam em indenização total, acontecem no período da madrugada (27,6%).

Os motoristas com idade superior a 55 anos são os que menos se envolvem em acidentes que resultam em indenização total quando comparados com os condutores de outras faixas etárias. Apenas 8,3% das ocorrências destes segurados são consideradas graves.

Os indicadores de roubos e furtos também fazem parte do estudo. Independentemente da faixa etária do segurado e quando comparada a outras faixas horárias, a incidência deste tipo de ocorrência é maior no período da madrugada (36,5%), seguida pela noite (33%), manhã (17%) e tarde (13,5%).

A maioria dos segurados que tiveram seus carros roubados ou furtados no período analisado têm entre 26 e 35 anos, e o menor índice deste tipo de ocorrência é entre os condutores de 18 a 25 anos.

Tendência de indenizações totais por região

A pesquisa de acidentes de trânsito da Liberty Seguros também traz uma análise das ocorrências em cada região do Brasil. Dos 155.726 casos, 59.179 (38%) aconteceram no Sudeste, sendo que 8,5% resultaram em indenização total. No Sul, foram 57.751 (37,1%), com 7,5% de indenizações totais. A região Nordeste concentra a maior proporção de indenizações totais. Dos 21.659 (13,9%) casos registrados, 8,6% resultaram em indenizações totais.

No Centro-Oeste, dos 13.118 (8,4% do total geral) sinistros abertos, 7,2% destes resultaram em indenização total. Já no Norte foram registrados 4.019 casos (2,6%), com 8% de indenizações totais.

Aliviar o estresse do trabalho? Nada melhor do que correr, sugere o diretor da Lojacorr

11140077_987755321281057_1431627621599818508_nEnquanto muitos descasavam neste feriado de finados, o corretor de seguros Geniomar Pereira realizava um sonho: era um dos 55 mil atletas de 120 países na maratona de Nova York. “Uma vista de tirar o fôlego, um cartão postal ao vivo, olhava pra toda aquela gente, cada um com seu sonho, mas todos com o mesmo objetivo de vencer os 42.195 metros, através dos cinco distritos de Nova York: Staten Island, Brooklyn, Queens, Bronx e Manhattan. Durante todo o trajeto mais de um milhão de pessoas saudavam entusiasticamente os corredores. Foi maravilhoso”, contou ele em sua página no Facebook.

Em entrevista ao blog Sonho Seguro, o diretor contou que realizar o sonho da maratona de Nova York só foi possível graças ao apoio da Lojacorr, rede de corretores na qual assumiu neste ano o desafio de criar e desenvolver as áreas corporate e de resseguros, e tambem a corretora parceira de resseguros Cooper Gay Swett & Crawford (CGSC) “Além de viabilizarem minha ida, a filosofia do grupo apoia a prática esportiva por entender como um investimento na saúde dos funcionários”, disse. Ele também faz questão de agradecer o apoio da família. “Meus grandes amores Cidinha e Bia, por compreenderem a divisão do tempo e também a querida Família Tybur pelo apoio logístico e psicológico”.

Conciliar a pratica de esporte com uma rotina puxada de trabalho não é uma tarefa fácil. Exige muita “força foco e fé”, como diz Pereira. Para conseguir treinar, o corretor buscou conciliar o tempo entre trabalho e família, usando horários alternativos. “Treinei várias vezes tarde da noite ou nas madrugadas das manhãs. Mesmo assim, o tempo final foi bastante prejudicado por conta das coimbrãs. Me preparei pra fazer abaixo de 4h30min, mas não deu. Fechei em 5h5min”, contou.

Pereira começou a correr há 10 anos, mas foi só em 2012 que começou a participar de provas oficiais. Nesses três anos, já fez 28 meias-maratonas, duas maratonas, três São Silvestre e mais de 50 provas de 10 quilômetros. Desde então, perdeu 12 quilos. “Comecei a correr para aliviar o estresse do trabalho, mas ai acabou virando uma grande paixão. Hoje corro por prazer e amor ao esporte”, conta.

