Novo recorde de beneficiários e expansão dos planos odontológicos

Fonte: Fenasaúde

O setor de saúde suplementar atingiu um novo recorde em abril de 2025, com 52,3 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares e 34,8 milhões em planos exclusivamente odontológicos, segundo dados divulgados pela ANS. Em 12 meses, o crescimento foi de quase 1 milhão de usuários nos planos médicos e de 1,9 milhão nos odontológicos.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) avalia que o aumento do número total de beneficiários é resultado da valorização que os brasileiros vêm dando à qualidade dos serviços que os planos propiciam, uma tendência consolidada no pós-pandemia. A entidade também celebra o expressivo avanço no segmento odontológicos. 

“O crescimento dos planos odontológicos mostra como os brasileiros estão reconhecendo a importância da saúde bucal. O acompanhamento odontológico regular contribui para a melhoria da saúde com um todo, evitando outros tipos de doenças, como as cardiovasculares”, afirma Bruno Sobral, diretor executivo da FenaSaúde. 

ESSOR lança produto exclusivo para agentes de cargas

Fonte: Essor

ESSOR lança produto exclusivo para agentes de cargas

O seguro oferece proteção de Erros & Omissões, essencial para os que atuam no setor   

Maurício Silva, head of marine da ESSOR Seguros- Foto: Manoel Petry

A ESSOR Seguros, em parceria com a Albatroz MGA, empresa especializada na gestão de riscos com larga experiência no setor de transporte de cargas, lançou o seguro de Erros e Omissões (E&O) voltado especialmente para agentes de cargas. “Com foco na inovação e na oferta de soluções integradas, lançamos um produto exclusivo e personalizado. Além de proporcionar benefícios competitivos aos clientes, ele garante tranquilidade e proteção para suas operações,” enfatiza Maurício Silva, head of marine da ESSOR.

Responsável pela organização e coordenação do transporte de mercadorias, o agente de cargas atua como intermediário entre os remetentes e os transportadores, garantindo que as cargas sejam entregues de maneira eficiente e segura. Entre as suas responsabilidades estão a negociação de tarifas, a preparação de documentos de transporte, a coordenação logística e o acompanhamento do status das entregas.

Coberturas – Como a atividade é sujeita a uma grande variedade de riscos, o seguro de E&O da ESSOR oferece entre as principais coberturas: Erros & Omissões, que protege contra falhas na prestação de serviços, como, por exemplo, erros na documentação que possam causar prejuízo ao cliente; Responsabilidade Civil, que cobre danos a terceiros durante a execução dos serviços; Defesa Jurídica, que garante assistência em processos legais decorrentes de reclamações de clientes ou terceiros e Indenizações, pagamento indenizando por prejuízos financeiros causados por erros ou omissões.

Além das coberturas serem adaptadas as necessidades específicas dos agentes de cargas, Maurício Silva destaca como um dos benefícios que o segurado tem ao contratar o seguro de E&O da ESSOR, a maior credibilidade frente a concorrência no setor. “Ao demonstrar compromisso com a qualidade e a segurança dos serviços prestados, ele, consequentemente, melhora a sua reputação profissional”, conclui o head of marine da ESSOR.

Seguro de vida para PMEs cresce 50% na Prudential do Brasil

Fonte: Prudential

A contratação de seguros de vida por pequenas e médias empresas aumentou em 50% na Prudential do Brasil só nos primeiros quatro meses de 2025, se comparado ao mesmo período do ano passado. A alta vem sendo registrada desde 2024, quando houve o mesmo crescimento de 50% em relação a 2023. Hoje, as PMEs já representam mais da metade da carteira de clientes corporativos da seguradora. 

A tendência identificada pela Prudential do Brasil reflete o crescimento do número de PMEs no país e o movimento que tem sido feito por esses pequenos e médios negócios para atrair e reter talentos em um mercado de trabalho competitivo, no qual os profissionais mais qualificados privilegiam empresas que oferecem uma série de benefícios corporativos, como o seguro de vida. De acordo com o Sebrae, as micro, pequenas e médias empresas representam 97% de todas as companhias no país e foram responsáveis por 72% dos empregos formais gerados no país em 2024. 

“Observamos que os benefícios corporativos deixaram de ser um privilégio exclusivo das grandes empresas e passaram a ser uma importante ferramenta de atração e retenção de talentos para PMEs. Entre esses benefícios, o seguro de vida em grupo tem ganhado destaque por seu custo acessível, flexibilidade e alto valor percebido pelos colaboradores”, analisa o diretor executivo de negócios da Prudential do Brasil, Erick Kluft. 

O seguro de vida para PMEs pode incluir coberturas que vão além da tradicional “morte natural ou acidental”, como invalidez permanente total ou parcial por acidente, doenças graves e auxílio funeral. Os produtos também podem oferecer assistências que incentivam os colaboradores a cuidar da saúde e possuem alto valor agregado como benefício para os funcionários, como assistência psicológica, orientação financeira e jurídica, telemedicina, descontos em farmácias, check-up e programas de bem-estar.

“O seguro de vida em grupo para pequenas e médias empresas oferece uma ampla gama de coberturas e assistências que vão muito além da proteção em caso de falecimento. Essas soluções são pensadas para agregar valor ao pacote de benefícios da empresa e proporcionar segurança e bem-estar aos colaboradores e suas famílias”, afirma Kluft.

Zurich leva corretores e parceiros para a Croácia

Fonte: Zurich

Praias paradisíacas, ilhas deslumbrantes, muralhas imponentes, gastronomia única e uma arquitetura que atravessa séculos. Foi nesse cenário que corretores e parceiros de negócios contemplados na campanha Vou com a Zurich 2024/2025 – 25 corretores- viveram uma experiência inesquecível na Croácia, entre os dias 15 e 22 de maio de 2025.  

A campanha Vou com a Zurich acontece desde 2012 e é uma das iniciativas de incentivo da companhia no Brasil. Seu objetivo é reconhecer os parceiros estratégicos que fazem a diferença no crescimento dos negócios. Após a viagem para Cartagena, na Colômbia, agora foi a vez da Croácia receber os agraciados, em uma experiência de reconhecimento, relacionamento e celebração de resultados. 

O destino, localizado no Leste Europeu, é conhecido por encantar turistas do mundo todo com sua combinação única de natureza exuberante, cultura vibrante e cidades históricas como Split e Dubrovnik,que fizeram parte do roteiro exclusivo preparado para os corretores e parceiros de negócios.  

Durante os dias de viagem, os viajantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura local, explorar paisagens deslumbrantes e celebrar os resultados alcançados ao longo da campanha, em uma programação pensada especialmente para reconhecer. 

“Mais do que uma viagem, essa experiência na Croácia representa o nosso compromisso em valorizar quem caminha ao nosso lado. Estar próximo dos nossos corretores e parceiros, comemorando seus resultados e fortalecendo nossa parceria, é parte essencial da cultura da Zurich. A campanha Vou com a Zurich reflete nosso agradecimento a esses profissionais que contribuem ativamente para um crescimento conjunto”, destaca Márcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich. 

A viagem reforça um dos pilares da Seguradora: estar próxima dos seus parceiros estratégicos, reconhecendo o desempenho e fortalecendo uma relação construída na confiança e na colaboração. 

“É uma satisfação enorme participar dessa viagem organizada pela Zurich, uma empresa com a qual mantemos uma parceria sólida e de longa data. Mais do que um momento de celebração, é uma oportunidade de estreitar ainda mais os laços com os executivos da companhia e com outros parceiros de mercado. Costumo dizer que fazer negócios é muito bom, mas fazer negócios com amigos é ainda melhor. Que possamos seguir juntos, construindo muitas outras oportunidades como essa”, afirma Ariel Couto, CEO da MDS do Brasil.  

“Viver essa experiência reforça, mais uma vez, o quanto a Zurich valoriza e investe na parceria com seus clientes e parceiros. Começamos essa jornada juntos de forma muito orgânica, e, ao longo do tempo, construímos uma relação baseada na confiança, na dedicação e na busca constante por resultados relevantes. Estar aqui é, sem dúvida, uma oportunidade de conexão, de fortalecimento da nossa parceria e de pensar em soluções que contribuam cada vez mais para a evolução dos nossos negócios”, ressalta Daniele Moreno, gerente executiva do Banco Carrefour. 