Agora, quando o assunto é viagem a trabalho, Pereira já olha o calendário de corridas. Foi assim com Nova York. “Uma coincidência de datas com um compromisso professional e a Maratona de Nova York, me fez treinar muito, pois tinha apenas 75 dias para me preparar e simplesmente seria a preparação ao maior desafio atlético da minha vida. Neste período iniciei literalmente uma corrida contra o tempo, corri quase todos os dias, fosse debaixo de chuva, sol, noite, dia, não importava. Foram mais de 500 quilômetros de rodagem pedestre por vias urbanas. Treinei até dentro dos quartos de hotéis, com incontáveis sessões de abdominais e exercicios de fortalecimento muscular. Emagreci 5 quilos na raça e passei do estágio magro pra magérrimo. Mas tudo valeu a pena. Para todos os lados que olhava, pessoas que nunca me viram antes gritavam sem parar: Let’s go, you can!!!”, conta emocionado.

Apesar dos treinos, ele correu os 10 últimos quilômetros com câimbras nas duas pernas. “Foi na raça e na fé, mas valeu cada segundo”, diz. Para atingir suas metas, tem como auxílio de instrutores da acadamia com treinos intercalados de musculação, aeróbico e corrida. Cuida da alimentação e consome bebidas alcoólicas com extrema moderação. “Zero de açúcar e não como carboidratos após as 18 horas”, revela. E não toma nenhum tipo de suplemento. Na rua, ele corre sozinho. “Não pertenço a nenhum grupo, apesar de as vezes viajar com uma equipe para usar a estrutura logística”, comenta.

O próximo sonho a ser realizado já tem data: será em abril de 2016 em Paris, ao som de “vous pouvez”.

.

Itaú Seguridade participa com 12% do lucro do banco no 3o. tri de 2015

Captura de Tela 2015-11-03 às 08.46.21A terça-feira começa com divulgação do balanço do banco Itaú, com lucro líquido recorde de R$ 5,945 bilhões no terceiro trimestre, alta de 10% sobre o mesmo periodo. O índice de seguridade, que demonstra a participação do lucro líquido recorrente de Seguros, Previdência e Capitalização em relação ao lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, atingiu 12%, redução de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

O lucro líquido recorrente da Itaú Seguridade (que contempla o resultado das nossas operações de seguros, previdência e capitalização), foi de R$ 732 milhões no terceiro trimestre de 2015, 2,9% menor do que no trimestre anterior e 16,5% menor do que no mesmo período do ano anterior.

O Itaú divide os resultados em atividades foco, que consistem na oferta de produtos massificados de Pessoas, Patrimoniais, Prestamista, Previdência e Capitalização, e demais atividades de seguros, que correspondem aos produtos de garantia estendida, saúde, nossa participação no IRB e outros.

Assim, o lucro líquido recorrente das atividades foco foi de R$ 694 milhões no terceiro trimestre de 2015, redução de 2,9% em relação ao segundo trimestre de 2015, influenciado principalmente pelo aumento de sinistros do produto vida e das despesas não decorrentes de juros. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a redução foi de 3,8%.

As demais atividades de seguros apresentaram, no trimestre, lucro líquido recorrente de R$ 38 milhões, redução de 3,4% em relação ao trimestre anterior, devido principalmente ao aumento dos sinistros. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 75,5%, em função principalmente da rescisão antecipada do contrato entre Itaú Seguros S.A. e Via Varejo ocorrida no terceiro trimestre de 2014, relativo às operações de garantia estendida. O retorno recorrente anualizado de operações de seguros alcançou 143,5% no período, apresentando aumento de 5,0 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.

Em relação a participação das atividades no lucro, o segmento de seguros atingiu R$ 423 milhões, redução de 8,2% em relação ao trimestre anterior, influenciado principalmente pelo aumento de sinistros e das despesas não decorrentes de juros.

O lucro líquido recorrente do segmento de Previdência atingiu R$ 198 milhões no terceiro trimestre de 2015, aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior, devido às maiores receitas de prestação de serviços e contribuição líquida de previdência.

Já em capitalização, o lucro líquido recorrente atingiu R$ 73 milhões no terceiro trimestre de 2015, aumento de 16,1% em relação ao trimestre anterior, influenciado pelo aumento no carrega- mento e pela redução das despesas não decorrentes de juros. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve redução de 13% em função do maior custo atribuído ao produto, decorrente de revisão no nosso modelo de rateio de custos.

O banco informa que a partir do terceiro trimestre de 2015, a alocação de capital para os negócios de seguros, previdência e capitalização passa a utilizar no modelo gerencial o critério baseado no modelo regulatório BACEN, em substituição ao modelo regulatório Susep.

ABGR: Crise fortalece gestores de riscos dentro da estrutura das corporações

IMG_1186A crise fortaleceu os gerentes de riscos dentro da estrutura das corporações. Esse foi o recado passado pelos gestores de riscos que brasileiros que participaram em São Paulo do XI Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros. O evento reuniu cerca de 2 mil pessoas em seus três dias de realização. Segundo Cristiane Alves França, presidente da Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), a crise mostrou ao alto escalão das empresas que o risco existe em todos os níveis e segmentos e está ai para ser mitigado pelos gestores junto a todos os departamentos da empresa.

Seguradores, corretores, advogados, economistas e prestadores de serviços da indústria de seguros debateram nos três dias temas diversos, como a situação política e econômica do Brasil, os riscos que inibem investimentos, como hídrico e energético, a globalização, os programas de multinacioniais, os seguros financeiros, como D&O, responsabilidade civil, garantia e riscos de engenharia, entre outros. A consolidação do mercado também foi um tema importante, bem como a inovação.

O crescimento do Brasil deve continuar baixo, diz Maílson da Nobrega. “Vamos levar em torno de três a cinco anos para consertar essa crise que se instalou no país para voltarmos a crescer’, sentencia o economista em sua palestra de abertura. Por isso é bom se preparar. “Na pior da situação sobre a decisão política, impeachment, renúncia ou afastamento determinado pelo Supremo Tribunal, não haverá ruptura da democrácia. Mas temos de nos preparar para um longo período de crise. A partir de 2019, há uma previsão de melhora muito grande”, afirma Nóbrega, citando que as conquistas do Brasil nas últimas décadas foram enormes. “Temos instituições sólidas, uma base industrial complexa e diversificada, um agronegócio competitivo. Tudo isso nos traz oportunidades incríveis para serem exploradas pelos empresários e colocar o Brasil nos trilhos”, diz.

O otimismo de Maílson da Nóbrega tem base no processo democrático instalado no Brasil, com voto eletrônico e um sistema de urna, segundo ele, totalmente blindado a fraudes. “Temos também um judiciário independente e isso é fundamental para o crescimento do Brasil. Temos também uma imprensa livre, que não se curva a pressão do governo brasileiro”, afirma. Ele garante que o Brasil não volta mais a ter uma ditadura. O desafio agora é ficar rico. Entrar no clube dos ricos. A próxima a entrar neste seleto grupo é a Coreia do Sul. Essa é a nova realidade brasileira. “Só temos 25 países ricos no mundo”, afirma. “Eu tenho esperança de ver o processo de produtividade acelerado e também educação de melhor qualidade nas escolas”, diz.