“A campanha Vou com a Zurich é uma oportunidade de ouvir, aprender e construir juntos. Cada encontro como este nos aproxima ainda mais dos nossos parceiros e corretores, ajudando-nos a entender, com profundidade, os desafios e as oportunidades do mercado. É dessa troca constante que nascem as melhores soluções e os caminhos para crescermos juntos”, afirma Sidemar Spricigo, diretor executivo de Parcerias da Zurich. 

Seguro de vida passa a incentivar hábitos saudáveis e a prevenção da obesidade no dia a dia 

Fonte: Mapfre

Em um país onde 60% da população está acima do peso, segundo dados da World Obesity Federation, e o custo com doenças crônicas não transmissíveis cresce ano após ano, iniciativas de prevenção têm se tornado prioridade tanto para o setor público quanto para empresas que atuam na área da saúde. Uma dessas iniciativas vem do setor de seguros, que começa a redefinir seu papel tradicional ao incluir, nos produtos de vida, benefícios voltados ao cuidado com o bem-estar e à mudança de estilo de vida.
 

É o caso da seguradora MAPFRE, que oferece no seu Seguro de Vida Individual o programa ‘MAPFRE Cuidado de Você’, uma plataforma de serviços voltada à promoção da saúde, com foco na prevenção. Por meio do programa, os segurados têm acesso a descontos em diversas especialidades, como nutrição, psicologia e nutrologia, tanto em formato online como presencial. O atendimento com nutrólogos, por exemplo, permite identificar deficiências nutricionais, tratar distúrbios alimentares, orientar o uso adequado de suplementos e ajustar a alimentação de acordo com as necessidades individuais.
 

A proposta da MAPFRE acompanha uma tendência de valorização da saúde preventiva no Brasil. Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, mais de 75% dos óbitos no país estão relacionados a doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e obesidade. Parte significativa desses casos poderia ser evitada com intervenções simples no estilo de vida, como reeducação alimentar, controle de peso e atividade física regular.
 

“Nosso objetivo é ampliar o olhar sobre o seguro de vida. Ele não precisa ser acionado apenas em situações extremas. Pode, e deve, ser um aliado no cuidado contínuo da saúde, ajudando as pessoas a viverem com mais qualidade agora”, explica a diretora técnica de seguro de vida da MAPFRE, Hilca Vaz. “Ao oferecer suporte ao bem-estar físico e emocional, queremos tornar o seguro mais próximo da rotina das pessoas.”, conclui. 
 

A aposta no cuidado preventivo acompanha mudanças no comportamento do consumidor, cada vez mais atento à sua própria saúde e buscando soluções integradas para o seu dia a dia. Segundo Hilca, o foco na prevenção é um movimento positivo não apenas para os clientes, mas também para o setor como um todo. Para a executiva, incentivar hábitos saudáveis pode significar, no médio e longo prazo, uma redução na sinistralidade e maior longevidade das apólices. “Quanto mais as seguradoras investem em prevenção, mais sustentável tende a ser o modelo”, afirma Hilca. 
 

“A MAPFRE vê esse posicionamento como parte de uma transformação mais ampla. Em vez de atuar apenas como amparo em momentos difíceis, o seguro pode assumir um papel ativo na construção de um futuro mais saudável e equilibrado. Acreditamos no cuidado integral entre corpo, mente e segurança financeira. E isso começa com escolhas diárias que impactam diretamente na qualidade de vida”, conclui.

Folha: captação de planos VGBL caiu 80% após IOF, e mercado está paralisado, diz entidade

Fonte: Adriana Fernandes, da Folha

A CNseg informou que houve queda de 80% das captações em VGBL após a edição do decreto de alta do IOF. De acordo com a entidade, a receita esperada de IOF de VGBL ficou perto de zero neste período e o mercado está hoje paralisado. A CNseg calcula que, mantendo a dinâmica dos primeiros dias após a publicação do texto, o efeito estimado em um ano pode chegar a R$ 150 bilhões a menos em captação em VGBL na comparação com 2024.

A previsão é que a captação líquida ficará negativa neste e nos próximos anos, após um superávit de R$ 70 bilhões em 2024. A nota destaca que o governo Lula pode conseguir mais de R$ 50 bilhões em fontes de receita com dividendos e petróleo, o que representaria mais que o dobro das estimativas de arrecadação com aumento do IOF.

A confederação cita duas reportagens da Folha que mostram que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o BB (Banco do Brasil) e a Petrobras acumulam uma reserva de lucro de R$ 28,94 bilhões que pode ser repassada na forma de dividendos e outra sobre receitas de petróleo para reforçar o caixa do Tesouro Nacional e ajudar no Orçamento deste ano.

Além disso, a CNseg diz que há outras fontes que podem ser discutidas como novos leilões de energia, leilões de portos e receitas com transações tributárias (acordo com contribuintes de débitos em litígio) para setores específicos

Valor: Previdência privada reúne dados para tentar convencer governo a voltar atrás no IOF

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Fonte: Valor, por Adriana Cotias

A Federação Nacional da Previdência Privada (Fenaprevi) reuniu um conjunto de informações para subsidiar as conversas com o Ministério da Fazenda e tentar convencer o governo a voltar atrás na imposição de um pedágio de 5% de imposto sobre operações financeiras (IOF) nos aportes mensais acima de R$ 50 mil em planos do tipo VGBL. O objetivo é combater com dados o argumento de que o produto estaria sendo usado para elisão fiscal pelos chamados super-ricos.

Por ora, o segmento está meio paralisado e observou uma queda de cerca de 80% na captação nas últimas duas semanas, com uma perda estimada de arrecadação da ordem de R$ 5 bilhões, segundo executivo que atua nos bastidores do setor. A regra do IOF vale mesmo que o dinheiro esteja distribuído entre diferentes seguradoras ou entidades.

Dos mais de R$ 175 bilhões em captação bruta recebida pelas empresas de previdência aberta no ano passado nos planos VGBL, R$ 35 bilhões vieram de contribuições mensais, e R$ 140 bilhões, de aplicações esporádicas.

Só 515 pessoas fizeram aportes de R$ 10 milhões. Se abranger o universo acima de R$ 5 milhões, o total chega a 1.508 participantes, enquanto na fronteira dos R$ 50 mil para cima foram 509 mil que fizeram pelo menos uma contribuição ao longo de 2024.

Dos 11,2 milhões de brasileiros que estão na previdência aberta, só 4 mil têm saldo acima de R$ 10 milhões, com R$ 8,6 bilhões No conjunto, o setor reúne R$ 1,6 trilhão em reservas. “Para pegar os super-ricos vão afetar a classe média inteira? Parece ser uma medida desproporcional”, diz essa fonte.

Um interlocutor lembra que, em 2023, quando passou a legislação que instituiu o “come-cotas” (o imposto semestral antecipado) em fundos fechados e restritos usados por famílias ultrarricas para gestão de fortunas, o setor se articulou com o governo para evitar uma migração em massa de recursos para carteiras exclusivas de previdência por causa da arbitragem regulatória. Isso porque, nos veículos de previdência, não há come-cotas e o diferimento de imposto até o resgate foi preservado.

Na modernização das regras do setor, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) proibiu a constituição de novos fundos de previdência com saldo individual de R$ 5 milhões de pessoas de um mesmo núcleo familiar. Parte do fluxo acabou alimentando os veículos condominiais.

Há um canal de comunicação aberto com a Fazenda, diz essa fonte, mas não houve, por ora, nenhuma sinalização de revisão da medida. O único aceno foi o adiamento do prazo de cobrança do IOF da previdência para 25 de junho. Se tudo ficar como está, a percepção é que vai representar um golpe “no coração do produto” e que o setor vai voltar algumas casas após avanços significativos consolidados no novo marco regulatório – que possibilitou que parte das reservas do participante fosse usada como garantia de crédito, além da escolha do regime tributário só na hora do usufruto dos recursos.

A avaliação no setor é que a estimativa de arrecadação para o governo caso a medida prevaleça é ilusória. Os participantes simplesmente deixarão de aportar volumes que ultrapassem os R$ 50 mil, por causa da mordida punitiva de 5%, e vão privilegiar produtos como letras de crédito imobiliários e do agronegócio (LCI, LIG e LCA), isentas de imposto de de renda para a pessoa física.
Uma fonte lembra que, para prazos curtos, a previdência é muito ineficiente, leva oito anos para o participante ter direito a uma alíquota de 15% de IR que empata com outras aplicações. Só depois de dez anos é que chega aos 10%, na tabela regressiva.