Abaixo um resumo das notícias veiculadas por mídias setoriais:

Paramétricos – O presidente da Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil (AGCS Brasil), Angelo Colombo, participou do painel sobre Soluções Paramétricas. Uma das novidades que chega ao Brasil é o seguro paramétrico com foco em indenizar perdas financeiras e não apenas materiais. “O objetivo desse seguro é ajudar investidores e empresários a organizarem o fluxo de caixa diante de imprevistos com indicadores climáticos acima ou abaixo das médias históricas”, explica Colombo. E isso vale não só para a agricultura, como para uma infinidade de segmentos da economia. Previsto para chegar ao Brasil em 2016, o objetivo de garantir o fluxo de caixa diante das perdas quando índices climáticos ficarem acima ou abaixo da média histórica. Uma coleção de inverno que ficou encalhada porque o calor afugentou os clientes das lojas. Uma hidrelétrica que não pode gerar energia porque não tinha água suficiente para girar a turbina, relatou o blog Sonho Seguro.

Multinacionais – O número de empresas multinacionais brasileiras cresceu 321% entre 2010 e 2014, de 95 para mais de 400. A forte internacionalização do período não foi acompanhada na mesma proporção pela implementação de programas internacionais de seguros, segundo especialistas reunidos no XI Seminário Internacional de Gerência de Riscos promovido pela ABGR, a associação do setor. Este gap gera riscos para as empresas, além de oportunidades e desafios para os gestores, avaliaram. “Algumas grandes multilatinas têm programas muito bons, mas empresas emergentes têm um campo importante para desenvolver – e aproveitar assim os ganhos de escala da internacionalização”, disse Alejandro Solorzano, da corretora Marsh. Vanderlei Moreira, da Weg. Segundo ele, um programa global bem estruturado pode resultar em economia de custos com seguro da ordem de 20%, podendo chegar em alguns casos a 40%. Além do custo extra, a empresa pode ter de enfrentar sinistros que eventualmente não tenham sido bem monitorados no país onde foi atuar. Por outro lado, os especialistas afirmaram que já existem programas globais cujas apólices master estão baseadas no Brasil, um desenvolvimento que pode facilitar a gestão de tais programas pelas empresas multinacionais sediadas no país, informa a Risco Seguro Brasil (https://riscosegurobrasil.com)

Gestão de risco – Sempre foi complicado levar para dentro da empresa a necessidade da gestão de riscos”, disse a presidente da ABGR, Cristiane Alves. “Mas eu tenho notado que, no atual momento difícil em que a gente está vivendo, as empresas estão mais preocupadas em fazer o seguro de crédito, o seguro de garantia. Está havendo um envolvimento de todas as áreas dentro da empresa e isso recaindo sobre o gestor de riscos e seguros. É um processo que está começando a se espalhar para além das empresas grandes”, disse Cristiane Alves França, a presidente da Associação Brasileira de Gerência de Riscos. Até mesmo eventos que causam transtornos a muitas companhias no curto prazo estão tendo um efeito salutar no que diz respeito à governança corporativa. “A questão da Lava Jato ressaltou como é importante fazer a gestão de riscos relacionados ao compliance, à parte financeira da empresa”, disse Alves. “De uma certa forma o gestor de risco também participa deste processo”, publicou a Risco Seguro Brasil.

D&O – Segundo especialistas reunidos em painel sobre o seguro e a aplicabilidade da Lei Anticorrupção, o subscritor de D&O ganhou mais preponderância e responsabilidade, e as seguradoras estão cobrando muito mais informações do tomador do seguro. “Estão perguntando mais e precificando de forma diferente”, disse Celso Soares Júnior, responsável pelas linhas financeiras da seguradora Zurich. Soares diz que se busca conhecer de maneira detalhada como está estruturado o programa na empresa, como funciona o canal de denúncias, se há política anticorrupção, se há treinamento nessa área para os funcionários, entre outras coisas. “Percebemos que muitas empresas falham nesses itens”, disse ele. “Acredito quer a subscrição vai ficar muito mais personalizada”, completou Álvaro Igrejas, diretor de grandes riscos da corretora Willis. De acordo com Igrejas, a expectativa é que a fase atual do D&O irá desembocar num maior envolvimento da alta direção das empresas nos assuntos de compliance e gestão de riscos. Além disso, a tendência é que os procedimentos internos passem a ser melhores, com análise periódica e avaliação de riscos, canais de denúncias e controles internos. A advogada Márcia Cicarelli, do escritório Demarest, lembrou que o D&O é uma importante ferramenta de proteção dos executivos, mas não é a única. “O seguro é complementar”, afirmou. De acordo com ela, outras formas de proteger a empresa e o board, evitando práticas nebulosas, é limitar o poder dos executivos, produzir atas claras do conselho de administração e utilizar as confort letters (mecanismo pelo qual a empresa assume responsabilidade de seus executivos, desde que eles ajam de acordo com a legislação e as regras da companhia). Ela lembrou que programas efetivos de compliance têm potencial de reduzir em até 50% os casos de corrupção numa companhia. E deu números para o tamanho do problema no Brasil. Citando como fonte reportagem do Valor Econômico, lembrou que a corrupção consome 2,3% (ou cerca de R$ 95 bilhões) do PIB brasileiro e que 15% dos executivos do país se disseram dispostos a pagar propina para viabilizar algum negócio.

Consolidação – Em defesa da consolidação do mercado, Antonio Penteado Mendonça, sócio da Penteado Mendonça e Char Advocacia, afirmou em sua apresentação que a redução do número de players é uma boa notícia para o setor. “Não justifica haver 108 resseguradoras para cerca de 50 seguradoras, sendo que elas têm limite de sobra e não precisam de resseguros para os negócios que operam”, disse. Segundo ele, a crise será o principal gatilho para as resseguradoras repensarem no Brasil, com exceção das locais que criaram companhias conforme a legislação local. “Algumas das admitidas não ficarão, pois ficará caro para elas, e as eventuais terão um problema muito sério, provavelmente o Brasil perca o rating de economia estável, o grau de investimento”, analisou, segundo reportagem da revista Cobertura.

Clausulado – Walter Polido, da Polido Consultoria, fez críticas ao modelo atual. “O Brasil não adota o mesmo padrão de clausulado dos mercados desenvolvidos e isso acontece porque o segurado não cobra e temos um Estado com uma visão atrasada. Foram quase 70 anos de monopólio de resseguro, isso desgastou o mercado”, afirmou. Como reflexo, ele disse que o mercado é altamente comercial e pouco técnico. “Há um paternalismo do Estado em uma área altamente técnica. Vivemos um momento de estagnação e o Brasil não está enquadrado nas boas práticas do mercado internacional. Não temos técnica de subscrição no País, é tudo feito por olhômetro”, lamentou ele em sua palestra, segundo o portal da revista Cobertura.

Energia – No Brasil, a prática de se postergar problemas é comum em vários âmbitos e na questão de abastecimento de água e energia não seria diferente. Segundo o físico e ex-ministro da Educação, José Goldenberg, a lição de casa, o racionamento, deveria ter sido posta em prática em 2012 quando a crise foi anunciada. “Ao contrário, à época, o Governo Federal reduziu a tarifa de energia elétrica em 20% e concedeu isenção de IPI para a linha branca”, disse. O resultado, avalia ele, é que a demanda por energia elétrica cresceu 3,5% ao ano, enquanto o PIB subiu muito menos e até apresentou decréscimo, exatamente por conta da transferência de renda e aumento do consumo de produtos eletrodomésticos. Outra questão, segundo o especialista, é que se em 2009 a energia hidrelétrica representava 84,2% da matriz energética, hoje esse percentual é de 65% dando lugar, principalmente, às fontes termoelétricas. “Hoje, 25% da energia utilizada no Brasil são de fontes termoelétricas. Além de serem mais caras, a conta de luz subiu mais de 50% e subirá mais, elas também são mais poluentes, informou a revista Cobertura.