O VGBL é um produto relativamente novo no Brasil, e quem investe fica em média 7,5 anos nos planos, segundo o mapeamento da Fenaprevi. Outro ponto levado para a mesa de negociações é que o segmento é um grande financiador da dívida pública, respondendo por 13% do estoque de títulos do Tesouro.

Num primeiro momento algumas seguradoras deixaram de acatar novos aportes, e quem tinha sistema para isso barrou aplicações acima de R$ 50 mil. Seguem operando abaixo dessa linha, mas assumindo um risco solidário por não disporem de sistemas que enxerguem o que entra na concorrência. No primeiro trimestre, a previdência aberta recebeu R$ 44,9 bilhões, 92% NO VGBL.

Inteligência Artificial transforma seguros e exige regulação ética

FORUM BRASIL FRANÇA

A ascensão da Inteligência Artificial (IA) e seu impacto no setor segurador esteve em debate no painel “Regulamentação de IA, segurança cibernética e combate à fraude”, no Fórum de Seguros França-Brasil, em Paris. O evento reuniu legisladores, executivos e especialistas do setor segurador para discutir o equilíbrio entre inovação, ética, proteção de dados e a urgência de uma regulação adaptativa.

Abrindo a mesa, o senador Eduardo Gomes (PL,TO) apresentou um panorama do cenário legislativo brasileiro, destacando o marco legal da Inteligência Artificial (PL 2338/2023), do qual é relator, como eixo central da construção de um marco regulatório para a IA no país. “A discussão sobre inteligência artificial no Congresso Nacional nasce de uma necessidade global de regulação”, afirmou. 

O senador acredita que o setor segurador é essencial para dar segurança às pessoas em um cenário em que elas ainda não confiam totalmente na IA. Segundo ele, o projeto, em debate há mais de dois anos, busca integrar os avanços tecnológicos aos marcos já existentes, como os do Banco Central. 

A perspectiva de um marco legal dinâmico, que evolua com a tecnologia e evite a fragmentação setorial, reforça a ideia de uma regulação com foco na proteção de dados como fundamento essencial. É justamente diante desse cenário em transformação que surgem novas preocupações no setor privado, como apontado por Richard Vinosa, CEO da EZZE Seguradora.

Vinosa endossou a relevância da LGPD e das normas de defesa do consumidor no Brasil, mas alertou para os desafios contemporâneos, como os deepfakes e os impactos que eles podem ter na confiabilidade das informações. Em sua fala, trouxe uma visão prospectiva, explorando o futuro dos seguros em um mundo automatizado, com possibilidades que vão desde a redução da necessidade de seguros tradicionais até a criação de seguros específicos para este universo. Para ele, “o ponto crítico está na junção entre humano e máquina, que exige mais do que tecnologia: demanda ética, responsabilidade e cooperação entre governo, mercado e sociedade”.

Complementando a discussão com o olhar europeu, Marie-Aude Thépaut, diretora-geral da CNP Assurances, destacou como a IA pode atuar como alavanca estratégica para a missão central dos seguros: proteger bens e pessoas. Ela identificou três grandes frentes de aplicação: prevenção de riscos, melhoria no atendimento ao cliente e fortalecimento da conformidade regulatória, temas diretamente ligados à eficiência e confiança no setor.

No entanto, Thépaut chamou a atenção para os riscos dessa transformação, especialmente quanto ao desenvolvimento ético da tecnologia. Para ela, é fundamental manter princípios como transparência, equidade e controle humano, evitando uma personalização excessiva das ofertas que contrarie o mutualismo, valor fundante da lógica securitária. Ela também alertou para os perigos de uma regulação excessiva, que, em vez de proteger, pode sufocar a inovação.

Essa multiplicidade de visões foi articulada com maestria por Arthur Ravier, moderador do painel e consultor de políticas digitais na France Assureurs. Em sua análise, destacou que a IA já era parte da rotina do setor há anos, especialmente na modelagem de riscos, mas que a emergência dos modelos generativos de linguagem (LLMs) trouxe um novo paradigma. Segundo ele, o alcance massivo dessas tecnologias — agora disponíveis para consumidores, trabalhadores e seguradoras — muda radicalmente o jogo.

Ravier enfatizou que, embora a IA ofereça ganhos significativos em automatização, personalização e eficiência, ela também levanta dilemas profundos. “Essas promessas vêm acompanhadas de desafios que precisam ser enfrentados com responsabilidade”, afirmou, alinhando-se ao tom geral da mesa.