Saúde – Cláudia Machado, sócia da MBS Seguros, responsável pela área de gerenciamento de riscos, mostrou ao público os rumos do seguro saúde, antecipando que a próxima atualização do Rol de coberturas da ANS se dará em janeiro de 2016. Ela afirmou que “estamos chegando ao ponto que as empresas não estão mais dando conta de pagar e há poucas alternativas para pessoas físicas. Para ter um plano de saúde tem que ser basicamente empregado ou sócio, ou ter uma profissão regulamentada (planos coletivos por adesão). É um cenário bastante complicado”. Para as contratantes, ela alertou que elas precisam se atentar muito mais do que simplesmente aos custos. “Precisam avaliar se a operadora tem sustentabilidade e se entregará o que está no contrato. De nada adianta ela ter uma série de programas de prevenção à saúde se não tem reserva técnica. Hoje, há operadoras com dificuldade de solidez e vimos quantas pessoas ficaram desassistidas pelo que ocorreu com a Unimed Paulistana”, citou ela em reportagem na revista Cobertura.

Berkley fortalece parceria com GRAACC

Foto_Robert_17-12-2012 _2_Release

Em momentos de instabilidade econômica, manter atendimentos do terceiro setor torna-se um desafio ainda maior, especialmente quando se trata do tratamento de pacientes que lutam contra o câncer. Neste contexto, o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) tem reforçado a importância do apoio de empresas como a Berkley, seguradora homenageada no dia 29 de outubro entre os parceiros da entidade.

Nos últimos anos, a Berkley tem assegurado importantes eventos direcionados à arrecadação de verbas para manutenção do hospital mantido pelo GRAACC para atendimento gratuito de crianças e adolescentes que enfrentam a doença.

Entre as ações, a companhia tem assegurado e apoiado a Corrida e Caminhada do GRAACC, a campanha McDia Feliz e os jantares temáticos promovidos para mobilização da sociedade pela causa da instituição.

“A cada ano podemos constatar o crescimento e reconhecimento do trabalho exercido pelo GRAACC e, neste momento de dificuldades frente à crise econômica, o desafio é estarmos ainda mais unidos para divulgar este importante papel da entidade para a sociedade brasileira”, destaca o vice-presidente executivo da Berkley, Robert Hufnagel.

Conheça o GRAACC e torne-se um parceiro na luta contra o câncer: www.graacc.org.br

AON divulga lucro de US$ 295 milhões no 3o. tri

aon_logo_red_smallA corretora divulgou hoje lucro liquido de US$ 295 milhões no terceiro trimestre, queda de 4% e US$ 832 milhões no acumulado de nove meses, queda de 14%. O faturamento decresceu 5%, para US$ 2,7 bilhões no trimestre e 2%, para U$ 8,4 bilhões no ano até setembro. “Em nosso sazonalmente mais fraco trimestre, nossos resultados refletem o crescimento orgânico da receita e expansão da margem operacional em ambos os segmentos, gerenciamento de capital efetivo e geração de fluxo de caixa livre significativo, apesar do impacto da conversão de moeda estrangeira desfavorável e desafios macroeconômicos”, disse Greg Case, presidente e diretor executivo. “Impulsionada por nosso portfólio líder da indústria e investimentos em banco de dados e análises, esperamos um forte quarto trimestre e chegar ao final do ano em nossas principais métricas, posicionando ainda mais a empresa para a geração de fluxo de caixa livre e criação de valor acionista”.

SulAmérica divulga lucro de R$ 204 milhões no tri e R$ 429 milhões até setembro

sula balancoA SulAmérica divulgou lucro líquido consolidado de R$ 204,4 milhões no terceirotrimestre de 2015, com crescimento de 70,6%. Dentre os principais componentes do resultado, destacam-se:

Prêmios de seguros cresceram 16,9% e totalizaram R$ 4,1 bilhões;

Sinistralidade geral melhorou 0,5 p.p. e ficou em 76,0%;

Margem bruta operacional aumentou 20,2%, passando a representar 12,9% dos prêmios ganhos, com índice 0,6 p.p. melhor;

Índice de despesas administrativas melhorou 0,5 p.p., atingindo 8,3%;

Aumento de 27,4% do resultado financeiro, reflexo de uma acertada estratégia de alocação de investimentos;

A rentabilidade dos ativos próprios atingiu 104,4% do CDI no acumulado do ano.

“Os resultados mostram que a SulAmérica está no caminho certo ao seguir investindo na qualidade e sustentabilidade do desempenho operacional, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Todas as operações de seguros apresentaram crescimento de prêmio e melhora na rentabilidade, reforçando a resiliência do nosso modelo multilinha. Este desempenho positivo também está aliado à acertada estratégia de alocação de investimentos, constante disciplina na gestão de custos e manutenção da expansão comercial”, afirma o presidente da SulAmérica,Gabriel Portella.

No segmento de Saúde e Odontológico, os prêmios de seguros cresceram 15,4%, totalizando R$ 2,9 bilhões, com destaque para os planos coletivos, que tiveram alta de 17,2%. O destaque do segmento continua sendo o desempenho das carteiras de PME e Odonto,com crescimento de 22,9%e 25,5%, respectivamente. O índice de sinistralidade geral do segmento melhorou 0,5 p.p., ficando em 82,3%, com destaque também para os planos coletivos, com melhora de 1,7 p.p. Reajustes adequados e iniciativas estruturais de gestão de sinistros, como compra direta de materiais e medicamentos especiais, acompanhamento de casos complexos e crônicos e análise preditiva de sinistros, contribuíram para os bons resultados alcançados.

Em seguros de automóveis, a SulAmérica apresentou alta de 23,8% nos prêmios no trimestre, totalizando R$ 979,4 milhões, alavancada, principalmente, pelo crescimento de 9,3% na frota segurada, que chegou a 1,8 milhão de veículos. O bom desempenho do segmento evidencia o acerto da política de subscrição adotada pela companhia e o avanço contínuo na gestão de sinistros. O índice de sinistralidade melhorou 1,4 p.p. em comparação com o trimestre de 2014, baixando para 61%. Informações de mercado divulgadas pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) apontam que, de janeiro a setembro de 2015, o mercado de seguros de automóveis cresceu 3,9%, com prêmios totalizando R$ 24,8 bilhões, enquanto a SulAmérica, no mesmo período, registrou alta de 16,5%, alcançando participação de mercado de 10,7%.

O destaque em Ramos Elementares foi a carteira de seguros patrimoniais que, com 21% de representatividade, contribuiu para o crescimento de 11,2% dos prêmios, totalizando R$ 152 milhões. O índice de sinistralidade também apresentou melhora de 2,4 p.p., assim como a margem bruta operacional, que obteve avanço de 3,7 p.p.

Em Previdência Privada, as reservas registraram aumento de 17,6%, atingindo R$ 5,1 bilhões, com crescimento impulsionado em grande parte pela modalidade VGBL, com alta de 28%. O saldo de portabilidade permaneceu favorável à companhia e o resultado operacional do segmento aumentou 117,7%, contribuindo para os resultados consolidados.

Os prêmios de Seguros de Vida e Acidentes pessoais apresentaram alta de 4,6% no trimestre, alcançando R$ 105 milhões. O índice de sinistralidade permaneceu praticamente estável, em 42,1%, e a margem bruta operacional do segmento aumentou 3,4 p.p. A melhora da rentabilidade foi impulsionada por iniciativas de reposicionamento, como o lançamento de novos produtos, aprimoramento da estrutura de distribuição e prospecção de clientes e melhoria dos processos operacionais.

Em Capitalização, a companhia manteve o foco no produto Garantia de Aluguel, implantando iniciativas estruturais para aprimorar processos e investindo em tecnologia, além de parcerias em regiões estratégicas para explorar o todo o potencial que o segmento apresenta.

O trimestre para a SulAmérica Investimentos encerrou com alta de 4,5% de ativos sob gestão,no comparativo com o total administrado no mesmo período do ano passado, totalizando R$ 28,8 bilhões em ativos administrados. A migração de ativos para fundos de renda fixa impactou o resultado operacional, que apresentou queda de 11,5%.