Mesmo diante de realidades regulatórias distintas, os participantes do painel convergiram em uma convicção comum: a inteligência artificial é um vetor inevitável de transformação no setor de seguros. Para que esse futuro seja sustentável e confiável, será indispensável construir caminhos ancorados em ética, transparência, equidade e supervisão humana.

O Fórum França-Brasil de Seguros, promovido pela CNseg em parceria com a France Assureurs, marca um novo capítulo da internacionalização do mercado segurador brasileiro. A proposta é fortalecer a cooperação bilateral, fomentar soluções inovadoras e integrar o seguro aos grandes projetos de desenvolvimento nacional, incluindo os voltados à resiliência climática e à inclusão econômica.

AXA no Brasil lança Portal de Faturamento Vida

A AXA no Brasil lança o Portal de Faturamento Vida e reforça seu compromisso com a inovação e a digitalização dos serviços. A novidade oferece aos corretores uma maneira mais rápida e prática de gerenciar o faturamento das apólices de Vida, melhorando significativamente a experiência do usuário.

Bruno Porte, Vice-Presidente de Tecnologia, Transformação, Operações e Dados da AXA no Brasil, comenta sobre a inovação: “O Portal de Faturamento Vida é um marco importante para nós, pois traz uma série de benefícios para os corretores. Dentro da nossa estratégia de aumentar nossa capilaridade e expandir nossa presença, oferecer ferramentas que facilitem o trabalho dos nossos parceiros é um passo importante. Ela permitirá que realizem o faturamento de forma totalmente digital, com funcionalidades como envio da relação de segurados, download de boletos, analíticos de faturamento, endossos e certificados, trazendo facilidade e agilidade em suas rotinas com a companhia”.

A plataforma tem uma interface intuitiva e amigável e a companhia organizou treinamentos para garantir que todos os corretores estejam bem-informados e capacitados para utilizar a nova plataforma. “Realizamos sessões de treinamento para nossos times comercial e técnico, assim como para os nossos corretores parceiros. Nossa meta é assegurar que todos estejam confortáveis e familiarizados com o novo sistema”, acrescenta Porte.

Molina e Instituto de Longevidade MAG recebem prêmios

O Grupo MAG, uma das três companhias mais longevas com operação ininterrupta do Brasil, acaba de ser duplamente reconhecido na premiação do Insurance Corp Awards, promovida pela revista Insurance Corp. Em cerimônia ocorrida na última quarta-feira (04), o Chairman e CEO do Grupo MAG, Helder Molina, foi eleito o Executivo do Ano, enquanto o Instituto de Longevidade MAG foi homenageado na categoria “Melhores do Seguro e Resseguro”, em razão de sua relevante contribuição social ao estudo do envelhecimento.

Ao agradecer a honraria, Molina destacou a dedicação e o empenho de toda a equipe do Grupo MAG. “Receber este prêmio é uma honra, mas acredito que todo reconhecimento pessoal é, na verdade, um reflexo do esforço coletivo. Por isso, esta conquista é dedicada a todos os colaboradores, corretores e parceiros da MAG”, disse. 

Instituto de Longevidade MAG também é premiado

Durante a premiação, o Instituto de Longevidade MAG, conquistou a categoria “Melhores do Seguro e Resseguro”, com destaque pela importante contribuição social do estudo do envelhecimento. 

Idealizado pela MAG Seguros, o Instituto de Longevidade MAG completou recentemente 9 anos de atuação com uma trajetória marcada por projetos inovadores, conteúdos de impacto e mais de 30 milhões de leitores em seu portal. A iniciativa foi criada com o propósito de discutir os impactos sociais e econômicos do aumento da expectativa de vida no Brasil. Sua missão é auxiliar os cidadãos brasileiros a alcançar a Longevidade Financeira em todas as fases da vida, oferecendo suporte para que possam viver de forma equilibrada e sustentável ao longo dos anos.

Para Gleisson Rubin, diretor do Instituto de Longevidade MAG, a premiação reforça a importância do tema na sociedade. “Esse prêmio representa um marco, reconhecendo não apenas o trabalho do Instituto, mas também a necessidade de discutirmos, com profundidade e seriedade, os impactos do envelhecimento populacional”, conclui Rubin.